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31 de dezembro de 2014

Melhores discos de 2014 (hoje)

Não gosto de listas de melhores do ano. Sempre repito, mas faço questão de lembrar. Definir uma "ordem de qualidade" é ainda pior. É estúpido e perverso, como se fosse uma competição na qual quem sai por último tem vantagem sobre os demais - repare que lançar discos a partir de outubro tem se tornado uma estratégia para ser lembrado mais facilmente no momento da criação das listas. Mas não se trata de uma competição. Música é para sentir. Então, compartilho abaixo alguns dos discos que me fizeram sentir bem ao longo dos últimos meses e que foram lançados em 2014. Longe de querer dizer que esses são realmente os melhores lançamentos de 2014 (trata-se apenas de uma isca para facilitar a chegada de leitores), espero que mais pessoas tenham bons momentos ao som desses artistas.

NACIONAIS

INTERNACIONAIS

E para fechar, uma playlist com tudo misturado: artistas brasileiros, internacionais, gente que entrou na lista com seus álbuns, EPs ou que até mesmo ficou de fora da lista, mas lançaram canções que merecem o destaque.

10 de dezembro de 2012

Nova música instrumental mineira em museu de Nova York

Em Setembro, foi realizado o Brazilian Music Day, uma data para a celebração da música brasileira no exterior. Como parte disso, o museu ARChive of Contemporary Music, de Nova York, me convidou para fazer uma curadoria de músicas brasileiras contemporâneas e pediu que fizesse um recorte temático bem definido. Decidi fazer uma seleção que chamei de "Nova geração da vanguarda da música instrumental de Minas Gerais" (apesar de ter ficado muito em dúvida sobre o uso do termo "vanguarda").

Abaixo, um resumo dos textos que enviei sobre cada banda.

Dibigode - dibigode.com 
Com influências que passam por nomes locais como Uakti e Milton Nascimento e bandas estrangeiras como Tortoise e Battles, o Dibigode caminha por um pós-rock abrasileirado marcado pelas linhas melódicas e dinâmicas.


Constantina - constantina.art.br
Trilha sonora para sonhar acordado, pós-rock com um pé na África.


Barulhista - barulhista.com
Música complexa para dançar sentado (baseado em definição do próprio artista).

Iconili - iconili.tumblr.com
Afrobeat temperado com free jazz e música brasileira, feita por esse grupo de 11 pessoas com um background no jazz e no prog rock.


Lise - www.projetolise.com 
Experimentos eletroacústicos dessa one-man band que ao vivo sempre resulta em novas experiências, fruto das parcerias com diferentes artistas da cena underground.

4instrumental - 4instrumental.tnb.art.br 
Música clássica, rock progressivo, metal alternativo, Clube da Esquina, mangue beat e latinidades constroem o som deste quarteto virtuose, cujo estilo de vida é algo como "hippie hi-tech".

oscilloID - www.oscilloid.net
The oscilations between languages and several techniques, the dancefloor and the family Sunday lunches, the Tai Chi and the puns, the adiction on movies and the umbanda, the phonographic industry transmutation and the information burst on the web, the “mouse-fingering” and the “guitar-sequencing”, the free software and the comunities, the kung-fu and the bohemic lifestyles, the love for the family and for the friends… the will to express through the sonorous pulsation, the spirit of a musical ID in constant development and transformation.

11 de junho de 2012

Programação de shows do FIT-BH 2012


No último sábado, 9 de Junho, começou mais uma edição do FIT BH - Festival Internacional de Teatro Palco e Rua de Belo Horizonte. Até o dia 24 de Junho, quando encerra esta edição (a 11ª do festival), serão 157 apresentações divididas por quase 60 espaços da capital. Entre peças, filmes, palestras, oficinas e atividades de pesquisa, vários shows acontecem no Parque Municipal, onde está montado o Ponto de Encontro do festival (ou "bar do FIT", como é popularmente conhecido).

Dos artistas que farão shows no Ponto de Encontro do FIT, um dos mais aguardados é o de Siba, que pela primeira vez tocará as canções de Avante em BH, dia 16. Além dele, algumas das melhores bandas locais se apresentam, como Constantina, Dibigode, Câmera e Zimun. Veja abaixo a programação completa dos shows do FIT (sendo que Dead Lover's Twisted Heart, Catarina Dee Jah, Capim Seco, Luiz Rocha, Odilara e Mariana de Moraes já se apresentaram no primeiro fim de semana do evento).

Dia 13, quarta-feira
Dj Jullio (MG)
Zimun (MG)
Nedú Lopes (MG)

Dia 14, quinta-feira
Dj Nest (MG)
Deco Lima e o Combinado (MG)
Cérebro Eletrônico (SP)

Dia 15, sexta-feira
Dj Alexandre de Sena (MG)
Carla Gomes (MG)
Laura Lopes (MG)



Dia 16, sábado
Dj Fael (MG)
Câmera (MG)
Angu Stereo Club (MG)
Siba (PE)

Dia 17, domingo
Dj Palomita (MG)
Falcatrua (MG)
Suvaca de Vó (MG)
Silvia Machete (RJ)

Dia 20, quarta-feira
Dj Palomita (MG)
Teresa Morales (Cuba)
Mamour Ba (Senegal)
Violentango (Argentina)

Dia 21, quinta-feira
Dj Paco Pigalle (MG)
Marcos Frederico (MG)
Vitor Santana (MG)
Ava (RJ)



Dia 22, sexta-feira
Dj Buddy Holly (MG)
Dibigode (MG)
Todos os Caetanos do Mundo (MG)
Do Amor (RJ)

Dia 23, sábado
Dj Bs Bain (MG)
Orquestra Mineira de Brega (MG)
Celso Sim e os Franciscos (SP)

Todos os shows acontecem entre 19:30 e 1:00. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia) e estão à venda nas bilheterias do Parque Municipal a partir das 16h de cada dia.

4 de junho de 2012

Novo EP do Constantina, "Pacífico"

Em seu auge criativo, logo após o álbum Haveno, o Constantina acaba de lançar o EP Pacífico, disponível para download gratuito. Nele, pela primeira vez nos quase 10 anos da banda, três vocalistas convidados ampliam os horizontes musicais do Constantina: o catarinense Wado, o uruguaio Franny Glass e o mineiro Matéria-Prima, MC do Zimun. Das cinco músicas de Pacífico, quatro são releituras de Haveno e uma do EP iHola amigos!, de 2008.

Ao contrário do que se poderia imaginar, o resultado é ainda mais experimental. Os vocais não facilitam a assimilação do trabalho da banda, mas sim inserem uma nova camada, inusitada, nada óbvia.

As composições são resultado de parcerias estabelecidas entre a banda e os vocalistas convidados ao longo dos últimos anos, como o show que fizeram com Wado no Conexão Vivo em 2011 (cujo primeiro ensaio se deu em um casamento em BH!) e a apresentação com Franny Glass no festival Pequenas Sessões, produzido por Daniel Nunes, baterista do Constantina. O clima colaborativo também permeia o site do EP, pacifico.constantina.art.br, onde são apresentadas imagens enviadas pelo público para o Instagram usando a hashtag do EP, #constantinapacifico, ou as hashtags específicas de cada música: #constantinajuan, #constantinamonte, #constantinacubo e #constantinapequenas. Posteriormente, as imagens serão projetadas nos shows do Constantina, cuja próxima performance acontece no FIT - Festival Internacional de Teatro de Palco e Rua, 14 de Junho, no Parque Municipal, em BH.

Ouça, baixe, navegue.

