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22 de dezembro de 2014

Dibigode lança "Plano", trilha composta para espetáculo de dança

Quando o Dibigode foi convidado para elaborar a trilha sonora do ballet da Cia. SESC de dança, não existia coreografia, figurino, cenário ou iluminação preparados para o espetáculo. Tudo seria desenvolvido a partir do som composto pela banda. A bailarina e coreógrafa Cassi Abranches (do grupo O Corpo e que em 2014 também criou a coreografia para o clipe de "O melhor da vida", de Marcelo Jeneci), idealizadora do projeto, deu total liberdade para os músicos inventarem o que quisessem. Uma tela em branco.


O nome Plano teve origem no cinema e nos movimentos de câmera, que, no espetáculo, dialogam com movimentos dinâmicos e diferentes pontos de vista. A partir do link com o cinema, a banda decidiu inspirar-se no longa metragem Holy Motors, do cult francês Leos Carax, criando trilhas para os personagens do filme. O engenheiro de áudio e produtor musical André Veloso, também membro da banda instrumental Constantina, trabalhou com o grupo e imergiu em uma residência artística de 30 dias na pequena vila de São Sebastião das Águas Claras, região metropolitana de BH.

Todo o processo aconteceu de maneira extremamente livre, sem metodologias pré-programadas e repleto de experimentações. No final, tudo se encaixou sob a direção da coreógrafa, que coordenou a integração com os outros elementos do espetáculo, cuja estreia ocorreu em setembro de 2014.

A trilha de Plano está disponível para download gratuito.

8 de abril de 2014

A relação entre Los Hermanos e o crescimento da cena de rock instrumental brasileira - uma tese

Ao menos no Facebook, 40% dos leitores do Meio Desligado tem entre 16 e 24 anos. Isso indica que, muito provavelmente, um bom número de pessoas que atualmente acompanham o blog e se interessam por música alternativa brasileira não tiveram contato direto com a cena indie nacional nos anos 90 (ou até mesmo no início dos anos 2000). Para essas pessoas é comum, hoje, ir a shows em bibocas alternativas e ver as pessoas no palco cantando no nosso idioma, mas esse acontecimento era raro há cerca de 15 anos. Pense nas bandas do underground nacional dos anos 90 e virada para os anos 2000 - quase todas cantavam em inglês.

Então, qual foi o ponto de virada?

Uma das respostas pode ser o Los Hermanos.

(aqui entra a pausa para alguns rirem)
























(aqui voltamos ao assunto)

Com o lançamento do CD de estreia da banda e o sucesso de "Anna Júlia" o grupo poderia ser apenas mais um hit temporário do pop rock mainstream. No entanto, os rumos tomados no Bloco do eu sozinho, lançado em 2001, tornaram tudo diferente. Com o sucesso comercial do disco de estreia (250 mil cópias vendidas) e o sucesso de crítica do Bloco, o Los Hermanos mostrou ao público e ao mercado que era possível construir uma carreira bem-sucedida sem ter que abrir grandes concessões e cantando em português. Ao mesmo tempo, apresentou uma maturidade musical e novas referências artísticas ao público conquistado através do primeiro disco e dos grandes esforços de jabá marketing executados pela gravadora Abril (os mesmos esforços que foram deixados de lado na época do Bloco pelo fato de a gravadora achar o álbum "não-comercial").

O Bloco do eu sozinho vendeu muito menos do que o álbum anterior (40 mil cópias), mas rendeu à banda uma base fiel indie-universitária de fãs que cresceria com o tempo. Na esteira do sucesso dos hermanos, uma nova leva de artistas viu que suas aspirações de conquistar o mercado internacional eram improváveis de se concretizar e que, para ter maiores chances no mercado nacional, era preciso cantar em português.


Nos anos seguintes ao lançamento do Bloco houve uma proliferação de novas bandas que assumiram desde o início o português em suas letras e grupos antigos que deixaram o inglês macarrônico de lado.

E onde entra a cena instrumental nisso tudo?

