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29 de fevereiro de 2016

Baleia, Câmera e outros vídeos ao vivo no Sonâncias 2015



Realizado entre 27 e 30 de outubro de 2015, o Sonâncias foi uma mistura de festival, seminário e rodada de negócios realizado pela Quente em BH. Todos os quatro debates realizados estão disponíveis na íntegra no YouTube e uma música de cada banda também foi registrada. Alguns desses vídeos você assiste abaixo (do Baleia, Câmera, Pequeno Céu, Reallejo e Douglas Din).



DEBATES 

Música e política:
– Pena Schmidt (SP): Diretor do Centro Cultural São Paulo; também foi superintendente do Auditório Ibirapuera/SP, presidente da Associação Brasileira de Música Independente e diretor da gravadora Warner.
– Murilo Pereira (BH): Chefe do Departamento de Fomento e Incentivo à Cultura da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte.
– Felipe Amado (BH): Superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura da Secretaria de Cultura de Minas Gerais.
– Carlos Paiva (BSB): Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.
– Leonardo Beltrão (BH): Coordenador de projetos e programação do Sesc Palladium. Foi gerente de projetos do museu Inhotim e diretor de projetos do Instituto Cultural Sérgio Magnani.
– Mediador _ Gabriel Murilo (BH): Mestre em Música e Cultura pela UFMG e sócio da Embaixada Cultural. Foi um dos coordenadores do programa Música Minas e baixista do Macaco Bong.
  Música e palcos:
– Mancha (SP): Proprietário do espaço Casa do Mancha, principal palco da cena indie paulistana.
– Gutie (PE): Jornalista e produtor cultural, diretor do festival pernambucano Rec-Beat, realizado durante o carnaval do Recife.
– Bruno Golgher (BH): Idealizador e curador do Savassi Jazz Festival e proprietário do Café com Letras.
– Victor Diniz (BH): Sócio da produtora Híbrido, responsável pelo festival S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L., dentre outros. Também é sócio-proprietário do Baixo Centro Cultural.
– Mediador _ Leo Moraes: Músico e sócio-proprietário da casa de shows A Autêntica e do Estúdio Pato Multimídia.
  Música e mídia:
– Alexandre Matias (SP): Editor do Trabalho Sujo. Foi editor do caderno Link do jornal O Estado de S. Paulo, diretor de redação da revista Galileu, e editor-chefe do projeto Trama Universitário.
– Fabiana Batistela (SP): Fundadora da Inker Agência Cultural e diretora geral da Semana Internacional da Música de São Paulo. Jornalista, foi repórter da revista Bizz.
– Guilherme Guedes (RJ): Jornalista, apresentador do Multishow, Canal Bis e parte da equipe do site Tenho Mais Discos que Amigos.
– Paulo Proença (SP/BH): Jornalista, cofundador e o gestor de conteúdo do site de entrevistas Motif. Também é editor de conteúdo web na Rádio Inconfidência.
– Mediador _ Daniel Barbosa (BH): Jornalista do caderno de cultura do jornal O Tempo. Curador de projetos como Natura Musical, Música Minas, Vozes do Morro e Música Independente.
  Música e mercado:
– Coy Freitas (SP): Diretor artístico da plataforma Skol Music, que reúne artistas como Karol Conká e Boogarins.
– Fernanda Bas (RJ): Coordenadora de marketing digital na Som Livre / Slap.
– Fernando Dotta (SP): músico e sócio do selo Balaclava Records (SP)
– Yannick Falisse (Bélgica) e Leonardo Marques (BH): Músicos e proprietários do selo belga/belorizontino La Femme Qui Roule.
– Marcos Boffa (BH/SP): Curador dos festivais Planeta Terra e Sónar SP, diretor artístico da casa de shows Audio Club. Um dos criadores da Motor Music e do festival Eletronika.
– Mediador _ Rômulo Avelar: Administrador e gestor cultural. Consultor de grupos e entidades como o Grupo Galpão e a Casa do Beco. Autor do livro “O Avesso da Cena: Notas sobre Produção e Gestão Cultural”.

