Belo Horizonte possui uma das cenas mais fortes do rap no Brasil atualmente e nada indica que em 2020 isso será diferente. Djonga, Sidoka, FBC e Hot e Oreia estão entre os principais representantes do estilo no Brasil e contribuem para que outros artistas da cidade recebam mais atenção da mídia especializada e do público. Simultaneamente (e interconectada), uma nova cena pop emerge em BH. Pop em um sentido amplo, que abrange artistas que se aproximam do pop mainstream internacional mas também dialogam com o funk, arrocha, tecnobrega, trap, da MPB tradicional e do pop rock (por mais que escrever este último seja próximo de registrar um escabroso palavrão). Tendo em vista esse cenário, eis alguns nomes que prometem se destacar em 2020.
CLARA TANNURE
"Isso prova que nenhum de nós, por mais que tenha o conhecimento do evangelho desde o berço, não está imune às investidas do inimigo". Não é todo dia que você lê vários comentários desse tipo sobre uma música pop, mas é algo comum nas redes da Clara Tannure. Filha da pastora-cantora Helena Tannure, ex-vocalista do gigante grupo gospel Diante do Trono, Clara estreou em 2019 com o semi-hit pop "Chora boy" e fechou o ano com "Sem juízo", parceria com Dedé Santaklaus (autor da sensacional "Elba Ramalho"). É hipster, é kitsch, é dançante e incomoda a comunidade evangélica. Escute.
VHOOR
Aos 19 anos, o dj e produtor Vhoor é um dos principais nomes a se prestar atenção atualmente. Hiperativo no Soundcloud, onde lança dezenas de faixas, produz músicas marcadas por uma mistura do trap com funk, às vezes chamada de "favela trap".
PAIGE
Quem já a viu ao vivo sabe que se trata de um acontecimento. Seja em um show de rap ou junto de uma orquestra de improvisação jazzística, Paige se destaca pela voz, presença e carisma. Em 2019, lançou o single "Brasil" e o EP Babygirl. Ela também já fez parcerias com Djonga e Sidoka. Tem potencial para se destacar ao lado de artistas como Anitta e Iza.
A LAMPARINA E A PRIMAVERA
É a representação musical da esquerda festiva (de uma forma positiva, que fique claro). A nova fase da Lamparina e a Primavera, explícita nos singles lançados em 2019, mostra uma banda em ascensão que pode agradar a quem gosta de artistas como Duda Beat e Francisco el Hombre, por exemplo.
RADIO EXODUS
Trio que começou a se apresentar em 2019 e já engatou participações em festivais como Meca, Sarará e Sonâncias. Misturam de tudo: dub, trip hop, música caribenha, maracatu...
JAY HORSTH
Vocalista do Young Lights (que também lançará disco em 2020), o trabalho solo do Jay Horsth tende para a MPB pop de compositores millenials como Rubel, Tim Bernardes e Phill Veras. Ele lançou seu primeiro single, "Canceriana", no fim de 2019, e em 2020 lançará um EP produzido em parceria por Helio Flanders (vocalista do Vanguart) e Leonardo Marques (do Transmissor, produtor de discos do Maglore e Iconili, entre outros), gravado em formato analógico ao longo de quatro dias durante uma imersão do Sonâncias Lab.
CHICO E O MAR
Super jovens, os integrantes da Chico e o Mar são o clássico exemplo da geração hiperconectada que se transforma rapidamente. Esse processo se reflete na rápida evolução da banda, que tem construído uma base de fãs (também jovens) com um pop rock ainda embrionário mas que indica um futuro promissor.
DELATORVI
Mais um nome do trap, tem no currículo um álbum lançado em 2016 e vários singles. Tem parcerias com Djonga, Sidoka, Raffa Moreira e vários outros rappers.
SAMORA N'ZINGA
Artista conceitual focado no afrotrap, mistura de ritmos africanos com rap. Lançou seu segundo disco, D.A.A.T, no fim de 2019, durante a final nacional do Duelo de MCs em BH.
________________
Para fechar, alguns artistas que já tiveram relativo destaque em anos anteriores:
Clara Lima, integrante da DV Tribo junto do Djonga, FBC e Hot e Oreia, que lançou EP no fim de 2019; Sara Não Tem Nome, que em 2020 terá patrocínio do Natura Musical e vai gravar o sucessor do elogiado Ômega III, de 2015; e o Rosa Neon, fenômeno pop de BH surgido em 2018 e que em 2019 lançou seu primeiro álbum.
Pesquisar nos arquivos
Mostrando postagens com marcador belo horizonte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador belo horizonte. Mostrar todas as postagens
29 de dezembro de 2019
2 de julho de 2019
... and you will know us by the trail of dead no Música Quente!!!
Considerados um dos principais nomes do rock alternativo do final dos anos 1990 (e uma das minhas bandas favoritas), o ... And You Will Know Us By The Trail of Dead retorna ao Brasil após 18 anos, trazendo os shows comemorativos de seus álbuns mais celebrados, Madonna (1999) e Source Tags & Codes (2002). O primeiro show da turnê será em BH no dia 10 de julho, na Autêntica e na sequência a banda segue para São Paulo, onde toca no Sesc Pompeia nos dias 12 e 13 de julho.
Resultado de uma inesperada mas poderosa combinação da fúria punk com a ambição do rock progressivo, o Trail of Dead foi formado no final de 1994 pelos cantores / guitarristas / bateristas Jason Reece e Conrad Keely, que se conheceram no Havaí. Anos depois, já em formato de quarteto e baseados em Austin no Texas, lançaram uma fita cassete ao vivo e começaram a circular pelos Estados Unidos, se tornando rapidamente conhecidos por seus shows anárquicos e intensos. Soltaram um álbum homônimo em 1998, mas foi no ano seguinte que atingiram o reconhecimento internacional, com o lançamento de Madonna pela gravadora Merge Records.
O trabalho seguinte marcou ainda mais a discografia da banda, o potente Source Tags & Codes, agora pela gravadora Interscope. O disco conta com algumas das faixas mais celebradas da carreira do quarteto, como “Another Morning Stone” e “How Near, How Far”, e esteve no topo da lista das principais publicações musicais de 2002, incluindo uma nota máxima pelo conceituado site Pitchfork.
Com 9 álbuns lançados até hoje, a banda está ao lado de nomes como At The Drive-In, Built to Spill e Sunny Day Real Estate entre as mais importantes de sua geração na música alternativa americana, numa intersecção de gêneros como o pós-hardcore, emocore, indie rock e art rock. Com suas usuais quebras de instrumentos ao vivo e shows enérgicos, são comparados a The Who de encontro com Sonic Youth. O ano de 2019 marca o décimo álbum da banda e a entrada de Aaron Blount na formação. Em 2001, vieram ao Brasil para uma breve turnê, considerada histórica e das mais marcantes para o indie no Brasil (e na qual BH ficou de fora).
Resultado de uma inesperada mas poderosa combinação da fúria punk com a ambição do rock progressivo, o Trail of Dead foi formado no final de 1994 pelos cantores / guitarristas / bateristas Jason Reece e Conrad Keely, que se conheceram no Havaí. Anos depois, já em formato de quarteto e baseados em Austin no Texas, lançaram uma fita cassete ao vivo e começaram a circular pelos Estados Unidos, se tornando rapidamente conhecidos por seus shows anárquicos e intensos. Soltaram um álbum homônimo em 1998, mas foi no ano seguinte que atingiram o reconhecimento internacional, com o lançamento de Madonna pela gravadora Merge Records.
O trabalho seguinte marcou ainda mais a discografia da banda, o potente Source Tags & Codes, agora pela gravadora Interscope. O disco conta com algumas das faixas mais celebradas da carreira do quarteto, como “Another Morning Stone” e “How Near, How Far”, e esteve no topo da lista das principais publicações musicais de 2002, incluindo uma nota máxima pelo conceituado site Pitchfork.
