Apenas três meses após a primeira edição do festival Música Quente, faremos mais uma edição, desta vez em dois locais descentralizados em BH: o galpão da Fósforo, na zona leste, e a Casa Rosa do Bonfim. A abertura, no dia 14 de fevereiro, terá a estreia de Maria Beraldo em BH, junto dos shows do Lise (trabalho solo de Daniel Nunes, baterista do Constantina) e do Pedro Sá (também guitarrista de artistas como Caetano Veloso e Gal Costa). Sexta, dia 15, reuniremos bandas mais pesadas e extremas: Rakta, Test, Deaf Kids, Miêta, Shiron the Iron e Estática tocam na Fósforo a partir das 20h. O ingresso pra cada dia custa só R$ 10 (meia). Professores e professoras das redes públicas municipal e estadual têm entrada gratuita no Música Quente.
Maria Beraldo lançou seu primeiro disco solo em 2018, Cavala, com o qual entrou nas principais listas de melhores lançamentos brasileiros do ano passado. Foi indicada aos prêmios Multishow, Women's Music Event Awards, Associação Paulista de Críticos de Arte e Sim São Paulo. Também integrante do Quartabê, Bolerinho e da banda de Arrigo Barnabé, Maria Beraldo sobe sozinha ao palco num show autobiográfico que experimenta sonoridades da música pop, eletrônica e do ruído.
Lise é o projeto solo de Daniel Nunes, baterista e membro-fundador do Constantina, no qual alia música e vídeo. São composições que absorvem a música contemporânea, eletrônica e ambiente, partindo de temas instrumentais e experimentação de novas sonoridades. Participou de residências artísticas no Brasil e no exterior e participou de festivais como o On_Off, no Itaú Cultural, MARgem, no Museu de Arte do Rio, e Conexão Vivo, em BH.
Acompanhado apenas por sua guitarra e voz, Pedro Sá faz apresentação solo mostrando suas canções, peças instrumentais e poemas musicados, tendo como base experimentações sonoras partidas de seu instrumento, criando diversas camadas rítmicas e texturas sonoras. Como guitarrista, Pedro Sá tem em seu currículo trabalhos com diversos artistas e bandas, como Caetano Veloso, Lenine, Adriana Calcanhotto, Maria Bethânia, o projeto +2 (Moreno Veloso, Domenico, Kassin), Orquestra Imperial etc. Pedro Sá é também produtor de discos. Dentre os trabalhos que produziu se destacam a trilogia Cê de Caetano (Cê, Zii e Zie e Abraçaço) que produziu com Moreno Veloso, e o disco Coisa Boa, do próprio Moreno.
Formado por Paula Rebellato (vocais e teclados), Carla Boregas (baixo) e, desde o ano passado, Maurício Takara (do Hurtmold, na bateria), o Rakta une pós-punk, psicodelia, noise rock e deathrock (uma vertente mais dark do punk) de forma singular. Seus discos e shows são altamente elogiados pela crítica internacional, o que rendeu turnês pelos Estados Unidos, Japão, Europa e América Latina.
Miêta é um quarteto de indie/shoegaze que tem circulado muito pelo país. Atualmente preparando seu segundo álbum. Shiron the Iron é um trio de guitarra cigarbox, bateria e percussão. Grunge garageiro com macumba que reúne membros de bandas como Fusile e Pesta. E o Estática é uma banda nova, punk, politizada, torta. Shows experimentais e barulhentos. Primeiro disco sai em breve. Deaf Kids e Test me recuso a descrever, você precisa ver ao vivo.
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1 de fevereiro de 2019
10 de dezembro de 2012
Nova música instrumental mineira em museu de Nova York
Em Setembro, foi realizado o Brazilian Music Day, uma data para a celebração da música brasileira no exterior. Como parte disso, o museu ARChive of Contemporary Music, de Nova York, me convidou para fazer uma curadoria de músicas brasileiras contemporâneas e pediu que fizesse um recorte temático bem definido. Decidi fazer uma seleção que chamei de "Nova geração da vanguarda da música instrumental de Minas Gerais" (apesar de ter ficado muito em dúvida sobre o uso do termo "vanguarda").
Abaixo, um resumo dos textos que enviei sobre cada banda.
Dibigode - dibigode.com
Com influências que passam por nomes locais como Uakti e Milton Nascimento e bandas estrangeiras como Tortoise e Battles, o Dibigode caminha por um pós-rock abrasileirado marcado pelas linhas melódicas e dinâmicas.
Trilha sonora para sonhar acordado, pós-rock com um pé na África.
Barulhista - barulhista.com
Música complexa para dançar sentado (baseado em definição do próprio artista).
Afrobeat temperado com free jazz e música brasileira, feita por esse grupo de 11 pessoas com um background no jazz e no prog rock.
Lise - www.projetolise.com
Experimentos eletroacústicos dessa one-man band que ao vivo sempre resulta em novas experiências, fruto das parcerias com diferentes artistas da cena underground.
4instrumental - 4instrumental.tnb.art.br
Música clássica, rock progressivo, metal alternativo, Clube da Esquina, mangue beat e latinidades constroem o som deste quarteto virtuose, cujo estilo de vida é algo como "hippie hi-tech".
The oscilations between languages and several techniques, the dancefloor and the family Sunday lunches, the Tai Chi and the puns, the adiction on movies and the umbanda, the phonographic industry transmutation and the information burst on the web, the “mouse-fingering” and the “guitar-sequencing”, the free software and the comunities, the kung-fu and the bohemic lifestyles, the love for the family and for the friends… the will to express through the sonorous pulsation, the spirit of a musical ID in constant development and transformation.
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30 de dezembro de 2011
Coletânea 2011 Meio Desligado
Ouça a coletânea completa acima ou faça o download no Facebook do Meio Desligado. A cada audição o player toca as músicas em uma ordem diferente, não existe uma ordem pré-definida. Os CDs completos de todas as bandas que estão na coletânea são facilmente encontrados para download.
Essa é a minha tentativa de resumir a vasta produção independente/alternativa brasileira em 2011 em 24 músicas. Uma visão que mescla minhas experiências pessoais durante o ano e também uma seleção crítica.
Abaixo, a lista completa de artistas e músicas e breves comentários sobre cada uma das bandas/músicas.
Nuda - "A maré nenhuma"
Um dos novos clássicos criados em 2011. Fundamental para tentar entender o atual momento da música brasileira, mesclando referências diversas com originalidade (assim como é percebido em todo o CD da Nuda, Amarénenhuma).
Jair Naves - "Um passo por vez"
Uma das músicas mais bonitas dos últimos tempos. Só isso.
Wado - "Com a ponta dos dedos (com Marcelo Camelo e Mallu Magalhães)"
Dez anos após sua estreia, Wado lançou o que talvez seja o melhor álbum de sua carreira e um dos três melhores de 2011 na seleção do Meio Desligado. "Com a ponta dos dedos" pode não virar o hit que merecia, mas toca de forma especial praticamente todos que a escutam.
Lirinha - "Ela vai dançar"
Assim como Wado, Lirinha foi autor de um dos melhores e mais surpreendentes CDs de 2011. "Ela vai dançar" é uma das melhores do álbum, parceria entre Lirinha e Fábio Trummer, vocalista do Eddie (banda que lançou em seu novo CD outra versão desta música).
Jennifer Lo-fi - "Troffea"
Entre os anos 90 e o início dos anos 2000 isso era o que se chamava de emo, certo? Hoje em dia o máximo que dá pra dizer é que é rock experimental viciante.