11 de janeiro de 2016

Melhores clipes brasileiros de 2015

Ou, na versão sincera do título: Os melhores clipes brasileiros de 2015 que meus amigos indicaram.

Se por um lado 2015 foi o ano que me apresentou mais música interessante feita em partes menos óbvias do mundo (tipo Japão, Nigéria, Zâmbia) por outro boiei um pouco em relação aos vídeos nacionais em 2015, vi pouca coisa. A TV Meio Desligad@ foi pouco atualizada também. Então, pra fazer essa lista, pedi sugestões nas redes sociais e filtrei o que recebi. O resultado está abaixo.

Essa é uma lista em constante atualização, quem tiver sugestões, deixe nos comentários, por favor. Essa primeira versão tem a ótima animação para a faixa do Rafael Castro sobre ciúmes nos relacionamentos modernos; Inquérito, Emicida e Rashid abordando o preconceito racial; e outras produções audiovisuais que marcam um recorte do que foi produzido no Brasil em 2015.


Rafael Castro, "Ciúme"
Direção de Daniel Bruson

Serge Erege, "Rhythmn of the day"
Direção de Rudá Cabral

André Whoong, "Vou parar de beber"
Direção de Deco Farkas

Inquérito, "Eu só peço a Deus"
Direção de Levi Vatavuk

Emicida, "Boa esperança"
Direção de Kátia Lund e João Wainer

Mc Mayara, "Ai como eu to bandida dois"
Direção de Bernardo Tomsons

Câmera, "Whatever works"
Direção de Pedro Furtado

Qinho, "O peso do meu coração"
Direção de Rubel

Raça, "Um charme"
Direção de Ghilherme Garofalo

Ventre, "Quente"
Direção de Pablo Leal e Alice Turnbull.

Rashid, "A cena"
Direção de Levi Vatavuk


Pequena Morte, "Balada volátil comum (cavalgadinha)"
Direção de Olada

Baleia, "Volta"

Flávio Renegado, "Redenção"


Maglore, "Mantra"
Direção de Victor Marinho

12 de outubro de 2015

Mistura de seminário e festival, Sonâncias discute sustentabilidade no mercado musical atual

Evento acontece em BH entre 27 e 30 de outubro com 8 shows e mais de 20 debatedores

Para discutir a sustentabilidade no meio musical de pequeno e médio porte no mercado atual é preciso rever conceitos, misturar ideias e experimentar. Essa é a proposta do Sonâncias, mistura de seminário, festival e rodada de negócios que acontece em BH entre os dias 27 e 30 de outubro, na A Autêntica (Rua Alagoas nº 1172, Savassi, BH). Em cada dia de evento será realizado um debate temático com profissionais relacionados ao mercado musical, um showcase de 30 minutos e um show de encerramento. Ao todo, serão 8 shows e 21 participantes das mesas de discussão, entre os quais estão profissionais ligados a iniciativas como os festivais Planeta Terra, Sónar, Recbeat, Casa do Mancha, Som Livre, Skol Music, Semana Internacional da Música de SP, Ministério da Cultura, Secretaria de Estado da Cultura de MG, Sesc, Centro Cultural São Paulo, Multishow, o site Tenho Mais Discos que Amigos e outros. O Sonâncias é uma realização da Quente, produtora e agência de bandas, e teve uma edição embrionária realizada em 2014 dentro da programação do festival Transborda.

A programação musical do Sonâncias terá as bandas Baleia (RJ), que se apresentou no Lollapalooza deste ano e está prestes a lançar novo CD; Banda Gentileza (PR), pela primeira vez em BH; Câmera (BH), em show especial de um ano desde o lançamento de seu primeiro álbum; Pequeno Céu (BH), combo instrumental criado pelo filho de Toninho Horta; e quatro apostas da novíssima cena local que realizarão os showcases do Sonâncias (três delas, escolhidas via inscrição online): o rapper Douglas Din, a one-man band experimental Reallejo e as bandas Young Lights e Mordomo, esta, realizando sua primeira apresentação pública.

