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12 de agosto de 2014

Programação do festival Natura Musical 2014

O festival Natura Musical deste ano acontece no dia 14 de setembro e terá palcos montados em três praças: a tradicional Praça da Estação, onde o festival acontece desde sua primeira edição, e as praças JK e da Liberdade, que já receberam outras edições do evento. O bairro de Santa Tereza, onde em outros anos também havia um palco, este ano está fora.

Confira abaixo a programação, faltando apenas a divulgação do show de encerramento do festival, que será divulgado posteriormente.

Praça da Liberdade
Érika Machado
Giramundo
Disco Baby com Mau Mau e Anderson Noise
Pequeno Cidadão

Praça JK
Vinil é Arte
Siba com Chico Lobo
Felipe Cordeiro com Luê
Karina Buhr canta Secos e Molhados
Nação Zumbi com BNegão

Praça da Estação
Marcela Bellas com Juliana Sinimbu
5 a Seco
Fernanda Takai com Samuel Rosa
Elba Ramalho com Mariana Aydar
Ney Matogrosso
Show de encerramento




21 de outubro de 2011

VMB 2011

O VMB melhorou, não dá pra negar. Mas, ainda assim, é uma visão no mínimo "turva" do atual cenário musical brasileiro.

Melhor música: Não Existe Amor Em SP (Criolo)
Melhor capa de disco: A Coruja e o Coração (Tiê)
Clipe do ano: Então Toma (Emicida)
Revelação: Criolo
Web Hit: Sou Foda
Aposta MTV: Tono
Artista do ano: Lady Gaga
Hit do ano: CW7
Webclipe: Banda Uó
Disco do ano: Nó Na Orelha (Criolo)
Artista do ano: Emicida

Nação Zumbi, Seu Jorge, Macaco Bong e Emicida

Criolo e Caetano Veloso

Gaby Amarantos e Garotas Suecas

8 de setembro de 2011

Bambas Dois: fusão entre a música nordestina e jamaicana

Projeto idealizado pelo produtor musical BiD, o Bambas Dois aos poucos aflora e mostra parte do que estará no material audiovisual previsto para ser lançado em outubro deste ano. Lançado na semana passada, o primeiro vídeoclipe traz o ator global Daniel de Oliveira em uma breve participação que pode ajudar a chamar mais atenção para o projeto. "Only Jah love", a música em questão, é exemplo da porção mais jamaicana do Bamba Dois, carregada de ragga em meio a elementos da música nordestina brasileira. Ouvindo outras canções fica mais evidente a mistura entre forró, baião e xote com gêneros como reggae, zouk e dancehall.

 

BiD é produtor renomado no Brasil, responsável por CDs de Chico Science e Nação Zumbi, Chico César e Planet Hemp, além de fundador do Funk Como Le Gusta. Bambas Dois é continuação de seu primeiro álbum solo, Bambas e Biritas – Vol. 1, no qual contou com participações de Seu Jorge, Elza Soares, Rappin Hood, Black Alien e outros. Em Bambas Dois, participam a Nação Zumbi, Dominguinhos, Luiz Melodia, Bi Ribeiro (Paralamas do Sucesso), Siba, Daniel Ganjaman, Karina Buhr e um grande número de artistas jamaicanos, como Ernest Ranglin (Skatalites), Sticky (The Wailers) e Kymani Marley (sim, filho do Bob).


A impressão, sem ouvir o material completo, é de que Bambas Dois é a legítima world music contemporânea sem soar pasteurizada ou se limitar a estereótipos. Engraçado é perceber, no vídeo acima, como a ideia inicial surgiu de forma totalmente inusitada (na Jamaica, enquanto ouviam um CD do Chico César produzido por BiD com maior presença de forró e baião, o piloto de uma lancha começou a cantar por cima das bases instrumentais).

19 de outubro de 2008

Imagens da cena indie brasileira

Clica na foto, xará!

holger

nação zumbi

Mombojó

nação zumbi

hurtmold

Toy Lounge - 04/11/2006

Disco Ball

Tudo na indie BR, braço colaborativo do Meio Desligado no Flickr.
Curtiu? Manda sua foto pra lá!

