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6 de dezembro de 2016

Achei que devia fazer um texto sobre os 10 anos do blog mas não pensei num título bom



6 de dezembro de 2006. As capas dos jornais informam sobre o caos nos aeroportos brasileiros (uma prévia do "relaxa e goza"). Nasa encontra provas de água em Marte. Saddam Hussein ainda está vivo e acaba de ser sentenciado à morte. Um Golpe de Estado em curso em Fiji. Lula reeleito com mais de 60% dos votos. Playstation 3 e o Wii são lançamentos recentes.  Randy Rhoads faria 50 anos se estivesse vivo. Sarah Sheeva ainda vê AQUILO MARAVILHOSO.

Às 11:19 daquela quarta-feira, provavelmente durante uma aula chata de diagramação, fiz a primeira publicação por aqui. Talvez fosse a época em que eu estudava jornalismo pela manhã, trabalhava de tarde, estudava design de noite e chegava em casa à meia-noite, na região metropolitana de BH. A memória falha, mas não é necessariamente um problema, já que o que esquecemos também é parte do que define o que somos. 1.329 posts depois, percebo que parte do que sou hoje passa por aqui. E que durou todo esse tempo porque sempre escrevi para mim em primeiro lugar, independente de visitantes. Porque em meio a todas as falhas, textos ruins e a prepotência irônica da adolescência também havia a curiosidade, o prazer do descobrimento e ____________ (complete com outras coisas que vemos em textos motivacionais).

Eu não conhecia nenhum músico, nenhum produtor, nenhum jornalista. No meu blog anterior, tampava os rostos de todos os músicos nas fotos porque acreditava que a única coisa que importava era a música em si, não a aparência, os egos. Achava a coisa mais brega e egocêntrica os nomes próprios dos artistas em suas carreiras solo (quer dizer, ainda acho). Acreditava que a arte só poderia ser sincera e livre se gratuita, desvinculada de relações mercadológicas. Só que a realidade pro filho de uma ex-caixa de supermercado e um ex-entregador de pães é bem distinta de uma utopia artística. O processo é lento. E se em um primeiro momento imaginar certo conformismo gera decepção, em outro a mesma lentidão te faz acreditar que é possível mudar as coisas por dentro. Estar dentro do sistema para tentar mudá-lo. "Você vai escolher o que tiver mais perto de você, o que tiver dentro da sua realidade", dizem os Racionais.

Revisito os arquivos com parcimônia (não sei de onde me veio a vontade de usar essa palavra, mas veio), faz parte de um processo de autocrítica. Por mais que às vezes eu não reconheça o autor daquelas publicações, os textos que geraram 80 mil acessos em um dia e os que ficaram nos 100 leitores importam da mesma forma porque têm um valor pessoal (há anos, aliás, sequer acompanho as métricas de acesso do blog). E, imagino, algum valor pra outras pessoas.

É só mais uma entre várias abstrações, mas considerei a data um momento pertinente pra recapitulações. O rio nunca é o mesmo, não é? Recentemente anotei a fala de um neurologista (no contexto original, sobre sinapses e esquizofrenia): "o segredo do aprendizado é a eliminação sistemática do excesso. É principalmente morrendo que nós crescemos". Tem a ver com a euforia da infância e da adolescência, os processos do corpo. E funciona também aqui.

Em 2006, escrevia da perspectiva de alguém com muitos "nuncas" na vida (como nunca ter saído de Minas Gerais) e a ingenuidade de acreditar que poderia fazer o que quisesse na vida. Cortei alguns nuncas e continuo tentando, mas se der errado a preparação já foi feita. E no geral, a gente sabe, o que vale é o processo.

E sobre música, cena independente, indie e afins? Esqueci das aspas. Muitas.

Aff...

Bem, melhorou. Tanto pra quem produz como pra quem gosta de ouvir (pra evitar a palavra "consome"). E também derrubou ainda mais a barreira entre esses dois pontos da cadeia (quem produz e quem ouve). Os algoritmos do Spotify e afins, por exemplo, são uma alternativa bem mais interessante do que textos de Facebook sobre as bandas dos amigos dos seus amigos ou blogueiros querendo pagar de descolados com suas escolhas diferentonas. É relativamente fácil descobrir as casas de show que abrangem determinado gênero musical em cada cidade e entrar em contato com produtores do mundo todo. Não que isso já não fosse possível em 2006, mas agora mais gente já se tocou de que, opa, isso dá pra fazer (piada geograficamente localizada, entendedores entenderão).

Parte do que é ruim permanece da mesma forma. Produtores que pensam apenas no dinheiro, jornalismo à base de amizade, músicos que tentam tirar os méritos do outro que começar a se destacar mais. Recalque, inveja, insegurança? Em cada cidade a história se repete, é comum encontrar aqueles que se acham injustiçados e reclamam dos demais, das panelas da cena (as "panelas", quase sempre mal-acompanhadas em um contexto fora do culinário).  E assim se fecham nos próprios nichos, às vezes reproduzindo uma das práticas mais questionáveis do rap, que é identificar oponentes de maior visibilidade e tentar chamar atenção para si ao atacá-los (sobre o assunto, vale a audição dessa e dessa outra música - gosto de ambas, apesar de discordar de pontos dos discursos). Não que sejam críticas vazias (apesar de serem só chorume na maior parte das vezes). Mas o que mais vejo são pessoas que sequer contribuem efetivamente pra que aconteça uma real melhora, apenas pensam em seus próprios egos trabalhos, não vão aos shows de outros artistas, não divulgam trabalhos alheios (em um sentido mais amplo, alguém fora da sua patota), não buscam uma troca maior. E trocas, intercâmbios, a gente sabe, são geralmente bons.

Voltando ao assunto original.

Este ano também marcou um desejo antigo, o Festival Meio Desligado. Ingressos esgotados e uma satisfação enorme por ter a Guizado, E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante, Sara Não Tem Nome e Luneta Mágica na primeira edição. Os planos são uma segunda edição em breve, independente de patrocínios ou apoios. Por aqui, continuar com um texto semanal (pensei em definir uma atualização sempre na segunda-feira mas gosto da liberdade de publicar quando quiser) e algumas séries temáticas já em andamento. Além de continuar e ampliar as atividades da Quente, claro. Aproveito pra pedir desculpas a todos que enviam emails e não têm resposta, eu realmente leio muito pouco os emails do blog e por isso peço pra enviar via Twitter.

Pensei em citar Belchior agora, mas achei cafona (apesar de real). Quem sabe com o tempo a gente acerte mais, né?


1 de dezembro de 2016

100 bandas de BH pra ver ao vivo, hoje

Sem restrição de gêneros, apenas uma lista com bandas de BH atualmente ativas. De novidades do rap como a DV Tribo e o novo single metalcore do Carahter a "hits locais" antigos do Graveola, por exemplo. Indie, MPB, funk, metal, samba, jazz, ska, hardcore... um pouco de tudo do que rola atualmente na cidade.

Comecei essa lista como uma pesquisa pra futuros eventos da Quente (e pro festival Meio Desligado 2017) e achei válido tornar pública pra que mais pessoas tenham contato com parte da produção contemporânea de BH. Fiquei surpreso com a quantidade de artistas que possuem vários trabalhos lançados e ainda estão fora das plataformas de streaming (por isso a ausência de alguns nomes relevantes na lista).

Sugestões pra continuar atualizando a lista são super bem vindas, só mandar nos comentários. Ah, e fica a dica pra seguir o perfil do Meio Desligado no Spotify.

31 de agosto de 2016

Registro da cena: Flávio Charchar

Às vezes estamos tão perto de algo que é difícil ter uma visão crítica, perceber a real dimensão daquilo. Geralmente o resultado disso é a superestimação de iniciativas próximas da gente, como aquela banda ruim de amig@s que você gosta principalmente devido ao valor sentimental. Mas o inverso também acontece e por vezes subestimamos aquilo com o qual estamos acostumados. Reparar no trabalho do fotógrafo Flávio Charchar me fez pensar nisso.

Talvez você não o conheça pessoalmente mas, se já se envolveu de alguma forma com a cena musical independente de BH, é bem provável que já tenha visto alguma(s) de suas fotos. São dele ensaios fotográficos de diversos artistas da cena local como Nobat, Todos os Caetanos do Mundo, Sentidor, Aline Calixto, Túlio Araújo e outros. É daquele raro (infelizmente) tipo de pessoa com presença constante nos mais diversos shows, de Napalm Death a Eumir Deodato, de balada de playboy a experimental fritação.