Quarto Negro - "Do medo ao medo"
Uma das melhores surpresas do ano. Desconocidos, o CD do Quarto Negro, merece ser ouvido muitas e muitas vezes.
Churrasco! - "Trilha pra moleque cuspir da janela do ônibus na cabeça de quem tá na rua"
O Churrasco! é um projeto conceitual que montei e provavelmente não dê continuidade. Gravei essa música sozinho, no quarto, por isso a baixa qualidade. Como é algo que fez parte da minha vida em 2011, decidi incluir aqui (e também para romper a barreira e o preconceito de que jornalistas não produzem conteúdo artístico).
Lise - "Cuando el tiempo es la poesia"
Pós-rock e hip hop. Uma das músicas que mais ouvi em 2011.
Bambas2 - "World cry (com Karina Buhr, Jesse Royal e Gustah)"
Brasil + Jamaica organizado pelo produtor BiD. Às vezes soa como "forró de maconheiro hipster", como defini para um amigo, mas, por mais que você duvide que algo assim possa ser bom, é.
São Paulo Underground - "Just lovin"
Maurício Takara (Hurtmold, M. Takara, Mundo Tigre, Instituto), Guilherme Granado (Hurtmold, Bodes e Elefantes), Richard Ribeiro (Porto, Marcelo Jeneci, Gui Amabis) e o trompetista gringo Rob Mazurek. As referências indicam o que esperar do novo trabalho da banda.
4instrumental - "Não mais"
A típica banda que ainda não toca pra milhares de pessoas em todo o país simplesmente porque os roqueiros fãs de sons setentistas ainda não a ouviram.
Eskimo - "Forte apache"
Outra banda surpreendente. Pop bizarro, sem recalque, sem medo de experimentar.
Bixiga70 - "Zambo beat"
Outra ótima estreia de 2011, a Bixiga70 faz instrumental "cabeçudo", mas ao mesmo tempo acessível e dançante.
Flávio Renegado - "Minha tribo é o mundo"
Principal artista independente de Minas Gerais, em seu segundo CD Flávio Renegado faz músicas inspiradas nas grandes metrópoles mundiais, resultando em uma sonoridade mais contemporânea.
CSS - "La liberacion"
Punk safado do terceiro (e último?) CD do CSS.
Pequena Morte - "Bararuê"
Se existiu um hit (em BH, pelo menos) ska tipicamente brasileiro em 2011, foi este.
Kassin - "Calça de ginástica"
Porque uma canção que trata sobre sexo e sensualidade dessa forma (tanto letra como música) é raro.
Academia da Berlinda - "Bem melhor"
Sempre me lembra música de abertura de novela (mas é bom!). Vazou ainda no fim de 2010, mas foi lançado oficialmente em 2011.
Felipe Cordeiro - "Lambada com farinha"
Poderia ter colocado uma música da Gang do Eletro ou da Gaby Amarantos, principais expoentes da "nova música paraense", mas essa "Lambada com farinha" de Felipe Cordeiro funciona melhor como contraponto às outras escolhas instrumentais da coletânea, focadas no experimentalismo.
Constantina - "Bagagem extra"
Reflete o melhor momento da carreira do Constantina, com mais identidade e diversidade sonora. Sensacional tanto em estúdio como ao vivo (provavelmente foi a banda que mais vi ao vivo neste ano).
Criolo - "Não existe amor em SP"
Ele foi o artista mais elogiado e mais criticado do ano. Amor e ódio que definem 2011.
Tiê - "Mapa mundi"
Tiê lançou um bom CD em 2011, cuja repercussão foi aquém do merecido. Essa versão de "Mapa mundi", do Thiago Pethit, é um dos destaques do álbum.
ruído/mm - "O prestidigitador"
Se definisse uma ordem para a coletânea, esta seria a música de encerramento, para fechar com esperança e a sensação de trabalho (bem-feito) cumprido. ruído/mm é sutil e devastador simultaneamente.
Essa é a minha tentativa de resumir a vasta produção independente/alternativa brasileira em 2011 em 24 músicas. Uma visão que mescla minhas experiências pessoais durante o ano e também uma seleção crítica.
Abaixo, a lista completa de artistas e músicas e breves comentários sobre cada uma das bandas/músicas.
Nuda - "A maré nenhuma"
Um dos novos clássicos criados em 2011. Fundamental para tentar entender o atual momento da música brasileira, mesclando referências diversas com originalidade (assim como é percebido em todo o CD da Nuda, Amarénenhuma).
Jair Naves - "Um passo por vez"
Uma das músicas mais bonitas dos últimos tempos. Só isso.
Wado - "Com a ponta dos dedos (com Marcelo Camelo e Mallu Magalhães)"
Dez anos após sua estreia, Wado lançou o que talvez seja o melhor álbum de sua carreira e um dos três melhores de 2011 na seleção do Meio Desligado. "Com a ponta dos dedos" pode não virar o hit que merecia, mas toca de forma especial praticamente todos que a escutam.
Lirinha - "Ela vai dançar"
Assim como Wado, Lirinha foi autor de um dos melhores e mais surpreendentes CDs de 2011. "Ela vai dançar" é uma das melhores do álbum, parceria entre Lirinha e Fábio Trummer, vocalista do Eddie (banda que lançou em seu novo CD outra versão desta música).
Jennifer Lo-fi - "Troffea"
Entre os anos 90 e o início dos anos 2000 isso era o que se chamava de emo, certo? Hoje em dia o máximo que dá pra dizer é que é rock experimental viciante.
Quarto Negro - "Do medo ao medo"
Uma das melhores surpresas do ano. Desconocidos, o CD do Quarto Negro, merece ser ouvido muitas e muitas vezes.
Churrasco! - "Trilha pra moleque cuspir da janela do ônibus na cabeça de quem tá na rua"
O Churrasco! é um projeto conceitual que montei e provavelmente não dê continuidade. Gravei essa música sozinho, no quarto, por isso a baixa qualidade. Como é algo que fez parte da minha vida em 2011, decidi incluir aqui (e também para romper a barreira e o preconceito de que jornalistas não produzem conteúdo artístico).
Lise - "Cuando el tiempo es la poesia"
Pós-rock e hip hop. Uma das músicas que mais ouvi em 2011.
Bambas2 - "World cry (com Karina Buhr, Jesse Royal e Gustah)"
Brasil + Jamaica organizado pelo produtor BiD. Às vezes soa como "forró de maconheiro hipster", como defini para um amigo, mas, por mais que você duvide que algo assim possa ser bom, é.
São Paulo Underground - "Just lovin"
Maurício Takara (Hurtmold, M. Takara, Mundo Tigre, Instituto), Guilherme Granado (Hurtmold, Bodes e Elefantes), Richard Ribeiro (Porto, Marcelo Jeneci, Gui Amabis) e o trompetista gringo Rob Mazurek. As referências indicam o que esperar do novo trabalho da banda.
4instrumental - "Não mais"
A típica banda que ainda não toca pra milhares de pessoas em todo o país simplesmente porque os roqueiros fãs de sons setentistas ainda não a ouviram.
Eskimo - "Forte apache"
Outra banda surpreendente. Pop bizarro, sem recalque, sem medo de experimentar.
Bixiga70 - "Zambo beat"
Outra ótima estreia de 2011, a Bixiga70 faz instrumental "cabeçudo", mas ao mesmo tempo acessível e dançante.
Flávio Renegado - "Minha tribo é o mundo"
Principal artista independente de Minas Gerais, em seu segundo CD Flávio Renegado faz músicas inspiradas nas grandes metrópoles mundiais, resultando em uma sonoridade mais contemporânea.
CSS - "La liberacion"
Punk safado do terceiro (e último?) CD do CSS.
