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1 de outubro de 2018

Circuito de Literatura e Cafés e Young Fest

Passando pra divulgar dois eventos que produzo nos próximos dias. O Clic - Circuito de Literatura e Cafés será nos dias 6 e 11 de outubro com o Lourenço Mutarelli, que recentemente lançou O Filho Mais Velho de Deus e/ou Livro IV, Brisa Marques, Estrela Leminski e Ana Elisa Ribeiro. São conversas sobre literatura e as obras dos convidados em cafeterias de BH, enquanto todo mundo toma café, drinks e lanches que tenham café entre seus ingredientes (tudo isso de graça, inclusive a bebida e a comida). O outro é a primeira edição do Young Fest, um mini-festival que tem o Young Lights como banda anfitriã e, além dos próprios, também conta com a banda francesa Why Mud (pela primeira vez no Brasil) e a Bicho Mecânico de Asas (de Lagoa da Prata/MG), na Obra. A festa ainda marca os 5 anos do Young Lights.


Criado com a proposta de abordar a literatura de uma forma mais leve, o Clic - Circuito de Literatura e Cafés realiza sua segunda edição nos dias 6 e 11 de outubro no Floresça Café e no recém-inaugurado A Central (antigo café do Centoequatro). O Clic promove encontros com autores e profissionais do meio literário em cafeterias de BH e estimula a participação do público em todo o processo, diferentemente das palestras e debates tradicionais.

No dia 6, sábado, o encontro será de 14h às 16h no Floresça Café (misto de cafeteria e floricultura inaugurado em 2018, na Rua Rio Grande do Norte nº 311, Santa Efigênia) e terá as participações das poetas e compositoras Estrela Leminski (filha dos também poetas Paulo Leminski e Alice Ruiz), Brisa Marques (que também é atriz e diretora artística da Rádio Inconfidência) e a poeta, pesquisadora e jornalista Ana Elisa Ribeiro. Alice ainda se apresenta em BH no dia 5 na Autêntica, como cantora, ao lado do marido Téo Ruiz em dois shows: "Leminskanções", com composições de Paulo Leminski, e o autoral "Tudo que não quero falar sobre amor".

No dia 11, quinta-feira, véspera de feriado, o restaurante/café A Central (novo espaço gastronômico dentro do Centoequatro, na Praça Ruy Barbosa nº 104, Centro) recebe Lourenço Mutarelli, que retorna a BH após anos para conversar sobre seu mais recente livro, O Filho Mais Velho de Deus e/ou Livro IV, e o conjunto de sua obra como escritor e quadrinista, que inclui livros como O Cheiro do Ralo, O Natimorto A Arte de Produzir Efeito Sem Causa.

Além das conversas sobre literatura brasileira, a ideia é divulgar os cafés especiais produzidos em Minas Gerais. Criar um circuito está ligado à proposta de descobrimento que o projeto apresenta: conhecer melhor autores e autoras, explorar lugares e possibilidades do café na gastronomia. Por isso, as primeiras 50 pessoas que chegarem poderão tomar drinks e experimentar comidas com café (além do próprio café em si), elaboradas especialmente para a ocasião, de graça. No Floresça Café, além dos cafés especiais da casa, o público poderá experimentar drinks com café preparados pelo bartender Filipe Brasil e um pão de queijo com linguiça caramelizada no café (também haverá uma variação vegana de lanche com café). N'A Central, os drinks serão preparados pela barista Rafaela Rodrigues e o prato com café será surpresa.