Antigo bancário, enveredou pelo audiovisual fazendo parte do Coletivo Pegada e atualmente é um dos principais fotógrafos do meio musical em BH. Conferir seu portifólio no Flickr (com mais de 30 mil fotos) é também acompanhar um recorte do que tem acontecido na cultura de BH.

Lote 42 na Benfeitoria Silva Tiago Iorc Nobat Luneta Mágica

10 de novembro de 2014

Última edição da coletânea Cena Independente

Após 28 edições, a coletânea mensal Cena Independente chegou ao fim em setembro, apesar de só agora ser publicada por aqui. Ela era uma espécie de Music Alliance Pact, só que em escala nacional em vez de global: uma vez por mês, cada blog selecionava uma banda do seu Estado de origem e essa coletânea era publicada por todos os blogs participantes.

A Clara Cortêz, criadora da coletânea, fez um texto de despedida, que você lê abaixo. Ao fim do post está o player com as faixas desta última edição e os participantes da coletânea com as músicas escolhidas pelos mesmos.

A coletânea Cena Independente surgiu de uma inquietação. Daquela mesma indignação besta que você sente ao não ver seus favoritos numa lista massa de fim de ano daquele site/blog que você acompanha e respeita. De ver tanta coisa boa surgindo em lugares supostamente improváveis do país, mas sendo ignoradas por quem tinha mais poder de difundí-las. O que fazer, então? Fã de música que é fã de música vai à luta – mas não vai sozinho. A missão parecia complicada. Juntar um blog de cada estado do país que bancasse a tarefa de eleger uma vez por mês uma banda de sua cena local para produzir conteúdo e incluir uma faixa numa mixtape. A verdade é que nunca foi possível alcançar todos os lugares, o que é uma pena, mas uma turma muito boa, de todas as regiões do país e de todos os estados do nordeste e sudeste, abraçou a ideia. Ao longo de dois anos, procuramos apresentar e difundir o melhor da nova música nacional, contornando preconceitos e abrindo espaço do axé indie ao metal extremo. Mas o fato é que o tempo e o formato da coletânea acabaram engessando e desgastando sua produção. Encerramos aqui em sua edição nº 28. À todos que nos acompanharam e àqueles que construíram cada uma delas conosco, o nosso muito obrigada. Até a próxima.




Felipe Matheus Lima (Atividade FM)
“Fiver”, Rieg (PB)

Gabriel Ramos (Novo Rock Nacional)
“Zé”, Chá de Gim (GO)

Guilherme Guio (Road To Cydonia)
“Paixão Lunar”, Fernando Zorzal (ES)

Enio Vermelho Jr (Defenestrando)
“Overrated U", Heavy Metal Drama (PR)

Luciano Matos (El Cabong)
“NIVI”, Pastel de Miolos (BA)

Clara Cortêz (FUGA Underground)
“Saturday Night”, Talude (RN)

Fernando Lopes (Floga-se)
“Limbo”, Herod (SP)

Júlio Baros e Marvin Lima (202 Produções)
“Give Me Peace”, Neanderthais (PI)

Marcos Xi (RockInPress)
“Um Totem Do Amor Impossível”, Séculos Apaixonados (RJ)

Diego Albuquerque (Hominis Canidae/AltNewspapper)
“La Doce Morte (Horror Tales)”, Caos Sphere (PE)

Luiz R. (Sirva-se)
“Carinho Que Mora Logo Ali”, Alfabeto Numérico (AL)

Marcelo Santiago (Meio Desligado)
“Saudade”, minimalista (MG)

Fabio Gomes (Som do Norte)
“Sair Daqui”, Os Descordantes (AC)

5 de novembro de 2014

"O mundo pelo correio é muito pequeno"

Em 1994, o Jefferson Santos, que mais tarde viria a se tornar um dos criadores da icônica Motor Music, deu uma entrevista para a Rede Minas para comentar o zine que produzia na cidade de Divinópolis (interior de MG) chamado Kaspar. O que mais me chamou atenção (além das comparações entre a realidade do cenário independente daquela época e o atual) foi a fala de Jeff em relação a como se comunicava com artistas de todo o mundo: "o mundo pelo correio é muito pequeno". E neguinho reclamando da internet hoje em dia...

27 de maio de 2014

Assistir mais tarde - parte 2

Continuando aquela outra publicação...

Fóssil, "Mocumentário"


Araguari, o que foi que aconteceu?


Funk Ostentação

Túlio Araújo - Manguêra.doc

Novos Baianos FC


Três ou quatro riffs

17 de maio de 2014

Coletânea Cena Independente #27

Após um breve hiato e algumas dissidências, a coletânea mensal Cena Independente publica mais uma edição inédita. A seleção é feita através da curadoria dos sites e blogs que fazem parte do projeto e que, aqui, ficam responsáveis por peneirar todos os meses os sons de suas cenas locais.

Nesta edição, o designer Leandro Benyk, convidado pelo Defenestrando (curador da cena paranaense), assina a arte da capa. Mais de seus trabalhos podem ser vistos aqui.

Interessados em participar podem conversar com a Clara no email mixtape.cenaindependente@gmail.com e se informar mais sobre o projeto no blog coletaneaindependente.wordpress.com

Você pode escutar a coletânea no player abaixo ou fazer o download de todas as músicas.




MINAS GERAIS: Meio Desligado
Magalhães – Ver Tereza
indie tropical
Membro do combo de afrobeat psicodélico Iconili (no qual tocava baixo e atualmente é trompetista) e colaborador frequente do Transmissor, Victor Magalhães Silva lançou em março seu primeiro álbum solo, "Trago Seu Amor". A tropicalidade do Iconili permanece, mas com uma roupagem diferente que remete tanto a Rodrigo Amarante como a Felipe Cordeiro, tudo envolto em uma atmosfera vintage, resumida na classificação de gênero escolhida pelo artista para definir o álbum: "kitsch brazilian groove". "Ver Tereza" é a faixa que abre o álbum, mas vale apena ouvir o disco completo.
Para quem gosta de: Rodrigo Amarante, rock sessentista, Dead Lover's Twisted Heart em português
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BAHIA: El Cabong
Murilo Sá & Grande Elenco – Eis Que Eu Tento Me Entreter
rock psicodélico
Murilo Sá é um baiano que desistiu de tentar a carreira em Salvador e decidiu encarar o caminho de São Paulo. Levou na bagagem o violão e um punhado de canções que remetem ao rock dos anos 60. Psicodelia, melodias, um cheirinho agradável de mofo e uma sonoridade que pela influência em comum lembram o bom rock gaúcho. Murilo acaba de lançar um EP, que serve como prévia para o disco que sai ainda este ano.
Para quem gosta de: Jupiter Maçã, Mutantes, Mopho
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PARANÁ: Defenestrando
Cavernoso Viñon – Drugstore
blues/rock
Formado por músicos com boa experiência no cenário musical curitibano, o Cavernoso Viñon é uma pequena seleção de talentos roqueiros da cidade. O grupo surgiu como um filho natural da Trajano Reis, uma rua que concentra amostras do que há de melhor e de pior na noite curitibana – algo como a Rua Augusta das araucárias. Tendo esse universo como cenário, a vocalista Lolo Quevedo canta em francês enquanto Lucian Araújo, Ricardo Maia, Yan Lemos e Leonardo Lotowski explodem em um blues corrosivo. A banda acaba de soltar o clipe da música “Drugstore” e prepara o lançamento de um novo EP para os próximos meses.
Para quem gosta de: Jack White, The 5678’s, chanson francesa
Mais de Cavernoso Viñon no Soundcloud


