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25 de novembro de 2015

Quais os melhores horários para postar nas redes sociais?

Estar presente nas redes sociais é algo que praticamente toda banda faz para ampliar seu público e manter contato com sua base de fãs. Apesar de a atualização constante dessas redes não ser necessariamente obrigatória, é natural que, uma vez que um perfil em uma rede foi criado, se queira obter o máximo possível dele. Pensando nisso, quais seriam os melhores horários para publicar no Instagram, Facebook e Twitter? Algumas pesquisas divergem entre os melhores dias e horários, o que reforça o fato de que tudo varia de acordo com o perfil e a cultura do seu público. No entanto, é possível observar alguns horários com maior propensão a interações e de presença dos usuários.

Instagram
Um amigo disse que a melhor hora para postar no Instagram é durante o cocô matinal. Ele está certo: segundo o Web Trends, o período entre 7h e 9h está entre os mais ativos, quando as pessoas acordam e querem se atualizar do que está acontecendo. Outros bons horários seriam entre 11h e 14h (horário de almoço) e entre 17h e 19h (enquanto as pessoas voltam do trabalho).
O dia com maior possibilidade de interações é o domingo (reforçando a fama do Instagram de ser uma rede social ligada ao lazer) e, no caso dos vídeos, as interações são maiores durante a noite ou pela manhã (o que é explicado em pesquisa da TrackMaven pelo fato de o áudio dos vídeos poder chamar muita atenção durante o horário de trabalho).
Já o Huffington Post, em parceria com o Latergramme, publicou que os melhores horários seriam às 2h da madrugada e às 17h, por serem horários com menos publicações e, portanto, mais fácil atingir os usuários ativos no momento.


Facebook
Uma boa ferramenta para analisar o resultado das suas ações no Facebook é a Fanpage Karma. Através dela você pode ver os horários e dias em que suas publicações têm obtido mais curtidas e compartilhamentos, assim como outras variáveis.
Segundo o Hubspot, os melhores horários para publicação seriam às 13h (para obter mais compartilhamentos) e 15h (para ter mais likes) durante os dias de semana. Usando o Fanpage Karma, no entanto, o melhor horário para publicação na página do Meio Desligado, por exemplo, seria entre 10h e 12h.


Twitter
No caso do Twitter, as mesmas fontes citadas anteriormente apontam que os horários de destaque seriam 12h e 18h (para mais cliques) e 17h (para mais retweets). Assim como no caso do Facebook, o melhor é utilizar ferramentas que analisem sua atividade na rede social, como o Follower Wonk (e vários outros semelhantes) e os próprios dados estatísticos do Twitter.

* Infográficos sobre Twitter e Facebook extraídos de arquivo do Hubspot; infográfico do Facebook produzido pela Microsoft.

10 de março de 2015

Dois sites para ajudar a divulgar seu trabalho online

Artwork.fm e Unlock.fm são duas criações de Lee Martin, desenvolvedor de projetos experimentais para o Soundcloud que já criou trabalhos para bandas como Queens of the Stone Age, Muse, Bloc Party, Moby, Slipknot e várias outras. Através do Unlock o artista pode liberar músicas de seu perfil no Soundcloud para download e, em troca, o usuário deve fornecer seu endereço de email ou um tweet (vide exemplo que acompanha este texto). Já no Artwork é possível criar, de forma extremamente fácil e intuitiva, um daqueles famosos vídeos do Youtube com uma imagem estática e o arquivo de áudio: basta selecionar, ao mesmo tempo, a música e a foto que se deseja ter no vídeo que o site cria o arquivo para você poder subir no Youtube ou outro site de vídeo.



Como se não bastasse, Martin já anunciou um novo projeto: o Snipe FM. Descrito como uma "rádio pirata virtual", o aplicativo permitirá transmitir áudio somente para pessoas geograficamente próximas das coordenadas que você definir. Ou seja, você poderá permitir o streaming de áudio de um arquivo somente para quem estiver próximo de um determinado local ou transmitir mensagens para quem estiver na fila do local onde sua banda for tocar, por exemplo. Infelizmente, ainda não há previsão de lançamento do Snipe FM.

16 de janeiro de 2015

Linha do tempo da música

Não é novidade, mas outro dia me deparei com esse Music Timeline, um gráfico temporal interativo feito pelo Google que registra as variações de popularidade de diversos gêneros musicais e suas interligações e achei bastante interessante.


Clique em um gênero (rock, por exemplo) para ver a época de "surgimento" e as curvas de popularidade de seus sub-gêneros. Indo mais à fundo, selecionado um determinado sub-gênero, ele apresenta alguns dos principais representantes daquele estilo.

Um bom passatempo que também serve para conhecer novos artistas de estilos sobre os quais você tenha pouco conhecimento.

26 de dezembro de 2014

Instrumentos virtuais para se divertir

Dois experimentos interessantes de instrumentos virtuais são o Patatap e Theremin. O segundo, como o próprio nome diz, simula os sons produzidos por um teremin e é tocado através do mouse ou do touchpad do computador. Já o Patatap, disponível também abaixo, é tocado através das teclas do computador e possui um visual diferenciado (use a barra de espaço do teclado para mudar o banco de sons e o visual gerado por cada tecla).

Quem se interessar por essas experiências de criação de música online (ou de puro entretenimento) também deve conferir:
Pare tudo o que estiver fazendo e use isto por alguns minutos
Como produzir músicas direto na web
DM1, um dos melhores aplicativos para fazer música no iPhone e no iPad
Incredibox, mais uma experiência musical online
Jam no navegador
Discotecando direto do navegador


5 de novembro de 2014

"O mundo pelo correio é muito pequeno"

Em 1994, o Jefferson Santos, que mais tarde viria a se tornar um dos criadores da icônica Motor Music, deu uma entrevista para a Rede Minas para comentar o zine que produzia na cidade de Divinópolis (interior de MG) chamado Kaspar. O que mais me chamou atenção (além das comparações entre a realidade do cenário independente daquela época e o atual) foi a fala de Jeff em relação a como se comunicava com artistas de todo o mundo: "o mundo pelo correio é muito pequeno". E neguinho reclamando da internet hoje em dia...

