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16 de setembro de 2012

Festival Porão do Rock 2012: cobertura

O Porão do Rock deve ser o maior festival de heavy metal do Brasil, falta apenas que se assuma como tal. Essa foi uma das principais impressões após conferir de perto a 15ª edição do festival, realizada nos dias 7 e 8 de Setembro no Complexo do Ginásio Nilson Nelson (compreendido pelo ginásio em si e uma grande área ao seu redor), em Brasília. O palco dedicado às bandas mais pesadas, montado no ginásio, esteve lotado a maior parte do tempo e abrigou bandas como a norte-americana Trivium, Sepultura, Almah e D.F.C. Na parte externa, dois palcos montados lado-a-lado receberam o restante da programação, com destaque para os estrangeiros Kyuss Lives!, Red Fang e Gaz Coombes.

Palco dedicado às bandas mais pesadas do festival, montado dentro do Ginásio Nilson Nelson
O Porão é um clássico "festival de roqueiro", daqueles em que 90% do público vai de camisa preta estampando nomes de bandas de heavy metal ou classic rock. A sintonia entre o público e as bandas de sonoridade mais extrema no festival é enorme, mesmo quando não justificada pela qualidade artística dos shows (incrível perceber a melhoria na qualidade do som durante o show dos estrangeiros do Trivium, enquanto nas apresentações das bandas locais, no mesmo espaço, a massa ruidosa tomava conta do ginásio - resultado de músicos ruins ou equipe técnica despreparada). Esse lado headbanger do festival é um dos seus pontos fortes: reúne de forma democrática e com boa estrutura bandas expressivas do cenário heavy metal / hardcore e as apresenta de forma democrática ao público brasiliense. 

Por outro lado, ao tentar diversificar sua programação, o festival acaba por se perder sem definir uma linha estética. O indie folk do Vanguart e o inglês Gaz Coombes (vocalista do Supergrass) soavam deslocados e bandas locais risíveis se apresentaram em horários de destaque na programação. Nos palcos externos, fugindo de shows terríveis como o de Daniel Belleza & Os Corações em Fúria, Darshan e Trampa, foi possível se surpreender com o rockabilly performático da banda local Os Dinamites e assistir aos animados shows de Autoramas com BNegão e dos Raimundos, que, acredite, fez um grande show ao tocar o álbum Lavô tá novo integralmente. Mesmo com boa parte do público indo embora após o show do Raimundos, quem permaneceu pode ver uma das apresentações mais marcantes do festival, feita pelos americanos do Red Fang. Rock'n'roll pesado e sujo, alternando entre o stoner rock e o heavy metal em show mais intenso do que o Kyuss Lives! (reencarnação do Kyuss, ex-banda de Josh Homme, do Queens of the Stone Age), faria no dia seguinte.


Se você foi (ou é) um daqueles adolescentes que saía com orgulho com suas camisetas do AC/DC e Iron Maiden, usava correntes e All Star e qualquer banda que tivesse distorção já agradava um pouco aos seus ouvidos, o Porão do Rock pode lhe proporcionar excelentes horas de diversão. Se você não estiver nesse grupo, é mais um festival para encontrar com os amigos, beber e se divertir rodeado por clichês.


Melhores shows assistidos no Porão do Rock 2012

Red Fang

Kyuss Lives!
Autoramas + Bnegão
Trivium
Os Dinamites

Set lists
Gaz Coombes

Karina Buhr

Kyuss Lives!

21 de setembro de 2010

Cobertura do festival Porão do Rock 2010

A Alê dos Santos, que já publicou alguns textos aqui no Meio Desligado, está de blog novo e armou uma cobertura coletiva do festival Porão do Rock 2010 lá no My Favorite Way.

Abaixo você confere o que escreveram sobre o show do Mombojó no festival, que também teve shows do Pato Fu, Autoramas, She Wants Revenge, Galinha Preta, Supersuckers e outros.
"... a banda pernambucana Mombojó atacou o público do Porão do Rock com hits certeiros e uma sequência final apenas com canções do disco de estréia que deixou os presentes satisfeitos, felizes e roucos de tanto cantar junto com o incansável vocalista Felipe S. E tem noites onde tudo dá certo. Até uma ausência que poderia comprometer, acrescentou ainda mais a apresentação da banda. O baixista original Samuel não veio a Brasília, “porque está gravando a novela das 8”, como explicou Felipe no palco. Porém, com isso a substituição não poderia ser mais acertada. O conterrâneo Dengue (Nação Zumbi e 3 na Massa), caiu como uma luva e transformou a já competente cozinha da banda ainda mais interessante e cheia de grooves. Resumindo. Som bom, alto e definido, repertório excelente, músicos entrosados, público na mão e ainda o palco ao lado da entrada, tudo contribuiu para uma noite inesquecível e praticamente perfeita".

11 de setembro de 2010

Festival Porão do Rock 2010

A 13ª edição do festival Porão do Rock acontece hoje, 11 de setembro, em Brasília, a partir das 17h no estacionamento do Ginásio Nilson Nelson (é piada esse nome?). Os ingressos são distribuídos em troca de 1kg de alimentos não perecíveis.

O festival terá 3 palcos e reunirá, ao todo, 33 bandas nacionais e internacionais, com destaque para os norte-americanos do Supersuckers e She Wants Revenge. Entre as bandas nacionais, misturam-se nomes já conhecidos, como Pato Fu, Mombojó e Autoramas, a diversas novas atrações locais ainda desconhecidas do grande público.

