Pesquisar nos arquivos

Mostrando postagens com marcador young lights. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador young lights. Mostrar todas as postagens

21 de novembro de 2019

Jay Horsth _ Canceriana


A primeira vez que ouvi as músicas solo do Jairo (ou Jay Horsth, como ele assina) foi no fim de 2018, em um churrasco na casa dele. Ainda inacabadas, com ele esquecendo as próprias letras, foi algo que me pegou de cara, mesmo não sendo o estilo que costumo escutar. É simples na forma, crua, e transparece a sinceridade de alguém que realmente sente o que canta. Signos, as primeiras viagens como casal, os primeiros jantares fora de casa na vida adulta. É o romantismo millenial que encontra pares nas músicas de artistas como Tuyo e Rubel, mas aqui reflete também alguma influência da música gospel (reflexo das origens de Jairo no EUA, onde cresceu em meio ao contexto da igreja onde seu pai era pastor).
Enquanto sua banda, a Young Lights, caminha cada vez mais para uma sonoridade enérgica e distorcida (o que é um ótimo sinal), é bom saber que sua carreira solo será veículo para a expressão dessa faceta sensível e que trata de temas elementares com os quais todos nos identificamos em algum momento.

15 de janeiro de 2019

Gustavo Bertoni e Jairo Horsth em BH

No dia 25 de janeiro faço os shows do Gustavo Bertoni e do Jairo Horsth, em formato acústico, na Casa Rosa do Bonfim. Será uma noite de estreias: primeira apresentação solo do Gustavo, que é vocalista do Scalene, em BH e o primeiro show do trabalho solo do Jairo, que é vocalista do Young Lights, e neste trabalho canta em português. Ingresso antecipado por R$ 25 e, se sobrar, R$ 35 na portaria.

 

1 de outubro de 2018

Circuito de Literatura e Cafés e Young Fest

Passando pra divulgar dois eventos que produzo nos próximos dias. O Clic - Circuito de Literatura e Cafés será nos dias 6 e 11 de outubro com o Lourenço Mutarelli, que recentemente lançou O Filho Mais Velho de Deus e/ou Livro IV, Brisa Marques, Estrela Leminski e Ana Elisa Ribeiro. São conversas sobre literatura e as obras dos convidados em cafeterias de BH, enquanto todo mundo toma café, drinks e lanches que tenham café entre seus ingredientes (tudo isso de graça, inclusive a bebida e a comida). O outro é a primeira edição do Young Fest, um mini-festival que tem o Young Lights como banda anfitriã e, além dos próprios, também conta com a banda francesa Why Mud (pela primeira vez no Brasil) e a Bicho Mecânico de Asas (de Lagoa da Prata/MG), na Obra. A festa ainda marca os 5 anos do Young Lights.


Criado com a proposta de abordar a literatura de uma forma mais leve, o Clic - Circuito de Literatura e Cafés realiza sua segunda edição nos dias 6 e 11 de outubro no Floresça Café e no recém-inaugurado A Central (antigo café do Centoequatro). O Clic promove encontros com autores e profissionais do meio literário em cafeterias de BH e estimula a participação do público em todo o processo, diferentemente das palestras e debates tradicionais.

No dia 6, sábado, o encontro será de 14h às 16h no Floresça Café (misto de cafeteria e floricultura inaugurado em 2018, na Rua Rio Grande do Norte nº 311, Santa Efigênia) e terá as participações das poetas e compositoras Estrela Leminski (filha dos também poetas Paulo Leminski e Alice Ruiz), Brisa Marques (que também é atriz e diretora artística da Rádio Inconfidência) e a poeta, pesquisadora e jornalista Ana Elisa Ribeiro. Alice ainda se apresenta em BH no dia 5 na Autêntica, como cantora, ao lado do marido Téo Ruiz em dois shows: "Leminskanções", com composições de Paulo Leminski, e o autoral "Tudo que não quero falar sobre amor".

No dia 11, quinta-feira, véspera de feriado, o restaurante/café A Central (novo espaço gastronômico dentro do Centoequatro, na Praça Ruy Barbosa nº 104, Centro) recebe Lourenço Mutarelli, que retorna a BH após anos para conversar sobre seu mais recente livro, O Filho Mais Velho de Deus e/ou Livro IV, e o conjunto de sua obra como escritor e quadrinista, que inclui livros como O Cheiro do Ralo, O Natimorto A Arte de Produzir Efeito Sem Causa.