23 de junho de 2014

Cultura da participação - Criatividade e generosidade no mundo conectado

Lançado em 2011 no Brasil pela editora Zahar, Cultura da participação - Criatividade e generosidade no mundo conectado apresenta no título uma diferença em relação à sua publicação original (em 2010) que muda levemente o foco da abordagem do estadunidense Clay Shirky, autor do livro. No original, Cognitive surplus (creativity and generosity in a connected age), a ideia de Shirky fica mais clara: trata-se de uma obra sobre como o excedente cognitivo pode gerar experiências coletivas que unem criatividade e generosidade.

Especialista em internet e comunicação digital, Shirky analisa as formas de organização social através da tecnologia digital e seus desdobramentos culturais. Seus exemplos vão de aplicativos para denúncias de violências étnicas no Quênia à influência política de grupos pop sobre adolescentes chinesas (as manifestações acontecidas em junho de 2013 por todo o Brasil poderiam ser, facilmente, objeto de análise semelhante). Otimista, ele acredita vivermos um momento de potenciais transformações através da ação coletiva mediada pela internet. "As oportunidades diante de nós, individual ou coletivamente, são gigantescas; o que fazemos com elas será determinado em grande parte pela forma como somos capazes de imaginar e recompensar a criatividade pública, a participação e o compartilhamento", escreve.

Alguns dos pontos cruciais referem-se à diminuição de custos resultante da digitalização e o posterior aumento da experimentação e o potencial de criação (além de compartilhamento e desenvolvimento) ao não se guiar por interesses comerciais mas sim por motivações intrínsecas que compartilhamos com diferentes indivíduos. Abaixo, uma seleção de trechos do livro que ajudam a entender o que Shirky propõe. Quem se interessar, também pode ler o primeiro capítulo, "Gim, televisão e excedente cognitivo", no site da Zahar.

"É mais fácil lidar com a escassez do que com a abundância, porque, quando algo se torna raro, nós simplesmente acreditamos que é mais valioso do que era antes, uma mudança conceitualmente fácil. A abundância é diferente: seu advento significa que podemos começar a tratar coisas que antes eram valiosas como se fossem baratas o bastante para desperdiçar, o que significa baratas o bastante para fazer experiências com ela. Como a abundância é capaz de eliminar os valores de custo-benefício aos quais estamos acostumados, ela pode desorientar as pessoas que cresceram com escassez. Quando um recurso é escasso, as pessoas que o gerenciam normalmente o consideram valioso em si mesmo, sem parar para avaliar quanto do seu valor está condicionado à sua escassez."

"O material de baixa qualidade que surge com a liberdade crescente acompanha a experimentação que cria o que acabaremos apreciando. Isso foi verdade na tipografia do século XV, e é verdade na mídia social de hoje. Em comparação com a escassez de uma era anterior, a abundância acarreta uma rápida queda da qualidade média, mas com o tempo a experimentação traz resultados, a diversidade expande os limites do possível, e o melhor trabalho se torna melhor do que o que havia antes. Depois da tipografia, publicar passou a ter maior importância porque a expansão dos textos literários, culturais e científicos beneficiou a sociedade, mesmo que tenha sido acompanhada por um monte de lixo."

"... a maneira como colocamos nossos talentos coletivos para funcionar é uma questão social, e não apenas individual. Como precisamos nos coordenar mutuamente para extrair algo de nosso tempo e talentos compartilhados, usar o excedente cognitivo não é apenas acumular preferências individuais. A cultura dos diversos grupos de usuários tem grande importância para o que eles esperam uns dos outros e para o modo como trabalham juntos. A cultura, por sua vez, é o que determina quanto do valor que extraímos do excedente cognitivo é apenas coletivo (apreciado pelos participantes, mas não muito útil para a sociedade como um todo) e quanto dele é cívico."

"O excedente cognitivo, recém-criado a partir de ilhas de tempo e talento anteriormente desconectadas, é apenas matérias-prima. Para extrair dele algum valor, precisamos fazer com que tenha significado ou realize algo. Nós, coletivamente, não somos apenas a fonte do excedente; somos também quem determina seu uso, por nossa participação e pelas coisas que esperamos uns dos outros quando nos envolvemos em nossa conectividade." 

"A antiga visão de rede como um espaço separado, um ciberespaço desvinculado do mundo real, foi um acaso na história. Na época em que a população online era pequena, a maioria das pessoas que você conhecia na vida diária não fazia parte dela. Agora que computadores e telefones cada vez mais computadorizados foram amplamente adotados, toda a noção de ciberespaço está começando a desaparecer. Nossas ferramentas de mídia social não são uma alternativa para a vida real, são parte dela. E, sobretudo, tornam-se cada vez mais os instrumentos coordenadores de eventos no mundo físico."

"O que importa agora não são as novas capacidades que temos, mas como transformamos essas capacidades, tanto técnicas quanto sociais, em oportunidades. A pergunta que agora enfrentamos, todos nós que temos acesso aos novos modos de compartilhamento, é o que vamos fazer com essas oportunidades. A pergunta será respondida muito mais decisivamente pelas oportunidades que fornecermos uns para os outros e pela cultura dos grupos que formamos do que por qualquer tecnologia em particular."

E aqui está o registro da palestra que Shirky deu sobre excedente cognitivo e seu livro no seminário "A Sociedade em rede e a economia criativa", realizado em São Paulo, em 2011. O áudio está ruim porque a tradução em tempo real está sobreposta à voz de Shirky, mas dá para entender (com certa dificuldade).

