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18 de março de 2014

Assistir mais tarde

Com o grande fluxo de informações ao qual somos expostos diariamente, ferramentas como o botão de "assistir mais tarde" do Vimeo e Youtube acabam sendo grandes aliados na hora de tentar organizar o que é relevante dentro de nossas limitações de tempo. O problema, assim como os livros que compramos e não lemos ou das revistas que vão ficando de lado até se tornarem defasadas, é que muitas vezes essas listas de vídeos ficam esquecidas e o ato de salvar um vídeo para assisti-lo posteriormente passa a ser apenas uma forma de nos reconfortar, um consolo de quem diz "agora estou ocupado mas assim que tiver um tempo livre volto para ver isso".

No meu caso, quando resolvi "limpar" minha lista de "watch later" do Vimeo, me deparei com dezenas de vídeos dos quais nem me lembrava, muitos salvos há quase três anos. Aproveitei para indicar alguns dos achados abaixo, sendo que boa parte deles está diretamente relacionada ao tema principal deste blog.

Documentário sobre os 20 anos do Abril Pro Rock
Registro de um dos mais importantes festivais brasileiros, com relatos de integrantes do Mundo Livre SA, Los Hermanos, Otto, Zé Cafofinho e outros personagens que de diferentes formas se relacionaram com o Abril Pro Rock.


The evolution of music online
Curta matéria com trechos de entrevistas de profissionais que trabalham com música no mercado digital, em sites como Pitchfork, Hype Machine e Vimeo.


Bárbaros em cena
Trabalho de conclusão de curso da jornalista Mariana Marçal. Feito em 2010, acompanha principalmente a cantora Bárbara Eugênia durante o processo de gravação de seu primeiro disco e, paralelamente, faz um registro de parte da cena paulista contemporânea através de relatos de artistas como Romulo Fróes, Tatá Aeroplano, Júnior Boca e Bruno Morais.

Madame Satã - O importante é ser eu e não o outro 
Documentário sobre a mítica casa Madame Satã, tida como uma das mais importantes da cultura underground de São Paulo. Entrevistas com Edgard Scandurra, Clemente (do Inocentes), entre outros.


Hurtmold
Registro de um show do Hurtmold na Funarte SP em 2012.

A ponte
Documentário que aborda a desigualdade social na zona sul de São Paulo e apresenta o trabalho da ONG Casa do Zezinho. Só pelas falas da criadora da ONG, Dagmar Garroux, já valeria a atenção, mas também apresenta falas do Mano Brown, Ferréz e outros.


Esses e outros vídeos podem ser vistos na tv.meiodesligado.com

10 de janeiro de 2011

Temporal: A arte de Stephan Doitschinoff

Recuperando um texto de um antigo blog, parte do meu projeto de conclusão do curso de jornalismo há alguns anos.

Conheci o trabalho de Stephan Doitschinoff anos atrás, quando o artista foi responsável pela arte visual do álbum Dante XXI, do Sepultura, e desde então acompanho (e me surpreendo) com suas obras. Recentemente, descobri o documentário Temporal: A arte de Stephan Doitschinoff, que registra a temporada de Doitschinoff em uma pequena cidade do interior da Bahia na qual pôde aprofundar-se na arte sacra e no folclore.


Em seus 13 minutos de duração, Temporal registra o processo que resultou em parte da cidade de Lençóis coberta por pinturas de Doitschinoff, apresentando o desenvolvimento das pinturas e comentários do próprio artista sobre as obras. Um dos fatores mais interessantes é a forma como as pinturas se adaptam aos muros e paredes degradados e como a cultura local influenciou o trabalho. As imagens feitas no cemitério da cidade são ótimos exemplos disso: apesar de manterem a identidade e o estilo de Doitschinoff, são trabalhadas de forma a assimilar a religiosidade e a história local, resultando em uma beleza não apenas estética, mas carregada de significado.

A direção do curta é de Bruno Mitih e a trilha sonora é composta por músicas do Hurtmold.

15 de abril de 2009

Experiências musicais alternativas ao redor do planeta: Musica Alliance Pact de abril!

