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11 de janeiro de 2016

Melhores clipes brasileiros de 2015

Ou, na versão sincera do título: Os melhores clipes brasileiros de 2015 que meus amigos indicaram.

Se por um lado 2015 foi o ano que me apresentou mais música interessante feita em partes menos óbvias do mundo (tipo Japão, Nigéria, Zâmbia) por outro boiei um pouco em relação aos vídeos nacionais em 2015, vi pouca coisa. A TV Meio Desligad@ foi pouco atualizada também. Então, pra fazer essa lista, pedi sugestões nas redes sociais e filtrei o que recebi. O resultado está abaixo.

Essa é uma lista em constante atualização, quem tiver sugestões, deixe nos comentários, por favor. Essa primeira versão tem a ótima animação para a faixa do Rafael Castro sobre ciúmes nos relacionamentos modernos; Inquérito, Emicida e Rashid abordando o preconceito racial; e outras produções audiovisuais que marcam um recorte do que foi produzido no Brasil em 2015.


Rafael Castro, "Ciúme"
Direção de Daniel Bruson

Serge Erege, "Rhythmn of the day"
Direção de Rudá Cabral

André Whoong, "Vou parar de beber"
Direção de Deco Farkas

Inquérito, "Eu só peço a Deus"
Direção de Levi Vatavuk

Emicida, "Boa esperança"
Direção de Kátia Lund e João Wainer

Mc Mayara, "Ai como eu to bandida dois"
Direção de Bernardo Tomsons

Câmera, "Whatever works"
Direção de Pedro Furtado

Qinho, "O peso do meu coração"
Direção de Rubel

Raça, "Um charme"
Direção de Ghilherme Garofalo

Ventre, "Quente"
Direção de Pablo Leal e Alice Turnbull.

Rashid, "A cena"
Direção de Levi Vatavuk


Pequena Morte, "Balada volátil comum (cavalgadinha)"
Direção de Olada

Baleia, "Volta"

Flávio Renegado, "Redenção"


Maglore, "Mantra"
Direção de Victor Marinho

29 de julho de 2014

Como foi o festival Vozes do Brasil

Entre os dias 8 e 12 de julho aconteceu a primeira edição do festival Vozes do Brasil, desdobramento do programa de mesmo nome realizado pela Patrícia Palumbo há 15 anos. Fiz a coordenação de produção e gestão do festival e, por causa dessas funções, não assisti nenhum show completo. De qualquer forma, os relatos de quem assistiu os shows completos foram os melhores possíveis. Foram cinco noites de teatro lotado e a certeza de que novas edições virão. Como não posso comentar especificamente sobre como foram os shows, deixo aqui ao menos parte do registro fotográfico, feito pelo Diogo Martins.

Nos próximos meses estou envolvido na Virada Cultural de BH e em mais uma edição do festival Natura Musical. Pra saber mais sobre esses dois eventos é só continuar acessando o Meio Desligado.


Ana Cañas



Flávio Renegado e Ana Cañas



Marina Lima



Karina Buhr



Marina Machado



Marcelo Jeneci



Pedro Morais



Pedro Morais e Paulinho Moska



Zélia Duncan



Anelis Assumpção


30 de junho de 2014

Festival Vozes do Brasil

Estou fazendo a produção da primeira edição do Festival Vozes do Brasil, que acontece em BH, no Teatro Oi Futuro Klauss Vianna, entre 8 e 12 de julho. Toda a programação é gratuita. Segue abaixo o release que fiz para o evento. Mais informações na página do festival no Facebook.

Criado pela jornalista Patrícia Palumbo, o programa Vozes do Brasil está no ar em diversas rádios país afora e também na internet, sendo testemunha das transformações ocorridas nos últimos 15 anos da música brasileira. Após uma bem-sucedida festa de celebração de seus 15 anos (que reuniu no mesmo palco Ed Motta, Bixiga 70, Flávio Renegado e Anelis Assumpção), o Festival Vozes do Brasil estreia no palco do Teatro Oi Futuro Klauss Vianna com cinco noites de shows entre 8 e 12 de julho, com uma programação de peso: Karina Buhr, Marina Lima, Anelis Assumpção, Zélia Duncan, Ana Cañas, Flávio Renegado, Marina Machado, Marcelo Jeneci, Pedro Morais e Paulinho Moska.