Neste ano o Porão do Rock é realizado com verba do Fundo Nacional de Cultura e patrocínio do Subway, Chilli Beans e GTR.

Programação completa:


Palco 1 (GTR) – Shows a partir das 17h
Mork (DF)
Zilla (DF)
Estamira (DF)
Death Slam (DF)
Mindflow (SP)
André Matos (SP)
Dynahead (DF)
Korzus (SP)
x Lost in Hate x (DF)
Deceivers (DF)
Gangrena Gasosa (RJ)
Musica Diablo (SP) 

Palco 2 – Shows a partir das 17h30 
The Squintz (DF)
 Filhos da Judith (RJ)
 Tributo a Led Zeppelin (DF) 
Trampa (DF) 
Sick Sick Sinners (PR) 
Los Primitivos (Argentina) 
Autoramas (RJ)
 The Right Ons (Espanha)
 Darshan (DF) 
Mechanics (GO)
 The SuperSuckers (EUA)

Palco 3 (Chilli Beans) – Shows a partir das 18h
Cassino Supernova (DF)
Watson (DF)
Mombojó (PE)
Soatá (DF)
GOG (DF)
Pato Fu (MG)
Zémaria (ES)
She Wants Revenge (EUA)
Enema Noise (DF)
Galinha Preta (DF)


"O saco plástico é a nova bomba nuclear!"

2 de novembro de 2009

Porão do Rock 2009: cobertura especial

A amada Alê dos Santos, da rádio Cultura FM e do blog Drops Cultural, é a autora da cobertura especial do festival Porão do Rock 2009 para o Meio Desligado, direto de Brasília. Realizado nos dias 19 e 20 de setembro, essa foi a 12ª edição do festival e que, segundo dados da produção do evento, teve público em torno de 80 mil pessoas.


Voltando às suas origens, o Porão do Rock 2009 rolou em setembro (como na sua primeira edição), foi de graça, atrasou e ainda teve um monte de bandas de Brasília. Isso por si só não significaria um retrocesso, mas, comparado à edição anterior, este ano a organização deixou a desejar. Com a demora em se obter um patrocínio a realização do Porão do Rock era uma incerteza para os brasilienses e a escalação das bandas foi prejudicada. Nem por isso o festival deixou de trazer grandes nomes, alguns até “repetecos”, como Angra e Sepultura, que se apresentaram no festival em 2007.

O primeiro dia na Esplanada dos Ministérios estava marcado para começar às 16h mas só foi começar uma hora depois com o show do quarteto instrumental Super Stereo Surf. A banda tocou ano passado no Palco Pílulas e foi “promovida” para o Palco Principal. O mesmo aconteceu com as bandas Elffus, Black Drawing Chalks e Rafael Cury and the Booze Bros. Com o atraso do Orgânica, os argentinos do El Mato a un Policia Motorizado subiram ao palco e mesmo com o som meia-boca empolgaram os amantes do rock alternativo.

O som ruim não atrapalhou os argentinos, mas foi um problema no show da Cachorro Grande. Desde o começo Beto Bruno, vocalista da banda, pedia o retorno. A banda ficou em instrumentais intermináveis enquanto o gaúcho conversava com o pessoal da técnica. Até que eles pararam o show: “Nós e vocês vamos esperar o retorno voltar”, disse Beto no palco. Depois de algumas discussões, palavrões e “estresses” para todos os lados, a banda voltou a tocar. E claro que com muito cinismo. Engataram em músicas como “Deixa Fudê”, “Sexperience” e “Vai T.Q. Dá”, tudo em protesto pelo péssimo áudio no palco. O show terminou com a marca registrada, um bundalelê.

O Ludov fez um show fraco, nada excepcional. O Ellfus empolgou a galera, assim como os goianos Black Drawing Chalks, que estão a cada dia se profissionalizando mais. A grande atração da noite, os californianos do Eagles of Death Metal, não conseguiram o mesmo. Talvez o som não tenha colaborado, já que estava baixo em vista do que poderia estar. E mesmo encabeçado pelo boa praça Jesse Hughes, que não parava de dizer o quanto estava feliz por estar no Brasil, o show não empolgou. Jesse fazia grandes intervalos entre uma música e outra e o ritmo do show, que deveria ser acelerado, como pedem as músicas do grupo, foi lento, causando um certo desinteresse na platéia.


Já era tarde e mais uma mudança aconteceu no line-up. O Sepultura, que fecharia o Porão, acabou por tocar depois do Eagles e deu para perceber quem realmente grande parte da galera reunida na Esplanada dos Ministérios estava esperando. Os mineiros, como sempre, deixaram uma galera pulando e gritando sem parar. O Mugo veio em seguida, quase que abrindo o show do Angra, outra grande atração da noite. Eram mais de 3 horas da manhã e ainda tinha gente bem acordada para assistir o show dos caras, que não decepcionou. E não acabou, ainda tinha os paulistas do Mindflow, que fecharam o Porão para cerca de 300 pessoas e o Dynahead, que acabou escalado para fechar o Palco Pílulas no dia seguinte.

Ao contrário do que aconteceu no Palco Principal, o Palco Pílulas era uma inveja para qualquer um. Mesmo começando meia hora atrasado, as atrações tocaram todas em seu horário e ainda tiveram um som de primeira. Passaram por lá Scania (DF), Di Boresti (DF), Rocan (DF), O Melda (MG) em um show muito elogiado, Belle (RS), Superquadra (DF) e duas bandas que tem se destacado em Brasília, Watson e The Pro.