Com 9 álbuns lançados até hoje, a banda está ao lado de nomes como At The Drive-In, Built to Spill e Sunny Day Real Estate entre as mais importantes de sua geração na música alternativa americana, numa intersecção de gêneros como o pós-hardcore, emocore, indie rock e art rock. Com suas usuais quebras de instrumentos ao vivo e shows enérgicos, são comparados a The Who de encontro com Sonic Youth. O ano de 2019 marca o décimo álbum da banda e a entrada de Aaron Blount na formação. Em 2001, vieram ao Brasil para uma breve turnê, considerada histórica e das mais marcantes para o indie no Brasil (e na qual BH ficou de fora).
1 de junho de 2019
gin/cana: festival de gin e cachaça com shows da Yma e dj set do Benke Ferraz (Boogarins), entre outros
Gin/Cana é um festival focado no gin e na cachaça produzidos em BH e região metropolitana, com uma abordagem jovem e cultural, que inclui shows e djs da cena independente. Sua primeira edição será realizada durante as tardes dos dias 8 e 9 de junho em BH, no Do Ar (Santa Lúcia) e Godarc (Pampulha), com entrada franca (ingressos devem ser retirados previamente). Será um momento para conhecer produtores locais, como as marcas de gin Zuur e Velvo, e experimentar drinks desenvolvidos pelo bartender Filipe Brasil e sua equipe.
A cachaça é uma das bebidas alcoólicas mais representativas do Brasil e tem em Minas Gerais um dos pólos mais significativos dessa produção, tanto em quantidade como em qualidade. O gin, embora também seja uma bebida tradicional, passa por um processo de popularização importante e marca presença em um crescente número de cardápios de drinks em diversos estabelecimentos do Brasil. Dentro deste contexto surge o Gin/Cana, numa tentativa de destacar ao público final o bom momento pelo qual passa nossa produção local.
No dia 8, sábado, a programação é no Do Ar (Rua Amoroso Costa, 32, Santa Lúcia), mistura de restaurante e espaço cultural localizado em uma luxuosa casa projetada pelo arquiteto Éolo Maia. As atrações musicais da tarde serão Benke Ferraz, guitarrista do Boogarins, que fará um dj set; o trio belga-brasileiro Teach Me Tiger; e a banda Mineiros da Lua, que fará um dj set e também uma audição em primeira mão de seu disco de estreia, em uma sala do segundo andar da casa.
No domingo, dia 9, o Gin/Cana será realizado no Godarc (Avenida Guarapari, 89, Santa Amélia), espaço que abrange uma galeria de arte e um estúdio de tatuagem formado somente por mulheres tatuadoras. Nesse dia os shows serão da paulista Yma, jovem artista que lançou seu disco de estreia no início de 2019 e é um dos destaque na nova cena indie, em seu primeiro show em BH; e a Ad Hoc Orquestra, projeto experimental de música improvisada conduzida por um maestro, que envolve músicos ligados a bandas como Graveola, Dibigode, Miêta e Sem Receita.
Entre os drinks que estarão à venda nos dois dias estão a Cachaça Tônica com xarope de banana verde, o Velho Fashion (Old fashioned de Golveia 44, angostura, simple syrup e zest de laranja bahia), o Tropical Rickey (Gin Rickey de pimenta e canela, decorado com pau de canela queimado) e o London Mule (gin com ginger ale e rodela de limão siciliano).
Produzido pela Quente, o Gin/Cana tem apoio da rádio Inconfidência e da Prefeitura de BH por meio da Belotur. Mais informações sobre a programação e sorteios de garrafas de bebidas estão disponíveis no Instagram da Quente, instagram.com/musicaquente.
No dia 8, sábado, a programação é no Do Ar (Rua Amoroso Costa, 32, Santa Lúcia), mistura de restaurante e espaço cultural localizado em uma luxuosa casa projetada pelo arquiteto Éolo Maia. As atrações musicais da tarde serão Benke Ferraz, guitarrista do Boogarins, que fará um dj set; o trio belga-brasileiro Teach Me Tiger; e a banda Mineiros da Lua, que fará um dj set e também uma audição em primeira mão de seu disco de estreia, em uma sala do segundo andar da casa.
No domingo, dia 9, o Gin/Cana será realizado no Godarc (Avenida Guarapari, 89, Santa Amélia), espaço que abrange uma galeria de arte e um estúdio de tatuagem formado somente por mulheres tatuadoras. Nesse dia os shows serão da paulista Yma, jovem artista que lançou seu disco de estreia no início de 2019 e é um dos destaque na nova cena indie, em seu primeiro show em BH; e a Ad Hoc Orquestra, projeto experimental de música improvisada conduzida por um maestro, que envolve músicos ligados a bandas como Graveola, Dibigode, Miêta e Sem Receita.
Entre os drinks que estarão à venda nos dois dias estão a Cachaça Tônica com xarope de banana verde, o Velho Fashion (Old fashioned de Golveia 44, angostura, simple syrup e zest de laranja bahia), o Tropical Rickey (Gin Rickey de pimenta e canela, decorado com pau de canela queimado) e o London Mule (gin com ginger ale e rodela de limão siciliano).
Produzido pela Quente, o Gin/Cana tem apoio da rádio Inconfidência e da Prefeitura de BH por meio da Belotur. Mais informações sobre a programação e sorteios de garrafas de bebidas estão disponíveis no Instagram da Quente, instagram.com/musicaquente.
14 de maio de 2018
Clic / Circuito de Literatura e Cafés
No fim de abril, a Quente produziu uma série de debates sobre literatura em cafeterias de Belo Horizonte. Foi a primeira edição do Clic - Circuito de Literatura e Cafés, projeto que criei no início deste ano e que pretendo realizar mais vezes. A segunda edição será em agosto, também em BH, e você pode se informar acompanhando as publicações da Quente no Instagram ou no Facebook. Filmamos todos os debates e eles estão na íntegra no Youtube. Rolaram os lançamentos dos livros O que é empoderamento?, da Joice Berth, e Novo poder - democracia e tecnologia, do Alê Youssef, além de um debate sobre editoras e publicações independentes. Quem quiser receber novidades direto no email pode se cadastrar na newsletter da Quente também.
25 de outubro de 2017
Tremor
Um dos trabalhos que me deu mais prazer (e ocupou tempo) em 2017 foi o Tremor, um festival que criamos (Quente) com o pessoal da Obra com o intuito inicial de comemorar os 20 anos da casa (principal reduto de rock alternativo de BH). Fizemos a primeira edição em novembro de 2016 (com o retorno do Ludovic a BH) e encerramos em agosto com uma noite especial: o primeiro show solo do Lee Ranaldo (Sonic Youth) em BH. Uma das coisas mais legais tem sido apresentar a Obra a um público jovem que nunca tinha entrado lá e fazer com que gente que quase não sai mais pra shows resolva se aventurar novamente na noite pra ver artistas que marcaram suas vidas anos atrás (casos dos shows do Pin Ups e do Oceania, que além das músicas novas, também toca parte do repertório do Diesel, banda onde o novo grupo tem suas origens).
Agora que essa primeira edição terminou, marcando os 20 anos da Obra, aproveito pra reunir por aqui os vídeos de cobertura de todas as edições (com exceção da primeira, do Ludovic, que foi registrada somente em fotos)
Estamos registrando imagens e entrevistas pra um mini-documentário sobre a Obra também. Quem puder ajudar com fotos e vídeos de noites marcantes vividas lá (ou de alguma forma relacionadas à Obra) pode entrar em contato com a gente no Facebook ou no contatoARROBAquente.org.br.
