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13 de março de 2012

Novos vídeoclipes: Marcia Castro, Mombojó e Pequena Morte

Após a exibição de lançamento em evento realizado na última sexta-feira no Espaço 104, em BH, a Pequena Morte lançou hoje na internet o vídeo para a música "Bom!". Além do clima festivo, uma das coisas legais em relação ao clipe é que ele inicia uma "trilogia vídeoclípitica" envolvendo outras duas bandas locais, cujos vídeos terão histórias interligadas. O próximo vídeo da série é o da música "Combat Samba", do Fusile, cuja introdução acontece ao fim do vídeo de "Bom!". O encerramento ficará por conta do ________________________________ (não sei se já pode contar o nome da banda) e reforça o caráter de coletividade e colaboração da atual cena de rock independente de Belo Horizonte.

Pequena Morte - "Bom!"

Prestes a lançar seu segundo CD, De pés no chão, a baiana Marcia Castro lançou o vídeo para a faixa-título do álbum. Trata-se de uma regravação da Rita Lee, uma das importantes artistas revisitadas por Marcia no álbum, que inclui composições de Otto, Tom Zé, Novos Baianos, Cartola e Gonzaguinha, entre outros. O clipe é exclusivo para web e faz parte das produções audiovisuais do Natura Musical (outra boa produção do projeto é o vídeo de "Minha tribo é o mundo", do Flávio Renegado). No dia 16 de Março, sexta-feira, Marcia faz o show de lançamento do novo CD no Teatro Castro Alves, em Salvador.

Marcia Castro - "De pés no chão""

Dois anos após o lançamento de seu último CD, Amigo do Tempo, os pernambucanos do Mombojó lançaram o clipe de "Casa caiada" (a primeira música do álbum a ser divulgada em 2010). Extraído de um show da banda, o vídeo fica aquém das últimas produções em vídeo da banda, inspiradas na cultura pop japonesa.

Mombojó - "Casa caiada"

1 de setembro de 2011

Mombojó e Nina Becker: novos vídeos

Enquanto a carioca Nina Becker estreia em vídeo minimalista de "Toc toc", de seu CD Vermelho, o novo clipe do Mombojó é mais uma "superprodução kitsch" em clima de seriados de heróis japoneses, assim como fizeram anteriormente no vídeo de "Papapa". O destaque agora fica para o enredo divertida e a participação do Laga, d'A Banda de Joseph Tourton, como um vilão/sósia do vocalista Felipe S.

 

21 de dezembro de 2010

Os melhores vídeoclipes sul-americanos de 2010?

Os parceiros do blog Sound and Colours, focado na música produzida na América do Sul, listaram seus vídeoclipes favoritos de 2010 e cinco artistas brasileiros (4 deles, independentes), figuram na lista: Garotas Suecas, Macaco Bong, Karina Buhr, Mombojó e Marcelo D2. Um dos pontos que mais me chamou atenção foi o fato do clipe do D2, único artista em uma gravadora major da lista, ser o menos inspirado entre os brasileiros - o que leva mais uma vez à colocação de que o que há de mais interessante na música brasileira na atualidade realmente está na cena independente.

O grupo paulista Garotas Suecas vem obtendo cada vez mais destaque no exterior e seu novo trabalho, o CD Escaldante Banda, tem obtido boas críticas no Brasil e no exterior. No descontraído vídeo de "Bugalu" o que mais se destaca é a forma como aliam alterações na velocidade da imagem ao mesmo tempo em que mantêm a sincronia entre os lábios dos vocalistas e o áudio.


Banda-ícone do movimento ocorrido na cena musical independente brasileira nos últimos anos, capitaneado pelo Circuito Fora do Eixo, a cuiabana Macaco Bong foi até Belém (PA) para fazer um segundo vídeo para a destruidora "Shift", abrindo espaço para a banda em canais como a MTV e Play TV. Valeu a pena a viagem.


A hypada Karina Buhr (PE), atualmente mais próxima dos "novos paulistas" do que da cena pernambucana, apresenta uma ideia simples porém bem executada no vídeo de "Nassiria e Najaf", presente em seu elogiado álbum de estreia, Menti pra você.


Já escrevi muito sobre o Mombojó (PE) por aqui, inclusive sobre esse simpático vídeo de "Papapa".


