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10 de abril de 2016

DJ jornalista


Ser o responsável pela música nos intervalos de um show é propício para um DJ jornalista. Nesses momentos, diferentemente de quando se é atração principal da noite e fazer o público dançar é obrigação, é possível atuar como uma extensão da função de jornalista musical. Na verdade, é algo entre o jornalismo musical e a curadoria, porém mais volúvel.

Gosto do termo "DJ jornalista" porque não carrega as pretensões de um DJ tradicional e ao mesmo tempo traz a proposta de apresentar ao público músicas consideradas boas o suficiente para serem ouvidas no pouco espaço disponível entre os shows (neste caso) e que devem funcionar dentro de um determinado contexto, definido pelos artistas que se apresentam na ocasião, o perfil da casa e outras variáveis.

Parece besta, mas não deixa de ser uma questão relevante para quem frequenta shows ou para quem cuida das trilhas dos intervalos. Mesmo que seja uma playlist a ser executada, uma seleção criada de acordo com o contexto e a proposta do evento sempre tem seu mérito e potencializa as chances das pessoas presentes terem momentos mais agradáveis.

Um amigo me disse que isso é coisa de nerd, mas desde 2009 anoto parte das músicas que toco nesses momentos, antes e depois de shows. Parte disso agora está reunido no perfil do Meio Desligado no Deezer. Além das playlists com pedaços desses DJ sets, lá você encontra alguns discos que tenho ouvido e outras playlists temáticas em constante atualização (assim espero).

Abaixo, uma amostra com listas de algumas noites recentes (shows do Baleia e Pequeno Céu, dia 8 de abril e Silva e Leonardo Marques, dia 18 de março), além de uma mais antiga (noite do show do Dibigode com o Transmissor em 25 de outubro de 2013).

BALEIA + PEQUENO CÉU


SILVA + LEONARDO MARQUES



DIBIGODE + TRANSMISSOR

27 de novembro de 2012

O encontro do Rage Against the Machine com a Companhia do Pagode


Obra do Rafael Bertazi, que também teve a audácia de misturar David Bowie e Gaby Amarantos, Ramones e Roberto Carlos, Talking Heads e Tim Maia, Gorillaz e Mutantes, entre outros, conforme você pode ouvir aí em baixo.


1 de outubro de 2012

Pós-rádio #4 (discotecagem no show do Cícero)


Luísa Maita: "Lero-lero"
Dirty Projectors: "Stillness is the move"
Fino Coletivo: "Dragão"
John Frusciante: "Murderers"
Beck: "Tropicalia"
The Bamboos: "King of the rodeo"
Ben o'ncle Soul: "Seven nation army"
Tony Allen: "Progress"

Arte de Jules Julien.

19 de abril de 2012

Soundsystem rock'n'roll estreia no Centro de BH, dia 21 de Abril

Uma festa de rock'n'roll ao ar livre. Simples e direta, assim como o estilo musical em que se baseia, a Pedrada se apropria do modelo dos sound systems urbanos para revisitar a história do rock durante 8 horas, bem no centro de BH no dia 21 de Abril, sábado, entre 14h e 22h. Com estrutura montada na Praça Afonso Arinos (entre as avenidas João Pinheiro e Augusto de Lima, ao lado da Faculdade de Direito da UFMG), a festa não apenas percorre o rock produzido em diferentes décadas como também reproduz diferentes momentos do ato discotecar: vinis, CDs, computadores e celulares serão utilizados pelos DJs Tinhoso, Tranca Rua, Dante, Mortimer e Meio Desligado para criar a trilha sonora do feriado.

Criado pelo coletivo Pegada e os blogs Chicoteia Jeová e Meio Desligado, a Pedrada faz parte do atual movimento de ocupação dos espaços público da capital. Só que, desta vez, com muito mais distorção do que de costume.

Desde 2008, o Coletivo Pegada vem atuando no cenário cultural mineiro com foco na música autoral e prestando serviços para agentes e artistas dessa cena. Trabalha na produção de festivais e eventos e também na formação de agentes da cadeia produtiva da música. Com o Transborda – Festival de Artes Transversais 2010, que propôs uma síntese das ações do coletivo, recebeu 10 mil pessoas e ganhou projeção nacional. Em 2011, o festival reuniu mais de 12 mil pessoas, dando mais um passo no crescimento da nova música nacional.