Lee Ranaldo em BH
Hurtmold na noite de comemoração dos 20 anos da Obra
Rakta (primeira vez em BH) + Carahter
Pin Ups (de volta a BH depois de mais de uma década) + Miêta
Macaco Bong + Constantina
Vivendo do Ócio + Oceania
Inky + El Toro Fuerte + Miss Francis
Autoramas + Pequena Morte
Agora que essa primeira edição terminou, marcando os 20 anos da Obra, aproveito pra reunir por aqui os vídeos de cobertura de todas as edições (com exceção da primeira, do Ludovic, que foi registrada somente em fotos)
Estamos registrando imagens e entrevistas pra um mini-documentário sobre a Obra também. Quem puder ajudar com fotos e vídeos de noites marcantes vividas lá (ou de alguma forma relacionadas à Obra) pode entrar em contato com a gente no Facebook ou no contatoARROBAquente.org.br.
Lee Ranaldo em BH
Hurtmold na noite de comemoração dos 20 anos da Obra
Rakta (primeira vez em BH) + Carahter
Pin Ups (de volta a BH depois de mais de uma década) + Miêta
Macaco Bong + Constantina
Vivendo do Ócio + Oceania
Inky + El Toro Fuerte + Miss Francis
Autoramas + Pequena Morte
12 de junho de 2017
Kiko Dinucci lança primeiro disco solo em BH
Conhecido por integrar o Metá Metá e o Passo Torto, Kiko Dinucci lança seu primeiro trabalho solo, Cortes curtos, nesta quarta em Belo Horizonte. O disco promove o encontro do samba paulista com o pós-punk da década de 80. A noite também marca os 6 meses de existência do site O Beltrano e uma nova fase do Meio Desligado (sabe-se lá o que vem por aí).
Kiko faz parte da nova cena musical de São Paulo, no mesmo núcleo de artistas como Juçara Marçal, Thiago França, Romulo Froes, Rodrigo Campos, Marcelo Cabral e Sérgio Machado. Ele também esteve envolvido nas composições e arranjos do disco "A Mulher do Fim do Mundo", de Elza Soares, e "Encarnado", de Juçara Marçal, além de colaborar em discos do Criolo, Tom Zé, Tulipa Ruiz, Rodrigo Campos e Siba.
As canções de “Cortes curtos” são curtas e diretas, pequenas crônicas urbanas do cotidiano caótico de São Paulo. O nome foi inspirado no filme “Short cuts”, de Robert Altman, e as 15 músicas do disco foram montadas como se fossem cenas. Durante os 39 minutos do disco ouvimos as faixas se mesclarem como planos-sequência de um filme.
"Cortes Curtos” contou com Marcelo Cabral (Criolo, Metá Metá, Passo Torto) no baixo e sintetizadores e Sérgio Machado (Criolo, Metá Metá) na bateria. O álbum tamém traz participações de Juçara Marçal, Tulipa Ruiz, Ná Ozzetti, Suzana Salles, Guilherme Held, Thiago França, Rodrigo Campos, Guilherme Valério e Rafa Barreto.
Kiko Dinucci em BH
14 de junho, quarta
A partir das 22h
A Autêntica - Rua Alagoas nº 1172, Savassi, BH
Ingressos: R$ 30 (antecipado) e R$ 40 (portaria)
Venda antecipada na portaria da Autêntica ou no sympla.com.br/quente
Informações no facebook.com/quentequente
"Cortes Curtos” contou com Marcelo Cabral (Criolo, Metá Metá, Passo Torto) no baixo e sintetizadores e Sérgio Machado (Criolo, Metá Metá) na bateria. O álbum tamém traz participações de Juçara Marçal, Tulipa Ruiz, Ná Ozzetti, Suzana Salles, Guilherme Held, Thiago França, Rodrigo Campos, Guilherme Valério e Rafa Barreto.
Kiko Dinucci em BH
14 de junho, quarta
A partir das 22h
A Autêntica - Rua Alagoas nº 1172, Savassi, BH
Ingressos: R$ 30 (antecipado) e R$ 40 (portaria)
Venda antecipada na portaria da Autêntica ou no sympla.com.br/quente
Informações no facebook.com/quentequente
8 de junho de 2017
Sobre ser dono de uma casa de shows autorais
Leo Moraes é arquiteto e músico, vocalista e guitarrista da Valsa Binária, criador do estúdio Pato Multimídia (onde alugamos o primeiro escritório da Quente, vale dizer) e um dos três sócios da A Autêntica, principal palco de médio porte para shows autorais em BH desde 2015.
Notório contador de causos e cronista, Leo expandiu esse talento ao Facebook e algumas de suas publicações mais populares são destinadas a desmistificar o cotidiano da manutenção de uma casa de show. Pedi sua autorização pra publicar aqui esses relatos, que reuni abaixo. São depoimentos diretos nos quais ele abre os custos da casa, divide dúvidas dos sócios, propões alternativas e se mostra aberto ao diálogo (qualidade que se estende aos demais sócios casa).
[permita o intervalo pra um breve jabá: nos próximos dias a Quente faz quatro eventos na Autêntica: Jaloo e Disputa Nervosa no dia 9 de junho; Kiko Dinucci lança o ótimo Cortes Curtos no dia 14, véspera de feriado; Gui Hargreaves (prestes a lançar disco) e o baiano Giovani Cidreira (lançamento de seu primeiro disco em BH) no dia 16 de junho; e dia 14 de julho faremos o lançamento do Boca, novo álbum do Curumin]
CUSTOS FIXOS
(29 de março de 2017)
Bom pessoal, vamos lá mais uma vez. A Autêntica tem um custo mensal fixo de aproximadamente 42 mil. Nesse valor estão incluídos aluguel, água, luz, telefone, internet, e folha salarial. Isso significa que abertos ou fechados, com ou sem evento, aconteça o que acontecer, a gente paga 1400 Reais por dia(42 mil dividido por 30 dias). Vamos chamar esse valor de F.
Além de F, temos um outro custo que pagamos pelo fato de fazermos eventos. Inclui aluguel de som, cachê de técnico, segurança, frilas, e ecad. Esse valor por evento (chamemos de E) é de aproximadamente 1500 Reais.
Então, somando F + E chegamos ao valor de 2900 Reais. É isso que custa um dia da Autêntica.
Quando a gente negocia um evento, a gente considera apenas o custo E, pois entendemos que o F tem que ser pago pela venda de bar. Então, na nossa visão, E tem que ser pago pela bilheteria, pois são custos que nós não teríamos se abríssemos só como bar, percebem?
Mas tem um agravante: Quando fazemos eventos com shows, o consumo do bar cai a menos da metade. Então a gente dobra nosso custo (de 1400 pra 2900) e reduz pela metade a nossa venda. Sério, qualquer consultor de negócios ia dizer pra gente parar com esse troço de show.
Agora, imaginem um evento com menos de 100 pessoas. A gente perde duas vezes, em E e em F. É melhor nem abrir.
O que eu gostaria que as pessoas entendessem, é que o escalonamento de bilheteria não é pra gente encher o rabo de dinheiro, nem pra explorar músico, mas pra gente minimizar um pouco o prejú em caso de fracasso do evento. Lembrem-se que a gente basicamente tem 8 dias no mês (as sextas e sábados) pra pagarmos essa conta. Um dia que não vira é um desastre, o buraco demora a ser coberto.
E aqui não estão gastos com produtos, impostos, etc. Não é mole não gente, um pouquinho de compreensão cai bem.
PAGAMENTO DOS ARTISTAS
(21 de novembro de 2016)
Pessoal, mais uma vez venho dividir com vocês umas angústias d' A Autêntica, sempre no esquema papo reto, sem vaselina, como a gente costuma fazer. Quem sabe alguém nos dá uma luz? O desafio agora é conseguir remunerar melhor as bandas quando o evento não vira. Eu já falei disso em posts anteriores, mas vou explicar de novo pra vocês entenderem o problema.