O que dizer sobre o Marcelo D2? Não tenho acompanhado sua carreira mas, a julgar por essa "Meu tambor", não parece estar em um momento inspirado. De certa forma me surpreendeu (a música) e pelo simples fato de não ser exatamente aquilo que se espera de um artista já pode ser considerado um ponto positivo por não se acomodar e não temer o risco de mudar.

 

Aproveito para divulgar também os vídeos de bandas de outros países do continente e que entraram na lista, sendo que o meu favorito é o primeiro abaixo, da dupla Los Massieras (que teoricamente não deveria constar na lista, uma vez que aparentemente têm origens na República Dominicana e formaram o projeto na Europa), uma deliciosa mistura de Daft Punk e Justice com um visual inspirado no cinema retrô de ficção científica. Destaque também para o pop da chilena Javiera Mena, que em "Sufrir" conta com a participação do sueco Jens Lekman (que recentemente excursionou pelo Brasil).

Los Massieras - "Boogity Boogity Boogity"

Javiera Mena feat. Jens Lekman -- Sufrir
Aterciopelados - "Bandera"

Superlitio - "Te Lastimé"

Axel Krygier - "Pesebre"

Major Lazer feat. Mr Lexx & Santigold - "Hold the Line (Frikstailers Remix)"

Denver - "Lo Que Quieras"


Gepe - "Por la Ventana"

12 de julho de 2010

Novo vídeo do Mombojó: Papapa

Fernando Sanches, diretor do novo vídeoclipe do Mombojó, explica:
"Quando eles me convidaram, fizeram 3 pedidos:
- Queriam aparecer no clipe, já que no primeiro que eu fiz eles não aparecem,
- Queriam dançar uma coreografia,
- E queriam alguma coisa relacionada com seriados japoneses dos anos 90"

O resultado está aí...

28 de junho de 2010

Mombojó, Planant e Bonaparte no novo Conector

Fiz uma nova edição do podcast do coletivo Fórceps, o Conector:


15 minutos, 3 bandas, 3 músicas. Nesta edição do Conector você escuta novas músicas do Mombojó (“Papapa”), Planant (“Sing for the lousy morning”) e Bonaparte (“Fly a plane into me”).
  • “Papapa” fecha o 3° CD do Mombojó, Amigo do Tempo, disponível para download grátis no site da banda recifense (radicada em São Paulo), www.mombojo.com.br 
  • Planant é uma nova banda de Natal/RN. “Sing for the lousy morning”, música que você escuta aqui, é parte de seu 1° EP, cujo link para download gratuito está no MySpace da banda, www.myspace.com/planant
  • Bonaparte é praticamente um coletivo musical com cerca de 20 membros de diferentes países que se alternam nos shows. O som mistura influências circenses, punk, electro e indie. www.bonaparte.cc

Esta edição foi montada no Vegas 7 e a locução foi gravada em um celular Nokia N95. As músicas ao fundo da locução são “Computer in love”, do Bonaparte, e “Antimonotonia”, do Mombojó.

2 de dezembro de 2008

Os shows do Little Joy no Brasil, a noite paulistana, Renegado no Hutúz e nova música do Mombojó

Little Joy
Desde o mês passado rolam boatos de que a nova superbanda indie mezzo brasileira mezzo americana Little Joy estaria com planos de se apresentar pelo Brasil em janeiro de 2009 e agora os shows estão confirmados. Em entrevista à Folha de S. Paulo, Rodrigo Amarante confirmou que a banda vem ao Brasil em Janeiro, após se apresentarem na Europa.
Segundo tio Lúcio, os shows no Brasil serão de 23 a 31 de Janeiro, em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador. O Rio de Janeiro receberá a banda no Circo Voador (provavelmente dentro do projeto "Verão no Circo") no dia 24, conforme revelou o Bloody Pop.

Little Joy - "Unattailable"


Nova noite de SP
Depois da minha breve temporada em SP (conto mais em breve, quando conseguir colocar as coisas em dia e tratar minha crise existencial,buá) achei uma boa me informar sobre os novos clubes da cidade através dessa matéria da Folha.