11 de abril de 2012

Novos vídeos da cena instrumental belo-horizontina: Constantina e Dibigode

Constantina e Dibigode, duas das principais representantes da cena de rock instrumental de Minas Gerais, lançaram recentemente vídeoclipes. O do Constantina foi gravado ao vivo em Janeiro deste ano no Teatro Dom Silvério, em BH, e registra a música "Bagagem extra", do álbum Haveno.



Já o Dibigode lançou seu primeiro clipe, feito para a música "Mongra do criolo doido", do CD Naturais e idênticos ao natural de pimentas da Jamaica e preta.

30 de dezembro de 2011

Coletânea 2011 Meio Desligado


Ouça a coletânea completa acima ou faça o download no Facebook do Meio Desligado. A cada audição o player toca as músicas em uma ordem diferente, não existe uma ordem pré-definida. Os CDs completos de todas as bandas que estão na coletânea são facilmente encontrados para download.

Essa é a minha tentativa de resumir a vasta produção independente/alternativa brasileira em 2011 em 24 músicas. Uma visão que mescla minhas experiências pessoais durante o ano e também uma seleção crítica.

Abaixo, a lista completa de artistas e músicas e breves comentários sobre cada uma das bandas/músicas.

Nuda - "A maré nenhuma"
Um dos novos clássicos criados em 2011. Fundamental para tentar entender o atual momento da música  brasileira, mesclando referências diversas com originalidade (assim como é percebido em todo o CD da Nuda, Amarénenhuma).

Jair Naves - "Um passo por vez"
Uma das músicas mais bonitas dos últimos tempos. Só isso.

Wado - "Com a ponta dos dedos (com Marcelo Camelo e Mallu Magalhães)"
Dez anos após sua estreia, Wado lançou o que talvez seja o melhor álbum de sua carreira e um dos três melhores de 2011 na seleção do Meio Desligado. "Com a ponta dos dedos" pode não virar o hit que merecia, mas toca de forma especial praticamente todos que a escutam.

Lirinha - "Ela vai dançar"
Assim como Wado, Lirinha foi autor de um dos melhores e mais surpreendentes CDs de 2011. "Ela vai dançar" é uma das melhores do álbum, parceria entre Lirinha e Fábio Trummer, vocalista do Eddie (banda que lançou em seu novo CD outra versão desta música).

Jennifer Lo-fi - "Troffea"
Entre os anos 90 e o início dos anos 2000 isso era o que se chamava de emo, certo? Hoje em dia o máximo que dá pra dizer é que é rock experimental viciante.

Quarto Negro - "Do medo ao medo"
Uma das melhores surpresas do ano. Desconocidos, o CD do Quarto Negro, merece ser ouvido muitas e muitas vezes.

Churrasco! - "Trilha pra moleque cuspir da janela do ônibus na cabeça de quem tá na rua"
O Churrasco! é um projeto conceitual que montei e provavelmente não dê continuidade. Gravei essa música sozinho, no quarto, por isso a baixa qualidade. Como é algo que fez parte da minha vida em 2011, decidi incluir aqui (e também para romper a barreira e o preconceito de que jornalistas não produzem conteúdo artístico).

Lise - "Cuando el tiempo es la poesia"
Pós-rock e hip hop. Uma das músicas que mais ouvi em 2011.

Bambas2 - "World cry (com Karina Buhr, Jesse Royal e Gustah)"
Brasil + Jamaica organizado pelo produtor BiD. Às vezes soa como "forró de maconheiro hipster", como defini para um amigo, mas, por mais que você duvide que algo assim possa ser bom, é.

São Paulo Underground - "Just lovin"
Maurício Takara (Hurtmold, M. Takara, Mundo Tigre, Instituto), Guilherme Granado (Hurtmold, Bodes e Elefantes), Richard Ribeiro (Porto, Marcelo Jeneci, Gui Amabis) e o trompetista gringo Rob Mazurek. As referências indicam o que esperar do novo trabalho da banda.

4instrumental - "Não mais"
A típica banda que ainda não toca pra milhares de pessoas em todo o país simplesmente porque os roqueiros fãs de sons setentistas ainda não a ouviram.

Eskimo - "Forte apache"
Outra banda surpreendente. Pop bizarro, sem recalque, sem medo de experimentar.

Bixiga70 - "Zambo beat"
Outra ótima estreia de 2011, a Bixiga70 faz instrumental "cabeçudo", mas ao mesmo tempo acessível e dançante.

Flávio Renegado - "Minha tribo é o mundo"
Principal artista independente de Minas Gerais, em seu segundo CD Flávio Renegado faz músicas inspiradas nas grandes metrópoles mundiais, resultando em uma sonoridade mais contemporânea.

CSS - "La liberacion"
Punk safado do terceiro (e último?) CD do CSS.

Pequena Morte - "Bararuê"
Se existiu um hit (em BH, pelo menos) ska tipicamente brasileiro em 2011, foi este.

Kassin - "Calça de ginástica"
Porque uma canção que trata sobre sexo e sensualidade dessa forma (tanto letra como música) é raro.

Academia da Berlinda - "Bem melhor"
Sempre me lembra música de abertura de novela (mas é bom!). Vazou ainda no fim de 2010, mas foi lançado oficialmente em 2011.

Felipe Cordeiro - "Lambada com farinha"
Poderia ter colocado uma música da Gang do Eletro ou da Gaby Amarantos, principais expoentes da "nova música paraense", mas essa "Lambada com farinha" de Felipe Cordeiro funciona melhor como contraponto às outras escolhas instrumentais da coletânea, focadas no experimentalismo.

Constantina - "Bagagem extra"
Reflete o melhor momento da carreira do Constantina, com mais identidade e diversidade sonora. Sensacional tanto em estúdio como ao vivo (provavelmente foi a banda que mais vi ao vivo neste ano).

Criolo - "Não existe amor em SP"
Ele foi o artista mais elogiado e mais criticado do ano. Amor e ódio que definem 2011.

Tiê - "Mapa mundi"
Tiê lançou um bom CD em 2011, cuja repercussão foi aquém do merecido. Essa versão de "Mapa mundi", do Thiago Pethit, é um dos destaques do álbum.

ruído/mm - "O prestidigitador"
Se definisse uma ordem para a coletânea, esta seria a música de encerramento, para fechar com esperança e a sensação de trabalho (bem-feito) cumprido. ruído/mm é sutil e devastador simultaneamente.

4 de setembro de 2011

Eu estava lá



Uma garota com um vestido preto, justo e curto calçando uma sandália de salto agulha altíssimo e suas amigas; um senhor para além dos seus sessenta anos com um chapéu panamá bastante distinto na cabeça; o usual grupo de jornalistas, designers, arquitetos e estudantes à procura de algo novo, sem saber exatamente o que, mas que fosse diferente; um rapaz que logo antes, num debate, dividiu sua angústia: há dez anos em BH e poucas vezes teve acesso ao que está fora do mainstream; artistas; produtores culturais; os que passaram por lá e resolveram entrar; e eu, um projeto de acadêmica tentando produzir algum tipo de sentido para o que vi. Não consegui, mas arrisco um palpite. O que tínhamos em comum? Nada além de estarmos todos ontem, no 104, sentindo o show do Constantina e de seu convidado paulista, o Labirinto.