Blog especializado em música independente brasileira, no ar desde Dezembro de 2006. Foi eleito pelo Yahoo! um dos 100 blogs mais relevantes em língua portuguesa e é representante exclusivo do Brasil na rede mundial de blogs Music Alliance Pact, junto a veículos como o jornal britânico The Guardian. 

Na verdade, o "Chicoteia, Jeová!" é um blog formado em um boteco por quatro amigos a fim de falar besteiras. A ideia era falar só sobre musica de uma forma tosca, mas acabou que qualquer coisa que dava na telha saia por ali. Daí veio a ideia de fazer algumas festas para promover o blog, que por sua vez deram muito mais certo que o próprio site. Essas festas renderam convites para participar de diversos outros eventos pela cidade e uma festa bimestral na Obra que já vai para sua 6ª edição. Hoje o site passa por reformulações e grandes surpresas vêm por aí.

Serviço
DJs Meio Desligado, Mortimer, Dante, Tranca Rua e Tinhoso
21 de Abril, 14h
Praça Afonso Arinos (entre as avenidas João Pinheiro e Augusto de Lima, ao lado da Faculdade de Direito da UFMG), Centro, Belo Horizonte/MG
Entrada gratuita

7 de janeiro de 2012

DJs do futuro


Parece o nome de um péssimo filme de ficção científica, mas é apenas uma breve reflexão sobre o que os avanços tecnológicos e o desenvolvimento da cultura digital podem acarretar na forma com que os DJs atuarão nos próximos anos (ou meses). Se a partir dos anos 90 a utilização de CDs facilitou o ato de discotecar, nos anos 2000 a discotecagem inteiramente com arquivos digitais em computadores, sem a necessidade de um suporte físico para as músicas além do próprio computador, foi fundamental para a popularização dos DJs amadores e ampliar as opções de discotecagem sem grandes investimentos em equipamentos.

Agora, com a crescente popularização de potentes smartphones e tablets, esses equipamentos aproximam-se também dos DJs através de aplicativos específicos para essa função. Um dos melhores aplicativos desse gênero é o sugestivo Djay, disponível para vários equipamentos produzidos pela Apple: iPhone, iPad, iPod Touch e Macs possuem suas versões do aplicativo. Mesmo na relativamente pequena tela do iPhone o app é extremamente fácil de ser usado e possui grande variedade de funções, como equalizadores, mixer, detecção e alteração de BPM, adição de efeitos em tempo real e outras. Tudo isso disponível por $1,99 e que pode ser levado para qualquer lugar dentro do seu bolso, algo inimaginável 10 anos atrás.


Se a utilização de aparelhos mobile por DJs já é uma inovação, o que dizer de uma interface para discotecagem que pode ser projetada em superfícies e controlada com as mãos, sem o uso de outros equipamentos? Essa é a proposta do protótipo Multi Touch Light Table, explicada no vídeo abaixo.


Mesmo que a experiência do usuário ainda seja complicada, projetos como esse apontam para um aprimoramento na utilização de interfaces controladas por gestos na arte, semelhante aos hacks do Kinect que proliferam ao redor do planeta e abrem novas possibilidades para a criação artística.

1 de julho de 2011

Discotecando direto do navegador


Projeto de um funcionário do Flickr, Wheels of Steel simula pick-ups (ou "toca discos") de DJs direto no navegador de internet (preferencialmente Chrome ou Safari). Toda a experiência acontece sem necessidade de downloads ou instalações. Para tocar, basta selecionar alguma das músicas disponíveis no site ou colar o link de algum arquivo de áudio na área abaixo da pick-up. Controles de equalização, cue, pitch, crossfade e play/stop podem ser feitos pelo mouse ou por atalhos no teclado. As informações estão bem detalhadas no site.

Ainda em fase experimental, Wheels of Steel mistura diferentes linguagens de programação (CSS3, Flash, HTML5, Java) e é mais um projeto que abre caminho para a exploração de conteúdo "nas nuvens" na área musical e de entretenimento. Abaixo está um breve vídeo de apresentação feito pelo criador do projeto.

25 de junho de 2011

Acabou a festa no Turntable.fm

Tela de entrada do Turntable.fm para usuários fora dos EUA

Ou melhor: acabaram as festas fora dos Estados Unidos. Agora, somente usuários cadastrados como residentes nos EUA podem acessar o Turntable.fm. A restrição ocorreu devido a problemas de licenciamento das músicas tocadas dentro da ferramenta. O Turntable usa músicas do banco de dados da empresa MediaNet, especializada em conteúdo digita, que estariam licenciadas para uso apenas nos EUA. O site também permite que o próprio usuário faça upload de arquivos de músicas em mp3. No entanto, a grande maioria dessas músicas não pertence aos usuários responsáveis por seus uploads e isso se torna uma prática ilegal. 

