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21 de julho de 2014

Comprei um iPad, quais aplicativos você me indica?

Trip e TPM
Quem tem iPad pode ler as edições das revistas Trip e TPM de graça, na íntegra. A única diferença é que os ensaios da Trip são censurados, porque a Apple não permite nudez nos aplicativos.

Flipboard
É como uma revista digital criada a partir dos seus próprios interesses. Também resume os principais links compartilhados entre os seus feeds do Facebook e Twitter, além de escolhas dos editores do Flipboard.

Spotify, Deezer, Rdio
Porque baixas música é muito anos 2000, né?

Wunderlist
Gerenciador de tarefas que pode ser sincronizado no celular e no computador, além de compartilhar tarefas com outros usuários.

Pocket
Salve links para ler depois. Você pode salvá-los e lê-los em diferentes dispositivos (computador, celular ou tablet).

Werdsmith
Semelhante ao "Notas", nativo do iOS, mas com uma interface mais agradável.

Skype
Precisa explicar?

Cleartune
Afinador bastante versátil e fácil de usar.

Duolingo
Aplicativo para aprendizado de línguas. É gratuito e fácil de usar. Ajuda bastante na melhora do vocabulário em línguas estrangeiras.

Gmail, Google Maps, Drive, documentos e planilhas Google
Para gerenciar contas do Gmail o aplicativo próprio do Google é muito melhor do que o nativo Mail, da Apple. Para navegação em mapas, o mesmo vale em relação ao Google Maps, em comparação ao Mapas, da Apple. Já documentos e planilhas são para acessar e editar os arquivos criados na plataforma online do Google.

MindNode
App para criação de mapas mentais (mind mapping).

Traktor DJ
Surpreende pela quantidade de recursos. Bom para brincar em casa ou mesmo para tocar em festas.

HBO Go, Netflix, GlobosatPlay, Vimeo, Youtube
Vídeo online e em qualquer lugar. Fique ligado na tag "vídeos" aqui no blog que em breve tem um texto especial sobre isso.

8 de junho de 2014

Linkania #1

De tempos em tempos uma organizada nos links salvos é essencial. Geralmente uso o Delicious para os links que acho interessantes mas não serão utilizados constantemente, o próprio Chrome para organizar os que pretendo usar com frequência (ou quando não tenho tempo sequer de escolher as tags para salvar no Delicious) e o Get Pocket para as páginas que pretendo acessar posteriormente, quando estiver com calma, mas que não necessariamente serão acessadas mais de uma vez no futuro (o serviço é o equivalente ao "assistir mais tarde", só que para qualquer tipo de link).

Abaixo está uma lista da última filtrada nos meus links.

Lanyard
Serviço para organizar online um registro dos shows aos quais você foi. EM alguns casos, ele até consegue o setlist do show e cria automaticamente uma playlist com as músicas daquela apresentação. Um exemplo na minha página de testes no site.

Evergig
Sabe aqueles vários trechos de músicas que as pessoas fazem nos shows? O Evergig os reúne e edita automaticamente, permitindo assistir aos shows por diferentes pontos de vista. Eles já captaram mais de 1 milhão de dólares, o que deve garantir melhorias no serviço (que já funciona muito bem, diga-se).

Sonata Première
Meu blog favorito para conhecer e baixar filmes. Ótima seleção de filmes mais cult, misturando lançamentos e muitas produções antigas.

Confide
Aplicativo para troca confidencial de mensagens em dispositivos iOS e Android. Só é possível ler uma palavra por vez e a mensagem se apaga após lida. Caso a pessoa tente fazer um "print" da tela, quem enviou a mensagem é informado.

Livemocha
Site para aprender línguas gratuitamente. Além dos tradicionais inglês, espanhol, alemão, francês e italiano, estão disponíveis cursos de japonês, mandarim, coreano, árabe, russo, hebraico, esperanto, catalão e outros.

Parade
Serviço para contar histórias através de fotos em uma página única (single page site). Extremamente fácil de usar e com design agradável.

Clippick e Deskconnect
Ambos são aplicativos para troca de arquivos entre dispositivos. Por exemplo, você faz a foto no celular e transfere na hora para o computador.

Copy
Alternativa ao Dropbox que oferece 15GB gratuitos.

Foap
Rede social para venda de fotos feitas em celulares.

Vhoto
Aplicativo para extrair fotos a partir de frames de vídeos do iPhone ou iPad. Chega de ter que parar o vídeo e dar print screen.

A soft murmur
"Sons ambiente para acabar com as distrações". Você escolhe sons como os de ondas, pássaros ou chuva, entre outros, e os toca simultaneamente ou separados (cada som tem um controlador de volume individual).

Sleio
Site de pesquisas na web que promete doar todos os seus ganhos para caridade. Você escolhe com qual causa quer colaborar (Unicef, pesquisas contra o câncer, desenvolvimento de vacina contra o HIV etc) e a partir de então os ganhos de publicidade gerados a partir dos links em que clicar são direcionados às instituições escolhidas.

Big-ass message
Serviço para criação de páginas estáticas com mensagens simples e visual kitsch.

Evitando microfonias
Texto com algumas dicas para melhorar o som das bandas ao vivo e evitar ruídos indesejados.

Buy me a pie
Listas de compras sincronizadas entre diferentes dispositivos.

List of things for sale
Um site simples e direto para criar listas de coisas à venda.

Rithm
Aplicativo para troca de mensagens através do envio de músicas. Como se no Whatsapp cada mensagem fosse, na verdade, uma música com algum comentário.