Blogs de 25 países escrevendo sobre as bandas alternativas de seus respectivos países e, no dia 15 de cada mês, republicando uma coletânea mundial com um artista de cada um desses países. Quem acompanha o Meio Desligado há algum tempo sabe que ele faz parte dessa iniciativa, intitulada Music Alliance Pact, é o representante brasileiro na rede, ao lado de blogs de países tão distintos quanto Finlândia e México.

A coletânea desse mês tem uma pegada tipicamente indie, algo que não foi combinado entre os integrantes da MAP e que particularmente não me agrada tanto. Seguindo uma linha um pouco diferente, muito mais experimental, minha escolha em abril é uma das bandas mais incríveis a surgir na história da música brasileira, a Hurtmold. Banda tão complexa e com material de tão alta qualidade que me neguei a tentar defini-lo. Cada pessoa deve ouvir e ter sua "experiência Hurtmold", nesse caso, através da música com o impagável título de "Música política para Maradona cantar". Alguma dúvida de que os caras da banda são gênios?

ALEMANHA: Blogpartei
Lali PunaNin-Com-Pop
Lali Puna is another band from the great Weilheim circle led by Valerie Trebeljahr. Established in 1998, I consider them to have a higher creative potential than recently featured The Notwist, where her boyfriend and Lali Puna fellow Markus Acher is playing. Nin-Com-Pop is a song from their second album Scary World Theory. A new record will be released later this year.

ARGENTINA: Zonaindie
Chau FanBoletos De Tren
"Chau Fan é uma dupla menino-menina de indie folk (ou anti-folk?) de Buenos Aires, formada por Micaela Quinteros e Marcelo Lares. Os dois cantam e tocam violão e, nesta canção específica, Micaela faz um charmoso solo de harmônica. "Boletos De Tren" estará presente em uma coletânea feita pelo Zonaindie que apresentará cinco músicas de bandas que nunca tiveram a oportunidade de gravar em estúdios profissionais (nós os convidamos ao estúdio e os ajudamos a gravar). Considere esta canção uma exclusividade da MAP."

AUSTRÁLIA: Who The Bloody Hell Are They?
Lisa MitchellCoin Laundry
"Sim, esta poderia facilmente ser a trilha de um comercial de iPod Nano, mas essa acessibilidade arrebatadora é uma qualidade terrivelmente difícil de se ter em uma música. Quem esperaria que um antigo participante da versão australiana do American Idol produzisse algo que prestasse? Esta é uma canção adorável e espero que toque bastante."


BRASIL: Meio Desligado
HurtmoldMúsica Política Para Maradona Cantar
Prefiro não tentar explicar o Hurtmold. Você tem que ouvir e sentir. É mais do que música, é uma experiência.

CANADÁ: I(Heart)Music
Dinosaur BonesNYE
"Dinosaur Bones estão atraindo todas as atenções em torno de seu EP de estreia e esta cançao faz com que seja fácil descobrir o motivo disso. Eles misturam The National e uma sensibilidade pop-inglesa resultando em algo bastante singular."

CHILE: Super 45
The Same SkyWe Sleep Under The Same Sky
The Same Sky is the music project of Joseph Simon, a 15-year-old Chilean who was born in Canada. It is precisely this biographic fact that can define his music – warm guitar sounds of slow rhythm alongside a smooth voice heavily influenced by bands such as Beirut, Arcade Fire and The National. The recent release of his first album (Two Hearts / Apart Under The Same Sky) supports this feeling of songs as a perfect soundtrack for winter days spent at home, enjoying the natural melancholy.

CINGAPURA: I'm Waking Up To...
Astreal Snowflake
Some may say that when you're in love, the stars align. For Astreal, love is more of a cosmic collision course between stars and planetary bodies. In the unassumingly titled Snowflake, there lies so much destructive potential in a love so intense that, yes, even "the stars, they burn for you". Taken from their second album Fragments Of The Same Dead Star, the song combines the melodic infatuations of shoegaze with the aural impudence of noise-rock for a blistering and haunting love song that almost borders on maniacal obsession. Is this love? That's for you to decide.

