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30 de janeiro de 2012

Colaborativismo é motor da inteligência coletiva

(Artigo que publiquei na Revista Eletronika)


Com apoio de ferramentas gratuitas e uma gestão compartilhada e transparente, células culturais se alastram pelo país e fortalecem produção independente


Base da chamada web 2.0, a criação colaborativa encontrou na internet ferramentas propícias para sua expansão. Sem se deter a limitações temporais, geográficas ou de matéria-prima, o meio digital permite diferentes formas de interação e de produção intelectual de forma coletiva. Iniciativas como Wikipedia, blogs coletivos, softwares (e até mesmo hardwares) de código livre são resultados de ações executadas a partir da interação entre diversas pessoas na internet.

As possibilidades de produção de conteúdo de forma colaborativa através da internet dividem-se pelas mais diversas áreas, das pesquisas científicas ao entretenimento, porém comungam um mesmo elemento, crucial para a existência de qualquer ação colaborativa no ambiente digital: a utilização de ferramentas de produção e compartilhamento de conteúdo na web.

Essas ferramentas dividem-se em grupos de acordo com suas funções primordiais (como publicação de blogs, armazenamento de arquivos, trocas de mensagens instantâneas, transmissão de vídeos, publicação de fotos e vídeos etc), tendo em comum o fato de permitirem a interação de grupos geograficamente dispersos de forma não-linear e atemporal (uma vez que não é necessário que todos os interagentes estejam conectados simultaneamente para que a produção ocorra).


Projetos colaborativos são cada vez mais comuns nas artes e rompem com as tradicionais divisões entre autor e público. Em alguns casos, mantêm um estado constante de co-autoria como parte do processo de existência da própria obra.

Através de uma visão mais ampla do setor cultural, focada não apenas na criação artística mas em outras etapas da cadeia produtiva, a produção colaborativa na internet tem permitido maior fluxo de conhecimento e potencialização de atividades na produção cultural.

Ferramentas gratuitas e de uso cotidiano, como Google Docs, Wordpress e Youtube, transformam-se em instrumentos de construção coletiva de conhecimentos aplicados à produção cultural e integram grandes processos abertos à participação.

Diferentemente dos nichos tecnológicos das comunidades de usuários de softwares livres, a familiaridade do público com as ferramentas de acesso livre mobiliza as pessoas e fomenta a continuidade da ação cultural.

Na opinião de Décio Coutinho, diretor da AGEPEL (correspondente à Secretaria de Cultura do Estado de Goiás) e ex-coordenador nacional de cultura do Sebrae, elas são responsáveis por "facilitar e estimular a participação social, sendo potencializadoras de fruição, acesso e, por consequência, de processos de construção de inteligência coletiva".

Inteligência coletiva que, por exemplo, é a base de projetos como a Produtora Cultural Colaborativa e o Circuito Fora do Eixo. Formada em 2009, a Produtora Cultural Colaborativa mistura cultura, tecnologia e sustentabilidade em uma espécie de escola de livre troca de conhecimento envolvendo artistas, ativistas, comunicadores e demais interessados em tecnologia, arte e comunicação.


Já o Fora do Eixo talvez seja o melhor e mais consistente exemplo do uso de novas tecnologias para a produção cultural no Brasil. Constituído por mais de 80 coletivos em todo o Brasil, define-se como "uma rede colaborativa e descentralizada de trabalho, constituída por coletivos de cultura espalhados pelo Brasil, pautados nos princípios da economia solidária, do associativismo e do cooperativismo, da formação e intercâmbio entre redes sociais, da democratização quanto ao desenvolvimento, uso e compartilhamento de tecnologias livres aplicadas às expressões culturais e da sustentabilidade pautada no uso de tecnologias sociais". 

Algo que, resumidamente, pode ser descrito como um enorme grupo de pessoas trocando informações através de plataformas gratuitas na internet visando a transformação social através da cultura.

Um dos grandes diferenciais da experiência de produção do Fora do Eixo é o compartilhamento de todo o conhecimento e informações geradas durante o processo de produção (que acontece coletivamente e, majoritariamente, através da internet), permitindo que novos projetos se apropriem desses materiais em busca do desenvolvimento de ações mais elaboradas e com resultados potencializados.

Transparência nas ações e facilidade de acesso são pontos cruciais no desenvolvimento das atividades da rede, possíveis de serem realizadas nas mais distintas condições e dimensões graças à utilização de ferramentas que permitem a produção colaborativa de informações na internet de forma gratuita.

Enquanto no exterior parte das iniciativas colaborativas de produção cultural mais contundentes se basearam no esquema de finaciamento coletivo, tendo a participação externa executada na figura do investidor, experiências brasileiras como a do Fora do Eixo e da Produtora Cultural Colaborativa apostam em outros métodos. 

Como afirma Pablo Capilé, um dos gestores do Fora do Eixo, "não tem grana da iniciativa privada, não tem um mercado e o poder público não nos visualiza. A gente tem que empreender”.

O modelo de trabalho do Fora do Eixo inclui a sistematização online de todo o processo de produção de suas ações --que incluem milhares de shows anualmente, dezenas de festivais por todo o país e iniciativas de comunicação que se utilizam de diversas mídias, a maior parte através de ferramentas gratuitas e softwares livres.

O processo de planejamento é realizado coletivamente através de serviços online de bate-papo (como Gtalk, Skype e MSN, além do software livre Freenode) e posteriormente registrado em atas (publicadas via Wordpress, Blogger ou Google Docs) que podem ser acessadas por qualquer pessoa.

Até mesmo as planilhas dos projetos, com as informações financeiras de cada ação dos coletivos, são compartilhadas e disponibilizadas publicamente.

Nessa linha de atuação, o conhecimento construído de forma coletiva deve estar acessível a outras pessoas. A proposta se adequa às linhas de ação de ativistas digitais e do movimento de software livre, unindo vertentes técnicas e filosóficas a favor da produção cultural.

A partir do foco na colaboração entre indivíduos, demonstra-se o potencial de construção de conhecimento através da internet e de ferramentas gratuitas que possibilitem a interação, tornando a rede diversificada e com maiores possibilidades de construção de conhecimento de forma colaborativa, de acesso livre.