O funcionamento do Turntable.fm está baseado no Digital Millenium Copyright Act (ou Lei dos Direitos Autorais do Milênio Digital) na categoria de "serviço não-interativo" de execução de músicas. Esta categoria de "serviço não-interativo" é a mesma que permite o funcionamento do Pandora (também restrito a usuários norte-americanos) e o 8tracks e estabelece, entre outras coisas, que o usuário não pode escolher exatamente qual música deseja ouvir em um momento específico (o que caracterizaria interatividade).

20 de junho de 2011

Turntable.fm e a nova era da discotecagem

Há uma cena no filme A Festa Nunca Termina, sobre a cena musical de Manchester nos anos 80, em que o protagonista nos pede para prestar atenção no que acontecia na boate naquele momento: o DJ estava em destaque, era a grande atração da festa. Ali, ele diz, estava sendo marcado o início da cultura clubber (ou algo do tipo). Ao usar o Turntable.fm fico imaginando se não estaria presenciando algo semelhante, uma espécie de discotecagem específica para ambientes digitais.

Responsável por um dos maiores burburinhos no Vale do Silício nos últimos dias, o Turntable.fm é uma mistura de aplicativo, sala de bate-papo e rede social para discotecagens coletivas. O usuário pode escolher por entrar em alguma das salas já existentes (a maior parte dividida por gêneros musicais, temas ou de acordo com o local em que seus "DJs" estão, como uma determinada empresa, por exemplo) ou criar a sua própria. Em cada sala até cinco DJs escolhem e tocam as músicas alternadamente e eles, assim como os ouvintes, podem votar se gostaram ou não da música tocada por cada DJ da sala. Votos positivos representam pontos para o DJ e de acordo com a porcentagem de votos negativos a música pode ser interrompida, cedendo o controle para outro DJ. Uma curiosidade é que a sala Coding soundtrack (sempre com muitos usuários/ouvintes) reúne vários programadores do Vale do Silício e até mesmo Marck Zuckerberg, criador do Facebook, dá as caras por lá.

Atualmente o serviço está em fase de testes e você consegue usá-lo somente se algum dos seus amigos no Facebook já for usuário, o que apenas reforça a expectativa ao seu redor e estimula certa valorização de seus usuários. As músicas tocadas podem ser selecionadas diretamente do banco de dados do Turntable ou você pode fazer o upload de um arquivo.



Mesmo com pouco tempo de existência e ainda consertando alguns erros, dá para perceber rapidamente o potencial do Turntable. O visual das salas simula o de um espaço de festas e os DJs ficam posicionados em uma mesa, com os avatares dos ouvintes em frente. Cada vez que alguém "curte" uma música, seu avatar começa a dançar. Novos avatares tornam-se disponíveis à medida que o usuário ganha mais pontos. Ou seja, além de tudo, há uma característica de game que vicia ainda mais o usuário e o estimula a usar a criação de trilhas sonoras como forma de se diferenciar dentro da rede.

Outro ponto positivo é que as salas funcionam, literalmente, como as antigas salas de bate-papo, abrindo caminho para conversas sobre música e interação entre os participantes. Caso você goste muito de um DJ, pode tornar-se fã dele e receber um aviso todas as vezes que ele começar a tocar no Turntable novamente.

Tornar público seu gosto musical não é nenhuma novidade, vide serviços como Last.fm e Grooveshark. Transformar a escolha de músicas em um game social sim, é uma novidade, próxima apenas do que o Blip.fm tentou. A grande diferença é que o Blip.fm se baseia na experiência individual, você é o DJ, você determina toda a trilha sonora. No Turntable, a construção é coletiva. Usar o Blip.fm é como ouvir música alta em casa: as pessoas sabem o que você está ouvindo mas não têm a opção de participar. O Turntable é como fazer uma festa e permitir que os convidados definam o que vai ser tocado e quem deve continuar escolhendo as próximas músicas.

O Turntable já recebeu cerca de $2 milhões em investimentos e virou febre entre funcionários de empresas como Twitter, Facebook, Foursquare e Youtube, para as quais existem salas específicas, evidenciando um grande problema para os patrões: o Turntable é um grande indutor à redução da produtividade nos escritórios, uma vez que é fácil de usar e viciante. Resta saber se a eterna briga entre serviços de streaming e as gravadoras não vai impedir uma pequena revolução em nossos hábitos...

