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25 de junho de 2019

Tendências globais de consumo em 2019

Fear of missing out, ou Fomo, é algo bastante presente nas nossas vidas atualmente e influencia nossas relações sociais e a forma como consumimos. Na Wikipedia, está definida como "uma apreensão generalizada de que os outros possam ter experiências gratificantes das quais se está ausente". É aquela ansiedade ao observar as redes sociais e ver que todos estão de divertindo, menos você. Na produção cultural, ambientes instagramáveis e o foco nas "experiências únicas" exploram esse sentimento para atrair público aos eventos. "Você não vai perder isso, não é mesmo?". Em contraponto, uma tendência em ascensão aponta para o caminho oposto. É a Joy of missing out, ou o prazer em estar de fora. Uma desconexão planejada que permite maior tempo de reflexão e liberdade de agir, com menor pressão em relação ao que os outros estão fazendo e mais focada no prazer pessoal. 



Essa é uma das tendências para 2019 apresentada no relatório "10 principais tendências globais de consumo 2019", desenvolvida pelas pesquisadoras Alison Angus e Gina Westbrook na Euromonitor International. Entre todas as tendências, destacam-se no espírito coletivo atual o desejo de autonomia sobre nossas vidas, maior conscientização do consumo, valorização da simplicidade e a vontade de contribuir para a transformação do ambiente ao seu redor, não apenas consumir o que lhe é oferecido. Um processo de tomada de controle e autoafirmação. "Precisamos nos sentir um pouco mais poderosos em meio ao caos", concluem. Em meio às rápidas transformações do mundo, cenários políticos instáveis, ascensão do fascismo e das teorias conspiratórias, ter controle sobre algo em nossas vidas é mais do que tentador e a adoção de estilos de vida mais minimalistas atenderiam a esse propósito. No livro "Todos os reis estão nus", o psicanalista Contardo Calligaris escreve que quanto menos controle temos de diferentes aspectos da nossa vida (social, profissional, amorosa e afins) mais nos preocupamos com fatores administráveis que dariam a sensação de controle. No exemplo de Caligaris, um fator controlável é nosso corpo (através de dietas, cosméticos e exercícios físicos). No contexto das tendências de consumo, a desconexão, a opção por itens básicos mas de status implícito (produtos artesanais que primem pela qualidade e que refletiriam a individualidade de seus consumidores, por exemplo).

As tendências do relatório, afinal, são:

- Agnósticos quanto a idade
Os mais velhos se comportam e querem ser tratados como os mais jovens. À medida que a expectativa de vida aumenta as pessoas continuam ativas por mais tempo e são o grupo historicamente de maior poder aquisitivo.

- De volta ao básico pelo status
As pessoas procuram produtos e experiências autênticas e diferenciadas que permitam que expressem sua individualidade. Produtos com ingredientes naturais, artesanais e que envolvam experiências personalizadas, longe da massificação, fazem parte desse cenário.

- Consumidor consciente
Transparência e ética no mercado. Decisões de compra que levam em conta o impacto negativo que produtos e serviços possam ter no mundo, seja em relação a exploração de trabalhadores e animais ou na poluição, por exemplo.

Eu quero agora!
Busca por serviços e aplicativos que liberem o tempo das pessoas para que se dediquem ao trabalho ou às relações sociais. Resultado do estilo de vida movido pela eficiência. Rappi e Uber Eats são exemplos de apps que se enquadram nesse contexto, além de superapps como o chinês Wechat, que reúne funções diversas como envio de mensagens, serviços bancários, entrega de produtos e jogos, entre outros, tudo dentro do mesmo aplicativo.

Vivendo em solitude
Mudança de paradigma sobre a vida sozinho, por opção. Pessoas mais novas estão adiando ou evitando o casamento para se concentrar em suas carreiras e desenvolvimento pessoal. Novos recursos digitais diminuem a negatividade vinculada a solitude.

- Juntos digitalmente
Ascensão da colaboração digital para outros setores além do lazer e produção de conteúdo. Maior acesso a internet banda larga na África e no Oriente Médio. Mundialmente, ampliação das experiências online em tempo real e troca de grandes arquivos, devido às melhores velocidades de conexão.

- Todos são especialistas
Em vez de serem conquistados pelo marketing, consumidores trocam informações entre si online para obter conselhos sobre produtos e serviços.

- Encontrando meu "jomo"
O medo de ficar de fora, de perder algo, deu lugar à apropriação do tempo. Para proteger seu bem-estar mental e definir limites entre vida pessoal e profissional, as pessoas buscam ser mais seletivas em suas ações e propositivas com seu tempo.

- Posso cuidar de mim mesmo
Corte de intermediários em busca da autosuficiência (mais uma tendência ligada ao controle e autonomia).

- Quero um mundo sem plástico
Maior preocupação ambiental, resultando na disposição de se pagar mais por produtos ou serviços que agridam menos o meio ambiente (algo em crescimento há anos).

11 de março de 2019

Os vídeos da Vox sobre música (e um pouco de K-Pop)

O canal da Vox no Youtube é um dos meus favoritos para passar o tempo. Suas séries Borders, Atlas, Shift Change, e Anatomy of a Trend trazem vídeos curtos sobre temas como a influência da tecnologia no futuro do trabalho ou o motivo da China estar criando ilhas artificiais no oceano entre as Filipinas e o Vietnã. Além de vários vídeos sobre questões culturais, o que destaco aqui é a playlist Earworm, sobre música, e a Explained, de mini-documentários produzidos para o Netflix.