O segundo dia antecipou os 50 anos de Brasília e fez uma homenagem às bandas dos anos 80, 90 e 2000 que se destacaram na capital federal. Um prato cheio para quem viveu (ou vive) a sua adolescência em alguma dessas décadas.

O Fallen Angel/Dungeon abriu os shows do domingo, seguido pelo Detrito Federal, ainda no clima de nostalgia para o grande show de rock da Plebe Rude. Depois vieram Escola de Escândalo e Paralamas do Sucesso. Embora a banda seja do Rio, parte da sua história se passou em Brasília. O show foi perfeito para um festival. Herbert Vianna e seus companheiros João Barone e Bi Ribeiro tocaram sucessos do começo ao fim do show, deixando espaço apenas para duas músicas de seu último disco, Brasil Afora.

A tão comentada atração surpresa foi realmente uma surpresa para muita gente. Havia um buchicho de que Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá iriam se apresentar no Porão em um tributo à finada Legião Urbana e isso realmente aconteceu. A homenagem à banda e ao grande artista que foi Renato Russo era uma idéia antiga e deve se prolongar com mais shows em 2010. Vários vocalistas foram escalados para acompanhar os remanescentes da Legião: André Gonzales (Móveis Coloniais de Acaju), Herbert Vianna, Phillipe Seabra, Toni Platão e o uruguaio Sebastian Teysera (vocalista da banda La Vela Puerca). O show foi curto, mas conseguiu emocionar muita gente, ao ponto de algumas pessoas até pararem o carro no cantinho da pista para saber o que estava acontecendo ali.



No Palco Pílulas se apresentaram as bandas vencedoras da seletiva: Cassino Supernova, Na Lata, Soatá, Trampa, Kanela Seca, Bootlegs e Blazing Dog, além dos Cabeloduro e o Dynahead.

O Maskavo fez um show fofo, mas para eles realmente não há volta. Já o Little Quail and The Mad Birds deixou um grande gosto de quero mais. Com Zé Ovo e Gabriel Thomaz falando besteira o tempo todo e a vitalidade de Bacalhau, a banda ainda tem um timing perfeito. E se rir é o melhor remédio, Zé Ovo e Gabriel não pouparam comentários. Disse o guitarrista no show: “Eu queria agradecer a Plebe Rude, Paralamas do Sucesso, a Legião Urbana, por abrir esse show do Little Quail!”.

Os Raimundos fizeram um show médio. A escolha das músicas poderia ter sido melhor e o Rodolfo realmente faz uma falta enorme na banda. Depois vieram Rafael Cury e para finalizar o festival, Móveis Coloniais de Acaju. Eram 3h40 da manhã e ainda tinha gente disposta para assistir o show do Móveis. Prova cabal de que eles são mesmo a banda mais querida de Brasília na atualidade. E quase que o show não acontece. Pouco antes de subirem ao palco a energia elétrica simplesmente acabou e uma chuva fina começou a cair. Quem esteve por lá conseguiu ver uma coisa inédita: Móveis acústico. Com a luz de volta, o show ganhou toda a energia característica da banda. A chuva ficou mais forte no final e o tão esperado bis não rolou para que ninguém saísse de lá eletrocutado.

Fotos por Bruno Bernardes (Cassino Supernova) e Patrick Grosner (público)

15 de setembro de 2009

Porão do Rock 2009

Quando eu faço uma introdução sobre os festivais aposto que a maioria de vocês pula e vai direto ver as bandas da programação. Pouparei este trabalho agora.

Programação do festival Porão do Rock 2009, que acontece em Brasília nos dias 17 e 18 (conferências na Biblioteca Nacional, a partir das 9h) e 19 e 20 de setembro (shows gratuitos na Esplanada dos Ministérios).

SÁBADO (19/9)

Palco Principal (a partir das 16h)

Super Stereo Surf (DF)
Orgânica (SP)
El Mato a un Policia Motorizado (Argentina)
Cachorro Grande (RS)
Ludov (SP)
Elffus (DF)
Black Drawing Chalks (GO)
Eagles of Death Metal (EUA)
Mugo (GO)
Mindflow (SP)
Angra (SP)
Dynahead (DF)
Sepultura (MG)

Palco Pílulas (a partir das 18h30)

Scania (DF)
Di Boresti (DF)
Rocan (DF)
O Melda (MG)
Belle (RS)
Superquadra (DF)
Watson (DF)
The Pro (DF)

DOMINGO (20/9)

Palco Principal (a partir das 16h)

Cabeloduro.(DF)
Fallen Angel / Dungeon (DF)
Detrito Federal (DF)
Paralamas do Sucesso (RJ)
Plebe Rude (DF)
Escola de Escândalo (DF)
M. Roots (DF)
Little Quail & the Mad Birds (DF)
Raimundos (DF)
Rafael Cury & the Booze Bros (DF)
Móveis Coloniais de Acaju (DF)

Palco Pílulas (a partir das 18h30)

Cassino Supernova (DF)
Na Lata (DF)
Soatá (DF)
Trampa (DF)
Kanela Seka (DF)
Bootlegs (DF)
Blazing Dog (DF)

25 de agosto de 2009

Porão do Rock 2009 confirma primeiras atrações (inclusive da gringolândia)

A 12ª edição do festival Porão do Rock será gratuita e acontecerá em Brasília nos dias 19 e 20 de setembro, tendo como uma de suas principais atrações a Eagles of Death Metal, banda paralela de Josh Homme (vocalista e guitarrista do Queens of the Stone Age, ex-Kyuss, ex-músico de apoio do Screaming Trees e mais uma centena de itens no currículo), na qual toca bateria. Assim como aconteceu na outra vez em que a banda se apresentou no Brasil, no festival Motomix de 2007, é provável que Homme não esteja presente, já que atualmente ele trabalha no CD de estreia de sua nova banda, Them Crooked Vultures, na qual toca guitarra e canta ao lado de ninguém menos que Dave Grohl (Foo Fighters, Probot, ex-Nirvana, ex-membro temporário-de-luxo do Queens of the Stone Age), na bateria, e a lenda viva John Paul Jones (já ouviu falar em Led Zeppelin?) no baixo.