ALAGOAS: Sirva-se
Tribo – 1986
rap/ragga/soul
Tribo é o nome adotado por Fernando Rozendo para dar voz ao seu trabalho como MC e que acabou de ganhar as ruas com o seu primeiro álbum. O cara que já integra a banda de black music Favela Soul, apresenta agora uma outra roupagem para o seu som e deixa claro que sua musicalidade é diversa mas com foco nos elementos da música negra. “1986”, a faixa escolhida para essa edição da mixtape, é uma das últimas músicas liberadas pelo cara para divulgar o seu álbum lançado nesse mês de março. Um trabalho em constante mudança e que vem ganhando espaço no cenário do rap em Alagoas. Vale conferir!
Para quem gosta de: Black Alien, GOG, Speedfreak S
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PERNAMBUCO: AltNewspaper
Caldo – Salsa
instrumental/experimental
Caldo, tal qual o termo, é uma mistura. Porém, neste caso, uma mistura sonora entre dois nomes de gerações distintas da música pernambucana. Gabriel Isodoro (A Banda de Joseph Tourton) toma conta das guitarras e loops, Pernalonga (Faces do Subúrbio, entre vários outros projetos) manda na bateria e vocal. O projeto teve inicio de maneira natural, numa mistura de grooves e influências, que já dão frutos dos mais diversos estilos. Deve sair um registro oficial da banda ainda neste ano, mas aqui na mixtape do Cena Independente adiantamos um pouco do que deve vir por ai. Em “Salsa”, temos um instrumental com um que de guitarrada e muito loop de guitarra e bateria quebrada do Afrobeat.
Para quem gosta de: A Banda de Joseph Tourton, Macaco Bong, Caldo de Piaba
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RIO GRANDE DO NORTE: FUGA Underground
Plutão Já Foi Planeta – Daqui Pra Lá
indie pop
Plutão Já Foi Planeta vem chamando atenção pela opção, ainda rara entre as bandas de destaque da cena potiguar, de uma sonoridade radiofônica e letras em português. Da escaleta aos vocais boy and girl, a formação segue a composição usual de uma banda de indie pop dos anos 2000. Pelo menos no seu primeiro single, “Daqui Pra Lá”, a receita não vai se afastar muito do alternativo de massa, lembrando o Los Hermanos do primeiro disco.
Para quem gosta de: Los Hermanos, Cícero, Apanhador Só
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GOIÁS: Novo Rock Nacional
Carne Doce – Sertão Urbano
rock psicodélico
Salma Jô e Macloys moram juntos em Goiânia e compõem inspirados no cotidiano, nas conversas à mesa, à cama. Assim nasceu a Carne Doce. Em abril de 2013, fizeram sua estreia com o lançamento do EP digital “Dos Namorados”, recebendo elogios de blogs especializados. Hoje com João Victor (guitarra e sintetizador) e Ricardo Machado (bateria), a banda prepara seu primeiro álbum e promete lançá-lo em 2014.
Para quem gosta de: Novos Baianos, Mutantes, Caetano Veloso
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PARAÍBA: Atividade FM
Red Butcher – Magnás
stoner/doom/psicodelia
O trio pessoense que mistura stoner rock com doom e doses de psicodelia, chamado Red Butcher, lançou seu primeiro EP autointitulado no início deste mês. O grupo iniciou suas atividades ainda em 2009, com o passar do tempo ficou conhecido pelos excelentes shows na cidade de João Pessoa (PB). Agora, quem acompanhou o trabalho da banda, pode escutar em casa um EP com 5 faixas carregadas das maiores com as influência dos integrantes: Bruno Alves (baixo), Magno Fontolan (bateria) e Neto Londres (guitarra). Toda a gravação do EP foi feita de forma ao vivo, sendo captado no estúdio da Mardito Discos, mixado pelo Bruno Alves e masterizado por Pepeu Guzman.
Para quem gosta de: Macaco Bong, The Flying Eye, Young Widow
Mais de Red Butcher no Soundcloud

8 de abril de 2014

A relação entre Los Hermanos e o crescimento da cena de rock instrumental brasileira - uma tese

Ao menos no Facebook, 40% dos leitores do Meio Desligado tem entre 16 e 24 anos. Isso indica que, muito provavelmente, um bom número de pessoas que atualmente acompanham o blog e se interessam por música alternativa brasileira não tiveram contato direto com a cena indie nacional nos anos 90 (ou até mesmo no início dos anos 2000). Para essas pessoas é comum, hoje, ir a shows em bibocas alternativas e ver as pessoas no palco cantando no nosso idioma, mas esse acontecimento era raro há cerca de 15 anos. Pense nas bandas do underground nacional dos anos 90 e virada para os anos 2000 - quase todas cantavam em inglês.

Então, qual foi o ponto de virada?

Uma das respostas pode ser o Los Hermanos.

(aqui entra a pausa para alguns rirem)
























(aqui voltamos ao assunto)

Com o lançamento do CD de estreia da banda e o sucesso de "Anna Júlia" o grupo poderia ser apenas mais um hit temporário do pop rock mainstream. No entanto, os rumos tomados no Bloco do eu sozinho, lançado em 2001, tornaram tudo diferente. Com o sucesso comercial do disco de estreia (250 mil cópias vendidas) e o sucesso de crítica do Bloco, o Los Hermanos mostrou ao público e ao mercado que era possível construir uma carreira bem-sucedida sem ter que abrir grandes concessões e cantando em português. Ao mesmo tempo, apresentou uma maturidade musical e novas referências artísticas ao público conquistado através do primeiro disco e dos grandes esforços de jabá marketing executados pela gravadora Abril (os mesmos esforços que foram deixados de lado na época do Bloco pelo fato de a gravadora achar o álbum "não-comercial").

O Bloco do eu sozinho vendeu muito menos do que o álbum anterior (40 mil cópias), mas rendeu à banda uma base fiel indie-universitária de fãs que cresceria com o tempo. Na esteira do sucesso dos hermanos, uma nova leva de artistas viu que suas aspirações de conquistar o mercado internacional eram improváveis de se concretizar e que, para ter maiores chances no mercado nacional, era preciso cantar em português.


Nos anos seguintes ao lançamento do Bloco houve uma proliferação de novas bandas que assumiram desde o início o português em suas letras e grupos antigos que deixaram o inglês macarrônico de lado.

E onde entra a cena instrumental nisso tudo?

Enquanto as bandas cantando em inglês eram maioria no rock underground, a quantidade de bandas instrumentais nessa mesma cena era extremamente pequena. Pense além dos grupos de surf rock e dificilmente virão mais do que dois ou três nomes.

O que teria acontecido é o seguinte: enquanto muitos artistas viram no português uma solução para tentar se estabelecer no mercado, vários músicos não tinham identificação com a música cantada em português (ou com a música brasileira, em geral). As referências de quem fazia rock alternativo no Brasil eram majoritariamente estrangeiras, cantar em português, para muitos, não era sequer uma opção (me lembro claramente do vocalista da Diesel, talvez a maior promessa que o rock alternativo nacional já teve, dizer exatamente isso).

Focar em projetos instrumentais, então, teria sido uma forma de dar vazão à criação artística nesse cenário. De um lado, aqueles que haviam desistido de cantar em inglês (talvez percebendo o quão ridículos soavam) mas não se sentiam confortáveis compondo em português depois de anos alfabetizados musicalmente em outro idioma. Do outro, músicos que permaneciam com as influências estrangeiras (e com o passar do tempo, até inseriram elementos da música brasileira em suas sonoridades, no caso de alguns) mas abriram mão da voz, independente de em qual língua ela pudesse vir a ser.

O Brasil sempre teve grandes artistas na música instrumental, mas em se tratando do rock brasileiro, a quantidade de bandas surgidas a partir dos anos 2000 é um fenômeno sobre o qual poucos se debruçaram. Esta é uma breve contribuição para o tema.

Atualização: como bem lembrou a Kátia Abreu no Facebook, não por acaso, ao iniciar sua carreira solo pós-Los Hermanos o Camelo chamou o Hurtmold, a principal banda da cena de rock instrumental brasileira (e que iniciou suas atividades ainda nos anos 90).

Curiosidade: segundo dados do jornal O Globo, a turnê de retorno do Los Hermanos em 2012 teve 155 mil ingressos vendidos nos 23 shows realizados. Com a média de valor de ingresso a R$ 75, apenas com a venda das entradas a banda teria movimentado nada menos que R$ 11.625.000 (são tantos números que vou escrever por extenso: onze milhões seiscentos e vinte e cinco mil reais).