Pequena Morte - "Bararuê"
Se existiu um hit (em BH, pelo menos) ska tipicamente brasileiro em 2011, foi este.
Kassin - "Calça de ginástica"
Porque uma canção que trata sobre sexo e sensualidade dessa forma (tanto letra como música) é raro.
Academia da Berlinda - "Bem melhor"
Sempre me lembra música de abertura de novela (mas é bom!). Vazou ainda no fim de 2010, mas foi lançado oficialmente em 2011.
Felipe Cordeiro - "Lambada com farinha"
Poderia ter colocado uma música da Gang do Eletro ou da Gaby Amarantos, principais expoentes da "nova música paraense", mas essa "Lambada com farinha" de Felipe Cordeiro funciona melhor como contraponto às outras escolhas instrumentais da coletânea, focadas no experimentalismo.
Constantina - "Bagagem extra"
Reflete o melhor momento da carreira do Constantina, com mais identidade e diversidade sonora. Sensacional tanto em estúdio como ao vivo (provavelmente foi a banda que mais vi ao vivo neste ano).
Criolo - "Não existe amor em SP"
Ele foi o artista mais elogiado e mais criticado do ano. Amor e ódio que definem 2011.
Tiê - "Mapa mundi"
Tiê lançou um bom CD em 2011, cuja repercussão foi aquém do merecido. Essa versão de "Mapa mundi", do Thiago Pethit, é um dos destaques do álbum.
ruído/mm - "O prestidigitador"
Se definisse uma ordem para a coletânea, esta seria a música de encerramento, para fechar com esperança e a sensação de trabalho (bem-feito) cumprido. ruído/mm é sutil e devastador simultaneamente.
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29 de agosto de 2011
Festival Pequenas Sessões: música experimental em Belo Horizonte
O projeto Pequenas Sessões, que promove o encontro
entre artistas que realizam experimentações sonoras e pesquisam
linguagens audiovisuais para apresentações musicais, promove sua 5ª
edição entre os dias 29 de agosto e 3 de setembro. A
programação integra o Conexão Vivo, programa de fomento à produção
musical patrocinado pela Vivo, e contará com shows de bandas
brasileiras e internacionais, workshops, performances audiovisuais e
paineis de debates. Três espaços em Belo Horizonte receberam as
atividades desta edição, a 2ª em formato de festival: o CentoeQuatro
(palco dos shows e painéis do festival), o Espaço Fluxo, sede do
coletivo artístico Fluxo, baseado no boêmio bairro de Santa Teresa; e a
sede da ONG Favela É Isso Aí, no bairro Serra.
Nos dias 29 e 30 de Agosto serão promovidos três
workshops que abordam a relação entre tecnologia e produção musical de
diferentes formas. Dois deles acontecerão no Espaço Fluxo, que sedia
das 14h às 18h, os workshops “Aplicações musicais para dispositivos portáteis - iOS e Android” e “Cobertura audiovisual em tempo real”. Simultaneamente, a sede da ONG Favela É Isso Aí recebe o workshop “Produção de áudio em home studios”.
No dia 31 de Agosto, às 20h40, os participantes do workshop
“Aplicações musicais para dispositivos portáteis - iOS e Android” farão
performance nas escadas do CentoeQuatro. Todos os workshops são
gratuitos e as inscrições podem ser feitas pelo site do festival, http://pequenassessoes.net.
Para fomentar a reflexão e o debate de temas
relacionados ao festival, de 31 de Agosto a 3 de Setembro, o Pequenas
Sessões reúne profissionais atuantes no mercado musical e acadêmicos em
uma série de painéis. Eles acontecem no CentoeQuatro, às 19h30,
discutindo temas como “Desenho de som para filmes e produções multimídia”, “Documentário para bandas”, “Plataformas digitais e mídias sociais” e “A arte por trás das Pequenas Sessões”.
Os shows, destaque na programação do festival, acontecem entre os dias 1 e 3 de Setembro no CentoeQuatro e possuem um formato diferenciado. Compartilhando com o Conexão Vivo o intuito de fortalecer e propor o intercâmbio musical, serão montados dois palcos, paralelos, nos quais duas bandas se apresentarão em cada noite. A diferença é que as canções alternam-se entre os palcos: enquanto uma banda apresenta uma música em um palco, a outra pode interferir e “puxar” uma de suas músicas, mudando o foco para o outro palco. Paralelamente aos shows, artistas visuais farão projeções de obras desenvolvidas especialmente para a ocasião. Esse movimento constrói um fluxo criativo constante e inédito, gerando experiências audiovisuais singulares.
A programação musical do festival é formada pelos mineiros da Constantina e Lise, criadoras do projeto (cuja idealização é do músico Daniel Nunes, membro da Constantina e que em seu projeto solo assina como Lise), o grupo paulista de pós-rock Labirinto (recém-chegado de uma turnê norte-americana), o uruguaio Franny Glass, o argentino Federico Durand e o mineiro Barulhista. Projeções audiovisuais durante os shows ficarão à cargo dos artistas L_ar, Igor Amin e Carou Araújo. Os shows acontecem no CentoeQuatro, sempre às 20h40, e têm ingressos à venda na bilheteria do local por R$ 5. Aqueles que não quiserem perder nada da programação, mas não puderem comparecer presencialmente, poderão acompanhar os shows através da transmissão online em tempo real no portal Conexão Vivo, no endereço conexaovivo.com.br/aovivo.
29 e 30 de Agosto
Workshop :: cobertura audiovisual em tempo real
Local: espaço fluxo
Horário: 14h à 18h
Workshop :: cobertura audiovisual em tempo real
Local: espaço fluxo
Horário: 14h à 18h
Workshop :: aplicações musicais para dispositivos portáteis - ios e android
Local: espaço fluxo
Horário: 14h à 18h
Local: espaço fluxo
Horário: 14h à 18h
31 de Agosto
Painel :: desenho de som para filmes e produções multimídia
Local: centoequatro
Horário: 19:30
Painel :: desenho de som para filmes e produções multimídia
Local: centoequatro
Horário: 19:30
Apresentação: Performance resultante do workshop ‘aplicações musicais para dispositivos portáteis - ios e android’ na escada CentoeQuatro
Local: centoequatro
Horário: 20:40
Local: centoequatro
Horário: 20:40
Show: Lise + Barulhista convidam Federico Durand (Argentina) + Igor Amin
Local: centoequatro
Horário: 20:40
Local: centoequatro
Horário: 20:40
7 de agosto de 2011
Lise e Barulhista em 3ª edição do projeto "Lise em rotação"
O Lise, projeto do multiistrumentista mineiro Daniel Nunes (também integrante da banda instrumental Constantina), lança em 2011 o CD “Qualquer Frágil Fio de Fantasia”, no qual consolida seus experimentos sonoros que absorvem elementos da música contemporânea aliados ao pós-rock, eletrônica de vanguarda, música ambiente e até hip hop. Na terceira de uma série de cinco apresentações que o artista fará em centros culturais de Belo Horizonte através do projeto "Lise em Rotação", o Lise faz show no Centro Cultural Padre Eustáquio no dia 12 de agosto (sexta-feira), a partir das 20h. O show tem entrada franca e conta com a participação do Barulhista, músico e pesquisador que recentemente lançou o CD "Mute ou quando Cássia abre os livros".