Idealizado pela produtora cultural Danusa Carvalho em parceria com Patrícia Palumbo, esta é a primeira edição de um projeto que pretende rodar o Brasil apresentando uma seleção criteriosa de parte do que há de mais interessante e original na música brasileira contemporânea.

As apresentações acontecerão às 21h e terão entrada gratuita. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria do Oi Futuro, uma hora antes de cada show. A produção é da Casulo Cultura, que realiza o projeto através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com patrocínio da Oi e apoio do Oi Futuro.

Mais do que um festival, trata-se de uma celebração desse momento histórico da nossa música através de uma série de cinco encontros musicais, reunindo artistas tão diversos quanto similares.


Sobre o Oi Futuro
O Oi Futuro é o instituto de responsabilidade social da Oi, que desenvolve e apoia programas e projetos nas áreas de educação, cultura e sustentabilidade. O Oi Futuro tem um compromisso com a transformação e com a inclusão social, tendo como missão promover o desenvolvimento humano por meio das tecnologias da informação e da comunicação. Desde 2001, suas ações visam democratizar o acesso ao conhecimento e reduzir distâncias geográficas e sociais, com especial atenção à população jovem.

Na educação, os programas NAVE e Oi Kabum! usam as tecnologias da informação e da comunicação, capacitando jovens para profissões na área digital e criativa, fornecendo conteúdo pedagógico para a formação de educadores da rede pública e fomentando o desenvolvimento de modelos inovadores. Já na área cultural, o Oi Futuro mantém dois espaços culturais no Rio de Janeiro (RJ) e um em Belo Horizonte (MG), com programação nacional e internacional de qualidade reconhecida e a preços acessíveis, e o Museu das Telecomunicações nas duas cidades, além de apoiar festivais e projetos em todas as regiões Brasil por meio do Programa Oi de Patrocínios Culturais Incentivados.

O programa Oi Novos Brasis reafirma o compromisso do Instituto no campo da sustentabilidade, com o apoio e o desenvolvimento de parcerias com organizações sem fins lucrativos para a viabilização de ideias inovadoras que utilizem a tecnologia da informação e comunicação para acelerar o desenvolvimento humano. O esporte completa o seu escopo de atuação apoiando projetos aprovados pelas Leis de Incentivo ao Esporte, tendo sido a Oi a primeira companhia de telecomunicações a apostar nos projetos socioeducativos inseridos na Lei Federal.




PROGRAMAÇÃO

dia 8, terça-feira
Pedro Morais convida Paulinho Moska
Dois “cantautores”, como chamamos os artistas que cantam seu repertório autoral, dois cancionistas com muito em comum e com seus acentos muito próprios. Pedro é herdeiro da tradição melódica de Minas e Moska carrega em si um pouco da mágica do Rio.

dia 9, quarta-feira
Marina Machado convida Marcelo Jeneci
Os dois têm em comum uma certa doçura nos seus temas e canções. Ambos também apresentam novos trabalhos: Marina acaba de lançar o Quieto Um Pouco e Jeneci, De Graça.

dia 10, quinta-feira
Ana Cañas convida Flávio Renegado
Muito ligados à expressão negra da nossa música. Ana compõe inspirada nas cantoras de jazz e blues e Renegado é um rapper ligado no samba e na canção brasileira. Juntos e misturados, lembram Jards Macalé.

dia 11, sexta-feira
Anelis Assumpção convida Zélia Duncan
As duas cantoras têm em comum o repertório de Itamar Assumpção. Anelis, sua herdeira direta, com trabalho autoral cheio de suíngue, dub e reggae. Zélia reverencia Itamar desde seus primeiros discos e acaba de lançar um trabalho inteiro sobre a obra do compositor.

dia 12, sábado
Karina Buhr e Marina Lima
Parceiras em "Desencantados", música que faz parte do Climax (trabalho mais recente de Marina), Marina e Karina encerram a última noite do Vozes no Oi Futuro com um encontro especial. Duas artistas com presença de palco únicas, inimitáveis. Marina Lima é referência para toda essa geração. Um show de rock e de canção.