Eagles of Death Metal - Wannabe in L.A


Sepultura - We've Lost You


A produção do festival também confirmou Sepultura, Nação Zumbi e Angra na programação do Porão do Rock 2009, além de Soatá, Na Lata, Cassino Supernova, Blazing Dog, Bootlegs e Kanela Seka, bandas vencedoras das seletivas do festival.

O Porão deverá acontecer na Esplanada dos Ministérios, no centro de Brasília, mas ainda aguarda liberação oficial do Governo do Distrito Federal. Sinceramente, preferia que os shows acontecessem em um espaço fechado e com preços populares. Além de valorizar mais as bandas, diminui muito o número de pessoas que vão ao evento sem ter o mínimo interesse na música e evita maiores confusões.

7 de agosto de 2009

Cadastro de bandas para o Porão do Rock


O Porão do Rock, que além de ser um dos maiores festivais de música do país é também uma ONG, está interessado em descobrir novas bandas de rock brasileiras e para isso pede que os artistas se inscrevam em seu site, preenchendo um formulário online.

Essa poderá ser a porta de entrada para que algumas bandas se apresentem nas seletivas do festival em Brasília e em outros eventos relacionados aos produtores envolvidos com o Porão.

8 de agosto de 2008

Curiosidades e números do Porão do Rock 2008

  • Exatamente às 19:19 foi expulsa a primeira pessoa do festival
  • A cerveja era mais cara do lado de fora do festival do que dentro dele
  • O DFC conseguiu tocar 40 músicas em 40 minutos de show
  • O Madame Saatan tinha apenas 6 músicas em seu setlist
  • Vi pouquíssimas pessoas escornadas pelo chão por causa de bebida. Até o 53 HC Fest em BH tem mais bebuns passando mal do que o Porão (sendo que o 53 HC Fest tem um público de cerca de mil pessoas, 1/30 do Porão)
  • Logo após o término de cada show a equipe responsável pelo blog do Porão atualizava-o com informações do show realizado
  • Compare a edição deste ano com o que falaram da do ano passado no Alto-Falante e na TramaVirtual

6 de agosto de 2008

Porão do Rock 2008: Festival de clichês (bons e ruins)

DFC no Porão do Rock 2008
“Não use drogas”, sentencia, abusadamente, meu advogado boliviano, Señor Perito. “Dessa vez, apenas sexo e rock ´n roll, por favor. Não comigo, é claro”. Tudo bem. Em momentos como esse, a assessoria de um profissional é crucial. Ainda mais quando se está prestes a conhecer a capital brasileira e, principalmente, presenciar aquele que é um dos maiores e mais tipicamente roqueiros festivais musicais do país, o Porão do Rock.

Nossa intenção inicial era cruzar Minas Gerais e parte de Goiás rumo ao Distrito Federal, mais precisamente, Brasília, em uma louca trip de carro regada a vodka falsificada, refrigerante e remédio para a gengiva. Voltando ao mundo real, decidimos comprar uma passagem de avião em promoção. “Não fique triste, podemos o usar o mesmo plano de viagem para quando formos ao Acre, teoricamente por causa do Varadouro, que camuflará nossa investida atrás de ayahuasca. Huahahahua” (risada maligna acompanhada de um preocupante brilho nos olhos). As palavras de Señor me acalmam e logo estou observando tranquilamente a paisagem pela janela, enquanto devoro o lanche da Varig (Observação: já repararam como a tripulação da Varig é basicamente de meia-idade, enquanto a Gol é cheia de jovens e aeromoças gostosas? Isso influencia no momento da compra da passagem).

Talvez tenha sido a privação de sono ou algo que tenha colocado propositadamente em sua bebida, mas ao sobrevoarmos Brasília, Señor começa a suar frio, aperta meu braço e insiste que estamos em um clipe do Kaiser Chiefs. “Olhe para baixo! Não reconhece? A maquete... A qualquer momento aparecerá um gigante blasé de franja que irá nos engolir!”. Tento acalmá-lo, envergonhado com os olhares recebidos dos outros passageiros, enquanto Señor chora contidamente, sussurrando “Não quero ser morto por um gigante blasé... ainda mais de franja”.

A situação muda ao sermos abordados pela aeromoça. “Senhor, está tudo bem?”, ela pergunta. Dá para sentir a espinha dele congelar. “Como ela sabe meu nome?”, Señor sussura em meu ouvido. “Acho que estamos sendo vigiados...”. Seus olhos ficam arregalados e sua tentativa de transmitir segurança se resume a uma desastrada tentativa de estufar o peito e corrigir sua postura. “Sim, sim.... é.... é.... por causa da minha cadela! Digo... não me refiro a uma mulher, sabe? Mas a uma cão.... er... um cão fêmea, entende? Ele... quer dizer, ela... Morreu! Quer dizer, está quase lá... Doente, sabe? Er... Isso é triste...”. Tentando nos livrar de tal situação embaraçosa, digo simplesmente que a cadela é como uma irmã. O aviso para nos prepararmos para o pouso interrompe nossa improvisada explicação.