Algumas ferramentas da produção cultural 2.0
Google Apps Plataforma de aplicativos do Google, une ferramentas de trocas de mensagens como Gmail e Google Agenda e opções pensadas para viabilizar a criação colaborativa, como o Google Docs, Google Sites e Grupos do Google. Possui versão gratuita, educacional e para negócios. 
Viber Aplicativo para fazer chamadas e enviar mensagens de texto gratuitas através do celular. Não é preciso fazer login: o aplicativo usa o próprio número de telefone do usuário e identifica, a partir dos contatos salvos no telefone, as pessoas que também utilizam o Viber. É gratuito e possui versões para os sistemas operacionais Android e iOS.  
Wunderlist Para organizar e gerir tarefas a serem realizadas individual ou coletivamente, o Wunderlist é uma ótima opção. Disponivel para as plataformas iOS e Android, também poder ser instalado em desktops (Windows, Linux, Ubuntu e Mac). 
Hootsuite Ideal para a atualização de múltiplos perfis em redes sociais como Twitter, Facebook e Foursquare. Tem entre seus principais pontos positivos a possibilidade de agendar atualizações. 
Wetransfer A troca de arquivos é crucial para a criação colaborativa e existem dezenas de serviços para essa tarefa, mas provavelmente nenhum deles é tão bonito e prático quanto o Wetransfer, ideal para envio de arquivos grandes (de até 2GB) e que não precisam (ou não devem) ficar disponíveis por muito tempo - todos os arquivos são apagados dos servidores do Wetransfer duas semanas após seu envio. Não é necessário cadastro para sua utilização. 
Dropbox Ao contrário do imediatismo proposto pelo Wetransfer, o Dropbox é indicado para o compartilhamento de arquivos cujo uso será recorrente durante longos períodos. Compatível com Windows, Mac, Linux e plataformas móveis, o Dropbox salva automaticamente as alterações realizadas nos arquivos enviados às pastas do usuário, permitindo que todos que tenham acesso ao material utilizem os arquivos em suas versões mais recentes. Sua versão gratuita permite o envio de até 2GB de arquivos.

Referências na net

23 de novembro de 2011

Cobertura do Eletronika 2011

Dez anos após meu primeiro Eletronika, é incrível o modo como o festival continua a surpreender. Se, em 2001, Jon Spencer Blues Explosion e Asian Dub Foundation eram novidades para o público de BH, uma década depois o festival parece ter ampliado sua capacidade de apresentar “novas tendências” (como sugere seu slogan) ao público mineiro. Para isso, muitas vezes sequer recorre a artistas de longínquos países, concentrando seus esforços em filtrar e posicionar em sua grade de programação nomes inusitados da cena brasileira.

Assim se deu a abertura da programação musical do Eletronika neste ano, no dia 16 de Novembro, na pequena Sala Juvenal Dias (que, como o Teatro João Ceschiatti e o Grande Teatro do Palácio das Artes, foi palco do festival), com o show do Objeto Amarelo. Som extremamente ruidoso, espécie de música ambiente produzida por máquinas autônomas, escolha que poderia parecer óbvia em um evento cujo tema é o enigmático “ruído de fronteira”.

No entanto, logo na sequência do experimentalismo do Objeto Amarelo, qualquer traço de obviedade seria catapultado ferozmente pelo show de grindcore da banda paulista Test. Também ruidoso e fronteiriço, mas com uma abordagem totalmente distinta.


Test

Essa série de abertura resume bem a edição deste ano do Eletronika, cheia de surpresas e boas apresentações. Os mashups do DJ e produtor Psilosamples, do interior de MG, começaram a animar a segunda noite de shows e se relacionaram de forma coerente ao rap do grupo paulista Elo da Corrente, responsável por diversificar ainda mais o festival com o público do hip hop. No Grande Teatro do Palácio das Artes, o SP Underground lançou seu novo álbum, Três cabeças loucuras, para uma boquiaberta plateia que minutos depois conferiu o desempenho correto, porém frio, da cantora norte-americana Glasser (ou “Goldfrapp querendo ser Björk”, como disse a alguém pelos corredores).

SP Underground

Já no início da madrugada, mesmo com manifestações da plateia à favor de um bis de Glasser, a festa tinha que continuar do lado de fora do teatro para o show dos mexicanos do Nortec Collective, que minutos após o início da apresentação já tinham ganhado o público com sua mistura de eletrônica dançante tocada em iPads e música típica mexicana com sanfona, tuba, trombone e direito à vestuário característico de mariachis nos músicos.

Durante todo o festival o público pôde conferir a exposição “ruído de fronteira”, com trabalhos que aproximam a arte da tecnologia; participar de debates; assistir a filmes ou, simplesmente, beber e comer alguma coisa no aconchegante Café do Palácio das Artes. Apesar de tantas opções, foi difícil encontrar alguém que não pretendesse ver o show do performático Rubinho Troll na sexta-feira. Há tempos vivendo no exterior, o ex-vocalista do Sexo Explícito (banda dos anos 80 que contava com John Ulhôa como guitarrista e que originou alguns dos primeiros sucessos de sua atual banda, o Pato Fu) mostrou músicas de sua carreira solo e “hits” como “Mamãe ama meu revólver” e “Menti pra você”, para delírio da plateia (majoritariamente trintona) presente. O calor humano e a emoção de tocar em casa foram tão grandes que, entre uma música e outra, uma assistente subia ao palco com um secador de cabelos para consertar a juba de Rubinho.

 
Trecho do show do Rubinho Troll

O êxito de público não se repetiu, infelizmente, no show seguinte, do elogiado Gui Amabis. Boa parte dos presentes para ver Rubinho Troll (notadamente, as pessoas mais velhas) deixou o espaço e perdeu a estreia de Amabis em BH. Acompanhado por uma banda formada por músicos renomados no meio musical alternativo (Régis Damasceno na guitarra, Marcelo Cabral no baixo, Richard Ribeiro na bateria, Dustan Gallas nos teclados e guitarra, Lucas Santanna na flauta e vocais, Tulipa Ruiz como cantora convidada), Amabis apresentou boas versões das músicas de seu primeiro CD solo, tendo a apresentação prejudicada pela sua falta de desenvoltura no palco e pelo fato dos californianos do Kisses terem começado a tocar, no Grande Teatro, antes do término de seu show (o que reduziu o número de pessoas presentes).


Quem, como eu, privilegiou o show de Gui Amabis, pôde conferir somente os instantes finais do Kisses, com mais de 20 pessoas no palco, ao lado da banda, cantando e pulando. Mais tarde foi possível saber que o vocalista da banda teria dito algo como “nós vamos demorar muito para voltar para o Brasil, então sintam-se à vontade para subir ao palco e aproveitar o momento”.

Atração mais aguardada do festival, a banda inglesa Ladytron não justificou a expectativa. Apesar de bem executadas, as canções da banda foram friamente interpretadas e soaram datadas (ou, no linguajar hipster, “meio last season”). Parte das pessoas preferiu sair do teatro para beber no foyer ou lotar o fumódromo, cuja bela vista para o Parque Municipal estimulava a continuidade no local, em contraponto à apresentação dos alemães.