A publicação mais popular da Earworm é a análise de 10 minutos de "Videotape", do Radiohead (que pode parecer um pouco óbvia para quem tiver mais conhecimento teórico sobre música mas não deixa de ser bem interessante). Outras publicações da série mostram como surgiu aquele famoso som de caixa de bateria dos anos 80, super datado; a influência do J Dilla no uso das baterias eletrônicas de uma forma menos mecânica; e como um sample de Stravinsky se tornou hit na música pop.



Já a primeira temporada da Explained tem vídeos de 18 minutos sobre temas como criptomoedas, monogamia e a diferença salarial entre homens e mulheres. Na música, são dois episódios. O primeiro deles, intitulado apenas "Música", aborda o modo como os humanos identificam a música, diferentemente das outras espécies. O outro episódio, "K-pop", analisa o fenômeno sul-coreano, classificado mais como um conceito musical do que propriamente um gênero. Um dos pontos mais interessantes é observar a influência do governo, que passou a investir 1% do PIB nacional na cultura e a vê-la como um produto de exportação importante para divulgar a faceta moderna do país, em contraponto a seu passado de pobreza (enquanto após a Segunda Guerra Mundial a renda dos brasileiros era o dobro da dos sul-coreanos, em 2017 o PIB per capita do Brasil era de U$ 9.821 e o da Coreia do Sul era de U$ 29.742, de acordo com dados do Banco Mundial). Em 2005, a Coreia do Sul era o 29º maior mercado de música no mundo (logo baixo de Portugal, enquanto o Brasil era o 12º maior mercado). Pouco mais de uma década depois, em 2017, a Coreia se tornou 0 6º maior mercado de música, enquanto o Brasil ficou na 9ª colocação (dados da IFPI, a Federação Internacional da Indústria Fonográfica).

4 de março de 2019

3 canais no Youtube para aprender sobre pedais e efeitos

Há 8 anos não tenho uma TV em casa. Assim como muitas pessoas, criei o hábito de deixar vídeos rolando no computador ou no celular enquanto faço tarefas domésticas como cozinhar, arrumar a casa ou mesmo durante o banho. Desde o ano passado, quando abandonei o Netflix, passei a pesquisar canais sobre diferentes temas no Youtube e descobri dezenas de canais ótimos. Farei uma série sobre alguns canais especializados em música e começo com os meus favoritos sobre os dedicados a pedais de efeitos (às vezes também sobre outras questões ligadas a áudio).

As séries Show Us Your Junk! e Board to Death, ambas da produtora de pedais Earthquaker Devices, talvez sejam as minhas preferidas. Board to Death é focada nos pedalboards dos músicos. Vídeos curtos, geralmente em torno de 5 minutos, nos quais são apresentados os equipamentos usados por integrantes de bandas como Warpaint, Queens of the Stone Age, Wilco, Ministry, A Perfect Circle, Chon e Boris, entre outros. Já a Show Us Your Junk! registra visitas a estúdios, nas quais músicos e produtores como Ross Robinson (At The Drive-In, Korn, The Cure), Joe Barresi (Tool), Mario Caldato (Beastie Boys, Planet Hemp), Mark Mothersbaugh (Devo) e Lee Ranaldo (Sonic Youth) mostram seus equipamentos e locais de gravação.



O britânico That Pedal Show é mais prolixo, frequentemente com vídeos de uma hora. A duração estendida permite abordagem mais detalhada, apesar dos trechos com os apresentadores tocando às vezes serem longos demais. Um dos apresentadores, Daniel, é dono da produtora de pedalboards TheGigRig, que cria pedais personalizados para gente como o Ed O'Brien (Radiohead). Até o fim de 2015 os vídeos do That Pedal Show eram publicados no canal do Daniel no Youtube e no início de 2016 o programa passou a ter um canal próprio.


A JHS, outra produtora de pedais, tem um canal interessante no qual Joshua, fundador da empresa, se dedica menos a testar os pedais e mais na contextualização histórica e vídeos temáticos sobre tipos de efeitos.


E como curiosidade, o Pedal and Effects, canal do Juan Alderete (baixista do The Mars Volta e Marilyn Manson), mais voltado para teste de pedais e conversas com músicos.

28 de novembro de 2018

Onde estão as apostas do MySpace de 10 anos atrás?

Jovens podem sequer saber, mas não muito tempo atrás o Myspace era a maior rede social do mundo. Por um período em 2006, chegou a ultrapassar o Google como o site mais visitado dos Estados Unidos. Após ser comprado por U$ 580 milhões em 2005, acabou vendido por apenas U$ 35 em 2011. Enquanto no exterior o site foi o responsável por tornar famosos artistas como Arctic Monkeys, Lily Allen e Calvin Harris, no Brasil o principal caso de sucesso do Myspace foi Mallu Magalhães.


Em 2008, enquanto o site ainda estava no auge, publiquei aqui a lista de apostas do Myspace Brasil para aquele ano. 10 anos depois, o que aconteceu com essas bandas? 

Terminal Guadalupe e Instiga acabaram, assim como (espero) Granada e Stuart. O Udora terminou e alguns de seus integrantes tocam hoje no Oceania, enquanto o Leonardo Marques embalou carreira como produtor musical e artista solo. Macaco Bong e Los Porongas continuaram lançando discos com outras formações, entre altos e baixos. A UDR foi condenada na justiça e proibida de continuar a se apresentar. O Violins está inativo, com shows esporádicos. De todos listas 10 anos atrás, somente a Ana Cañas se manteve em ascensão, tornando-se nome de relativo destaque entre a MPB e o rock.