Já em solo, deixamos alguns presentes no sanitário do aeroporto (todo mundo adora comida mineira, não é?) e partimos em busca de nossa tour manager, a Alê, do Drops Cultural / Rádio Cultura. Após nos alojarmos e terminarmos os preparativos básicos para a maratona de shows da primeira noite do Porão do Rock, hora de um breve passeio pela cidade e partir para o estacionamento do Estádio Mané Garrincha, que há diversas edições recebe o festival.


Estacionamento do Mané Garrincha1° de agosto de 2008, sexta-feira.
18:00. Hora marcada para o início da 11° edição do Porão. Caminhonetes com equipamentos ainda transitam pelo estacionamento do Mané Garrincha, pouca movimentação nos palcos. Cerca de 30 minutos depois a banda local Device inicia seu show no palco Pílulas (o terceiro e menor palco do evento, montado no extremo oposto aos dois palcos principais, na lateral) para um pequeno número de camisas pretas. Eis a tendência da noite: roqueiros, headbangers, skatistas e demais amantes do barulho para os quais quanto mais distorção, melhor. “Basicamente, um povo feio e fora de moda”, dispara Señor Perito. Eu não seria tão drástico. Com exceção, é claro, dos fãs do Suicidal Tendencies com suas indefectíveis bandanas, transmitindo uma vertiginosa sensação de viagem aos anos 80. Um deja vu dispensável.

Mukeka Di RatoA primeira noite do Porão foi dominada pelo metal, com o trash banal (rima espontânea, sério) do Device (DF), o metal melódico (urgh!) do Almah (SP) e Vougan (DF), o bom metal alternativo e com percussão do Sayowa (SP), e pelo hardcore, bem representado pelas veteranas bandas Mukeka Di Rato (ES – formada em 1995), cujo guitarrista Paulista se apresentou com o pé quebrado, DFC (DF – formada em 1993), um dos maiores ícones do hardcore nacional, e a paulista Nitrominds, com 14 anos de existência. Todas bandas competentes e com boa resposta de público, mas que funcionam muito melhor em palcos menores. Para a platéia, no entanto, esses parecem ser detalhes desprezíveis contanto que a guitarra cuspa riffs inaudíveis e rápidos e a bateria siga a mesma linha seca e veloz. Resumo da ópera: divertido por alguns minutos, cansativo de ser acompanhado durante vários shows seguidos.

Nesses momentos, nada como circular pelo local, comprar uma cerveja barata (5 por R$ 10), vigiar para ver se o Señor não está arrumando confusão (ou simplesmente cantando as roqueiras pintadas como a Elvira), passear pelas tendas (da Petrobrás, do Porão do Rock, de uma loja de vinis e um fliperama), se assustar com o alto preço (R$7) e a baixa qualidade :( do sanduíche anêmico da rede Giraffas, responsável pelo lanche no evento e, melhor das opções, conferir o palco Pílulas.

Black Drawing ChalksNa sexta-feira, duas bandas se destacaram nesse palco: a goiana Black Drawing Chalks e a espanhola/brasileira/alemã Kill Karma. Os primeiros fazem rock and roll sujo, pesado e direto. Stoner, como dizem. Apenas mais um termo para dizer que soam como uma versão garageira do Black Sabbath com o death punk do Turbonegro. Apesar do som extremamente baixo, por vários momentos suprimido pelo som que emanava do palco principal, o Black Drawing Chalks foi um dos destaques de todo o festival. Atualmente a banda finaliza a divulgação de seu primeiro álbum, Big Deal, e se prepara para gravar o novo CD para, em seguida, dar início em uma pequena turnê pela América do Sul (e, quem sabe, partir para outros shows nos Estados Unidos).

O Kill Karma se mostrou um pouco deslocado em meio à programação da noite, com seu indie pós-punk, e talvez justamente por ser uma ilha de melodia e pegada quase pop tenha se destacado tanto junto a bandas horríveis como Elffus (DF) e Astros (SP), cuja formação inclui dois ex-membros do Rumbora e um ex-membro do Trem da Alegria (sua antiga banda era com certeza mais divertida).

O blues rock teve seu espaço no já citado Elffus, uma junção dos clichês mais banais e chatos que uma banda de rock / blues pode apresentar: integrantes com cara de machão, roupa de couro, chapéu, bigode e bota (não, não é uma descrição do Village People) somados a letras estúpidas como “Deixa o rock rolar...” blá blá blá. Um saco.
O blues e o rock setentista também deram o tom do show de Rafael Cury (DF), cuja apresentação repleta de covers valeu a pena ao menos pela cover de “Remedy”, do Black Crowes. E para variar, o público amou.