SERVIÇO
Festival Vozes do Brasil
8 a 12 de julho no Teatro Oi Futuro Klauss Vianna
Av. Afonso Pena nº 4.001, Mangabeiras, BH
Entrada gratuita (ingressos distribuídos uma hora antes de cada show)
facebook.com/festivalvozesdobrasil
Info: (31) 3222.3242

8 de setembro de 2013

Conexão Brasil / Portugal: Orelha Negra

O pessoal do blog português Bandcom e o Meio Desligado trocam, mensalmente, indicações de bandas de seus respectivos países. A mais recente sugestão é o Orelha Negra, considerado o maior nome do hip hop português. A banda se apresenta no Brasil dentro da programação do Rock in Rio 2013, como convidados do Flávio Renegado (estarei lá trabalhando neste mês e depois escrevo sobre como foi).

Fiz uma pesquisa sobre a banda e achei sua sonoridade bastante interessante. Flerta com o hip hop mainstream americano, black e soul music e com um bom uso de samples e vocalistas convidados. Abaixo, o vídeo sexy de "Queen of hearts" e, na sequência, o texto de Catarina Bessa, colaboradora do Bandcom, sobre a mais recente mixtape da banda.


Por Catarina Bessa

“Mixtape II” é o mais recente disco de Orelha Negra, banda portuguesa composta por Sam The Kid, DJ Cruzfader, Fred Ferreira, Francisco Rebelo e João Gomes. Arriscando a dizer que, neste momento, são os “mestres” do hip-hop tuga, os Orelha Negra inovam não só nas participações, como é exemplo a de Teresa Santos (Da Chick) que estamos habituados a ouvir num registo mais funk, como também nos instrumentais que, como em qualquer masterpiece do género, vão beber a todas a “fontes”, misturando as várias culturas tradicionais e contemporâneas de forma a recriar, de forma inovadora, o infinito musical que nos circunda. Nas 21 faixas encontram-se ainda as participações de Amp Fiddler e Fred (“Queen of Hearts”), Osso Vaidoso (“Blu Marina”), Pocz & Pacheko (na remistura de “Bala Cola”), Stereossauro & Razat (“O Segredo”), Kika Santos (“My Best Keep Secret”), Zombies For Money e DJ Izem (nas remixes de “Throwback”) ou DJ Riot (“A Luta”).

As colaborações de Carlos Nobre, Capicua e Fuse surgem, contudo, em destaque. A primeira relembra a primeira mixtape dos Orelha Negra mas também o seu disco homónimo como Algodão. Desde os Da Weasel, em que Pacman apresentava a sua faceta mais agressiva, muito se modificou. Aqui, a sua voz invade os ouvidos de quem o ouve, afirmando que “um homem e uma mulher não ficam juntos para sempre” e fazendo uma ode à música, dizendo-lhe: “Sempre Tu”. Fuse, um dos mentores e maiores filósofos do hip-hop português, entre temáticas recorrentes como o contraste entre o céu e o inferno, o bem e o mal, o dia e a noite, o anjo e o demónio, sussurra a Adolfo Luxúria Canibal. Em “A Noite Em Que Eu Nasci”, e servindo-se de algum “heavy metal”, o ambiente criado é de terror e agonia, com o tema a terminar com uma declamação de Napoleão Mira, pai de Sam The Kid. Capicua, a afirmar-se e a conquistar novo terreno para as mulheres, ensina-nos a diferença entre a paixão e o amor em “A paixão É Às Vezes, O Amor É Sempre” numa mensagem de apelo ao sentimento verdadeiro. Muitos dos dilemas que os jovens, e mesmo os adultos, enfrentam na sociedade surgem aqui reflectidos: a rapidez e a fugacidade dos sentimentos, a falta de paciência e tolerância, são tidos como “amor” e não passam de paixão, de sentimentos passageiros sem a consistência necessária para prevalecer.



Dentro do colectivo, Sam The Kid mostra mais uma vez que não tem de provar nada a ninguém na arte do rap. O domínio das palavras e do flow, da escrita e da declamação, sempre no seu registo humilde e defensor de grandes ideais (neste caso, a monogamia), mantém a sua coerência desde os seus primeiros álbuns até aos dias de hoje. O mesmo se passa com Regula, que em “Solteiro”, com Heber e Roulet, defende o que sempre afirmou defender: a poligamia e o crime.



Numa mixtape em que cada música tem o seu valor, todas as temáticas são diferentes e definem os artistas envolvidos que, apesar de divergirem intensamente uns dos outros, nem por isso ficam desintegrados: antes, completam-se em plena sinfonia tocada e cantada pelos mais diferentes instrumentos e vozes, numa panóplia de estilos integrados que fazem com que o mesmo tenha uma dinâmica difícil de superar.