Os debates acontecerão entre 19h e 21h e terão entrada gratuita até das 19h30. Após esse horário será cobrada a entrada que também vale para o show, nos valores de R$ 15 (antecipada) e R$ 20 (na portaria). Ou seja, quem chegar até 19h30 pode participar dos debates e assistir aos shows de graça.



Confira a programação completa:

27/10 (terça)

19h _ CONVERSAS: Música e mercado
- Coy Freitas (SP): Diretor artístico da plataforma Skol Music, que reúne artistas como Karol Conká e Boogarins.
- Fernanda Bas (RJ): Coordenadora de marketing digital na Som Livre / Slap.
- Fernando Dotta (SP): Músico e sócio do selo Balaclava Records.
- Yannick Falisse (Bélgica): Músico e proprietário do selo belga/belorizontino La Femme Qui Roule.
- Marcos Boffa (BH/SP): Curador dos festivais Planeta Terra e Sónar SP, diretor artístico da casa de shows Audio Club. Um dos criadores da Motor Music e do festival Eletronika.
- Mediador _ Rômulo Avelar: Administrador e gestor cultural. Consultor de grupos e entidades como o Grupo Galpão e a Casa do Beco. Autor do livro “O Avesso da Cena: Notas sobre Produção e Gestão Cultural”.

22h _ SHOWS



Young Lights (BH)


28/10 (quarta)
19h _ CONVERSAS: Música e mídia
- Alexandre Matias (SP): Editor do Trabalho Sujo. Foi editor do caderno Link do jornal O Estado de S. Paulo, diretor de redação da revista Galileu, e editor-chefe do projeto Trama Universitário.
- Fabiana Batistela (SP): Fundadora da Inker Agência Cultural e diretora geral da Semana Internacional da Música de São Paulo. Jornalista, foi repórter da revista Bizz.
- Guilherme Guedes (RJ): Jornalista, apresentador do Multishow, Canal Bis e parte da equipe do site Tenho Mais Discos que Amigos.
- Paulo Proença (SP/BH): Jornalista, cofundador e o gestor de conteúdo do site de entrevistas Motif. Também é editor de conteúdo web na Rádio Inconfidência.
- Mediador _ Daniel Barbosa (BH): Jornalista do caderno de cultura do jornal O Tempo. Curador de projetos como Natura Musical, Música Minas, Vozes do Morro e Música Independente.

22h _ SHOWS

Baleia (RJ)

Reallejo (BH / SP) 29/10 (quinta)

19h CONVERSAS: Música e palcos
- Mancha (SP): Proprietário do espaço Casa do Mancha, principal palco da cena indie paulistana.
- Gutie (PE): Jornalista e produtor cultural, diretor do festival pernambucano Rec-Beat, realizado durante o carnaval do Recife.
- Bruno Golgher (BH): Idealizador e curador do Savassi Jazz Festival e proprietário do Café com Letras.
- Victor Diniz (BH): Sócio da produtora Híbrido, responsável pelo festival S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L., dentre outros. Também é sócio-proprietário do Baixo Centro Cultural.
- Mediador _ Leo Moraes: Músico e sócio-proprietário da casa de shows A Autêntica e do Estúdio Pato Multimídia.

22h _ SHOWS

Câmera (BH)

Douglas Din (BH)

30/10 (sexta)

19h _ CONVERSAS: Música e política
- Pena Schmidt (SP): Diretor do Centro Cultural São Paulo; também foi superintendente do Auditório Ibirapuera/SP, presidente da Associação Brasileira de Música Independente e diretor da gravadora Warner.
- Murilo Pereira (BH): Chefe do Departamento de Fomento e Incentivo à Cultura da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte.
- Felipe Amado (BH): Superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura da Secretaria de Cultura de Minas Gerais.
- Carlos Paiva (BSB): Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.
- Leonardo Beltrão (BH): Coordenador de projetos e programação do Sesc Palladium. Foi gerente de projetos do museu Inhotim e diretor de projetos do Instituto Cultural Sérgio Magnani.
- Mediador _ Gabriel Murilo (BH): Mestre em Música e Cultura pela UFMG e sócio da Embaixada Cultural. Foi um dos coordenadores do programa Música Minas e baixista do Macaco Bong.