MalditaMas em se tratando do palco Pílulas, o grande acontecimento foi o show da Maldita (RJ). O som é um pastiche de rock gótico, nu-metal e industrial, um sub-Marylin Manson com letras vergonhosas em português, que, ao que parece, são idolatradas pelos adolescentes from hell. Do inferno mesmo, no entanto, foi a participação de Sodomia no show. Explico: o afetado vocalista da banda (cujo figurino incluiu máscara à la Slipknot e muito sangue cenográfico) pediu que alguma garota da platéia subisse no palco, depois de algum tempo conseguiu uma voluntária e como a garota se mostrou tímida (ou chapada demais) para falar seu nome, foi carinhosamente renomeada como "Sodomia". A partir daí, seguiu-se uma lamentável e risível performance pseudo-perversa/sadomasoquista na qual a garota se viu presa a uma coleira e demais apetrechos dignos de uma produção lo-fi de bondage e puxada pelos cabelos pelo palco. Para completar seu martírio, foi obrigada a assistir ao restante do show sentada em frente à bateria. Os fãs foram ao extasê durante o teatro, outras pessoas ficaram incomodadas, culminando em um sujeito que atirou uma lata cheia de cerveja na direção do vocalista, sem acertá-lo. Señor e eu nos seguramos para não molhar as calças de tanto rir.
Melhor momento (único?) do show: o baterista, sozinho no palco, tocando sobre samplers de Slayer e Prodigy.

Voltando aos palcos principais, o MQN (GO) fez seu já tradicional esporrento e animado show. A banda funciona super bem ao vivo, mas se apresentam em quase todos os festivais da Abrafin e são poucas as diferenças entre um show e outro. Nunca vi um show ruim da banda, é altamente indicado para quem ainda não viu e gosta de garage rock com pegada stoner, mas um pouco repetitivo para quem já acompanha há mais tempo.

Público durante show do MatanzaMesmo com toda a pompa do Suicidal Tendencies, é provável que o show mais empolgante da primeira noite do Porão tenha sido o do Matanza. A banda é hoje em dia uma das maiores da cena alternativa brasileira e unanimidade entre os fãs de rock pesado, amplamente bem recebida entre o público hardcore, metal e até mesmo entre boa parte dos indies. Das falas ensaiadas do vocalista Jimmy às feições mal-encaradas de toda a banda (com exceção do guitarrista Donida, do qual não se consegue ver o rosto, já que o cabelo o esconde durante a maior parte do show), trata-se de um espetáculo à parte de porradaria sonora e testosterona. As rodas de pogo em meio às cerca de 12 mil pessoas no Mané Garrincha foram algumas das coisas mais bonitas de se ver em todo o festival.

Não vi os shows do Madame Saatan (PA), Makakongs 2099 (DF), Lesto (DF), Podrera (DF) e Moretools (DF). Um saldo razoável para a maratona de atrações. Sobre o Suicidal Tendencies (USA), pouco a comentar. Trata-se da materialização do estereótipo do americano bombado e skatista dos anos 80, fã de metal e hardcore. Quase não consegui prestar atenção no show, tudo que me vinha à mente era “Ainda bem que cancelaram sua vinda para o Claro Q É Rock em 2006” (dando lugar para o Fantômas fazer seu clássico show no Brasil).


2 de agosto de 2008, sábado.
Nova geração no Porão15:30. Nos encontramos com parte da gangue do Fórceps para mais um mini-passeio turístico e ao retornar ao estádio, para comprar ingresso para um amigo que resolveu de última hora viajar até Brasília para ver o Muse, descobrimos que apesar de estarem à venda ingressos inteiros e meia-entrada, qualquer pessoa podia entrar com os ingressos de meia-entrada. Então porque existem ingressos inteiros? “Para que os desinformados se fodam”, alguém responde.
Às 16 horas, horário marcado para o início das atividades do dia, os portões ainda estavam fechados para o público, sendo abertos meia hora mais tarde. Exatamente às 17:00 teve início o primeiro show do dia, da Gilbertos Come Bacon (DF), espécie de Tihuana (um pouco) melhorado, com direito a percussão, guitarras pesadas, dois vocalistas rasta, theremin e escaleta.

Minha cobertura do palco Pílulas nesse dia se resumo a isso. As atrações dos palcos principais demandavam atenção e, a partir das 22 horas, sair da frente do palco 2 era sinônimo de perda de um bom lugar para assistir ao show do Muse. Assim, perdi mais uma vez o show dos pernambucanos do Amp (a primeira foi no Abril Pro Rock), Tom Bloch (RS) e da Nancy (DF), uma das bandas que mais queria ver no Porão, entre outras. Mas valeu a pena.

Para muitos, o segundo dia de Porão do Rock 2008 transformou-se no “show do Muse”, com pessoas se deslocando de diferentes Estados para conferir a banda inglesa em Brasília. Afinal, é rara a oportunidade de conferir no Brasil, ainda mais com preços tão acessíveis e em um bom festival, uma das melhores bandas dos últimos anos no auge de sua carreira.
Com toda a produção de rockstars a que tem direito (que vai desde aos 25 quartos reservados em hotel de luxo ao telão, canhões de fumaça e papel picado durante o show), o Muse fez um show inesquecível para a multidão de 20 mil pessoas presentes. Com um som excelente, tocaram durante aproximadamente 1 hora e 20 minutos, começando com “Knights of Cydonia” e disparando hits como “Supermassive black hole”, “Plug in baby”, “Time is running out”, “Stockholm Syndrome”, “New born” e “Feeling Good”. Demonstrando um incrível virtuosismo (extensivo a todo a banda, diga-se), o vocalista e guitarrista Matt Bellamy faz solos monstruosos, adora microfonia entre uma música e outra e possui forte presença de palco, além de tocar piano em algumas músicas e cantar absurdamente.

Inusitada mistura de Radiohead e metal, ao se conferir o Muse ao vivo poderia-se preguiçosamente tachar a banda de indie metal, mas a complexidade e qualidade de suas músicas vão além, como demonstra seu constante avanço desde o álbum de estréia, Showbizz (1999), ao recente e ao vivo H.A.A.R.P (2008). Mais próximo da realidade é imaginá-los como uma banda de rock alternativo perfeita para arenas.