6 de outubro, 14h
Floresça Café (Rua Rio Grande do Norte, 311, Santa Efigênia, BH)
Conversa com Estrela Leminski, Brisa Marques e Ana Elisa Ribeiro

11 de outubro, quinta, 18h
A Central (Praça Ruy Barbosa, 104, Centro, BH)
Conversa com Lourenço Mutarelli / lançamento do livro O Filho Mais Velho de Deus e/ou Livro IV em BH


8 de agosto de 2018

Sobre várias coisas ao mesmo tempo, bem millenial

Boates e casas de show vem e vão, como quase tudo na vida. No Brasil, agosto marca o fim do Gig, casa em São Carlos, interior de São Paulo, que recebeu centenas de shows alternativos ao longo dos últimos cinco anos. O tempo de vida desse tipo de clube tem diminuído não apenas no Brasil, mas em várias partes do mundo. Um relatório internacional mostra que mudanças nos hábitos dos jovens têm influenciado na queda das casas noturnas tradicionais, estimulado a exploração de novos e diferentes espaços e provoca mudanças no consumo de bebidas alcoólicas (objeto principal do estudo). Em Londres, o número de casas noturnas caiu de 3.144, em 2005, para 1.733 em 2016. Paralelamente, cresceu a ocupação de espaços cujo função principal não é a atividade cultural (como imóveis abandonados e estacionamentos). Algumas tendências se fortalecem nesse processo, como festas em residências e o fortalecimento de um modelo híbrido entre cafés e casas noturnas que contam com equipamentos de som de alta qualidade, semelhantes (ou superiores) aos encontrados em grandes estúdios.
Uma matéria no The Guardian aborda o assunto e mostra locais onde são realizadas verdadeiras audições coletivas de discos que rompem com o paradigma da boate tradicional. Apesar de os equipamentos de áudio caríssimos que são utilizados nesses espaços darem um ar elitista, um argumento em defesa é o de que na verdade se trata de uma ação de democratização. Poucas pessoas podem se dar ao luxo de gastar mais de U$ 20.000 em uma única caixa de som, mas esses locais permitem que se ouça os discos com alta fidelidade sem ter que fazer gastos ridiculamente exorbitantes. 
Puristas do áudio conseguem ser mais chatos do que especialistas em bebidas (por ser um grupo ainda mais exclusivista, devido aos grandes investimentos), mas não deixa de ser válido o relato de um outro jornalista do Guardian que ouviu um disco do My Bloody Valentine em um equipamento de áudio de mais de £100 mil e a partir de então todo o papo sobre fidelidade de áudio e investimentos gigantes em equipamentos passou a fazer sentido para ele. Vale transcrever a descrição dele sobre a experiência: "Soava espantosa, estranhamente tangível, como se a música estivesse acontecendo em um espaço bem à minha frente, como se estivesse em 3D. Você poderia andar em volta dela, você poderia alcançá-la e tocá-la". Convincente.


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O mesmo jornalista fez uma longa matéria na Esquire sobre audiófilos (em inglês, cerca de 15 minutos de leitura). Alguns pontos relevantes apresentados:
- Parte da euforia em torno da volta da venda de vinis seria resultado do interesse dos artistas em ganhar mais, uma vez que são produtos mais caros. Fortalecer a ideia de alta fidelidade dos vinis e o fetiche com o produto físico, portanto, é conveniente.
- Investir muito em equipamentos de áudio não seria um hobby tão popular (além das questões óbvias referentes aos altos custos) por ser uma atividade solitária, sem exposição pública. Ao contrário de quem gasta muito em roupas e carros, por exemplo, como parte de uma forma de aumentar sua exposição social.


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Porto Rico tem 3,5 milhões de habitantes e outros 5 milhões de cidadãos vivendo nos Estados Unidos, entre eles pop stars como Jennifer Lopez, Ricky Martin, Luis Fonsi e Daddy Yankee (os últimos, responsáveis por "Despacito", recorde de maior audiência no Youtube em menor tempo - 2,5 bilhões de visualizações em 180 dias, sendo que atualmente a música já tem mais de 5 bilhões de views). Essa matéria do The Guardian aborda pontos positivos e negativos no fato da ilha ser território estadunidense e alguns dos artistas que se manifestam à favor da independência do país.
- Uma dica: não clique no vídeo de "Gasolina" na matéria ou você corre o risco de ficar com essa música na cabeça por um bom tempo.