Renegado vence no Hutúz
Marcando cada vez mais presença no cenário hip hop nacional, o rapper e ativista Renegado consagrou-se como o grande vencedor do Hutúz 2008, sendo premiado nas categorias "Revelação do ano" e "Melhor site", além de também ter rendido uma indicação para Daniel Ganjaman na categoria "Produtor revelação" pelo trabalho realizado no álbum Do Oiapoque a Nova York.
Trabalho com o Renegado na Casulo e sou suspeito para comentar, mas o show do cara está altamente indicável. Quem duvida pode se informar por aí ou ouvir direto no site oficial. Minhas favoritas são "Mil grau", "Meu canto" e "Conexão Alto Vera Cruz / Havana" (com uma pegada que lembra muito Orishas).

Novas do Mombojó
Duas músicas novas do Mombojó, ao vivo no projeto "Sintonizando Recife", estão disponíveis para download no revigorado Som Barato (mais fodão do que nunca). Aproveite que junto tem China, Maquinado e 3namassa. "Muitó fóda", diriam os conterrâneos das bandas em questão...

19 de outubro de 2008

Imagens da cena indie brasileira

Clica na foto, xará!

holger

nação zumbi

Mombojó

nação zumbi

hurtmold

Toy Lounge - 04/11/2006

Disco Ball

Tudo na indie BR, braço colaborativo do Meio Desligado no Flickr.
Curtiu? Manda sua foto pra lá!

26 de julho de 2008

Mombojó: música nova, shows com China e H. Stern band, trilha sonora para skate e comércio de instrumentos

"Papapa", música nova do Mombojó (além daquela que tocaram no Circo Voador), ao vivo no SESC Pompéia. Sem comentários sobre o dançarino. (Descobri isso no blog da Alê)




Trechos de ensaio com China e a H. Stern band (sua banda de apoio) e filmagens de bastidores de um show em conjunto feito no Circo Voador.




"Isso não é um promo". (E eu achava que era a única pessoa que andava de skate ao som de Mombojó...)



E no mês passado o Felipe, vocalista e agora também guitarrista da banda, colocou à venda no site do Mombojó algumas de suas guitarras e pedais. Ele já deve ter vendido tudo, mas não custa saber o que era.

16 de maio de 2008

Inédita do Mombojó




Ao vivo, no Circo Voador (Rio de Janeiro). Achei boa, a música.

Alguém aí disse "Los Hermanos"?

9 de março de 2008

Marcelo Campello abandona Mombojó

Foi publicado no site da banda pernambucana Mombojó um comunicado informando a saída de Marcelo Campello, um dos principais compositores do grupo. O motivo da saída de Campello não foi divulgado. Abaixo está o texto sobre a saída do músico:

"Comunicamos ao público da Mombojó o desligamento do compositor e multiinstrumentista Marcelo Campello, que agora trilhará caminhos musicais próprios. Seremos sempre gratos por sua inestimável contribuição na formação da personalidade musical da banda e desejamos os maiores sucessos nesta nova fase de sua vida profissional. Valeu Campello!"

Multi-instrumentista é isso aíNo ano passado Campello lançou seu primeiro álbum solo, Projeções e mais duas séries para violão de sete cordas.

Ps.: Para quem não sabe (ou não percebeu), Marcelo Campello é o sujeito que aparece no cabeçalho do Meio Desligado, logo acima da palavra "meio". A estranha coincidência é que a foto da banda que utilizo desde o início como cabeçalho do blog - feita em um show da banda em Belo Horizonte, mostra o vocalista Felipe sem a cabeça e os outros dois membros que aparecem já não fazem mais parte da banda: Campello, porque acaba de sair; O Rafa, devido a sua morte no ano passado.

2 de março de 2007

membro do Mombojó lança álbum solo

Marcelo Campello, multi-instrumentista do Mombojó, acaba de lançar seu álbum solo, intitulado "Projeções e mais duas séries para violão de sete cordas". Algumas músicas estão disponíveis na Trama Virtual e também em sua página no MySpace, onde você também encontra o link para baixar o álbum completo (olhe na seção "sounds like").

O álbum é dividido em três partes: "Projeções", formado por composições do período 2005-2006; "Soturnos", por composições de 2004; e "Sonhos", com canções escritas em 2002 e 2003.

Pode não agradar muito aos fãs de sua banda, já que em seu trabalho solo Campello fixa-se exclusivamente em seu violão de sete cordas, como o próprio nome bem diz. Não há vocais ou acompanhamentos, apenas o dedilhado calmo e triste de Marcelo ao longo de 35 músicas, a maioria com cerca de 2 minutos de duração.