Legitimix
Site para pesquisa de remixes.

PagSocial
Arquivos para download em troca de divulgação nas redes sociais.

Word Counter
Site simples e leve para contar caracteres de textos.

13 de abril de 2014

Instagram + jornalismo musical: @indicamusica

A última vez em que comprei um CD em uma loja foi em maio de 2003. Desde então, tenho ouvido música no computador e no celular (mais recentemente, também no tablet), ligados nos fones de ouvido ou em caixas externas. Nos últimos anos, os momentos de deslocamento têm sido os que permitem maior atenção à música. A caminhada entre casa e escritório é sempre acompanhada de uma trilha sonora distinta. Com isso na cabeça, pensei: "por que não escrever sobre o que eu, literalmente, ando ouvindo?".

Para consolidar o projeto, a plataforma de publicação tinha que estar diretamente ligada à mobilidade, algo que fosse natural ser acessado pelo celular. Daí a ideia de usar o Instagram. Se ouvimos cada vez mais música no celular, por que também não escrever e ler sobre música no celular?

Resumidamente, o perfil @indicamusica no Instagram é uma fonte de sugestões musicais através de resenhas sobre os álbuns que eu e a Flora Pinheiro (que chamei para fazer o projeto comigo desde o início) estamos ouvindo. Mas é também um experimento de linguagem, uma apropriação de uma plataforma criada inicialmente com outros objetivos e um desvio em relação ao que se espera dela. O Instagram é uma rede de compartilhamento de fotos do dia-a-dia porque essa foi a forma através da qual fomos instruídos a usá-la. No entanto, dentro de suas limitações técnicas existe um campo de possibilidades pouco explorado.

Para todos os que usam o Instagram, fica a dica para começar a seguir o @indicamusica. Garanto que não tem punheta de crítico e que as indicações musicais serão bem diversas. Abaixo, alguns exemplos de resenhas que publiquei por lá (por enquanto, a Flora é quem tem escrito mais sobre os lançamentos nacionais, mas não foi algo pensado - eu simplesmente tenho ouvido mais bandas internacionais nos últimos meses).

Mundo Livre S/A e Nação Zumbi
Mundo Livre S.A vs Nação Zumbi
Anos após o fim da Orquestra Manguefônica, Nação Zumbi e Mundo Livre S/A se reencontraram em #2013 para gravar o álbum "Mundo Livre S.A. vs Nação Zumbi", no qual cada banda recria 7 canções da outra. Enquanto o #MundoLivre dá uma sonoridade lisérgica aos clássicos "Praieira" e "A cidade", a Nação imprime sua identidade nas composições de Fred 04, que ficaram mais pesadas e "acessíveis". O "lado b" do disco, com as versões criadas pela #naçãozumbi é irrepreensível, tanto pela escolha do repertório como pelos novos arranjos. As ótimas letras do Mundo Livre ganham vida com o instrumental mais encorpado da Nação. O clássico som do #manguebeat comanda "Pastilhas coloridas" e "Livre iniciativa", enquanto "Seu suor é o melhor de você" e "Girando em torno do sol" são baladas como há muito não se ouvia na banda. Da parte do #mundolivresa, destaque também para o inusitado novo arranjo para "Meu maracatu pesa uma tonelada" e o punk samba de "Rios, pontes e overdrives".


Apparat
Krieg und Frieden (music for theatre)
Criado a partir da trilha sonora que elaborou para uma adaptação teatral de "Guerra e Paz", de #Tolstoy (daí o nome "Krieg und Frieden", tradução do título para o alemão), Apparat fez um álbum que amplia sua versatilidade como artista e produtor. O álbum possui as ambiências e influências discretas de pós-rock que aparecem em CDs anteriores, como "Walls" (de 2007) e "The Devil´s Walk" (de 2011), mas, apesar de ter a música eletrônica como base (principalmente através de variações de subgêneros como glitch e IDM), são as texturas, as orquestrações e os elementos orgânicos das músicas de "Krieg und Frieden" que constituem a novidade no trabalho de #apparat. É um álbum calmo e sensível, basicamente instrumental (apenas duas faixas são cantadas), ideal para madrugadas insones. Quem gosta de #jamesblake, #radiohead, #boardsofcanada e #fourtet deveria ouvir.


John Grant
Pale Green Ghosts
John Grant é um americano de meia-idade, homosexual, HIV positivo, fracassado tradutor de alemão que durante anos manteve uma banda de indie rock de pouca relevância e que atualmente vive na Islândia. O que em outros casos poderia se limitar a simples informações de bastidores é crucial para se entender a fundo o trabalho do autor de "Pale Green Ghosts", eleito pelo selo/loja #RoughTrade o melhor lançamento de #2013 (e também presente em diversas outras listas). Mas isso não significa que as músicas de #johngrant sejam fáceis. "Pale Green Ghosts" é um disco de letras fortes, cheias de humor negro e sofrimento, às vezes praticamente faladas sobre batidas cruas e sintetizadores que dificilmente funcionariam em outro tipo de música. Metade do disco é composto por eletrônica minimalista, como em "Black Belt" (uma espécie de #RobinThicke underground) e "Sensitive New Age Guy" (um encontro de #neworder e #LCDsoundsystem). A outra metade mistura baladas depressivas ao piano e synths oitentistas, grande parte tendo a cantora irlandesa #SinéadOConnor como backing vocal - uma das exceções é "GMF" (abreviação de "greatest motherfucker", um dos destaques do álbum).