Ladytron

E se a frieza marcou o Ladytron, o mesmo nunca poderia ser dito do show de Rich Aucoin. O canadense, acompanhado de mais duas pessoas em sua banda, gritou, pulou, fez mímicas e chuva de confetes, cantou em português, sampleou “Sou foda”, se jogou na plateia e até surfou (literalmente, em uma prancha), sobre o público. Indie rock com batidas eletrônicas farofeiras, extremamente divertido e dançante.



Para encerrar, a dupla The Hood Internet ainda tocaria durante a madrugada, mas, mesmo para quem decidiu ir embora antes, a sensação de satisfação parecia ser um consenso. Entre experimentalismos, estranhamentos e descobertas, o Eletronika justificou mais uma vez o respeito obtido ao longo de mais de uma década e, também novamente, pecou apenas pelo baixo público, que se concentrou apenas na última noite. Além de uma curadoria exemplar, talvez seja o momento de trabalhar também novas formas de expandir o público do festival.

19 de novembro de 2011

Eletronika 2011: cobertura via celulares

(Use as setas para se sentir no palco principal do Eletronika)

Quer saber como está sendo a edição deste ano do festival Eletronika em Belo Horizonte? Abaixo segue parte do material que estou produzindo (junto ao Vítor e a Juliana) pela revrbr para o festival. Esse conteúdo é focado na experiência do público no evento e é publicado na internet assim que é produzido, sendo divulgado no perfil do Eletronika no Twitter (@eletronika) e na página do festival no Facebook. Nem todo o material vai para as duas redes, então o ideal é acompanhar as duas, além de seguir a @revrbr também, onde vão alguns materiais exclusivos.


SP Underground
Glasser
Nortec Collective
4propri8
Psilosamples

 Entrevistas
 










Nortec Collective at Eletronika by meio desligado
Psilosamples at Eletronika - Festival de Novas Tendências by meio desligado

17 de novembro de 2011

Festival Eletronika 2011: Ruídos de fronteira

Os shows do Eletronika começaram hoje em BH e, logo de cara, deixaram um pouco mais claro o conceito do festival em 2011, "ruído de fronteira". A primeira apresentação foi do Objeto Amarelo, projeto de um homem só. Paisagens sonoras de um ambiente de máquinas. Após uma interessante transição em que a montagem de palco para a atração seguinte fez parte do espetáculo, transformando o processo em performance, a dupla paulista Test tomou a pequena Sala Juvenal Dias com seu surpreendente grindcore de ótimos riffs e bateria descomunal (para ficar nos clichês descritivos típicos do rock'n'roll).

Dos ruídos eletrônicos etéreos do Objeto Amarelo ao ensurdecedor show do Test, a abertura do Eletronika uniu artistas cuja unidade se encontra à margem do convencional. Puro ruído ou música. Enquanto alguns tampavam os ouvidos ou saíam da sala (pessoas diferentes tomaram a mesma atitude em ambos os shows), outros se deliciavam com o momento.

Fornecer novas experiências e questionar conceitos são ações inerentes à arte de vanguarda e, ao que tudo indica, é exatamente isso que o Eletronika 2011 proporcionará, mais uma vez, ao público de Belo Horizonte.

Eu, através da revrbr, farei a cobertura de todo o festival através do celular (usando uma série de aplicativos gratuitos que, após o término do Eletronika, terão análises publicadas) e o resultado pode ser acompanhado no Twitter da revrbr e na Revista Eletronika, aplicativo gratuito desenvolvido para tablets. Uma prévia desse material está abaixo, com trechos em diferentes mídias dos shows do Test e do Objeto Amarelo.



PROGRAMAÇÃO COMPLETA DE SHOWS DO ELETRONIKA 2011 EM BH
Sala Juvenal Dias

16/11
Objeto Amarelo (20h)
Test (21h)

17/11
Psilosamples (20h)
Elo da Corrente (21h)

18/11
Ligalingha (20h)
Novi_sad (21h)

19/11
Rubinho Troll (20h)
Gui Amabis (21h)


Grande Teatro

18/11
São Paulo Underground (22h)
Glasser (23h30)

19/11
Kisses (22h)
Ladytron (23h30)


Foyer

18/11
Nortec Collective (00h30)
Surtek (2h)

19/11
Rich Aucoin (00h30)
The Hood Internet (2h)


Sala João Ceschiatti

17/11
4propri8 (19h)

18/11
Dr. Min e os controladores de Voltagem (19h)

19/11
Brian Mckern (19h)

20 de novembro de 2010

Documentário sobre festival Eletronika estreia hoje

A primeira exibição do Eletronika.doc, documentário que registra parte da história do festival Eletronika, acontecerá hoje às 18:30, no cinema do Espaço Cento e Quatro, onde o evento está sendo realizado neste ano. Fui um dos entrevistados do documentário, assim como os responsáveis pelo festival, artistas e produtores como o Miranda e Rafael Ramos. A entrada é gratuita, assim como nos shows do Eletronika 2010.

18 de novembro de 2010

Festival Eletronika 2010 em BH: programação completa

TEATRO ALTEROSA

O programa EXPERIMENTA apresenta artistas que investem na vanguarda da experimentação sonora e visual, resgatando um compromisso de origem do Festival Eletronika – o Forum de Mídias Expandidas – de promover a pesquisa e apresentar novas possibilidades neste cruzamento de linguagens.
ABERTURA ELETRONIKA + VIVO ARTE.MOV

17 de novembro(quarta) – 20h30

Artificiel

19 de novembro(sexta) – 21h

O Grivo

20 de novembro(sábado) – 21h

FAQ

ESPAÇO CENTO E QUATRO

18 de novembro (quinta) – 21hs

“DA ÁFRICA PARA O BROOKLYN E SÃO PAULO”
TANLINES
HOLGER

Dia 19 de novembro (sexta)

Wilson Sukorski (SP)
Showcase Serrassônica
OscilloID
Iconili
Rogermoore

Dia 20 de novembro (sábado)

Cumbiatronica: uma viagem latinoamericana pela novas apropriações das músicas populares para dançar.
As pistas de dança mais antenadas do planeta estão abrindo cada vez mais espaço para a música das periferias do mundo, como aconteceu com o funk carioca e o kuduro angolano.  Agora é a vez da Cumbia. O programa desta noite, com fortíssima influência da cumbia em suas mais diversas manifestações, apresenta uma viagem pelo continente que se inicia ao norte do Brasil, passa pela periferia de Buenos Aires e vai de Buenos Aires e Santiago até o México.
Patricktor4 (Belém)
Zizek Records apresenta Villa Diamante (Arg) e Fauna (Arg)
Cómeme apresenta Vicente Sanfuentes (CH) e Rebolledo (MEX)

CICLO DE ENCONTROS: Biblioteca Pública

18 de novembro – 10h às 13h

MESA 1: Encontro AmerICAS – construindo um network nas Américas
Taïca Replansky (Mutek – Canadá)
Malcolm Levy (festival New Forms – Vancouver)
Damiam Romero (Mutek – México DF)
Pablo del Bosco – (Mutek ARG)
Mediador – Marcos Boffa (Eletronika Fest – Belo Horizonte)
Objetivo: apresentar os programas e atividades da rede ICAS, e discutir as perspectivas de criação de um network internacional para o desenvolvimento da cultura/arte eletrônica e as possibilidades de um trabalho colaborativo nas Américas. Interessados em apresentar propostas ou discutir questões devem fazer pré-inscrição pelo site.