Tudo isto, dando uma nova vida a um género que, muitas vezes, não encontra uma saída do cubículo que é, e procura a sua inspiração apenas a partir dos anos 90. É com álbuns destes que nos apercebemos que as sonoridades do hip-hop podem e devem ser mais exploradas quando conseguimos perceber a extensa dimensão que este consegue atingir.

14 de março de 2013

Mistureba

Viajando há semanas, difícil encontrar tempo para finalizar textos mais elaborados (apesar de ter vários deles aqui no rascunho). Enquanto isso, algumas pílulas aqui:



Dois shows do Iconili esta semana semana em São Paulo. Ótima dica pra quem está na cidade (apesar da minha opinião, nesse caso, ser muito tendenciosa, já que eles fazem parte da Quente, minha agência/produtora).


O rapper mineiro Flávio Renegado se uniu à Fernanda Takai e Gulherme Arantes pra lançar uma música nova. Potencial hit vindo aí, com lançamento marcado pro dia 19 de março.


17 de junho de 2012

Festival Natura Musical MG

Gilberto Gil, Seu Jorge com participação de Criolo, Tom Zé com Mallu Magalhães, Otto e Flávio Renegado com Emicida são algumas das atrações da segunda edição do festival Natura Musical em Belo Horizonte. O festival acontece em 24 de Junho, domingo, com shows em três pontos da cidade: Praça Duque de Caxias (em frente ao famoso bar do Bolão, em Santa Teresa), Praça JK (Mangabeiras) e estacionamento do Expominas (na Avenida Amazonas, bairro Gameleira). O palco do Expominas recebe os artistas de maior porte do festival e inicialmente estava previsto para a Praça da Estação.

Toda a programação tem entrada franca, mas para os shows na Praça JK e no estacionamento do Expominas é necessário a retirada antecipada de ingressos. A distribuição dos ingressos começa na segunda, dia 18, através do site Sympla. A partir do dia 20, a distribuição ocorre também em pontos físicos. Serão distribuídos 40 mil ingressos para os dois palcos, sendo que cada pessoa pode retirar duas unidades.


Retirada de ingressos
  • Estacionamento do Expominas e Praça JK
  • Posto da Belotur no Mercado das Flores – Parque Municipal – Av. Afonso Pena, 1.055, Centro, das 9 horas às 17h30
  • Posto da Belotur no Funcionários – R. Pernambuco 282 (esquina com Aymorés) , das 9 horas às 17h30
  • Class Club - Av. Bandeirantes 20 (Praça Alaska) – das 9 às 20 horas

Será necessária apresentação do ingresso com documento de identificação.

Praça Duque de Caxias
Acesso livre, sem necessidade de retirada antecipada de ingressos.

  • O ingresso do Expominas não é válido para a Praça JK e vice-versa. A saída dos eventos é sem retorno
  • O cercamento da Praça JK e adoção de retirada antecipada de ingressos para os shows do estacionamento do Expominas foram medidas tomadas em conjunto com a Comissão de Monitoramento de Eventos Esportivos e Culturais (Comoveec), ligada à Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) e Belotur, com as produtoras culturais responsáveis pela produção destas programações – Casulo e Cria! Cultura. O objetivo foi organizar o acesso do público às programações destas praças, oferecendo conforto e segurança
  • A Praça JK estará cercada durante o dia do evento, tendo acesso à área de plateia apenas o público que possuir os ingressos retirados antecipadamente. Serão instaladas catracas para conferência dos bilhetes e controle do público nestes dois locais do Festival Natura Musical


Programação do Natura Musical

Praça Duque de Caxias (Região Leste)

10h00: Catibiribão (MG)
11h30: Jazz Mineiro Orquestra (MG) convida Naná Vasconcelos (PE)
14h00: Graveola e o Lixo Polifônico (MG)
15h15: Otto (PE)
16h45: Tom Zé (BA) convida Mallu Magalhães (SP)


Praça JK (Mangabeiras - Região Centro-Sul)

11h00: Flautistas da Proarte (RJ)
14h00: Thiago Delegado (MG) convida Yamandu Costa (RS) e Hamilton de Holanda (RJ)
15h30: Marcia Castro (BA)
17h00: Vander Lee (MG)
18h30: Roberta Sá (RJ)


Estacionamento do Expominas

14h00: Nenêm (MG) convida Teresa Cristina (RJ)
15h30: Flávio Renegado (MG) convida Emicida (SP)
17h00: Seu Jorge (RJ) convida Criolo (SP)
19h: Gilberto Gil (BA) e convidados

30 de dezembro de 2011

Coletânea 2011 Meio Desligado


Ouça a coletânea completa acima ou faça o download no Facebook do Meio Desligado. A cada audição o player toca as músicas em uma ordem diferente, não existe uma ordem pré-definida. Os CDs completos de todas as bandas que estão na coletânea são facilmente encontrados para download.