22 de março de 2014

Sobre a importância das bandas "sem futuro"



Qual a sua definição de sucesso? Na maioria das profissões, é uma mistura de altas remunerações e elogios sobre o trabalho realizado (o tal do "reconhecimento"). Na música independente brasileira, seguindo esse ponto de vista, seriam pouquíssimos os casos de sucesso. Para facilitar e ser mais realista, as altas remunerações poderiam até dar lugar a "remunerações que permitam a independência financeira". Por "independência financeira", segundo o site O Pequeno Investidor, muitos brasileiros podem entender "ter a casa própria e um emprego que pague as contas". Aí complica novamente. Quantos músicos independentes conseguiram comprar suas casas e pagar suas contas através da música? Vamos cortar a parte da casa própria e nos contentar apenas com a parte de pagar as contas. Ainda assim, aposto que não apareceram em sua mente muitos novos exemplos de músicos bem-sucedidos atuando no underground tupiniquim (aliás, adoro essa palavra, que remete à primeira tribo indígena encontrada por Pedro Álvares Cabral em 1500 - ou seja, os primeiros a se fuder).

Sucesso na música independente brasileira, então, se aproximaria de um pinto com mais de 20 cm: 1) você sabe que existe, mas poucos têm 2) muitos fazem de tudo para convencer aos outros de que o tem, apesar de terem noção de que é uma mentira relativamente difícil de manter 3) em ambos os casos, muitos gastam grandes quantias tentando obtê-lo.

Mas falemos menos de falos.

Análise de mercado, investimento, planilha financeira, cronograma, projeto, estratégia de divulgação, planejamento, fluxo de caixa, stakeholders... Termos da rotina empresarial mas que estão cada vez mais presentes no dia a dia das bandas. Se por um lado demonstram uma busca por profissionalização no mercado musical, também representam uma perigosa caminhada rumo à mercantilização excessiva da música independente/alternativa, supostamente mais sincera e original do que a produção mainstream justamente por não se basear nas necessidades mercadológicas.

A vontade de obter repercussão e dinheiro (sucesso?) faz com que bandas e artistas gastem cada vez mais tempo com planejamento. Os resultados positivos mais óbvios são o crescimento de público e uma bem-vinda profissionalização que se expande pela cadeia produtiva do setor. Por outro lado, cresce também a padronização na execução das carreiras artísticas e, pior, na produção resultante. Mesmo na cena indie. 

Nesse cenário pasteurizado, um tipo de artista passa a ser ainda mais crucial: aquele por vezes marginalizado e taxado como "sem futuro". Esses artistas, conscientemente ou não, são atores essenciais. Eles não fazem planos de largar seus empregos e contratar assessores de imprensa. Ao mesmo tempo em que diminuem as chances de se decepcionarem com os rumos de suas carreiras, permanecem fieis ao que os motivou a montar uma banda. Caso não tenha percebido, estou me referindo à música.

Essa deveria ser a essência do underground, um grande espaço de liberdade de criação no qual o futuro é uma incógnita - e isso é um grande ponto positivo. Um dos aspectos mais interessantes do punk/hardcore são justamente os limites de ambição inerentes ao gênero. Ninguém cria uma banda de hardcore almejando se tornar milionário. A música, o contato com as pessoas, a necessidade de se expressar, junto de outros elementos, vêm antes do "sucesso". E, claro, transformar tudo isso em uma atividade sustentável é uma boa meta.

Não existe nada de errado em querer viver da sua música. Mas, antes de ser um produto ela é sua forma de expressão, capaz de provocar as mais diversas reações e sentimentos nas pessoas por todo o planeta. Se ao pensar nas possibilidades da sua criação artística ela ainda não estiver em primeiro lugar nos seus planos, talvez você devesse, sim, repensar o seu futuro.

Essas bandas podem não ter um futuro comercial relevante, mas são essenciais para o futuro da música. Se todos estiverem preocupados especificamente em obter remunerações que os sustentem, haverá cada vez menos espaço para as manifestações artísticas mais experimentais, mais ousadas. E quem também perde nesse cenário é o público.

Parte do ponto de vista é: muitos nunca vão ganhar grandes quantias com seus trabalhos artísticos e, paralelamente, também podem gastar quantias significativas, e é preciso ter isso em mente. O que é diferente também de ter a música como um hobby eventual.

A sensação, conversando com músicos de diferentes cidades, é que existe um clima de insatisfação e certa decepção com o mercado, mas talvez isso seja fruto de ambições exageradas. A internet criou a imagem de que todos podem ter o tal sucesso (assim como alguns acreditam na história do "aumente seu pênis"), mas a realidade é dura e nem todos estão preparados para a cauda longa (ou para o pinto curto - não resisti ao trocadilho).

Da mesma forma que a ausência de um pau enorme pode ser compensada de diversas formas (inclusive, ficando claro que tamanho, definitivamente, não é o mais importante), a concepção de sucesso deve ser retrabalhada. Às vezes, tocar para 50 pessoas em cada cidade visitada pode ser um excelente bom resultado. Depende de como você se prepara (seus gastos, quais produtos complementares você tem a oferecer etc) e como você lida com isso. E frente ao poder de publicitários, pesquisadores de tendências, jornalistas desinformados e outros seres abomináveis que costumam contribuir para o sucesso ou não de algo, não ter um futuro pode ser uma boa opção.

Ps: dispenso o mimimi de quem interpretar o texto como sendo um incentivo à não-remuneração dos músicos, beleza? E opinião, afinal, é tipo herpes: quase todo mundo tem, mas só alguns manifestam.

6 de março de 2014

Cena Independente #25



1 Baleia – Motim [RIO DE JANEIRO: RockInPress]
2 Foba – Por Que Você É Tão Legal? [PARANÁ: Defenestrando]
3 Uyatã Rayra & A Ira de Rá – Amendoim [BAHIA: El Cabong]
4 Dubom Rap – Mantra [RIO GRANDE DO NORTE: FUGA Underground]
5 Viní – Up 2 da Club [SÃO PAULO: Miojo Indie]
6 In Fectos – Novo Oeste [ALAGOAS: Sirva-se]
7 Semente de Vulcão – Ray Charles [PERNAMBUCO: AltNewspaper]

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1 de dezembro de 2013

Cena Independente #23

Mais uma edição da coletânea mensal Cena Independente, desta vez sem colaboração do Meio Desligado. A Cena Independente é uma coletânea inspirada no Music Alliance Pact, que busca apresentar aquilo que há de mais novo e relevante na música nacional através da curadoria de blogs especializados, cada um responsável por um estado brasileiro. A mixtape é organizada pelo FUGA Underground e publicada sempre no último dia de cada mês pelos blogs parceiros.




1 Androide Sem Par – Com Um Buraco No Peito [RIO GRANDE DO NORTE: FUGA Underground]
2 Imof – Chuva [PARANÁ: Cena Low-Fi]
3 Capotes Pretos na Terra Marfim – Traços Simples [CEARÁ: Implosão Sonora]
4 CESRV – Times Like These [SÃO PAULO: Move That Jukebox]
5 Kalouv – Boa Sorte, Santiago [PERNAMBUCO: AltNewspaper]
6 Suinga – Sacolão [BAHIA: El Cabong]
7 Dof Lafá – Zero [ALAGOAS: Sirva-se]
8 Grimriot – Believe Me [RIO GRANDE DO SUL: Ignes Elevanium]

RIO GRANDE DO NORTE: FUGA Underground
Androide Sem Par – Com Um Buraco No Peito
indie pop
Pelo menos nos últimos dois anos, as melhores novidades da música alternativa potiguar têm vindo de músicos já com uma longa relação com a cena. O Androide Sem Par é mais uma que segue essa tendência. Projeto mais recente de Juão NIN, vocalista da banda de metal alternativo AK-47, o Androide Sem Par estreou em janeiro com o álbum “Grave”, disponível para download gratuito no DoSol NetLabel. Uma de suas faixas de destaque, “Com Um Buraco No Peito” traz um indie pop agridoce com as agruras do fim de um relacionamento, um tema que vai se repetindo ao longo de todo o disco embalado por outras referências musicais, que passam pela mpb nordestina e o pop rock nacional dos anos 80 e 90. 
Para quem gosta de: Feist, Arcade Fire, Beirut

PARANÁ: Cena Low-Fi
Imof – Chuva
folk rock
Banda nova (de 2012), contudo, formada por (autênticos) veteranos da cena Curitibana. Osmário Júnior (baterista, integrou as bandas CMU Down, UV Ray, Dive e Sofia), Fernando Lobo (baixista, tocou na ESS, Tod´s e Goticos 4 Fun,) e Martinuci guitarrista e tecladista (Stilnovisti), a IMOF é comandada por Ivan Santos (bandas Relespública, OAEOZ e Hotel Avenida). O single recém-lançado “Chuva” é uma prévia do próximo trabalho fonográfico. O quarteto que no ano passado lançou o EP “Um silêncio novo na casa”.
Para quem gosta de: Hotel Avenida, Bad Folks, Vanguart