CORÉIA DO SUL: Indieful ROK
ToxicbiasfleurivyParallel Assembly
GDM duo Toxicbiasfleurivy might not be the obvious choice for MAP but their latest album, Particles, provided an interesting exception from my usual listening when it was released late March. Electronic, experimental and pretty much the opposite of easy listening, the listener is advised to enjoy astral emotions while digesting this music inspired by quantum physics.

DINAMARCA: All Scandinavian
Ruhan DaisyWe Know You
There's quite a bit of post-rock going on in Scandinavia these days, one brilliant act being this Danish quintet. It's grandiose, funky with bits of (acid) jazz thrown into the mix and sports an equilibristic sense of detail. Ruhan Daisy's crowning achievement, however, is their catchy pop sensibility driving the complex compositions out of nerd-country into the mainstream. At least that's how it should be.

ESCÓCIA: The Pop Cop
There Will Be FireworksForeign Thoughts
Bands of the calibre of There Will Be Fireworks are far too rare, but that's not a bad thing because you'll end up appreciating them all the more. Although TWBF seem like the perfect new students in Scotland's renowned post-rock school, their take on the genre is far more moving and lyrically impassioned than anything that has gone before them. Foreign Thoughts, taken from the Glaswegians' forthcoming eponymous debut album, has the beautiful intensity of a Band Of Horses classic and will stay with you long after its three-and-a-half minutes are up.

ESPANHA: El Blog De La Nadadora
AnntonaNunca Es Tarde
Apart from his membership in the band Los Punsetes, Manu has a solo project called Anntona, in which he makes the best pop songs imaginable. He has just released his second album, En La Cama Con Anntona ("In Bed With Anntona") which contains 10 fizzy and addictive pop pearls such as opening track Nunca Es Tarde.

ESTADOS UNIDOS: I Guess I'm Floating
Thing OneMop Yards
New Jersey's Thing One have been on my radar since last year when I first heard a few tracks from their debut album You'll Be Fine. Mop Yards brings traces of The Smiths and ELO into the new millennium with strange electronic warbles and dancey synth patches. Singer Joey Palestina creates a veritable summer anthem with the repeated line, "The heat is non-stop, hide the women in cop cars". Whatever that means, Joey, I feel ya.

INGLATERRA: The Daily Growl
Alessi's ArkThe Horse
Alessi's Ark is west London teenage sensation Alessi Laurent-Marke and here is the single version of The Horse from the Mike Mogis-produced new album, out next month.

FINLÂNDIA: Glue
PalmaRide Around
After a couple of years in the making, Helsinki band Palma recently released their debut album Be Bold And Mighty Forces Will Come To Your Aid. Palma refers to an old soda drink in Finland and the band, indeed, produce some refreshing indie-pop songs, rooted in the classic sounds of the 70s, and with a danceable groove. It's retro and modern. For fans of The Soundtrack Of Our Lives and Supergrass.

FRANÇA: SoundNation
SundogsSo Close
Sundogs are a French band who live in London but play in both England and France. The group is made up of two guys - bassist Jeff ("le petit blond") and Pierre on guitar. The other musicians are French or English guests, depending on where they are playing.

IRLANDA: Nialler9
202sEase My Mind
There was a general air of being caught unaware in the Irish media and bloggers when this duo's debut landed on their desks. Without any gigs and already signed to French label Le Son Du Maquis, their charming Primal Scream and Broadcast-indebted indie-pop has skipped a few hurdles without skipping on the tunes.

ISLÂNDIA: I Love Icelandic Music
Lay LowLast Time Around
Lovísa Elísabet Sigrúnardóttir is a 26-year-old half-Sri Lankan, half-Icelandic singer, born in London. She sings under the name Lay Low and her music is a combination of blues, folk and country. This year, Lovísa has already supported Emiliana Torrini on tour and signed a record deal with Nettwerk. Last Time Around is on her third solo album, Farewell Good Night's Sleep.

ITÁLIA: Polaroid
Gazebo PenguinsWallabees
A punk band that quotes Alfred Korzybski? Yes, please. The Name Is Not The Named is the title of Gazebo Penguins' new album and it's full of powerful hardcore in the style of At The Drive-In, with a nod to Motorpsycho. Sharp guitars, heavy rhythms, driving choruses and smart attitude.