Essa é a minha tentativa de resumir a vasta produção independente/alternativa brasileira em 2011 em 24 músicas. Uma visão que mescla minhas experiências pessoais durante o ano e também uma seleção crítica.

Abaixo, a lista completa de artistas e músicas e breves comentários sobre cada uma das bandas/músicas.

Nuda - "A maré nenhuma"
Um dos novos clássicos criados em 2011. Fundamental para tentar entender o atual momento da música  brasileira, mesclando referências diversas com originalidade (assim como é percebido em todo o CD da Nuda, Amarénenhuma).

Jair Naves - "Um passo por vez"
Uma das músicas mais bonitas dos últimos tempos. Só isso.

Wado - "Com a ponta dos dedos (com Marcelo Camelo e Mallu Magalhães)"
Dez anos após sua estreia, Wado lançou o que talvez seja o melhor álbum de sua carreira e um dos três melhores de 2011 na seleção do Meio Desligado. "Com a ponta dos dedos" pode não virar o hit que merecia, mas toca de forma especial praticamente todos que a escutam.

Lirinha - "Ela vai dançar"
Assim como Wado, Lirinha foi autor de um dos melhores e mais surpreendentes CDs de 2011. "Ela vai dançar" é uma das melhores do álbum, parceria entre Lirinha e Fábio Trummer, vocalista do Eddie (banda que lançou em seu novo CD outra versão desta música).

Jennifer Lo-fi - "Troffea"
Entre os anos 90 e o início dos anos 2000 isso era o que se chamava de emo, certo? Hoje em dia o máximo que dá pra dizer é que é rock experimental viciante.

Quarto Negro - "Do medo ao medo"
Uma das melhores surpresas do ano. Desconocidos, o CD do Quarto Negro, merece ser ouvido muitas e muitas vezes.

Churrasco! - "Trilha pra moleque cuspir da janela do ônibus na cabeça de quem tá na rua"
O Churrasco! é um projeto conceitual que montei e provavelmente não dê continuidade. Gravei essa música sozinho, no quarto, por isso a baixa qualidade. Como é algo que fez parte da minha vida em 2011, decidi incluir aqui (e também para romper a barreira e o preconceito de que jornalistas não produzem conteúdo artístico).

Lise - "Cuando el tiempo es la poesia"
Pós-rock e hip hop. Uma das músicas que mais ouvi em 2011.

Bambas2 - "World cry (com Karina Buhr, Jesse Royal e Gustah)"
Brasil + Jamaica organizado pelo produtor BiD. Às vezes soa como "forró de maconheiro hipster", como defini para um amigo, mas, por mais que você duvide que algo assim possa ser bom, é.

São Paulo Underground - "Just lovin"
Maurício Takara (Hurtmold, M. Takara, Mundo Tigre, Instituto), Guilherme Granado (Hurtmold, Bodes e Elefantes), Richard Ribeiro (Porto, Marcelo Jeneci, Gui Amabis) e o trompetista gringo Rob Mazurek. As referências indicam o que esperar do novo trabalho da banda.

4instrumental - "Não mais"
A típica banda que ainda não toca pra milhares de pessoas em todo o país simplesmente porque os roqueiros fãs de sons setentistas ainda não a ouviram.

Eskimo - "Forte apache"
Outra banda surpreendente. Pop bizarro, sem recalque, sem medo de experimentar.

Bixiga70 - "Zambo beat"
Outra ótima estreia de 2011, a Bixiga70 faz instrumental "cabeçudo", mas ao mesmo tempo acessível e dançante.

Flávio Renegado - "Minha tribo é o mundo"
Principal artista independente de Minas Gerais, em seu segundo CD Flávio Renegado faz músicas inspiradas nas grandes metrópoles mundiais, resultando em uma sonoridade mais contemporânea.