Disse sentindo por um único motivo: a música do Constantina ainda não foi coreografada. Não conseguimos curti-la do mesmo jeito. Deixe-me explicar melhor: já notaram que os estilos de música aos quais estamos acostumados, provocam movimentos corporais bastante semelhantes nos indivíduos que dividem o gosto por eles? Todos sabem como saltitam os que curtem o reggae, os headbangers também se mexem de forma parecida, os punks quando mosham, os que gostam de samba quando dançam, os micareteiros, as expressões no rosto de quem ouve um jazz bem tocado, enfim, pense num estilo e você imediatamente imagina os movimentos do corpo. O engraçado de ontem, é que isso não aconteceu. Enquanto o Constantina tocava, não havia coreografia! A garota do vestido preto, o senhor, os estudantes, os jornalistas, os que estavam lá por acaso, todos se mexiam, rosto e corpo, de forma evidentemente pessoal, primária, própria e visceral. Não tinha padrão.


Os teóricos que pensam sobre ela – de Platão até Benjamin, passando por Baudelaire – parecem concordar que a arte, aquela mais original, aquela que experimentamos como se estivéssemos vendo, ouvindo, sentindo pela primeira vez, está no campo do afeto, do sentimento primeiro e cada um a experimenta de um jeito singular. Parece-me que presenciei isso ontem. Observando a reação daqueles corpos sentindo a música descoordenadamente... Não sei não, mas arrisco dizer que ouvimos arte, ou melhor, sentimos arte. O Marcelo – o cara que faz esse blog – me disse que não só aqui no Brasil, mas que em outros lugares do mundo, algumas bandas fazem um som numa linha parecida. Se de fato isso se confirma, talvez estejamos presenciando o nascer de um novo estilo musical. Como disse, é só um palpite, mas se for verdade, eu, todas aquelas pessoas e qualquer um que esteve num show recente do Constantina, é testemunha disso. Bacana, né?

3 de setembro de 2011

Pequenas Sessões

Escrevi sobre o festival Pequenas Sessões no início da semana e esqueci de comentar duas coisas importantes:
- fiz o site do festival, http://pequenassessoes.net/. Essa é uma das ações da minha nova empresa, a revrbr. Em breve falo mais sobre ela. Sobre o site, sugiro a navegação via trackpad (ideal) ou pelas setas do teclado
- hoje, 3 de setembro, participo de debate no festival às 19:30, no CentoeQuatro, sobre plataformas digitais e mídias sociais ao lado da professora Carla Soares. A entrada é gratuita

Logo depois do debate acontece o aguardado show do Constantina com o Labirinto, sendo que as duas bandas dividirão o mesmo palco, ao mesmo tempo.

Pra quem ainda não conferiu nada da programação do festival neste ano, publico um vídeo do primeiro dia do Pequenas Sessões 2011, da apresentação do Constantina com o uruguaio Franny Glass (aliás, emocionante).

29 de agosto de 2011

Festival Pequenas Sessões: música experimental em Belo Horizonte

O projeto Pequenas Sessões, que promove o encontro entre artistas que realizam experimentações sonoras e pesquisam linguagens audiovisuais para apresentações musicais, promove sua 5ª edição entre os dias 29 de agosto e 3 de setembro. A programação integra o Conexão Vivo, programa de fomento à produção musical patrocinado pela Vivo, e contará com shows de bandas brasileiras e internacionais, workshops, performances audiovisuais e paineis de debates. Três espaços em Belo Horizonte receberam as atividades desta edição, a 2ª em formato de festival: o CentoeQuatro (palco dos shows e painéis do festival), o Espaço Fluxo, sede do coletivo artístico Fluxo, baseado no boêmio bairro de Santa Teresa; e a sede da ONG Favela É Isso Aí, no bairro Serra.


Nos dias 29 e 30 de Agosto serão promovidos três workshops que abordam a relação entre tecnologia e produção musical de diferentes formas. Dois deles acontecerão no Espaço Fluxo, que sedia das 14h às 18h, os workshops “Aplicações musicais para dispositivos portáteis - iOS e Android” e “Cobertura audiovisual em tempo real”. Simultaneamente, a sede da ONG Favela É Isso Aí recebe o workshop “Produção de áudio em home studios”. No dia 31 de Agosto, às 20h40, os participantes do workshop “Aplicações musicais para dispositivos portáteis - iOS e Android” farão performance nas escadas do CentoeQuatro. Todos os workshops são gratuitos e as inscrições podem ser feitas pelo site do festival, http://pequenassessoes.net.

Para fomentar a reflexão e o debate de temas relacionados ao festival, de 31 de Agosto a 3 de Setembro, o Pequenas Sessões reúne profissionais atuantes no mercado musical e acadêmicos em uma série de painéis. Eles acontecem no CentoeQuatro, às 19h30, discutindo temas como “Desenho de som para filmes e produções multimídia”, “Documentário para bandas”, “Plataformas digitais e mídias sociais” e “A arte por trás das Pequenas Sessões”.


Os shows, destaque na programação do festival, acontecem entre os dias 1 e 3 de Setembro no CentoeQuatro e possuem um formato diferenciado. Compartilhando com o Conexão Vivo o intuito de fortalecer e propor o intercâmbio musical, serão montados dois palcos, paralelos, nos quais duas bandas se apresentarão em cada noite. A diferença é que as canções alternam-se entre os palcos: enquanto uma banda apresenta uma música em um palco, a outra pode interferir e “puxar” uma de suas músicas, mudando o foco para o outro palco. Paralelamente aos shows, artistas visuais farão projeções de obras desenvolvidas especialmente para a ocasião. Esse movimento constrói um fluxo criativo constante e inédito, gerando experiências audiovisuais singulares.


A programação musical do festival é formada pelos mineiros da Constantina e Lise, criadoras do projeto (cuja idealização é do músico Daniel Nunes, membro da Constantina e que em seu projeto solo assina como Lise), o grupo paulista de pós-rock Labirinto (recém-chegado de uma turnê norte-americana), o uruguaio Franny Glass, o argentino Federico Durand e o mineiro Barulhista. Projeções audiovisuais durante os shows ficarão à cargo dos artistas L_ar, Igor Amin e Carou Araújo. Os shows acontecem no CentoeQuatro, sempre às 20h40, e têm ingressos à venda na bilheteria do local por R$ 5. Aqueles que não quiserem perder nada da programação, mas não puderem comparecer presencialmente, poderão acompanhar os shows através da transmissão online em tempo real no portal Conexão Vivo, no endereço conexaovivo.com.br/aovivo.

29 e 30 de Agosto
Workshop :: cobertura audiovisual em tempo real
Local: espaço fluxo
Horário: 14h à 18h
Workshop :: produção de áudio em home studios
Local: favela é isso aí
Horário: 14h à 18h
31 de Agosto
Painel :: desenho de som para filmes e produções multimídia
Local: centoequatro
Horário: 19:30
Apresentação: Performance resultante do workshop ‘aplicações musicais para dispositivos portáteis - ios e android’ na escada CentoeQuatro
Local: centoequatro
Horário: 20:40
1 de Setembro
Painel :: documentário para bandas
Local: centoequatro
Horário: 19:30
Show: Constantina convida Franny Glass (Uruguai) + L_ar
Local: centoequatro
Horário: 20:40
2 de Setembro
Painel :: a arte por trás das pequenas sessões
Local: centoequatro
Horário: 19:30
Show: Lise + Barulhista convidam Federico Durand (Argentina) + Igor Amin
Local: centoequatro
Horário: 20:40
3 de Setembro
Painel :: plataformas digitais e mídias sociais
Local: centoequatro
Horário: 19:30
Show: Constantina convida Labirinto (SP) + Carou Araújo
Local: centoequatro
Horário: 20:40

27 de agosto de 2011

Festival LAB: música experimental em Maceió


Acontece neste sábado, 27 de Agosto, a 3ª edição do festival Lab em Maceió/AL. Sempre com programações enxutas e bem selecionadas, a programação do festival em 2011 conta com os meus amigos da Constantina, as paulistas Herod Layne e Hoping to Collide With e o grande Wado, que celebra os 10 anos desde o lançamento de seu primeiro CD, Manifesto da Arte Periférica. Interessante imaginar como a sonoridade pós-rock/progressiva das bandas se relacionará com o trabalho de Wado, artista que, apesar de não parecer tão óbvio, provavelmente é a atração mais experimental do festival (devido às suas pesquisas sonoras e misturas que resultam em trabalhos que contribuem para a renovação da música brasileira).