8 de junho de 2014

Linkania #1

De tempos em tempos uma organizada nos links salvos é essencial. Geralmente uso o Delicious para os links que acho interessantes mas não serão utilizados constantemente, o próprio Chrome para organizar os que pretendo usar com frequência (ou quando não tenho tempo sequer de escolher as tags para salvar no Delicious) e o Get Pocket para as páginas que pretendo acessar posteriormente, quando estiver com calma, mas que não necessariamente serão acessadas mais de uma vez no futuro (o serviço é o equivalente ao "assistir mais tarde", só que para qualquer tipo de link).

Abaixo está uma lista da última filtrada nos meus links.

Lanyard
Serviço para organizar online um registro dos shows aos quais você foi. EM alguns casos, ele até consegue o setlist do show e cria automaticamente uma playlist com as músicas daquela apresentação. Um exemplo na minha página de testes no site.

Evergig
Sabe aqueles vários trechos de músicas que as pessoas fazem nos shows? O Evergig os reúne e edita automaticamente, permitindo assistir aos shows por diferentes pontos de vista. Eles já captaram mais de 1 milhão de dólares, o que deve garantir melhorias no serviço (que já funciona muito bem, diga-se).

Sonata Première
Meu blog favorito para conhecer e baixar filmes. Ótima seleção de filmes mais cult, misturando lançamentos e muitas produções antigas.

Confide
Aplicativo para troca confidencial de mensagens em dispositivos iOS e Android. Só é possível ler uma palavra por vez e a mensagem se apaga após lida. Caso a pessoa tente fazer um "print" da tela, quem enviou a mensagem é informado.

Livemocha
Site para aprender línguas gratuitamente. Além dos tradicionais inglês, espanhol, alemão, francês e italiano, estão disponíveis cursos de japonês, mandarim, coreano, árabe, russo, hebraico, esperanto, catalão e outros.

Parade
Serviço para contar histórias através de fotos em uma página única (single page site). Extremamente fácil de usar e com design agradável.

Clippick e Deskconnect
Ambos são aplicativos para troca de arquivos entre dispositivos. Por exemplo, você faz a foto no celular e transfere na hora para o computador.

Copy
Alternativa ao Dropbox que oferece 15GB gratuitos.

Foap
Rede social para venda de fotos feitas em celulares.

Vhoto
Aplicativo para extrair fotos a partir de frames de vídeos do iPhone ou iPad. Chega de ter que parar o vídeo e dar print screen.

A soft murmur
"Sons ambiente para acabar com as distrações". Você escolhe sons como os de ondas, pássaros ou chuva, entre outros, e os toca simultaneamente ou separados (cada som tem um controlador de volume individual).

Sleio
Site de pesquisas na web que promete doar todos os seus ganhos para caridade. Você escolhe com qual causa quer colaborar (Unicef, pesquisas contra o câncer, desenvolvimento de vacina contra o HIV etc) e a partir de então os ganhos de publicidade gerados a partir dos links em que clicar são direcionados às instituições escolhidas.

Big-ass message
Serviço para criação de páginas estáticas com mensagens simples e visual kitsch.

Evitando microfonias
Texto com algumas dicas para melhorar o som das bandas ao vivo e evitar ruídos indesejados.

Buy me a pie
Listas de compras sincronizadas entre diferentes dispositivos.

List of things for sale
Um site simples e direto para criar listas de coisas à venda.

Rithm
Aplicativo para troca de mensagens através do envio de músicas. Como se no Whatsapp cada mensagem fosse, na verdade, uma música com algum comentário.

Legitimix
Site para pesquisa de remixes.

PagSocial
Arquivos para download em troca de divulgação nas redes sociais.

Word Counter
Site simples e leve para contar caracteres de textos.

30 de maio de 2013

Hospedagem durante turnês: Airbnb e Housetrip

Na hora de planejar uma turnê, principalmente no exterior, um dos grandes problemas é a questão da hospedagem. Hoteis geralmente são caros e albergues não costumam ter espaço para guardar os equipamentos e instrumentos com segurança. Uma boa alternativa é utilizar sites como o Airbnb e Housetrip (disponíveis em português), que possibilitam o aluguel temporário de quartos ou imóveis inteiros. O mais comum são pessoas que têm quartos livres em casa ou que vão passar temporadas em outras cidades (ou países) e colocam esses imóveis à disposição dos interessados, utilizando esses sites para alcançar mais pessoas com segurança.

Ambos os sites são extremamente fáceis de usar: você pode buscar o local de sua hospedagem através de parâmetros como data, localização, número de quartos, valor, tipo de imóvel, línguas faladas pelo anfitrião e comodidades disponíveis (internet, piscina, ar condicionado etc), entre outros. O pagamento é feito com cartão de crédito e só é debitado após a estadia no local contratado.

Antes de fazer a reserva, o ideal é ler os comentários deixados por quem já se hospedou no local, ver a avaliação do proprietário pelos usuários e pesquisar sobre o bairro do imóvel na internet. Com essas pequenas precauções, a probabilidade de ter problemas com sua hospedagem diminui bastante.


3 de maio de 2013

Um aplicativo para letras de músicas

Com mais de 10 milhões de downloads, o aplicativo musiXmatch é genial pela simplicidade. Com ele, você acessa as letras das músicas gravadas em seu celular ou tablet (Android, Windows Phone ou iOS), visualizadas no formato karaokê (as frases são apresentadas de acordo com o momento em que são cantadas). Assim como aplicativos como Shazam e Soundhoud, o musiXmatch também pode identificar as músicas que estão tocando no ambiente em que você estiver (eu, por exemplo, costumo usar para descobrir alguma música interessante que escuto em festas ou até mesmo quando estou no táxi).