Charles Bradley
Victim of Love
Soul man no sentido clássico, Charles Bradley traz na voz e nas letras a experiência de uma vida conturbada, mas na qual a música sempre esteve presente, mesmo que em segundo plano (a carreira profissional começou quando estava na faixa dos 60 anos). "Victim of love" é seu segundo CD, no qual as influências de funk e soul dos anos 60 e 70 afloram e resultam em uma obra que mantém a emoção e a energia características do gênero. Boa parte disso, responsabilidade da ótima Menahan Street Band, super banda de apoio de Bradley e que conta com integrantes da The Budos Band, Antibalas e outros combos swingados.

28 de julho de 2013

Incredibox, mais uma experiência musical online

O site não é novo, mas sempre me surpreendo quando uso o Incredibox. Simulando sons feitos com a boca, o usuário tem uma base de 20 samples para usar e ordenar como quiser através de avatares estilizados para dar origem aos sons. A interface divertida é um dos grandes diferenciais do Incredibox, que também permite que as criações sejam gravadas e compartilhadas (mas o download das músicas é pago). 

Para quem quiser usar o Incredibox como fonte mas não se limitar à criação online, uma dica: grave a base de áudio do site no seu próprio computador (simplesmente usando um gravador de áudio ou através de uma placa de áudio externa e software de edição de áudio) e depois remonte da forma que quiser, no software que estiver acostumado a usar.

Abaixo, exemplo da interface do site e, no link da imagem, uma brincadeira que fiz no Incredibox para apresentar seu funcionamento. Clica aí.


3 de junho de 2013

Dicas de aplicativos aleatórios

True skate
A versão virtual do skate de dedo, misturado com a série de jogos Tony Hawk's. Gráficos impressionantes.

Dots
Metáfora da vida nas redes sociais, na qual quem faz mais conexões "vence". É uma espécie de Candy Crush mais bonito e com um conceito por trás pra tentar fazer você se sentir menos mal por desperdiçar horas no game. Observação: meu recorde é 301 pontos.

Rando
App fotográfico experimental no qual usuários anônimos trocam fotos com um desconhecido por vez. A cada foto que você envia um usuário (e apenas ele) a recebe sabendo apenas a cidade onde a foto foi feita e em alguns instantes você recebe outra imagem, feita por outra pessoa, enviada de outra parte do mundo. Não há nenhum tipo de edição das imagens e serve mais para conhecer um pouco do cotidiano de estranhos ao redor do planeta.

Billr
Aplicativo para dividir contas entre várias pessoas. Fácil de usar, pode calcular taxas (como os 10% de serviço, geralmente cobrado) e gorjetas. 

Eggtimer
Um tanto quanto retardado e prático ao mesmo tempo: um app que simula um timer em formato de ovo colorido.

Untime
Outro timer, porém muito mais estiloso e minimalista, apenas com pontos que formam o tempo selecionado e vão se apagando à medida que o período determinado acaba.

 

Pocket Yoga Builder
Sim, um app para guiar você na prática de yoga. Os planos podem ser organizados por dificuldade, categoria e outros parâmetros. No site do desenvolvedor há imagens descritivas de cada posição. Observação: bom mesmo é praticar o naked yoga.

3 de maio de 2013

Um aplicativo para letras de músicas

Com mais de 10 milhões de downloads, o aplicativo musiXmatch é genial pela simplicidade. Com ele, você acessa as letras das músicas gravadas em seu celular ou tablet (Android, Windows Phone ou iOS), visualizadas no formato karaokê (as frases são apresentadas de acordo com o momento em que são cantadas). Assim como aplicativos como Shazam e Soundhoud, o musiXmatch também pode identificar as músicas que estão tocando no ambiente em que você estiver (eu, por exemplo, costumo usar para descobrir alguma música interessante que escuto em festas ou até mesmo quando estou no táxi).

O musiXmatch ainda não consegue encontrar a maioria das letras de bandas independentes brasileiras, mas funciona muito bem com artistas internacionais ou nacionais um pouco mais conhecidos. Também é bom para quando você sabe apenas uma frase ou outra de uma música e quer saber seu nome sem ter que pesquisar na internet. Nesses casos, é só digitar o trecho que sabe e o aplicativo lhe apresenta as possíveis opções de música.

Se ficou alguma dúvida sobre o funcionamento (ou se você quer rir um pouco), basta assistir ao vídeo de divulgação do app.

26 de novembro de 2012

Dicas de aplicativos: QR codes, fotos 360º, postais hipsters e outros

Echoism
Costuma-se dizer que a simetria é parte crucial no potencial de atração de um rosto. Quanto mais simétrico, mais atraente. O aplicativo Echoism lida com a questão de forma crítica e artística, reprozindo, simetricamente, os dois lados dos rostos fotografados, com resultados, digamos, inusitados.
Disponível gratuitamente para iPhone e online.



Hipster
Cartões postais digitais e hipsters. Alguns efeitos simulam até a textura e amassos dos papeis. Não é um app para o uso diário e tem poucos efeitos relevantes, mas eventualmente pode gerar bons resultados.
Disponível para download gratuito no iPhone e plataforma Android.





Photosynth
App gratuito criado pela Microsoft para a criação de imagens em 360 graus. Mais difícil de usar do que o concorrente Dermandar (pago), mas pode gerar resultados incríveis, como a imagem abaixo.
Disponível para Windows Phone e plataforma iOS (Apple).