Capotes Pretos na Terra Marfim – Traços Simples
rock alternativo 
Desde que que ouvi a Capotes Pretos pela primeira vez fiquei encantada. A vontade de enquadrar a sonoridade da banda em algum gênero musical nunca bateu e ficou. Por sorte, tive a chance de ver uma apresentação do grupo na Mostra de Bandas Universitárias da UFC. Redundante seria dizer que eles conquistaram a plateia, que não eram muita, mas era intensa. A banda é composta por Moisés Filipe, Freddy Costa, Eudenia Magalhães, Marcelo Freitas e Artur Guidugli. O grupo lançou seu primeiro EP nesse ano (2013), intitulado "A Casa", e é repleto de influências que vão de canções folclóricas as mais variadas vertentes do rock.
Para quem gosta de: tardes de domingo, xilofone, calmaria

SÃO PAULO: Move That Jukebox
CESRV – Times Like These
future beats/soul/synth
CESRV é Cesar Pierri, um dos cabeças à frente do ótimo selo paulistano Beatwise Records, fundado há pouco tempo com o intuito de divulgar novos sons da cena eletrônica. E um deles é One Thousand Sleepless Nights, disco curtinho, mas cheio de momentos brilhantes. Lançado recentemente, o álbum contempla recortes diversos e passeia por beats certeiros, influências de soul e R&B, grooves pra dançar e melodias que casam mais com um dia cinza e preguiçoso. Destaque pra incrível “Times Like These” e seus samples de black music.
Para quem gosta de: SANTS, Loxxo, Pazes

PERNAMBUCO: AltNewspaper
Kalouv – Boa Sorte, Santiago
instrumental/experimental/jazz
Fiquei um tempo pensando no que falar do single lançado pela banda pernambucana Kalouv neste mês. “Bem vindo, Santiago” é uma homenagem prévia ao filho de um dos integrantes da banda. A música é leve, quase uma canção de ninar, porém quando se dorme sempre existem as possibilidades de pesadelos, e até estes instantes podem ser percebidos. A novidade não vem apenas na vida, mas também na sonoridade do grupo. Ao longo dos 9 minutos da canção, vemos uma quebrada de jazz, o tal do post-rock clássico e ambiências que so ficaram mais bonitas com as participações especiais de Kevin Jock (Trompete) e Isadora Melo (voz).
Para quem gosta de: Explosions In The Sky, Mono e Toe

BAHIA: El Cabong
Suinga – Sacolão
música baiana
A Axé Music foi um monstro que deixou marcas na música baiana, para o bem e muito para o mal. Apesar disso, sua origem é autêntica, espontânea e distante do que a maioria conhece do gênero. Tudo isso para falar da Suinga, uma banda originária do cenário independente que pega as melhores referências da música baiana de Carnaval dos anos 80 e refaz tudo. Como se fosse 1999, tira todo o excesso dos anos seguintes, e dá continuidade a malemolência, bom humor, alto astral e a mistura de frevo, ritmos latinos e afro e pop daquela música. O grupo acaba de lançar o primeiro disco, “Recomeço”.
Para quem gosta de: Luiz Caldas, Armandinho, Dodô & Osmar, Carnaval

ALAGOAS: Sirva-se
Dof Lafá – Zero
rock/hardcore melódico/pop punk
A Dof Lafá faz aquele rock com cara da praia, surf e natureza, bem na pegada de suas maiores influências. Na ativa desde 2010 a banda conquista cada vez mais espaço no cenário local e marca espaço se apresentando em importantes festivais aqui na cidade. É nessa vibe pra frente que os caras lançaram há poucos dias o webclipe da música “Heroína” gravado ao vivo durante a apresentação da banda no festival Maionese desse ano, um dos principais palcos da música independente local. Aqui na mixtape você ouve “Zero” um dos sons gravados da banda.
Para quem gosta de: Forfun, Rancore, Sugar Kane

RIO GRANDE DO SUL: Ignes Elevanium
Grimriot – Believe Me
Lançado no dia 18 de Novembro, o single "Believe Me" da banda portoalegrense Grimriot, que se propõe a mesclar diferentes estilos de Metal, é um petardo de Prog Metal intenso e cativante. O single é uma das prévias para o primeiro disco dos caras, a ser lançado em breve, que já contou com outras duas prévias lançadas em single, estas já mais puxadas pro metal moderno, de bandas como Avenged Sevenfold. De qualquer maneira, a banda agrada a muitos gostos pois é competente em todas as esferas nas quais tenta se incluir.
Para quem gosta de: Avenged Sevenfold, Symphony X, Adrenaline Mob

7 de novembro de 2013

Coletânea Cena Independente #22

A Cena Independente é uma coletânea mensal, inspirada no Music Alliance Pact, que busca apresentar novos artistas da cena alternativa/independente brasileira através da curadoria de blogs especializados, cada um responsável por um Estado brasileiro.

A mixtape é organizada pelo FUGA Underground - também curador da cena potiguar - e publicada sempre no último dia de cada mês pelos blogs parceiros.

A cada edição um blog diferente convida um artista de sua região para assinar a arte da capa. Nesta edição de outubro, foi a vez do próprio FUGA convidar o designer potiguar Filipe Marcus. Esse e outros de seus trabalhos podem ser vistos no Flickr.

Quem abre esta edição é o projeto musical mineiro Casa Volante, escolha do Meio Desligado (representante do Estado na Cena Independente e também o único representante brasileiro na Music Alliance Pact).

tracklist
1 Casa Volante – A Invenção [MINAS GERAIS: Meio Desligado]
2 Panda Eyes – Kind Of Life [PERNAMBUCO: AltNewspaper]
3 A Banda Mais Bonita da Cidade – O Mais Feliz da Vida [PARANÁ: Cena Low-Fi]
4 Monofoliar – Segundo Quarto [MATO GROSSO: Factóide]
5 Castello Branco – Necessidade [RIO DE JANEIRO: RockInPress]
6 Dubstereo – S.O.S. Dancehall [BAHIA: El Cabong]
7 Old Books Room – Learning To Leave Behind [CEARÁ: Implosão Sonora]
8 Fantasmas de Marte – Loucura e Tensão [ALAGOAS: Sirva-se]
9 Venus Volts – Join Us [SÃO PAULO: Move That Jukebox]
10 Electric Garbage – Strange Guest [RIO GRANDE DO NORTE: FUGA Underground]
11 Hatred Sculpted Souls – Mental Deterioration [RIO GRANDE DO SUL: Ignes Elevanium]


MINAS GERAIS: Meio Desligado
Casa Volante – A Invenção
power pop
O Casa Volante é um projeto de Vítor Garcia, que reuniu músicos de diferentes bandas de BH para acompanhá-lo em seu primeiro lançamento, gravado ao longo dos últimos quatro anos. Power pop com incursões pela eletrônica e letras em português.
Para quem gosta de: Apples in Stereo e Teenage Fanclub

PERNAMBUCO: AltNewspaper
Panda Eyes – Kind Of Life
indie/rock/alternativo
Panda Eyes é uma das bandas novas do Recife que acrescenta fôlego e animo a cena indie local. Na verdade trata-se de uma banda nova, mas de velhos conhecidos da cena, unidos a novos nomes. Tal qual o futebol, o equilíbrio entre experiência e juventude ajude para o time funcionar bem e ganhar pontos no campeonato musical. Em “Kind Of Life” vemos uma mistura do indie tradicional, com as distorções tortas de guitarras e quebras da bateria, num alto nível de qualidade. Esta música estará no primeiro disco da banda “Dream Police”, que será lançado ainda nesse ano.
Para quem gosta de: Flaming Lips, Interpol, Blur

PARANÁ: Cena Lo-Fi
A Banda Mais Bonita da Cidade – O Mais Feliz da Vida
MPB/indie BR/pop
Lançado em 01 de outubro (dia do idoso) do corrente ano, o segundo álbum da banda paranaense. A Banda Mais Bonita da Cidade traz consigo mudanças interessantes em sua sonoridade, sobretudo os arranjos. O grupo musical ressurge mais maduro e mais ciente de suas possibilidades. A faixa escolhida é a canção que deu o título do mais recente trabalho “O Mais Feliz da Vida” (Rodrigo Lemos) com clímax à Arcade Fire. O trabalho fotográfico de Rosano Mauro Jr também merece destaque.
Para quem gosta de: Tiê, Leo Fressato, Mallu Magalhães