22h _ SHOWS

Banda Gentileza (PR) Mordomo (BH)

18 de novembro de 2014

Sobre música independente, festivais, Transborda e sentir-se falando como um tio ("naquela época...")

Primeiramente, uma foto estilosa. Porque texto longo sem foto estilosa assusta a garotada.

Foto estilosa pq texto sem foto estilosa assusta a garotada

Pronto. Agora começamos.


Em 2000, naquele que provavelmente foi o primeiro show alternativo ao qual fui, havia exatamente uma pessoa parada no meio do local assistindo à banda com atenção. O local em questão era um campo de futebol em Sabará e quem estava no palco era a Moan, banda belorizontina de indie rock depressivo (ou emotional hardcore, como diziam anos atrás). Quase dez anos depois, na mesma Sabará, à poucos quarteirões daquele campo de futebol, cerca de 10 mil pessoas compareceram aos shows, também alternativos, do festival Escambo (catorze anos depois daquele primeiro show eu encontraria o mesmo espectador solitário, agora já um velho amigo, em Nantes, onde veríamos juntos um show histórico do Black Rebel Motorcycle Club - banda conhecida durante o período descrito nos próximos parágrafos).

Os indies não se reproduziram como gremlins nesse período, mas a ampliação do público envolvido com a cena musical alternativa na última década me veio à mente durante o festival Transborda, cuja terceira edição aconteceu entre o fim de outubro e o início de novembro de 2014. Assim como o Escambo, o Transborda está diretamente ligado à experiência de quem viveu o início da popularização da internet e da troca de arquivos. Aqueles anos de internet discada, Napster e Soulseek, que resultaram em uma aproximação até então inédita com um enorme volume de novos artistas, culminando, alguns anos depois, na criação da TramaVirtual - a meca do indie brasileiro (ao menos por algum período).

Pela primeira vez se podia ouvir com facilidade (e de graça) gravações de bandas independentes nacionais. O passo seguinte era vê-las ao vivo. Afinal, eram artistas brasileiros, alguns deles residentes em cidades próximas. Então, durante algum show do Garage Fuzz, Mukeka di Rato ou algo do tipo, você poderia pensar "caralho, como é bom ouvir ao vivo o que escuto em casa". E assim por diante, semana após semana.

Desde então, a cena cresceu e foi perdendo a inocência. Foi se profissionalizando e, dependendo do ponto de vista, encaretando, ficando formatada demais. Em meio a isso tudo, um debate do Transborda com os produtores culturais Fabrício Nobre e Anderson Foca chamou atenção para um ponto: por mais que existam problemas, o mercado musical independente está dando certo. Nobre fez a provocação. Em uma sala com cerca de 20 pessoas, pediu que todos aqueles que tivessem a cultura como principal ou exclusiva fonte de renda levantassem a mão. Quase toda a plateia estava de braços erguidos. Segundo ele, 10 anos atrás essa situação seria impossível. Concordo.

E onde entra o Transborda nessa história? Ele é exemplo da transformação e do desenvolvimento da cena como um todo. Suas edições refletem os momentos do mercado, suas dificuldades e mudanças. Se na década passada a grande maioria dos festivais de música independente buscava headliners que atraíssem um maior número de pessoas para os shows (e para isso precisavam de patrocínios cada vez maiores), atualmente a formação de público é mais orgânica e em menor escala. As duas primeiras edições do Transborda levaram milhares de pessoas às ruas e ocuparam diversos espaços de BH. Mesmo assim, houve um hiato de três anos em sua realização e foram necessários alguns passos atrás para que o festival retornasse mais conciso e próximo do seu público alvo. O resultado? Casa lotada, artistas e público satisfeitos e sustentabilidade (podem esperar mais shows produzidos pela mesma galera em 2015).