19 de novembro – 10h às 13h

MESA 2: Festival como Laboratório: a plataforma ECAS 2011 e experiências brasileiras.
Olof van Widen (ND – Today’s Arts)
Andre Mintz (BH – Marginalia Lab)
Lucas Bambozzi (SP – Vivo arte.mov)
Objetivo: apresentar e discutir o tema central proposto pelo ECAS (European Cities for Advanced Sounds) para seu programa 2011 que irá perpassar a temática de diversos festivais associados a este network. Também faz parte do objetivo discutir experiências brasileiras que fazem eco ao tema e levantar a importância da ideia de obra em processo como um elemento que conceitue os festivais como espaços de experimentação.

2 de novembro de 2010

Programação parcial do festival Eletronika 2010

Repare que várias bandas divulgadas no Twitter do Eletronika (ainda) não constam na programação:

CICLO DE DEBATES
Biblioteca Pública

Dia 17
14:00 – 17:00 – ICAS:as possibilidades e perspectivas de um network inter-americano para o desenvolvimento da cultura e arte eletrônica
Alain Mongeau (Mutek – Canadá)
Malcolm Levy (New Forms – Vancouver)
Damian Romero (Mutek – Mx)
Dia 18
10:00 – 13:00 – Festival como Laboratório: a plataforma ECAS 2011 e experiências brasileiras.
Olof van Widen (Today’s Arts)
Andre Mintz (Marginalia Lab)
Lucas Bambozzi (Vivo Artemov)

WORKSHOPS: 104 Cultural (de 17 a 21/11)14h00 às 17h00
OFICINA 1: Dudu Marote
OFICINA 2: Ímpar
20h00 SHOW Artificiel : Teatro Alterosa

Dia 18 (Quinta-feira) : 23h
Show 104 Cultural
 “PONTE BROOKLYN”: Holger + Tanlines

Dia 19 (Sexta-feira)
Programação “Experimenta” – Teatro Alterosa
21h00 às 22h30: O Grivo
Show 104 Cultural : Wilson Surkoski + Wilson Surkoski, Showcase Serrasônica (OscilloID, Iconili e Rogermoore)

Dia 20 (Sábado)
Programação “Experimenta”
Teatro Alterosa: FAQ 21h
Show 104 Cultural : 22h00 CUMBIATRONIC: Patricktor4, ZZ Records apresenta: Fauna + Villa Diamante, Cómeme apresenta: Sanfuentes + Rebolledo


Dia 21 (Domingo) – 19hs
Programação “KRAUTROCK ENCONTRA BATIDAS LATINAS”: Show 104 Cultural
Hallogallo 2010 e Señor Coconut y su Orquestra

28 de outubro de 2010

Novidades do festival Eletronika 2010


Ao contrário do que consta na imagem acima, retirada do próprio site do festival, o Eletronika 2010 acontecerá entre os dias 17 e 21 de novembro em Belo Horizonte em diversos espaços da capital, entre eles o Centro e Quatro.

Das atrações confirmadas até o momento uma das principais é o projeto Hallogallo, formado por Michael Rother (da banda de krautrock Neu! e ex-Kraftwerk) e Steve Chelley (baterista do Sonic Youth). O nome vem de uma das canções do Neu!, um dos principais expoentes da música experimental alemã contemporânea. A hypada dupla francesa Make The Girl Dance, autora de dois videoclipes super comentados, é outra atração de peso no festival.


Mesmo com poucos artistas confirmados até o momento a escalação indica uma tendência de valorizar a música latina pela primeira vez no festival, com a presença do Instituto Mexicano del Sonido (México, que se apresenta no dia 20.11 no espaço CentroeQuatro), Senor Coconut y su Orquestra (Chile, apresentação em BH no dia 21.11), Villa Diamante (Argentina), Fauna (Venezuela) e El Guincho (Espanha). Entre os brasileiros estão confirmados o hype indie Holger e a banda belorizontina de jazz-rock experimental Iconili, que se juntam aos internacionais Tanlines, Artificiel (Canadá) e Wilson Surkoski para complementar a lista de atrações confirmadas oficialmente.


Extra-oficialmente, o Eletronika começaria no dia 15 de novembro com o show do Massive Attack no Chevrolet Hall. Envolvidos na produção me informaram da possibilidade de este show ser a abertura do festival e o perfil do Eletronika no Twitter divulgou um link do Massive Attack seguido da tag "#eletronikacast". No entanto, a divulgação do show já circula pelas ruas sem a marca do festival.


Para encerrar o evento, que também terá debates e oficinas (como a de Dudu Marote), estão escalados os franceses (também hypados) Phoenix, se apresentando um dia após seu show no festival Planeta Terra, em São Paulo, e as bandas locais Monno e Dead Lover´s Twisted Heart. Apesar dos ingressos estarem à venda (R$ 60, meia-entrada do 1° lote para pista comum), resta a confirmação de que esses shows fazem parte do Eletronika ou não (tudo indica que sim).

7 de outubro de 2010

Shows do Air e Céu no lançamento do festival Eletronika + Arte Mov são cancelados


Começou como um boato no início da semana e se confirmou nesta quarta-feira o cancelamento do show que os franceses do Air e a brasileira Céu fariam na próxima sexta, 15 de outubro, em Belo Horizonte. O motivo teria sido a baixíssima venda de ingressos antecipados.

Desde o anúncio do show em BH pairou no ar a incerteza em relação à presença de um bom público, afinal, são poucas as pessoas na cidade que conhecem o som da dupla francesa. O fato de se tratar do lançamento da união de dois importantes festivais locais (o Eletronika, focado na música contemporânea um pouco mais experimental, e o Arte Mov, dedicado a arte eletrônica) parecia ser um importante diferencial para atrair o público mas que, infelizmente, parece não ter sido suficiente.