Além das conversas sobre literatura brasileira, a ideia é divulgar os cafés especiais produzidos em Minas Gerais. Criar um circuito está ligado à proposta de descobrimento que o projeto apresenta: conhecer melhor autores e autoras, explorar lugares e possibilidades do café na gastronomia. Por isso, as primeiras 50 pessoas que chegarem poderão tomar drinks e experimentar comidas com café (além do próprio café em si), elaboradas especialmente para a ocasião, de graça. No Floresça Café, além dos cafés especiais da casa, o público poderá experimentar drinks com café preparados pelo bartender Filipe Brasil e um pão de queijo com linguiça caramelizada no café (também haverá uma variação vegana de lanche com café). N'A Central, os drinks serão preparados pela barista Rafaela Rodrigues e o prato com café será surpresa.

6 de outubro, 14h
Floresça Café (Rua Rio Grande do Norte, 311, Santa Efigênia, BH)
Conversa com Estrela Leminski, Brisa Marques e Ana Elisa Ribeiro

11 de outubro, quinta, 18h
A Central (Praça Ruy Barbosa, 104, Centro, BH)
Conversa com Lourenço Mutarelli / lançamento do livro O Filho Mais Velho de Deus e/ou Livro IV em BH


10 de novembro de 2016

O Terno e Young Lights ao vivo em BH

Alguns vídeos da edição da mostra Música Quente que fizemos em BH no dia 21 de outubro com o lançamento do disco Melhor do que parece, d'O Terno, na cidade. Essa foi a última edição do Música Quente em 2016, projeto através do qual a Quente fez uma série de shows de lançamentos de discos em BH. Você pode assistir a vídeos de todos os shows em uma playlist específica no canal da Quente no Youtube.



12 de outubro de 2015

Mistura de seminário e festival, Sonâncias discute sustentabilidade no mercado musical atual

Evento acontece em BH entre 27 e 30 de outubro com 8 shows e mais de 20 debatedores

Para discutir a sustentabilidade no meio musical de pequeno e médio porte no mercado atual é preciso rever conceitos, misturar ideias e experimentar. Essa é a proposta do Sonâncias, mistura de seminário, festival e rodada de negócios que acontece em BH entre os dias 27 e 30 de outubro, na A Autêntica (Rua Alagoas nº 1172, Savassi, BH). Em cada dia de evento será realizado um debate temático com profissionais relacionados ao mercado musical, um showcase de 30 minutos e um show de encerramento. Ao todo, serão 8 shows e 21 participantes das mesas de discussão, entre os quais estão profissionais ligados a iniciativas como os festivais Planeta Terra, Sónar, Recbeat, Casa do Mancha, Som Livre, Skol Music, Semana Internacional da Música de SP, Ministério da Cultura, Secretaria de Estado da Cultura de MG, Sesc, Centro Cultural São Paulo, Multishow, o site Tenho Mais Discos que Amigos e outros. O Sonâncias é uma realização da Quente, produtora e agência de bandas, e teve uma edição embrionária realizada em 2014 dentro da programação do festival Transborda.

A programação musical do Sonâncias terá as bandas Baleia (RJ), que se apresentou no Lollapalooza deste ano e está prestes a lançar novo CD; Banda Gentileza (PR), pela primeira vez em BH; Câmera (BH), em show especial de um ano desde o lançamento de seu primeiro álbum; Pequeno Céu (BH), combo instrumental criado pelo filho de Toninho Horta; e quatro apostas da novíssima cena local que realizarão os showcases do Sonâncias (três delas, escolhidas via inscrição online): o rapper Douglas Din, a one-man band experimental Reallejo e as bandas Young Lights e Mordomo, esta, realizando sua primeira apresentação pública.

Os debates acontecerão entre 19h e 21h e terão entrada gratuita até das 19h30. Após esse horário será cobrada a entrada que também vale para o show, nos valores de R$ 15 (antecipada) e R$ 20 (na portaria). Ou seja, quem chegar até 19h30 pode participar dos debates e assistir aos shows de graça.



Confira a programação completa:

27/10 (terça)

19h _ CONVERSAS: Música e mercado
- Coy Freitas (SP): Diretor artístico da plataforma Skol Music, que reúne artistas como Karol Conká e Boogarins.
- Fernanda Bas (RJ): Coordenadora de marketing digital na Som Livre / Slap.
- Fernando Dotta (SP): Músico e sócio do selo Balaclava Records.
- Yannick Falisse (Bélgica): Músico e proprietário do selo belga/belorizontino La Femme Qui Roule.
- Marcos Boffa (BH/SP): Curador dos festivais Planeta Terra e Sónar SP, diretor artístico da casa de shows Audio Club. Um dos criadores da Motor Music e do festival Eletronika.
- Mediador _ Rômulo Avelar: Administrador e gestor cultural. Consultor de grupos e entidades como o Grupo Galpão e a Casa do Beco. Autor do livro “O Avesso da Cena: Notas sobre Produção e Gestão Cultural”.