MÉXICO: Club Fonograma
Mexican Institute Of SoundReventon
Mexican Institute of Sound is a solo project by the multi-talented Camilo Lara. He just released his third album Soy Sauce, another celebration of Mexico's traditional music fused with funky tunes, electronica and the genre that's getting ready to shake the world again, cumbia. MIS is an explosive adventurous musical ride of our rich culture. They are preparing to perform at this year's Coachella festival and with songs like Reventon, it is sure to get the fiesta up in wild spirit.

NORUEGA: Eardrums
Dylan MondegreenAnimal (cover do Hiawata!)
For this month's MAP I will present not one Norwegian act, but two. The performing artist here is Dylan Mondegreen, one of my absolute favourites in Norway. He is currently working on his second album, which should be released later this year. The song he sings is written by another favourite of mine, an indie-pop band from Oslo called Hiawata!. Mondegreen's cover of their song Animal was a b-side on Valley Boys, the first single from their second album, These Boys And This Band Is All I Know, due out soon on SellOut! Music.

NOVA ZELÂNDIA: Counting The Beat
Three Legged HorseRed
Red is the opening track on Down, the debut album of Three Legged Horse, a trio from Waiheke Island, around 20km offshore from Auckland. The band bring together the grungy dark introspection of lyricist/vocalist Bede Taylor, the smooth powerful vocals of Gina Higham and the musicality of Aaron Carpenter into a combination much greater than the sum of its parts. Red is a good intro to an extraordinary album that melds acoustic country blues with dirty guitar and vocal grit and growls.

PERU: SoTB
AutobusVolver
Autobus formed in Lima in 2006 and released their debut album last year. Although they have a clear rock essence, they have electronic influences and a pop touch which sets them apart from their peers, so much so that many people are surprised by where they come from. They have made a good impression abroad, achieving their aim of drawing attention to the local scene.

PORTUGAL: Posso Ouvir Um Disco?
The ClitsLay Low
If there was a such a genre as electro-psychic-punk-rock-pop, The Clits would be the kings. It all started in 2006 when Carlos (guitars, keyboards and backing vocals) invited Ana Leorne (vocals) to form an electro-punk project, influenced by the riot grrrl movement and some of their favourite artists such as Joy Division, Bauhaus, Nina Hagen and Suspicious (another Portuguese electro-punk project). Their first record, The World Is A Mess But My Hair Is Perfect EP, was released in December 2007.

ROMÊNIA: Babylon Noise
PersonaMomentary Lack Of Passion
Inspired by Ingmar Bergman's movie Persona, this band belongs to the new generation of Romanian musicians that bloomed after the anti-communist revolution of December 1989. The group's members have been involved in the music scene since then, playing in several acts before forming Persona. Their music is, indeed, one of British influence but cannot be strictly labelled – the musical background and influences of each of the members, refined by experience and artistic maturity, blend together in the Persona genre.

SUÉCIA: Swedesplease
The Late CallLinnea
The Late Call is really just one guy (and friends) from Stockholm named Johannes Maye. His debut album, Leaving Notes, chronicles the long distance relationship he had with his girlfriend. The record and this song has an organic feel on account of the mostly acoustic instrumentation. Linnea is a perfect example of the gorgeous pop you can expect from The Late Call.


12 de novembro de 2008

Marcelo Camelo (e o coral dispensável) em BH


Belo Horizonte, Minas Gerais - 05/11/2008
Show de Marcelo Camelo - Lançamento do álbum Sou/Nós
Palácio das Artes, 21:00h.
Grande Teatro. Platéia II, fila II, cadeira 3.

Muitas pessoas conversando, procurando seus assentos. Amizades revistas, beijos trocados, fofocas contadas, piadinhas sem graça, expectativas à flor das peles. Um burburinho ensurdecedor. As luzes se apagam e mesmo antes de qualquer pessoa subir ao palco os mais excitados já bradam suas tietagens.