A gente vem trabalhando com um esquema de escalonamento de bilheteria, em que a porcentagem da casa vai diminuindo a medida que o público pagante aumenta. Chegamos nessa forma de trabalhar depois de quebrar muito a cabeça, sempre no intuito de pagar o máximo possível à banda, sem ficar no prejuízo em caso de fracasso do evento. Vou explicar com números.
Cada noite custa pra gente aproximadamente 2.500 Reais. Desse valor, 1.200 são custos diretamente ligados ao show (aluguel de som, técnico, ecad, etc). Ou seja, se a gente quiser abrir sem música, botecão mesmo, o custo cai pra 1.300. Então, pra gente, uma noite começa a ficar boa financeiramente quando a porcentagem da casa na bilheteria chega nesse número mágico de 1.200 Reais.
Então vamos lá, tendo em mente que a capacidade da casa é de 400 pagantes, considerando nossa entrada padrão de 20 Reais, imaginemos os seguintes cenários:
Com 300 pagantes, 6 mil de renda bruta, a casa fica com 40%, ou 2.400 Reais, e a(s) banda(s) levam 60%, ou 4.600 Reais. Gente, vamos combinar que está lindo pra todo mundo, né?
Já num evento com 200 pagantes, que segundo nosso escalonamento está na faixa do 50-50, o total da bilheteria é 4 mil Reais, dos quais 2 mil ficam com a gente. Isso significa meia lotação, e já fica legal pra ambas as partes. A gente paga nosso custo de 1.200, e ainda sobra um lucrinho, e certamente o bar vai vender o suficiente pra cobrir os custos e também dar um lucrinho. Se for uma banda só, leva 2 mil no bolso, ou mil cada uma se forem duas. Não é nada mal, na atual conjuntura.
O problema é quando fica muito abaixo disso. Vamos pegar o exemplo de um evento com 70 pagantes, ou 1.400 Reais de bilheteria bruta. A casa fica com 70%, ou 980 Reais, e a banda leva 420 Reais. 210 cada, se forem duas. A gente tem um prejuzinho, e a banda leva muito pouco. E dá um aperto no coração quando vamos fazer o acerto com uma banda que fez um show maravilhoso e depositamos 210 Reais. O que dá dó nesse cenário, é que um evento com 70 pagantes na Autêntica é lindo! A pista fica bacana, não é noite caída não! Mas não se paga como deveria.
A constatação que a gente chegou é que pra ser bom pra todo mundo tem que ter pelo menos 150 pagantes na casa. Estamos buscando formas de poder aumentar a porcentagem destinada às bandas em noites desse tipo, pra ver se a gente consegue fazer esse tipo de evento continuar sendo viável. Alguns dos melhores shows que vimos na casa tiveram menos que 100 pagantes.
Uma idéia é fazer os shows mais cedo um pouco, e transformar a casa numa balada depois de 00:30. Com DJ's legais, e tal. Pegar um público que não está interessado no show, que chegaria depois. Aí a banda teria uma porcentagem bem maior dos ingressos vendidos até meia-noite, e a partir desse horário a bilheteria seria toda da casa. Tipo dividindo a noite em duas mesmo. Lembro que o Claudao Pilha já fez algo parecido n'a A Obra Bar Dançante, como funcionou isso, Claudão? E Anderson Foca, Letícia Rezende, Ricardo Rodrigues, Mancha, Andre Araujo, como vocês lidam com isso? Olha eu aqui, pedindo ajuda aos universitários. kkkkkk
E um comentário no mesmo post:
A gente vem experimentando com esse formato da banda garantir um mínimo pra casa, e não o contrário. Tipo, os primeiros 1200,00 serem para a casa, e a partir daí a banda ficaria com 80% da bilheteria, por exemplo. A galera que confia mais no próprio taco gosta, pois eles têm a possibilidade de ganhar mais, pois sabem que o evento vai virar. Mas tem gente que fica ofendida com esse tipo de proposta. Pra você ter uma idéia, tem gente que questiona por que que abaixo de 40 pagantes a bilheteria fica toda pra casa. Tipo, se você está com medo de não ter 40 pessoas no evento, talvez esse evento não tenha que ser em uma casa pra 400 pessoas. Sério, não dar nem 10% da lotação é duro. E a gente vê que muita banda tem aquela percepção de achar que tem que ser contratada pra tocar, e não encarar aquilo como um empreendimento em parceria com a casa, saca?
MODELOS DE FUNCIONAMENTO
(18 de agosto de 2016)
No embalo do post anterior, e motivado pela provocação do amigo Thales, vou expôr mais um pouquinho do que a gente vem percebendo nessa aventura louca que é A Autêntica. Nesse ramo de casas shows, existem dois modelos básicos de negócios.
1-A balada;
2-O espaço de eventos;
As fontes de arrecadação são diferentes entre os dois modelos, mas principalmente a relação entre o estabelecimento e o artista é muito diferente.
Na "balada" as fontes de arrecadação são a bilheteria e o consumo. O objetivo aqui ter um grande número de pessoas que paguem pra entrar, e que consumam no bar. A casa é a produtora, e o músico é visto como um prestador de serviços, que vai contribuir para atrair essas pessoas ao estabelecimento. O sonho é que a casa conquiste um público que não dependa do artista, que frequente a casa independente da atração musical. Se eu sou o dono, e sei que todo sábado eu terei 400 pessoas pagando 30 reais, não importa quem esteja no palco, eu posso estabelecer um cachê fixo de, digamos 3000 reais, que ainda sobram 9000 reais de bilheteria limpos. E se as pessoas não estão indo pela atração musical, estão indo por outro motivo, que costuma ser paquerar, dançar, beber, comer, etc. Dificilmente o público vai ter a atenção desejada por artistas autorais, uma vez que a música ali é entretenimento puro. Mas o risco é inteiro da casa, caso o público não apareça. O Circuito do Rock opera nesse modelo.
No caso do "espaço de eventos", a fonte de arrecadação é o aluguel do espaço. O cara tem um imóvel, que pode ou não contar com estrutura de luz, som, bar, etc, e ele aluga o espaço para produtores que querem trazer artistas, artistas que querem lançar discos, etc. O artista é o contratante, e não o prestador de serviços. Uma vez alugada, o risco da casa é zero. Se lotar, ou se não for ninguém, não faz a menor diferença. É o do produtor/artista que está na reta, cabe a ele promover e divulgar o evento. Em caso de sucesso, a bilheteria é toda dele; em caso de fracasso, o preju também. Teatros costumam funcionar assim, bem como casas como o Music Hall e Chevrolet Hall.
A grande dificuldade de locais como A Autêntica, o Matriz, como era o saudoso Lapa Multshow, é que esses operam em uma área cinza, que é um híbrido entre esses dois modelos. E pra complicar, como sempre tentamos ser o mais flexíveis o possível nas negociações, essa relação entre a casa e o produtor/artista varia de evento pra evento. A maneira como nós enxergamos a maioria dos casos, é uma relação de sociedade entre a casa e o artista. Ambos os lados assumem os riscos e as responsabilidades pelo sucesso do evento.
Esquematizando:
Na balada, o artista tem público e cachê garantidos e risco zero, mas como não é ele quem traz o público, não pode exigir bilheteria.
No espaço de eventos, o artista paga o aluguel da estrutura e assume o risco total, mas se der certo leva a bolada toda.
No modelo híbrido, a casa entra com a estrutura, como se estivesse pagando o aluguel, e o artista com o show. O risco é dividido. Portanto é justo que o lucro seja dividido também. A bilheteria progressiva é uma boa forma de fazer essa divisão. Como o risco direto em dinheiro é maior por parte da casa(*), é natural que em caso de prejuízo uma parte maior da bilheteria vá pra amortizar isso; no caso de lucro, como a venda do bar não é dividida com o artista, é justo que uma porcentagem maior vá para ele. Basicamente, quando dá certo é bom pra todo mundo, o difícil é dividir o prejú.