9 de dezembro de 2010

Diversidade de estilos marca abertura da FMB 2010


Dando continuidade ao clima do show de Gilberto Gil na Funarte na noite de ontem, o forró de rabeca dos pernambucanos do Quarteto Olinda foi um dos destaques da Feira Música Brasil na abertura das atividades no Lapa Multshow. Em sua primeira apresentação em Belo Horizonte, o grupo colocou o público para dançar coladinho e fazer a tradicional dança do arrasta-pé. Como bem classificou o músico Luis Gabriel Lopes, da banda Graveola e o Lixo Polifônico (atração da FMB na sexta-feira, no Mercado Novo), “o forró é uma música agregadora”.

Funk, soul, black music, afrobeat e electro marcaram as apresentações dos DJs Criolina, Independência ou Marte, Patrick Tor4 e Djiiva*, se estendendo da meia-noite até depois das 5 da manhã. Artistas e participantes da FMB também marcaram presença no Lapa para conferir as apresentações. A cantora e atriz Thalma de Freitas foi uma das que estiveram por lá e conferiu a performance do amigo Patrick Tor4, com quem se apresenta na sexta-feira, no Mercado novo, após participar do show do 3NaMassa.


Com sets curtos e dinâmicos, as apresentações dos DJs começaram com o Independência ou Marte, que deixou de ser uma dupla de DJs para se transformar no projeto solo do paulista Jovem Palerosi, mais conhecido como Yougman. Afrobeat, soul e funk foram os destaques do set dos DJs Pezão, Barata e Oops, da festa brasiliense Criolina, que se apresentaram na seqüência. Mais tarde, Patrick Tor4 foi o responsável por misturar tecnobrega, cumbia e outros ritmos regionais com música eletrônica contemporânea. Essa mesma proposta marcou o set da DJ Marise Cardoso aka Djiiva*, que tocou seu electro-minimal misturado a clássicos da música brasileira, como “Faca amolada”, de Milton Nascimento, homenageado da FMB 2010. No encerramento, todos os DJs da noite se reuniram e fizeram uma “jam eletrônica” que consolidou a mistura de estilos e batidas apresentada durante a festa.

25 de setembro de 2010

DJ sets e mixtapes

Algumas informações publicadas recentemente na versão do Meio Desligado para DJs:


O pessoal da festa Criolina, de Brasília, estreou a sessão de mixtapes do portal Nagulha com um material finíssimo unindo batidas africanas, sambinhas e até rock alternativo brasileiro contemporâneo.
A mixtape está disponível pra download e é altamente indicada.

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The 666 order: tua educação é o headbanz
Esse set da The 666 Order, dupla paulista que mescla influências de rock/metal com eletrônica moderna, é bem interessante. Eletrônica pesada e dançante com mixagens muito boas.
O set abaixo, intitulado “tua educação é o headbanz”, é de um show no Vegas, em São Paulo, em fevereiro de 2010.

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Sets (bêbados) do DJ Zegon
Zé Gonzales, membro do N.A.S.A, ex-Planet Hemp, produtor e DJ renomado, colocou há alguns meses dois sets em seu perfil no Soundcloud. Com muito soul, funk e hip hop, os sets registram apresentações de Zegon no clube Clash, em São Paulo, e outra que ele diz ter feito bêbado, de forma descompromissada.

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Dagoberto Donato, aka Dago, é um dos donos do Neu Club, em São Paulo, ex-residente de festas na Milo Garage e Berlim, produtor do Holger e ex-funcionário do TramaVirtual.
Esse set (ou mixtape, sei lá) abaixo tá na página dele no Soundcloud. Não é muito a minha onda, mas achei interessante para se ter ideia do que ele, uma das figuras de destaque da cena alternativa de São Paulo, tem tocado.


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Mixtape focada no rock / punk setentista baseada no set que fiz na última FF», na Obra. Uma hora com alguns clássicos e algumas músicas nem tão conhecidas assim.
Quem quiser saber quais as bandas e músicas estão no arquivo é só entrar em contato que falo. Download grátis no Mediafire.

22 de julho de 2010

Software para DJs amadores

Não tenho nenhuma pretensão em atuar como DJ profissionalmente, construindo remixes e coisas do tipo. Como já escrevi anteriormente no Meio Desligado, ser DJ, no meu caso, é uma extensão da minha atuação como jornalista. É uma forma de tentar criar situações agradáveis através da música e construir sentidos ao apresentar músicas que considero interessantes ao público.