O festival acontece no Armazém Uzina a partir das 21h. Os ingressos custam R$ 15 (antecipado) e R$ 20 (na hora). Os pontos de venda são o Estúdio Poker e Botequim Paulista.

1 de maio de 2011

Emicida, Onda Vaga (Arg), La Bomba de Tiempo (Arg), Constantina e Wado no Conexão Vivo BH

Enquanto a aguardada programação do Conexão Vivo no Parque Municipal não é divulgada o público mineiro já pode ao menos se programar para os shows que acontecerão na Praça do Papa (dias 7 e 8 de maio) e na Barragem Santa Lúcia (14 e 15 de maio). Mesmo contando com artistas consagrados como Moraes Moreira e Chico César, talvez o principal nome desta etapa do Conexão seja o do rapper paulista Emicida, que se apresentará na capital mineira pela primeira segunda vez (e no auge do burburinho em torno de seu trabalho, pós-capa da revista Trip e show no gigante festival norte-americano Coachella).

Dá para perceber que a curadoria para as praças levou em consideração a proposta de atividades culturais mais familiares e tranquilas. Além dos shows diurnos, a programação é composta, em sua maioria, por artistas mais acessíveis e com raízes na música popular brasileira. Em contraponto a isso, os artistas que considero mais interessantes são os que apresentam trabalhos mais experimentais, caso da orquestra percurssiva argentina La Bomba de Tiempo (que, segundo dizem, promove verdadeiras "raves orgânicas", como dá para ver em trechos do primeiro vídeo abaixo), da banda mineira Constantina (que se apresenta ao lado do genial Wado) e o lendário Uakti,  provavelmente um dos grupos mais instigantes da história da música brasileira.



Outros dois shows que prometem belas surpresas são o da banda argentina Onda Vaga (o "Los Hermanos" da argentina, nas palavras do Kuru Lima, coordenador do Conexão Vivo) e o encontro dos baianos Moraes Moreira, Lucas Santtana e Márcia Castro (cuja performance que presenciei em Salvador há alguns meses foi empolgante).


Praça do Papa

Dia 7, sábado, às 16h
Chico Amaral (MG)
Sérgio Santos (MG) convida Joyce (RJ)
Celso Moretti (MG) convida Sandra de Sá (RJ)
Pedro Morais (MG) convida Nina Becker (RJ) e Cobra Coral (MG)

Dia 8, domingo, às 16h
Pequenas Sessões – Constantina (MG) convida Wado (AL)
Rodrigo Borges convida Lô Borges (MG)
Onda Vaga (ARG)
Moraes Moreira encontra Lucas Santtana e Márcia Castro (BA)

Barragem Santa Lúcia

Dia 14, sábado, às 15h30
UAKTI (MG)
Grupo Curupaco (MG)
Mostra Nova Música Instrumental Mineira – Rafael Martini convida Titane (MG)
Tom Nascimento (MG) convida Chico César (PB)
Chico César (PB)

Dia 15, domingo, às 15h30
Mostra Nova Música Instrumental Mineira – Humberto Junqueira convida Flávio Henrique
Formosas – Babaya, Lu, Celinha convidam Vander Lee (MG)
Tia Nastácia (MG) convida Pupilo (PE)
Emicida (SP)
Maurício Tizumba (MG) convida La Bomba De Tiempo (ARG)

28 de março de 2011

Entrevista com Daniel Nunes, do Constantina e Lise


Conversei com o Daniel Nunes, belo-horizontino multiinstrumentista do Constantina e que também mantém o projeto solo Lise, um pouco antes de sua viagem para os Estados Unidos (onde se apresentou nos festivais South by Southwest, em Austin, e Grito Rock, em Nova York, na primeira edição norte-americana do festival). Num esquema diferente, primeiro você lê as perguntas e mais abaixo todas as respostas, com a grafia original do Daniel (editar as falas e "corrigir" a ortografia interferiria na identidade do entrevistado, acho que dessa forma é possível se aproximar mais da pessoa, conhecê-la um pouco melhor através do modo como se expressa).

As imagens que ilustram o texto são frames do primeiro vídeoclipe da banda, feito para a música "Azul marinho".

- Vocês vem lançando as músicas do novo CD aos poucos desde o ano passado na internet. Esse novo trabalho será exclusivamente digital ou também será lançado em suporte físico? Quando o álbum completo estará disponível?

- A banda já passou por diferentes formações ao longo da carreira. Justamente agora, com uma das maiores formações, vocês farão a primeira viagem internacional do Constantina. Por que demoraram a tocar no exterior e o que os levou a se inscrever no SXSW?

- Minas Gerais é tido como um dos Estados em que o poder público mais fomenta a produção cultural. O Constantina conseguiu algum tipo de apoio para se apresentar no exterior? Como está o processo de captação de recursos para a viagem?

- Vocês estão finalizando o primeiro videoclipe da banda, correto? Como estáo processo? Dá pra adiantar algo desse clipe?

- Qual a relação do Constantina com o festival Pequenas Sessões? O que dá pra adiantar do festival deste ano?


__Sobre 'Haveno'...nao o pensamos em apenas distribuicao digital...pois como banda independente, acreditamos que podemos capitali$ar se agregarmos valores a um material fisico, isto pode ter um valor 'especial'...algo que as pessoas sintam vontade de comprar...passamos por estas situacoes em 2 discos...Constantina 'Constantina' (2005) e 'Hola Amigos'. Basta pensarmos no Radiohead...acredito que o proximo lancamento com certeza levara muitas pessoas a comprarem apenas pelo material grafico 'agregado'! Agora...sobre quando este disco ficara pronto...ainda acho que eh uma incognita...pq acho que entramos em uma ourta atmosfera do disco...algo mais sereno...mais calmo...muitas ideias estao compostas, mas ainda sem saber como registra-las...dificuldades tecnicas...e ate mesmo expressivas...muitas ideias ao surgirem no improviso nao tem tanta forca quando tentamos reestrutura-las...entende ? 
pena que muitas destas ideias nao possuem um registro de boa qualidade...o que pode ser interessante como fizemos no Jaburu...mas as vezes o ruim...mesmo!!! rsrs!!! Mas ja temos mais uma musica engatilhada... 
Se chama 'Benjamim Guimaraes'...nela esperamos ansiosamente pela contribuicao de Juan Stewart!!! Assim que nos devolver...faremos a mix para colocar no ar! 