22h _ SHOWS



Young Lights (BH)


28/10 (quarta)
19h _ CONVERSAS: Música e mídia
- Alexandre Matias (SP): Editor do Trabalho Sujo. Foi editor do caderno Link do jornal O Estado de S. Paulo, diretor de redação da revista Galileu, e editor-chefe do projeto Trama Universitário.
- Fabiana Batistela (SP): Fundadora da Inker Agência Cultural e diretora geral da Semana Internacional da Música de São Paulo. Jornalista, foi repórter da revista Bizz.
- Guilherme Guedes (RJ): Jornalista, apresentador do Multishow, Canal Bis e parte da equipe do site Tenho Mais Discos que Amigos.
- Paulo Proença (SP/BH): Jornalista, cofundador e o gestor de conteúdo do site de entrevistas Motif. Também é editor de conteúdo web na Rádio Inconfidência.
- Mediador _ Daniel Barbosa (BH): Jornalista do caderno de cultura do jornal O Tempo. Curador de projetos como Natura Musical, Música Minas, Vozes do Morro e Música Independente.

22h _ SHOWS

Baleia (RJ)

Reallejo (BH / SP) 29/10 (quinta)

19h CONVERSAS: Música e palcos
- Mancha (SP): Proprietário do espaço Casa do Mancha, principal palco da cena indie paulistana.
- Gutie (PE): Jornalista e produtor cultural, diretor do festival pernambucano Rec-Beat, realizado durante o carnaval do Recife.
- Bruno Golgher (BH): Idealizador e curador do Savassi Jazz Festival e proprietário do Café com Letras.
- Victor Diniz (BH): Sócio da produtora Híbrido, responsável pelo festival S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L., dentre outros. Também é sócio-proprietário do Baixo Centro Cultural.
- Mediador _ Leo Moraes: Músico e sócio-proprietário da casa de shows A Autêntica e do Estúdio Pato Multimídia.

22h _ SHOWS

Câmera (BH)

Douglas Din (BH)

30/10 (sexta)

19h _ CONVERSAS: Música e política
- Pena Schmidt (SP): Diretor do Centro Cultural São Paulo; também foi superintendente do Auditório Ibirapuera/SP, presidente da Associação Brasileira de Música Independente e diretor da gravadora Warner.
- Murilo Pereira (BH): Chefe do Departamento de Fomento e Incentivo à Cultura da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte.
- Felipe Amado (BH): Superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura da Secretaria de Cultura de Minas Gerais.
- Carlos Paiva (BSB): Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.
- Leonardo Beltrão (BH): Coordenador de projetos e programação do Sesc Palladium. Foi gerente de projetos do museu Inhotim e diretor de projetos do Instituto Cultural Sérgio Magnani.
- Mediador _ Gabriel Murilo (BH): Mestre em Música e Cultura pela UFMG e sócio da Embaixada Cultural. Foi um dos coordenadores do programa Música Minas e baixista do Macaco Bong.

22h _ SHOWS

Banda Gentileza (PR) Mordomo (BH)

26 de setembro de 2013

A cena musical de BH em 2013: Young Lights

Para começar uma série especial de entrevistas com artistas da cena musical alternativa/independente de BH, um desvio de percurso. Jairo Horsth, criador do projeto Young Lights, faz a conexão BH / Boston / Sabará e tem apenas uma música lançada no momento em que este texto é publicado. Assim como seu trabalho, muita coisa vem por aí.

Afinal, você é brasileiro ou norte-americano? Como foi parar justamente em Sabará? 
Eu nasci em BH e, lá pelos 3 anos, me mudei pra Boston, Massachusetts. Fiquei lá por um período de 17 anos. Então, pra responder sua pergunta, sou brasileiro de sangue, mas americano de coração. Meus pais voltaram pro Brasil há mais ou menos 5 anos e tiveram a oportunidade de se mudarem pra Sabará há mais ou menos 3. E isso foi na época em que eu estava voltando pro Brasil, por isso que agora eu estou aqui. 