Só esse mês tivemos a felicidade de fazer repasses de bilheteria superiores a 5 mil reais pra duas bandas locais que fizeram eventos aqui. Se somar nossa porcentagem da bilheteria com o lucro do bar, é mais ou menos o mesmo valor que entrou pra gente nos eventos. Justo. Todo mundo ficou feliz. O chato do discurso de "a bilheteria tem que ser toda do artista" é que na prática isso significa que, se der ruim a casa assume o rombo sozinha e, se der lucro o artista ganha tudo. É querer o bônus dos dois modelos, sem o ônus de nenhum.
Já tiveram vezes que a gente alugou a casa, o evento virou bonito, e ficamos pensando "nó, se tivéssemos feito porcentagem de bilheteria teríamos ganhado muito mais". Mas entendemos que é o preço de abrir mão do risco. O fixo do aluguel nos deu tranquilidade pra planejar o pagamento de compromissos. E o produtor que assumiu o risco alugando a casa se deu bem, merecidamente. Se tivesse dado errado estaríamos tranquilos e o abacaxi estaria com ele.
Aí, Thales, mais uma vez a perspectiva do empresário
:-D. Mas repare que não estou culpando o artista por nada, apenas explicando o porquê da porcentagem de bilheteria._______________________________
(*) Uma vez eu falei isso pra um produtor, e ele argumentou que a banda tinha investido muito dinheiro na gravação do disco, e que tinha custos com ensaios, manutenção de instrumentos, etc. Pessoalmente acho que isso não deve entrar na conta de um único evento. Seria o mesmo se falássemos do quanto investimos na obra, fazendo a reforma, comprando equipamentos, dando manutenção nos banheiros, etc.
PREÇO DA CERVEJA
(17 de agosto de 2016)
"Leo, a cerveja n' A Autêntica está muito cara."
Não, não está. Vamos lá, desenhando. A long neck lá está custando 8 Reais, mas se você comprar o combo de 5 por 35, cada uma sai a 7 Reais.
Lembram do meu outro post, em que eu explico a história do ticket médio? Recordando, o ticket médio é o quanto o bar vendeu, dividido pelo público presente. O nosso gira em torno de R$15,00. Então, a lógica é a seguinte, imagine a pessoa que chega lá com a intenção de beber múltiplos de 5 cervejas. Ela está disposta a gastar mais do dobro do nosso ticket médio, então podemos reduzir nossa margem. Dá pra ganhar na quantidade. Agora, se você é nosso cliente médio, e vai lá mais pra curtir o show, ficar umas quatro horas na casa, e tomar duas cervejas, a sua conta vai ser de 16 Reais. Você vai pagar 1 Real "a mais" em cada uma das suas duas cervas. Vamos combinar que 2 Reais a mais ou a menos numa noitada é quase nada, né? Mas pra gente é muito. Numa noite com 100 pessoas tomando duas cervejas, esse Realzinho a mais significa 200 Reais a mais no nosso caixa, o que paga a diária de dois frilas. Vocês não fazem idéia da diferença que isso faz.
"Mas o ambulante que fica lá na porta vende o latão por 6 Reais, véi."
A gente compra a long neck por 3,69 cada. Vendendo a 7,50 (média) temos um "lucro" de 3,81. O cara compra o latão por 3,19. Vendendo por 6 ele tem um lucro de 2,81. A diferença é que o dele é lucro, o nosso é "lucro", entre aspas. Ele pega esses 2,81, enfia no bolso e é isso. No máaaximo ele compra um saco de gelo, põe 20 conto de gasolina, e esse é o custo operacional dele. Dos nossos 3,81 a gente tem que pagar aluguel, salários, água, luz, impostos, taxas, encargos, etc. A gente basicamente abre a casa devendo 2 mil reais todo dia. Faz a conta aí pra ver quantas cervejas temos que vender pra chegar no zero a zero. Esse real que você "economiza" comprando do ambulante, e não da casa que está te proporcionando o show que você está assistindo, faz muita falta pra gente.
"É, mas eu sei que nos destilados e na comida a margem de lucro é muito mais alta."
Verdade. A gente até tentou estimular a venda desses produtos criando um cardápio incrível de drinks. É legal, mas sabe o que descobrimos? Nosso público é cervejeiro. Nós somos cervejeiros. Cerveja representa 70% das nossas vendas. O segundo lugar é água (!!!) com quase 15%. Então, mesmo a margem sendo boa, a quantidade de vendas não é suficiente pra que isso tenha um impacto significativo na receita.
Então é isso, galera. Comprar cerveja de ambulante na porta de show independente é paia demais, e 8 Reais numa long neck, se você vai tomar só uma ou duas, é honestão.
MERCADO MUSICAL
(19 de maio de 2016)
Textão chatão sobre mercado musical. Mas pra quem é da área vale a pena
:-)Outro dia eu fiz um post dizendo que o "você vai divulgar seu trabalho" está para o músico assim como o "você vai ganhar no bar" está pra casa de shows. Várias pessoas vieram conversar comigo me questionando sobre isso, e percebi que de fato existe uma visão equivocada sobre a realidade financeira do nosso negócio. Então resolvi escrever um relato mais detalhado sobre alguns pontos.
Existe uma percepção generalizada na classe musical de que o artista é sempre o elo mais fraco da cadeia, e que todo mundo ganha em cima do seu trabalho, explorando sua vontade de produzir. É uma frustração compreensível com o atual estado do cenário musical, decorrente da desvalorização do produto musical, que se seguiu à revolução digital. Napster, fim das gravadoras, blá blá blá. Aquele assunto que todo mundo já cansou de discutir. Sou artista, também estou desse lado, sei muito bem como é.
Hoje, com mais de um ano de experiência de Autêntica, eu posso dizer que tenho uma visão bem mais ampla do que significa investir e trabalhar com música, não apenas com a visão do artista. E com a autoridade dos médicos das piadas afirmo: "Tenho boas e más notícias."
Primeiro as más. Ninguém está te explorando e ganhando dinheiro em cima do seu talento e trabalho por um simples motivo: ninguém está ganhando dinheiro com música! Uma coisa que ouvimos com frequência é que a bilheteria tem que ser toda do artista, já que a casa vai ganhar no bar. Vou compartilhar com vocês alguns dados que detectamos aqui na Autêntica em 2015.
Tem um conceito usado na administração de bares e restaurantes que é o "ticket médio". O ticket médio de um evento nada mais é do que o total arrecadado pelo bar dividido pelo número de pessoas presentes. Ou seja, quanto cada pessoa gastou, em média, na noite. Não inclui a bilheteria.
Pra vocês terem uma idéia, o ticket médio da Autêntica em noites de shows foi de quase R$15,00. Isso é ridiculamente baixo. Quando foi a última vez que você sentou numa mesa de boteco e a conta veio menos de quinze reais? Agora outro dado interessante. Em noites de festas, sem show, com DJ's, o ticket médio foi de R$48,00. (!!!)
Existem alguns fatores que explicam essa diferença tão grande, mas acredito que o principal seja o fato de que a pessoa que vai a uma festa, vai com a intenção de curtir a balada, beber, paquerar, dançar, etc, enquanto a pessoa que vai a um show vai para assistir a um espetáculo. Não é incomum termos um número grande de cartelas em branco em noites de show. Gente que veio e não comprou nem uma coca-cola. Por um lado, isso demonstra um interesse do público desses eventos no que realmente importa, que é o show, mas para a casa o resultado de vendas do bar é desastroso. Mas uma coisa é certa:
O bar vende MUITO mais quando não tem música ao vivo.