Como era de se esperar de Campello, engajado com as questões do direito autoral na internet e de liberdade criativa, "Projeções e mais duas séries para violão de sete cordas" é licenciado através do Creative Commons e pode ser baixado e distribuído livremente, contanto que sem fins lucrativos.

O arquivo zip no qual o álbum está disponível vem acompanhado de toda a arte gráfica que compõe o encarte, para que cada pessoa monte seu cd em casa. Você pode fazer o download diretamente por aqui.

O cd também pode ser comprado em qualquer Livraria Cultura do Brasil e também pode ser encomendado através do email cndantas@livrariacultura.com.br.



25 de fevereiro de 2007

5 vídeos curiosos do Mombojó

Uma versão diferente para "Deixe-se acreditar", tocada junto ao Los Hermanos no Rio Grande do Sul.



Fã-vídeo para "Baú", filmado no metrô de São Paulo



Vídeo não-oficial para "Ela Voltou Diferente", de Odair José, na versão do Mombojó



Vídeo não-oficial para "Adelaide" feito com trechos de A Fraternidade É Vermelha (Rouge), de Krzysztof Kieslowski



Mombojó e Eddie tocando "Pode Me Chamar" (canção do Eddie)


24 de fevereiro de 2007

a trajetória do Mombojó em Belo Horizonte

{ Eu já havia publicado este texto anteriormente no Mazzacane, mas achei mais que merecida a sua inclusão no Meio Desligado }


mombojó, 05.08.04

Episódio 1: 05-08-2004

Em 5 de agosto de 2004 o Mombojó se apresentou em Belo Horizonte pela primeira vez, no festival Eletronika. Na época, a banda havia acabado de lançar seu primeiro álbum, nadadenovo, disponibilizado para download no site da banda e também encartado na revista Outracoisa. Naquele dia o Mombojó era a atração principal de um dos galpões da Casa do Conde, local onde tocavam as atrações mais "orgânicas" e alternativas do festival. Os dj's se apresentavam no então chamado Marista Hall, hoje, Chevrolet Hall.

mombojó, 05.08.04

Aquele show foi mais do que especial, já que, além de ser o primeiro deles na capital mineira, também contava com a participação do coletivo Re:Combo, representado pelo Esquadrão Atari, que fazia colagens sonoras ao vivo sobre as canções da banda (sem nenhum ensaio).

Sim, da platéia ecoaram alguns (poucos) gritos de "Los Hermanos!" e nas conversas era fácil ouvir algum "a voz dele é idêntica à do Fred 04", porém o mais interessante era observar como aquela nova mistura de rock alternativo, mpb, samba, bossa, mangue e eletrônica, soava tão fresca e cativante.

Sete jovens pernambucanos, juntando em cima do palco uma variedade de instrumentos (guitarra, baixo, mini-bateria, cavaquinho, teclado, trompete, escaleta, violão, flauta) à favor da experimentação e prazer do ouvinte.

mombojó, 05.08.04 mombojó, 05.08.04 mombojó, 05.08.04

Do início, com um tema instrumental com Marcelo Campello na guitarra, seguido de "discurso burocrático / a missa", passando pela cover de Ronnie Von à "faaca" e "deixe-se acreditar", ficava claro que ali estava um grupo singular.


Episódio 2: 27.05.06

Dois anos após sua primeira incursão pela capital mineira, a banda voltou para divulgar seu segundo álbum, Homem-Espuma, lançado pela gravadora Trama. Os boatos sobre o show começaram na internet e a comoção dos fãs foi tal, que o tópico desta apresentação é o mais comentado na comunidade do Mombojó no Orkut, com mais de 480 mensagens. Como era de se esperar, o espaço do Teatro da Biblioteca da Praça da Liberdade não foi suficiente para abrigar os fãs. Os ingressos se esgotaram rapidamente e um segundo show teve de ser marcado para a noite.

Como minha fofa namorada trabalha na Biblioteca e havia descolado ingressos de graça para a primeira apresentação, foi sem pesar que desembolsei mais alguns reais para ver a banda novamente.

No primeiro show, todas as cadeiras lotadas, pessoas sentadas nos corredores e clima de excitação geral. Afinal, para a grande maioria, aquela era a primeira vez junto à banda.