No novo CD as composições do Lise absorvem a música contemporânea, eletrônica e ambiente, partindo de temas instrumentais e experimentação de novas sonoridades. Participam do álbum artistas da cena musical alternativa de BH como o multiinstrumentista Barulhista, Dedig e Matéria Prima (os dois últimos, integrantes da banda Zimun), cuja participação resulta em uma inusitada canção de rap experimental (na faixa "Cuando el tiempo es la poesia", também conhecida com o título alternativo de "Parece Constantina"). O CD "Qualquer Frágil Fio de Fantasia” está disponível para audição no site do artista e a partir do dia 12 de agosto estará liberado para download gratuito no mesmo espaço.
Através do projeto "Lise em Rotação" (viabilizado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte), o Lise também promove workshops gratuitos sobre produção musical em estúdios caseiros (home studios), tendo como exemplo o próprio processo de produção de seu CD, gravado em casa. O objetivo é apresentar ferramentas e técnicas de produção de áudio para artistas independentes, profisionais do mercado audiovisual e interessados em música. No Centro Cultural Padre Eustáquio o workshop acontece também no dia 12 de agosto, das 14h às 18h. As inscrições podem ser feitas através de formulário no site www.projetolise.com
O projeto já se apresentou em capitais brasileiras como Rio de Janeiro e Maceió e integrou a programação dos festivais Conexão Vivo, Pequenas Sessões, Lab e Escambo. No exterior, realizou shows na Argentina. Daniel também é membro-fundador da banda Constantina, com a qual se apresentou no festival SXSW - South by Southwest (considerado o maior festival de música do mundo), no Texas/EUA, e em Nova York/EUA (na primeira edição norte-americana do festival Grito Rock), além de shows por diversas cidades brasileiras. Outro projeto do qual participa é o premiado Reações Visuais, experimentação audiovisual que trabalha atransformação de sons urbanos em imagens digitais através de software-arte ao lado do artista L_ar. Com este trabalho, venceu o Prêmio Interações Estéticas – Funarte 2008 e Rede Nacional Artes Visuais – Funarte 2009 e se apresentou em festivais e projetos como Circuito Sesc de Artes, Festival On_Off - Itaú Cultural (sendo os únicos artistas brasileiros na programação) e III Mostra Livre de Cinema (Rio de Janeiro).
Serviço
Show de lançamento do CD “Qualquer Frágil Fio de Fantasia”
Shows: Lise + Barulhista
Dia: 12 de agosto
Horário: 20h
Local: Centro Cultural Padre Eustáquio (CCPE) - Rua Jacutinga (antiga Feira Coberta), nº 821, Padre Eustáquio, Belo Horizonte/MG
Entrada Gratuita
Workshop de produção de áudio em home studios
Dia: 12 de agosto
Horário: 20h
Local: Centro Cultural Padre Eustáquio (CCPE) - Rua Jacutinga (antiga Feira Coberta), nº 821, Padre Eustáquio, Belo Horizonte/MG
Entrada Gratuita
6 de julho de 2011
Projeto Lise inicia série de shows e workshops por BH. 196 artistas se inscreveram para participar do lançamento
Em apenas 7 dias, período em que as inscrições para interessados em abrir o show de lançamento do novo trabalho do projeto Lise estiveram abertas, 196 artistas de vários Estados brasileiros se candidataram à única vaga disponível. O Lise, projeto do multiistrumentista mineiro Daniel Nunes (também integrante da banda instrumental Constantina), lança no dia 9 de julho, no Centro Cultural São Bernardo (Avenida Silva Alvarenga, nº 548, São Geraldo, BH/MG), o CD “Qualquer Frágil Fio de Fantasia”, no qual consolida seus experimentos sonoros que absorvem elementos da música contemporânea aliados ao pós-rock, eletrônica de vanguarda, música ambiente e até hip hop. Participam do álbum artistas da cena musical alternativa de BH como o multiistrumentista Barulhista e os integrantes da banda Zimun Dedig e Matéria Prima, cuja participação resulta em uma inusitada canção de rap experimental (na faixa "Cuando el tiempo es la poesia", também conhecida com o título alternativo de "Parece Constantina").
Na sequência do show de lançamento Daniel Nunes circula por mais quatro espaços culturais da capital durante o segundo semestre com o projeto "Lise em Rotação", promovendo shows e workshops (ambos gratuitos) sobre produção musical em estúdios caseiros (home studios). O projeto é realizado através de patrocínio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.
Após análise do material dos artistas inscritos o selecionado para o show de abertura foi o belo-horizontino Retrigger, projeto de rock eletrônico experimental e performático que há 10 anos tem realizado criações desafiadoras e que possuem vasta lista de influências, como surf music, punk e hip hop (levando o Retrigger a se apresentar em diversas cidades brasileiras e europeias, além de lançar seus trabalhos no velho continente em diferentes formatos, como vinil e fita k7, além do CD). Todo o processo de inscrição e seleção aconteceu através do Toque no Brasil, site que funciona como plataforma de aproximação entre produtores e artistas de todo o país, em parceria com o coletivo Fórceps e o Circuito Fora do Eixo.
Agora selecionado, Retrigger abre o show de lançamento do CD do Lise no Centro Cultural São Bernardo no dia 9 de julho, às 20h. O Centro Cultural São Geraldo também recebe o workshop "Produção de áudio em home studios", que acontece nos dias 8 e 9 de julho das 14h às 18h. O objetivo é apresentar ferramentas e técnicas de produção de áudio para artistas independentes, profisionais do mercado audiovisual e interessados em música. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através de formulário no site www.projetolise.com
Na sequência do show de lançamento Daniel Nunes circula por mais quatro espaços culturais da capital durante o segundo semestre com o projeto "Lise em Rotação", promovendo shows e workshops (ambos gratuitos) sobre produção musical em estúdios caseiros (home studios). O projeto é realizado através de patrocínio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.
Após análise do material dos artistas inscritos o selecionado para o show de abertura foi o belo-horizontino Retrigger, projeto de rock eletrônico experimental e performático que há 10 anos tem realizado criações desafiadoras e que possuem vasta lista de influências, como surf music, punk e hip hop (levando o Retrigger a se apresentar em diversas cidades brasileiras e europeias, além de lançar seus trabalhos no velho continente em diferentes formatos, como vinil e fita k7, além do CD). Todo o processo de inscrição e seleção aconteceu através do Toque no Brasil, site que funciona como plataforma de aproximação entre produtores e artistas de todo o país, em parceria com o coletivo Fórceps e o Circuito Fora do Eixo.
Agora selecionado, Retrigger abre o show de lançamento do CD do Lise no Centro Cultural São Bernardo no dia 9 de julho, às 20h. O Centro Cultural São Geraldo também recebe o workshop "Produção de áudio em home studios", que acontece nos dias 8 e 9 de julho das 14h às 18h. O objetivo é apresentar ferramentas e técnicas de produção de áudio para artistas independentes, profisionais do mercado audiovisual e interessados em música. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através de formulário no site www.projetolise.com
Projeto solo do multiistrumentista mineiro Daniel Nunes, no qual alia música e vídeo. São composições que absorvem a música contemporânea, eletrônica e ambiente, partindo de temas instrumentais e experimentação de novas sonoridades. Com o Lise, já se apresentou em capitais brasileiras como Rio de Janeiro e Maceió, e integrou a programação dos festivais Conexão Vivo, Pequenas Sessões e Lab. No exterior, realizou shows na Argentina.
Daniel também é membro-fundador da banda Constantina, com a qual se apresentou no festival SXSW - South by Southwest (considerado o maior festival de música do mundo), no Texas/EUA, e em Nova York/EUA (na primeira edição norte-americana do festival Grito Rock), além de shows por diversas cidades brasileiras.