Com essa proposta em mente, normalmente toco com meu próprio celular, mas em algumas ocasiões opto pelo computador. Nesse caso, até mesmo um tocador de arquivos multimídia como o Winamp pode ser uma opção (no Bordel do Fogo Encantado, por exemplo, usei o Winamp, já que precisava sair várias vezes da mesa para verificar se estava tudo certo na festa e conversar com as pessoas). 

No caso de precisar de um pouco mais de dinâmica na pista, com maior cuidado nas transições e na seleção do repertório, um software bastante usado (e simples) é o Virtual DJ. Facilmente encontrado em versões demo gratuitas ou completo (com cracks), é um programa bastante intuitivo e que praticamente todos que tenham utilizado CDJs e um mixer na vida saberão manusear. São várias as opções de configuração, de acordo com a placa de som utilizada, e de visualização (como a da imagem que ilustra esse texto, nocaso, da interface do VirtualDJ 6 Pro: widescreen), de acordo com seu conhecimento, uso e hardware.


Como dá para ver pela imagem, o software fornece opções semelhantes aos dos equipamentos físicos e vai além, como o gráfico para visualização de ondas das músicas, integração com a biblioteca de mídia do computador, criação de playlists, aplicação de efeitos, etc. 

Uma das coisas que mais gosto é a possibilidade de usar controladores midi com o Virtual DJ. Dessa forma você não precisa executar todas as funções através do mouse, podendo relacionar funções e parâmetros do software para serem utilizados através do controlador. Quando uso o Virtual DJ, por exemplo, costumo programar os botões de play e stop das “pick-ups virtuais” para serem acionadas pelo controlador e controlo as transições entre elas para serem reguladas na roda de modulação (dependendo do seu controlador, usar um fader - aqueles botões que sobem e descem, aumentando ou diminuindo algum sinal - pode ser muito útil). 

Existem várias outras opções no mercado, mas para quem quer algo mais simples o Virtual DJ é altamente indicável. Para quem quer fazer produções mais complexas e precisa de mais recursos, um software muito comentado é o Traktor, da Native Instruments, usado por artistas renomados no meio eletrônico.

* Originalmente publicado no dj.meiodesligado.com

21 de maio de 2010

Mistureba # 9: Manifesta, Flaming Festival, Comitê Club...


Violins (GO), Monno (MG), Enne (MG) e Monograma (MG) na Manifesta, nova festa do coletivo Pegada, que estreia neste sábado (22 de maio) na Casa do Estudante (Avenida Getúlio Vargas n85, Savassi, BH). Eu, Cladão (AObra) e Luiz PF (Vinylland) somos os DJs da noite.

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25 e 26.06 - Otto
24.06 - Mark Lanegan (!!!)
12.06 - Los Sebosos Postizos
10.06 - Popload Gig com Girls, Men e Bonde do Rolê Soundsystem
Essas são algumas das atrações do novíssimo espaço para shows alternativos em São Paulo, na Rua Augusta: Comitê Club. Ao lado do Studio SP (dividindo, além das paredes, os mesmos donos), o Comitê é, segundo os proprietários "uma nova casa de shows para 1.000 pessoas. Para shows que ficam entre o @studiosp e o @citybankhall".

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Após várias edições da festa Flaming Night, a 53HC realiza no último final de semana de maio a primeira edição do Flaming Festival, ocupando diferentes espaços do bairro Santa Teresa, em Belo Horizonte. Entre os destaques da programação estão Mombojó, Canastra, Fusile e Copacabana Club.

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Sexta-feira concorrida em BH. Na mesma noite acontece:
- Transmissor e Los Porongas no Studio Bar;
- Festival Casa de Marimbondo (com 4instrumental, Capim Seco, Julgamento e Mestre Jonas), no Lapa Multishow;
- Reabertura da Velvet com novo visual (feito pelo Azucrina) e iluminação (pelo Superfície)

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E domingo, claro, é hora de festa Meio Desligado com Camarones Orquestra Guitarrística e Fusile, no Bordello, também em BH.

24 de janeiro de 2010

DJ Meio Desligado


Só pra avisar que aproveitei minhas férias pra organizar tudo que faço como DJ em uma página específica, acessível no dj.meiodesligado.com. Informações sobre as festas e festivais em que toco, fotos do que rolou, músicas dos sets e algumas mixtapes. Colá lá, eu, particurlamente, agradei do visual.