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Por falar em tempo, essa matéria da Esquire aborda as mudanças de hábitos provocadas pelo lançamento do Stories, do Instagram, há dois anos. As pessoas estavam se tornando mais criteriosas em relação às fotos que publicavam em seus perfis e com isso o tempo online no Instagram diminuía. Copiar o Snapchat, com fotos e vídeos efêmeros foi a forma de estimular as pessoas a usarem o aplicativo mais vezes. E deu certo. Pessoas ávidas por aceitação e problemas com auto-estima são um filão e tanto de usuários. Não ter o botão de curtir e não mostrar publicamente a quantidade de visualizações de cada publicação foi a grande sacada. "Nesse sentido o Stories oferece a derradeira experiência social para 2018: a possibilidade de se transmitir sem a desvantagem de ter que esperar o julgamento público. Você não sabe se alguém 'curtiu' sua publicação, mas também não sabe se não gostaram".

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Uma música nova do Boogarins, "LVCO 4".


Um filme nacional novo, Unicórnio, dirigido pelo Eduardo Nunes e inspirado em obra de Hilda Hist.


Um episódio do Irmão do Jorel, que só recentemente descobri que é criação do Vice Cônsul de Honduras.



Lembrando que em novembro faço o show do Built to Spill em BH na primeira edição do festival Música Quente, que também será a festa de aniversário da nossa produtora. Divulgaremos mais bandas nos próximos meses e os ingressos já estão à venda (metade já foi, fica a dica pra garantir logo o antecipado).

14 de maio de 2018

Clic / Circuito de Literatura e Cafés

No fim de abril, a Quente produziu uma série de debates sobre literatura em cafeterias de Belo Horizonte. Foi a primeira edição do Clic - Circuito de Literatura e Cafés, projeto que criei no início deste ano e que pretendo realizar mais vezes. A segunda edição será em agosto, também em BH, e você pode se informar acompanhando as publicações da Quente no Instagram ou no Facebook. Filmamos todos os debates e eles estão na íntegra no Youtube. Rolaram os lançamentos dos livros O que é empoderamento?, da Joice Berth, e Novo poder - democracia e tecnologia, do Alê Youssef, além de um debate sobre editoras e publicações independentes. Quem quiser receber novidades direto no email pode se cadastrar na newsletter da Quente também.

13 de março de 2018

Edital de residência artística em Sabará, cidade histórica de MG


Casa de Escambo é um projeto de que escolherá três artistas de Minas Gerais para um período de convivência e criação coletiva no Pompéu, um bairro bucólico de Sabará (cidade com mais de 300 anos, localizada a 20km de BH). As inscrições podem ser feitas até 27 de março e o período da residência será entre 23 de abril e 6 de maio de 2018. A ideia é misturar a cultura popular e tradicional da região a elementos musicais contemporâneos. Os artistas selecionados receberão uma bolsa de R$ 2.000, transporte até Sabará e alimentação no local da residência. Leia o edital e faça a inscrição online. O resultado será publicado dia 31 de março nos sites da Imersão Latina e da Embaixada Cultural, instituições responsáveis pelo projeto ao lado do Coletivo Fórceps e do Rancho da Cultura, onde as atividades serão realizadas.

9 de março de 2018

Links da semana

Que tipo de velho punk você é?
Cervejeiro artesanal, redator de dissertações no Facebook, frequentador de barbearia vintage/rockabily? Na Vice Portugal.

Quem substituirá o hipster?
O cutester consegue ser ainda pior. Também na Vice Portugal.

The doctor is in
Matéria de 2013 na The New Yorker sobre Dr Luke (compositor de hits pop e produtor de artistas como Kate Perry, Miley Cyrus, Shakira e Kesha).

Na outra ponta, a história do produtor/beatmaker que trabalha com o Kendrick Lamar e faz tudo no iPhone. Matéria na Wired.

Vídeos do projeto Pulso, da Red Bull
De 2015, mas tava na minha lista de coisas pra assistir mais tarde. Algumas obviedades, mas serve como introdução.