Outro projeto do qual participa é o premiado Reações Visuais, experimentação audiovisual que trabalha atransformação de sons urbanos em imagens digitais através de software-arte ao lado do artista L_ar. Com este trabalho, venceu o Prêmio Interações Estéticas – Funarte 2008 e Rede Nacional Artes Visuais – Funarte 2009 e se apresentou em festivais e projetos como Circuito Sesc de Artes, Festival On_Off - Itaú Cultural (sendo os únicos artistas brasileiros na programação) e III Mostra Livre de Cinema (Rio de Janeiro).
Retrigger (Raul Costa) é um rocker performático da era do PC. Em 10 anos de luta ao vivo contra suas misturas autorais de instrumentos eletrônicos, tem experimentado fases que vão desde o breakcore mais sujo e caótico até as composições dementes e refinadas. Seus shows são sempre viscerais e superam a barreira do palco, unindo o público no mais puro descontrole e êxtase roqueiro coletivo. Na sua fase atual a performance tem ganhado importância, dotando seus frankensteins musicais de mais elementos de tração à sangue: vocais desgarrados, percussão adicional, o lendário theremin e a guitarra do argentino Andrés Schaffer, novo integrante da banda. Retrigger já passou por palcos no Brasil e na Europa, em boates cheirosas, galpões invadidos, festivais de arte, barracos caindo e praias mineiras. Também colaborou com artistas internacionais e lançou discos e coletâneas na Europa e no Brasil.
Serviço
Show de lançamento do CD “Qualquer Frágil Fio de Fantasia”
Shows: Lise e Retrigger
Local: Centro Cultural São Geraldo - Avenida Silva Alvarenga, nº 548, São Geraldo, BH/MG
Dia: 9 de julho
Horário: 20h
Entrada Gratuita
Workshop "Produção de áudio em home studios"
Dias: 8 e 9 de julho
Local: Centro Cultural São Geraldo - Avenida Silva Alvarenga, nº 548, São Geraldo, BH/MG
Horário: 14h às 18h
Inscrições gratuitas no link http://bit.ly/ix1w6O
Workshop "Produção de áudio em home studios"
Dias: 8 e 9 de julho
Local: Centro Cultural São Geraldo - Avenida Silva Alvarenga, nº 548, São Geraldo, BH/MG
Horário: 14h às 18h
Inscrições gratuitas no link http://bit.ly/ix1w6O
28 de março de 2011
Entrevista com Daniel Nunes, do Constantina e Lise
Conversei com o Daniel Nunes, belo-horizontino multiinstrumentista do Constantina e que também mantém o projeto solo Lise, um pouco antes de sua viagem para os Estados Unidos (onde se apresentou nos festivais South by Southwest, em Austin, e Grito Rock, em Nova York, na primeira edição norte-americana do festival). Num esquema diferente, primeiro você lê as perguntas e mais abaixo todas as respostas, com a grafia original do Daniel (editar as falas e "corrigir" a ortografia interferiria na identidade do entrevistado, acho que dessa forma é possível se aproximar mais da pessoa, conhecê-la um pouco melhor através do modo como se expressa).
As imagens que ilustram o texto são frames do primeiro vídeoclipe da banda, feito para a música "Azul marinho".
- Vocês vem lançando as músicas do novo CD aos poucos desde o ano passado na internet. Esse novo trabalho será exclusivamente digital ou também será lançado em suporte físico? Quando o álbum completo estará disponível?
- A banda já passou por diferentes formações ao longo da carreira. Justamente agora, com uma das maiores formações, vocês farão a primeira viagem internacional do Constantina. Por que demoraram a tocar no exterior e o que os levou a se inscrever no SXSW?
- Minas Gerais é tido como um dos Estados em que o poder público mais fomenta a produção cultural. O Constantina conseguiu algum tipo de apoio para se apresentar no exterior? Como está o processo de captação de recursos para a viagem?
- Vocês estão finalizando o primeiro videoclipe da banda, correto? Como estáo processo? Dá pra adiantar algo desse clipe?
- Qual a relação do Constantina com o festival Pequenas Sessões? O que dá pra adiantar do festival deste ano?
__Sobre 'Haveno'...nao o pensamos em apenas distribuicao digital...pois como banda independente, acreditamos que podemos capitali$ar se agregarmos valores a um material fisico, isto pode ter um valor 'especial'...algo que as pessoas sintam vontade de comprar...passamos por estas situacoes em 2 discos...Constantina 'Constantina' (2005) e 'Hola Amigos'. Basta pensarmos no Radiohead...acredito que o proximo lancamento com certeza levara muitas pessoas a comprarem apenas pelo material grafico 'agregado'! Agora...sobre quando este disco ficara pronto...ainda acho que eh uma incognita...pq acho que entramos em uma ourta atmosfera do disco...algo mais sereno...mais calmo...muitas ideias estao compostas, mas ainda sem saber como registra-las...dificuldades tecnicas...e ate mesmo expressivas...muitas ideias ao surgirem no improviso nao tem tanta forca quando tentamos reestrutura-las...entende ?pena que muitas destas ideias nao possuem um registro de boa qualidade...o que pode ser interessante como fizemos no Jaburu...mas as vezes o ruim...mesmo!!! rsrs!!! Mas ja temos mais uma musica engatilhada...Se chama 'Benjamim Guimaraes'...nela esperamos ansiosamente pela contribuicao de Juan Stewart!!! Assim que nos devolver...faremos a mix para colocar no ar!
__Putz...eh verdade...demoramos...podiamos ter tentado esta loucura quando eramos um quarteto...rsrs!!! na verdade nao sei o pq da demora...acho que foi um processo de amadurecimento artistico...so sei que agora acredito estarmos preparados para encarar situacoes tao inusitadas assim...e mais do que isso...agora acredito que temos algo inovador no som...nao que tivessemos isso desd o inicio...mas agora sinto que peculiaridades surgem fora de um senso comum...entende...termos tantas pessoas assim, nos da uma grande dor de cabeca...rsrs!!! ao mesmo tempo que proporciona uma riqueza muito grande!!! E agora sobre o SXSW...tb penso que foi um caminho natural...Assim como Pop Montreal, um de nossos focos, o SXSW eh uma grande referencia para nossa producao de musica independente...um dos maiores festivais de musica indepedente do mundo! Lembro me de conversarmos sobre festivais...e 2 com certeza estavam na lista...SXSW...e Pop Montreal!!!
__Nao...infelizmente Constantina nao conseguiu nenhum apoio politico/artistico para esta empreitada!!! E isto eh triste! Mas eh algo que temos que aprender em nosso pais...por mais que existam planos governamentais 'continuistas' existem certas acoes que sofrem pelos abismos...e com certeza a cultura eh um dos focos destes abismos...Mas enfim...quando nos inscrevemos, acreditava que poderia, se selecionado, concorrer a editais de passagem...mas como isso nao existiu...demos continuidade na ideia...nao acredito que nossa producao possa apenas existir e rodar com apoio governamental...entao sem pensar em desistir...ca estamos com os vistos na mao e prontos para tentar o nosso melhor por la!
__Ahhh...o clip....o clip foi proposto por um amigo...Igor Amin...ele assisitu nosso show no Pequenas Sessoes...e pirou!!!! Em menos de 2 dias estava em minha caixa de emails um roteiro para o clip da musica 'Azul Marinho'...muito bacana!!! mesmo!!!! um dialogo interessante com os sons...com a ideia...mesmo nao tendo epxeriencia em clips...topamos a empreitada!Mas infelizmente...algumas coisas ainda nao estao do jeito que ambos queremos...entao...estamos em um processo de descoberta...pesquisa de linguagem...para que ambas as linguagens artisticas se fortalecam...algumas das ideias...sao excelentes...outras acredito que precisamos amadurecer...mas enfim..eh um processo...ninguem disse que seria facil! rsrs!!! mas na verdade o que posso adiantar sao algumas fotos...sao da Flora Rajao | http://flavors.me/flora_rajao | ficaram belissimas!!!