MATO GROSSO: Factóide
Monofoliar – Segundo Quarto
world music
Formada por Estela Ceregatti, Jhon Stuart e Juliane Grisólia, a Monofoliar é uma reunião de músicos. A influência da natureza do Mato Grosso (Pantanal e Chapada dos Guimarães) é forte na música do trio, além de referências ao teatro.
Para quem gosta de: Tetê Espindola até Tulipa Ruiz

RIO DE JANEIRO: RockInPress
Castello Branco – Necessidade
MPB/afro/alternativo
Não tenho medo de dizer que Castello Branco foi uma das melhores coisas que apareceram em 2013. Vi o primeiro teaser se transformar em uma das músicas do ano. “Necessidade”, esta faixa citada, é apenas uma das tantas belezas presentes dentro do emotivo álbum de estreia do moço, Serviço: uma mescla de influencias e pensamentos da vida cobertos de produção e arranjos impecáveis. Para quem até pouco tempo estava à frente de uma banda de apelo juvenil, a maturidade bateu rápido a porta.
Para quem gosta de: Cícero, R.Sigma, Gram

BAHIA: El Cabong
Dubstereo – S.O.S. Dancehall
ragga/dub/dancehall
Durante muito tempo, Salvador respirou muito reggae, mas sempre ia até a influência de Bob Marley, não ia muito além. Atualmente, uma cena com diversos projetos atualiza a presença da música jamaicana na cidade. Ragga, dub, dancehall e a cultura dos soundsystem com seus djs e vocalistas/toasters passaram a ser comuns. Dentro desse universo, um dos principais nomes é o coletivo DubStereo, formado por músicos envolvidoas em diversos outros projetos e que agora, finalmente, lançam o primeiro disco com uma mistura de música jamaicana moderna com outros ritmos.
Para quem gosta de: Mad Professor, Lee "Scratch" Perry, Major Lazer
Mais de Dubstereo no site oficial

Old Books Room – Learning To Leave Behind
rock /grunge
Old Books Room é uma banda de rock que surgiu em 2011, em Fortaleza, e é formada pelos gêmeos Ricardo Ferreira (voz e guitarra) e Reinaldo Ferreira (voz e guitarra), por Diego Fidelis (baixo) e por Marcus Rabelo (bateria). Com o repertório composto por músicas em inglês, eles vêm ganhando espaço na cena musical da cidade. Já tocaram em projetos como o Panela Rock 2012, o Rock Cordel 2013 e, recentemente, foram selecionados pra tocar na Mostra de Bandas Universitárias, evento promovido pela UFC, no próximo dia 25. Eles dizem que “o quarteto tenta canalizar sua percepção de mundo, suas experiências (nem sempre tão positivas) e seus sentimentos em música”. Talvez seja o caso de que é uma música enérgica, furiosa e que te dá vontade de subir no palco pra cantar com eles. Ouçam aí. =)
Para quem gosta de: tocar guitarras imaginárias no quarto

ALAGOAS: Sirva-se
Fantasmas de Marte – Loucura e Tensão
rock/indie
Banda nova no cenário local que lançou recentemente seu primeiro EP junto com seu primeiro vídeo clipe há pouco mais de um mês. Clipe esse da música “Loucura e Tensão” a mesma faixa escolhida para essa mixtape. “rock sem rótulos” é como eles se definem, letras simples cantadas com o vocal em português são uma marca da banda, power trio que pode render bons frutos daqui pra frente.
Para quem gosta de: rock nacional

SÃO PAULO: Move That Jukebox
Venus Volts – Join Us
indie rock/garage/post-punk
A banda campineira Venus Volts tem sofrido mudanças significativas. A mais recente aponta que, agora, o grupo é uma “one man band”, como explica André Pellegrino, o último sobrevivente. “Join Us” é a primeira aventura da nova fase, que será carimbada com o lançamento do novo disco, sucessor de “Mini Cult Super Underground”, de 2012. A faixa em questão mostra a criatividade solo de Pelle, com guitarras espertas, palminhas e “ô ô ô” ensolarados e versos com vocais possivelmente influenciados pelo post-punk inglês de décadas passadas.
Para quem gosta de: Buzzcocks, The Salad Maker, Holger

RIO GRANDE DO NORTE: FUGA Underground
Electric Garbage – Strange Guest
rock alternativo/new wave/post-punk revival
Não é apenas de veteranos que se mantém a nova música potiguar. Apostando no new wave/post-punk revival do início dos anos 2000, os estreantes do Electric Garbage são a mais nova promessa de nossa cena. O debut aconteceu em maio com um EP homônimo de seis faixas, mas logo precisaram dar uma pausa pela saída da vocalista. Retornaram aos palcos em outubro chamando atenção por onde passaram. A pegajosa e dançante “Strange Guest”, seu primeiro single, aparece aqui como uma boa introdução a sua indie party.
Para quem gosta de: Sonic Youth, Joy Division, Arctic Monkeys

RIO GRANDE DO SUL: Ignes Elevanium
Hatred Sculpted Souls – Mental Deterioration
death metal/doom/death
Mesclando o death metal puro com pitadas generosas de doom/death e até mesmo black metal, o Hatred Sculpted Souls é uma novata banda gaúcha de Carlos Barbosa, que conta em seu lineup com vários membros do Patria, banda de black metal já estabelecida no cenário nacional. A banda lançou sua primeira demo em setembro de 2013 e a faixa “Mental Deterioration”, que integra a coletânea este mês, é a faixa mais densa do trabalho.
Para quem gosta de: Winter, Dissection, Kataklysm
_

Escute outras edições da coletânea Cena Independente

9 de outubro de 2013

Coletânea Cena Independente #21

A Cena Independente é uma coletânea mensal, inspirada no Music Alliance Pact, que busca apresentar parte do que há de mais novo e relevante na música nacional através da curadoria de blogs especializados, cada um responsável por um Estado brasileiro.

A mixtape é organizada pelo FUGA Underground e publicada sempre no último dia de cada mês pelos blogs parceiros. O Meio Desligado é o representante de Minas Gerais e o representante exclusivo do Brasil na Music Alliance Pact, que inspirou a coletânea.

Você pode fazer o download da coletânea completa ou ouvir faixa a faixa, abaixo.


1 Emilio Sagaz – O Desvio de um Anjo [MARANHÃO: Shock Review]
2 Lucas Avelar – Coragem [MINAS GERAIS: Meio Desligado]
3 It Girl – Ride [CEARÁ: Implosão Sonora]
4 Kingz – Everytime I Lose It [RIO GRANDE DO NORTE: FUGA Underground]
5 Lucas Dourado – A Saga [PARAÍBA: Atividade FM]
6 Davi Fireman – Estamos de Volta [ALAGOAS: Sirva-se]
7 The Joy – A Cruz [RORAIMA: Som Independente]
8 Bianca – Chained [RIO DE JANEIRO: RockInPress]
9 Lívia Cruz – Diamantes [SÃO PAULO: Move That Jukebox]
10 DaGanja – Família em 1º Lugar [BAHIA: El Cabong]
11 Rodrigo Morcego – Carrego do Satanás [PERNAMBUCO: AltNewspaper]
12 Mr. Fuck – Vulneráveis [MATO GROSSO: Factóide]



MARANHÃO: Shock Review
Emilio Sagaz – O Desvio de um Anjo
rock/alternativo/eletrônico
O vocalista da banda Diamante Gold, já conhecida do público de São Luís, Emilio Sagaz tem investido em carreira solo experimentando a junção da sonoridade de guitarras vintage com música eletrônica no seu novo EP - Um Filme. Um caminho musical diferente do executado na banda da qual participa. Suas influências musicais neste novo projeto estão em bandas como a Late of the Pier, Metronomy e The Whitest Boy Alive, que exploram sonoridades mais eletrônicas na cena do rock pop mundial. O EP - Um Filme foi bem aceito, selecionado para 06 Gritos Rock em 05 Estados Brasileiros em 2012. A música Brio foi escolhida para compor a Coletânea Arretada do site Melody Box, além de destaque da Semana no mesmo site. Também em 2012, Emilio abriu shows importantes como O Rappa e Criolina. Em 2013, Sagaz foi selecionado para o Grito Rock Teresina e São Luís.
Para quem gosta de: Otto, Queens of Stone Age, The Strokes
Mais de Emílio Sagaz no Soundcloud