Mesmo com a tentativa de produtores locais em formar público para show internacionais de maior porte ainda são poucos os casos de sucesso quando se tratam de bandas menos populares. Foi assim no show da banda nova-iorquina Interpol e Gang of Four, por exemplo. Até mesmo no Faith No More, com um público de cerca de 3 mil pessoas, as informações são de que o show deu prejuízo.

Como consolo, resta saber que o aguardado show do Massive Attack  (UK) provavelmente acontecerá na abertura do Eletronika, no dia 15 de novembro (ingressos a R$ 70, meia-entrada). Seis dias depois, (21.11) no mesmo festival, quem se apresenta é a banda francesa Phoenix, que também toca no festival Planeta Terra em 20 de novembro, em São Paulo (com ingressos esgotados).

18 de agosto de 2010

Air e Céu farão shows de abertura do festival Eletronika 2010

A banda francesa Air, que este ano se apresentará pela primeira vez no Brasil, e a cantora Céu farão os show de abertura do festival Eletronika 2010 no dia 15 de outubro, em Belo Horizonte, conforme divulgado nesta terça-feira. O show acontecerá no Chevrolet Hall, marcando a junção do Eletronika ao festival Arte.mov, ambos focados, de diferentes formas, na relação entre arte e tecnologia.



Conforme noticiado pelo portal Uol, o festival também terá edições em Belém (22 a 26 de setembro), Salvador (29 de setembro a 2 de outubro), Porto Alegre (3 a 7 de novembro) e São Paulo (24 a 28 de novembro). Em BH, o Eletronika 2010 será de 18 a 21 de novembro.

Os ingressos serão vendidos a R$ 80 (arquibancada, 1° lote), R$ 100 (arquibancada, 2° lote), R$ 120 (arquibancada, 3° lote), R$ 100 (pista 2, 1° lote), R$ 120 (pista 2, 2° lote), R$ 140 (pista 2, 3° lote), R$ 120 (pista 1, 1° lote), R$ 140 (pista 1, 2°lote) e R$ 160 (pista 1, 3° lote)

16 de agosto de 2010

Phoenix é a primeira atração confirmada no festival Eletronika 2010

Os franceses do Phoenix são os primeiros artistas confirmados na edição do festival Eletronika deste ano e farão show no dia 21 de novembro em Belo Horizonte, logo após se apresentarem no festival Planeta Terra, em São Paulo, no dia anterior. Até o momento esperava-se que a grande atração do Eletronika fosse ser os também franceses do Air, que tocam na capital mineira no dia 15 de outubro, em evento promovido pelos mesmos produtores do Eletronika.

Será que mais atrações do Planeta Terra podem se repetir em BH? Com exceção de Pavament e Smashing Pumpkins, todas as outras atrações internacionais do PT se encaixam no perfil do Eletronika...

Para quem não conhece (ou para quem quer ver/ouvir de novo), segue abaixo os dois maiores hits do Phoenix, "1901" e "Lisztomania".


7 de maio de 2010

Cidade Eletronika

Na próxima segunda-feira, 10 de maio, o festival Eletronika inicia uma edição especial intitulada Cidade Eletronika, focada em arquitetura, design, tecnologia, urbanismo e ecologia que se estende em Belo Horizonte até o dia 16, domingo. A programação inclui intervenções urbanas, shows, oficinas, mostras, palestras, lançamentos de livros e um picnic urbano (!?), tudo com entrada franca e a maior parte em espaços abertos.

O Cidade Eletronika não substitui o tradicional formato do festival, dedicado não somente à música eletrônica mas sim à música de vanguarda e às artes digitais de forma mais abrangente, que deve ser realizado no segundo semestre de 2010.

A programação completa está abaixo e há também a grade de programação para facilitar a escolha de quais ações acompanhar.

PICNIC URBANO
Domingo, 16 de maio. De 11 às 21 horas
Rua Paraíba com Rua Gonçalves Dias, em frente à Escola de Arquitetura da UFMG

Artistas, músicos, arquitetos, designers, vizinhos, passantes, todo mundo é bem vindo: duas ruas serão fechadas para o nosso Picnic.
Traga a toalha xadrez, seu lanche, a cadeira de praia, seu livro preferido, brinquedos, crianças, os amigos, os seus avós: a ideia é interagir, curtir, relaxar, conversar, participar das intervenções, dançar, o que você quiser.

INTERVENÇÕES URBANAS
As rotatórias criadas pelo Instituto Cidades Criativas (ICC), são divertidos e deliciosos espaços para você circular no meio de obras criadas por diferentes artistas durante o domingo inteiro:

CASA DAS VITAMINAS (Nydia Negromonte): ação-instalação que envolve extração e distribuição de sucos de frutas.
 PISEAGRAMA (Árvores Portáteis): monte sua própria floresta: as árvores são móveis, pra você ficar na sombra e água fresca.
GIA: Grupo de Interferência Ambiental / (Caramujo): grupo formado por artistas visuais, designers, arte-educadores e músicos apresentam suas divertidas intervenções.
MOM: Grupo Morar de Outras Maneiras / (Interface de Espacialidade): projeto participativo onde o público é convidado a construir e experimentar espaços em escala real, a partir de maquetes e modelos digitais
BAMBOLÊ DE FOGO (Liga Brasileira de Queimada): jogos de rua, para crianças e adultos: junte amigos e uma bola
MOBÍLIA INDISCIPLINADA: Adriano Mattos e Suportes Mobiliários: os curiosos resultados da oficina de marcenaria estarão disponíveis para quem quiser usar.

SHOWS
Palco montado em espaço público

17h  
Intervenção Sonora com Frederico Pessoa: sons possíveis, paisagens sonoras, fundos musicais inovadores
18h 
EMBOLEX
Pioneiro no desenvolvimento do VJing no Brasil, apresentam-se com grandes nomes nacionais e internacionais. Atualmente desenvolvem um set video-musical composto como um mosaico colaborativo misturando estilos musicais e elementos culturais do mundo inteiro. Conhecidos e desconhecidos contribuem com o material bruto que se transformará num mashup audiovisual. Você pode participar. Envie cartões postais, fotos e vídeos para caixaprego@embolex.com.br. O resultado você vê ao vivo durante a performance.
19h30 
MONDKOPF
GALAXY OF NOWHERE – eleito um dos melhores artistas do ano da revista francesa Les Inrocks. Mistura hip hop, tecno, dance floor, numa produção refinada – uma composição instintiva com partes introspectivas e partes descontroladas.