O musiXmatch ainda não consegue encontrar a maioria das letras de bandas independentes brasileiras, mas funciona muito bem com artistas internacionais ou nacionais um pouco mais conhecidos. Também é bom para quando você sabe apenas uma frase ou outra de uma música e quer saber seu nome sem ter que pesquisar na internet. Nesses casos, é só digitar o trecho que sabe e o aplicativo lhe apresenta as possíveis opções de música.

Se ficou alguma dúvida sobre o funcionamento (ou se você quer rir um pouco), basta assistir ao vídeo de divulgação do app.

18 de junho de 2012

Songpop e a gameficação

Mesmo que você não jogue, com certeza conhece alguém que já está viciado no Song Pop. No jogo, vence quem descobrir quais as músicas ou artistas são tocados em maior quantidade e em menor tempo. Uma espécie de "Qual é a música?" mais interativa. O jogo está disponível no Facebook e como aplicativo para celulares e já possui mais de 700 mil usuários que o utilizam diariamente.

O Song Pop é mais um exemplo de como a chamada "gameficação" funciona bem em um contexto cultural nas redes sociais. Caso fosse apenas uma aplicação para se tentar descobrir as músicas executas, dificilmente alcançaria tanto sucesso. O ponto-chave, no caso, é o estímulo à competição entre os usuários e a publicação nas redes dos resultados das "batalhas". Outro mérito do Song Pop é disponibilizar uma grande variedade de listas, com estilos musicais específicos, para cada competição. Caso o usuário queira competir dentro de um gênero musical que conheça melhor (punk rock, por exemplo), deve comprar essa lista.

Observar a fenomenal expansão do Song Pop pode contribuir para o surgimento de outras iniciativas interessantes que aliem produtos culturais à lógica dos games e das redes sociais. Para os interessados, em breve haverá até um curso online, gratuito, oferecido pela University of Pennsylvania que aborda a "gameficação" junto a elementos econômicos e financeiros.

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E já que o assunto é Song Pop, aí vai uma dica de como trapacear no jogo.

6 de abril de 2012

Leitura indicada: Ronaldo Lemos e "Código aberto"

"Existe um segredo bem guardado que grande parte dos músicos brasileiros ainda não descobriu. Em setembro de 2010, o Ecad fechou um acordo com o YouTube e o Google para recolher direitos autorais....
Resultado: a partir de novembro de 2010 um bom dinheiro adicional passou a entrar nos cofres do Ecad em nome de toda e qualquer pessoa que posta um vídeo musical no YouTube. A notícia do acordo (divulgada de forma bastante discreta) diz que ele abrange 'todo o repertório musical que estiver disponível na plataforma do YouTube' (veja em bit.ly/f1FFbw). Como se isso não bastasse, o Google comprometeu-se a pagar valores retroativos desde 2001! Ou seja, uma dinheirama.
Com isso, o Google faz a sua parte: paga aos músicos os valores devidos. A questão é se o Ecad vai pagar todos os que têm direito a receber. Na prática, se você colocou uma música que tem qualquer participação sua no YouTube, tem direito a receber – mesmo que não seja associado ao Ecad ou às associações que o constituem. Afinal, sua parte já está sendo cobrada por você".

Estes são trechos do artigo "O mistério do E-cad", publicado por Ronaldo Lemos em sua coluna "Código Aberto" na revista Trip de Março de 2011. Longos 12 meses depois, o Ecad virou manchete ao cobrar ilegalmente de blogs que veiculavam vídeos do YouTube com músicas e que serviu de estopim para que seu nebuloso funcionamento fosse alvo de muitas matérias, com destaque para as publicadas no Farofafá.

Referência em direito autoral na internet, Ronaldo Lemos é figura essencial na divulgação do Creative Commons e pesquisador da cultura digital. Além de sua coluna na Trip, apresenta o programa Mod na MTV e foi um dos fundadores do Overmundo.  Na "Cógido Aberto", Lemos demonstra como a cultura digital é parte cada vez mais essencial da cultura contemporânea e afeta aspectos distintos de nossas vidas, desde nossas relações interpessoais à economia das nações.

Atento às transformações culturais, os textos mensais de Lemos abordam vanguardismo, tecnologia, mudanças sociais e registram  pontos importantes da cultura contemporânea que poderiam facilmente passar despercebidos. A música tem destaque em suas colunas e serve como base para se (tentar) entender uma série de mudanças comportamentais e do mercadológicas, como as destacadas nos textos "Radinho de pilha 2.0" ("Nas periferias da América Latina, as músicas mais populares circulam hoje em celulares"), "Chupa chups musical", "A mensagem é o meio" (de 2009, quando fazia sentido escrever "Quem faz rock independente utiliza o MySpace, já a música de periferia prefere o Youtube", hoje pode-se trocar o MySpace pelo Facebook) e "Os números erram" ("dinheiro público x combate à pirataria").

* Ilustração de Luba Lukova publicada junto a uma das colunas de Lemos na revista Trip.

6 de março de 2012

Como produzir músicas direto na web

O desenvolvimento tecnológico, tanto em termos de software (programas) como de hardware (equipamentos), tem ampliado as possibilidades de criação e experimentação artística, assim como contribuído na democratização ao acesso a ferramentas de produção. Softwares como Live (Ableton), Reason (Propellerhead) e FL Studio (antigo Fruity Loops, popular entre iniciantes) são usados por artistas de todo o mundo, dos mais variados gêneros e níveis de popularidade. 

Recentemente, uma série de aplicativos para smartphones e tablets tem levado a produção musical para dispositivos móveis e estimulado até mesmo bandas famosas, como o Gorillaz, a explorar diferentes meios de criação em mídias móveis. Junto a esse processo, destaca-se o uso da computação/navegação nas nuvens (cloud computing) para a produção musical, tornando desnecessária a instalação de softwares para se produzir música - as ferramentas estão disponíveis online, acessíveis a qualquer momento e a partir de diferentes dispositivos.