Enquanto as bandas cantando em inglês eram maioria no rock underground, a quantidade de bandas instrumentais nessa mesma cena era extremamente pequena. Pense além dos grupos de surf rock e dificilmente virão mais do que dois ou três nomes.

O que teria acontecido é o seguinte: enquanto muitos artistas viram no português uma solução para tentar se estabelecer no mercado, vários músicos não tinham identificação com a música cantada em português (ou com a música brasileira, em geral). As referências de quem fazia rock alternativo no Brasil eram majoritariamente estrangeiras, cantar em português, para muitos, não era sequer uma opção (me lembro claramente do vocalista da Diesel, talvez a maior promessa que o rock alternativo nacional já teve, dizer exatamente isso).

Focar em projetos instrumentais, então, teria sido uma forma de dar vazão à criação artística nesse cenário. De um lado, aqueles que haviam desistido de cantar em inglês (talvez percebendo o quão ridículos soavam) mas não se sentiam confortáveis compondo em português depois de anos alfabetizados musicalmente em outro idioma. Do outro, músicos que permaneciam com as influências estrangeiras (e com o passar do tempo, até inseriram elementos da música brasileira em suas sonoridades, no caso de alguns) mas abriram mão da voz, independente de em qual língua ela pudesse vir a ser.

O Brasil sempre teve grandes artistas na música instrumental, mas em se tratando do rock brasileiro, a quantidade de bandas surgidas a partir dos anos 2000 é um fenômeno sobre o qual poucos se debruçaram. Esta é uma breve contribuição para o tema.

Atualização: como bem lembrou a Kátia Abreu no Facebook, não por acaso, ao iniciar sua carreira solo pós-Los Hermanos o Camelo chamou o Hurtmold, a principal banda da cena de rock instrumental brasileira (e que iniciou suas atividades ainda nos anos 90).

Curiosidade: segundo dados do jornal O Globo, a turnê de retorno do Los Hermanos em 2012 teve 155 mil ingressos vendidos nos 23 shows realizados. Com a média de valor de ingresso a R$ 75, apenas com a venda das entradas a banda teria movimentado nada menos que R$ 11.625.000 (são tantos números que vou escrever por extenso: onze milhões seiscentos e vinte e cinco mil reais).


29 de agosto de 2011

Festival Pequenas Sessões: música experimental em Belo Horizonte

O projeto Pequenas Sessões, que promove o encontro entre artistas que realizam experimentações sonoras e pesquisam linguagens audiovisuais para apresentações musicais, promove sua 5ª edição entre os dias 29 de agosto e 3 de setembro. A programação integra o Conexão Vivo, programa de fomento à produção musical patrocinado pela Vivo, e contará com shows de bandas brasileiras e internacionais, workshops, performances audiovisuais e paineis de debates. Três espaços em Belo Horizonte receberam as atividades desta edição, a 2ª em formato de festival: o CentoeQuatro (palco dos shows e painéis do festival), o Espaço Fluxo, sede do coletivo artístico Fluxo, baseado no boêmio bairro de Santa Teresa; e a sede da ONG Favela É Isso Aí, no bairro Serra.


Nos dias 29 e 30 de Agosto serão promovidos três workshops que abordam a relação entre tecnologia e produção musical de diferentes formas. Dois deles acontecerão no Espaço Fluxo, que sedia das 14h às 18h, os workshops “Aplicações musicais para dispositivos portáteis - iOS e Android” e “Cobertura audiovisual em tempo real”. Simultaneamente, a sede da ONG Favela É Isso Aí recebe o workshop “Produção de áudio em home studios”. No dia 31 de Agosto, às 20h40, os participantes do workshop “Aplicações musicais para dispositivos portáteis - iOS e Android” farão performance nas escadas do CentoeQuatro. Todos os workshops são gratuitos e as inscrições podem ser feitas pelo site do festival, http://pequenassessoes.net.

Para fomentar a reflexão e o debate de temas relacionados ao festival, de 31 de Agosto a 3 de Setembro, o Pequenas Sessões reúne profissionais atuantes no mercado musical e acadêmicos em uma série de painéis. Eles acontecem no CentoeQuatro, às 19h30, discutindo temas como “Desenho de som para filmes e produções multimídia”, “Documentário para bandas”, “Plataformas digitais e mídias sociais” e “A arte por trás das Pequenas Sessões”.