Somente as luzes do centro estão acesas. Todas convertidas para um banco atrás de um microfone. Então entra a razão da noite. Marcelo, um cara magro e um pouco curvado, anda até o banco iluminado e pega seu violão. A imagem é linda e singela. Delicada, assim como o moço, que com tanta barba é difícil ver sorriso ou qualquer outra expressão assim delicada. E era pra ser aquele momento de profunda concentração no silêncio oco do teatro, mas infelizmente alguns muitos da platéia pouco deixavam o show começar. Os gritos e palmas fora de hora chegaram a ser profundamente irritantes.

À princípio a sensação total, em relação à tamanha manifestação do público, era de que aquele cara ali era realmente ovacionado e até idolatrado por alguns. Mas o tempo passou e o artista tentando fazer o seu papel, mas esses agitadores simplesmente não deixavam o espetáculo rolar. Queriam aparecer mais que o artista. Os gritos e os intermináveis aplausos atrapalhavam e deixavam o músico até sem jeito. Mas pouco a pouco esses foram se calando e deixando o moço falar e tocar... e cantar. É, em alguns momentos...

Apesar disso, devo dizer que Marcelo Camelo é um cara muito carismático em toda sua simplicidade e na tal timidez. Mas isso eu já tinha comprovado em outras ocasiões. O novo aqui, pra mim, foi a energia ao lado de uma banda muito diferente da Los Hermanos. Com sons mais delicados o Hurtmold ajudou a moldar a atmosfera do show e do disco, dando uma cara realmente nova para o trabalho do Camelo.

O disco Sou foi tocado quase que de cabo a rabo. Algumas dos Hermanos, como não poderia ser diferente, fizeram parte do set list, para delírio das tietes de plantão. E mais uma, que talvez tenha dado o clima mais intenso e incrível de todo o show, “Despedida” (nessa os aplausos e cantorias super alvoroçadas sessaram um bocado... será que não sabiam a letra?).

Quase todas (quando eu digo “todas” é verdade!!) foram entoadas pelo forte coro animadíssimo (às vezes até frenético demais) da animada platéia. Canções como “Janta”, “Copacabana”, “Menina Bordada”, “Vida Doce”, “Morena”, “Moça” e as outras muitas. Às vezes era até impossível ouvir a voz do moço lá no palco, o que me deu até um pouco de raiva. Pô, tinha ido ali pra ver a performance dele, não de outros desconhecidos e desafinados que faziam questão de gritar as poesias... Sinceramente, me senti profundamente desrespeitada com a platéia. E a sensação que tenho em relação ao Camelo é de que ele também não achou assim tão do caraleo essa intromissão do público...

Assim foi o show todo, que foi até rápido. No final, algumas canções de violão e voz mesmo. Mas aí, todas as vozes estavam no meio, inclusive a minha. Pelo menos metade das pessoas deixaram seus assentos e foram se aproximando do palco. Cantando, dançando. Uma catarse carnavalesca em coletivo, rs. E pronto, ele se despediu e foi embora. Aí, aconteceu o que eu nem de longe previa. Os tietes subiram no palco atrás do ídolo... Achei deseducado... Fiquei sem entender...

Por fim, teve bom, mas poderia ter sido melhor se aquela parte do público respeitasse a apresentação. E fico aqui tentando analisar o por quê de tamanho frisson... Uhm...

* De todas as pessoas que já escreveram no Meio Desligado, Mariana é a que conheço há mais tempo (quer dizer, com exceção do Leo, que é meu irmão, dãããã). Apesar do pouco contato no últimos anos, acompanhando o blog dela dá pra saber que ela continua envolvida com a música e com o teatro, além do jornalismo (mais uma, tadinha).

19 de outubro de 2008

Imagens da cena indie brasileira

Clica na foto, xará!

holger

nação zumbi

Mombojó

nação zumbi

hurtmold

Toy Lounge - 04/11/2006

Disco Ball

Tudo na indie BR, braço colaborativo do Meio Desligado no Flickr.
Curtiu? Manda sua foto pra lá!