Tocaram mais da metade do último álbum de estúdio, Black Holes and Revelations (2006), com destaque para “Starlight” e “Map of the problematique”. Como já haviam anunciado em entrevistas, não tocaram nenhuma faixa de Showbizz, sendo este o único ponto negativo do show. Mesmo faltando “Sunburn” e “Muscle Museum”, primeiras faixas a tornar o grupo famoso, ninguém reclamou.

CanastraAlém do “acontecimento” chamado Muse, a boa programação do segundo dia confirmou a importância e qualidade do Porão. A seqüência Vai Thomaz no Acaju (que nada mais é que o Móveis Coloniais de Acaju acrecido de Gabriel Thomaz, do Autoramas), Canastra (RJ) e Sapatos Bicolores (DF) funcionou super bem, caindo um pouco apenas na última banda, cuja sonoridade fica um pouco no lugar comum do rockabilly / revival jovem guarda.

O Vai Thomaz no Acaju (DF) fez sue estréia oficial em um festival e ainda contou com a participação do ex-vocalista do Maskavo no show, repleto de canções ska rock semelhante ao que é feito pelo próprio Móveis Coloniais. Na sequência, o Canastra encontrou ótima resposta do público, boa parte dele cantando junto a maioria das animadas e dançantes músicas da banda (eu e Señor Perito nos contentamos em apenas balançar a cabeça e bater os pés no chão, em nossa elaborada estratégia de economia de energia utilizada em festivais*).

Conferir a memorável e roqueira apresentação do Mundo Livre S/A por si só já valeria a ida ao Porão do Rock. Emendando logo na abertura do show os hits “Computadores fazem arte” e “Bolo de ameixa” em versões especiais para o festival, carregadas de distorção, a banda fez com que lamentássemos o espaço de apenas 50 minutos para o show. E ao tocar seu cavaquinho inspiradamente no palco de um festival de rock, Fred Zero Quatro colaborou para destruiu alguns dos clichês rock n roll fortalecidos pelo próprio festival.
Ainda bem que no ano que vem o Mundo Livre deve se apresentar bastante pelo país, comemorando os 15 anos de lançamento do clássico Samba Esquema Noise.

Garota aloprada durante show do Vai Thomaz no AcajuAs outras atrações internacionais da noite, Papier Tigre (FRA) e The Tandooris (ARG), também fizeram boas apresentações, em diferentes níveis. Enquanto o trio francês Papier Tigre mostrou-se como exemplo solitário de rock experimental no festival, carregado de influências de pós-rock, Fugazi, Medications e Battles e deixando perplexa boa parte da platéia, os argentinos do The Tandooris fizeram um show apenas correto, emulando punk e rock´n´roll setentista, parecido com o que o Forgotten Boys faz (sendo que o grupo brasileiro o faz com muito mais qualidade e peso). O grupo Sick City, da Alemanha, não veio ao Brasil aparentemente por problemas com o visto.

As duas maiores atrações locais decepcionaram no sábado. O Supergalo não surpreendeu, já que o máximo que se esperava da banda era uma apresentação mediana. O Lucy and the Popsonics, que se apresentou em formato trio, com a adição de um membro nas programações, por ter feito um show sem força, com os vocais embolados (“Em que língua ela canta?”, perguntava Señor) e com a guitarra baixíssima.

Pouco a comentar sobre a Pitty. Foram 50 minutos que pareceram horas sofríveis.

Fim semi-repentino.


Fotos: Alessandra dos Santos / Marcelo Santiago
Fotos do DFC e Maldita: Assessoria de imprensa do Porão

* Programa de economia de energia patenteado: SER – Saving Energy for Rock.

25 de julho de 2008

Porão do Rock 2008

Considerado um dos maiores festivais independentes brasileiros ao lado do Abril Pro Rock, o festival Porão do Rock chega à sua 11ª edição em grande estilo, prometendo uma das maiores estruturas do circuito e uma grande escalação que tem como principais atrações a banda inglesa Muse (aclamada como uma das melhores bandas ao vivo dos últimos 10 anos) e o ícone do skate-metal (não duvide, isso existe) americano Suicidal Tendencies. Do lado nacional, algumas das mais interessantes atrações são a revelação goiana Black Drawing Chalks, Autoramas (figurinha carimbada no circuito de festivais) e o grande Mundo Livre S/A.

NancyJá Nancy e Tom Bloch estão entre as mais comentadas novidades da cena independente e merecem ser conferidas ao vivo no festival, que acontece nos dias 1 e 2 de agosto, em Brasília, no estacionamento do estádio Mané Garrincha.

Assim como em outros festivais, como o já citado Abril Pro Rock (cuja cobertura de sua edição 2008 você também leu aqui no blog), a primeira noite do Porão é dedicada às vertentes mais pesadas do rock com shows do Mukeka di Rato, DFC, Nitrominds, Matanza, entre outros. No sábado acontecem os shows do Canastra, Lucy and the Popsonics e também dos internacionais Papier Tigre (França) e The Tandooris (Argentina).

Escute "Big deal", do Black Drawing Chalks, uma das atrações do festival.


Ou "Dois dedos de conhaque", do Canastra, outra atração do Porão.