Os shows, destaque na programação do festival, acontecem entre os dias 1 e 3 de Setembro no CentoeQuatro e possuem um formato diferenciado. Compartilhando com o Conexão Vivo o intuito de fortalecer e propor o intercâmbio musical, serão montados dois palcos, paralelos, nos quais duas bandas se apresentarão em cada noite. A diferença é que as canções alternam-se entre os palcos: enquanto uma banda apresenta uma música em um palco, a outra pode interferir e “puxar” uma de suas músicas, mudando o foco para o outro palco. Paralelamente aos shows, artistas visuais farão projeções de obras desenvolvidas especialmente para a ocasião. Esse movimento constrói um fluxo criativo constante e inédito, gerando experiências audiovisuais singulares.


A programação musical do festival é formada pelos mineiros da Constantina e Lise, criadoras do projeto (cuja idealização é do músico Daniel Nunes, membro da Constantina e que em seu projeto solo assina como Lise), o grupo paulista de pós-rock Labirinto (recém-chegado de uma turnê norte-americana), o uruguaio Franny Glass, o argentino Federico Durand e o mineiro Barulhista. Projeções audiovisuais durante os shows ficarão à cargo dos artistas L_ar, Igor Amin e Carou Araújo. Os shows acontecem no CentoeQuatro, sempre às 20h40, e têm ingressos à venda na bilheteria do local por R$ 5. Aqueles que não quiserem perder nada da programação, mas não puderem comparecer presencialmente, poderão acompanhar os shows através da transmissão online em tempo real no portal Conexão Vivo, no endereço conexaovivo.com.br/aovivo.

29 e 30 de Agosto
Workshop :: cobertura audiovisual em tempo real
Local: espaço fluxo
Horário: 14h à 18h
Workshop :: produção de áudio em home studios
Local: favela é isso aí
Horário: 14h à 18h
31 de Agosto
Painel :: desenho de som para filmes e produções multimídia
Local: centoequatro
Horário: 19:30
Apresentação: Performance resultante do workshop ‘aplicações musicais para dispositivos portáteis - ios e android’ na escada CentoeQuatro
Local: centoequatro
Horário: 20:40
1 de Setembro
Painel :: documentário para bandas
Local: centoequatro
Horário: 19:30
Show: Constantina convida Franny Glass (Uruguai) + L_ar
Local: centoequatro
Horário: 20:40
2 de Setembro
Painel :: a arte por trás das pequenas sessões
Local: centoequatro
Horário: 19:30
Show: Lise + Barulhista convidam Federico Durand (Argentina) + Igor Amin
Local: centoequatro
Horário: 20:40
3 de Setembro
Painel :: plataformas digitais e mídias sociais
Local: centoequatro
Horário: 19:30
Show: Constantina convida Labirinto (SP) + Carou Araújo
Local: centoequatro
Horário: 20:40

25 de agosto de 2010

Fernando Catatau e o instrumental

Renan Costa Lima, autor das capas dos últimos CDs do Cidadão Instigado e da Céu, fez alguns registros ao vivo do projeto instrumental de Fernando Catatau (Cidadão Instigado), apropriadamente intitulado... Fernando Catatau e o instrumental. 

O resultado lembra bastante o som de sua banda principal, com a notória psicodelia e tropicalismo revisitado, absorvendo também elementos de pós-rock.


26 de julho de 2010

Mais do que palavras (texto vencedor do 1° Prêmio Letras de Jornalismo Cultural e Literário)

Fiz este artigo para o 1° Prêmio Letras de Jornalismo Cultural e Literário, do qual fui um dos 5 vencedores. Apesar de gostar bastante do resultado final, tinha pouca esperança de vencer pois comecei o texto quando faltavam 4 horas para o fim das inscrições e ainda dei uma paradinha para tocar um riff de guitarra que me veio à mente enquanto digitava, fiquei receoso.