Patrocínios e mecanismos públicos de incentivo à cultura continuem extremamente importantes, mas, além disso, transformações como a do Transborda 2014 apontam um caminho promissor. Principalmente quando se tem uma programação com algumas das bandas de rock mais interessantes da nova cena brasileira (Apanhador Só e Boogarins), um representante digno do "indie clássico" como há muito tempo não se ouvia (Câmera) e novidades promissoras (Hotel Catete, Red Boots, Mahmundi - os últimos, nem tão novidade assim, mas nem por isso menos promissores).

8 de maio de 2013

Violins encerra atividades com show e lançamento de livro em BH



O dia 11 de Maio será marcado por encontros e despedidas no Granfinos. A banda goiana Violins, depois de 8 discos lançados, shows nos principais festivais independentes do Brasil e de ser apontada como uma das 10 apostas do MySpace, fará seu último show antes do encerramento de suas atividades por tempo indeterminado. Além de ser a despedida da banda, a noite celebra o lançamento oficial do disco mais recente da banda, homônimo, em Minas Gerais. O disco, que tem formato apenas virtual e foi liberado gratuitamente para download (assim como todos os outros CDs da banda), foi lançado no final de 2012 e traz a tradicional orientação melódica, distorções e letras bem elaboradas.

Última oportunidade para os fãs ouvirem ao vivo as músicas que os emocionam desde 2001, data de surgimento da banda, e para quem ainda não a conhece bem conferir de perto o motivo da Violins ter se tornado uma das principais bandas de rock independente do país.

A abertura da noite será feita pelos mineiros do Câmera, banda que recentemente abriu o show do ícone indie Stephen Malkmus (Pavement) em BH, levando ao público o indie e folk rock do repertório dos seus dois EPs (“Invisible Houses” e “Not Tourist”). Após shows em festivais como Planeta Brasil, Transborda e participações em programas do Multishow e Oi Novo Som, a banda prepara seu primeiro CD “cheio” para o segundo semestre de 2013.

Compositor e vocalista lança primeiro livro
A noite será ainda mais especial para Beto Cupertino, vocalista, guitarrista e compositor do Violins. Ele lança oficialmente seu primeiro livro, “Os Espetáculos da Desrazão” (2013), pela editora mineira Ius. 

Para os fãs da banda, não será uma novidade se deparar com uma ficção instigante e de bom gosto, já refletida em várias letras do grupo. Para os novatos, será a chance de descobrir um novo e promissor escritor. O livro estará à venda e o autor estará disponível para um bate-papo com o público.

Serviço
Violins, Câmera e lançamento do livro “Os Espetáculos das desrazões”, de Beto Cupertino
Sábado, 11 de maio, 22h
Granfinos (Avenida Brasil, nº 326, Santa Efigênia, BH)
Ingressos a R$20,00 (meia), R$25,00 (lista amiga), R$40,00 (inteira)

27 de dezembro de 2012

Cena independente: melhores do ano

Ao longo do ano, no fim de cada mês, blogs representantes de cerca de 15 Estados brasileiros publicaram as edições da Cena Independente, coletânea que divulga a nova música produzida no underground brasileiro. Neste mês de Dezembro, os editores dos blogs participantes do projeto votaram nas músicas que mais gostaram dentre as enviadas em todas as edições da coletânea e o resultado você confere abaixo. Em Minas Gerais, Estado representado pelo Meio Desligado, a escolhida foi a Câmera, banda de indie rock com dois EPs no currículo e que em 2013 lançará seu primeiro álbum. Entre os escolhidos em outros Estados também marcam presença alguns dos destaques da cena indie em 2012, como os novatos Cambriana, Silva e Mahmundi, e "veteranos" como Macaco Bong e ruído/mm.

Faça o download da coletânea ou escute as músicas abaixo.





Blogs curadores
Atualmente o projeto conta com 16 blogs de todas as regiões do país, mas ainda há bastante espaço para novos parceiros, principalmente das regiões norte e sul. Caso seu Estado não apareça na lista, entre em contato conosco e torne-se mais um blog curador da Cena Independente.