Programação completa do Porão do Rock 2008
Sexta-feira (1/8)

Palco Principal
19h – Sayowa (SP)
19h35 – Vougan (DF)
20h10 – Almah (SP)
20h55 – Lesto! (DF)
21h30 – Nitrominds (SP)
22h05 – Mukeka Di Rato (ES)
22h50 – Macakongs 2099 (DF)
23h25 – Madame Saatan (PA)
0h – MQN (GO)
0h35 – D.F.C. (DF)
1h20 – Matanza (RJ)
2h25 – Suicidal Tendencies (EUA)

Palco Pílulas
18h – Device (DF)
18h50 – Podrera (DF)
19h40 – Black Drawing Chalks (GO)
20h30 – Elffus (DF)
21h20 – Astros (SP)
22h10 – Kill Karma (Espanha)
23h – Rafael Cury & the Booze Bros. (DF)
23h50 – Moretools (DF)
0h40 – Maldita (RJ)

Sábado (2/8)

Palco Principal
17h – Canastra (RJ)
17h35 – Vai Thomaz no Acaju (DF)
18h10 – SickCity (Alemanha)
18h45 – Sapatos Bicolores (DF)
19h20 – The Tandooris (Argentina)
19h55 – Lucy and the Popsonics (DF)
20h30 – Papier Tigre (França)
21h05 – Autoramas (RJ)
21h50 – Mundo Livre S/A (PE)
22h35 – Supergalo (DF)
23h20 – Pitty (BA)
0h25 – Muse (Inglaterra)

Palco Pílulas
16h – Gilbertos Come Bacon
16h50 – The Pro (DF)
17h40 – Tom Bloch (RS)
18h30 – Super Stereo Surf (DF)
19h20 – Amp (PE)
20h10 – O Círculo (BA)
21h – Janicedoll (DF)
21h50 – Orgânica (SP)
22h40 – Nancy (DF)

Matéria sobre o Porão do Rock 2007, feita pela TramaVirtual.

14 de junho de 2008

O fim do Meio Desligado

O Wagner, do Grito, costuma me perguntar como eu consigo fazer tantas coisas ao mesmo tempo. A Juliana, minha ex-namorada, falava que eu iria ficar com cara de computador. Meus pais dizem que eu tenho que parar um pouco ou vou ficar doente. Este semestre, quase terminando meu curso de jornalismo, estou correndo o risco de, pela primeira vez, repetir alguma(s) matéria(s)...

Por esses e outros motivos, uma mudança importantíssima será realizada. O Meio Desligado chega ao fim! Sim. É o fim do blog neste formato que vocês conhecem. A partir de agora ele vira o Meio Desligado... versão fotolog!!!. Hahaha. Já que não tenho mais tempo para escrever textos relevantes, prefiro acabar com tudo.

No entanto, antes da mudança, alguns acontecimentos das últimas semanas têm que ser comentados (brevemente, porque não estou com ânimo).

► O Seminário Prático da Música foi muito bom. Muitas pessoas participaram dos quatro dias e o principal tema dos debates foi alternativas e soluções para o desenvolvimento da cena musical independente mineira. Ficou claro que muitas pessoas estão interessadas em começar a se organizar e trabalhar de forma coletiva, apesar de, na maioria, ainda estarem um pouco perdidas ou despreparadas em relação às formas de ação. De qualquer forma, passos importantes estão sendo dados.

► Um desses passos foi a realização do festival OutroRock, que durante dois dias reuniu algumas das principais bandas de rock independente de Belo Horizonte em praça pública e também promoveu uma festa no Matriz com as bandas Nuda (PE) e Fusile e vários DJs. A cobertura do OutroRock você lê no Fora do Eixo e no Estado de Minas. Sobre a festa, leia no Movin' Up.

► Outra iniciativa importante para a cena belo horizontina é o festival BH Indie Music, que aconteceu ontem e hoje no Matriz, com 18 bandas que se inscreveram para participar e articular ações no underground da capital.

► Ainda sobre a cena mineira, aconteceu nesse final de semana a terceira edição do festival Udi Rock Scene, em Uberlândia, com Matanza, Krisiun, Caffeine e várias outras bandas mineiras.

► E em Montes Claros estão abertas as inscrições para outro festival, o Pequi Rock.

► E eu já contei que tem link no Globo para o Meio Desligado? Pois é.

► Voltando ao seminário, em seu segundo dia também teve show do monno no Stereoteca. E foi excelente. Sempre comentava que a banda era melhor em estúdio do que ao vivo, mas agora parece que esse problema foi resolvido. Também foi a primeira vez que os vi tocando com uma aparelhagem decente, em um teatro, e tanto as músicas novas como as antigas funcionaram muito bem.

► Já faz um tempinho que aconteceu o Bananada 2008, mas quem ainda quiser saber como foi, está aqui a cobertura super bem feita pelo Pop Up!.

►Mais sobre festivais? Muse confirmadaço no Porão do Rock (onde minha presença é garantida, ao lado da Alê), junto do Matanza, Cachorro Grande e Suicidal Tendencies (USA). Dias 2 e 3 de agosto.

► Uma semana depois começa a versão "mega" do festival Calango, com Hurtmold, Curumim, Supercordas, Pata de Elefante, Cabruera, Cascadura, Mamelo Sound System e os gringos Papier Tigre (França) e El Mato a un Policia Motorizado (Argentina). De 5 a 10 de agosto, em Cuiabá.

Vou ali cuidar da minha vida, me formar, tentar ganhar algum dinheiro, meditar em busca do nirvana e refletir sobre a existência humana. Depois, talvez eu volte. Enquanto isso, o idiota continua...

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