Você já tinha projetos musicais nos EUA? Quais as maiores diferenças que sente entre a recepção das suas músicas aqui e lá? 
Eu tinha uma banda, assim como todo adolescente de 15 anos tinha, nos Estados Unidos. Eu não chamaria isso de nada muito sério; era mais pra me divertir e fazer shows. Eu acho que é meio relativo dizer a diferença entre a recepção lá e aqui, porque acho que depende um pouco do tipo de propaganda que você faz. Eu não expus de fato minhas canções nos Estados Unidos; eram mais pros meus amigos, na verdade. E aqui eu acho que comecei a usar as redes sociais com mais frequência, mais como uma forma de me envolver com as pessoas, e comecei a fazer contatos. E, quando lancei minha música aqui, tive mais exposição. A recepção que eu tive aqui foi sempre muito gentil. Acho que, na verdade, aqui as pessoas ficam muito curiosas por eu cantar em inglês como um americano, e não só como um brasileiro cantando em inglês. Acredito que chame mais atenção pro meu projeto. 



Uma série de pessoas se envolveu com o Young Lights para que o projeto se tornasse possível, certo? Quem são essas pessoas e como você chegou até elas? 
Sim, muita gente bacana e talentosa se envolveu e tenho certeza absoluta de que sem essas pessoas eu não teria conseguido terminar o que tinha começado. Primeiro, eu conheci o Pedro “Cido” Cambraia; acho que o conheci – é uma história engraçada – quando estávamos do lado de fora de uma boite e ele estava fazendo um dueto a capella com uma menina. Eu achei muito bizarro, mas bem legal. Então me aproximei e a gente começou a conversar. Ele me disse que tinha um estúdio e que me gravaria se eu quisesse. Então, ele e o resto da banda dele, Lúmen, me ajudaram muito – o Daniel Coelho me ajudou nas bateras; Pedrinho Muller, no solo de “Alaska”; Raphael Salazar, no baixo; e o Cido, na guitarra, bateria e na produção – o cara é um monstro. Eu também convidei o Vítor Brauer, um dos meus grandes amigos, da banda Lupe de Lupe, que é parte do mesmo coletivo/movimento que o Young Lights, chamado Geração Perdida. Ele tocou guitarra em uma das faixas. Também chamei o J. P. Cardoso, que é um grande amigo do Cido e sempre estava lá no estúdio, então eu joguei o baixo pra ele em uma das canções. Eu realmente agradeço demais a esses caras. 

Como foi o processo de gravação desse primeiro trabalho e quando ele será lançado? É um álbum ou um EP? 
O processo! Hahaha! Eu não quero falar nisso, porque me estressa muito só de pensar. Mas eu vou falar, sim. Levamos mais ou menos 2 anos pra terminar. Teve muitas tentativas e falhas. Eu não sinto que sou uma pessoa que fica satisfeita facilmente, então teve muita gravação, regravação e ainda assim muita coisa foi deletada. Não quero nem pensar em todas as canções, digamos, abortadas. Hahahaha. Muitas coisas aconteceram nesses dois anos e duas pelas quais sou grato são ter terminado esse EP e os relacionamentos – que se tornaram amizades – que fiz ao longo dessa jornada, apesar de todos os momentos estressantes pelos quais todos os músicos passam quando estão gravando. É engraçado como você entra no estúdio com uma ideia definida pra uma música e ela sai completamente diferente no final das contas. É meio que isso que me fez sofrer, me parecia difícil de aceitar. Mas acabamos gravando 6 faixas, que serão parte do An Early Winter EP. Ele vai ser lançado algumas semanas antes do show de lançamento, só Deus sabe quando isso vai ser, porque a gente tem tido problema em achar um lugar. Será que você pode me ajudar com isso? Hahahah. 

Qual o seu envolvimento com o movimento Geração Perdida? Qual a proposta/conceito envolvido? 
Somos parte do mesmo grupo de amigos – a banda Lupe de Lupe, a Quase Coadjuvante e muitas outras pessoas que compartilham de algumas ideias sobre a vida. É meio pessoal demais te responder qual é a nossa proposta. Acho que não é questão de proposta, é questão de mostrar o que a gente sente, de alguma forma, e o que a gente tem em comum. Somos uma geração em andamento que precisa e quer se expressar – e às vezes não sabemos como, inclusive. Mas a gente continua tentando. 

Em termos de cena, como você compara a que vivenciou nos EUA e a que percebe no Brasil, mais especificamente em BH? 
Bom, nos Estados Unidos, acho que a cena musical vai estar sempre viva – é onde as coisas começam, é onde elas acontecem. Então, todo fim de semana – todo dia, se eu quisesse – eu podia ir a um tipo diferente de show, fazer parte de cenas musicais diferenciadas, estar em contato constante com bandas que eu amava escutar e coisas do tipo. Agora, aqui, o cenário é diferente. Não sou muito familiar a ele, devido ao período de tempo que estou aqui. Mas o que vi dele é que é meio inacessível em alguns momentos. 