6 de março de 2018

Como tornar eventos musicais mais acessíveis para deficientes auditivos

Quem trabalha com produção cultural já se deparou com os itens de "acessibilidade" em editais públicos. É uma forma de estimular projetos culturais realizados com verba pública a serem mais inclusivos e que desenvolvam estratégias para atender melhor o público portador de necessidades especiais. Itens básicos, por exemplo, seriam rampas de acesso, banheiros adaptados e espaço reservado para cadeirantes. Nesse caso, todos dependentes do espaço físico onde a atividade será realizada.

Outras ações dependem dos responsáveis pela produção do evento. O Auditório Ibirapuera tem um tradutor de libras, posicionado na lateral do palco durante todo o show, para interpretar as letras das músicas para os deficientes auditivos. O Itaú Cultural disponibiliza tradução em libras em seus vídeos. Colocar a opção de legenda nos vídeos publicados no Youtube já tornaria o material muito mais inclusivo e é algo relativamente simples e menos custoso do que a contratação de tradução.

Parece estranho se pensar na importância da tradução em libras em shows, uma vez que a música em si não será ouvida. Mas é uma forma de estimular a inclusão e a socialização. Com esse tipo de tradução, um portador de deficiência auditiva pode ter acesso ao que o artista está expressando e fazer parte da experiência coletiva que ocorre ao redor. Pequenas ações que podem representar muito para quem vive em um mundo construído para quem escuta, como pode ser entendido no vídeo que encerra esta publicação, "Como a arquitetura muda para os surdos", e na matéria original em que foi publicado.

 

5 de março de 2018

Festival Vento está com inscrições abertas


Bandas interessadas em entrar na programação do festival Vento podem se inscrever até 18 de março. O processo é simples e online. Após o período de inscrições, a curadoria escolherá 5 artistas que irão para votação por parte do público e o mais votado entrará para a programação.

Esta será a quarta edição do festival, que em 2018 será realizado entre 31 de maio e 3 de junho na praia, em São Sebastião, litoral norte de São Paulo. Nas edições anteriores a programação do Vento teve artistas como Metá Metá, Ava Rocha, Francisco el Hombre, Céu, Tulipa Ruiz, O Terno e Mombojó.

3 de março de 2018

Links da semana: exemplos do machismo no mainstream, arquivo de capas de discos, origens do metal e outros

Madonna e Grimes exemplificam casos de machismo na indústria musical 
Matéria do The Guardian mostra a falta de controle artístico que, mesmo gigantes da música como elas, sofrem por serem mulheres.

Como funciona a playlist de descobertas da semana do Spotify
Bem explicado no Hacker Noon.

O arquivo on-line de capas de disco com 800 mil imagens
Matéria sobre esse projeto do Archive.org. viralizou recentemente, mas, sinceramente, prefiro o "nosso" projeto brasileiro cover.jpg.

Provar que é fã para comprar ingressos online?
Matéria do The Guardian sobre projeto da Ticketmaster que pretente verificar perfis dos compradores nas redes sociais para confirmar que se trata de um fã legítimo e não cambistas ou bots.

Consequências do Brexit na influência da cultura britânica


As origens do heavy metal na série animada produzida pela Pitchfork sobre estilos musicais


Intervenção militar no Rio de Janeiro...


1 de março de 2018

Três premiações do BDMG Cultural estão com inscrições abertas


Ao contrário da maioria dos editais da área musical atuais, que financiam projetos futuros a partir das ideias propostas, três editais do BDMG Cultural estão com inscrições abertas para premiar trabalhos já realizados. O mais tradicional deles, o Prêmio BDMG Instrumental, está em sua 18ª edição e irá escolher quatro artistas que serão premiados com R$12 mil (cada) e farão shows em BH, no Centro Cultural Banco do Brasil, e em São Paulo, no programa Instrumental Sesc Brasil. Em BH, os selecionados também poderão escolher um músico brasileiro consagrado como convidado especial do show. Entre os itens obrigatórios para a inscrição estão o envio de CD com duas faixas autorais inéditas e uma faixa de outro compositor brasileiro, arranjada pelo candidato.