QR reader, i-nigma e Paperlinks
Três opções de leitores de QR code para iPhone. O i-nigma (versão para iPhone e Android, outras no site do desenvolvedor) tem interface um pouco infantil, o Paperlinks é minimalista e tem o melhor design e o QR reader, mesmo em sua versão gratuita, se sobressai por ser o único aplicativo, entre os três analisados, capaz de criar QR codes.

25 de setembro de 2012

DM1, um dos melhores aplicativos para fazer música no iPhone e no iPad

O desenvolvimento técnico dos smartphones tem permitido a criação de aplicativos cada vez mais robustos. Isso fica claro ao observar os atuais apps para produção musical, com recursos impensáveis de se usar em um celular alguns anos atrás. O DM1, disponível para iPhone (à venda por $2,99) e iPad ($7,99), é um deles.

O aplicativo é como uma drum machine que possui 64 kits sonoros e simula os sons de baterias eletrônicas clássicas como a TR-808, pianos e sintetizadores vintage (Farfisa, Rhodes, Wurlitzer, entre outros) e vários outros kits criados especificamente para o app. No DM1, é possível tocar usando a tela do celular/tablet como se fosse dividida em vários pads ou programar os sons em camadas (48, no total) e depois sequenciá-las, semelhante ao modo feito em softwares como Reason e FL Studio (mais básico). Os parâmetros individuais de cada "instrumento" podem ser regulados e ainda ha um kit de efeitos (delay, phaser, filter, compressor, formant e dalek) que pode ser controlado em uma interface semelhante a do Kaosspad, em tempo real. A versão do aplicativo para iPad é muito mais completa, mas no iPhone o DM1 também se destaca.

Com a música pronta, há a possibilidade de exportar o projeto inteiro ou as camadas individuais, salvá-las no iTunes ou enviar o arquivo diretamente para o Soundcloud, Facebook ou para um endereço de email.

Abaixo, um teste com uma música que criei usando o DM1 durante uma viagem e seus vídeos de divulgação.

18 de junho de 2012

Songpop e a gameficação

Mesmo que você não jogue, com certeza conhece alguém que já está viciado no Song Pop. No jogo, vence quem descobrir quais as músicas ou artistas são tocados em maior quantidade e em menor tempo. Uma espécie de "Qual é a música?" mais interativa. O jogo está disponível no Facebook e como aplicativo para celulares e já possui mais de 700 mil usuários que o utilizam diariamente.

O Song Pop é mais um exemplo de como a chamada "gameficação" funciona bem em um contexto cultural nas redes sociais. Caso fosse apenas uma aplicação para se tentar descobrir as músicas executas, dificilmente alcançaria tanto sucesso. O ponto-chave, no caso, é o estímulo à competição entre os usuários e a publicação nas redes dos resultados das "batalhas". Outro mérito do Song Pop é disponibilizar uma grande variedade de listas, com estilos musicais específicos, para cada competição. Caso o usuário queira competir dentro de um gênero musical que conheça melhor (punk rock, por exemplo), deve comprar essa lista.

Observar a fenomenal expansão do Song Pop pode contribuir para o surgimento de outras iniciativas interessantes que aliem produtos culturais à lógica dos games e das redes sociais. Para os interessados, em breve haverá até um curso online, gratuito, oferecido pela University of Pennsylvania que aborda a "gameficação" junto a elementos econômicos e financeiros.

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E já que o assunto é Song Pop, aí vai uma dica de como trapacear no jogo.

24 de fevereiro de 2012

A nova TV é social

Socialtape, ShowYou, Shelby, VHX, Dragontape, Cull. Nomes que podem não significar muito para você mas que representam um novo estágio na forma que consumimos e compartilhamos vídeos. Essas são algumas das ferramentas que formam a "TV social", na qual a programação é construída a partir de interações sociais e o resultado final é personalizado e online. Boa parte dessas ferramentas criam "canais virtuais" a partir dos vídeos enviados pelos amigos/contatos de um determinado usuário no Twitter, Facebook, Tumblr e outras redes sociais, mas possuem suas singularidades.

O  Socialtape  é um aplicativo para Facebook e iPhone que reúne os vídeos enviados por seus amigos na rede social em forma de mixtapes visuais (listas de reprodução). A interface é semelhante a de programas de edição de vídeo/áudio em camadas e permite que o usuário facilmente altere a ordem, adicione ou retire vídeos da lista, que na sequência pode ser compartilhada e reproduzida em outras páginas da web. O Socialtape é complemento do Dragontape, serviço para criação de mixtapes a partir de vídeos do YouTube ou arquivos de áudio do Soundcloud, que podem ser criados individualmente ou de forma coletiva (ou até mesmo a partir de vídeos tweetados juntos de alguma hashtag específica, como #carnaval, resultando em uma lista atualizada constantemente a cada 15 segundos). A diferença, neste caso, é que o Dragontape é focado na música.



O Showyou é exclusivo para dispositivos da Apple (iPhone, iPad, iPod Touch) e Kindle Fire. Suas listas de reprodução automáticas são criadas através dos vídeos compartilhados pelos seus contatos no Twitter, Facebook, Tumblr, Vimeo e/ou Youtube.

O Shelby capta vídeos compartilhados no Vimeo, Youtube e Twitter e, diferente do Socialtape, que é um aplicativo que funciona dentro do Facebook ou no celular, funciona em site próprio. Com interface próxima ao Shelby, o VHX é bastante semelhante mas tem o diferencial de ter o intuito de também funcionar como uma rede social, com a opção de seguir outros usuários, criação de diversas playlists e canais específicos como o da equipe do serviço e os mais populares entre todos os usuários.