Sem contar que para o show nós temos que pagar aluguel de som, de backline, e cachê do técnico de som, custos que não temos quando é festa. E na festa o ingresso é mais caro, ninguém pede meia, e quase não tem cortesias. Basicamente a opção por trabalhar com cultura faz com que a gente se ferre por todos os lados.
É por isso que precisamos do dinheiro da bilheteria. E a idéia da divisão progressiva (quanto maior o público, maior a porcentagem que vai para o artista) foi a forma mais justa que encontramos pra fazer a divisão. Nossos custos são muito altos, e a margem é tão apertada que basta um fim de semana fraco para jogar nosso mês no vermelho. Então, quando fizer um show e receber 30% da bilheteria, não pense "estou sendo explorado, a casa vai ficar com 70%". Pense "puxa, a noite foi meio fraca, consegui salvar uma graninha pra ajudar nos custos, e a casa minimizou o prejuízo e vai poder continuar existindo. E na próxima, quem sabe, a casa enche e eu é que ganho 70%."
A boa notícia é que a gente já vem observando uma sensível melhora, as noites fracas estão cada vez mais raras, e já estamos entendendo bem melhor a dinâmica do negócio. E vamos continuar firmes na proposta da música contemporânea, pois é pra isso que abrimos, é o que amamos, e é o que sabemos fazer. Só que às vezes dá uma certa aflição com a falta de empatia por parte de alguns, que parecem nos ver como "a indústria", como se estivéssemos rachando de ganhar de dinheiro e amarrando migalhas para os artistas. Mas acho que é falta de entendimento mesmo, ninguém é obrigado a conhecer os números de uma casa noturna, é normal tirar conclusões sem ter uma compreensão de todos os fatores. Acredito que com transparência e boa vontade a gente consegue ir aparando essas arestas.
Por favor entendam que não é mimimi, é uma tentativa de abrir um pouco pra vocês a nossa realidade, pra que fique claro que não existe lado de cá e lado de lá, é tudo um lado só. O que a gente quer é ampliar o público interessado em música nova, proporcionar experiências legais para os músicos, e contribuir para o fortalecimento desse mercado. Ou seja: tamo juntos!
1 de maio de 2017
Residência Imersão Latina
Projeto legal (e raro), a Residência Imersão Latina está recebendo inscrições de artistas latino-americanos interessados em passar um período de três semanas de criação artística colaborativa em Belo Horizonte. Serão selecionados quatro artistas da área musical, nascidos ou residentes na Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, México, Panamá, Paraguai, Peru ou Uruguai. Ao longo do processo serão realizadas apresentações em BH e ao final será lançado um disco e um documentário de registro do processo de trabalho coletivo.
Esta é a segunda edição do projeto e as inscrições vão até o dia 14 de maio, online. Os selecionados terão as passagens de avião para BH pagas, hospedagem e alimentação durante o período de realização da residência artística (9 a 29 de julho de 2017).
Fui convidado a criar a identidade visual do projeto este ano e a peça abaixo é a principal de divulgação dessa fase de inscrições.
8 de fevereiro de 2017
Uma prévia do novo disco do Minimalista
Programado para ser lançado dia 13 de março, Banzo é o segundo disco do Minimalista, projeto solo do Thales Silva (também vocalista da A Fase Rosa e do bloco Juventude Bronzeada, um dos maiores de BH). É um disco mais complexo e denso que o anterior, lançado aqui no Meio Desligado há quase três anos. Dois singles já lançados dão uma ideia do que está por vir: "O peso", colaboração com Gui Amabis, e a manochaoana "Branquinha". Dos melhores lançamentos desse início de ano.
1 de dezembro de 2016
100 bandas de BH pra ver ao vivo, hoje
Sem restrição de gêneros, apenas uma lista com bandas de BH atualmente ativas. De novidades do rap como a DV Tribo e o novo single metalcore do Carahter a "hits locais" antigos do Graveola, por exemplo. Indie, MPB, funk, metal, samba, jazz, ska, hardcore... um pouco de tudo do que rola atualmente na cidade.
Comecei essa lista como uma pesquisa pra futuros eventos da Quente (e pro festival Meio Desligado 2017) e achei válido tornar pública pra que mais pessoas tenham contato com parte da produção contemporânea de BH. Fiquei surpreso com a quantidade de artistas que possuem vários trabalhos lançados e ainda estão fora das plataformas de streaming (por isso a ausência de alguns nomes relevantes na lista).
Sugestões pra continuar atualizando a lista são super bem vindas, só mandar nos comentários. Ah, e fica a dica pra seguir o perfil do Meio Desligado no Spotify.
Comecei essa lista como uma pesquisa pra futuros eventos da Quente (e pro festival Meio Desligado 2017) e achei válido tornar pública pra que mais pessoas tenham contato com parte da produção contemporânea de BH. Fiquei surpreso com a quantidade de artistas que possuem vários trabalhos lançados e ainda estão fora das plataformas de streaming (por isso a ausência de alguns nomes relevantes na lista).
Sugestões pra continuar atualizando a lista são super bem vindas, só mandar nos comentários. Ah, e fica a dica pra seguir o perfil do Meio Desligado no Spotify.
20 de setembro de 2016
Zimun grava primeiro DVD no baixo centro de BH
O público vai conferir canções como “Vida Saturada", “Minha Vida é Essa” e “Blue Sky” em arranjos especiais e músicas novas como “Folclore”, “Cidadão do Mundo” e outras construídas na residência artística que o grupo fez em Lisboa durante 2015. Tudo é resultado da inventiva mistura sonora do grupo formado por Ravel Veiga (baixo), Edgar Dedig (guitarra), Gabriel Bruce (bateria), Matéria Prima (vocal) e Fernando Castilho (vocal).
Formado em BH em 2009, o Zimun tem como principais características o improviso e as construções sonoras arquitetadas nos sons urbanos. Jazz, rap, rock e MPB se juntam para resultar no estilo definido como Street Jazz.
Em sua discografia a banda possui dois EPs, de 2010 e 2012, e seu primeiro álbum, intitulado PRAFRENTE, foi lançado em dezembro de 2014. O Zimun fez sua primeira tour européia entre julho e agosto de 2014, com 16 shows agendados entre Portugal e Itália. Retornou à Europa em 2015, desta vez focado em uma residência artística no Espaço Espelho D’água em Lisboa, onde foi proposto uma construção sonora, experimentações e improvisos com músicos portugueses e angolanos, que resultou em 3 novas composições.
10 de setembro de 2016
Música Mundo + Transborda
De 14 a 19 de setembro a agenda cultural de BH terá dois importantes eventos acontecendo simultaneamente: o Música Mundo - Encontro Internacional de Negócios e Música e o Festival Transborda. São eventos parceiros e complementares. Enquanto o Transborda oferece as apresentações musicais, o Música Mundo é direcionado a outros momentos da cadeia produtiva com rodadas de negócios entre produtores e artistas e paineis com profissionais envolvidos no mercado musical. Ao todo, são mais de 40 convidados nas rodadas e paineis do Música Mundo, boa parte deles de outros países. A programação do Transborda é gratuita e as inscrições para as atividades de negócios do Música Mundo custam entre R$ 20 e R$ 60.
9 de setembro de 2016
31 de agosto de 2016
Registro da cena: Flávio Charchar
Às vezes estamos tão perto de algo que é difícil ter uma visão crítica, perceber a real dimensão daquilo. Geralmente o resultado disso é a superestimação de iniciativas próximas da gente, como aquela banda ruim de amig@s que você gosta principalmente devido ao valor sentimental. Mas o inverso também acontece e por vezes subestimamos aquilo com o qual estamos acostumados. Reparar no trabalho do fotógrafo Flávio Charchar me fez pensar nisso.