__A relacao eh a mais estreita possivel...rsrs!!! eh um festival pensado em varias demandas que a banda proporcionou...Na verdade eh um festival pensado atraves de nosso selo, 'La Petite Chambre'...os artistas do selo convidando artistas para compartilharem o palco em BH e cidades proximas...Penso que podemos fazer deste festival uma referencia da musica instrumental e experimental...Todos os artistas ate hj convidados sentem uma nescessidade virem a cidade e mostrarem sua arte...entao pq nao montar um festival que possa abarcar este tipo de producao? Uma producao que sai do senso comum musical...e adentra novas possibilidades de expressoes sonoras!
24 de agosto de 2010
Festival Pequenas Sessões: vanguarda musical em BH e Sabará
Começa nesta quinta-feira, 26 de agosto, o festival Pequenas Sessões, principal evento focado na música instrumental experimental em Minas Gerais. Ao todo serão 4 dias seguidos de shows gratuitos em Sabará (cidade histórica localizada a 20 km de Belo Horizonte) e em BH, com artistas importantes da cena alternativa brasileira (e até mesmo com uma presença internacional): M. Takara 3 (SP), Ruído/mm (PR), Constantina (MG), Juan Stewart (Argentina), Porto (SP) e Lise + L_ar (MG) formam a programação do festival, que está em sua quarta edição, apesar de ser a primeira no formato tradicional de festival.
Além de ter uma programação muito boa, o Pequenas Sessões será realizado em espaços legais (o teatro de Sabará tem quase 200 anos e tem acústica considerada uma das melhores do Brasil, o teatro da Biblioteca na Praça da Liberdade é do Niemeyer) e trará vários artistas que nunca tocaram em MG (de todos os artistas de fora de MG, somente o Maurício Takara já fez shows em Minas, mas mesmo assim, o show do novo CD permanece inédito). Quem não mora em Minas e não poderá vir ao festival conseguirá acompanhar todos os shows ao vivo pela internet.
Abaixo, publico parte do release que escrevi para o festival. Sugiro também que todos visitem o site do festival (também de minha autoria), para mais informações. Promete ser um dos festivais mais legais.
Ruído/mm
Liberdade criativa é o que norteia as Pequenas Sessões,
projeto de música instrumental experimental que realiza sua primeira
edição no formato de festival entre os dias 26 e 29 de agosto em Belo
Horizonte e Sabará (cidade histórica da região metropolitana da capital
mineira). Na programação, M. Takara 3 (SP), Ruído/mm (PR), Constantina (MG), Porto (SP), Lise + L_ar (MG) e Juan Stewart (Argentina) formam um representativo panorama da produção contemporânea experimental brasileira e sulamericana.
Idealizado pelo músico Daniel Nunes, membro do
Constantina e Lise, e realizado através de seu selo musical La Petite Chambre, o festival visa apresentar ao público mineiro artistas
inovadores cujas obras extrapolam gêneros musicais e que utilizam
diferentes tecnologias de produção. Com essa proposta em mente, Daniel
define as Pequenas Sessões como “um projeto de intercâmbio de música
livre independente”, ressaltando a importância da troca de experiências
entre os próprios artistas e da proximidade com o público.
Após apresentar músicos nacionais e internacionais
em três edições anteriores, realizadas de forma totalmente independente
e em diferente formato, o Pequenas Sessões realizou, em 2010, shows e
oficinas do Constantina e Lise em três cidades de Minas Gerais como
parte da programação do festival Conexão Vivo.
M Takara
A realização do festival em Sabará e BH é a etapa final do projeto e se inicia no dia 26 de agosto com os shows do Constantina e M. Takara 3 no famoso Teatro Municipal de Sabará (construído em 1819), a partir das 20h. M. Takara 3 é
o projeto solo do multiinstrumentista Maurício Takara, membro da banda
instrumental Hurtmold e parceiro de artistas como Marcelo Camelo e
Nação Zumbi. O show será o lançamento do álbum Sobre todas e qualquer coisa, o quinto de sua carreira, em MG. Já o Constantina fará
seu primeiro show na cidade histórica com nova formação, um septeto,
apresentando ao público as novidades que estarão em seu próximo
lançamento. Reconhecida pela imprensa especializada como uma das
maiores representantes do pós-rock no Brasil, a banda alia ruídos e
texturas a belas melodias em suas canções, como demonstrado nos quatro
CDs lançados ao longo de seus quase 7 anos de carreira.
A partir do dia seguinte, 27 de agosto, o festival
parte para o teatro da Biblioteca Pública Luiz de Bessa, projetada por
Oscar Niemeyer na Praça da Liberdade, e apresenta o Porto,
projeto do baterista Richard Ribeiro, que faz sua estreia em palcos
mineiros. Nome recorrente na agitada cena musical alternativa de São
Paulo, Ribeiro é membro e parceiro de vários grupos, como SP
Underground, Marcelo Jeneci, Cidadão Instigado e Naná Vasconcelos. Em
seu projeto solo reúne elementos do jazz, rock alternativo e eletrônica
experimental, sempre marcados pela improvisação e virtuosismo. A outra
atração da noite é o Lise,
projeto solo de Daniel Nunes, no qual o artista produz canções que
aliam elementos da música contemporânea, ambiente e experimentações
eletrônicas. Nesta apresentação, Nunes (que produz sozinho todas as
canções, executando, ao vivo, bateria, programações e vibrafone) será
acompanhado pela guitarrista mineiro Dedig, em participação especial.
Lise + L_ar
No dia 28, sábado, o Constantina retorna ao palco e recebe a banda curitibana Ruído/mm,
que fará seu primeiro show em MG. Com 7 anos de estrada, o Ruído/mm
(pronuncia-se “ruído por milímetro”) não nega o nome: vai de calmas
texturas a explosões ruidosas em misturas que unem psicodelia, jazz,
pós-rock e até punk. Com três CDs lançados e preparando o próximo, o
quinteto já foi elogiado por artistas do nível de David Byrne
(ex-Talking Heads), que os classificou como uma das bandas mais
interessantes da atualidade.
No encerramento, dia 29, domingo, o festival volta
ao palco do Teatro Municipal de Sabará, onde os anfitriões da noite
serão os membros da dupla Lise + L_ar,
Daniel Nunes e Leandro Araújo. Juntos desenvolvem trabalhos que vão
além da música, criando obras de software-arte, web-arte e outras
vertentes artísticas. Entre suas parcerias está o premiado projeto
Reações Visuais, no qual executam interpretações audiovisuais das
paisagens sonoras das cidades.
Juan Stewart
Para fechar o festival, a presença
internacional do argentino Juan Stewart.
Influenciado por artistas como Air e Brian Eno, Stewart cria trilhas
que misturam estruturas minimalistas e paisagens de beleza
extraordinária, resultando em canções que vão da música ambiente ao
pós-rock.