Já o Cull tem como proposta ser "o canal de música do futuro". O site permite que o usuário crie ou acompanhe canais específicos, geralmente focados em estilos de músicas específicos ou de acordo com algum tema. Diferente dos outros serviços que agregam vídeos espalhados por redes sociais, o Cull tem a ideia de curadoria de conteúdo como ponto central na construção de material relevante para o público.

Prestes a completar um mês em funcionamento, a TV Meio Desligad@ (com 100 vídeos no ar) é uma experiência nesse sentido. Os curadores constroem o conteúdo diferenciado e considerado relevante, ao mesmo tempo em que o fluxo das redes sociais influencia a programação. As escolhas de cada curador agora também podem ser assistidas isoladamente aqui no Meio Desligado e há mais uma forma de visualização dos arquivos mais instintiva e sem categorizações. Isso, agora. Porque o formato é vivo e em constante transformação.

12 de fevereiro de 2012

Breve comentário sobre navegação no conteúdo por geolocalização

Há meses instalei um mapa na parte inferior do Meio Desligado e acabei não comentando sua função. Ele reúne as últimas 12 publicações do blog, indicando a posição geográfica a que se referem. Por exemplo, no caso de publicações sobre bandas, o mapa geralmente indicará a cidade de formação da banda. No caso de um vídeo, pode apontar o local de filmagem e assim por diante. Algumas publicações não se referem a posições geográficas específicas por serem mais abrangentes e, portanto, não constam no mapa.

A geolocalização é um recurso incrível que permite maior contextualização do conteúdo, porém ainda pouco utilizado no jornalismo (no jornalismo cultural então, nem se fala). Em termos de redes sociais, a principal delas baseada em geolocalização é a Foursquare, cujo aplicativo é disponibilizado gratuitamente para diferentes plataformas. No Foursquare, você pode seguir o perfil do Meio Desligado e da revrbr. Em ambos os perfis você encontra listas relacionadas à cena independente, como a lista de locais para se assistir a shows de rock alternativo em BH ou a lista de estabelecimentos abertos 24 horas em Belo Horizonte.

Ainda sobre geolocalização, indico o artigo "Um futuro geolocalizado?", do blog Ciberalgo.

7 de janeiro de 2012

DJs do futuro


Parece o nome de um péssimo filme de ficção científica, mas é apenas uma breve reflexão sobre o que os avanços tecnológicos e o desenvolvimento da cultura digital podem acarretar na forma com que os DJs atuarão nos próximos anos (ou meses). Se a partir dos anos 90 a utilização de CDs facilitou o ato de discotecar, nos anos 2000 a discotecagem inteiramente com arquivos digitais em computadores, sem a necessidade de um suporte físico para as músicas além do próprio computador, foi fundamental para a popularização dos DJs amadores e ampliar as opções de discotecagem sem grandes investimentos em equipamentos.

Agora, com a crescente popularização de potentes smartphones e tablets, esses equipamentos aproximam-se também dos DJs através de aplicativos específicos para essa função. Um dos melhores aplicativos desse gênero é o sugestivo Djay, disponível para vários equipamentos produzidos pela Apple: iPhone, iPad, iPod Touch e Macs possuem suas versões do aplicativo. Mesmo na relativamente pequena tela do iPhone o app é extremamente fácil de ser usado e possui grande variedade de funções, como equalizadores, mixer, detecção e alteração de BPM, adição de efeitos em tempo real e outras. Tudo isso disponível por $1,99 e que pode ser levado para qualquer lugar dentro do seu bolso, algo inimaginável 10 anos atrás.


Se a utilização de aparelhos mobile por DJs já é uma inovação, o que dizer de uma interface para discotecagem que pode ser projetada em superfícies e controlada com as mãos, sem o uso de outros equipamentos? Essa é a proposta do protótipo Multi Touch Light Table, explicada no vídeo abaixo.


Mesmo que a experiência do usuário ainda seja complicada, projetos como esse apontam para um aprimoramento na utilização de interfaces controladas por gestos na arte, semelhante aos hacks do Kinect que proliferam ao redor do planeta e abrem novas possibilidades para a criação artística.

18 de dezembro de 2011

Uma nova banda por dia... no celular

O Band of the Day é muito semelhante ao que o Track in the Box se propõe a fazer, mas tem como diferencial o fato de ser exclusivo para iPhone (com download gratuito) e muito mais completo, ao contrário do que se espera encontrar em dispositivos móveis. Diariamente uma banda é apresentada aos usuários com músicas completas para audição, crítica de seu trabalho, biografia, discografia, vídeos e citações no Twitter. 


O serviço prima pela curadoria, com interessantes artistas indie desconhecidos e algumas bandas de certo destaque no meio alternativo mas ainda longe do mainstream (uma exceção foi o Bon Iver), como Bass Drum of Death (uma dupla que soa como o Black Rebel Motorcycle Club com influências de Nirvana e Death From Above 1979), The Whip, Phantogram e Eleanor Friedberger. Em funcionamento desde 11 de Setembro deste ano, o Band of the Day teve apenas uma banda brasileira entre suas indicações, a CSS. Para mudar isso, bandas brasileiras podem apresentar seus trabalhos aos curadores do aplicativo através do email bands@955dreams.com.

Para quem baixar o aplicativo, além das bandas citadas acima, indico também o Shabazz Palaces (20 de Setembro), Hello Seahorse (18 de Setembro) e Rupa and the April Fishes (12 de Dezembro, um Gogol Bordello mais sutil e com vocal feminino), mas vale a pena explorar as atrações, já que há muitas bandas legais entre as selecionadas.