O Prêmio Marco Antônio Araújo é dedicado aos discos de música instrumental autoral produzida de forma independente em Minas Gerais. Será escolhido um álbum lançado em 2017 cujo autor receberá R$ 10 mil e um convite para apresentação na final do Prêmio BDMG Instrumental. Já o recém-criado Prêmio Flávio Henrique homenageia o músico e ex-presidente da Rádio Inconfidência, que morreu no início de 2018 em decorrência de febre amarela. A premiação também será de R$ 10 mil, mas escolherá um disco de canção autoral, lançado de forma independente, em 2017.

Prêmio BDMG Instrumental: 
- Ficha de inscrição
- Regulamento

Prêmio Marco Antônio Araújo:
- Ficha de inscrição
- Regulamento

Prêmio Flávio Henrique:
- Ficha de inscrição
- Regulamento

Todos os editais são exclusivos para artistas mineiros ou residentes no Estado há no mínimo dois anos.

28 de fevereiro de 2018

FIMS - Feira em Curitiba recebe inscrições de artistas para showcases

A Feira Internacional da Música do Sul, ou FIMS, realizará sua segunda edição entre 20 e 23 de junho de 2018 em Curitiba e começou a receber inscrições para os showcases que farão parte da programação. A inscrição é gratuita e online, dividida em três categorias: artistas do sul, artistas do restante do Brasil e artistas da América Latina. Nenhuma das categorias paga cachê. O que a feira oferece são credenciais para os integrantes (e seus acompanhantes) e para até três pessoas da equipe do artista selecionado. Os showscases terão 20 minutos de duração e serão realizados ao longo dos debates e rodadas de negócios, com o objetivo de apresentar novos artistas aos profissionais do mercado musical que estarão na feira (como responsáveis por festivais e casas de shows, jornalistas e patrocinadores).

As inscrições para artistas vão até o dia 8 de abril. Outros profissionais (ou mesmo o público em geral) que queiram participar da FIMS podem se credenciar por R$ 40 através da Sympla.


 Vídeo de cobertura da primeira edição da FIMS, em 2016.

27 de fevereiro de 2018

Canal Brasil recebe projetos audiovisuais

Produtoras de todo o Brasil, com exceção das localizadas no Rio de Janeiro ou São Paulo, podem enviar projetos de produções de séries para o Canal Brasil até o dia 8 de março. As séries podem ser documentais ou de ficção, com no mínimo 4 e no máximo 13 episódios, com duração entre 22 e 25 minutos ou 50 e 52 minutos, para se adequarem à grade do canal.

A inscrição é online, por meio de um formulário com 30 itens. O roteiro do primeiro episódio também deverá ser anexado. Segundo o Canal Brasil, os critérios de avaliação incluirão "originalidade, aspectos artísticos, adequação ao público, qualificação técnica da equipe, capacidade gerencial e desempenho da produtora". Os recursos serão oriundos do Programa Brasil de Todas as Telas, do Fundo Setorial do Audiovisual.

28 de janeiro de 2018

Primavera Sound 2018 divulga programação (e tem Brasil nela!)

O Primavera Sound, um dos melhores festivais do mundo, soltou neste domingo (já segunda-feira lá na Espanha) sua programação para este ano. A lista é imensa e tem nomes como Arctic Monkeys (que lança disco novo em breve), Nick Cave and the Bad Seeds, Björk, The National, Fever Ray, trilha sonora de Stranger Things ao vivo, Spiritualized... e Metá Metá! O festival de Barcelona será realizado entre 28 de maio e 3 de junho. A edição portuguesa do festival, Nos Primavera Sound, será entre 7 e 9 de junho no Porto e ainda não tem programação divulgada, mas é sempre uma versão reduzida do line-up do evento espanhol. Edições prévias do festival tiveram outros artistas brasileiros na programação principal, como Caetano Veloso, Elza Soares e Seu Jorge (tocando David Bowie), além de artistas da cena indie nos palcos menores, como Câmera, Quarto Negro, O Terno e Water Rats.