9 de setembro de 2008

Cobertura do Eletronika 2008 - parte 2

5:00 de domingo, 31 de agosto de 2008. O fim do meu Eletronika 2008 e estou a fim de meter uma bala na cabeça ou, sendo mais fiel à realidade, a fim de sumir e me desligar do mundo por uns bons dias. Para piorar, eu e o Nathan ainda nos perguntamos por que continuamos a ir a um lugar como a Velvet (e ficar até o início da manhã) sabendo que, invariavelmente, tocarão electro-house na pista a partir de algum momento, não importa qual seja a festa em questão. No flyer do dia em questão, por exemplo, estava escrito: rock, garageiras e indie. Saímos de lá ouvindo techno-house farofa e um remix vergonhoso de Nirvana. *

Velvet ClubAntes disso, no entanto, Fabrício Nobre, figura marcada na cena de rock independente brasileira, havia feito um dos melhores sets que já conferi na Velvet, tocando Death From Above 1979, Black Lips, Clash, Wolfmother e outras bandas barulhentas e excelentes.

Depois dele, os gringos do Asobi Seksu colocaram seus iPods à postos para despejar sobre os presentes suas seleções de hits indie (e alguns mainstream) dos anos 90, como Pavement e Smashing Pumpkins, e algumas bandas mais recentes, como Interpol, TV on the Radio e CSS.

A festa na Velvet não fez parte da programação oficial do Eletronika, mas foi quase isso, uma vez que o clube contou com artistas da programação do festival em suas pick-ups após os shows e o bar do Eletronika também estava por sua conta.

De qualquer forma, depois de tantos shows em um ambiente tão recatado como o Palácio das Artes, encher a cara no fim do domingo era uma necessidade.

Macaco BongImagine só como foi assistir ao destruidor e impressionante show do Macaco Bong sentadinho e sem beber? Estranho, estranho. Mas, felizmente, algumas bandas excelentes funcionam muito bem em qualquer local e o Macaco Bong é uma delas, sendo responsável pelo que foi sem dúvida um dos melhores shows do Eletronika.
A banda ainda representou um contraponto à maioria das atrações, ao restringir-se ao uso de seus instrumentos “crus”, sem efeitos ou parafernálias eletrônicas, e demonstrar que experimentação não depende necessariamente de avanços tecnológicos (apesar dos mesmos serem bem-vindos).

MonnoAntes do Macaco, quem abriu a última noite de festival no pequeno Teatro João Ceschiatti foi o local Monno, que fez o show mais concorrido no espaço. Desde o lançamento de seu segundo EP, Agora, o grupo demonstra melhor desenvoltura no palco, ficando bastante próximo da sonoridade alcançada em estúdio. Show conciso e repleto de boas canções de indie rock com apelo pop. Contaram com a participação de Juliano Rosa, do Tênis, no teclado durante todo o show (pela primeira vez?) e de Paulo Barcellos no trompete em “21 dias”, faixa que fecha Agora.

A banda paulista Pop Armada fez o terceiro e último show do João Ceschiatti, provavelmente o menos visto de todo o evento. A culpada? Mallu Magalhães, claro. A fã de Johnny Cash e Beatles mais comentada da América do Sul fez sua estréia em palcos mineiros ao mesmo tempo que a banda e, é claro, não são necessários muitos neurônios para saber quem saiu perdendo (até porque eu já contei no início do parágrafo, né, sabidão?). Lembrete: não repetir isso ao escrever meu romance épico, Vamos para Mimoso com Jesus (e um pouco de haxixe)?.

Perdi o início do show de Mallu, pois o mesmo começou pouco antes do Macaco Bong terminar sua apresentação. Ao entrar no Grande Teatro, onde a garota se apresentava, o baque foi instantâneo. Longe do folk ingênuo e banal que esperava, Mallu soltava a voz em uma performance que lembrava Portishead. O restante do show, no entanto, não justificou o hype, apesar de consolidar a cantora como artista de grande potencial para o futuro.