Talvez você não o conheça pessoalmente mas, se já se envolveu de alguma forma com a cena musical independente de BH, é bem provável que já tenha visto alguma(s) de suas fotos. São dele ensaios fotográficos de diversos artistas da cena local como Nobat, Todos os Caetanos do Mundo, Sentidor, Aline Calixto, Túlio Araújo e outros. É daquele raro (infelizmente) tipo de pessoa com presença constante nos mais diversos shows, de Napalm Death a Eumir Deodato, de balada de playboy a experimental fritação.
Antigo bancário, enveredou pelo audiovisual fazendo parte do Coletivo Pegada e atualmente é um dos principais fotógrafos do meio musical em BH. Conferir seu portifólio no Flickr (com mais de 30 mil fotos) é também acompanhar um recorte do que tem acontecido na cultura de BH.
Talvez você não o conheça pessoalmente mas, se já se envolveu de alguma forma com a cena musical independente de BH, é bem provável que já tenha visto alguma(s) de suas fotos. São dele ensaios fotográficos de diversos artistas da cena local como Nobat, Todos os Caetanos do Mundo, Sentidor, Aline Calixto, Túlio Araújo e outros. É daquele raro (infelizmente) tipo de pessoa com presença constante nos mais diversos shows, de Napalm Death a Eumir Deodato, de balada de playboy a experimental fritação.
Antigo bancário, enveredou pelo audiovisual fazendo parte do Coletivo Pegada e atualmente é um dos principais fotógrafos do meio musical em BH. Conferir seu portifólio no Flickr (com mais de 30 mil fotos) é também acompanhar um recorte do que tem acontecido na cultura de BH.
26 de agosto de 2016
Festival No Ar Coquetel Molotov chega a BH e divulga primeiras atrações
Em 2007/2008, eu depositava a grana dos correios pra que o pessoal do Recife me enviasse as edições da revista Coquetel Molotov. Em 2011, conheci Salvador indo trabalhar em uma edição do festival por lá. Então dá um prazer especial divulgar que estou envolvido na primeira edição do festival No Ar Coquetel Molotov BH.
A versão mineira do Coquetel é uma realização da Quente em parceria com a Coda (criadora e produtora do festival do Recife) e será realizada no dia 15 de outubro no CentoeQuatro, uma antiga fábrica de tecidos no centro de BH convertida em espaço cultural. As primeiras atrações divulgadas são a cantora Ava Rocha (pela primeira vez em BH), o grupo mineiro Pequeno Céu (prestes a lançar disco novo) e o pernambucano Jam da Silva. Várias outras atrações e atividades serão divulgadas nas próximas semanas, mas os ingressos já estão à venda por valores super em conta: R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira). Realizado no Recife desde 2004, o Coquetel Molotov consolidou-se como um dos principais festivais do país e, além de reunir a nata do indie nacional, já teve bandas gringas como Dinossaur Jr, The Kills, Teenage Fanclub, Health, Blonde Redhead, Nouvelle Vague, Peter Bjorn and John, The Sea and Cake e Guillemots.
SOBRE AS PRIMEIRAS ATRAÇÕES CONFIRMADAS
Voz rara, doce e poderosa, cheia de texturas tropicalistas e herdeira direta de Macalé, Ava Rocha é uma das maiores revelações da música brasileira. A filha de Glauber e da também cineasta Paula Gaitán atua em parceria com o marido e compositor Negro Leo. Seu disco “Ava Patrya Yndia Yracema” foi produzido por Jonas Sá, gravado e mixado por Martins Scian, com uma banda poderosa e cheio de participações especiais, mas sem desviar em nenhum acorde ou letra do estilo Ava ao mesmo tempo forte e suave, profundo e solar.
O Pequeno Céu começou como um projeto solo de Manuel Horta, que em 2009 lançou seu primeiro trabalho (todo gravado e tocado pelo próprio Manuel). A partir de 2011, o projeto foi ampliado e se tornou uma banda, lançando o disco "Sargaço" no fim de 2014. Musicalmente, é uma mistura entre a música popular brasileira e o math-rock. Uma obra livre que ganha corpo através da transfiguração do post-rock com afrobeat, jazz e de referências ao samba e ao universo da MPB.
Jam Da Silva é um artista capaz de cruzar as barreiras geográficas e estéticas. Com vasta experiência musical, já lançou dois álbuns em carreira solo – Dia Santo (2009) e NORD (2014) – e outros inúmeros discos coletivos. O músico viajou em várias excursões e colaborou com uma série de artistas internacionais e nacionais, ao vivo e em estúdios. Seu álbum "NORD" é uma provocação ao destino, exílio voluntário em busca de uma aproximação geográfica e sensorial gravado entre o Brasil e a Islândia.
CentoeQuatro - 15 de outubro
Coudelaria Souza Leão - 22 de outubro
12 de julho de 2016
Aquele texto no qual não consigo esconder a nostalgia em ver uma (quase) volta do Black Drawing Chalks
Zé Celso Martinez para atrás de nós e pergunta se estamos esperando um táxi. Chico César passa ao fundo com sua equipe. Aeroporto movimentado por causa da Virada Cultural de BH que começaria no dia seguinte. Os integrantes do Black Drawing Chalks comentam a morte do Baixo Astral enquanto penso em como seria uma selfie unindo a banda aos artistas ao nosso redor. Um encontro inusitado que remete à época em que o quarteto goiano era um dos grupos que mais circulava pelo underground brasileiro e nos encontrávamos de tempos em tempos em festivais como o Calango, em Cuiabá, e o Bananada, em Goiânia, e também em cidadezinhas do interior. Ao lado do Macaco Bong, é uma das bandas que definiu o rock alternativo brasileiro no fim da década passada. Até o Rogério Flausino se dizia fã deles.
Lá se vão quase 10 anos desde a primeira vez que os vi ao vivo (já comentei isso em outro momento). Pensar na história do Black Drawing me faz pensar no processo de desenvolvimento deste blog e da cena em que estamos envolvidos. Em 2009, foram uma das primeiras bandas a tocar em uma festa do Meio Desligado e enquanto estavam hospedados na casa dos meus pais eu acompanhava o Victor e o Douglas desenhando o que viria a ser o clipe de "My favorite way", hit da banda. Além de converter uma grande leva de ouvintes ao rock alternativo brasileiro (roqueiros ortodoxos que não acreditavam que pudesse existir boas bandas nacionais cantando em inglês), o BDC definiu uma estética visual marcante que contribuiu para catapultar a carreira (internacional) do estúdio Bicicleta Sem Freio, de seus integrantes Douglas (baterista) e Victor (vocalista e guitarrista, mas que atualmente atua como tatuador).
Em um semi-hiato desde meados de 2014, o Black Drawing Chalks voltou a BH dia 8 de julho, dentro da programação da mostra Música Quente, depois de dois anos. Período este em que seus conterrâneos do Boogarins alcançaram uma exposição internacional que provavelmente já ultrapassa os feitos do CSS, até então o grupo indie brasileiro de maior presença no exterior nos anos 2000. Não por acaso, o Boogarins tem como baterista Ynaiã Benthroldo (ex-Macaco Bong) e Renato Cunha, guitarrista do Black Drawing, como técnico de som. Retroalimentação e continuidade. Douglas, o baterista, não participou do show de BH por estar em Las Vegas em um trabalho do Bicicleta Sem Freio para o UFC. Em seu lugar, Rodrigo Miranda, do MQN - "tios" do BDC. "O Douglas começou a tocar por sua causa", alguém diz ao Miranda em determinado momento. Retroalimentação e continuidade.