4 de janeiro de 2008

Sete lembranças de 2007


# 1 O álbum: Fome de Tudo - Nação Zumbi
# 2 O álbum independente: A Marcha dos Invisíveis - Terminal Guadalupe
# 3 O show: Macaco Bong na Casa Fora do Eixo na madrugada do sábado dia 04 de agosto em Cba
# 4 A surpresa: Diego de Moraes
# 5 A mídia: Alto-Falante e TramaVirtual
# 6 Quem fez: Espaço Cubo
# 7 O mico: Jão, guitarrista do Dead Smurfs, vestido de mulher (?), errando 50% dos acordes e apresentando suas teorias sobre aranhas durante o Calango 2007 (cadê minha memória seletiva quando preciso dela?) Troféu Manguaça garantido.

24 de dezembro de 2007

Melhores vídeos de 2007?

Com certeza, esta não é uma lista dos melhores vídeos de bandas brasileiras feitos em 2007, porque seria uma bobagem fazer algo do tipo. Trata-se de uma seleção dos nossos videoclipes favoritos deste ano, nessa categoria (tupiniquim e independente/alternativo).

"Beautiful Life", Gui Boratto



Grandes idéias dispensam execuções mirabolantes e ainda assim alcançam resultados geniais. O vídeo de "Beautiful Life", do produtor brasileiro Gui Boratto, dirigido por Cadú Datoro, é um excelente exemplo disto e mostra como é possível usar a simplicidade à favor de um conceito totalmente conectado à música.

Eleita uma das melhores músicas de 2007 por vários veículos especializados, "Beautiful Life" é ótima de qualquer forma, seja apenas ouvindo ou assistindo ao clipe. Cada maneira possui suas singularidades, é claro, e leva à diferentes experiências, mas ambas estão relacionadas àquela estranha sensação de que, apesar de todas as merdas que acontecem, é possível ser feliz (sem soar piegas).

Pílula de auto-ajuda condensada em formato audiovisual? Talvez. Mas deixemos o nosso hedonismo aflorar um pouco e nos concentrar naquilo que nos faz sentir bem, não?

+ assista até o fim ou você não entenderá.

"Bossa Nostra", Nação Zumbi



O metafórico vídeo de "Bossa Nostra", faixa que abre Fome de Tudo, mais recente álbum da Nação Zumbi, foi dirigido por Ricardo Carelli e Ricardo Fernandes, da produtora Dínamo Digital. A mistura de técnicas como animação digital, stop motion e 2D foi muito bem realizada e alcança um ótimo resultado, complementado a música e possibilitando novas interpretações.

As inserções de imagens da banda durante os momentos mais pesados da música, quando os membros aparecem com "capacetes" esquisitos, também ficaram muito boas e se relacionam com a história do personagem mutante do vídeo.


"Lugar Algum", monno



Solidão, tristeza, incerteza. "I'm gone, get comfortable w/o me ("Fui embora, fique bem sem mim"), diz o recado postado sobre o corpo do protagonista do vídeo de "Lugar Algum". Soa familiar?

Criado a partir de um curta-metragem dirigido pela americana radicada em Belo Horizonte Rachel Dana, vídeo e música de "Lugar Algum", da banda mineira monno, se aprofundam na dor da separação, arrependimentos e dúvidas. O clima melancólico é completado pelos personagens sozinhos e estáticos ou perdidos caminhando pelas ruas, como se estivessem à procura de algo, mas se encontrando em lugar algum.


Outros bons vídeos:
"Eu Fiz Pouco Caso de Um Gênio", Ludovic
"Rinha de Magnata", Mukeka di Rato
"Long Plays", Pública
"Mundo Moderno", Autoramas

15 de dezembro de 2007

Pílulas

- Festas de 5 anos de Creative Commons (o que é isso?) neste sábado!
- Festival Temporal.PE termina em BH, amanhã, com show da Nação Zumbi (lançamento do CD "Fome de Tudo") e outros
- Já foi lançado o CD solo de Fernanda Takai (Pato Fu) em homenagem à Nara Leão
- Fundação Padre Anchieta lança nesta segunda-feira o RadarCultura, espécie de rádio 2.0 em que o público escolhe a programação
- Mini-festival Disco Poney na Mary in Hell
- Nota sobre o ESCAMBO - Festival de Experiências Musicais no site da Obra, incluindo uma ilustríssima citação à minha pessoa ("o integrante do Coletivo Fórceps, Marcelo Santiago, ministrará a oficina 'Produção e divulgação punk', que pretende mostrar como fazer uso dos instrumentos tecnológicos disponíveis para divulgar música")
- O paulista Gui Boratto arrebentando nas listas de melhores de 2007 feitas por sites do exterior, com sua "Beautiful Life"