CSS - "La liberacion"
Punk safado do terceiro (e último?) CD do CSS.

Pequena Morte - "Bararuê"
Se existiu um hit (em BH, pelo menos) ska tipicamente brasileiro em 2011, foi este.

Kassin - "Calça de ginástica"
Porque uma canção que trata sobre sexo e sensualidade dessa forma (tanto letra como música) é raro.

Academia da Berlinda - "Bem melhor"
Sempre me lembra música de abertura de novela (mas é bom!). Vazou ainda no fim de 2010, mas foi lançado oficialmente em 2011.

Felipe Cordeiro - "Lambada com farinha"
Poderia ter colocado uma música da Gang do Eletro ou da Gaby Amarantos, principais expoentes da "nova música paraense", mas essa "Lambada com farinha" de Felipe Cordeiro funciona melhor como contraponto às outras escolhas instrumentais da coletânea, focadas no experimentalismo.

Constantina - "Bagagem extra"
Reflete o melhor momento da carreira do Constantina, com mais identidade e diversidade sonora. Sensacional tanto em estúdio como ao vivo (provavelmente foi a banda que mais vi ao vivo neste ano).

Criolo - "Não existe amor em SP"
Ele foi o artista mais elogiado e mais criticado do ano. Amor e ódio que definem 2011.

Tiê - "Mapa mundi"
Tiê lançou um bom CD em 2011, cuja repercussão foi aquém do merecido. Essa versão de "Mapa mundi", do Thiago Pethit, é um dos destaques do álbum.

ruído/mm - "O prestidigitador"
Se definisse uma ordem para a coletânea, esta seria a música de encerramento, para fechar com esperança e a sensação de trabalho (bem-feito) cumprido. ruído/mm é sutil e devastador simultaneamente.

5 de dezembro de 2011

Novo vídeo do Flávio Renegado, "Suave"

Estava conversando com um amigo meu, jogador do Galo, que me contou que conheceu o som do Flávio Renegado através de outros jogadores, que passaram a usar a expressão "suave" no dia-a-dia por causa do novo clipe do rapper. A relação do Renegado com o futebol não é novidade, uma vez que até o Ronaldinho Gaúcho é fã declarado do cara e já o contratou para fazer um show na sua casa.

Apesar da situação não estar nada suave para o Galo, o que importa é que com essa conversa me lembrei que ainda não havia publicado o novo vídeoclipe do Flávio Renegado, que, ainda por cima, conta com a presença da minha namorada.




Mais próximo da estética atual do hip hop norte-americano, novidade na carreira de Renegado, o clipe já está passando em canais de TV especializados em música e dá continuidade ao trabalho de divulgação do segundo CD do artista, Minha tribo é o mundo (cujo download pode ser feito de graça).

27 de outubro de 2011

Promoções: Marcelo Jeneci, Flávio Renegado, The Gift + Fusile + Dead Lover's Twisted Heart

Alô, alô! O patrão enlouqueceu! Deve ser o calor de 40 graus aqui no Pará (mais tarde explico isso) que tá fritando os neurônios. Então, aproveite e se ligue nessa: nos próximos dias o Meio Desligado sorteia 5 CDs do Marcelo Jeneci, um dos principais artistas da nova cena musical brasileira, e ingressos pro show de lançamento do segundo CD do Flávio Renegado (dia 29, sábado, em BH) e pro show que reúne as bandas The Gift (Portugal), Fusile e Dead Lover's Twisted Heart amanhã, também em BH.

A promoção de ingressos do show do The Gift + Fusile + Dead Lover's Twisted Heart está aqui. Pra saber como participar da promoção do Marcelo Jeneci e do Flávio Renegado confira abaixo:

O Meio Desligado dará quatro ingressos pro show do Flávio Renegado no sábado, 29 de Outubro, no Music Hall, em BH, a partir das 22h. O show marca o lançamento do CD Minha Tribo é o Mundo e terá participações especiais de Thiago Delegado, Das Quebradas (Probeats), Zeloty (Probeats) e discotecagem dos DJs Yuga (Black Broder / Sexta Básica ), Jahnu (Original Sundays / Boombox) e dos DJs da festa Alta Fidelidade.