16 de dezembro de 2011

Aplicativos (gratuitos) de iPhone para músicos

Quatro aplicativos simples e disponíveis para download grátis que podem ser úteis para músicos.

A versão para dispositivos móveis do popular serviço de compartilhamento de arquivos de áudio é indicada também para não-músicos que queiram fazer gravações e salvá-las na web. Também disponível para a plataforma Android e para desktops, o aplicativo do Soundcloud é fácil de usar e tem a vantagem de, além de publicar as gravações (em modo público ou privado), o manter ligado à comunidade de usuários do serviço, apresentando os novos arquivos enviados pelas pessoas que você seguir.

Longos períodos de exposição a sons em altos volumes causam perdas na audição e este aplicativo serve justamente para medir (e avisar) sobre os perigos disso. O Play It Down emite frequências que vão de 8kHz (teoricamente audível por pessoas de todas as idades) a 22 kHz (faixa normalmente identificada somente por crianças). O aplicativo também pode simular como uma música soará à medida que a audição da pessoa é danificada e as frequências mais altas vão deixando de ser ouvidas, além de possuir um medidor de decibeis integrado. 

Um metrônomo estiloso, com simulações de acabamento em diversos tipos de madeira e excelente usabilidade. Reproduz os compassos 2/2, 2/4, 3/4, 4/4, 5/4, 3/8, 6/8, 7/8, 9/8 e 12/8.

Exatamente o que o nome indica: um decibelímetro digital. Minimalista, sem opções de configuração. Serve também pra medir o nível da fala daqueles amigos que sempre falam aos berros.

1 de dezembro de 2011

Descubra as músicas e bandas mais comentadas na internet com o We Are Hunted


O que você vê acima é a tabela das músicas "emergentes" neste momento na internet. São as novas músicas que estão sendo mais comentadas e ouvidas em blogs, redes sociais e serviços de trocas de arquivos em todo o planeta, reunidas pelo We Are Hunted. Apesar de usar o site desde 2009, seu recente re-design tornou obrigatório comentá-lo aqui no blog.

A interface é relativamente limpa, com navegação intuitiva (horizontal), informações fáceis de serem encontradas e integração com Facebook e Twitter que facilita o compartilhamento de músicas. Existem vários tipos de ranking, separando as músicas em ascensão de acordo com estilo ou tipo, como "remix" e "mainstream". Usuários registrados podem salvar suas músicas favoritas e criar playlists que podem ser compartilhadas com os demais usuários e incorporadas em páginas pela web.

O We Are Hunted é praticamente uma rádio destinada a dar visibilidade às músicas que se destacam no meio digital, uma webrádio cuja programação é definida de acordo com o comportamento de quem ouve música na internet. 

Ótimo meio para se descobrir novas bandas, o site também possui uma seção interessante chamada "discovery", na qual pode "interpretar" seu gosto musical a partir do conteúdo publicado em seu perfil no Twitter e/ou Facebook ou lhe apresentar uma série de músicas para que você informe se gostou ou não. Na sequência, o We Are Hunted cria uma playlist personalizada de acordo com seu gosto musical.

Aproveite para ver minha playlist no We Are Hunted.

28 de novembro de 2011

Dicas de aplicativos: Viber / Voxer

Usuários de iPhone, iPad e iPod Touch com o sistema iOS 5 já podem enviar mensagens entre si gratuitamente através do iMessage, mas quem não atualizou o sistema ou utiliza a plataforma Android pode enviar mensagens e fazer ligações gratuitas para outros usuários através do Viber. O aplicativo é gratuito e simples de usar. Ao instalá-lo, ele passa a utilizar seu número de telefone como se fosse seu login e identifica entre os nomes em sua lista de contatos quais pessoas já usam o aplicativo, permitindo a troca de mensagens e ligações gratuitas entre os mesmos.

O funcionamento é bastante parecido com o Skype e outros serviços de mensagens instantâneas, mas seu diferencial é não exigir a criação de login, utilizando os telefones já salvos na agenda do celular. Outro ponto interessante é que além de texto podem ser enviados arquivos de imagens e dados de localização geográfica de onde se encontra o emissor da mensagem. No caso das ligações, a qualidade do áudio é relativamente boa e o ideal é estar conectado à rede via wi-fi, no caso de quem não possui plano de dados ilimitado.


Extremamente prático para se usar no cotidiano (seja no lazer ou no trabalho), facilita bastante a comunicação entre usuários de plataformas distintas (por enquanto, iOS e Android, disponível em breve para Blackberry). Ideal para resolver pequenas questões de trabalho que não necessitam de ligações ou emails.

Entre os aplicativos gratuitos semelhantes, um dos mais usados é o Voxer, que simula um sistema de walkie talkie para as conversas e identifica os usuários do aplicativo através de sua conta no Facebook. O Voxer também permite o envio de mensagens gratuitas com texto e fotos, com a vantagem de se poder criar grupos para envio coletivo de mensagens. No entanto, o esquema de "apertar para falar", como nos rádios, é mais trabalhoso no caso das conversas via áudio, tendo como vantagem apenas o fato de que os destinatários podem ouvir a mensagem posteriormente, não sendo necessária a interação em tempo real. Assim como o Viber, o Voxer está disponível para as plataformas iOS (iPhone, iPad e iPod Touch) e Android.