14 de outubro de 2009

A pegada do DJ Meio Desligado (egocentrismo parte 33)

Na última sexta-feira, 9 de outubro, fui um dos DJs da festa de comemoração de 1 ano do coletivo Pegada, de BH. Fizeram um textinho bacana sobre mim no blog deles e publicaram junto de uma lista de 5 músicas que selecionei para preparar as pessoas para o que elas ouviriam na noite. Reproduzo abaixo o que publicaram, juntos das músicas selecionadas:

"O diálogo aberto existente entre o Instituto Cultural Fórceps, de Sabará, e o coletivo Pegada está representando no nosso #niverpegada pelo DJ Meio Desligado. Além de trabalhar pela cena cultural de Sabará, cidade histórica na região metropolitana de BH, ele também edita o blog Meio desligado, um dos principais veículos de divulgação da música independente na internet. “Toco mais pós-punk e rock alternativo e tento misturar bandas de países cujo rock alternativo não é tão conhecido, como Argentina, Rússia, França e Brasil, claro. Na maior parte das vezes agora só uso o celular pra tocar”, diz Marcelo Santiago, ou Meio Desligado se preferir.

Idlewild – A modern way of letting go

Foals – Baloons

Black Rebel Motorcycle Club – Whatever happened to my rock´n´roll (punk song)

Black Drawing Chalks – My favourite way

Turbonegro – Denim demon"


Para quem não foi à festa registro aqui parte do meu set list, para vocês saberem o que perderam:

Red Hot Chilli Peppers - rollercoaster
Bad Religion - punk rock song
Black Lips - cold hands
Buzzcocks - ever fallen in love
Dead Kennedys - chemical warfare
Franz Ferdinand - lucid dreams
DJ Shadow - six days (soulwax remix)
Déportivo - paratonnerre
The Jam - batman theme
Turbonegro - suffragette city
Death From Above 1979 - little girl
The Black Keys - set you free
Black Drawing Chalks - a place to hide this gold
The Darkness - I believe in a thing called love
The Clash - train in vain

O set foi definido para me diferenciar dos outros DJs da noite, permancecendo dentro da minha proposta sonora. Como um deles (jjbz) era mais focado no indie e pop e o outro (Stereotóxico) no grunge e rock anos 90, fiquei bastante à vontade no punk / rock (em sua maioria pesados e barulhentos).

5 de agosto de 2009

Hoje é dia de Ménage!


Galerinha do mal, quem estiver a fim de ouvir boa música sentadinho e tomar algumas bebidas bacanas pode aparecer n´O Bar hoje, onde o Ménage, meu projeto de discotecagem com o Amplis, cuidará do som hoje durante toda a noite.

A parada começa às 19h e o couvert de R$ 3 é opcional, mas vocês poderiam mesmo pagar pra ajudar a comprar o leite das crianças. E pra quem não sabe, O Bar (que é dos mesmos donos d´A Obra), fica na Savassi, na Rua Cláudio Manoel n° 296, em Hellorizonte.

13 de maio de 2009

Uma exposição remixada

No ano passado a exposição Simbio reuniu 4 artistas de diferentes áreas (Grace Passô, artes cênicas; Roberto Bellini, vídeo; Fred Paulino, arte urbana; e Cláudio Santos, design) apresentando instalações audiovisuais fortemente ligadas às ferramentas digitais e experimentações de formatos e linguagens. Agora, os trabalhos serão retrabalhados ao vivo na Simbio Remix, mistura de festa e exposição que acontece amanhã, 14 de maio, em um galpão localizado no hipercentro de Belo Horizonte.

Além das apresentações, haverá a participação do DJ Jeff Santos (ex-Motor Music, idealizador do projeto), do VJ Fernando Rabelo, do designer Lucas Mafra, do músico Fabiano Fonseca e do convidado especial da noite, o artista multimídia Mário Ramiro.

Confira a descrição de cada trabalho que será apresentado amanhã:
A diretora de teatro Grace Passô, que na Casa do Baile apresentou o vídeo instalação: “Cinema de Visibilidades Íntimas”, desta vez intervém com a filmagem e transmissão, ao vivo, de detalhes do público, gestos, pequenos objetos, insetos e outras nuances do espaço.

O artista visual Fred Paulino, que apresentou no SIMBIO a obra “Conto Concreto” – uma narrativa em vídeo, com palavras escritas sobre a cidade através de laser – irá remixar o vídeo original, apagando as inscrições do espaço público e, ao mesmo tempo, escrevendo e desenhando novas formas no espaço do evento, com a ferramenta de projeção Tagtool.

