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6 de abril de 2012

Leitura indicada: Ronaldo Lemos e "Código aberto"

"Existe um segredo bem guardado que grande parte dos músicos brasileiros ainda não descobriu. Em setembro de 2010, o Ecad fechou um acordo com o YouTube e o Google para recolher direitos autorais....
Resultado: a partir de novembro de 2010 um bom dinheiro adicional passou a entrar nos cofres do Ecad em nome de toda e qualquer pessoa que posta um vídeo musical no YouTube. A notícia do acordo (divulgada de forma bastante discreta) diz que ele abrange 'todo o repertório musical que estiver disponível na plataforma do YouTube' (veja em bit.ly/f1FFbw). Como se isso não bastasse, o Google comprometeu-se a pagar valores retroativos desde 2001! Ou seja, uma dinheirama.
Com isso, o Google faz a sua parte: paga aos músicos os valores devidos. A questão é se o Ecad vai pagar todos os que têm direito a receber. Na prática, se você colocou uma música que tem qualquer participação sua no YouTube, tem direito a receber – mesmo que não seja associado ao Ecad ou às associações que o constituem. Afinal, sua parte já está sendo cobrada por você".

Estes são trechos do artigo "O mistério do E-cad", publicado por Ronaldo Lemos em sua coluna "Código Aberto" na revista Trip de Março de 2011. Longos 12 meses depois, o Ecad virou manchete ao cobrar ilegalmente de blogs que veiculavam vídeos do YouTube com músicas e que serviu de estopim para que seu nebuloso funcionamento fosse alvo de muitas matérias, com destaque para as publicadas no Farofafá.

Referência em direito autoral na internet, Ronaldo Lemos é figura essencial na divulgação do Creative Commons e pesquisador da cultura digital. Além de sua coluna na Trip, apresenta o programa Mod na MTV e foi um dos fundadores do Overmundo.  Na "Cógido Aberto", Lemos demonstra como a cultura digital é parte cada vez mais essencial da cultura contemporânea e afeta aspectos distintos de nossas vidas, desde nossas relações interpessoais à economia das nações.

Atento às transformações culturais, os textos mensais de Lemos abordam vanguardismo, tecnologia, mudanças sociais e registram  pontos importantes da cultura contemporânea que poderiam facilmente passar despercebidos. A música tem destaque em suas colunas e serve como base para se (tentar) entender uma série de mudanças comportamentais e do mercadológicas, como as destacadas nos textos "Radinho de pilha 2.0" ("Nas periferias da América Latina, as músicas mais populares circulam hoje em celulares"), "Chupa chups musical", "A mensagem é o meio" (de 2009, quando fazia sentido escrever "Quem faz rock independente utiliza o MySpace, já a música de periferia prefere o Youtube", hoje pode-se trocar o MySpace pelo Facebook) e "Os números erram" ("dinheiro público x combate à pirataria").

* Ilustração de Luba Lukova publicada junto a uma das colunas de Lemos na revista Trip.

24 de dezembro de 2011

Mod MTV, meu programa de “TV” favorito em 2011

Comandado pelo Ronaldo Lemos, principal nome no Brasil (e um dos principais em todo o mundo) em relação ao Creative Commons e direitos autorais na internet, o Mod MTV é um programa que aborda a relação da tecnologia e da cultura digital com o mundo contemporâneo. As aspas no "TV" no título devem-se ao modelo de distribuição do programa, cada vez mais recorrente: apesar de ser transmitido pela MTV, está disponível para ser assistido no site do canal e no YouTube, além de ter uma versão em inglês para o público internacional exclusiva na web. E, ao longo de todo o ano, nunca o assisti na TV. Acompanho todos os programas pela internet, navegando entre o site do Mod no portal da MTV e vídeos publicados por usuários no YouTube (uma vez que a própria MTV não disponibilizou todas as edições em seu site).

Além de poder ser assistido na web, o Mod é complementado por seu blog, no qual diversos links sobre os temas tratados nos programas são reunidos para que o público possa se aprofundar nos assuntos.

Abaixo, algumas das edições do Mod que exemplificam o modo como o programa lida com a tecnologia e a cultura contemporânea.

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