Como bônus, uma curiosidade: quem subiu esse mini documentário sobre o Udora no Youtube, em 2009, foi o Lauro Kirsch, anos antes de ficar famoso como baterista do Far From Alaska.

31 de outubro de 2017

Linkania: compra de plays no Spotify, consumo de playlists, cambistas digitais e mais

Algumas coisas interessantes que encontrei por aí nos últimos dias.

Cresce a compra de plays no Spotify e outros serviços de streaming 
Em inglês, no Musically, e em português em matéria do G1.

The Man Who Broke Ticketmaster
A história de um dos maiores cambistas digitais dos Estados Unidos e de como essa prática afeta os preços no mercado de shows.

How indie labels changed the world
Matéria de 2012 do The Guardian sobre como selos independentes como Rough Trade, Factory e Creation influenciaram a indústria musical a partir dos anos 80 e foram fundamentais para a manutenção de uma cena alternativa mais interessada na estética do que em resultados comerciais (além de estarem ligadas ao lançamento de bandas hoje famosas mundialmente, como Smiths e Oasis).

Anitta: um caso de marketing que vale a pena ser estudado
Precisa explicar? No Linkedin.

Como o consumo de playlists está mudando a nossa maneira de ouvir música
No Nexo Jornal: Listas feitas por serviços de streaming, por artistas ou pelos próprios usuários estão entre os produtos mais valiosos e promissores desse mercado.

Música age no cérebro como o sexo e as drogas
Ela ativa os mesmos receptores opioides do sistema nervoso central associados ao prazer. No El Pais.

Pureza e poder - Os paradoxos da política identitária
Na piauí, o doutor em ciências sociais Antonio Gelke questiona o uso de ideias como "lacre" e "lugar de fala".
  Matéria do The Economist sobre como algumas empresas de tecnologia estão mudando o mercado musical.

Como um estúdio de design de móveis influenciou a estética dos anos 80.

22 de outubro de 2017

Hits em cachorrês

A internet tem dessas coisas: em 8 de janeiro de 2013 um canadense subiu um prosaico vídeo do seu cachorro latindo dentro de casa. São 33 segundos de celular na mão, imagens tremidas e zooms repentinos enquanto o pequeno Gabe (um spitz alemão?) enfrentava a câmera. Com o passar dos anos, seu curto registro seria a matéria-prima pra infindáveis versões caninas de músicas dos mais diversos tipos. Algumas delas, magistralmente produzidas por Eleotan, um sujeito de 23 anos nascido em Guaramirim, cidade de menos de 50 mil habitantes do interior de Santa Catarina, que leva até 7 horas no computador para finalizar cada um dos seus vídeos em cachorrês.

Montagens com cães recriando músicas pop não são necessariamente uma novidade (um vídeo bastante popular desse tipo data de 2012, com uma versão canina de Carly Rae Jepsen, antes mesmo do fenômeno do Gabe The Dog, que tem como marca uma estética mais lo-fi), mas gosto particularmente das versões criadas pelo Eleotan no seu canal no Youtube pelo seu minimalismo, a capacidade de sintetizar a essência de uma paródia em poucos segundos.

O primeiro dos seus vídeos em cachorrês, da abertura da A Grande Família, foi publicado em novembro de 2016 e o mais popular até o momento é o do "Funk do gás" (nem de longe um dos meus favoritos) com mais de 3,5 milhões de visualizações hoje. De Anitta a Arctic Monkeys, selecionei abaixo alguns dos meus vídeos favoritos. Em homenagem a Gabe, o cão, que morreu no início de 2017, o último vídeo é uma versão em cachorrês de "Hallelujah", do Leonardo Cohen. Howlelujah.


BÔNUS: "Weed dog" (versão sinalizada pelo Youtube como imprópria para menores, rs)

25 de novembro de 2015

Quais os melhores horários para postar nas redes sociais?

Estar presente nas redes sociais é algo que praticamente toda banda faz para ampliar seu público e manter contato com sua base de fãs. Apesar de a atualização constante dessas redes não ser necessariamente obrigatória, é natural que, uma vez que um perfil em uma rede foi criado, se queira obter o máximo possível dele. Pensando nisso, quais seriam os melhores horários para publicar no Instagram, Facebook e Twitter? Algumas pesquisas divergem entre os melhores dias e horários, o que reforça o fato de que tudo varia de acordo com o perfil e a cultura do seu público. No entanto, é possível observar alguns horários com maior propensão a interações e de presença dos usuários.

Instagram
Um amigo disse que a melhor hora para postar no Instagram é durante o cocô matinal. Ele está certo: segundo o Web Trends, o período entre 7h e 9h está entre os mais ativos, quando as pessoas acordam e querem se atualizar do que está acontecendo. Outros bons horários seriam entre 11h e 14h (horário de almoço) e entre 17h e 19h (enquanto as pessoas voltam do trabalho).
O dia com maior possibilidade de interações é o domingo (reforçando a fama do Instagram de ser uma rede social ligada ao lazer) e, no caso dos vídeos, as interações são maiores durante a noite ou pela manhã (o que é explicado em pesquisa da TrackMaven pelo fato de o áudio dos vídeos poder chamar muita atenção durante o horário de trabalho).
Já o Huffington Post, em parceria com o Latergramme, publicou que os melhores horários seriam às 2h da madrugada e às 17h, por serem horários com menos publicações e, portanto, mais fácil atingir os usuários ativos no momento.