Nesse panorama, a  Audiotool  é uma das ferramentas mais incríveis disponíveis atualmente. Acessível gratuitamente no endereço audiotool.com e também como um aplicativo para o navegador Google Chrome, ela possui sintetizadores, sequenciadores, equalizadores e simula diversos pedais de efeitos, além de uma interface de edição. Os pedais criam efeitos como delay, phaser, reverb, flanger, entre outros, enquanto as drum machines simulam equipamentos vintage clássicos como a bateria eletrônica Roland TR-808 e o sequenciador Roland TR-909.

A interface da Audiotool lembra uma mesa onde os "equipamentos" estão dispostos e o usuário deve conectar os cabos de cada elemento utilizado para que funcionem. É uma prática necessária também no Reason e que além de simular a utilização "física" do equipamentos, permite maior personalização na conexão entre os módulos usados. Outro grande ponto positivo é poder usar controladores MIDI, da mesma forma realizada em softwares tradicionais.


As músicas criadas podem ser compartilhadas dentro da própria rede social da Audiotool e registradas em Creative Commons, o que estimula a criação de um enorme banco de áudio que pode ser sampleado e recriado. Para os iniciantes, existem diversos tutoriais que auxiliam na utilização da Audiotool e preparam você para muitas e muitas horas em frente ao computador.

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Quem se interessa pelo assunto também deveria visitar este post antigo do Meio Desligado.

1 de dezembro de 2011

Descubra as músicas e bandas mais comentadas na internet com o We Are Hunted


O que você vê acima é a tabela das músicas "emergentes" neste momento na internet. São as novas músicas que estão sendo mais comentadas e ouvidas em blogs, redes sociais e serviços de trocas de arquivos em todo o planeta, reunidas pelo We Are Hunted. Apesar de usar o site desde 2009, seu recente re-design tornou obrigatório comentá-lo aqui no blog.

A interface é relativamente limpa, com navegação intuitiva (horizontal), informações fáceis de serem encontradas e integração com Facebook e Twitter que facilita o compartilhamento de músicas. Existem vários tipos de ranking, separando as músicas em ascensão de acordo com estilo ou tipo, como "remix" e "mainstream". Usuários registrados podem salvar suas músicas favoritas e criar playlists que podem ser compartilhadas com os demais usuários e incorporadas em páginas pela web.

O We Are Hunted é praticamente uma rádio destinada a dar visibilidade às músicas que se destacam no meio digital, uma webrádio cuja programação é definida de acordo com o comportamento de quem ouve música na internet. 

Ótimo meio para se descobrir novas bandas, o site também possui uma seção interessante chamada "discovery", na qual pode "interpretar" seu gosto musical a partir do conteúdo publicado em seu perfil no Twitter e/ou Facebook ou lhe apresentar uma série de músicas para que você informe se gostou ou não. Na sequência, o We Are Hunted cria uma playlist personalizada de acordo com seu gosto musical.

Aproveite para ver minha playlist no We Are Hunted.

28 de novembro de 2011

Dicas de aplicativos: Viber / Voxer

Usuários de iPhone, iPad e iPod Touch com o sistema iOS 5 já podem enviar mensagens entre si gratuitamente através do iMessage, mas quem não atualizou o sistema ou utiliza a plataforma Android pode enviar mensagens e fazer ligações gratuitas para outros usuários através do Viber. O aplicativo é gratuito e simples de usar. Ao instalá-lo, ele passa a utilizar seu número de telefone como se fosse seu login e identifica entre os nomes em sua lista de contatos quais pessoas já usam o aplicativo, permitindo a troca de mensagens e ligações gratuitas entre os mesmos.

O funcionamento é bastante parecido com o Skype e outros serviços de mensagens instantâneas, mas seu diferencial é não exigir a criação de login, utilizando os telefones já salvos na agenda do celular. Outro ponto interessante é que além de texto podem ser enviados arquivos de imagens e dados de localização geográfica de onde se encontra o emissor da mensagem. No caso das ligações, a qualidade do áudio é relativamente boa e o ideal é estar conectado à rede via wi-fi, no caso de quem não possui plano de dados ilimitado.


Extremamente prático para se usar no cotidiano (seja no lazer ou no trabalho), facilita bastante a comunicação entre usuários de plataformas distintas (por enquanto, iOS e Android, disponível em breve para Blackberry). Ideal para resolver pequenas questões de trabalho que não necessitam de ligações ou emails.

Entre os aplicativos gratuitos semelhantes, um dos mais usados é o Voxer, que simula um sistema de walkie talkie para as conversas e identifica os usuários do aplicativo através de sua conta no Facebook. O Voxer também permite o envio de mensagens gratuitas com texto e fotos, com a vantagem de se poder criar grupos para envio coletivo de mensagens. No entanto, o esquema de "apertar para falar", como nos rádios, é mais trabalhoso no caso das conversas via áudio, tendo como vantagem apenas o fato de que os destinatários podem ouvir a mensagem posteriormente, não sendo necessária a interação em tempo real. Assim como o Viber, o Voxer está disponível para as plataformas iOS (iPhone, iPad e iPod Touch) e Android.

20 de outubro de 2011

A evolução da música

... em um breve vídeo que mostra algumas das mudanças ocorridas no mercado musical mundial desde os anos 70, com destaque para as transformações acarretadas pela evolução tecnológica. Entre os dados apresentados alguns se destacam:
- 95% dos downloads de música são feitos de forma ilegal
- 70% da música mundial é comercializada pelas quatro principais gravadoras (Warner, Emi, Sony e Universal)
- de cada 20 bandas que assinam com uma gravadora, apenas uma vende mais que mil CDs
- enquanto o Napster operava ilegalmente (entre 1998 e 2001), as vendas de CDs aumentaram em torno de $ 500 milhÕes

5 de setembro de 2011

Mistureba: Festival de Arte Digital, Psychobilly Fest, Muros e botão mágico

Botão mágico deixa tudo certo na sua vida.