Contextualizações à parte, o efeito ao vivo continua o mesmo de outrora. Energia crua e direta, aquela descarga barulhenta que aos poucos acaba com nossa audição e resulta em uma pulsão de morte que se transforma na vontade de destruição expressa fisicamente por moshs, cabeças inquietas e saltos do palco. Catorze músicas foram pouco. Focado no segundo disco da banda, Life is a big holiday for us (tocado na íntegra com exceção de uma das minhas favoritas, "Finding another road"), o repertório ainda teve "Cut myself in 2"e "Simmer down", do No dust stuck on you (terceiro e mais recente álbum), "Red love", presente apenas no disco ao vivo Live in Goiânia e somente uma do disco de estreia da banda (um crime!), a essencial "Big deal" (que dá nome ao álbum). A boa notícia é que, a julgar pelo crowd surfing dos integrantes durante o show e pela expressão em seus rostos mais tarde, tudo vai ficar bem e não deve demorar muito pra que mais pessoas voltem a ter essa experiência (e, torço, com mais músicas do primeiro disco inclusas). Help me.
Mais fotos na página da Quente no Facebook.
31 de maio de 2016
Novos vídeos do Baleia e Pequeno Céu ao vivo
Atrações do Música Quente de abril, a carioca Baleia fez o primeiro show da turnê de seu segundo disco na ocasião, enquanto o Pequeno Céu mostrou uma prévia do que vem por aí em seu segundo álbum, Praia Vermelha, previsto para o segundo semestre.
Assista às performances de "Motim", do Baleia, e "Paquistã/Urtiga", do Pequeno Céu. Mais informações sobre os shows do Música Quente no musica.quente.org.br.
Assista às performances de "Motim", do Baleia, e "Paquistã/Urtiga", do Pequeno Céu. Mais informações sobre os shows do Música Quente no musica.quente.org.br.
12 de abril de 2016
Salomão Terra _ Pacífico [lançamento exclusivo]
Estreia solo do multi-instrumentista Salomão Terra, Pacífico apresenta um som ímpar na cena mineira. As linhas e ondas na capa não são apenas um elemento estético, mas refletem conceitualmente as camadas e texturas que se destacam ao longo das 8 faixas que compõem o álbum. Influenciado principalmente por trip hop e synthpop, é um disco que flui com suavidade sem abrir mão da intensidade musical e das letras. Nomes como Portishead, Sneaker Pimps e How to Destroy Angels servem como referências para contextualizar o campo musical em que o disco se encontra, do encontro entre a eletrônica e instrumentos orgânicos.
Músico experiente, ligado a bandas como Valsa Binária e, anteriormente, ao Spooler, Salomão está acompanhado em Pacífico pelo produtor Lucas Mortimer (Confeitaria / Grupo Porco de Grindcore Interpretativo / Monograma) e os músicos Ygor Rajão (Graveola e o Lixo Polifônico / Fusile), Fernando de Sá Monteiro (A Fase Rosa / Juventude Bronzeada), Priscila Armani, Robert Frank (Pelos de Cachorro) e Gladson Braga. O projeto gráfico é de Jaime Silveira, que também assina capas de discos de artistas como Jair Naves, ruído/mm e Banda Gentileza.
Pacífico também está disponível para audição nos principais serviços de streaming. Escolha o seu preferido:
Deezer, Spotify, Soundcloud ou Youtube. Aproveite para acompanhar as novidades do Salomão no Facebook.
[Foto do Rafael Sandim]
11 de abril de 2016
Vídeos exclusivos do Silva e Leonardo Marques ao vivo
No show de lançamento do Júpiter, seu terceiro álbum, em BH, o Silva também tocou "Um girassol da cor de seu cabelo", clássico do Clube da Esquina de autoria do Lô Borges, e misturou o single "Volta" com "Uma onda no mar", do Lulu Santos. Abaixo você assiste aos vídeos com exclusividade!
Outro vídeo da mesma noite é o do mineiro Leonardo Marques (Transmissor, Diesel, Udora, Maglore) tocando "Day mind travel", uma das minhas favoritas do seu disco de estreia, Dia e noite no mesmo céu.
Outro vídeo da mesma noite é o do mineiro Leonardo Marques (Transmissor, Diesel, Udora, Maglore) tocando "Day mind travel", uma das minhas favoritas do seu disco de estreia, Dia e noite no mesmo céu.
30 de março de 2016
Destaque da nova geração carioca, Baleia lança segundo disco em BH
Show marca estreia de nova turnê da banda e será realizado n'A Autêntica no dia 8 de abril, sexta. Abertura será da banda instrumental Pequeno Céu
Considerada uma das principais bandas da cena carioca atualmente (e uma das favoritas aqui do blog), a Baleia retorna a BH para lançar seu disco Atlas na programação do Música Quente, projeto focado em shows inéditos em BH que faço pela Quente. Este será o lançamento oficial do disco, o primeiro show do sexteto carioca após o lançamento digital do álbum. Produzido pela banda em parceria com Bruno Giorgi (filho de Lenine), Atlas apresenta um pop idiossincrático que é tanto uma quebra como uma evolução do trabalho anterior, o elogiado Quebra Azul, de 2013. Assim como no disco de estreia, Atlas também tem 8 canções que traduzem, cada uma à sua maneira, o universo pop e um tanto experimental que a banda habita. Segundo o próprio grupo, o novo álbum conversa com o lado mais enérgico e intenso do primeiro disco, já que apresenta uma sonoridade mais robusta e percussiva – muitas vezes usando o rock como diretriz na hora de colocar as ideias em prática.
O show de abertura será da banda instrumental Pequeno Céu. Iniciada em 2009 como uma one-man band, o projeto se expandiu e tomou forma como banda em 2011. No fim de 2014 lançaram o primeiro álbum, Sargaço, e atualmente estão em fase de pré-produção do segundo disco. Musicalmente, é uma mistura entre a música popular brasileira e o math-rock. Uma obra livre que ganha corpo através da transfiguração do post-rock com afrobeat, jazz e de referências ao samba e ao universo da MPB.
Antes e depois dos shows eu e o Nest (meu sócio na Quente e um dos principais DJs de BH) cuidamos do som.
Mais informações no evento no Facebook. Também rola de comprar o ingresso abaixo.
Considerada uma das principais bandas da cena carioca atualmente (e uma das favoritas aqui do blog), a Baleia retorna a BH para lançar seu disco Atlas na programação do Música Quente, projeto focado em shows inéditos em BH que faço pela Quente. Este será o lançamento oficial do disco, o primeiro show do sexteto carioca após o lançamento digital do álbum. Produzido pela banda em parceria com Bruno Giorgi (filho de Lenine), Atlas apresenta um pop idiossincrático que é tanto uma quebra como uma evolução do trabalho anterior, o elogiado Quebra Azul, de 2013. Assim como no disco de estreia, Atlas também tem 8 canções que traduzem, cada uma à sua maneira, o universo pop e um tanto experimental que a banda habita. Segundo o próprio grupo, o novo álbum conversa com o lado mais enérgico e intenso do primeiro disco, já que apresenta uma sonoridade mais robusta e percussiva – muitas vezes usando o rock como diretriz na hora de colocar as ideias em prática.
O show de abertura será da banda instrumental Pequeno Céu. Iniciada em 2009 como uma one-man band, o projeto se expandiu e tomou forma como banda em 2011. No fim de 2014 lançaram o primeiro álbum, Sargaço, e atualmente estão em fase de pré-produção do segundo disco. Musicalmente, é uma mistura entre a música popular brasileira e o math-rock. Uma obra livre que ganha corpo através da transfiguração do post-rock com afrobeat, jazz e de referências ao samba e ao universo da MPB.
Antes e depois dos shows eu e o Nest (meu sócio na Quente e um dos principais DJs de BH) cuidamos do som.
Mais informações no evento no Facebook. Também rola de comprar o ingresso abaixo.