Mallu MagalhãesCom certeza não deve ser fácil se apresentar em um teatro consagrado e lotado por pessoas que estão ali, na maior parte, apenas por sua causa. Ainda mais quando você tem apenas 16 anos recém-completados. Mesmo assim, Mallu conteve bem o nervosismo e a timidez, que não a impediu de dançar e rodar nas pontas dos pés, brevemente, como aquelas pequenas e frágeis bonecas de caixinhas de música. A timidez (ou algo mais) aflorou apenas no fim do show, quando saiu correndo do palco para, em seguida, voltar, atrapalhada (e correndo), dizer “tchau” para o público. E sair correndo outra vez sem olhar para trás. Pelo visto, ela também tem influências de Oasis (piadinha-com-link infame n°3.457).

HurtmoldApós o folk-pop-bubblegum, subiu ao palco o sexteto paulista Hurtmold, provavelmente a banda mais relevante do rock experimental brasileiro dos últimos 10 anos. Show lisérgico, de início mais barulhento e que, da metade até o final, contou com a participação de Paulo Santos, do Uakit, tocando os estranhos e originais instrumentos percussivos de seu grupo. No ano passado o Hurtmold lançou um álbum homônimo, considerado por parte da crítica o melhor de sua carreira, cujas músicas foram apresentadas ao público da capital mineira pela primeira vez durante o Eletronika.

A única música cantada de todo o show foi “Desisto”, do álbum Cozido, tocada em novos e quase irreconhecíveis arranjos. Minha única reclamação sobre este histórico show foi a ausência de “Miniotário”.

Seguindo a programação original, após o Hurtmold o festival terminaria com os gringos Asobi Seksu. Mas como a Lucy and the Popsonics havia sido impedida de tocar na noite anterior, na Roxy, devido a problemas técnicos, a banda foi inserida antes do Asobi. Péssima idéia.

Praticamente todo o público que compareceu ao Grande Teatro estava ali por causa de Mallu Magalhães ou Hurtmold, talvez ficando até o show do Asobi Seksu apenas para conferir um show bônus e não ficar com peso na consciência por ter perdido um show internacional em uma cidade como BH, onde boas bandas de outros países se apresentando é raridade. Asobi é uma banda totalmente inexpressiva no Brasil (imagine em BH, então) e, portanto, não faria com que muita gente permanecesse para vê-la. Ao inserir o fraco Lucy and the Popsonics antes, o cansaço e a preguiça do público apenas aumentaram.

Em um curto show cujo único destaque foi a guitarra distorcida - próxima do metal em vários momentos – contaram com a participação de John Ulhoa, guitarrista do Pato Fu, em duas músicas: “Coração empacotado”, a mais conhecida da banda, e “Garota rock inglês”.

Fechando a noite e tocando para uma pequena e dispersa platéia, o Asobi Seksu não conseguiu justificar sua vinda ao Brasil, mas fez um show aceitável, com bons momentos de noise e muitos resquícios do rock alternativo americano dos anos 90.

Entre as cerca de 50 pessoas que assistiram ao show, ao menos um sujeito cantava junto quase todas as músicas e dançava ininterruptamente. Como escrevi antes, cada um tem seu festival pessoal.

* Nota: qualquer remixe de Nirvana é vergonhoso.

1 de setembro de 2008

Eletronika 2008: Hurtmold, Mallu Magalhães, Macaco Bong, Monno, Lucy and the Popsonics, Pop Armada e Asobi Seksu

Hurtmold e Paulo SantosHurtmold: como era de se esperar de uma das melhores e mais complexas bandas brasileiras, fizeram um ótimo show. A primeira metade teve mais distorção, deixando o restante do show para viagens mais climáticas e percurssivas, com a participação de Paulo Santos, do Uakti, que tocou violão (quebrado?) com arco e seus instrumentos criados com canos e tubos de PVC.

Macaco Bong: show destruidor, como sempre. Os que estavam vendo a banda ao vivo pela primeira vez ficaram de queixo caído e várias pessoas consideraram o melhor show do festival.

Mallu MagalhãesMallu Magalhães: a garota canta bem, não dá para negar. Ainda mais para a sua idade (agora, 16). No entanto, suas canções não sustentam o show, que é apenas mediano.