- Festival de Arte Digital


- Psychobilly Fest
Dias: 7 e 8 de Setembro
Horário: 21h
Onde: Hangar (Dr. Muricy, 1091 – Centro – Tel: 3077-8189)
Ingressos: Um dia: R$ 20,00 | Dois dias (passaporte): R$ 30,00

Shows
Dia 7/09
Cwbillys
The Mullet Monster Mafia (São Paulo)
Sick Sick Sinners
Hillbilly Rawhide

Dia 8/09
Feras do Caos
The Brown Vampire Cats (Londrina)
As Diabatz
Ovos Presley

- Muros: Territórios compartilhados
O Seminário Muros: Territórios Compartilhados reunirá pesquisadores de SP, RJ, BA e MG para discutir a intervenção artística em espaços públicos.O evento será realizado em Belo Horizonte, de 13 a 15 de setembro.


1 de julho de 2011

Discotecando direto do navegador


Projeto de um funcionário do Flickr, Wheels of Steel simula pick-ups (ou "toca discos") de DJs direto no navegador de internet (preferencialmente Chrome ou Safari). Toda a experiência acontece sem necessidade de downloads ou instalações. Para tocar, basta selecionar alguma das músicas disponíveis no site ou colar o link de algum arquivo de áudio na área abaixo da pick-up. Controles de equalização, cue, pitch, crossfade e play/stop podem ser feitos pelo mouse ou por atalhos no teclado. As informações estão bem detalhadas no site.

Ainda em fase experimental, Wheels of Steel mistura diferentes linguagens de programação (CSS3, Flash, HTML5, Java) e é mais um projeto que abre caminho para a exploração de conteúdo "nas nuvens" na área musical e de entretenimento. Abaixo está um breve vídeo de apresentação feito pelo criador do projeto.

30 de junho de 2011

Escute todas as músicas do Last.fm na íntegra e de graça

Uso o Last.fm desde 2006 e adoro. Trata-se de uma ferramenta/serviço que registra as músicas que você escuta no computador (ou em dispositivos móveis como Ipod e iPhone) e cria bibliotecas online com as mesmas, além de também ser uma rede social baseada na interação entre usuários através da proximidade de gostos musicais. Uma das funções mais legais do Last.fm é que ele pode funcionar como uma rádio online inteligente que se baseia em seu histórico de artistas ouvidos, no histórico de seus "vizinhos" (pessoas que ouviram as mesmas bandas que você), amigos, artistas ou gêneros específicos e outros parâmetros escolhidos pelo usuário. Isso é possível porque o site possui em seu banco de dados quase todas as músicas ouvidas por seus usuários.

Há alguns anos, porém, esse serviço de "rádio" passou a ser pago. Para ouvir as "estações virtuais" o usuário deve pagar $3 mensais. Aos que permanecem na versão gratuita são disponibilizados 30 segundos de cada faixa e, em alguns casos, a música completa para audição e download (caso o próprio artista ou seu selo/gravadora libere a faixa nesta modalidade).

Last.fm free music player em funcionamento

Para acabar com as limitações da versão gratuita do Last.fm basta instalar a extensão Last.fm free music player no navegador Google Chrome. Gratuita, a extensão permite que você escute todas as músicas disponíveis no Last.fm diretamente no seu navegador, sem fazer o download dos arquivos. Basta clicar no botão de play (ao lado dos nomes das músicas no site) que o mini-player da extensão as executa, criando playlists de acordo com a página em que você estiver no Last.fm: se estiver na página do Marcelo Camelo e der play em alguma das músicas, a playlist terá as músicas do artista mais ouvidas pelo público; se estiver na página de um álbum específico, como o Tarot Sport do Fuck Buttons, o álbum poderá ser ouvido na íntegra. No caso de artistas independentes brasileiros várias músicas ainda não estão disponíveis em suas páginas no Last.fm, mas funciona muito bem com artistas estrangeiros ou cujas músicas estão à venda na internet (nesse caso, a probabilidade de o Last.fm ter os arquivos em mp3 é maior).

29 de junho de 2011

Google+, a rede social do Google


Se você já estava achando a internet muito movimentada, saiba que os próximos meses serão ainda mais agitados agora que o Google anunciou sua tão aguardada rede social, a Google+. Lançada nesta terça-feira, 28 de junho, e atualmente disponível para um limitado número de usuários, a rede tem como mote o "compartilhamento da vida real, repensado para a web" (com destaque para a comunicação entre círculos sociais pré-definidos). Diferente da lógica do Facebook e outras redes, o Google+ parece apostar em formas de interação interpessoais mais direcionadas, fugindo do excesso de conteúdo que atrapalha a experiência de navegação nas redes sociais virtuais e gera o famigerado spam.

A rede integrará todos os serviços do Google através de uma barra preta na parte superior da tela, atualmente já disponível quando você acessa (logado) o Google Docs ou a página principal do Google, por exemplo. Além do enorme potencial dessa integração, as funcionalidades do Google+ parecem bastante atraentes. À primeira vista, o Google integrou em seu novo produto algumas das funções mais interessantes de redes mais abrangentes como o Facebook e de serviços específicos de comunicação através de vídeos e fotos - além de georeferenciamento, como o Foursquare, e disponibilização automática de conteúdo na nuvem, como o recém-anunciado iCloud, da Apple.

O histórico do Google em experiências em redes sociais não é muito positivo, vide os "fracassos" do Google Buzz e Google Wave, mas pode ser que com o Google+ a empresa mude esse cenário e redefina, mais uma vez, a forma como interagimos através da internet.