Facebook
Uma boa ferramenta para analisar o resultado das suas ações no Facebook é a Fanpage Karma. Através dela você pode ver os horários e dias em que suas publicações têm obtido mais curtidas e compartilhamentos, assim como outras variáveis.
Segundo o Hubspot, os melhores horários para publicação seriam às 13h (para obter mais compartilhamentos) e 15h (para ter mais likes) durante os dias de semana. Usando o Fanpage Karma, no entanto, o melhor horário para publicação na página do Meio Desligado, por exemplo, seria entre 10h e 12h.


Twitter
No caso do Twitter, as mesmas fontes citadas anteriormente apontam que os horários de destaque seriam 12h e 18h (para mais cliques) e 17h (para mais retweets). Assim como no caso do Facebook, o melhor é utilizar ferramentas que analisem sua atividade na rede social, como o Follower Wonk (e vários outros semelhantes) e os próprios dados estatísticos do Twitter.

* Infográficos sobre Twitter e Facebook extraídos de arquivo do Hubspot; infográfico do Facebook produzido pela Microsoft.

18 de outubro de 2015

O início dos "lyric videos"?

Você já deve ter encontrado algum lyric video por aí: são aqueles vídeos geralmente compostos somente pela letra de uma música (às vezes com alguns elementos adicionais). Eles (em geral) são muito mais baratos do que um vídeoclipe tradicional e costumam ser feitos na época do lançamento de uma música. Também têm à favor o fato de apresentar a letra da música em questão ao público como forma de facilitar sua memorização. É quase uma evolução da lógica do karaokê aplicada ao marketing digital.

Cerca de 10 anos atrás, em 2006, o designer sueco Jakob Trollback criou um experimento nesse sentido, buscando novas possibilidades para os vídeoclipes. O resultado, criado com base em uma música do David Byrne com Brian Eno ("Moonlight in Glory"), foi apresentado em um TED Talk de 2007.



Muito além de um simples arquivo de vídeo no qual a letra da canção é apresentada, Trollback propunha a alternância de "respostas visuais" aos diferentes elementos da música, algo muito próximo do feito por Michel Gondry em 2003 no clipe de "Star guitar", do Chemical Brothers, no qual bateria e outros instrumentos se materializavam na paisagem do vídeo (um vagão de trem representando um trecho de um synth, uma casa se repetindo a cada toque do bumbo e assim por diante).

Pensar nesse tipo de vídeo atualmente é simples, mas foi preciso que alguns artistas experimentassem e se arriscassem até que o formato se consolidasse. Algumas ideias, por mais óbvias que pareçam, merecem ser exploradas.

Abaixo, alguns vídeos relacionados ao tema, produzidos no Brasil e no exterior.

Muse Baleia Kate Perry Gaby Amarantos

10 de março de 2015

Dois sites para ajudar a divulgar seu trabalho online

Artwork.fm e Unlock.fm são duas criações de Lee Martin, desenvolvedor de projetos experimentais para o Soundcloud que já criou trabalhos para bandas como Queens of the Stone Age, Muse, Bloc Party, Moby, Slipknot e várias outras. Através do Unlock o artista pode liberar músicas de seu perfil no Soundcloud para download e, em troca, o usuário deve fornecer seu endereço de email ou um tweet (vide exemplo que acompanha este texto). Já no Artwork é possível criar, de forma extremamente fácil e intuitiva, um daqueles famosos vídeos do Youtube com uma imagem estática e o arquivo de áudio: basta selecionar, ao mesmo tempo, a música e a foto que se deseja ter no vídeo que o site cria o arquivo para você poder subir no Youtube ou outro site de vídeo.



Como se não bastasse, Martin já anunciou um novo projeto: o Snipe FM. Descrito como uma "rádio pirata virtual", o aplicativo permitirá transmitir áudio somente para pessoas geograficamente próximas das coordenadas que você definir. Ou seja, você poderá permitir o streaming de áudio de um arquivo somente para quem estiver próximo de um determinado local ou transmitir mensagens para quem estiver na fila do local onde sua banda for tocar, por exemplo. Infelizmente, ainda não há previsão de lançamento do Snipe FM.

16 de janeiro de 2015

Linha do tempo da música

Não é novidade, mas outro dia me deparei com esse Music Timeline, um gráfico temporal interativo feito pelo Google que registra as variações de popularidade de diversos gêneros musicais e suas interligações e achei bastante interessante.


Clique em um gênero (rock, por exemplo) para ver a época de "surgimento" e as curvas de popularidade de seus sub-gêneros. Indo mais à fundo, selecionado um determinado sub-gênero, ele apresenta alguns dos principais representantes daquele estilo.

Um bom passatempo que também serve para conhecer novos artistas de estilos sobre os quais você tenha pouco conhecimento.

26 de dezembro de 2014

Instrumentos virtuais para se divertir

Dois experimentos interessantes de instrumentos virtuais são o Patatap e Theremin. O segundo, como o próprio nome diz, simula os sons produzidos por um teremin e é tocado através do mouse ou do touchpad do computador. Já o Patatap, disponível também abaixo, é tocado através das teclas do computador e possui um visual diferenciado (use a barra de espaço do teclado para mudar o banco de sons e o visual gerado por cada tecla).