Para participar: é só tuítar a frase "Lançamento do CD novo do @flaviorenegado - http://on.fb.me/ubl9mg" ou compartilhar o evento de lançamento no Facebook. Os ganhadores serão anunciados na sexta-feira (também conhecida como amanhã), dia 28 de Outubro.

Autor de um dos mais incríveis e elogiados CDs dos últimos anos, Marcelo Jeneci é um dos principais artistas da chamada "renovação da música popular brasileira" e faz parte do selo Slap Música, divisão da gravadora Som Livre focada em novos artistas. Ele se apresenta no dia 30 de Outubro, domingo, no Studio RJ, e no embalo da apresentação o Meio Desligado sorteia cinco CDs do artista, o ótimo Feito pra Acabar. A apresentação no Studio RJ é parte do festival Faro MPB, que ainda tem na programação Criolo, Tiê, Luísa Maita e outros.

Para participar: os cinco CDs serão sorteados entre as pessoas que curtiram a página do Meio Desligado no Facebook e que escreverem no mural da página porque gostam do trabalho do Jeneci. Se você pensar um pouquinho antes de escrever suas chances de ganhar aumentam muito, ok?

É isso, boa sorte a todos.

24 de outubro de 2011

"Minha tribo é o mundo", novo CD de Flávio Renegado

Flávio Renegado é provavelmente o maior nome do novo rap brasileiro produzido fora da cidade de São Paulo. Se ainda não está reconhecido nacionalmente entre os principais nomes do gênero, trata-se de mais uma entre as várias barreiras enfrentadas pelo artista que em breve deve ser derrubada com seu segundo CD, Minha tribo é o mundo. Lançado na internet no dia 19 de Outubro, o álbum está disponível para download gratuito de duas formas: você pode baixá-lo em troca de uma tuítada divulgando o CD ou simplesmente inserindo seu endereço de email, no qual receberá um link personalizado para download.

Produzido por Plínio Profeta, que já trabalhou com Lenine, Tiê e O Rappa, o CD apresenta uma sonoridade mais urbana e influenciada pela multiplicidade dos movimentos sonoros contemporâneos. Sem se prender a limites geográficos, sua música dialoga com batidas africanas, ritmos caribenhos, texturas do hip hop norte-americano, a energia da música eletrônica e a malandragem do samba. Uma prévia dessa diversidade poode ser conferida na faixa-título, primeira música de trabalho do CD, cujo vídeoclipe foi produzido pela equipe do portal Natura Musical e pode ser assistido abaixo.


Tido por alguns como sucessor de Marcelo D2 por suas incursões pelo samba-rap, o trabalho de Flávio Renegado extrapola os limites tradicionais do rap mas, em vez de carregá-lo de regionalismos (como faz muito bem o cearense RAPadura), dialoga com uma música global e resulta num cosmopolitismo ímpar no rap brasileiro, como explicita no título de seu novo CD.

Remete musicalmente a artistas tão distantes quanto Theophilus London e Paralamas do Sucesso, ao mesmo tempo em que suas letras contêm sacadas geniais próprias de um poeta das ruas cuja desenvoltura o permite circular entre favelas e condomínios de luxo. Entre um refrão e outro estão frases de efeito e mensagens de amor, mas também relatos cadenciados de alguém que lutou muito na vida e acredita que compartilhar suas experiências é tanto um processo de aprendizado quanto de ensino. Uma mistura de músico, compositor, poeta e filósofo que não possui tempo ou lugar definido, que faz da vida sua escola e aprende com as pessoas ao seu redor. Alguém que leva para a música a receptividade, o movimento e a habilidade típica do brasileiro e abraça o mundo, sem distinção, "contamina os playboys e também a favela / traz o discurso de paz em loucos tempos de guerra / quebrando fronteiras num nanosegundo / pra quem no mundo anda só e pra quem é de todo mundo".


 

4 de maio de 2011

Renegado - até quando?


A música é capaz de provocar os mais diversos sentimentos nas pessoas e, do mesmo modo, tem o potencial de transformar vidas. Exemplo disso é observar a carreira e o trabalho de Flávio Renegado, rapper, compositor, instrumentista, poeta, ator e líder comunitário que a partir dos estreitos becos do Alto Vera Cruz (comunidade carente da cidade de Belo Horizonte) aos poucos toma o mundo de assalto com seu trabalho que tira o hip hop do gueto e abraça as mais diversas influências. Sem se prender a limites geográficos, sua música dialoga com batidas africanas, ritmos caribenhos, texturas do hip hop norte-americano e a malandragem do samba.