30 de junho de 2011

Escute todas as músicas do Last.fm na íntegra e de graça

Uso o Last.fm desde 2006 e adoro. Trata-se de uma ferramenta/serviço que registra as músicas que você escuta no computador (ou em dispositivos móveis como Ipod e iPhone) e cria bibliotecas online com as mesmas, além de também ser uma rede social baseada na interação entre usuários através da proximidade de gostos musicais. Uma das funções mais legais do Last.fm é que ele pode funcionar como uma rádio online inteligente que se baseia em seu histórico de artistas ouvidos, no histórico de seus "vizinhos" (pessoas que ouviram as mesmas bandas que você), amigos, artistas ou gêneros específicos e outros parâmetros escolhidos pelo usuário. Isso é possível porque o site possui em seu banco de dados quase todas as músicas ouvidas por seus usuários.

Há alguns anos, porém, esse serviço de "rádio" passou a ser pago. Para ouvir as "estações virtuais" o usuário deve pagar $3 mensais. Aos que permanecem na versão gratuita são disponibilizados 30 segundos de cada faixa e, em alguns casos, a música completa para audição e download (caso o próprio artista ou seu selo/gravadora libere a faixa nesta modalidade).

Last.fm free music player em funcionamento

Para acabar com as limitações da versão gratuita do Last.fm basta instalar a extensão Last.fm free music player no navegador Google Chrome. Gratuita, a extensão permite que você escute todas as músicas disponíveis no Last.fm diretamente no seu navegador, sem fazer o download dos arquivos. Basta clicar no botão de play (ao lado dos nomes das músicas no site) que o mini-player da extensão as executa, criando playlists de acordo com a página em que você estiver no Last.fm: se estiver na página do Marcelo Camelo e der play em alguma das músicas, a playlist terá as músicas do artista mais ouvidas pelo público; se estiver na página de um álbum específico, como o Tarot Sport do Fuck Buttons, o álbum poderá ser ouvido na íntegra. No caso de artistas independentes brasileiros várias músicas ainda não estão disponíveis em suas páginas no Last.fm, mas funciona muito bem com artistas estrangeiros ou cujas músicas estão à venda na internet (nesse caso, a probabilidade de o Last.fm ter os arquivos em mp3 é maior).

20 de junho de 2011

Turntable.fm e a nova era da discotecagem

Há uma cena no filme A Festa Nunca Termina, sobre a cena musical de Manchester nos anos 80, em que o protagonista nos pede para prestar atenção no que acontecia na boate naquele momento: o DJ estava em destaque, era a grande atração da festa. Ali, ele diz, estava sendo marcado o início da cultura clubber (ou algo do tipo). Ao usar o Turntable.fm fico imaginando se não estaria presenciando algo semelhante, uma espécie de discotecagem específica para ambientes digitais.

Responsável por um dos maiores burburinhos no Vale do Silício nos últimos dias, o Turntable.fm é uma mistura de aplicativo, sala de bate-papo e rede social para discotecagens coletivas. O usuário pode escolher por entrar em alguma das salas já existentes (a maior parte dividida por gêneros musicais, temas ou de acordo com o local em que seus "DJs" estão, como uma determinada empresa, por exemplo) ou criar a sua própria. Em cada sala até cinco DJs escolhem e tocam as músicas alternadamente e eles, assim como os ouvintes, podem votar se gostaram ou não da música tocada por cada DJ da sala. Votos positivos representam pontos para o DJ e de acordo com a porcentagem de votos negativos a música pode ser interrompida, cedendo o controle para outro DJ. Uma curiosidade é que a sala Coding soundtrack (sempre com muitos usuários/ouvintes) reúne vários programadores do Vale do Silício e até mesmo Marck Zuckerberg, criador do Facebook, dá as caras por lá.

Atualmente o serviço está em fase de testes e você consegue usá-lo somente se algum dos seus amigos no Facebook já for usuário, o que apenas reforça a expectativa ao seu redor e estimula certa valorização de seus usuários. As músicas tocadas podem ser selecionadas diretamente do banco de dados do Turntable ou você pode fazer o upload de um arquivo.



Mesmo com pouco tempo de existência e ainda consertando alguns erros, dá para perceber rapidamente o potencial do Turntable. O visual das salas simula o de um espaço de festas e os DJs ficam posicionados em uma mesa, com os avatares dos ouvintes em frente. Cada vez que alguém "curte" uma música, seu avatar começa a dançar. Novos avatares tornam-se disponíveis à medida que o usuário ganha mais pontos. Ou seja, além de tudo, há uma característica de game que vicia ainda mais o usuário e o estimula a usar a criação de trilhas sonoras como forma de se diferenciar dentro da rede.

Outro ponto positivo é que as salas funcionam, literalmente, como as antigas salas de bate-papo, abrindo caminho para conversas sobre música e interação entre os participantes. Caso você goste muito de um DJ, pode tornar-se fã dele e receber um aviso todas as vezes que ele começar a tocar no Turntable novamente.

Tornar público seu gosto musical não é nenhuma novidade, vide serviços como Last.fm e Grooveshark. Transformar a escolha de músicas em um game social sim, é uma novidade, próxima apenas do que o Blip.fm tentou. A grande diferença é que o Blip.fm se baseia na experiência individual, você é o DJ, você determina toda a trilha sonora. No Turntable, a construção é coletiva. Usar o Blip.fm é como ouvir música alta em casa: as pessoas sabem o que você está ouvindo mas não têm a opção de participar. O Turntable é como fazer uma festa e permitir que os convidados definam o que vai ser tocado e quem deve continuar escolhendo as próximas músicas.