__Putz...eh verdade...demoramos...podiamos ter tentado esta loucura quando eramos um quarteto...rsrs!!! na verdade nao sei o pq da demora...acho que foi um processo de amadurecimento artistico...so sei que agora acredito estarmos preparados para encarar situacoes tao inusitadas assim...e mais do que isso...agora acredito que temos algo inovador no som...nao que tivessemos isso desd o inicio...mas agora sinto que peculiaridades surgem fora de um senso comum...entende...termos tantas pessoas assim, nos da uma grande dor de cabeca...rsrs!!! ao mesmo tempo que proporciona uma riqueza muito grande!!! E agora sobre o SXSW...tb penso que foi um caminho natural...Assim como Pop Montreal, um de nossos focos, o SXSW eh uma grande referencia para nossa producao de musica independente...um dos maiores festivais de musica indepedente do mundo! Lembro me de conversarmos sobre festivais...e 2 com certeza estavam na lista...SXSW...e Pop Montreal!!! 
 
__Nao...infelizmente Constantina nao conseguiu nenhum apoio politico/artistico para esta empreitada!!! E isto eh triste! Mas eh algo que temos que aprender em nosso pais...por mais que existam planos governamentais 'continuistas' existem certas acoes que sofrem pelos abismos...e com certeza a cultura eh um dos focos destes abismos...Mas enfim...quando nos inscrevemos, acreditava que poderia, se selecionado, concorrer a editais de passagem...mas como isso nao existiu...demos continuidade na ideia...nao acredito que nossa producao possa apenas existir e rodar com apoio governamental...entao sem pensar em desistir...ca estamos com os vistos na mao e prontos para tentar o nosso melhor por la! 

__Ahhh...o clip....o clip foi proposto por um amigo...Igor Amin...ele assisitu nosso show no Pequenas Sessoes...e pirou!!!! Em menos de 2 dias estava em minha caixa de emails um roteiro para o clip da musica 'Azul Marinho'...muito bacana!!! mesmo!!!! um dialogo interessante com os sons...com a ideia...mesmo nao tendo epxeriencia em clips...topamos a empreitada! 
Mas infelizmente...algumas coisas ainda nao estao do jeito que ambos queremos...entao...estamos em um processo de descoberta...pesquisa de linguagem...para que ambas as linguagens artisticas se fortalecam...algumas das ideias...sao excelentes...outras acredito que precisamos amadurecer...mas enfim..eh um processo...ninguem disse que seria facil! rsrs!!! mas na verdade o que posso adiantar sao algumas fotos...sao da Flora Rajao | http://flavors.me/flora_rajao | ficaram belissimas!!! 

__A relacao eh a mais estreita possivel...rsrs!!! eh um festival pensado em varias demandas que a banda proporcionou...Na verdade eh um festival pensado atraves de nosso selo, 'La Petite Chambre'...os artistas do selo convidando artistas para compartilharem o palco em BH e cidades proximas...Penso que podemos fazer deste festival uma referencia da musica instrumental e experimental...Todos os artistas ate hj convidados sentem uma nescessidade virem a cidade e mostrarem sua arte...entao pq nao montar um festival que possa abarcar este tipo de producao? Uma producao que sai do senso comum musical...e adentra novas possibilidades de expressoes sonoras!

18 de março de 2011

Constantina no festival South by Southwest 2011

Uma das bandas favoritas deste blog, a belo-horizontina Constantina fará show no festival texano South by Southwest neste sábado, 19 de março. Aproveitando a viagem aos Estados Unidos, a participação neste importante festival e o apoio da Vivo através de seu programa de patrocínios culturais na área musical (o Conexão Vivo), eu (Marcelo Santiago) e o Israel do Vale nos reunimos com membros da banda e sugerimos que criassem um blog para compartilhar a experiência através da internet. Não apenas os relatos do que vivenciarem nos Estados Unidos, mas também toda a parte burocrática para conseguir participar do festival, captar recursos para custear a viagem, o processo para obtenção de vistos, entrada no país, etc. Parte disso já está no blog do Pequenas Sessões, festival que a banda realiza anualmente em Belo Horizonte e do qual sou parceiro.


Confira abaixo trechos do diário de bordo do Constantina em Austin/Texas e visite o blog da banda
"Seguindo o cronograma do dia, no início da tarde aconteceu o primeiro painel na história de 25 anos de SXSW, em tratar pontos a serem analisados em língua espanhola. “¿Por qué los artistas alternativos latinoamericanos no son protagonistas globales?”, debateu tópicos extremamente pertinentes para nós artistas brasileiros.
A discussão mapeou alguns pontos sobre a dificuldade de artistas latinos americanos independentes se inserirem no mercado de música americana. Foram colocados as dificuldades aqui já vistas de inserção dos artistas por conta dos vistos negados, a língua como uma barreira algumas vezes intransponíveis, a lógica de construção da cadeia produtiva, extremamente diferente como estamos construindo no Brasil e a dificuldade de grande parte dos artistas latinoamericanos de conseguirem um apoio governamental para esta empreitada!
Situações sobre como alguns artistas tiveram que se submeter para conseguirem romper esta resistência também foram citadas no painel. Parece-me que a lógica de coletividade/colaboratividade é inexistente neste mercado!
Abaixo postamos o áudio na íntegra deste bate papo muito interessante."

"Após a confirmação de ida ao Festival, precisamos correr atrás dos vistos!!! Aí é onde encotramos o processo mais buroc®ático, cansativo, estressante e CARO de todos!!! Como escolhemos viajar como uma banda, precisamos correr atrás de um visto específico para esta categoria, que se chama P Visa. Ao contrário do que muitos pensam, tentar o visto B1/B2 (visto de turista) para esta categoria dá BOMBA!!! Como banda, precisamos de uma petição aprovada pela imigração dos EUA para exercer esta profissão, mesmo não recebendo um cent de dólar. Eles alegam que ainda sim, através desta ida, podemos articular novas possbilidades, o que muitas vezes não é errado. Muitas bandas aproveitam o convite do SXSW para fechar Tours pelo país. Mas como conseguir uma petição aprovada pela imigração dos EUA? Aí é onde entra a Tamizdat, uma agência que sem ela não teríamos o sucesso da petição aprovada em tão pouco tempo. Tamizdat é uma organização que realiza este meio de campo com o governo Norte Americano, demandando um série de documentações dos membros da banda e da própria banda. Temos que provar ao governo americano que somos uma banda solidificada em nosso território e se possível em outros países. Então segue aí uma dica: se você tem uma banda e pretende lançar um disco, ou já possui um disco, faça contato com blogs, mídias internacionais para que eles possam resenhar teu disco/banda. É preciso resenhas internacionais sobre a banda… então desde agora, vá montando seu portfólio… isso lhe renderá bons frutos no futuro! "
Ps.: grifos por parte do Meio Desligado. 

25 de janeiro de 2011

Bandas brasileiras em festivais internacionais

Coachella e South by Southwest, dois importantes festivais musicais norte-americanos, têm em sua programação deste ano artistas independentes brasileiros. No Coachella, que acontece na Califórnia em abril, quem mais surpreendeu foi o rapper Emicida, que aparentemente (a julgar pelo posicionamento de seu nome no cartaz) abrirá a programação do festival. Outros artistas brasileiros que tocam por lá são o CSS, que lança CD novo este ano, The Twelves e DJ Marky. A programação do Coachella 2011 inclui artistas como Arcade Fire, The Strokes, Kanye West, The Black Keys, PJ Harvey, Foals e outros. 

Já o South by Southwest, ou simplesmente SXSW, acontece durante março no Texas e terá Constantina, Kiko Dinucci, Naurea, Nana Rizinni, Rose and Me, Some Community, Thiago Pethit e Tiê (além do Forró in the Dark, que a organização do festival considera como banda americana).

Clique abaixo para ver as programações completas dos dois festivais.