A obra do designer Cláudio Santos na Casa do Baile foi o “Almanaque de perdas, fracassos e transformações”, uma instalação audiovisual interativa, onde o público participou deixando diversas mensagens, desabafos, opiniões e outros textos. No SIMBIO REMIX, o artista apresentará, em áudio e vídeo, o conjunto desses recados, que constituem o Almanaque.

O vídeoartista Roberto Bellini, responsável pela vídeo-instalação “Acéphale”, reapresentará os vídeos originais com novo áudio e ruídos produzidos ao vivo. O trabalho representa um olhar sobre o espaço físico e imaginário dos motéis, enquanto espaço de um erotismo amorfo.

Abrindo e encerrando a live performance, o paulista Mário Ramiro, que no evento recebe a alcunha de “Maestro MC Ramiro”, também utilizará computadores para criar e projetar a sua própria edição dos trabalhos, misturando imagens e sons criados pelos quatro artistas.




SIMBIO REMIX
Data: 14 de Maio, quinta-feira
Horário: A partir das 22h
Local: Espaço Cultural 104 (Praça Rui Barbosa, em frente à Pça da Estação, Centro, BH)
Entrada: Gratuita
Informações: (31) 3227.7331

13 de janeiro de 2009

Nasa >> North America South America

Esquerda= Zé Gonzales / Direita= Squeak E. CleanO significado da sigla é diferente, porém a agência espacial dos Estados Unidos e o novo projeto do brasileiro DJ Zé Gonzales com o produtor americano Squeak E. Clean têm em comum a proximidade com as estrelas. No CD The Spirit Of Apollo, estréia do N.A.S.A, estão reunidos astros da música mundial como Kanye West, Tom Waits, M.I.A, Karen O (Yeah Yeah Yeahs), John Frusciante (Red Hot Chilli Peppers), George Clinton, Chuck D (Public Enemy), RZA, Santogold, Nina Person (Cardigans), David Byrne, Chail 2na (Jurassic 5), Seu Jorge, Lovefoxxx (CSS) e Ol´ Dirty Bastard (Wu Tang Clan). Para completar, o CD será lançado pelo selo Anti Records, o mesmo do One Day as a Lion (nova banda de Zack de la Rocha, do Rage Against the Machine, com o ex-baterista do The Mars Volta), Nick Cave and the Bad Seeds, Tom Waits, Spoon, Islands e Grinderman (projeto garageiro de Nick Cave).

Ex-membro do Planet Hemp, o paulista Zé Gonzales mantém uma bem-sucedida carreira nos Estados Unidos, discotecando em festas descoladas em Hollywood, criando trilhas para desfiles e trabalhando com o renomado Mario Caldato (produtor dos Beastie Boys, Beck). Após seis anos no Planet, abandonou a banda e investiu na carreira de produtor e DJ. Em 2003, conheceu o produtor e DJ Squeak E. Clean (pseudônimo de Sam Spiegel, que tem no currículo a produção do excelente álbum Show Your Bones, do Yeah Yeah Yeahs, e é irmão do cineasta Spike Jonze) e juntos montaram o N.A.S.A - North America South America.

N.A.S.A no BrasilO encontro de culturas vai além do nome e das origens do projeto. Musicalmente, N.A.S.A representa o encontro do funk carioca com o hip hop norte-americano, permeado por electro, ragga e bossa (a se julgar pelo material divulgado até o momento). A idéia de que a força da música reúne as pessoas e apaga barreiras étnicas fica clara ao se assistir a prévia do documentário que registra todo o processo de gravação e construção das canções. São vocalistas dos mais diversos países e origens, tem como ponto de referências as batidas multi-étnicas apresentadas por Squeak e Zegon (que recentemente se apresentaram no Brasil pela primeira vez, no festival Nokia Trends).


Trailer do documentário "N.A.S.A"


Com lançamento (físico) marcado para 17 de fevereiro, The Spirit of Apollo coloca o N.A.S.A como uma das grandes promessas de 2009. O primeiro single, "Money", traz as participações de Chuck D (Public Enemy), David Byrne (ex-Talking Heads), Ras Congo, Z-Trip e Seu Jorge e ganhou vídeoclipe com artes de Shepard Fairey, um dos mais renomados "artistas de rua" do mundo, também criador da famosa imagem-símbolo da campanha de Barack Obama em 2008. Mesmo não tendo a pegada de um possível hit, "Money" reflete bem as influências globais condensadas no balanço melódico do DJs.