A entrevista com o Guizado foi feita durante a participação dele no festival Eletronika, em 2008, quando o conheci e tive a oportunidade de bater um breve e interessante papo com ele, sujeito boníssimo e grande artista. A fala do pessoal do Constantina foi captada enquanto comíamos algumas pizzas no Pomodori, também em BH, na ocasião em que os conheci pessoalmente, em 2007. Aproveitei que ainda não havia utilizado esse material e o inseri no artigo abaixo, que também está impresso na nova e especial edição do jornal Letras, do Café Com Letras, distribuído gratuitamente em BH. Essa edição do jornal é focada no Savassi Festival, que começa nesta semana.

Feita a introdução, segue abaixo o artigo, "Mais do que palavras".

Música política para Maradona cantar. Treinando pra ser chuva. Receita de pudim de leite condensado. As frases que você acaba de ler não são frutos de uma dislexia não tratada, mas sim títulos de músicas de artistas da efervescente cena instrumental brasileira. Apesar de uma visível disparidade, todas têm em comum o fato de serem os únicos pontos de indicação para possíveis interpretações do ouvinte.

Dentro de um ambiente tão abstrato quanto a música instrumental, são poucas as “dicas” que direcionam o ouvinte em um determinado rumo na construção de sentido. Essa é uma das principais características da música instrumental: a liberdade, tanto de quem a produz como de quem a escuta. O que dizer, então, do jazz, marcado pela improvisação e caminhos não-lineares?

São emoções, sensações, imagens mentais que se transformam em música como forma de expressão. Realmente, tem um forte caráter sinestésico”, me responde o trumpetista paulista Guilherme Mendonça, mais conhecido como Guizado, ao tentar explicar o processo de nomenclatura de suas canções (no caso, da faixa intitulada “Vermelho”). Utilizando o nome Guizado em seu projeto musical (no qual, além do trumpete, também é responsável pelas programações eletrônicas e sintetizadores), Guilherme lançou, em 2008, o álbum Punx, presença constante na lista de melhores lançamentos daquele ano mesclando eletrônica de vanguarda, jazz e rock experimental. Agora, acaba de lançar seu segundo trabalho, Calavera, liberado para download no projeto Álbum Virtual, da gravadora Trama, que remunera os artistas para que disponibilizem suas músicas gratuitamente ao público.

Em Calavera, Guizado não abriu mão das palavras e inseriu vocais em algumas canções. O diferencial é que não se tratam de letras que esclarecem, mas que criam novas possibilidades de interpretação, além de permitir que os vocais atuem como importantes instrumentos melódicos responsáveis por novas camadas na diversificada massa sonora do artista (que dessa vez inclui, além dos já citados jazz, rock e eletrônica, ritmos como afrobeat, soul e até frevo).

Tida como uma das principais expoentes do pós-rock no Brasil, a mítica e mutante banda belorizontina Constantina mantém relação semelhante a de Guizado com suas obras. “(Nosso trabalho) é apenas o ponto de partida, cada pessoa que ouve a música constrói uma história própria”, conta o guitarrista Bruno Nunes, que ao lado dos irmãos Daniel e Leonardo, fundou o Constantina em 2003 junto de outros amigos. Bruno, Daniel e o multiinstrumentista André Veloso, aliás, são os únicos membros que se mantiveram em todas as formações da banda, que já foi quarteto, quinteto, sexteto e agora é um septeto, contando, pela primeira vez, com trumpete e percussão como elementos constantes em suas obras.


Apesar de criar títulos inspirados para suas melancólicas e detalhadas canções instrumentais, como “Treinando pra ser chuva” e “Ela já atravessou todos os oceanos do mundo”, a banda às vezes opta por sequer nomear suas músicas. A pessoa que se arrisca a entrar em contato com essas obras é apresentada sem instruções ou introduções diretamente a um material altamente inspirado e que dependerá do próprio ouvinte e suas referências, gostos e, porque não, estado de espírito, para se transformar mentalmente em uma experiência única.