24 de agosto de 2010

Festival Pequenas Sessões: vanguarda musical em BH e Sabará

Começa nesta quinta-feira, 26 de agosto, o festival Pequenas Sessões, principal evento focado na música instrumental experimental em Minas Gerais. Ao todo serão 4 dias seguidos de shows gratuitos em Sabará (cidade histórica localizada a 20 km de Belo Horizonte) e em BH, com artistas importantes da cena alternativa brasileira (e até mesmo com uma presença internacional): M. Takara 3 (SP), Ruído/mm (PR), Constantina (MG), Juan Stewart (Argentina), Porto (SP) e Lise + L_ar (MG) formam a programação do festival, que está em sua quarta edição, apesar de ser a primeira no formato tradicional de festival.

Além de ter uma programação muito boa, o Pequenas Sessões será realizado em espaços legais (o teatro de Sabará tem quase 200 anos e tem acústica considerada uma das melhores do Brasil, o teatro da Biblioteca na Praça da Liberdade é do Niemeyer) e trará vários artistas que nunca tocaram em MG (de todos os artistas de fora de MG, somente o Maurício Takara já fez shows em Minas, mas mesmo assim, o show do novo CD permanece inédito). Quem não mora em Minas e não poderá vir ao festival conseguirá acompanhar todos os shows ao vivo pela internet.

Abaixo, publico parte do release que escrevi para o festival. Sugiro também que todos visitem o site do festival (também de minha autoria), para mais informações. Promete ser um dos festivais mais legais.

Ruído/mm

Liberdade criativa é o que norteia as Pequenas Sessões, projeto de música instrumental experimental que realiza sua primeira edição no formato de festival entre os dias 26 e 29 de agosto em Belo Horizonte e Sabará (cidade histórica da região metropolitana da capital mineira). Na programação, M. Takara 3 (SP), Ruído/mm (PR), Constantina (MG), Porto (SP), Lise + L_ar (MG) e Juan Stewart (Argentina) formam um representativo panorama da produção contemporânea experimental brasileira e sulamericana.

Idealizado pelo músico Daniel Nunes, membro do Constantina e Lise, e realizado através de seu selo musical La Petite Chambre, o festival visa apresentar ao público mineiro artistas inovadores cujas obras extrapolam gêneros musicais e que utilizam diferentes tecnologias de produção. Com essa proposta em mente, Daniel define as Pequenas Sessões como “um projeto de intercâmbio de música livre independente”, ressaltando a importância da troca de experiências entre os próprios artistas e da proximidade com o público.

Após apresentar músicos nacionais e internacionais em três edições anteriores, realizadas de forma totalmente independente e em diferente formato, o Pequenas Sessões realizou, em 2010, shows e oficinas do Constantina e Lise em três cidades de Minas Gerais como parte da programação do festival Conexão Vivo.

M Takara

A realização do festival em Sabará e BH é a etapa final do projeto e se inicia no dia 26 de agosto com os shows do Constantina e M. Takara 3 no famoso Teatro Municipal de Sabará (construído em 1819), a partir das 20h. M. Takara 3 é o projeto solo do multiinstrumentista Maurício Takara, membro da banda instrumental Hurtmold e parceiro de artistas como Marcelo Camelo e Nação Zumbi. O show será o lançamento do álbum Sobre todas e qualquer coisa, o quinto de sua carreira, em MG. Já o Constantina fará seu primeiro show na cidade histórica com nova formação, um septeto, apresentando ao público as novidades que estarão em seu próximo lançamento. Reconhecida pela imprensa especializada como uma das maiores representantes do pós-rock no Brasil, a banda alia ruídos e texturas a belas melodias em suas canções, como demonstrado nos quatro CDs lançados ao longo de seus quase 7 anos de carreira.

A partir do dia seguinte, 27 de agosto, o festival parte para o teatro da Biblioteca Pública Luiz de Bessa, projetada por Oscar Niemeyer na Praça da Liberdade, e apresenta o Porto, projeto do baterista Richard Ribeiro, que faz sua estreia em palcos mineiros. Nome recorrente na agitada cena musical alternativa de São Paulo, Ribeiro é membro e parceiro de vários grupos, como SP Underground, Marcelo Jeneci, Cidadão Instigado e Naná Vasconcelos. Em seu projeto solo reúne elementos do jazz, rock alternativo e eletrônica experimental, sempre marcados pela improvisação e virtuosismo. A outra atração da noite é o Lise, projeto solo de Daniel Nunes, no qual o artista produz canções que aliam elementos da música contemporânea, ambiente e experimentações eletrônicas. Nesta apresentação, Nunes (que produz sozinho todas as canções, executando, ao vivo, bateria, programações e vibrafone) será acompanhado pela guitarrista mineiro Dedig, em participação especial.

Lise + L_ar

No dia 28, sábado, o Constantina retorna ao palco e recebe a banda curitibana Ruído/mm, que fará seu primeiro show em MG. Com 7 anos de estrada, o Ruído/mm (pronuncia-se “ruído por milímetro”) não nega o nome: vai de calmas texturas a explosões ruidosas em misturas que unem psicodelia, jazz, pós-rock e até punk. Com três CDs lançados e preparando o próximo, o quinteto já foi elogiado por artistas do nível de David Byrne (ex-Talking Heads), que os classificou como uma das bandas mais interessantes da atualidade.
No encerramento, dia 29, domingo, o festival volta ao palco do Teatro Municipal de Sabará, onde os anfitriões da noite serão os membros da dupla Lise + L_ar, Daniel Nunes e Leandro Araújo. Juntos desenvolvem trabalhos que vão além da música, criando obras de software-arte, web-arte e outras vertentes artísticas. Entre suas parcerias está o premiado projeto Reações Visuais, no qual executam interpretações audiovisuais das paisagens sonoras das cidades. 

Juan Stewart

Para fechar o festival, a presença internacional do argentino Juan Stewart. Influenciado por artistas como Air e Brian Eno, Stewart cria trilhas que misturam estruturas minimalistas e paisagens de beleza extraordinária, resultando em canções que vão da música ambiente ao pós-rock.

Programação
Dia 26, quinta-feira
Shows: M. Takara 3 (SP) e Constantina (MG)
Local: Teatro Municipal de Sabará (Rua Dom Pedro II, s/n, centro histórico de Sabará)
Horário: 20h30

Dia 27, sexta-feira
Shows: Porto (SP) e Lise (MG), participação: Dedig (MG)
Local: Teatro da Biblioteca Pública Luiz de Bessa (Praça da Liberdade n21, Savassi, Belo Horizonte)
Horário: 20h30

Dia 28, sábado
Shows: Ruído/mm (PR) e Constantina (MG)
Local: Teatro da Biblioteca Pública Luiz de Bessa (Praça da Liberdade n21, Savassi, Belo Horizonte)
Horário: 20h30

Dia 29, domingo
Shows: Juan Stewart (Argentina) e Lise + L_ar (MG), part.: Barulhista (MG)
Local: Teatro Municipal de Sabará (Rua Dom Pedro II, s/n, centro histórico de Sabará)
Horário: 17h00

15 de outubro de 2009

E ainda tem gente que acha que a internet afasta as pessoas (Music Alliance Pact de outubro)

Meus amigos gringos membros da Music Alliance Pact dizem que a seleção de músicas deste mês é uma das melhores já feita. Ainda não ouvi todas as canções selecionadas pelos blogs dos 34 países participantes (boas-vindas à Estônia e Turquia!), mas acredito no que dizem.

Ainda falta a música dos Estados Unidos, que não foi enviada, e o link para o download de todas as músicas em um arquivo compactado. Assim que receber esse material publico por aqui.