B. FORUM
10 a 15.05 :: OFICINAS
Inscrições gratuitas. Vagas limitadas.

10 e 11.05 :: MOSTRA DE VÍDEO VIVO ARTE.MOV
Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis
Segunda e terça, dias 10 e 11, das 19h às 20h
Auditório da Escola de Arquitetura da UFMG
Sujeito a lotação (140 lugares)

SEG 10: MOSTRA COMPETITIVA
Seleção feita a partir dos mais de 2.000 trabalhos inscritos nas quatro edições do festival. Videos criados para celulares ou outros meios de fácil acesso, exibidos em telas pequenas ou de baixa definição, na Internet, nas redes sociais
Curadoria: Lucas Bambozzi, Rodrigo Minelli e Marcus Bastos
TER 11: PROGRAMA ARTES LOCATIVAS
Registros de performances, projetos e obras que envolvem artes locativas criadas por artistas do mundo inteiro: Os Duelistas ||| Videoman – videointervenções móveis em contextos urbanos específicos ||| Meu nome é Ronaldo ||| Paintersflat.net ||| Hundekopf, Knife and Fork ||| Can you see me now? Shefield ||| Loca

12 a 15.05 :: MESAS
De quarta a sábado, 12 a 15 de maio, das 19h às 22h
Auditório da Escola de Arquitetura da UFMG
Sujeito a lotação (140 lugares)


QUA 12 :: PISEAGRAMA
Os rumos atuais das cidades, seu desenvolvimento e sua regulação urbana
Mediadora: Fernanda Regaldo / Cientista política e editora de PISEAGRAMA / BH
Debatedores:
Marcos Vinícius Poliano / Coordenador do projeto Manuelzão  www.manuelzao.ufmg.br
Maria Caldas / Consultora técnica especializada da Secretaria Municipal de Políticas Urbanas . www.pbh.gov.br
Roberto Andrés / Arquiteto, professor da UFMG, editor de PISEAGRAMA.
QUI 13 :: OMEMHOBJETO
Reflexão sobre a capacidade do design e da criação em transformar a sociedade
Mediadora: Renata Marquez / Artista, Arquiteta, Professora de Design e Arquitetura na UFMG
Debatedores:
Guto Lacaz / Artista multimídia – SP
Marcelo Drummond / Artista gráfico e Professor da Escola de Belas Artes da UFMG
SEX 14 :: PEDREGULHO
O papel das artes na recriação e resignificação do mundo contemporâneo
Mediador: Wellington Cançado / Arquiteto e Professor de Design e Arquitetura na UFMG
Debatedores:
Bia Lemos / Curadora e propositora Projeto Pedregulho – RJ
Cris Ribas / Curadora e propositora Projeto Pedregulho – SP
Marconi Drummond / Curador do Museu de Arte da Pampulha / MAP – BH
KazaVazia / Coletivo de arte – BH
SAB 15 :: PALESTRA-SHOW PORO + GIA
19h
Exibição do documentário “PORO: intervenções urbanas e ações efêmeras” (PORO / AIC)
19:30h
Palestra-Show do Grupo de Interferência Ambiental-GIA / Salvador
Mediador: PORO – Marcelo Terça-Nada! e Brígida Campbell / BH
21:00h
Lançamento do CD SambaGIA (Amnésia Discos, 2009)
Primeiro projeto musical do GIA. Um trabalho que aproveita a força de aglomeração do samba, para registrar as ações urbanas e situações ambientais propostas e vivenciadas pelo grupo.


LANÇAMENTOS DE LIVROS
QUI 13 :: 21H :: ESCOLA DE ARQUITETURA
OMEMHOBJETO
GUTO LACAZ (Décor Books, 2010)
460 imagens dos principais desenhos, objetos, instalações, performances e sites criados pelo artista multimídia
SAB 15 :: 11H :: CAFÉ COM LETRAS
PEDREGULHO
Registro das experiências e interferências artísticas junto à comunidade do Pedregulho conhecido como “Minhocão”, na zona portuária do Rio de Janeiro, realizadas pelo grupo ICC (Institutos Cidades Criativas), com arquitetos, urbanistas, pesquisadores, críticos de arte, historiadores
O MELHOR DO INFERNO
De Christiane Tassis
Romance que dialoga com as artes eletrônicas, blogs, celulares, as linguagens não-lineares, as ilhas de edição: o tempo é um timecode. Segundo romance de Christiane Tassis, autora de Sobre a Neblina, editado no Brasil pela Língua Geral e em Portugal pela Editora Quetzal

12 MAI A 6 JUN :: MOSTRA DE CARTAZES
5ª edição – seleção dos participantes do Concurso de Cartazes realizado na Mostra de Design 2009 / Café com Letras

14 de outubro de 2009

Programação do festival Eletronika 2009

CAFÉ ELETRONIKA
Espaço de convivência e troca de informações

Quinta | 05/11 | 19h
Dj Alexandre Matias

Sexta | 06/11 | 19h
Djs Coquetel Molotov

Sábado | 07/11 | 20h
Dj Miranda


FÓRUM ELETRONIKA
Oficinas de áudio e video

De 5/11 a 7/11 | 14h
Inscrição gratuita, sujeito a lotação, através do site
Sessões de cinema (documentários comentados pelos diretores)

Quinta | 05/11 | às 20h
“Loki” de Paulo Henrique Fontenelle

Sexta | 06/11 | 20h
“Favela On Blast” de Diplo e Leandro HBL

Sábado | 07/11 | 17h
“8 ou 80: BH Underground” de Lucas Bambozzi e Rodrigo Minelli

Sábado | 07/11 | 19h
“Beyond Ipanema” de Guto Barra e Béco Dranoff

OBS – Retirar a entrada até 30 minutos antes do início das sessões


LABORATÓRIO ELETRONIKA
Apresentações musicais com interação do público e instalações audiovisuais

Sexta | 06/11 | 21h
Garotas Suecas (SP)
Dead Lover's Twisted Heart (MG)

Sábado | 07/11 | 21h
Zémaria (ES)
L'EST (MG)


PALCO ELETRONIKA
Shows com artistas do Brasil e exterior

Quinta | 05/11 | 21h
Virna Lisi (MG)
Rubin Steiner (França)

Sexta | 06/11 | 23h
Stop Play Moon (SP)
Copacabana Club (PR)
Minitel Rose (França)

Sábado | 07/11 | 23h
Birdy Nam Nam (França)
Anoraak (França)


ELETRONIKA CLUB
Shows e apresentações em casas noturnas da cidade

VELVET CLUB

Quinta | 05/11 | 24h
Camilo Rocha (SP)
Yubaba (MG)

A OBRA

Sexta | 05/11 | 24h
Black Drawing Chalks (GO)

DEPUTAMADRE

Sábado | 06/11 | 24h (abertura da casa)
N.A.S.A (Estados Unidos / Brasil)
Killer on the Dancefloor (SP)

