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3 de outubro de 2009

OutroRock também é hoje!

SÁBADO 3/10
a partir das 13h, entrada franca

Monno
[Confira a versão que fizeram para "Ainda gosto dela", dos conterrâneos do Skank]
Dead Lover’s Twisted Heart
[Tem música nova, "Backwards", no MySpace]
Pelos de Cachorro
["Estragos sutis" deve ficar fóda ao vivo]
Junkie Dogs
[Adoro, mas sempre perco os shows]
Cinza
[Às vezes me lembra uma versão indie de Ivan Lins, mas os fãs de Violins vão gostar]
Enne
[A banda acaba de lançar o clipe de "Lugar comum"]
Radiotape
[Não consegui pensar em uma piadinha pra encher o caso dos caras]
Cães do Cerrado
[Quase tudo que eles têm de feios eles têm de qualidade]


DOMINGO 4/10
a partir das 13h, entrada franca

Transmissor
[Donos do melhor álbum mineiro de 2008]
Graveola e o Lixo Polifônico
[O maior hype de BH atualmente]
Carolina Diz
[Última chance de ver a banda ao vivo]
The Folsoms
["A banda dos caras de chapéu de peão?". É.]
César Maurício
[Se não tem página na internet, não existe.]
Julgamento
["Muita treta"]
Cinco Rios
[A triste "Cinza" é o hit da banda]
Aldan
[Huahaha, no release o link aponta pra esse tiozinho de bigode]

22 de outubro de 2008

Outrorock na TV

Uma nova forma de diálogo entre música, espaço urbano e internet. É mais ou menos essa a proposta da TV Outrorock, nova iniciativa do coletivo Outrorock, que será lançada amanhã, na Obra. A festa terá shows das bandas Lafusa (Brasília) e Cinza (BH) e participação dos DJs Mi Simpatia, jjbz (ambos do coletivo Pegada) e Meio Desligado (eu! resolvi assinar com esse nome minhas discotecagens a partir de agora e usar a P.U.T.A apenas para fins vanguardistas da porra).

A TV Outrorock ficará hospedada no MySpace e contará com vídeos experimentais de bandas belo-horizontinas em locais pouco convencionais (em se tratando de bandas de rock) da cidade.

A festa começa às 22h, provavelmente com meu set de música ucraniana + alt.punk francês, e a entrada custa R$ 8. Hora de conhecer (ou conferir ao vivo) a super pegada do Lafusa (entre o alternativo e um invariável apelo pop) e a melancolia indie do Cinza (como o nome indica).

14 de junho de 2008

O fim do Meio Desligado

O Wagner, do Grito, costuma me perguntar como eu consigo fazer tantas coisas ao mesmo tempo. A Juliana, minha ex-namorada, falava que eu iria ficar com cara de computador. Meus pais dizem que eu tenho que parar um pouco ou vou ficar doente. Este semestre, quase terminando meu curso de jornalismo, estou correndo o risco de, pela primeira vez, repetir alguma(s) matéria(s)...

Por esses e outros motivos, uma mudança importantíssima será realizada. O Meio Desligado chega ao fim! Sim. É o fim do blog neste formato que vocês conhecem. A partir de agora ele vira o Meio Desligado... versão fotolog!!!. Hahaha. Já que não tenho mais tempo para escrever textos relevantes, prefiro acabar com tudo.

No entanto, antes da mudança, alguns acontecimentos das últimas semanas têm que ser comentados (brevemente, porque não estou com ânimo).

► O Seminário Prático da Música foi muito bom. Muitas pessoas participaram dos quatro dias e o principal tema dos debates foi alternativas e soluções para o desenvolvimento da cena musical independente mineira. Ficou claro que muitas pessoas estão interessadas em começar a se organizar e trabalhar de forma coletiva, apesar de, na maioria, ainda estarem um pouco perdidas ou despreparadas em relação às formas de ação. De qualquer forma, passos importantes estão sendo dados.

► Um desses passos foi a realização do festival OutroRock, que durante dois dias reuniu algumas das principais bandas de rock independente de Belo Horizonte em praça pública e também promoveu uma festa no Matriz com as bandas Nuda (PE) e Fusile e vários DJs. A cobertura do OutroRock você lê no Fora do Eixo e no Estado de Minas. Sobre a festa, leia no Movin' Up.

► Outra iniciativa importante para a cena belo horizontina é o festival BH Indie Music, que aconteceu ontem e hoje no Matriz, com 18 bandas que se inscreveram para participar e articular ações no underground da capital.

► Ainda sobre a cena mineira, aconteceu nesse final de semana a terceira edição do festival Udi Rock Scene, em Uberlândia, com Matanza, Krisiun, Caffeine e várias outras bandas mineiras.

► E em Montes Claros estão abertas as inscrições para outro festival, o Pequi Rock.

► E eu já contei que tem link no Globo para o Meio Desligado? Pois é.

► Voltando ao seminário, em seu segundo dia também teve show do monno no Stereoteca. E foi excelente. Sempre comentava que a banda era melhor em estúdio do que ao vivo, mas agora parece que esse problema foi resolvido. Também foi a primeira vez que os vi tocando com uma aparelhagem decente, em um teatro, e tanto as músicas novas como as antigas funcionaram muito bem.

► Já faz um tempinho que aconteceu o Bananada 2008, mas quem ainda quiser saber como foi, está aqui a cobertura super bem feita pelo Pop Up!.

►Mais sobre festivais? Muse confirmadaço no Porão do Rock (onde minha presença é garantida, ao lado da Alê), junto do Matanza, Cachorro Grande e Suicidal Tendencies (USA). Dias 2 e 3 de agosto.