Quem se interessar por essas experiências de criação de música online (ou de puro entretenimento) também deve conferir:
Pare tudo o que estiver fazendo e use isto por alguns minutos
Como produzir músicas direto na web
DM1, um dos melhores aplicativos para fazer música no iPhone e no iPad
Incredibox, mais uma experiência musical online
Jam no navegador
Discotecando direto do navegador


21 de julho de 2014

Comprei um iPad, quais aplicativos você me indica?

Trip e TPM
Quem tem iPad pode ler as edições das revistas Trip e TPM de graça, na íntegra. A única diferença é que os ensaios da Trip são censurados, porque a Apple não permite nudez nos aplicativos.

Flipboard
É como uma revista digital criada a partir dos seus próprios interesses. Também resume os principais links compartilhados entre os seus feeds do Facebook e Twitter, além de escolhas dos editores do Flipboard.

Spotify, Deezer, Rdio
Porque baixas música é muito anos 2000, né?

Wunderlist
Gerenciador de tarefas que pode ser sincronizado no celular e no computador, além de compartilhar tarefas com outros usuários.

Pocket
Salve links para ler depois. Você pode salvá-los e lê-los em diferentes dispositivos (computador, celular ou tablet).

Werdsmith
Semelhante ao "Notas", nativo do iOS, mas com uma interface mais agradável.

Skype
Precisa explicar?

Cleartune
Afinador bastante versátil e fácil de usar.

Duolingo
Aplicativo para aprendizado de línguas. É gratuito e fácil de usar. Ajuda bastante na melhora do vocabulário em línguas estrangeiras.

Gmail, Google MapsDrive, documentos e planilhas Google
Para gerenciar contas do Gmail o aplicativo próprio do Google é muito melhor do que o nativo Mail, da Apple. Para navegação em mapas, o mesmo vale em relação ao Google Maps, em comparação ao Mapas, da Apple. Já documentos e planilhas são para acessar e editar os arquivos criados na plataforma online do Google.

MindNode
App para criação de mapas mentais (mind mapping).

Traktor DJ
Surpreende pela quantidade de recursos. Bom para brincar em casa ou mesmo para tocar em festas.

HBO Go, Netflix, GlobosatPlay, Vimeo, Youtube
Vídeo online e em qualquer lugar. Fique ligado na tag "vídeos" aqui no blog que em breve tem um texto especial sobre isso.

23 de junho de 2014

Cultura da participação - Criatividade e generosidade no mundo conectado

Lançado em 2011 no Brasil pela editora Zahar, Cultura da participação - Criatividade e generosidade no mundo conectado apresenta no título uma diferença em relação à sua publicação original (em 2010) que muda levemente o foco da abordagem do estadunidense Clay Shirky, autor do livro. No original, Cognitive surplus (creativity and generosity in a connected age), a ideia de Shirky fica mais clara: trata-se de uma obra sobre como o excedente cognitivo pode gerar experiências coletivas que unem criatividade e generosidade.

Especialista em internet e comunicação digital, Shirky analisa as formas de organização social através da tecnologia digital e seus desdobramentos culturais. Seus exemplos vão de aplicativos para denúncias de violências étnicas no Quênia à influência política de grupos pop sobre adolescentes chinesas (as manifestações acontecidas em junho de 2013 por todo o Brasil poderiam ser, facilmente, objeto de análise semelhante). Otimista, ele acredita vivermos um momento de potenciais transformações através da ação coletiva mediada pela internet. "As oportunidades diante de nós, individual ou coletivamente, são gigantescas; o que fazemos com elas será determinado em grande parte pela forma como somos capazes de imaginar e recompensar a criatividade pública, a participação e o compartilhamento", escreve.

Alguns dos pontos cruciais referem-se à diminuição de custos resultante da digitalização e o posterior aumento da experimentação e o potencial de criação (além de compartilhamento e desenvolvimento) ao não se guiar por interesses comerciais mas sim por motivações intrínsecas que compartilhamos com diferentes indivíduos. Abaixo, uma seleção de trechos do livro que ajudam a entender o que Shirky propõe. Quem se interessar, também pode ler o primeiro capítulo, "Gim, televisão e excedente cognitivo", no site da Zahar.

"É mais fácil lidar com a escassez do que com a abundância, porque, quando algo se torna raro, nós simplesmente acreditamos que é mais valioso do que era antes, uma mudança conceitualmente fácil. A abundância é diferente: seu advento significa que podemos começar a tratar coisas que antes eram valiosas como se fossem baratas o bastante para desperdiçar, o que significa baratas o bastante para fazer experiências com ela. Como a abundância é capaz de eliminar os valores de custo-benefício aos quais estamos acostumados, ela pode desorientar as pessoas que cresceram com escassez. Quando um recurso é escasso, as pessoas que o gerenciam normalmente o consideram valioso em si mesmo, sem parar para avaliar quanto do seu valor está condicionado à sua escassez."

"O material de baixa qualidade que surge com a liberdade crescente acompanha a experimentação que cria o que acabaremos apreciando. Isso foi verdade na tipografia do século XV, e é verdade na mídia social de hoje. Em comparação com a escassez de uma era anterior, a abundância acarreta uma rápida queda da qualidade média, mas com o tempo a experimentação traz resultados, a diversidade expande os limites do possível, e o melhor trabalho se torna melhor do que o que havia antes. Depois da tipografia, publicar passou a ter maior importância porque a expansão dos textos literários, culturais e científicos beneficiou a sociedade, mesmo que tenha sido acompanhada por um monte de lixo."