O Turntable já recebeu cerca de $2 milhões em investimentos e virou febre entre funcionários de empresas como Twitter, Facebook, Foursquare e Youtube, para as quais existem salas específicas, evidenciando um grande problema para os patrões: o Turntable é um grande indutor à redução da produtividade nos escritórios, uma vez que é fácil de usar e viciante. Resta saber se a eterna briga entre serviços de streaming e as gravadoras não vai impedir uma pequena revolução em nossos hábitos...

Aplicativos para Twitter no Iphone (e celulares com Android)

Em tempos de grandes fluxos de informação e mobilidade, acessar o Twitter através de seu celular é, além de prático, um diferencial que pode permitir maior agilidade e velocidade na produção e recepção de conteúdo (ou na interação com o mesmo).

Nos últimos meses testei quatro aplicativos que podem ser usados para acessar o Twitter e resumo em algumas linhas suas vantagens e desvantagens. Os testes foram feitos no iPhone mas os apps também estão disponíveis para a plataforma Android. Todos eles também possuem versões para navegadores ou desktops. A maior parte de suas funções são semelhantes mas os poucos itens que os diferenciam podem determinar qual app se adequa melhor aos seus objetivos e necessidades.

Pontos positivos:
  • Além do Twitter, é possível usar o aplicativo para gerenciar suas contas no Facebook, Ping.fm e Chatter
  • É bastante simples a criação de feeds para acompanhar determinadas hashtags ou termos no Twitter, listas ou trending topics
  • Você pode alternar entre quatro perfis e atualizá-los simultaneamente
  • Interface prática para ver os RTs
  • Possibilidade de escolher a qualidade da foto feita através do app e em qual serviço publicá-la no Twitter (como TwitPic, Posterous e yFrog) 

Pontos negativos:
  • A versão gratuita exibe anúncios e para retirá-los é preciso pagar $4,99
  • Não agenda atualizações


Pontos positivos:
  • Por ser o app oficial, a tendência é absorver primeiro as novidades do serviço
  • Administração de várias contas no Twitter, mas a atualização é individual
  • Possibilidade de escolher a qualidade da foto feita através do app e em qual serviço publicá-la no Twitter (como TwitPic, Posterous e yFrog)
  • Pode enviar notificações a cada vez que você é citado, recebe ou replie ou mensagem direta no Twitter
  • Fácil inserção de hashtags e citação de outros usuários

Pontos negativos:
  • Atualização de somente um perfil por vez
  • São necessários vários passos para acompanhar determinadas listas ou RTs de diferentes categorias (RTs dos outros, próprios ou seus tweets que geraram RTs)
  • A timeline não se atualiza automaticamente e a cada utilização uma grande fila de tweets antigos deve ser percorrida até chegar aos mais recentes
  • Não agenda atualizações


Pontos positivos:

  • Recentemente comprado pelo Twitter, o aplicativo é bastante completo e também permite o gerenciamento de contas do Facebook
  • A navegação por colunas é prática e permite acompanhar sua timeline, replies, mensagens diretas, termos de pesquisa e outros itens
  • Rápida inserção de vídeos e fotos nos tweets
  • Grande variedade de opções de personalização
  • Integração com o encurtador de urls Bit.ly
  • Fácil inserção de hashtags e citação de outros usuários
  • Integração com a conta do TweetDeck que também pode ser usada em desktops ou diretamente no navegador

Pontos negativos:

  • A visualização dos tweets no mapa constantemente dá erros
  • Não agenda atualizações
Pontos positivos:

  • Único dos apps testados que agenda tweets futuros
  • Gerencia contas do Twitter, Facebook, LinkedIn e Foursquare
  • Fornece estatísticas sobre os links encurtados dentro do app com o encurtador ow.ly
  • Possui função de tradução de texto


Pontos negativos:

  • Interface pouco atrativa visualmente

11 de maio de 2011

Site de lançamento do novo CD do Moby é uma aula...

... de como integrar mídias e chamar atenção para seu trabalho sem cair no mero preciosismo tecnológico.



O site especial dedicado ao álbum Destroyed integra georeferenciamento, fotos publicadas no Instagram e usa o SoundCloud como plataforma de áudio. O conceito gira em torno do processo de produção do CD, composto durante as madrugadas da última turnê de Moby pelo mundo (que incluiu shows no Brasil).

Enquanto o CD é tocado, pontos no mapa indicam fotos e comentários de Moby sobre as cidades em que tocou - Destroyed também será lançado como um livro. O público pode interagir enviando fotos feitas durante as madrugadas em suas cidades para o Instagram, com a tag #destroyed e indicação do local onde foram feitas, que posteriormente serão carregadas no mapa como pontos pretos (os pontos brancos indicam publicações do próprio Moby).

O resultado final é um potencial álbum digital, conceitual e colaborativo, no qual o artista gera a base inicial  e a participação externa contribui para estimular novas interpretações da obra. Além do experimento tecnológico, Destroyed também aparenta ser um bom álbum. Em uma rápida audição, ao menos 4 de suas 15 canções destacaram-se bastante, entre elas "Be the one", que você pode ouvir abaixo.


Outros experimentos interessantes (e já um pouco "antigos") e que podem servir como inspiração para outros artistas são o vídeo de "I've seen enough", do Cold War Kids, e o famoso projeto The Wilderness Downtown, feito para a música "We use to wait", do Arcade Fire (aka o U2 indie do futuro).

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