Da mesma forma age o multiinstrumentista paulista Maurício Takara, que responde por M. Takara em seu projeto solo e é baterista das bandas Hurtmold e São Paulo Underground, nomes cruciais da música experimental/instrumental brasileira. Assim como Takara, músicos e grupos instrumentais contemporâneos como Ruído/mm (de Curitiba/PR), Burro Morto (de João Pessoa/PB), A Banda de Joseph Tourton (de Recife/PE), Fóssil (de Fortaleza/Ceará), 4instrumental (Sabará/MG), Iconili (BH/MG) e Macaco Bong (Cuiabá/MT), atuantes na chamada “cena musical independente”, têm em comum o desejo pela experimentação, pela extrapolação de limites entre orgânico e eletrônico e pela influência jazzística que, se em alguns momentos não é manifestada sonoramente, permanece nas intricadas estruturas de composição e na liberdade de execução de suas obras.

O que tem se percebido ao longo dos últimos anos é a consolidação e ampliação de uma cena instrumental formada essencialmente por jovens músicos influenciados por diferentes estilos e que optaram por se expressar além das palavras. É interessante perceber que na década de 90 a grande maioria das bandas alternativas brasileiras compunha em inglês, consequência das bandas estrangeiras que as influenciavam, uma língua não dominada pela população brasileira. Nos anos 2000, tendo como marco histórico o lançamento do álbum O Bloco do Eu Sozinho, do Los Hermanos (um dos primeiros CDs a romper com as barreiras entre indie e mainstream no Brasil e permitir que seus autores seguissem uma carreira de sucesso, respeitada tanto pela crítica como pelo público), uma nova safra de bandas cantando em português surgiu, resultando em boas propostas como as dos pernambucanos do Mombojó, dos gaúchos da Bidê ou Balde e dos mineiros Monno e Transmissor. Em 20 anos, o inglês perdeu sua hegemonia na música independente, composições de bandas alternativas em português passaram a ganhar maior destaque e agora, pela primeira vez na história, jovens bandas instrumentais com forte ligação com o rock formam um grupo sólido, de qualidade estética e conceitual, expressando-se com todas as suas idiossincrasias e fazendo uso de uma linguagem universal: a música.


Olhos e ouvidos mais atentos já perceberam isso, não apenas no Brasil como também no exterior. A banda cuiabana Macaco Bong já se apresentou em importantes festivais no Canadá e na Espanha, ao lado de artistas renomados internacionalmente; Maurício Takara se apresentou no hypado festival norte-americano SXSW - South by Southwest; A Banda de Joseph Tourton teve uma de suas músicas utilizada em uma campanha publicitária internacional (em um momento em que todas as músicas da banda haviam sido gravadas em um quarto, com um único microfone!); selos internacionais se interessam cada vez mais por esses grupos... são vários os indícios de que este, realmente, é um momento especial para a música instrumental nacional.

O caso de Thomas Liech, do blog alemão blogpartei.de, é elucidativo. Nascido no Brasil e criado na Alemanha, toda a produção cultural brasileira com a qual Thomas tem contato, com exceção de Cidade de Deus e Cansei de Ser Sexy, é antiga. Não há presença das manifestações artísticas brasileiras contemporâneas em sua vida. Essa situação se alterou justamente através de novas bandas instrumentais brasileiras (no caso, Constantina, Guizado, Macaco Bong e Hurtmold) que ele conheceu pela internet e cuja identificação foi instantânea. São bandas de diferentes Estados brasileiros e que, sem recorrer a cacoetes regionalistas ou sequer ao idioma, tiveram o poder de fazer com que Thomas se sentisse mais próximo do Brasil do que nunca.

Para entender (parte d´) o atual momento da música independente instrumental brasileira e seus novos artistas, escute:

Mestro (2006), do Hurtmold
Artista Igual Pedreiro (2008), do Macaco Bong
Calavera (2010) e Punx (2008), de Guizado
¡Hola amigos...! (2008), do Constantina
Varadouro (2008), do Burro Morto
Praia (2008), do Ruído/mm

Foto 1: Guizado em foto de minha autoria / Foto 2: M. Takara 3 por Caroline Bittencourt

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