"... a maneira como colocamos nossos talentos coletivos para funcionar é uma questão social, e não apenas individual. Como precisamos nos coordenar mutuamente para extrair algo de nosso tempo e talentos compartilhados, usar o excedente cognitivo não é apenas acumular preferências individuais. A cultura dos diversos grupos de usuários tem grande importância para o que eles esperam uns dos outros e para o modo como trabalham juntos. A cultura, por sua vez, é o que determina quanto do valor que extraímos do excedente cognitivo é apenas coletivo (apreciado pelos participantes, mas não muito útil para a sociedade como um todo) e quanto dele é cívico."

"O excedente cognitivo, recém-criado a partir de ilhas de tempo e talento anteriormente desconectadas, é apenas matérias-prima. Para extrair dele algum valor, precisamos fazer com que tenha significado ou realize algo. Nós, coletivamente, não somos apenas a fonte do excedente; somos também quem determina seu uso, por nossa participação e pelas coisas que esperamos uns dos outros quando nos envolvemos em nossa conectividade." 

"A antiga visão de rede como um espaço separado, um ciberespaço desvinculado do mundo real, foi um acaso na história. Na época em que a população online era pequena, a maioria das pessoas que você conhecia na vida diária não fazia parte dela. Agora que computadores e telefones cada vez mais computadorizados foram amplamente adotados, toda a noção de ciberespaço está começando a desaparecer. Nossas ferramentas de mídia social não são uma alternativa para a vida real, são parte dela. E, sobretudo, tornam-se cada vez mais os instrumentos coordenadores de eventos no mundo físico."

"O que importa agora não são as novas capacidades que temos, mas como transformamos essas capacidades, tanto técnicas quanto sociais, em oportunidades. A pergunta que agora enfrentamos, todos nós que temos acesso aos novos modos de compartilhamento, é o que vamos fazer com essas oportunidades. A pergunta será respondida muito mais decisivamente pelas oportunidades que fornecermos uns para os outros e pela cultura dos grupos que formamos do que por qualquer tecnologia em particular."

E aqui está o registro da palestra que Shirky deu sobre excedente cognitivo e seu livro no seminário "A Sociedade em rede e a economia criativa", realizado em São Paulo, em 2011. O áudio está ruim porque a tradução em tempo real está sobreposta à voz de Shirky, mas dá para entender (com certa dificuldade).

8 de junho de 2014

Linkania #1

De tempos em tempos uma organizada nos links salvos é essencial. Geralmente uso o Delicious para os links que acho interessantes mas não serão utilizados constantemente, o próprio Chrome para organizar os que pretendo usar com frequência (ou quando não tenho tempo sequer de escolher as tags para salvar no Delicious) e o Get Pocket para as páginas que pretendo acessar posteriormente, quando estiver com calma, mas que não necessariamente serão acessadas mais de uma vez no futuro (o serviço é o equivalente ao "assistir mais tarde", só que para qualquer tipo de link).

Abaixo está uma lista da última filtrada nos meus links.

Lanyard
Serviço para organizar online um registro dos shows aos quais você foi. EM alguns casos, ele até consegue o setlist do show e cria automaticamente uma playlist com as músicas daquela apresentação. Um exemplo na minha página de testes no site.

Evergig
Sabe aqueles vários trechos de músicas que as pessoas fazem nos shows? O Evergig os reúne e edita automaticamente, permitindo assistir aos shows por diferentes pontos de vista. Eles já captaram mais de 1 milhão de dólares, o que deve garantir melhorias no serviço (que já funciona muito bem, diga-se).

Sonata Première
Meu blog favorito para conhecer e baixar filmes. Ótima seleção de filmes mais cult, misturando lançamentos e muitas produções antigas.

Confide
Aplicativo para troca confidencial de mensagens em dispositivos iOS e Android. Só é possível ler uma palavra por vez e a mensagem se apaga após lida. Caso a pessoa tente fazer um "print" da tela, quem enviou a mensagem é informado.

Livemocha
Site para aprender línguas gratuitamente. Além dos tradicionais inglês, espanhol, alemão, francês e italiano, estão disponíveis cursos de japonês, mandarim, coreano, árabe, russo, hebraico, esperanto, catalão e outros.

Parade
Serviço para contar histórias através de fotos em uma página única (single page site). Extremamente fácil de usar e com design agradável.

Clippick e Deskconnect
Ambos são aplicativos para troca de arquivos entre dispositivos. Por exemplo, você faz a foto no celular e transfere na hora para o computador.

Copy
Alternativa ao Dropbox que oferece 15GB gratuitos.

Foap
Rede social para venda de fotos feitas em celulares.

Vhoto
Aplicativo para extrair fotos a partir de frames de vídeos do iPhone ou iPad. Chega de ter que parar o vídeo e dar print screen.

A soft murmur
"Sons ambiente para acabar com as distrações". Você escolhe sons como os de ondas, pássaros ou chuva, entre outros, e os toca simultaneamente ou separados (cada som tem um controlador de volume individual).

Sleio
Site de pesquisas na web que promete doar todos os seus ganhos para caridade. Você escolhe com qual causa quer colaborar (Unicef, pesquisas contra o câncer, desenvolvimento de vacina contra o HIV etc) e a partir de então os ganhos de publicidade gerados a partir dos links em que clicar são direcionados às instituições escolhidas.

Big-ass message
Serviço para criação de páginas estáticas com mensagens simples e visual kitsch.

Evitando microfonias
Texto com algumas dicas para melhorar o som das bandas ao vivo e evitar ruídos indesejados.