SERVIÇO
Festival Eletronika 2009
Data: 5 a 7 de novembro
Locais: Espaço 104 (Praça da Estação – Belo Horizonte - MG)
Deputamadre (Av. do Contorno, 2028 – Belo Horizonte - MG)
A Obra (R. Rio Grande do Norte, 1168 – Belo Horizonte – MG)
Velvet Club (R Sergipe, 1493 – Belo Horizonte - MG)
Ingressos:
Programação Diurna – Entrada Franca
Programação Noturna – A partir de R$30,00/R$15,00 | (meia entrada para estudantes credenciados - menores de 21 anos – maiores de 60 anos)
Adquira o seu passaporte Eletronika promocional
Informações: (31) 2535 3858
www.festivaleletronika.com.br

Obs.: exceto quando indicado, a programação acontecerá no Espaço 104, Galpão reformado no hipercentro de BH, na Praça da Estação

4 de setembro de 2009

Mini-Planeta Terra em BH? (programação do Eletronika 2009)

N.A.S.A e Copacabana Club (minha escolha do mês passado para o Music Alliance Pact) são duas das bandas que estarão no festival Eletronika 2009, que acontece em Belo Horizonte em novembro no reformulado galpão 104 (no hipercentro da cidade, na Praça da Estação) e na boate Deputamadre.


Ambos os grupos também farão shows no Planeta Terra, no dia 7 de novembro, em São Paulo. É possível que algumas atrações internacionas do festival paulista também façam shows no Eletronika, aproveitando a presença no Brasil.


(Escrito dos computadores da Rádio Câmara, em Brasília, onde estou por alguns dias)

22 de setembro de 2008

Monno @ Festival Eletronika 2008

A bela Mari Pereira viajou de São Paulo até BH exclusivamente para ver o show do Monno no Eletronika e se propôs a escrever sobre a experiência e o show em questão para o Meio Desligado. O resultado você confere abaixo.
Ah, as fotos também são dela.

“Quando estou aqui me sinto bem”

Após uma semana de calafrios e dúvidas, finalmente tomei coragem e decidi: ir para BH e ver o show do Monno, no festival de música Eletronika. As pessoas pareciam incrédulas da minha loucura para ver um show em outro Estado, de uma banda independente, nas vésperas da economia pelo show da Madonna... mas mesmo assim, lá fui eu para Confins.

Sem saber como iria e nem onde ficaria, eu simplesmente soltei a frase “acho que vou para o show, alguém me acolhe?” na comunidade da banda, no Orkut. Não deu outra, mineiros totalmente simpáticos me receberam de braços abertos, como se já me conhecessem a tempos. Hospitalidade é tudo nesse mundo caótico e eu agradeço demais pelo carinho desse pessoal, em especial a atenção que a própria banda me deu.

Já em BH, na busca pelo ingresso, fiquei surpresa quando descobri que o valor era por show, e não por palco - como dava a entender no site oficial do evento. Estranho um festival, que tem o intuito de mostrar novas tendências da música independente, cobrar um valor para cada show. Para ver todas as atrações, uma pessoa poderia gastar até R$ 300,00! De novo, em um festival de música independente... Algo errado, não? Resultado: só vi o show do Monno. Uma pena, já que muitas outras bandas legais se apresentariam posteriormente, como Macaco Bong e a nova estrela do folk, Mallu Magalhães.

BrunoDepois de uma chuva torrencial, que veio praticamente do nada, acabei me atrasando para o show... Parecia ironia do destino. “A guria que veio de SP”, atrasada. No fim das contas, deu tempo: cheguei e notei que a programação inteira (também) atrasou - quem sabe até por causa da chuva. “Ainda bem”, pensei comigo mesma! Ao mesmo tempo que tive sorte de conseguir assistir ao show, muita gente estava insatisfeita pela demora. Ouvi pessoas do meu lado querendo vender ingresso, já que não poderiam ficar devido ao atraso. Outro ponto negativo para a organização, mas que veio a calhar para aqueles que chegaram atrasados.

Realizado na aconchegante sala João Ceschiatti, Monno abriu o show com o “Silêncio”, fazendo a banda já garantir toda a vibração que levaria até o fim. O público, que aguardava ansiosamente, delirou desde o início (principalmente a fã enlouquecida gritando o repetitivo "lindoooo" para Bruno Miari, vocalista) e já notávamos o incômodo de vários em ficar sentados, presos a uma cadeira. Realmente é difícil permanecer parado num show tão eletrizante como o do Monno, recheado de ótimos riffs de suas duas guitarras e uma bateria que acompanha tudo com perfeição. Eu mesma não resisti.

monnoPara este show, os meninos contaram com a participação do quinto elemento Juliano (Tênis), no teclado, trazendo ótimos efeitos e todos aqueles barulhinhos que tanto gostamos em “Enquanto o Mundo Dorme”, além de uma bela introdução em “Lugar Algum”, esta que ganhou um (ótimo) novo arranjo.

Outra participação deveras importante foi do trompetista Paulo, da banda Fusile, na música “21 Dias”. Nas palavras do próprio vocalista: “O que seria dessa música sem esse trompete? Nada!”. Detalhes assim fizeram com que o show fosse uma só perfeição, não pecando do início ao fim. A única pena foi ter sido cortado em duas músicas (“Um Dia” e “A Falta” – um das favoritas da galera), fazendo o público ficar com aquele gosto de quero mais.

monno
Totalmente aclamados até o final da apresentação, os guris cantavam com a cara feliz e a com a certeza de que estavam fazendo um bom show. Assistir a um show onde você sente que a vibração vem de dentro, da própria banda (às vezes até mais que pelo público), te anima e te empolga; é interessante. Bruno Miari ora canta com os olhos fechados, pirando em sua própria letra (ele compôs praticamente todas as músicas da banda), ora dançando com sua guitarra branca e brilhante. Já Koala, batera, exala energia quando coloca tudo pra quebrar, com suas ótimas viradas. Euler, baixista, é dono das linhas mais absurdas e tênues; e Coelho, guitarrista, fecha o ciclo com ótimos solos e distorções.

Ótimo show, ótima banda! Monno tem tudo para estourar logo mais.

Fica aqui a dica, se você tem aquela vontade de levantar da cadeira e ver um som ao vivo, tome coragem e vá. Tenho certeza que vai valer a pena.