MINAS GERAIS: Meio Desligado
Lucas Avelar – Coragem
mpb/pop
Da atual cena mineira, Lucas Avelar talvez seja o artista de maior potencial para dar continuidade à escola de rock pop de bandas como Skank e Pato Fu. Em seu segundo CD, "Coisa de Cinema", usa inspirações retrô para suas canções românticas envoltas em certa melancolia.
Para quem gosta de: Little Joy, Coldplay, Skank
Mais de Lucas Avelar no site oficial


CEARÁ: Implosão Sonora
It Girl – Ride
rock alternativo
It Girl nasceu em Fortaleza, mas daqui a pouco ganhará o mundo. Com um rock divertido e feito pra dar pulinhos, o quinteto formado por Pedro Fialho (Voz), Anatole Nogueira (Guitarra), Yuri Lobato (Guitarra), Ricardo Arraes (Baixo) e Cícero Nascimento (Bateria) lançou recentemente o EP “SUB” com 6 ótimas faixas. A sonoridade da banda recebe muitas influências de cultura pop e poderia embalar muitos filmes da Sessão da Tarde na década de 1990.
Para quem gosta de: anos 90, sábado ensolarado, rock alternativo
Mais de It Girl no Facebook


RIO GRANDE DO NORTE: FUGA Underground
Kingz – Everytime I Lose It
rock/stoner
Dado o fim prematuro do Kung Fu Johnny no início de agosto, Cesar Valença (guitarra) e Fausto Alencar (baixo) não precisaram de muito tempo para colocar alguma novidade na praça. Encontraram em Daniel Araújo, baterista de metade das bandas em atividade no Rio Grande do Norte, o substituto perfeito para o posto de Ian Medeiros (Mahmed) na sua nova empreitada. A banda reformulada se chama Kingz, o nome mais google friendly já visto pela Noiva do Sol. Pelo primeiro single lançado no comecinho de setembro, o grupo ressurge com uma proposta ainda mais roqueira e pesada. Mais próximo de um Truckfighters que do Black Keys de sua finada banda.
Para quem gosta de: AC/DC, Foo Fighters, Truckfighters


PARAÍBA: Atividade FM
Lucas Dourado – A Saga
world music
O cantor e compositor Lucas Dourado, integrante do grupo Troça Harmônica, estreou sua carreira solo neste mês com o álbum “Motor Misterioso”. Lucas é baiano, mas há 13 anos vive em João Pessoa. É possível encontrar neste seu primeiro trabalho influências e inspirações do Clube da Esquina, Novos Baianos, Geraldo Azevedo, Moacir Santos e também da música africana. Além de Lucas Dourado (voz, guitarra e violão), a ficha técnica de Motor Misterioso é composta por Ruy José (bateria), Chico Limeira (baixo, guitarra, cavaquinho), Haley Guimarães (teclado, sintetizador e guitarra), Helinho Medeiros (teclado, sintetizador e acordeon), Uirá Garcia (guitarra), Macaxeira Acioli (percussão) e Pablo Ramires (percussão). Nos vocais, parceiros de outro grupo do qual Lucas fez parte - Nassala Dacasaverde: Polly Barros, Erica Maria e Gabriel Pereira (vocal).
Para quem gosta de: Clube da Esquina, Novos Baianos, A Troça Harmônica e Seu Pereira e Coletivo 401.
Mais de Lucas Dourado no Facebook


ALAGOAS: Sirva-se
Davi Fireman – Estamos de Volta
rap/soul
Rap com banda ou bases quase todas produzidas com instrumental orgânico é a pegada de Davi Fireman, cantor alagoano que já corre há certo tempo pelo cenário local, seja participando do show de bandas renomadas, em apresentações menores ou dividindo os vocais em gravações com outros músicos da cidade. A faixa “Estamos de Volta” foi lançada há poucos dias e conta com a produção de Alexandre Modesto e a participação de Luiz de Assis, da banda de Vibrações, hoje a maior representante do reggae de Alagoas.
Para quem gosta de: Haikaiss, Projota, 3030
Mais de Davi Fireman no Youtube


RORAIMA: Som Independente
The Joy – A Cruz
pós-punk
Desde 2006, um amazonense radicado em Roraima, chamado Rafael Balieiro, já escrevia e tocava suas músicas, todas elas influenciadas pelo bom e velho pós-punk. Em 2012, ao lado de eternos companheiros o projeto de Rafael tornou-se uma banda que passou a responder pelo nome de The Joy. Em um ano a banda cresceu, fortaleceu-se e já desponta como uma das principais bandas da nova geração do rock roraimense. Ainda transitando entre o mundo secular e o cristão, por meio de letras gospel, o grupo vem conquistando seu espaço levando no currículo participação nos principais festivais dos dois seguimentos em Roraima. No segundo semestre o power trio pós punk/indie rock apresentou em seu site, seus primeiros singles e confecciona seu primeiro EP. Rafael Baleiro, vocal guitarra e teclado, Jardson Botelho, baixo e teclado, Led Johnson, bateria; essa é a The Joy.
Para quem gosta de: Pós-punk 80's.
Mais de The Joy no site oficial


RIO DE JANEIRO: RockInPress
Bianca – Chained
chill
Três sílabas fortes: Bianca. Simples e direto. Impõem respeito, mostra uma grandeza por si só e é bonito e popular. Com apenas 10 canções autorais, 18 anos e uma carreira que se conta em dias, Bianca planeja lançar um EP em breve e aguarda a finalização da “Delicate Situation”. Dirigido por Kayhan Lannes, o clipe de “Chained” exibe uma beleza simples, nostálgica e emocionante que, alinhado com a música sentimental de Bianca, casam-se perfeitamente como todos os finais felizes de Shakespeare.
Para quem gosta de: Regina Spektor, Bon Iver, Birdy
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SÃO PAULO: Move That Jukebox
Lívia Cruz – Diamantes
hip hop/rap/R&B
O hip hop paulistano e suas influências e variações encontra nuances de R&B moderno e de um pop um tanto quanto sofisticado no trabalho da cantora Lívia Cruz. Nascida no Recife, ela mora atualmente em São Paulo, onde criou e gravou “Muito Mais Amor”, disco que conta com participações de nomes como Rael e Rashid. Este último participa da linda “Diamantes”, uma quase-balada movida a pianos melancólicos e beats que fazem a cama para os flows e rimas de Lívia e Rashid comporem o cenário.
Para quem gosta de: Karol Conká, Flora Matos, Rashid
Mais de Lívia Cruz no Facebook


BAHIA: El Cabong
DaGanja – Família em 1º Lugar
rap
Desconhecido, mas crescente, o rap baiano segue apresentando novidades. DaGanja, um dos principais nomes do gênero em Salvador, acaba de lançar seu segundo álbum, "Tá no Ar". Cheio de participações especiais, o disco é quase um quem é quem do rap local, e traz um rap tradicional, com batidas e bases a cargo de DJs convidados, mas também com outras influências e uma banda base com baixo, guitarra e uma dupla de sopros (trombone e trompete) dando um tom especial ao som. Nesta música, DaGanja conta com a participação Donna Liu.
Para quem gosta de: Emicida e Racionais MC´s
Mais de DaGanja no Soundcloud


PERNAMBUCO: AltNewspaper
Rodrigo Morcego – Carrego do Satanás
blues/rock/alternativo
Rodrigo Morcego é um dos músicos mais ativos da noite recifense, com um retrospecto de shows em diversos bares e casas de shows. Vem realizando trabalho autoral e também covers de sonoridades como o jazz, o rock progressivo e clássico e o blues. Neste mês ele lança seu primeiro disco solo, blues com sotaque pernambucano, estilo que é sua paixão! Na música escolhida para a mixtape, ele deixa claro que não esqueceu suas influências anteriores, mas que agora seu coração e sua alma pertencem ao blues, com direito a todo o seu carrego e sujeira...
Para quem gosta de: Blues com sotaque pernambucano
Mais de Rodrigo Morcego no Soundcloud


MATO GROSSO: Factóide
Mr. Fuck – Vulneráveis
rock falcatrua
Um dos bons novos nomes da cena cuiabana, a Mr. Fuck já integra o circuito de shows da cidade e prepara-se para aparecer de vez com o lançamento do clipe da canção “Vulneráveis”.
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7 de setembro de 2013

Cena Independente nº 20

Coletânea mensal criada coletivamente por blogs de diferentes Estados brasileiros, a Cena Independente apresenta novos representantes da música produzida de forma independente na região de origem de cada um dos blogs participantes. Inspirada na Music Alliance Pact, a Cena Independente é uma forma de contribuir para a circulação da nova música brasileira.