Programação
Shows: M. Takara 3 (SP) e Constantina (MG)
Local: Teatro Municipal de Sabará (Rua Dom Pedro II, s/n, centro histórico de Sabará)
Horário: 20h30
Dia 27, sexta-feira
Shows: Porto (SP) e Lise (MG), participação: Dedig (MG)
Local: Teatro da Biblioteca Pública Luiz de Bessa (Praça da Liberdade n21, Savassi, Belo Horizonte)
Horário: 20h30
Dia 28, sábado
Shows: Ruído/mm (PR) e Constantina (MG)
Local: Teatro da Biblioteca Pública Luiz de Bessa (Praça da Liberdade n21, Savassi, Belo Horizonte)
Horário: 20h30
Dia 29, domingo
Shows: Juan Stewart (Argentina) e Lise + L_ar (MG), part.: Barulhista (MG)
Local: Teatro Municipal de Sabará (Rua Dom Pedro II, s/n, centro histórico de Sabará)
Horário: 17h00
9 de junho de 2010
Software arte e experimentação tecnológica na Sarneylândia
Neste exato momento acompanho, em um quarto da Pousada Colonial, em São Luís, Maranhão, um ensaio improvisado do Reações Visuais, motivo de minha estadia na cidade (o projeto, não o ensaio, dã). Chegamos hoje eu, Leandro Araújo e Daniel Nunes, artistas responsáveis pelo projeto.
Trabalho com eles nesse projeto desde o ano passado, quando o Reações estreou em Belo Horizonte após vencer o Prêmio Interações Estéticas, da Funarte. É um projeto complexo, que, apesar de sua forte relação com a imagem, apresenta um grande potencial sinestésico.
Nesta quinta-feira, dia 10 de junho, o Reações Visuais acontece por aqui, bem no centro histórico da cidade. É uma projeto que me deu frio na barriga várias vezes, me tirou o sono algumas noites e fez pensar em como as pessoas não imaginam todo o trabalho envolvido no processo de desenvolvimento de certas ações.
Ainda não terminamos tudo para a apresentação de quinta-feira, amanhã será um dia corrido. Enquanto isso, publico abaixo um dos releases que escrevi para o evento de quinta-feira, através do qual vocês podem entender melhor a proposta e se aproximar dos promissores artistas Leandro Araújo e Daniel Nunes. Tenho certeza que ambos continuarão fazendo trabalhos ainda mais representativos, experimentais e marcantes.
Projeto de software-arte Reações Visuais chega a São Luís
Realizado
pelos artistas L_ar (Leandro Araújo) e Lise (Daniel Nunes), Reações
Visuais utiliza o espaço urbano como fonte de inspiração para a
experimentação estética e conceitual. Performance acontece 10 de junho
às 19h na Praça Nauro Machado, no centro histórico de São Luís,
gratuitamente.
Propondo
uma abordagem experimental para o diálogo entre as novas tecnologias
digitais e as regiões centrais urbanas, o projeto é desenvolvido a
partir do registro das paisagens sonoras (soma dos sons resultantes da
movimentação urbana) e sua posterior reapresentação nas chamadas
"reações visuais": imagens resultantes da interferência tecnológica e
da manipulação humana aliadas a novas camadas sonoras executadas ao
vivo, buscando uma forma própria de concepção visual e sonora.
Para
a edição de São Luís, o artista multimídia e arquiteto Leandro Araújo,
idealizador do projeto, concentrou a captação de áudio nos entornos do
centro histórico da capital maranhense, aproveitando a diversidade
presente no local. A Praça Nauro Machado, onde será realizada a
apresentação, representa o centro geográfico da área que foi captada e utilizada como matéria-prima para a criação dos artistas. Dessa forma, ocorre um diálogo cíclico entre arte e espaço urbano, onde o espaço que deu origem à obra se torna palco da sua apresentação pública.
Após
sua elogiada estreia em Belo Horizonte (MG), em 2009, o Reações Visuais
será apresentado pela primeira vez no Maranhão no dia 10 de junho,
quinta-feira. Na performance que acontece na Praça Nauro Machado
imagens digitais serão criadas em tempo real por Leandro Araújo a
partir dos sons gravados nas ruas e serão projetadas nas paredes dos
casarões do local, enquanto, paralelamente, o músico Daniel Nunes
manipulará o áudio registrado e criará novas nuances musicais.
Leandro
explica que desenvolveu o projeto como “uma aplicação da arte e
tecnologia para um diálogo com o espaço público que passasse pela
música contemporânea e pela software-arte”. A ideia surgiu ainda quando
vivia na Europa a partir de seu contato com obras e artistas que
relacionavam a música eletrônica à software-arte e, aliada à sua
bagagem como arquiteto, resultou em um projeto próximo aos debates
sobre o espaço urbano. Marcado pela sinestesia, o projeto Reações
Visuais explora possibilidades da interlocução entre o espaço urbano,
arte contemporânea e novas tecnologias através de uma abordagem
estética e teórica.
Vencedor
do Prêmio Interações Estéticas, da Fundação Nacional das Artes
(Funarte) em 2008 e 2009, o Reações Visuais segue para São Paulo em
julho, quando será apresentado no festival On_Off. Na sequência, o
objetivo é Manaus (AM), buscando abrangir parte da ampla diversidade das manifestações urbanas do país.
sobre LEANDRO ARAÚJO (L_ar)Arquiteto graduado pela UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais, desde 2003 dedica-se à prática artística e comercial nas áreas arte interativa, webdesign e aplicações da arte e da tecnologia na arquitetura, arte e educação. Leandro assina seus trabalhos artísticos como L_ar e tem projetos selecionados pela Funarte, Finep, Ministério da Ciência e Tecnologia e Instituto Sérgio Motta de Arte e Tecnologia.Expôs seus trabalhos no Festival Internacional de Linguagem Eletrônica - FILE, Centro de Pesquisas em Comunicação da Benetton (Fabrica, Itália) e galerias e espaços públicos no Brasil e exterior, como a Grande Galeria do Palácio das Artes (Belo Horizonte), Centro Cultural Correios (Rio de Janeiro), Museu da Casa Brasileira (São Paulo), além de realizar projetos junto a artistas como Éder Santos, Rivane Neuenschwander e Grupo Espanca!. É associado ao escritório de arquitetura e design digital Superficie.org, ao lado de Roberto Andrés, e colaborador regular da revista francesa Musiques & Cultures Digitales.LINKSlar.li/reacoesvisuaissuperfície.orgsobre DANIEL NUNES (Lise)Multi-instrumentista membro da banda Constantina e do projeto Lise. Compôs diversas trilhas para teatro, curtas-metragens e internet. É criador do selo independente mineiro La Petite Chambre, dedicado à música experimental, e idealizador do projeto de música livre independente "Pequenas Sessões". Seu trabalho vai além do universo musical ao permitir trocas com artistas de outras vertentes que passam pela vídeo-arte, web-arte e performance.LINKSconstantina.art.brmyspace.com/projetolise
29 de junho de 2009
Reações e experimentos audiovisuais

Um dos projetos mais legais em que já estive envolvido é o Reações Visuais, que nesta quarta-feira, 1° de julho, chega ao fim de uma etapa com a apresentação de quatro obras audiovisuais criadas a partir dos sons emitidos no centro de Belo Horizonte. L_ar e Lise, dupla responsável pelo que será apresentado, é a mesma que no final do ano passado fechou o Pequenas Sessões.
Publiquei um texto e entrevista com os dois no Overmundo e reproduzo alguns trechos abaixo.
"As “paisagens sonoras” resultantes da movimentação no hipercentro da cidade de Belo Horizonte, em meio ao contexto tipicamente urbano marcado por sons gerados por automóveis, pedestres e uma enorme variedade de personagens, são o ponto de partida do projeto Reações Visuais. A partir do registro sonoro de ambientes como a Praça Sete e o Parque Municipal Américo Renné Giannetti inicia-se o processo de transformação e reapresentação das “paisagens sonoras” em reações visuais: imagens resultantes da interferência tecnológica e da manipulação humana.