BRASIL: Meio Desligado
Constantina - Sobe Ladeira
Existe algo de especial no Constantina que vai além da música. A ausência de vocais nunca deixa a sensação de que falta algo, é justamente o oposto: as canções instrumentais da banda belorizontina são tão profundas e fortes que a inserção de letras as limitaria ao que conseguimos expressar em palavras, seria a imposição de limites a algo que, como a própria banda define, é livre. Música livre em sua concepção e interpretação.
ÁFRICA DO SUL: Musical Mover & Shaker!
Ameen Harron - Techicoloured Oblivion
Ameen Harron is a force to be reckoned with in the South African music scene. He is a self-taught multi-instrumentalist, and one of the country's up-and-coming producers, who has worked with a range of the best local musicians, garnering national and international attention. Technicoloured Oblivion shows not only his skills as a producer but as an artist. He has strong ties to hip hop, which is evident as his combination of hip hop, punk and electro creates his own distinctive sound. The song has an almost soulful feel to it and wouldn't be out of place on the international charts. Ameen Harron is set to take over. Watch out.

ALEMANHA: Blogpartei
Rhytm Police - Ghosttrain
Rhytm Police sound like they live in a metropolis as they reduce music to a strong bass line, synth sounds and sometimes quite snatchy vocals. However, they come from the rather rural Augsburg in western Bavaria. The only way to figure this out is by listening to their songs with German lyrics. But the featured song Ghosttrain shows their international attitude.

ARGENTINA: Zonaindie
Lipgloss - Land Of Lords
This band from Buenos Aires released their first EP a couple of months ago and Land Of Lords is our favorite song from it. Lipgloss sound like they've been listening to British rock all their life and you sure can feel the influence of bands like The Stone Roses at the end of the song, with the psychedelic guitars and all. If you like it, you can download the entire EP directly from this link.

AUSTRÁLIA: Who The Bloody Hell Are They?
Cloud Control - Gold Canary
New music from the Blue Mountains! Only it sounds kinda like it originates from somewhere deep in America. Cloud Control always had an earthy, pastoral quality to their music but it sounds all the more temporally appropriate post-Fleet Foxes. Less jangle and more twang. Gold Canary is pulled from their debut album expected early 2010. It has some rootsy backing vocals and yelping, tambourine/handclap percussion, references to family members in the lyrics and then… a synth solo. This song is rad.

CANADÁ: I(Heart)Music
The Balconies - Serious Bedtime
It's almost mind-boggling how good and how talented The Balconies are. They have two incredible lead singers (in brother and sister Jacquie and Steve Neville), both of whom are also astoundingly good songwriters, and they're backed by one of the steadiest drummers I've ever seen. They've barely been around for more than a year but they're generating a whole lot of buzz (their debut has just been released and it's already charting nationally). Songs like Serious Bedtime make it easy to see why.

CINGAPURA: I'm Waking Up To...
Inch Chua - Devotion In Reality
Like the wet leaves after a thunderstorm, Devotions In Reality bring a melancholic hope to past hurts, as the first step after grief into a new light. Inch Chua is more well known in Singapore as the little dynamo of a frontwoman with rock stalwarts Allura. Taking time off to record her solo EP, she brings to the forefront another facet of her versatility, especially on this number that is best described as a cross between Lisa Ekdahl and Stars.

CHILE: Super 45
Tonossepia - Happy Habibi Te Vez Mas Feliz
Tonossepia (Diego Vergara) is one of the most advanced musicians in the Chilean electronic scene. Constantly evolving in his way of creating music, this year he released his fourth album, Happy Habibi, an effort full of organic textures, warm harmonies and rhythmical variations. By mixing, almost to perfection, IDM and hip hop, Tonossepia has a lot of robot style and rap style.

CHINA: Wooozy
Silkfloss - Mon Amour
Mylène Chan (Muxitu) and Quan Du formed Silkfloss at the start of this year in Beijing. They are electronica, they are trip-hop, they are everything that brings you softness and fills you with love. Mylène also collaborates with many local electronic producers as a vocalist.

COLÔMBIA: Colombia Urbana
Jiggy Drama - Contra La Pared
Direct from San Andres Island, Heartan Lever - better known in the artistic scene as Jiggy D - comes loaded with cool rhymes and party beats. Jiggy mixes Antillean dancehall with old-school hip hop and Contra La Pared proves that when something is good, it doesn't have to be forced. The combination of typical Colombian sounds (papayera in this case) makes him the perfect choice to represent the nation in MAP. Jiggy is currently working on his new album, Nerdside.

CORÉIA DO SUL: Indieful ROK
Julia Hart - Korean Girl's Winter
Always delightful guitar-pop act Julia Hart decided it had been too many years since the release of their last album in 2007 and consequently released a digital single with a couple of new songs for people to hear last month. One of them, Korean Girl's Winter, shows Julia Hart at their loveliest and is a perfect indie-pop piece well suited for repeated play hours on end.

DINAMARCA: All Scandinavian
Sebastian Lind - Stay
A pop natural and excellent singer, 20-year-old Sebastian Lind excites with an enticing mix of singer-songwriter acoustics and crackling electronica. He has just released his first single Stop These Feet, but here's Stay - a strong contender when it comes time to select a second.

ESCÓCIA: The Pop Cop
Meursault - A Small Stretch Of Land
Edinburgh six-piece Meursault's otherworldly, experimental folk seems almost tailor-made for the music blogging cognoscenti. But as A Small Stretch Of Land shows, Meursault (pronounced "mer-so") also know when less is more, stripping the song to just acoustic guitar and vocal with crushingly beautiful effect. It's no surprise Frightened Rabbit frontman Scott Hutchison described A Small Stretch Of Land as "one of my favourite songs of last year, or indeed any year". You can buy Meursault's album, Pissing On Bonfires/Kissing With Tongues, and other releases here.

ESTÔNIA: Popop
I'll Hit Her - Noise In Your Mind
There's not much info about Estonian electro-poppers I'll Hit Her and Googling that name will probably get you some quite disturbing results. Listing Aqua, 2 Unlimited and Joy Division as influences on their MySpace page, that's really as diverse as you can get.

FINLÂNDIA: Glue
The Capital Beat - Feel The Reggae
This is not the kind of song you would expect to hear from a Finnish band, but The Capital Beat phenomenally recreate the warm sounds of Jamaica on their first album, A Greater Fire. This eight-piece combo takes Jamaican music to a new latitude and there is only one condition - feel the reggae and do the ska.

FRANÇA: ZikNation
Pascal Comelade - Two Maniaco Depressive Beatnicks Squabbling Over A Jane Russell Mozarella's Stereokini
Pascal Comelade is a really special musician. He mixes common instruments with some toys he found in a flea market. This way of working gives his music a unique tone and makes the listener feel the soul of his work. In some ways, his music reminds us of Yann Tiersen - nice piano, accordion and a lot of percussion. Two Maniaco..., with its happy leading saxophone and ringing xylophone, is a track dedicated to a happy life, which makes it a must-hear before beginning a day at work.

GRÉCIA: Mouxlaloulouda
Coin - Error 687
Coin draw their influences from the Manchester scene of the 80s and American grunge of the 90s. In their third studio album they shift their best qualities into different, equally dazzling guitar-pop shapes, sounding unclenched, enchanting and energetic. Popstitute is a beautifully balanced album filled with tremendously rich highs, unfailingly tuneful music, jagged guitars, drums and bass, which supply the rhythmic pulse and captivating hooks.