Apresentando o projeto Google+:
O compartilhamento da vida real na perspectiva da web

A necessidade de se conectar com os outros é um dos instintos mais básicos dos seres humanos. Com um sorriso, uma risada ou com um aceno nos conectamos com os outros todos os dias.
Hoje, cada vez mais, as conexões entre as pessoas acontecem on-line. Apesar disso, as nuances e a essência das interações do mundo real são perdidos na rigidez das nossas ferramentas on-line.

Desta forma básica e humana, o compartilhamento on-line é inadequado. Ou até mesmo quebrado. E queremos consertá-lo.

Gostaríamos de trazer as nuances e a riqueza do compartilhamento da vida real para o software. Queremos incluir você, seus relacionamentos e seus interesses, e fazer o Google melhor. 


+Círculos: compartilhe o que é importante com quem mais importa
Nem todos os relacionamentos são criados igualmente. Compartilhamos uma coisa com um colega de trabalho, outra com nossos pais e quase nada com nosso chefe. O problema é que os serviços on-line de hoje transformam amizades em fast food: embrulhando todo mundo com a embalagem "amigos". Assim, o compartilhamento torna-se prejudicado: 
É descuidado. Queremos nos conectar com certas pessoas apenas em alguns momentos, mas o que acontece on-line é que sabemos tudo de todo mundo, o tempo todo. 
É assustador. Cada conversa on-line (com mais de 100 "amigos") é uma exposição pública e, por isso, compartilhamos menos com medo dos holofotes. 
É impessoal. Os conceitos de "amigo" e "família" são diferentes para cada pessoa, da sua própria maneira, nos seus próprios termos. Porém, perdemos essa diferenciação quando estamos on-line. 

Ao analisar essas limitações, nós nos perguntamos: "o que as pessoas fazem de verdade?" E não precisamos buscar muito para descobrir a resposta. As pessoas, de fato, compartilham seletivamente o tempo todo, com seus círculos.
Da família aos colegas da escola, descobrimos que as pessoas já usam os círculos da vida real para se expressarem e para compartilhar de forma precisa com as pessoas certas. Assim, fizemos o mais lógico: trouxemos os Círculos para o software. Simplesmente crie um círculo, adicione pessoas e compartilhe novidades, assim como um dia qualquer:


+Sparks: inicie uma conversa sobre qualquer assunto
Fixações saudáveis inspiram o compartilhamento, e todos temos uma (ou duas, ou três...). Talvez ela seja carros tunados, quadrinhos ou moda, mas a atração é sempre a mesma: ela aparece em uma conversa da qual participamos e, então, é compartilhada com outros fãs. Algumas vezes por horas a fio. O truque é iniciar as coisas e eliminar o tropeço inicial. Felizmente, a web é perfeita para quebrar o gelo.
A web, é claro, está cheia de excelentes conteúdos, desde artigos recentes e fotos vibrantes a vídeos interessantes. E ótimo conteúdo pode gerar ótimas conversas. Porém, nós reparamos que ainda é muito difícil encontrar e compartilhar as coisas que são importantes para nós, sem muito trabalho e perturbação. Então, criamos um mecanismo de compartilhamento on-line chamado Sparks.
Graças ao expertise do Google, o Sparks exibe um feed de conteúdos atraentes de todas as partes da Internet. Sobre qualquer assunto que você queira, em mais de 40 idiomas. É simples: adicione seus interesses e você sempre terá alguma coisa para ler e compartilhar com o círculo certo de amigos:


+Hangouts: pare e diga oi, cara a cara a cara
Da mesa de bar ou da frente de casa, os seres humanos sempre gostaram de estar juntos. E por que não gostariam? É assim que nos distraímos, recarregamos as energias e passamos o tempo com novos e antigos amigos. Estar junto é simples, mas perdemos esse atributo quando estamos on-line.
Pense: quando você entra em um bar ou se senta na frente da sua casa, o sinal que você passa é "Ei, tenho um tempo livre agora, fique a vontade para falar comigo." Além disso, cria-se um entendimento silencioso que coloca as pessoas a vontade e incentiva a conversação. Entretanto, as ferramentas de comunicação on-line de hoje (como mensagens instantâneas ou chats em vídeo) não entendem este aspecto: 
Para começar, elas são chatas. Você pode chamar todo mundo que está como "Disponível" mas, mesmo assim, você corre o risco de interromper os planos de alguém. 
Elas também são bastante inadequadas. Quando a pessoa não responde, você não sabe se a pessoa está lá ou se ela não tem interesse em falar com você. 
Com o Google+ nós queremos fazer os encontros on-line mais divertidos, naturais e espontâneos e, por isso, criamos os Hangouts. Combinando encontros casuais com vídeos ao vivo, os Hangouts permitem que você pare quando for possível e passe um tempo com seus Círculos. Cara a cara a cara:


+Celular: compartilhe o que acontece, agora, sem complicações
Nos dias de hoje o telefone é o acessório de compartilhamento perfeito: está sempre com você, sempre conectado e é a maneira com que interagimos com nossos amigos mais próximos. Nós não queríamos criar "apenas" uma experiência móvel: com o Google+ nós nos concentramos em coisas (como GPS, câmeras e mensagens instantâneas) para deixar seu telefone ainda mais pessoal.


+Local, local, local
Na vida, os lugares que visitamos formatam as conversas de várias formas. Por exemplo, se ligamos para o João do aeroporto, certamente ele perguntaria sobre nossa viagem. Ou, se a Joana nos enviar uma mensagem de texto de um restaurante próximo, talvez encontrá-la para jantar. Com o Google+ você pode adicionar seu local em cada postagem (ou não, você decide).

+Instant upload
Transferir fotos do celular para a Internet é muito complexo e, por isso, ninguém se dá ao trabalho de fazê-lo. Naturalmente que fotos foram feitas para serem compartilhadas e não esquecidas. Por isso, criamos o Instant Upload para garantir que nenhuma foto interessante deixe de ser compartilhada. Cada vez que você tira uma foto, e com a sua pemissão, o Google+ a adiciona a um álbum particular on-line e a deixa disponível para todos os seus dispositivos. Prontas para serem compartilhadas quando você quiser.