Capa do CDSão poucas as faixas divulgadas até o momento, sendo que entre elas estão uma versão funk para algo próximo do tema da série "A Feiticeira" e um remix para "Garota de Ipanema". (atualização: essas duas faixas não estarão presentes no álbum, conforme informação do próprio Zé Gonzales nos comentários). Mas a que mais chama atenção, por enquanto, é "Gifted", parceria com ninguém menos que Kanye West, ao lado de Santogold e Lykke Li. Música que seria hit se estivesse nos CDs de qualquer um de seus vocalistas.






Confira o tracklist do álbum e fique de olho nos torrents e blogs de download por aí.

01 "Intro"
02 "The People Tree" (feat. David Byrne, Chali 2na, Gift of Gab,& Z-Trip)
03 "Money" (feat. David Byrne, Chuck D, Ras Congo, Seu Jorge, & Z-Trip)
04 "NASA Music" (feat. Method Man, E-40, & DJ Swamp)
05 "Way Down" (feat. RZA, Barbie Hatch, & John Frusciante)
06 "Hip Hop" (feat. KRS-One, Fatlip, & Slim Kid Tre)
07 "Four Rooms, Earth View"
08 "Strange Enough" (feat. Karen O, Ol' Dirty Bastard, & Fatlip)
09 "Spacious Thoughts" (feat. Tom Waits & Kool Keith)
10 "Gifted" (feat. Kanye West, Santogold, Lykke Li)
11 "A Volta" (feat. Sizzla, Amanda Blank, & Lovefoxxx)
12 "There's a Party" (feat. George Clinton & Chali 2na)
13 "Whachadoin?" (feat. Spank Rock, M.I.A., Santogold & Nick Zinner)
14 "O Pato" (feat. Kool Kojak & DJ Bãboa)
15 "Samba Soul" (feat. Del Tha Funkee Homosapien & DJ Qbert)
16 "The Mayor" (feat. The Cool Kids, Ghostface Killah, DJ AM & Scarface)
17 "N.A.S.A. Anthem"

Vídeo de "Money"

18 de novembro de 2008

Meio Desligado na TV (e no café)

Hoje, a partir das 19h, participo ao vivo do programa Brasil das Gerais, da Rede Minas. O tema é blogs. Estou preparando meu bigode postiço e um figurino estilo Brandon Flowers.


Sábado, a partir das 20h, acontece a segunda edição do Overmundo Colabora, desta vez no Casa Lounge Café (Rua Congonhas, 527, bairro Santo Antônio, BH). Eu (agora assinando como DJ Meio Desligado) e mais uma penca de gente nos apresentaremos na festa que também marca a abertura de mais uma edição do festival arte.mov.
A programação da noite é mais ou menos essa:
1. Dejotas
a) DJ Meio Desligado (Marcelo Santiago)
b) Camaco (Sérgio Sampaio/Overmundo)
c) DJ FMX (Fernando Mendes - Dubstep)
d) Raul Luna

2. Imagem e som juntos
a) Live Leandro Araújo +Daniel Nunes (Constantina / Lise)
b) Live Nem só o que anda é móvel
c) Live Igor Amin com DJ FMX

3. Vjing
a) VJ Erick Ricco
b) TV Primavera (Raul Luna)

4. Instalação
a) OCCA apresenta Teletommy

22 de outubro de 2008

Outrorock na TV

Uma nova forma de diálogo entre música, espaço urbano e internet. É mais ou menos essa a proposta da TV Outrorock, nova iniciativa do coletivo Outrorock, que será lançada amanhã, na Obra. A festa terá shows das bandas Lafusa (Brasília) e Cinza (BH) e participação dos DJs Mi Simpatia, jjbz (ambos do coletivo Pegada) e Meio Desligado (eu! resolvi assinar com esse nome minhas discotecagens a partir de agora e usar a P.U.T.A apenas para fins vanguardistas da porra).

A TV Outrorock ficará hospedada no MySpace e contará com vídeos experimentais de bandas belo-horizontinas em locais pouco convencionais (em se tratando de bandas de rock) da cidade.

A festa começa às 22h, provavelmente com meu set de música ucraniana + alt.punk francês, e a entrada custa R$ 8. Hora de conhecer (ou conferir ao vivo) a super pegada do Lafusa (entre o alternativo e um invariável apelo pop) e a melancolia indie do Cinza (como o nome indica).

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