ÍNDIA: Indiecision
Teddy Boy Kill - Tonic
New Delhi's Teddy Boy Kill represent the new Indian electronica soundscape - instantly international, slick and unrestrained by the need to reflect any inherent Indian-ness. This unsigned act from the country's capital released their debut album, The Exit Plan, as a free download. Tonic is one of the highlights of the record - an immediately catchy dancefloor anthem that's as temperate as it is energetic. Get ready to do something stupid.

INDONÉSIA: Deathrockstar
The Super Insurgent Group Of Intemperance Talent - Money Making
The Super Insurgent Group Of Intemperance Talent are the greatest rock 'n' roll band in Indonesia. Their straight-to-the-point songs, killer hooks and good attitude has already seen them play some big venues and sell out concerts, which is very rare in Indonesia.

INGLATERRA: The Daily Growl
The Voluntary Butler Scheme - The Eiffel Tower And The BT Tower
This month's song comes from the English Midlands courtesy of awesome one-man-band Rob Jones aka The Voluntary Butler Scheme. He's a little scruffy around the edges but he serves up a tasty dish of pure pop. Although probably best experienced live, his debut album At Breakfast, Dinner, Tea (how old-school English is that title?) is full of sprightly tunes, huge hooks and amusing lyrics and is well worth checking out.

IRLANDA: Nialler9
Trophy Boyfriend - Black Ship
Despite the silly moniker, Gregor Ruigrok aka Trophy Boyfriend still managed to impress us with his first self-titled EP. He's still at the embyronic stages having not played live or formally released anything in Ireland yet, but judging by the electro-indie of Black Ship, we certainly hope he gets out there soon.

ISLÂNDIA: I Love Icelandic Music
FM Belfast - Synthia
FM Belfast was formed in late 2005 by Árni Rúnar Hlöðversson (aka Árni Plúseinn) and Lóa Hlín Hjálmtýsdóttir. For the Iceland Airwaves festival in 2006, the band expanded into a live act with up to eight (or even more) members. The core of the band is now a quartet with Árni Vilhjálmsson (of Motherfuckers In The House) and Örvar Þóreyjarson Smárason (of Múm). Synthia is taken from their debut album, How To Make Friends, released on the band's own World Champion Records label last year.

ITÁLIA: Polaroid
Damien* - Confidants
Play this song and fly back in time, to around the first half of the 90s, when Britpop was full of hope and strength. Well, this is just how Damien* are today. This young and promising band from Pesaro, on the Italian east coast, is able to mix a post-punk background with a more pop attitude. The incredibly catchy Confidants is taken from their second album, out this week on Suiteside.

JAPÃO: JPOP Lover
Henrytennis - Valencia Raincoats
Another progressive band in the Tokyo music scene, Henrytennis feature instrumental dynamism influenced by post-rock, IDM, jam and progressive rock. Their members come from such outstanding Japanese bands as 4 Bonjour's Parties, Hula Hooper, Kuruucrew, Oceanlane and Shugo Tokumaru. Their excellent second album R.U.R. is released on November 11.

MÉXICO: Red Bull PanameriKa
Radaid - Shine
Shine is the opening track of L'Intent, the most recent record by Radaid. Hailing from Guadalajara, Jalisco, the eight talented musicians produce a peculiar mix of pop and original rhythms. That is why traces of Indian influences echo in Shine, while the vocals are by Sofía Orozco, who not only wrote the English lyrics but also invented the dialect which has nods to the phrasing of Hindu MCs.

NORUEGA: Eardrums
Firefly Effect - Never By Your Side
Oslo quartet Firefly Effect recently released their brilliant debut album, Everything Is Beautiful And You Are The Reason, on Perfect Pop Records/Solerød Records. It is full of charming indie-pop songs with organs, boy/girl harmonies and jangly guitars. They call their style "retro-futuristic sunshine pop" which is a definition of their sound I can agree on. Perfect pop!

NOVA ZELÂNDIA: Counting The Beat
O'Lovely - A Different Day
O'Lovely are from Christchurch in New Zealand's South Island and they have a glistening, ringing guitar sound on this song that reminds me of some great bands from that city's past such as Bailterspace and Loves Ugly Children. The band has morphed from the more poppy The O'Lovelys with singer and keyboardist Laura Lee remaining at the centre of the band. She's joined by Perry Mahoney of Bang Bang Eche, whose guitar gives a darker, noisier feel than the earlier band. A Different Day comes from the five-track Lost Luck EP.

PERU: SoTB
Emergency Blanket - Next Passenger
The music of Emergency Blanket is fully charged with life and energy, taking influences from rock classics from the 60s, 70s and 90s to achieve a vintage yet fresh and original sound. Emergency Blanket recently released their debut album, Combi + Nation, which includes songs in Spanish, English and even a combination of both languages. Next Passenger has taken them to the final of The People's Music Awards and you can vote for the band here.

PORTUGAL: Posso Ouvir Um Disco?
Real Combo Lisbonense - Oh!
Real Combo Lisbonense (Lisbon Real Combo) play music that takes us back to a time when everyone would dress up to dance to the sounds of an orchestra or a small ensemble. RCL is the band you would expect to hear in the casino lounge of an Ian Fleming novel. They remade some Portuguese and international popular classics of 50s and 60s and have become one of the pleasant surprises in the Portuguese indie scene this year. Shall we dance?

ROMÊNIA: Babylon Noise
Vive La Noiz - Bird Song
Vive la Noiz could be seen as the usual alternative/indie band. Two girls and two boys starting a band in the finest DIY ethic. However, their eclectic influences and pure, melodic sound label them as post-everything because you can find anything there, genre-free. Dark Clouds And Silver Linings is regarded as one of this year's most interesting EPs.

SUÉCIA: Swedesplease
Leaving Mornington Crescent - Seventeen
From the sound of Seventeen, Leaving Mornington Crescent have ventured into new territory. Unlike the sunny 60s-inspired indie-pop of April Song from their Cloudberry split CD, Seventeen is a rather heavy, shoegaze number with buzzing and churning guitars and a solid backbeat. Still the vocals retain the cheeriness of April Song with a chorus of "I'm seventeen on the inside, the only difference is...".

TURQUIA: Reset!
Kim Ki O - Serbest Kalp Dusmesi
Kim Ki O's songs are self-written, self-played and self-sung in the name of self-pleasure and self-impulsion. Kim Ki O, which is the Turkish expression for "who is that anyway?", is a name chosen for its phonetic beauty. The duo like to play with synthesizers and drum machines but do not to use computers in their music, preferring to create all the action live with enthusiasm and tension. The two members of the gang are former high school buddies who had been out of touch for years. Now they are back, clasped together, making great things.

UNITED STATES: I Guess I'm Floating
That GhostThe Red Bow
That Ghost is the musical moniker of one crazy kid from the coast of California. Ryan Schmale, a youthful 19-year-old, creates lo-fi pop that evokes the warmth of bedroom recordings. He has a new EP on the way titled Get It And Get Out that IGIF will certainly be writing more about in the near future.

VENEZUELA: Deaf Indie Elephants
Ulises Hadjis - Lunes
The warm voice of Ulises Hadjis and his guitar are suddenly interrupted by a theremin, a trumpet from a gypsy story and a dialogue between Star Trek's Captain Kirk and Zulu. These are some of the big surprises you'll find in his debut album, Presente, which without doubt was one of the best debuts of 2008. His original indie-pop contains lyrics as melancholic as Bon Iver's or Elliott Smith's and a musical diversity that in its best moments resembles Beirut or Neutral Milk Hotel. On a Sunday morning this album will be your best company.

Download de todas as músicas desta edição da Music Alliance Pact.

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