2 de agosto de 2007

Maquinado - Homem Binário

Não satisfeito em fazer parte daquela que é considerada por muitos a melhor banda brasileira dos últimos tempos (Nação Zumbi), ter tocado com Max Cavalera (Soulfly) e trabalhado na trilha sonora de um filme de Cláudio Assis (Amarelo Manga), entre outros projetos, Lúcio Maia se cercou de amigos de renome no cenário musical (entre os quais, boa parte do Cidadão Instigado) e formou o Maquinado, projeto cujo álbum de estréia foi lançado há poucos meses pela gravadora Trama.

Homem Binário, o álbum em questão, começa com a instrumental "Arrudeia", com seu baixo distorcido e profusão de elementos eletrônicos, dando a deixa para a fusão de música orgânica e sintética que permeia todo o cd, sempre em companhia de guitarras cheias de efeitos.
As inevitáveis comparações com a Nação Zumbi encontram algumas poucas semelhanças entre as bandas na faixa seguinte, "Não Queira Se Aproximar", situada na pouco usual região de encontro da música regional com a eletrônica e o hip hop. Em "Tá Tranquilo", porém, a eletrônica comanda com fortes batidas e guitarra em segundo plano, embalada mais uma vez por vocais hip-hop.

"Alados" deixa à mostra as raízes regionais de Maia e conta com letra e vocais de Siba, do Mestre Ambrósio. O clima lúdico do sertão trazido pela faixa, uma das mais singelas de Homem Binário, contrapõe-se à eletrônica até então vigente e prepara o caminho para a ótima "Sem Conserto", única música que pode ser baixada na página da banda na TramaVirtual. Primeira canção do álbum cantada por Maia, com seu vocal contido mas ao mesmo tempo marcante, "Sem Conserto" apresenta uma boa letra ("qualquer um que fotografar os pesadelos de quem não volta a dormir / vai andando, olhando pro céu, estará sempre a um passo de cair") e sintetiza os elementos básicos a se esperar do Maquinado: sonoridade chapada, preciosismo nas guitarras, bases eletrônicas e muitos detalhes.
Ela também é a responsável por dar início à parte mais "orgânica" e interessante do álbum, trazendo logo em sequência "O Dia do julgamento" e "O Som", duas músicas que poderiam facilmente estar presentes em um álbum da Nação Zumbi. Não por acaso, "O Som" conta com participação de boa parte da banda, incluindo Jorge Du Peixe nos vocais.


Passada a incursão pelos beats do mangue, a fusão com o hip hop retorna embalada em "Eletrocutado", cantada por Rodrigo Brandão, do Mamelo Sound System. O próximo convidado ilustre é Felipe S, do Mombojó, que chega sem receio avisando: "Eu vou penetrar no seu pensamento", em
"Despeça dos Argumentos", cuja sonoridade se aproxima bastante de sua banda original.

Próximo do fim está localizada "Vendi a Alma", bossa-metal novamente cantada por Maia e que deve render horrores ao vivo. "Vendi minha alma ao Diabo / posso falar mal dele e da alma também / e da sombra tirei um retrato / vou pregar no muro e não mostrar a ninguém", canta, sobre a levada tipicamente bossa nova do violão.

Na despedida, "Além do Bem", autêntico trip hop nascido no mangue, singelo e envolvente, toma para si a tarefa de deixar claro que Lúcio Maia e seu Maquinado não estão aqui à passagem e, apesar dos eventuais tropeços, os bons frutos ao longo do percurso são mais do que bem-vindos.

[ Trechos de algumas canções podem ser ouvidas no tocador acima. Para ouvir mais músicas, completas, visite os sites maquinado.com.br ou tramavirtual.com.br/maquinado ]

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