Enquanto a música transforma a vida de Flávio Renegado e o leva a circular por todo o Brasil e no exterior, também altera aqueles que são tocados por ela, restando a certeza de que gostando ou não, ninguém ficará indiferente às suas obras. Não por acaso, nos últimos anos ele esteve ao lado de alguns dos mais originais artistas da cena musical brasileira, do virtuosístico guitarrista Toninho Horta ao astro da MPB Lenine, assim como aclamados novos nomes da música brasileira como a cantora Aline Calixto e o vanguardista Fernando Catatau, do Cidadão Instigado.

Se a diversidade de parceiros aponta sua inquietação, a extensa produção por outras áreas confirma sua vocação artística. Em 2011, estreia no longa-metragem “Ponto Org”, primeiro trabalho na grande tela da videomaker Patrícia Moran, contracenando ao lado do renomado Paulo César Pereio. Exatamente ao completar seus 28 anos (em 7 de Maio), ele participa do festival Tensamba, na Espanha, e na sequência começa uma nova empreitada, comandando seu próprio programa de rádio na 98FM (uma das maiores rádios de Minas Gerais). Paralelamente, aguarda o lançamento de um projeto que une o funk carioca ao rap, realizado junto ao DJ e produtor Sanny Pitbull e os rappers Emicida e Zé Brown (Faces do Subúrbio), entre outros. Após se apresentar em Cuba e na França, 2011 marca a expansão de sua carreira internacional, com shows na já citada Espanha, Inglaterra e Holanda. Para o segundo semestre, prepara-se para shows na Suécia, Austrália e Nova Zelândia. Prestes a iniciar as gravações de seu segundo CD, Flávio Renegado colhe os frutos de sua estreia (com o álbum Do Oiapoque a Nova York, de 2008), lançada em 3 formatos (CD, SMD e Digipack) e que vendeu mais de 7 mil cópias de forma independente.

Ciente de sua capacidade de criação e movimentação por diferentes manifestações artísticas, Flávio cada vez mais parece ter noção de não pertencer a nenhum gênero específico, nenhuma classe artística definida, nenhuma região. Ao mesmo tempo, absorve todas elas. Um paradigma que explicita no título de seu próximo CD e que deixa no ar as possibilidades que estão por vir ao dizer que “Minha tribo é o mundo”.

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Esse é o novo release que escrevi para o Renegado, que agora assina oficialmente como Flávio Renegado. 2011 promete ser um ano incrível para sua carreira, como dá para perceber através das informações no texto acima (na semana passada gravou, no Itaú Cultural, imagens ao vivo para seu primeiro DVD e em breve chegam programa na rádio, turnê no exterior, etc). O Flávio é um dos artistas independentes que circula pelos mais distintos espaços, de festas particulares do Ronaldinho Gaúcho a baladas em favelas, teatros e boates de playboy.

Escutei a prévia do que será seu segundo CD e dá pra afirmar que será um grande trabalho. Sai um pouco da latinidade de Do Oiapoque a Nova York, seu primeiro CD, e entram batidas sincopadas ao estilo do hip hop norte-americano contemporâneo, sintetizadores com timbres oitentistas e até.... bom, não dá pra contar ainda, até porque parte disso irá se transformar nas mãos e mente de Plínio Profeta, que produzirá o álbum (e tem no currículo CDs de Lenine, Tiê, Rappa, Xis e Lucas Santtana).

Nesta quinta, dia 5 de maio, Flávio e sua banda embarcam rumo à Europa. Aproveitando o mote da viagem internacional foi lançado seu novo site, feito por mim. Bem diferente de seu antigo site (vencedor do Prêmio Hutuz na categoria de "Melhor site de hip hop"de 2008), escolhi uma proposta minimalista e funcional, integrando redes sociais de forma prática em um único espaço. O site dialoga com a nova fase de sua carreira, na qual tenta se desvencilhar de alguns clichês do rap nacional (inclusive esteticamente). 

Espero contribuir positivamente nesta empreitada e fica dado o aviso: fiquem de olho nele no flaviorenegado.com.br

E para fechar, uma das minhas músicas favoritas do primeiro CD dele, "Meu canto", com a Aline Calixto (outra que vez com CD novo em breve) participando nos vocais.
 

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