Buy me a pie
Listas de compras sincronizadas entre diferentes dispositivos.

List of things for sale
Um site simples e direto para criar listas de coisas à venda.

Rithm
Aplicativo para troca de mensagens através do envio de músicas. Como se no Whatsapp cada mensagem fosse, na verdade, uma música com algum comentário.

Legitimix
Site para pesquisa de remixes.

PagSocial
Arquivos para download em troca de divulgação nas redes sociais.

Word Counter
Site simples e leve para contar caracteres de textos.

19 de agosto de 2013

Guia para personalizar perfis em redes sociais

Encontrei esse guia no Visual.ly, com os formatos e tamanhos das imagens utilizadas nos perfis/páginas criadas em diferentes redes sociais, como Facebook, Twitter e Youtube. Muito útil para ajudar a deixar a presença online das bandas mais personalizada.

31 de julho de 2013

Jornalismo cultural, internet e Meio Desligado

Demorei para responder a entrevista da Aline Ruiz, estudante de jornalismo que está fazendo seu trabalho de conclusão de curso sobre o tema "As redes sociais e a internet como canal de divulgação de produtos culturais: o espaço da música independente", mas aí estão as respostas que enviei para tentar ajudar no projeto dela.

Observação: os vídeos não são da entrevista, mas os temas estão relacionados.

Jornalismo cultural e internet

Atualmente, como você descreve o jornalismo cultural na mídia tradicional e nos blogs?

Para falar a verdade, eu quase não "leio" blogs sobre música e cultura. No geral, visito alguns blogs e dou play nos vídeos ou nas músicas e vou ler outra coisa. A maioria dos blogs mais atualizados que acompanho têm o texto ruim (nem tanto na questão gramatical, mas principalmente de sentido), escrevem superficialidades que não me interessam. Prefiro focar no que me interessa - no caso, aquela determinada música que estão apresentando aos leitores - e fazer outra coisa simultaneamente. Então, é um pouco difícil eu opinar sobre o jornalismo cultural na web atualmente.

Na mídia tradicional, sinto que é praticamente a mesma coisa desde quando comecei a me interessar por jornalismo cultural, com a diferença da música independente ter maior abertura agora e uma quantidade muito maior de conteúdo online publicado pelos veículos "tradicionais" (e ainda entra aquela questão da velocidade das informações). 

Você acha que a internet afetou um pouco o jornalismo cultural da mídia tradicional?
Sim. Tanto em relação ao que será escrito/gravado como em questões mais estéticas, como diagramação e edição, sem contar que a facilidade de acesso à informação afeta também o jornalista no momento de apuração e redação, uma vez que suas referências podem ser bem maiores agora e demandam menos esforço do que sem internet.

Como você caracteriza essa transição do jornalismo cultural das mídias tradicionais para a internet, no caso, para os blogs?
Hibridismo. Ou multidisciplinaridade. 

Na sua opinião, a internet ‘melhorou’ o jornalismo cultural atual? Por que?
Acredito que a internet potencializa o jornalismo cultural, no sentido de que dá maiores possibilidades em relação ao que pode ser feito. Se o resultado será melhor ou pior, depende mais de quem efetua a ação do que do meio utilizado.

Na sua opinião, a música independente continua ‘invisível’ para a mídia tradicional? Visibilidade é algo que elas (bandas) só encontram na internet mesmo?
Não. Eu não só escrevo sobre bandas independentes como trabalho com elas de diferentes formas e as vejo na Folha de S. Paulo, no O Globo, no Estadão, na Rolling Stone, enfim, nos principais veículos do Brasil. Na internet existe mais material sobre essas bandas, mas há uma inserção crescente desses artistas nos grandes veículos.


Meio Desligado

Por que Meio Desligado?
A ideia era que "se você está meio desligado, esse blog é um lugar para se ligar no que está acontecendo". Não é bem um slogan (porque seria um slogan muito ruim), mas resume a ideia. O endereço original do blog era nemparece.blogspot.com, era uma piada com o título, tipo "nem parece meio desligado".

Como é realizado o seu trabalho no Meio Desligado? Escolhas de pautas, bandas para falar a respeito, etc?
Atualmente varia muito. Às vezes é algo que percebo durante algum trabalho (como nos casos de posts sobre fotos de bandas e empreendedor individual), pode ser desdobramento de alguma coisa que li ou ouvi por aí, alguma conversa na rua, algo que senti durante algum show... o que menos gera conteúdo pra mim é release (apesar de serem cruciais quando já tenho uma ideia sobre a qual escrever).

O Meio Desligado tem impacto sobre as bandas que divulga? Tem exemplo de alguma banda? Se sim, qual?
Vejo as banda usando citações de textos do blog no release, recebendo convites pra shows ou até mesmo pra uso comercial de suas músicas a partir de publicações aqui.

Qual é o diferencial do Meio Desligado?
Eu não me pauto pelo que os outros blogs estão publicando e raramente por algum release recebido. Tento escrever sobre o que os outros não estão falando ou ao menos dar outra perspectiva ao assunto. Nem sempre consigo, mas é bom relembrar quais são os objetivos. =D

Qual a opinião das bandas a respeito do blog e do seu trabalho?
Acho que a maioria queria que eu escrevesse mais sobre bandas, mas imagino que gostem ou ao menos respeitem um pouco. Afinal, recebo no mínimo 20 releases por dia, isso deve significar que estar no Meio Desligado represente algo positivo para o artista.