+Chat em grupo
Coordenar amigos e família em tempo real é uma tarefa difícil na vida real. Afinal, todo mundo tem uma rotina diferente, em lugares diferentes, e os planos mudam a todo momento. Telefonemas e mensagens SMS funcionam, mas não são ferramentas adequadas para reunir todo mundo. Assim, o Google+ inclui o Chat em grupo: uma experiência de mensagens on-line em grupo que permite que todas as pessoas de um círculo saibam o que está acontecendo, na hora.


A partir de hoje o Google+ está disponível no Android Market e na web móvel (e em breve na App Store).

+Você: colocando você em primeiro lugar, por todo o Google
Este é o projeto Google+ até agora: Círculos, Sparks, Hangouts e celular. Estamos começando os testes externos e, por isso, você perceberá que algumas coisas ainda não estão perfeitas. Por isso, o acesso ao projeto é feito apenas por convite. Porém, o compartilhamento on-line precisa ser visto sob uma nova perspectiva, e já era hora de começarmos a fazer isso. Só mais uma coisa. Na verdade, a única coisa: você.

Você e outros bilhões de pessoas confiam no Google, e nós sabemos da nossa responsabilidade. Aliás, temos os nossos usuários como foco há mais de 10 anos: liberamos os dados, trabalhamos por uma Internet aberta e respeitamos o direito das pessoas de serem quem elas desejam ser. Sabemos, porém, que o Google+ é um tipo diferente de projeto, que precisa de um foco diferente: em você. É por isso que damos a você mais formas de permanecer agir em particular ou em público, mais escolhas relevantes sobre os seus amigos e seus dados e mais maneiras de nos comunicar a sua satisfação. Por todo o Google.

Quando seu convite chegar, esperamos que você participe deste projeto. Mas, no final, quem decide é +Você.

20 de junho de 2011

Turntable.fm e a nova era da discotecagem

Há uma cena no filme A Festa Nunca Termina, sobre a cena musical de Manchester nos anos 80, em que o protagonista nos pede para prestar atenção no que acontecia na boate naquele momento: o DJ estava em destaque, era a grande atração da festa. Ali, ele diz, estava sendo marcado o início da cultura clubber (ou algo do tipo). Ao usar o Turntable.fm fico imaginando se não estaria presenciando algo semelhante, uma espécie de discotecagem específica para ambientes digitais.

Responsável por um dos maiores burburinhos no Vale do Silício nos últimos dias, o Turntable.fm é uma mistura de aplicativo, sala de bate-papo e rede social para discotecagens coletivas. O usuário pode escolher por entrar em alguma das salas já existentes (a maior parte dividida por gêneros musicais, temas ou de acordo com o local em que seus "DJs" estão, como uma determinada empresa, por exemplo) ou criar a sua própria. Em cada sala até cinco DJs escolhem e tocam as músicas alternadamente e eles, assim como os ouvintes, podem votar se gostaram ou não da música tocada por cada DJ da sala. Votos positivos representam pontos para o DJ e de acordo com a porcentagem de votos negativos a música pode ser interrompida, cedendo o controle para outro DJ. Uma curiosidade é que a sala Coding soundtrack (sempre com muitos usuários/ouvintes) reúne vários programadores do Vale do Silício e até mesmo Marck Zuckerberg, criador do Facebook, dá as caras por lá.

Atualmente o serviço está em fase de testes e você consegue usá-lo somente se algum dos seus amigos no Facebook já for usuário, o que apenas reforça a expectativa ao seu redor e estimula certa valorização de seus usuários. As músicas tocadas podem ser selecionadas diretamente do banco de dados do Turntable ou você pode fazer o upload de um arquivo.



Mesmo com pouco tempo de existência e ainda consertando alguns erros, dá para perceber rapidamente o potencial do Turntable. O visual das salas simula o de um espaço de festas e os DJs ficam posicionados em uma mesa, com os avatares dos ouvintes em frente. Cada vez que alguém "curte" uma música, seu avatar começa a dançar. Novos avatares tornam-se disponíveis à medida que o usuário ganha mais pontos. Ou seja, além de tudo, há uma característica de game que vicia ainda mais o usuário e o estimula a usar a criação de trilhas sonoras como forma de se diferenciar dentro da rede.

Outro ponto positivo é que as salas funcionam, literalmente, como as antigas salas de bate-papo, abrindo caminho para conversas sobre música e interação entre os participantes. Caso você goste muito de um DJ, pode tornar-se fã dele e receber um aviso todas as vezes que ele começar a tocar no Turntable novamente.

Tornar público seu gosto musical não é nenhuma novidade, vide serviços como Last.fm e Grooveshark. Transformar a escolha de músicas em um game social sim, é uma novidade, próxima apenas do que o Blip.fm tentou. A grande diferença é que o Blip.fm se baseia na experiência individual, você é o DJ, você determina toda a trilha sonora. No Turntable, a construção é coletiva. Usar o Blip.fm é como ouvir música alta em casa: as pessoas sabem o que você está ouvindo mas não têm a opção de participar. O Turntable é como fazer uma festa e permitir que os convidados definam o que vai ser tocado e quem deve continuar escolhendo as próximas músicas.

O Turntable já recebeu cerca de $2 milhões em investimentos e virou febre entre funcionários de empresas como Twitter, Facebook, Foursquare e Youtube, para as quais existem salas específicas, evidenciando um grande problema para os patrões: o Turntable é um grande indutor à redução da produtividade nos escritórios, uma vez que é fácil de usar e viciante. Resta saber se a eterna briga entre serviços de streaming e as gravadoras não vai impedir uma pequena revolução em nossos hábitos...

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