Representante de Minas Gerais, o Meio Desligado enviou neste mês a primeira música lançada pelo Young Lights, da cidade de Sabará. Abaixo, você pode escutar todas as músicas desta coletânea (um pouco mais enxuta que o normal, já que alguns blogs não enviaram suas escolhas à tempo de serem incluídas nesta edição) e ler sobre cada uma das bandas. 

Top 3 na opinião do Meio Desligado nesta edição: Young Lights, Desalma e Zurdo.

1 Young Lights – Alaska, I Just Want To Be Home [MINAS GERAIS: Meio Desligado]
2 Ventre – Carnaval [RIO DE JANEIRO: RockInPress]
3 CA:K – So Good To Die For Love And Continue Living [RIO GRANDE DO SUL: Ignes Elevanium]
4 Pedeginja – Quadro Somático [MARANHÃO: Shock Review]
5 Vitreaux – Ossos De Amor [SÃO PAULO: Move That Jukebox]
6 Falsos Modernos – Lollypop [BAHIA: El Cabong]
7 Zurdo – Desconstruir [RIO GRANDE DO NORTE: FUGA Underground]
8 Venial – Fênix [MATO GROSSO: Factóide]
9 Oldscratch – Dirty Pavement [ALAGOAS: Sirva-se]
10 Desalma – Foda-se [PERNAMBUCO: AltNewspaper]

 


MINAS GERAIS: Meio Desligado
Young Lights – Alaska, I Just Want to be Home
folk/indie
Gringo radicado na cidadezinha histórica de Sabará, na região metropolitana de BH, Jairo Horsth criou o projeto Young Lights e aos poucos lança as canções que formam seu primeiro EP. Gravado com a ajuda de amigos da cena indie de BH, o trabalho carrega uma sensibilidade e pegada indie que remete a bons nomes do indie folk internacional e demonstra um interessante potencial de crescimento na cena independente.
Para quem gosta de: Decemberists, Bon Iver, Mumford & Sons

RIO DE JANEIRO: RockInPress
Ventre – Carnaval
alternativo
Ventre é onde se germina o futuro, trabalha para que ganhe a vida de forma perfeita e local de alimentação criado por progenitores extremamente cuidadosos. O trio, formado por Gabriel Ventura (Cícero, Lenine e ex-Tipo Uísque), Hugo Nogushi (Posada e o Clã e Salvador) e Larissa Conforto (ex-Tipo Uísque), traz escolhas de timbragem e arranjos à frente do seu tempo e ousadia, resultando numa canção pop, alternativa e recoberta por uma névoa densa baseada nas emoções descritas pelos integrantes.
Para quem gosta de: Los Hermanos, Cícero, Maglore

RIO GRANDE DO SUL: Ignes Elevanium
CA:K – So Good To Die For Love And Continue Living
ambient/noise/experimental
CA:K é um projeto de música Ambient, Noise, Experimental e Drone (e mais um zilhão de coisas inesperadas) de um artista portoalegrense, cuja presença nos eventos de música experimental da cidade já é tradicional. Prolífico como todo artista ambient, CA:K lançou no último mês a faixa "So Good To Die For Love And Continue Living", que nos envolve num ambient suave e etéreo, em contraste com a crueza de outras faixas que o artista já lançou no passado. Um dos melhores nomes da cena experimental do RS, vale muitíssimo a pena a audição, embora essa faixa represente apenas 1% de sua ecleticidade.
Para quem gosta de: Jason Crumer, Klaus Schulze, Aphex Twin

MARANHÃO: Shock Review
Pedeginja – Quadro Somático
rock alternativo/música brasileira
Com a Pedeginja o funk é samba e a bossa é rock. A mistura de ritmos, diversão e poesia flui pelo trio de vocalistas, o naipe de metais e a banda de rock. Em suas letras figuram retratos cotidianos de seus jovens membros. Um andar de ônibus, os tempos hiper-pós-modernos ou um ex-amor; qualquer fato pode se tornar um acontecimento e, dali, canção. O primeiro disco da banda, “Contos Cotidianos”, encontra-se em processo de finalização e será lançado no segundo semestre deste ano com todas as honras devidas.
Para quem gosta de: Graveola e o lixo polifônico, Criolo e Mutantes

SÃO PAULO: Move That Jukebox
Vitreaux – Ossos De Amor
folk/rock
Se apropriando de referências campestres e do rock descompromissado dos anos 50 e 60, o Vitreaux estreia na cena independente nacional com o single “Ossos De Amor”, uma divertida canção com clima de festa em uma daqueles saloons empoeirados de outros tempos. A letra bem-humorada e a produção de Filipe C. completam a ficha técnica dessa promissora estreia paulistana.
Para quem gosta de: The Outside Dog, Monoclub, Vanguart

BAHIA: El Cabong
Falsos Modernos – Lollypop
rock-pop
Figurinhas carimbadas do cenário rock soteropolitano, passando por diversas outras bandas, Bruno Carvalho, Leo Abreu e Dudare se juntaram e com um vocalista vindo do cenário mais ligado a MPB e samba, formaram a Falsos Modernos. Depois de um EP e shows em Salvador, apostando sempre num rock sem medo de soar pop, a banda lança o primeiro disco 'Perfil de Cena'.
Para quem gosta de: Beatles, Jovem Guarda e Strokes

RIO GRANDE DO NORTE: FUGA Underground
Zurdo – Desconstruir
pós-rock/experimental/rock
Zurdo é o novo projeto experimental de Henrique Geladeira (Talma&Gadelha). Sem formação fixa ou qualquer outra proposta além da pura liberdade de criação, o músico apresentou quatro faixas de seu trabalho em um vídeo de quase 19 min lançado no aniversário do Altnewspaper. “Desconstruir”, única música com letra do material, aparece como uma mistura de manguebeat e pós-rock cortada por um manifesto pela desmaterialização da cultura.
Para quem gosta de: Hurtmold, Eu Serei a Hiena, Macaco Bong

MATO GROSSO: Factóide
Venial – Fênix
thrashcore
A Venial é um dos maiores expoentes do lado mais pesado do rock em Cuiabá e Mato Grosso. Em agosto, apresentaram Fênix, nova música que fará parte do EP "Das Cinzas".
Para quem gosta de: Pantera a S.O.B.

ALAGOAS: Sirva-se
Oldscratch – Dirty Pavement
punk rock/alternativo/garage rock
Power trio macieoense marcado pela influência direta de bandas do chamado Riot Grrrl, do garage punk dos anos 90 e leves pitadas de grunge. Formada por duas minas e um cara, a Oldscratch ainda é nova no cenário independente local, mas vem amadurecendo rápido e já mostra um som coeso e bem feito, a banda lançou recentemente suas duas primeiras faixas gravadas em estúdio e uma delas é “Dirty Pavement” que tu ouve aqui nessa mixtape.
Para quem gosta de: The Distillers, Dominatrix, The Biggs

PERNAMBUCO: AltNewspaper
Desalma – Foda-se
metal/grindcore/crossover
A Desalma é uma das bandas pernambucanas que mais fazem shows pelo Brasil, já rodaram por diversos festivais independentes de norte ao sul do país, sempre mostrando o sangue nos olhos característico do som da banda. Eis que no mês passado o grupo lançou seu primeiro disco com o peculiar nome de “Foda-se”. Nele estão as diversas influências adquiridas pela banda ao longo de existência. Em 11 faixas, temos metal, grindcore, crossover, entre outros estilos barulhentos. Tudo feito com enorme qualidade de instrumental e de letras. Escolhemos a faixa que dá nome ao disco para representa-los na mixtape desse mês, que é apenas instrumental e não precisa de mais do que isso pra passar o recado de forma bem clara!
Para quem gosta de: Krisiun, Ratos de Porão, Pantera

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