► Uma semana depois começa a versão "mega" do festival Calango, com Hurtmold, Curumim, Supercordas, Pata de Elefante, Cabruera, Cascadura, Mamelo Sound System e os gringos Papier Tigre (França) e El Mato a un Policia Motorizado (Argentina). De 5 a 10 de agosto, em Cuiabá.

Vou ali cuidar da minha vida, me formar, tentar ganhar algum dinheiro, meditar em busca do nirvana e refletir sobre a existência humana. Depois, talvez eu volte. Enquanto isso, o idiota continua...

5 de junho de 2008

Festival OutroRock: autoprodução e movimento independente

Quando não há espaço ou oportunidades para o que você deseja fazer, o caminho mais fácil é desistir ou reclamar (ou fazer ambos, puf...). Após anos de trabalho árduo e de enfrentar inúmeras dificuldades, algo que as bandas independentes vem percebendo cada vez mais é que arregaçar as mangas e partir para a ação é mais do que necessário. O "do it yourself" do século 21 está diretamente relacionado à internet e à livre troca de conteúdo, à praticidade e barateamento possibilitados pelos meios digitais. E a partir do trabalho coletivo, feito por grupos reunidos por afinidades e objetivos em comum (como o desenvolvimento da música independente), o mercado independente vem se expandindo, trocando experiências e e se desenvolvendo.

Em Belo Horizonte, um dos melhores exemplos desta movimentação atual é o festival OutroRock, fruto do trabalho coletivo de 12 das principais bandas de rock independente da cidade. Se BH não dispõe de muitos espaços ou eventos para essas bandas, por que não trabalhar para criar esse espaço e dar mais visibilidade à música alternativa local? É basicamente esse o pensamento que fez com que as bandas Monno, Udora, Dead Lover´s Twisted Heart, Tênis, Enne, Ímpar, Gardenais, Carolina Diz, Antenafobia, Cinco Rios, Pêlos de Cachorro e iSlama! se reunissem para desenvolver, passo a passo, a primeira edição do OutroRock, que acontece neste final de semana em espaço público, facilitando ainda mais o acesso.

Como mostra o release do festival, "a idéia de produzir um festival é criar uma ação que espante a apatia resultante de anos de ações individualizadas e pouco produtivas". O coletivo de bandas conseguiu apoio da prefeitura municipal, mostrando uma importante aproximação junto ao poder público, e também conta com o apoio do coletivo Fórceps.

As bandas do OutroRockAlém do festival, a idéia é dar continuidade ao trabalho, mostrando que trata-se de uma "iniciativa dos artistas em desenvolver-se de forma coletiva e integrada para criar um circuito sustentável".

Ao todo, o OutroRock terá dois dias de shows, sábado e domingo, a partir das 14 hs, na Praça Floriano Peixoto (Av. Brasil com Contorno, St Teresa), com 12 shows e espaço para a venda dos materiais de bandas mineiras. Na noite de sábado, o festival continua na festa promovida no Matriz, com vários DJs (todos envolvidos diretamente com o cenário musical através de coletivos, bandas ou veículos de comunicação) e as bandas Nuda (Recife) e Fusile (BH).

4 de junho de 2008

NUDA e FUSILE na festa do festival OutroRock

Um dos destaques da atual cena musical de Recife – PE, a banda NUDA impressiona pelo som singular, que abrange MPB, samba, rock alternativo e outros estilos, sem se limitar a pré-definições. A banda acaba de lançar o primeiro EP, com o enigmático título Menos Cor, Mais Quem, e inicia sua primeira turnê pelo sudeste/centro-oeste brasileiro a partir de Belo Horizonte no próximo sábado, 7 de junho, na festa organizada pelo coletivo Fórceps para o festival OutroRock.

Festa do OutroRock

Nuda tem menos de dois anos de existência e desde o lançamento do EP já alcançou o Top 10 do MySpace Brasil e o 5º lugar entre os mais ouvidos do TramaVirtual. Aliás, todas as músicas podem ser baixadas na página da banda no site.

Além de marcar presença em importantes festivais do nordeste, a banda também faz parte da coletânea organizada por Marcelo Fróes em homenagem ao White Album dos Beatles, participando ao lado de nomes como Lobão, Autoramas e Zé Ramalho.

Após o show de BH a Nuda vai para Uberlândia, para um show no Goma, e segue para o festival Volume, em Cuiabá, e outro show em Goiânia.

As datas completas:
07/06 - Belo Horizonte, no Matriz - Festa do Outro Rock - Organizado pelo Fórceps
08/06 - Uberlândia, no GOMA - Organizado pelo coletivo local Goma
12/06 - Goiânia - Egg Music
14/06 - Cuiabá - Festival Volume/Segundo Dia
18/06 – Rio de Janeiro – Rádio Nacional

A festa também conta com a banda belo-horizontina Fusile e 5 DJ´s locais, todos envolvidos diretamente com a cena musical mineira: Thiago Pereira (Alto-Falante), Marcelo Santiago (também conhecido como EU), Leo Santiago (Fora do Eixo), Eduardo (baixista da banda Tênis) e Cris Foxcat (DJ da Obra, Up!).

Fusile é um dos grupos em ascensão na cena mineira e possui um dos maiores públicos do underground local. Ideal para festas, a banda toca uma espécie de punk cigano, algo como uma mistura de músicas de circo, rock, ska e eletrônica. Aidna não há músicas no MySpace da banda, mas dá para ver e ouvir no YouTube.

Os DJs da noite tocarão indie, rock, pós-punk, hits e adjacências (também conhecido como “o que der vontade de tocar).

A festa acontece na casa cultural Matriz (Terminal JK, Pça Raul Soares, Centro) e começa às 22 hs. Os ingressos custam R$ 7.

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