13 de novembro de 2017

Mini-doc sobre o Young Lights

Prestes a lançar novo disco, o Young Lights divulgou esta semana o mini-documentário Chasing Ghosts, registro de uma das turnês mais recentes da banda com trechos das gravações do novo álbum. No estúdio Ilha do Corvo, em BH, a banda conta um pouco sobre o processo de composição e gravação comandado por Leonardo Marques (produtor dos últimos discos do Maglore, membro do Transmissor e ex-guitarrista do Diesel). É o registro de um momento de mudança na vida da banda, que começou como um projeto solo do vocalista Jairo Horsth. A direção é do escocês Stuart McIntyre, que conheceu o Young Lights pela internet e se interessou em registrar um período de atividades da banda.

"Chasing Ghosts é dedicado a todas as bandas independente do Brasil, em especial aquelas que acreditam que a música é um caminho, uma verdade em si. Quando buscamos apenas reconhecimento o tombo é sempre maior e a essência se perde", diz Gentil Nascimento, baterista da banda. São 20 minutos de câmera na mão para criar um retrato do cotidiano de uma banda independente no Brasil atual.



Aproveito para publicar aqui os dois singles do Young Lights que foram lançados este ano e que mostram o que esperar do novo disco deles. "Understand, man" é favorita aqui faz tempos.



O Young Lights é uma das bandas com as quais trabalho na Quente. Antigamente eu evitava escrever por aqui sobre as bandas da Quente por questões éticas. No entanto, sentia falta de indicar essas bandas ao público, uma vez que decidi trabalhar com elas justamente por considerar que são boas e deveriam atingir mais pessoas. Assim, a partir de agora também vou falar sobre esses artistas e indicar que eles fazem parte da Quente, para melhor entendimento.

31 de outubro de 2017

Linkania: compra de plays no Spotify, consumo de playlists, cambistas digitais e mais

Algumas coisas interessantes que encontrei por aí nos últimos dias.

Cresce a compra de plays no Spotify e outros serviços de streaming 
Em inglês, no Musically, e em português em matéria do G1.

The Man Who Broke Ticketmaster
A história de um dos maiores cambistas digitais dos Estados Unidos e de como essa prática afeta os preços no mercado de shows.

How indie labels changed the world
Matéria de 2012 do The Guardian sobre como selos independentes como Rough Trade, Factory e Creation influenciaram a indústria musical a partir dos anos 80 e foram fundamentais para a manutenção de uma cena alternativa mais interessada na estética do que em resultados comerciais (além de estarem ligadas ao lançamento de bandas hoje famosas mundialmente, como Smiths e Oasis).

Anitta: um caso de marketing que vale a pena ser estudado
Precisa explicar? No Linkedin.

Como o consumo de playlists está mudando a nossa maneira de ouvir música
No Nexo Jornal: Listas feitas por serviços de streaming, por artistas ou pelos próprios usuários estão entre os produtos mais valiosos e promissores desse mercado.

Música age no cérebro como o sexo e as drogas
Ela ativa os mesmos receptores opioides do sistema nervoso central associados ao prazer. No El Pais.

Pureza e poder - Os paradoxos da política identitária
Na piauí, o doutor em ciências sociais Antonio Gelke questiona o uso de ideias como "lacre" e "lugar de fala".
  Matéria do The Economist sobre como algumas empresas de tecnologia estão mudando o mercado musical.

Como um estúdio de design de móveis influenciou a estética dos anos 80.

8 de fevereiro de 2017

Uma prévia do novo disco do Minimalista

Programado para ser lançado dia 13 de março, Banzo é o segundo disco do Minimalista, projeto solo do Thales Silva (também vocalista da A Fase Rosa e do bloco Juventude Bronzeada, um dos maiores de BH). É um disco mais complexo e denso que o anterior, lançado aqui no Meio Desligado há quase três anos. Dois singles já lançados dão uma ideia do que está por vir: "O peso", colaboração com Gui Amabis, e a manochaoana "Branquinha". Dos melhores lançamentos desse início de ano.