Norte
PARÁ: MusicaParaense.Org

Nordeste
ALAGOAS: Sirva-se
BAHIA: El Cabong
CEARÁ: Implosão Sonora
MARANHÃO: Shock Review
PARAÍBA: Atividade FM
PERNAMBUCO: AltNewspapper
PIAUÍ: UpTune
RIO GRANDE DO NORTE: FUGA Underground

Centro-oeste
GOIÁS: Alice Ilícita
MATO GROSSO: Factóide

Sudeste
ESPÍRITO SANTO: Ignes Elevanium
MINAS GERAIS: Meio Desligado
RIO DE JANEIRO: RockInPress
SÃO PAULO: Move That Jukebox

Sul
PARANÁ: Defenestrando

13 de outubro de 2012

Pós-rádio #5


Thiago Pethit - "Moon"
Boy - "Little numbers"
Habanot Nechama - "Flowers"
Quarto Negro - "Quando o mar não vem"
STS9 - "Golden gate"
Telepathe - "Destroyer (Trent Reznor, Alessandro Cortini, Atticus Ross remix)"
Câmera - "Isles"
Pile - "Prom song"

20 de julho de 2012

Cena Independente de Junho (com atraso)


Voltando de férias, aqui vai a 6ª edição da coletânea Cena Independente. Realizada mensalmente por uma série de blogs representando seus Estados de origem, a coletânea apresenta novos artistas independentes de todas as regiões do Brasil. O Meio Desligado é o representante de Minas Gerais desde o início do projeto.



Cena Independente #6 


MINAS GERAIS: Meio Desligado 
Câmera – Tulsa 
indie rock 
Câmera é atualmente uma das principais representantes do indie rock produzido em BH. Com dois EPs no currículo, a banda produz canções carregadas de melancolia, destacando-se pelas melodias e arranjos bem trabalhados. 
Para quem gosta de: Real Estate, Atlas Sound, Pavement 

SÃO PAULO: Move That Jukebox
Filipe C. – Crack of Love 
pop/folk/indie 
Em apenas sete faixas, o paulistano Filipe C. apresenta ótimas referências, mostra que é um baita músico, conduzindo todos os elementos de suas canções, e não te deixa escolha, ao fim de seu EP de estreia, a não ser colocar o disquinho num repeat quase eterno. Folk, indie, pop, rock e até tímidos toques de sintetizadores. Em “Silence EP”, Filipe esbanja domínio em vários territórios sem jamais deixar que um atrapalhe o outro – está tudo redondinho, em seu devido lugar. 
Para quem gosta de: Pinback, Elliot Smith, Death Cab For Cutie 

RIO DE JANEIRO: RockinPress
Isadora – Serenata 
nova mpb 
Acho interessante nome de pessoa em banda porque, simplesmente, engana. Ainda mais quando cinco marmanjos se chamam Isadora e tentam fazer MPB na terra da MPB. Enquanto a gente se satura de mesmices e comparações infundadas com Los Hermanos, eles simplesmente dedicam boas melodias para ouvidos atentos, embalados por uma voz doce e letras delicadas, como podemos ouvir em Serenata, faixa presente no álbum de estréia da banda, chamado de A Eletrônica e Musical Figuração das Coisas e lançado este ano. 
Para quem gosta de: Chico Buarque, Vinícius Castro, Caetano Veloso 

RIO GRANDE DO NORTE: FUGA Underground
Simona Talma – Nas Barbas do Profeta 
indie pop 
Em uma carreira de quase 15 anos como cantora e compositora, Simona Talma lançou seu primeiro disco somente em 2008. “A Moça Mais Vagal Que Há” trazia uma mistura de blues, jazz e rock que conquistou a crítica local. O sucesso de público, no entanto, só veio três anos mais tarde. Arriscando em uma linguagem mais pop, o Talma&Gadelha foi a grande revelação do rock potiguar no ano passado. Seguindo uma linha similar à de “Matando o Amor” (2011), “Nas Barbas do Profeta”, primeiro single de seu próximo disco solo, traz até um quê inesperado do indie pop ensolarado de bandas suecas como Hari and Aino ou mesmo o The Cardigans da época de “Rise and Shine”. 
Para quem gosta de: The Cardigans, Ludov, Penélope 

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