A maior surpresa era perceber como as canções de Homem-Espuma ganham vida ao vivo, mais encorpadas e "pesadas". E também, reparar que Vicente Machado deu um upgrade em sua bateria antes raquítica e nas novas estripulias eletrônicas de Chiquinho, à vontade com seu novo laptop e teclados.

Ali fomos apresentados à já famosa dancinha de Felipe S., munida a uísque. Um baixo mais "vivo" de Samuel e a guitarra precisa de Marcelo Machado, encaixando distorções onde pode, também estavam garantidos. E, é claro, Marcelo Campello e O Rafa, cada vez mais competentes, nos instrumentos de sopro e cavaco.


"Nem Parece", na Biblioteca



Se já estava bom, melhorou ainda mais quando o vocalista Felipe S. disse para as pessoas não se acanharem, levantarem-se e dançar. Se terminasse aí, já estaria ótimo. Mas ainda tinha um show bônus.


Episódio 3: 27.05.06

Depois da difícil tarefa de tirar as pessoas que viram o show anterior de dentro do teatro (eles queriam mais, mais!), iniciou-se a segunda apresentação da noite. Os corredores já não estavam ocupados por pessoas de pé ou sentadas no chão e até mesmo alguns assentos estavam desocupados na parte inferior do Teatro, mas havia um bom público.

Como era de se esperar, foi um show mesmo animado que o primeiro, tanto por parte do público quanto da banda, mas ainda assim muito bom. Com três ou quatro canções diferentes das apresentadas no show anterior, sendo que a maior diferença foi "a missa", que fechou o segundo show e não havia sido tocada no anterior.


mombojó

Episódio 4: 22.10.06

Primeiro, a história do ingresso. Fui informado de que na comunidade da Obra, no Orkut, alguém da (péssima) banda Caipirinhas distribuiria 50 cortesias para o domingo na Conexão Telemig Celular, dia em que se apresentariam tanto o Capirinhas como também o Mombojó. Bastava escrever seu nome em determinado tópico e buscar seu ingresso na Obra, a partir da quinta. Assim, sem sorteio, se você fosse um dos 50 primeiros a escrever, ganhava.

Nesta hora meus perfis falsos no Orkut foram de extremo valor.

Acontece que divulgaram um horário errado para buscarmos os ingressos na Obra. Saí do escritório do Cinema em Cena, onde trabalho, encontrei a bêbada mais charmosa que conheço, e, passado um tempo, fomos para a Obra. E tive que esperar por umas duas horas até que a responsável pelos ingressos finalmente chegasse.

Moral da história?

1. mesmo já tendo visto o Mombojó por três vezes, passei por tudo isto para vê-los mais uma vez, porque é muito bom.

2. até mesmo as bandas muito ruins podem servir para alguma coisa (nem que seja apenas para descolar ingresso para o show de outra banda)

mombojó

E quanto ao show? Cinco meses após os shows anteriores na cidade, grandes mudanças não são esperadas. E não ocorreram. Mas, se você conhece bem o Mombojó, sabe que isso passa longe de ser ruim.

Mesmo sendo noite de domingo, a tenda da Conexão ficou cheia. Começaram com "discurso burocrático / a missa", ao contrário dos shows no teatro. Fez lembrar da primeira vez da banda em BH, tanto pelo início como pelo ambiente. O baixista Samuel agora também arrumou para si um teclado, com o qual faz pequenas intervenções (entenda-se como "ruídos esquisitos") em algumas das músicas. Não tocaram "o céu, o sol, o mar" e, mesmo com os pedidos dos fãs, também não tocaram "cabidela". Para variar, nenhum bis. Mas que já havia sido apresentado era suficiente para espalhar sorrisos pela madrugada.

mombojó

É engraçado reparar que, junto da "fama", vem os fãs idiotas e menininhas histéricas gritando em frente ao palco. Pessoas que necessitam de ícones fugazes a serem idolatrados, não basta a música. E, para piorar, prendem suas atenções e adoração ao vocalista. Em uma banda como o Mombojó, mais do que na grande maioria das outras, não há um sujeito que se sobressaia. O cunjunto, o "todo", é fundamental para a obra do grupo. Entende? Grupo. Mas tente falar isto com a menina debruçada na barra de proteção...

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Mais fotos de shows do Mombojó você vê no meu Flickr. [todas as fotos acima, de minha autoria, exceto a terceira, "felipe esverdeado", feita por João Perdigão]

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