E o seu público? Qual o papel deles no blog e qual a importância dessa participação?
Já pensei em parar algumas vezes, mas sei que teria a necessidade de escrever e continuar mesmo que ninguém lesse. 
Os leitores já foram mais ativos no Meio Desligado. Costumavam contribuir mais na construção coletiva em torno de um post. Atualmente, a interação costuma se resumir a compartilhamentos nas redes sociais, algum elogio ao artista comentado. Acredito que é um pouco de mudança de hábito dos leitores e resultado do conteúdo que crio, mas não tenho interesse algum em criar enquente ou tentar ser polêmico apenas pra mostrar que as pessoas estão lendo o blog. Saber que as pessoas estão acessando o que você cria é um dos maiores estímulos para continuar. 

28 de julho de 2013

Incredibox, mais uma experiência musical online

O site não é novo, mas sempre me surpreendo quando uso o Incredibox. Simulando sons feitos com a boca, o usuário tem uma base de 20 samples para usar e ordenar como quiser através de avatares estilizados para dar origem aos sons. A interface divertida é um dos grandes diferenciais do Incredibox, que também permite que as criações sejam gravadas e compartilhadas (mas o download das músicas é pago). 

Para quem quiser usar o Incredibox como fonte mas não se limitar à criação online, uma dica: grave a base de áudio do site no seu próprio computador (simplesmente usando um gravador de áudio ou através de uma placa de áudio externa e software de edição de áudio) e depois remonte da forma que quiser, no software que estiver acostumado a usar.

Abaixo, exemplo da interface do site e, no link da imagem, uma brincadeira que fiz no Incredibox para apresentar seu funcionamento. Clica aí.


3 de junho de 2013

Dicas de aplicativos aleatórios

True skate
A versão virtual do skate de dedo, misturado com a série de jogos Tony Hawk's. Gráficos impressionantes.

Dots
Metáfora da vida nas redes sociais, na qual quem faz mais conexões "vence". É uma espécie de Candy Crush mais bonito e com um conceito por trás pra tentar fazer você se sentir menos mal por desperdiçar horas no game. Observação: meu recorde é 301 pontos.

Rando
App fotográfico experimental no qual usuários anônimos trocam fotos com um desconhecido por vez. A cada foto que você envia um usuário (e apenas ele) a recebe sabendo apenas a cidade onde a foto foi feita e em alguns instantes você recebe outra imagem, feita por outra pessoa, enviada de outra parte do mundo. Não há nenhum tipo de edição das imagens e serve mais para conhecer um pouco do cotidiano de estranhos ao redor do planeta.

Billr
Aplicativo para dividir contas entre várias pessoas. Fácil de usar, pode calcular taxas (como os 10% de serviço, geralmente cobrado) e gorjetas. 

Eggtimer
Um tanto quanto retardado e prático ao mesmo tempo: um app que simula um timer em formato de ovo colorido.

Untime
Outro timer, porém muito mais estiloso e minimalista, apenas com pontos que formam o tempo selecionado e vão se apagando à medida que o período determinado acaba.

 

Pocket Yoga Builder
Sim, um app para guiar você na prática de yoga. Os planos podem ser organizados por dificuldade, categoria e outros parâmetros. No site do desenvolvedor há imagens descritivas de cada posição. Observação: bom mesmo é praticar o naked yoga.

30 de maio de 2013

Hospedagem durante turnês: Airbnb e Housetrip

Na hora de planejar uma turnê, principalmente no exterior, um dos grandes problemas é a questão da hospedagem. Hoteis geralmente são caros e albergues não costumam ter espaço para guardar os equipamentos e instrumentos com segurança. Uma boa alternativa é utilizar sites como o Airbnb e Housetrip (disponíveis em português), que possibilitam o aluguel temporário de quartos ou imóveis inteiros. O mais comum são pessoas que têm quartos livres em casa ou que vão passar temporadas em outras cidades (ou países) e colocam esses imóveis à disposição dos interessados, utilizando esses sites para alcançar mais pessoas com segurança.

Ambos os sites são extremamente fáceis de usar: você pode buscar o local de sua hospedagem através de parâmetros como data, localização, número de quartos, valor, tipo de imóvel, línguas faladas pelo anfitrião e comodidades disponíveis (internet, piscina, ar condicionado etc), entre outros. O pagamento é feito com cartão de crédito e só é debitado após a estadia no local contratado.

Antes de fazer a reserva, o ideal é ler os comentários deixados por quem já se hospedou no local, ver a avaliação do proprietário pelos usuários e pesquisar sobre o bairro do imóvel na internet. Com essas pequenas precauções, a probabilidade de ter problemas com sua hospedagem diminui bastante.


18 de maio de 2013

Downloads em troca de divulgação online


Disponibilizar conteúdo online gratuitamente é praticamente uma regra para bandas atualmente, mas existem opções para potencializar a divulgação online do seu trabalho. Uma delas, interligada ao Facebook, é o Dropify. O uso do serviço é simples: você escolhe o arquivo que deseja colocar para download (uma música, um livro, um vídeo, um CD inteiro etc) e em troca do download o usuário precisa curtir sua página no Facebook. Funciona de forma semelhante ao que o Pay With a Tweet faz no Twitter, mas no Facebook.

Não deve ser usado como regra (afinal, obrigar o seu potencial fã a fazer algo pode não ser uma boa maneira de começar uma relação), mas sim como uma alternativa para tentar divulgar determinado conteúdo na rede social e reforçar sua presença online.

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