Monno: o show mais cheio do teatro João Ceschiatti. Com exceção das groupies tagarelas, foi uma apresentação excelente, com participações especiais do Juliano, que atualmente personifica o Tênis, e do Paulo, trompetista do Fusile e da Pequena Morte.

Pop Armada: alguém viu esse show? A banda estava programada para se apresentar ao mesmo tempo que a Mallu e o público evaporou para o Grande Teatro, conferir a estréia da garotinha em Minas.

Lucy and the Popsonics: por problemas técnicos (segundo descobri via Twitter), a banda não pôde tocar na noite anterior, na Roxy, e por isso teve que levar seu show meia-boca para o Palácio das Artes. Se não houvesse os vocais irritantes, poderia ser legal. Participação especial de John Ulhôa (Pato Fu) em duas músicas.

Asobi Seksu: desconhecida pela maior parte do público, o quarteto nova-iorquino fechou o Eletronika e surpreendeu com um show barulhento e animado, bem rock alternativo 90´s. Depois do show, discotecaram (com seus iPod´s) em um clube local mandando clássicos do rock alternativo da década passada e indie contemporâneo. Teve Pavement, Nirvana, Smashing Pumpkins, CSS, Interpol, TV on the Radio, etc.
Fotos: Nathan Starling

23 de agosto de 2008

Mistério em torno da participação de Marcelo Camelo no Eletronika

Mais informações para confundir o fã mineiro de Marcelo Camelo.

Inicialmente o cantor faria um show no festival Eletronika, que acontece em Belo Horizonte na próxima semana, junto ao Hurtmold e Vanguart, informação que foi divulgada até no MySpace do Vanguart. Em seguida, o nome de Camelo foi retirado da data e sua turnê confirmada para começar realmente no Coquetel Molotov, festival que acontece em Recife em setembro.

Nesse meio tempo, diversos sites, jornais e blogs publicaram notícias que incluíam Belo Horizonte na rota dos shows do cantor. E para complicar ainda mais, o próprio produtor do Eletronika, Aluizer Malab, disse ao Jornal do Brasil que a participação de Camelo está confirmada, mas esta não será sua estréia solo e sim uma participação especial durante o show do Hurtmold.

O estranho é que a divulgação Eletronika informa outro convidado especial para a apresentação grupo experimental paulista, o mineiro Paulo Santos, do renomado grupo percurssivo Uakti, e não faz menção alguma ao nome de Marcelo Camelo.

Atração surpresa ou desfalque no elenco? Resta esperar até o próximo sábado, por volta das 22:30 no Grande Teatro do Palácio das Artes, e descobrir.

Enquanto isso, "Téo e a Gaivota".

19 de julho de 2008

Marcelo Camelo estréia projeto solo em BH ao lado de Hurtmold e Vanguart

Em primeira mão!

O ícone indie-cult Marcelo Camelo, ex(?)-Los Hermanos, fará o primeiro show de seu projeto solo em 29 de agosto, no festival Eletronika, em Belo Horizonte. Ao seu lado tocarão ninguém menos que o excelente grupo paulista Hurtmold , que já havia sido anunciado como grupo de apoio do cantor em sua primeira turnê, e o hypado Vanguart, que no ano passado tocou em BH no festival Garimpo.


O primeiro álbum solo de Camelo será lançado em setembro e conta com participações do Hurtmold, Domenico Lancelotti e outros convidados.

Engraçado que o No ar Coquetel Molotov estava sendo anunciado como a estréia do projeto solo de Camelo, mas o festival acontece apenas em setembro, nos dias 19 e 20.

Foto: David A. Pinto (licença Creative Commons)

9 de julho de 2008

Cena(s) capturada em imagens

debate's last show

Hurtmold (2)

.NRK no Vegas

Comma @ Virada Cultural 2008, Santos.

Garotas Suecas

yeahhhhh!!!! VENTORES

fusile @ bpm

De cima para baixo:
Debate, por Gabriela Munin
Hurtmold, por Ariela Calanca
NRK, por Helena
Comma, por Felipe Almeida
Garotas Suecas, por Suelen Pessoa
Ventores, por Estela Fonseca
Fusile, por Nathalia Mendes

Todas as fotos disponíveis na indie BR.

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