7 de setembro de 2016

Financiamento coletivo para o festival Radioca em Salvador

Desdobramento do programa de rádio de mesmo nome, o festival Radioca pretende ter sua segunda edição realizada nos dias 3 e 4 de dezembro de 2016 em Salvador. Para isso, foi lançada uma campanha de financiamento coletivo que ficará aberta a contribuições até o dia 18 de setembro. Sua primeira edição, realizada ano passado, teve uma curadoria afiada com Cidadão Instigado, Anelis Assumpção, Apanhador Só, Siba, Mulheres Que Dizem Sim e os baianos O Quadro, Ifá Afrobeat e Pirombeira. O time por trás do festival envolve o jornalista Luciano Matos (do fundamental blog baiano El Cabong), Roberto Barreto (da BaianaSystem) e Ronei Jorge (Tropical Selvagem e Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta).

Por enquanto, a única atração divulgada do festival em 2016 é a banda paulista Aláfia e a sergipana The Baggios toca na festa de divulgação da programação do festival, a ser realizada dia 6 de outubro.

Entre os tipos de recompensas disponíveis estão os básicos ingressos antecipados, passaportes para festas em Salvador, kits de CDs até consultoria de comunicação para bandas, discotecagens e massagem ayurvédica (!!!).

12 de agosto de 2014

Programação do festival Natura Musical 2014

O festival Natura Musical deste ano acontece no dia 14 de setembro e terá palcos montados em três praças: a tradicional Praça da Estação, onde o festival acontece desde sua primeira edição, e as praças JK e da Liberdade, que já receberam outras edições do evento. O bairro de Santa Tereza, onde em outros anos também havia um palco, este ano está fora.

Confira abaixo a programação, faltando apenas a divulgação do show de encerramento do festival, que será divulgado posteriormente.

Praça da Liberdade
Érika Machado
Giramundo
Disco Baby com Mau Mau e Anderson Noise
Pequeno Cidadão

Praça JK
Vinil é Arte
Siba com Chico Lobo
Felipe Cordeiro com Luê
Karina Buhr canta Secos e Molhados
Nação Zumbi com BNegão

Praça da Estação
Marcela Bellas com Juliana Sinimbu
5 a Seco
Fernanda Takai com Samuel Rosa
Elba Ramalho com Mariana Aydar
Ney Matogrosso
Show de encerramento




5 de agosto de 2014

Banda do Mar divulga primeiras músicas

Projeto que reúne Marcelo Camelo, Mallu Magalhães e Fred Pinto (do Buraka Som Sistema e do Orelha Negra), a Banda do Mar lançou hoje suas primeiras músicas, "Mais ninguém" e "Hey Nana". Soa próximo do trabalho solo de Camelo, em continuidade ao Toque Dela, mas sem a aura cult (em um bom sentido).

O single "Hey Nana" pode ser baixado de graça no iTunes e o álbum completo da banda, com 12 faixas, já está em pré-venda online. O lançamento oficial será no dia 26 de agosto.


24 de maio de 2013

Dibigode divulga turnê norte-americana e lança projeto de financiamento coletivo

Prestes a iniciar a gravação de seu segundo CD, a banda instrumental Dibigode fará sua primeira turnê nos Estados Unidos e conta com o apoio do público para viabilizar a viagem. Através de um divertido vídeo, os integrantes da banda mineira explicam a campanha de crowdfunding que está sendo realizada através do site Catarse e que busca captar R$ 6.000 para bancar parte dos custos da turnê, que já conta com mais de 10 shows marcados no país, durante o mês de Julho. 


Os interessados em ajudar podem participar com quantias entre R$ 10 e até R$ 5.000, recebendo em troca do apoio material exclusivo e personalizado da banda, como adesivos, camisetas, pen drives, vales para fazer a barba, bigode e cabelo e até shows da banda na casa do apoiador.

22 de maio de 2013

Novo clipe do ruído/mm

Sensacional o novo vídeo do ruído/mm, lançado hoje, feito para a música "Petit pavé".