9 de setembro de 2008

Cobertura do Eletronika 2008 - parte 2

5:00 de domingo, 31 de agosto de 2008. O fim do meu Eletronika 2008 e estou a fim de meter uma bala na cabeça ou, sendo mais fiel à realidade, a fim de sumir e me desligar do mundo por uns bons dias. Para piorar, eu e o Nathan ainda nos perguntamos por que continuamos a ir a um lugar como a Velvet (e ficar até o início da manhã) sabendo que, invariavelmente, tocarão electro-house na pista a partir de algum momento, não importa qual seja a festa em questão. No flyer do dia em questão, por exemplo, estava escrito: rock, garageiras e indie. Saímos de lá ouvindo techno-house farofa e um remix vergonhoso de Nirvana. *

Velvet ClubAntes disso, no entanto, Fabrício Nobre, figura marcada na cena de rock independente brasileira, havia feito um dos melhores sets que já conferi na Velvet, tocando Death From Above 1979, Black Lips, Clash, Wolfmother e outras bandas barulhentas e excelentes.

Depois dele, os gringos do Asobi Seksu colocaram seus iPods à postos para despejar sobre os presentes suas seleções de hits indie (e alguns mainstream) dos anos 90, como Pavement e Smashing Pumpkins, e algumas bandas mais recentes, como Interpol, TV on the Radio e CSS.

A festa na Velvet não fez parte da programação oficial do Eletronika, mas foi quase isso, uma vez que o clube contou com artistas da programação do festival em suas pick-ups após os shows e o bar do Eletronika também estava por sua conta.

De qualquer forma, depois de tantos shows em um ambiente tão recatado como o Palácio das Artes, encher a cara no fim do domingo era uma necessidade.

Macaco BongImagine só como foi assistir ao destruidor e impressionante show do Macaco Bong sentadinho e sem beber? Estranho, estranho. Mas, felizmente, algumas bandas excelentes funcionam muito bem em qualquer local e o Macaco Bong é uma delas, sendo responsável pelo que foi sem dúvida um dos melhores shows do Eletronika.
A banda ainda representou um contraponto à maioria das atrações, ao restringir-se ao uso de seus instrumentos “crus”, sem efeitos ou parafernálias eletrônicas, e demonstrar que experimentação não depende necessariamente de avanços tecnológicos (apesar dos mesmos serem bem-vindos).

MonnoAntes do Macaco, quem abriu a última noite de festival no pequeno Teatro João Ceschiatti foi o local Monno, que fez o show mais concorrido no espaço. Desde o lançamento de seu segundo EP, Agora, o grupo demonstra melhor desenvoltura no palco, ficando bastante próximo da sonoridade alcançada em estúdio. Show conciso e repleto de boas canções de indie rock com apelo pop. Contaram com a participação de Juliano Rosa, do Tênis, no teclado durante todo o show (pela primeira vez?) e de Paulo Barcellos no trompete em “21 dias”, faixa que fecha Agora.

A banda paulista Pop Armada fez o terceiro e último show do João Ceschiatti, provavelmente o menos visto de todo o evento. A culpada? Mallu Magalhães, claro. A fã de Johnny Cash e Beatles mais comentada da América do Sul fez sua estréia em palcos mineiros ao mesmo tempo que a banda e, é claro, não são necessários muitos neurônios para saber quem saiu perdendo (até porque eu já contei no início do parágrafo, né, sabidão?). Lembrete: não repetir isso ao escrever meu romance épico, Vamos para Mimoso com Jesus (e um pouco de haxixe)?.

Perdi o início do show de Mallu, pois o mesmo começou pouco antes do Macaco Bong terminar sua apresentação. Ao entrar no Grande Teatro, onde a garota se apresentava, o baque foi instantâneo. Longe do folk ingênuo e banal que esperava, Mallu soltava a voz em uma performance que lembrava Portishead. O restante do show, no entanto, não justificou o hype, apesar de consolidar a cantora como artista de grande potencial para o futuro.

Mallu MagalhãesCom certeza não deve ser fácil se apresentar em um teatro consagrado e lotado por pessoas que estão ali, na maior parte, apenas por sua causa. Ainda mais quando você tem apenas 16 anos recém-completados. Mesmo assim, Mallu conteve bem o nervosismo e a timidez, que não a impediu de dançar e rodar nas pontas dos pés, brevemente, como aquelas pequenas e frágeis bonecas de caixinhas de música. A timidez (ou algo mais) aflorou apenas no fim do show, quando saiu correndo do palco para, em seguida, voltar, atrapalhada (e correndo), dizer “tchau” para o público. E sair correndo outra vez sem olhar para trás. Pelo visto, ela também tem influências de Oasis (piadinha-com-link infame n°3.457).

HurtmoldApós o folk-pop-bubblegum, subiu ao palco o sexteto paulista Hurtmold, provavelmente a banda mais relevante do rock experimental brasileiro dos últimos 10 anos. Show lisérgico, de início mais barulhento e que, da metade até o final, contou com a participação de Paulo Santos, do Uakit, tocando os estranhos e originais instrumentos percussivos de seu grupo. No ano passado o Hurtmold lançou um álbum homônimo, considerado por parte da crítica o melhor de sua carreira, cujas músicas foram apresentadas ao público da capital mineira pela primeira vez durante o Eletronika.

A única música cantada de todo o show foi “Desisto”, do álbum Cozido, tocada em novos e quase irreconhecíveis arranjos. Minha única reclamação sobre este histórico show foi a ausência de “Miniotário”.

Seguindo a programação original, após o Hurtmold o festival terminaria com os gringos Asobi Seksu. Mas como a Lucy and the Popsonics havia sido impedida de tocar na noite anterior, na Roxy, devido a problemas técnicos, a banda foi inserida antes do Asobi. Péssima idéia.

Praticamente todo o público que compareceu ao Grande Teatro estava ali por causa de Mallu Magalhães ou Hurtmold, talvez ficando até o show do Asobi Seksu apenas para conferir um show bônus e não ficar com peso na consciência por ter perdido um show internacional em uma cidade como BH, onde boas bandas de outros países se apresentando é raridade. Asobi é uma banda totalmente inexpressiva no Brasil (imagine em BH, então) e, portanto, não faria com que muita gente permanecesse para vê-la. Ao inserir o fraco Lucy and the Popsonics antes, o cansaço e a preguiça do público apenas aumentaram.

Em um curto show cujo único destaque foi a guitarra distorcida - próxima do metal em vários momentos – contaram com a participação de John Ulhoa, guitarrista do Pato Fu, em duas músicas: “Coração empacotado”, a mais conhecida da banda, e “Garota rock inglês”.

Fechando a noite e tocando para uma pequena e dispersa platéia, o Asobi Seksu não conseguiu justificar sua vinda ao Brasil, mas fez um show aceitável, com bons momentos de noise e muitos resquícios do rock alternativo americano dos anos 90.

Entre as cerca de 50 pessoas que assistiram ao show, ao menos um sujeito cantava junto quase todas as músicas e dançava ininterruptamente. Como escrevi antes, cada um tem seu festival pessoal.

* Nota: qualquer remixe de Nirvana é vergonhoso.

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