O artista plástico e arquiteto Leandro Araújo, idealizador do projeto, explica que o desenvolveu como “uma aplicação da arte e tecnologia para um diálogo com o espaço público que passasse pela música contemporânea e pela software-arte”. A ideia surgiu ainda quando vivia na Europa a partir de seu contato com obras e artistas que relacionavam a música eletrônica à software-arte e, aliada à sua bagagem como arquiteto, resultou em um projeto próximo aos debates sobre o espaço urbano. Marcado pela sinestesia, o projeto Reações Visuais explora possibilidades da interlocução entre o espaço urbano, arte contemporânea e novas tecnologias através de uma abordagem estética e teórica.
No dia 1° de julho, quarta-feira, o Reações Visuais chega ao fim de sua primeira fase com a performance audiovisual realizada por Leandro Araújo e o músico Daniel Nunes nos jardins internos do Palácio das Artes. Imagens digitais serão criadas em tempo real por Leandro, a partir dos sons gravados nas ruas, e serão projetadas nas paredes do espaço enquanto Daniel manipulará o áudio registrado, inserindo novas camadas, buscando uma forma de concepção visual e sonora inédita.
Daniel explica que os sons registrados “são irregulares, e em sua grande parte, ruídos, o que desperta uma grande curiosidade em ordená-los criando nossa (ir)regularidade”. E, citando José Miguel Wisnik, explica um pouco da relação entre os ruídos da cidade e a criação artística que apresentarão:
“O som é um traço entre o silêncio e o ruído (nesse limiar acontecem as músicas)".
A performance marca o início da instalação que leva de volta à rua o resultado da obra inspirada pelo espaço urbano. Durante 15 dias, obras visuais criadas por Leandro Araújo a partir das “paisagens sonoras” estarão expostas nos abrigos dos pontos de ônibus ao longo da Avenida Afonso Pena, no centro de BH, permitindo que os agentes criadores dos sons que inspiraram o processo artístico do artista tenham contato direto com as obras finais."
Publiquei um texto e entrevista com os dois no Overmundo e reproduzo alguns trechos abaixo.
"As “paisagens sonoras” resultantes da movimentação no hipercentro da cidade de Belo Horizonte, em meio ao contexto tipicamente urbano marcado por sons gerados por automóveis, pedestres e uma enorme variedade de personagens, são o ponto de partida do projeto Reações Visuais. A partir do registro sonoro de ambientes como a Praça Sete e o Parque Municipal Américo Renné Giannetti inicia-se o processo de transformação e reapresentação das “paisagens sonoras” em reações visuais: imagens resultantes da interferência tecnológica e da manipulação humana.
O artista plástico e arquiteto Leandro Araújo, idealizador do projeto, explica que o desenvolveu como “uma aplicação da arte e tecnologia para um diálogo com o espaço público que passasse pela música contemporânea e pela software-arte”. A ideia surgiu ainda quando vivia na Europa a partir de seu contato com obras e artistas que relacionavam a música eletrônica à software-arte e, aliada à sua bagagem como arquiteto, resultou em um projeto próximo aos debates sobre o espaço urbano. Marcado pela sinestesia, o projeto Reações Visuais explora possibilidades da interlocução entre o espaço urbano, arte contemporânea e novas tecnologias através de uma abordagem estética e teórica.No dia 1° de julho, quarta-feira, o Reações Visuais chega ao fim de sua primeira fase com a performance audiovisual realizada por Leandro Araújo e o músico Daniel Nunes nos jardins internos do Palácio das Artes. Imagens digitais serão criadas em tempo real por Leandro, a partir dos sons gravados nas ruas, e serão projetadas nas paredes do espaço enquanto Daniel manipulará o áudio registrado, inserindo novas camadas, buscando uma forma de concepção visual e sonora inédita.
Daniel explica que os sons registrados “são irregulares, e em sua grande parte, ruídos, o que desperta uma grande curiosidade em ordená-los criando nossa (ir)regularidade”. E, citando José Miguel Wisnik, explica um pouco da relação entre os ruídos da cidade e a criação artística que apresentarão:
“O som é um traço entre o silêncio e o ruído (nesse limiar acontecem as músicas)".
A performance marca o início da instalação que leva de volta à rua o resultado da obra inspirada pelo espaço urbano. Durante 15 dias, obras visuais criadas por Leandro Araújo a partir das “paisagens sonoras” estarão expostas nos abrigos dos pontos de ônibus ao longo da Avenida Afonso Pena, no centro de BH, permitindo que os agentes criadores dos sons que inspiraram o processo artístico do artista tenham contato direto com as obras finais."27 de dezembro de 2008
Pequenas Sessões com Lise, L_ar e Bernhard Gál para fechar o ano
Daqui a algumas poucas horas acontece em BH a terceira edição do projeto Pequenas Sessões, dedicado a experimentação sonora. A partir das 20h se apresentam no Minueto Centro Musical o austríaco Bernhard Gál e os mineiros Lise e L_ar. Será uma noite marcada soundscapes, canções climáticas e experimentações eletrônicas. Um software desenvolvido especialmente para a ocasião irá aliar os sons produzidos pelos três artistas, transformando-os em texturas visuais projetadas, promovendo uma interação audiovisual conceitual.Recentemente Gál também se apresentou no File - Festival de Linguagem Eletrônica em São Paulo (assim com Leandro Araújo) e tem extensa participação em festivais ao redor do mundo, apresentando seu trabalho teórico junto à sua produção artística.
Sobre os artistas:
Bernhard Gál, compositor e musicólogo austríaco, é conhecido internacionalmente como um dos mais inventivos "sound artists" de sua geração. No decorrer de dez anos de intensa produção, Gál criou mais de 50 instalações sonoras, além de obras de arte digitais e em novas mídias para espaços como ZKM, Alemanha e Mutek Montreal. Ele já se apresentou em inúmeros festivais e salas de espetáculo nos quatro continentes e divide com Ernst Reitermaier a curadoria do festival vienense "Shut up and Listen". Bernahrd Gál também sustenta uma sólida produção acadêmica e até o ano de 2007 foi professor da Universidade de Artes de Berlim, Alemanha.
Daniel Nunes é músico da banda Constantina. Compôs diversas trilhas para teatro, curtas-metragens e Internet. É idealizador do selo independente mineiro La Petite Chambre, pelo qual lançou os álbuns ¡Hola amigos ...! EP (2008), Constantina e Colorir – Música Livre em Mariana/MG (2007) e Constantina (2005). Junto com o coletivo Fórceps lançou este ano em Belo Horizonte o projeto de música livre independente,"Pequenas Sessões". Daniel Nunes também mantém o Projeto Lise, uma experiência sempre em transformação que vai além do universo musical ao permitir trocas com artistas de outras vertentes que passam pela video-arte, web-arte e performance.
Leandro Araújo é arquiteto e desde 2005 integra com Roberto Andrés o estúdio de arquitetura e design digital Superficie.org, onde produziram projetos em mídias digitais para festivais e exposições como Festival Internacional de Linguagem Eletrônica – FILE (São Paulo 2007, Rio 2008); Muriliana, Palácio das Artes (2006) e Neovanguardas, Museu de Arte da Pampulha (2007). Além disso, Leandro produziu em 2008 a instalação Confessionals, FABRICA, em Treviso, Itália, foi artista convidado para edição local do projeto Territórios Recombinantes do Prêmio Sérgio Motta de Arte e Tecnologia e recentemente contemplado com o Prêmio Interações Estéticas – Edição 2008 da Fundação Nacional de Artes – FUNARTE.