 

Abaixo, comentários do firetor Felipe Allon sobre o vídeo.
 "Último clipe do projeto “Radar Curitiba – Imagens e Sons”, realizado com recursos do Fundo Municipal de Cultura de Curitiba, o videoclipe de Petit Pavé partiu do conceito de videodança e do uso de algum tipo de tecnologia que nos desafiasse enquanto técnicos criadores. Desde o início buscávamos algo que dialogasse com a música num sentido mais atmosférico. Identificamos uma vontade comum de trabalhar as imagens num sentido sensorial, ora mais cerebral, ora mais catártico, seguindo as linhas e camadas instrumentais que vão se revelando e se sobrepondo durante sua duração. Nossa gama de referências pesquisadas foi bem ampla (desde vídeos de terror, imagens do espaço sideral captadas pela Nasa, testes de escanerização tridimensional de objetos, imagens de campos eletromagnéticos e semicondutores, etc), até que aos poucos fomos sintetizando essas ideias para resolvê-las enquanto proposta de videoclipe.
A partir destas pesquisas, nos dedicamos então a encontrar uma forma de casar nossa proposta “temática” - a videodança - e nossas referências estéticas selecionadas - formas mais abstratas. Decidimos assumir o risco de mergulhar numa tecnologia até então não dominada por nenhum de nós: a captação de imagens via kinect (aquela câmera do videogame X-Box que, através de um sensor infravermelho faz uma varredura tridimensional do espaço e capta os movimentos do jogador).
Usando um software livre desenvolvido por pesquisadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology), captamos imagens de uma dançarina num ferro-velho e posteriormente as manipulamos num ambiente tridimensional, decompondo suas formas até que restassem apenas vestígios de sua presença. Num desdobramento de “Ponto e Linha sobre o Plano”, do russo Wassily Kandinsky, investimos numa forma de abrir uma veia de comunicação direta com o espectador através de um universo minimalista formado apenas de linhas e pontos oriundos de suas intersecções. Este conceito estético bem simples do clipe estabeleceu suas bases temáticas na luta deste corpo para ganhar forma em meio às amarras de linhas das quais surge, nas quais se debate para ter seus momentos de respiro e liberdade e para as quais forçadamente acaba sendo tragado de volta.
Neste sentido, o clipe foi trabalhado ao longo da música em momentos distintos, criando-se seções com agrupamentos de informações, com um começo mais enxuto, mais mântrico mesmo, em que o espectador é levado de maneira mais cerebral a desvendar este emaranhado de linhas que se apresenta. Cada paisagem é explorada por mais tempo, numa busca de ordem no caos para que este mundo abstrato vá aos poucos ganhando forma e o ritmo passe a dominar, até que irrompam momentos mais catárticos de iluminação nas partes mais distorcidas da música, onde se criam paisagens mais sensoriais e onde nossa dançarina resplandece e seu corpo toma forma em sua plenitude, marcando assim divisões de forma incisiva.
Entre estas partes, no que chamamos de mundo transitório da música, trabalhamos bastante com o conceito de mixagem e sobreposição de canais, com um nível de ruído ocupando mais ou menos o espaço de diagramação da tela e isolando grupos de informação estética, criando uma identidade distinta das outras partes, permitindo uma conexão mais sinestésica em vários pontos e inclusive aumentando o ritmo de cortes de forma à imprimir, pela velocidade, uma percepção mais direta mesmo, bem como aumentando as sobreposições no crescente, saturando a tela de informação até ela ficar muito clara/branca e desembocar no trecho final.
Paralelamente, o nível de excitação das linhas em determinados momentos é trabalhado para que entre em vibração com a música. Ao final o mundo abstrato toma as rédeas e o corpo se dissolve novamente em linhas... Pelo uso de uma tecnologia de captação e manipulação de imagens ainda não muito explorado pelas bandas de cá, o resultado visual do clipe acaba sendo bem peculiar se distanciando um pouco do que estamos habitualmente acostumados a ver em termos de videoclipes nacionais."

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