Antes de mudar para Sabará, qual era sua relação com a música brasileira? O que conhecia da produção independente brasileira e o que mais te chama a atenção agora? 
Eu não conhecia quase nada. Como fui criado na igreja, o único contato que tinha com música brasileira era pra “louvar a deus”. E eu não conhecia nada realmente sobre os coletivos independentes do Brasil. Agora, de perto, eu vejo que é uma coisa bonita: as pessoas estão se unindo e tentando fazer a diferença na cena musical, assim como o lindo Coletivo Fórceps – especialmente João Rafael, de Sabará, que tem me ajudado bastante a promover meu trabalho desde o início.


Seu primeiro single tem um romantismo melancólico carregado de folk e indie. É por essa linha que seguem as outras músicas do Young Lights? Aliás, qual a origem desse nome? 
É uma perspectiva legal, essa sua. As canções realmente seguem o mesmo caminho, mas cada uma é diferente de seu próprio jeito. Quanto ao nome, eu estava vendo um filme um dia e teve uma cena em que um casal de jovens chega numa festa e alguém diz “There they are, the bright young lights” ou alguma coisa do tipo. Aquilo ficou na minha cabeça. 

Como será a formação ao vivo? É mais um projeto solo seu com músicos convidados ou uma banda? 
Neste momento, são só músicos convidados, mas estou à procura de músicos devotados que queiram fazer isso comigo e estar em shows, se divertir com isso. Então, temos a mim no violão e nos vocais, o Cido e o Pedrinho nas guitarras, o Raphael no baixo, meu amigo Felipe Monteiro – da Quase Coadjuvante – na bateria, e o “Preah” – do Dibigode, cujo nome verdadeiro eu não sei de verdade, haha, no trompete e na gaita. Estou muito animado pra tocar com esses caras gente-boa. 

Para fechar, queria que indicasse vídeos, filmes, livros, locais e/ou sites que ajudem a entender um pouco mais a proposta do Young Lights. Podem ser coisas que tenham te influenciado ou que você simplesmente gosta, não necessariamente refletindo na sua produção artística. 
Determinar influência musical é bem simples, na verdade: eu amo muito os vocais angelicais do Bon Iver, os acordes cativantes de Tallest Man On Earth e, como vocês vão ver, várias influências de bandas estrangeiras muito conhecidas, como Coldplay e Radiohead, que eu amo desde criança. Acho que criei o Young Lights só pelo sentimento nostálgico da época em que eu tinha 15 anos e nenhuma preocupação com o mundo. Eu só queria beber, fazer shows com bandas boas, gente boa e só me divertir no geral. Eu realmente levo isso a sério, mas, ao mesmo tempo, eu só quero me expressar assim, por agora. No movimento Geração Perdida tem muitas coisas artísticas pelas quais eu sou inspirado e esses caras realmente me mantêm são. Nós temos bandas – como a Lupe de Lupe e a Quase Coadjuvante, que já citei, e acabaram de lançar álbuns; eu realmente os indico pra quem gosta de música verdadeira. A maioria dos meus amigos é feita de escritores, como o Bernardo Lopes, que é na verdade um dos meus melhores amigos de Sabará e que logo vai lançar o romance dele, “Trens Descarrilados”. Temos Damy, Lucas, Luiz, Negão, Paola, Pedro Ordep, Mailton, Larah, Cícero, Carol, Renan, Gustavo, Ana, Túlio, Marina, Sussu, Vini, Marcelo, Polly, Jonathan, Felipe, Vítor, que são todos talentosos em seu jeito individual. Meus amigos e a música que eles escutam, como por exemplo Kendrick Lamar, Mac Demarco, The Smiths, Beach House, A$AP Rocky, Jair Naves, Polara, são todos grandes influências na minha vida, não necessariamente na minha carreira musical.

____________________________________________________________

Outras publicações do especial sobre a cena musical de Belo Horizonte em 2013.

7 de setembro de 2013

Cena Independente nº 20

Coletânea mensal criada coletivamente por blogs de diferentes Estados brasileiros, a Cena Independente apresenta novos representantes da música produzida de forma independente na região de origem de cada um dos blogs participantes. Inspirada na Music Alliance Pact, a Cena Independente é uma forma de contribuir para a circulação da nova música brasileira.

Representante de Minas Gerais, o Meio Desligado enviou neste mês a primeira música lançada pelo Young Lights, da cidade de Sabará. Abaixo, você pode escutar todas as músicas desta coletânea (um pouco mais enxuta que o normal, já que alguns blogs não enviaram suas escolhas à tempo de serem incluídas nesta edição) e ler sobre cada uma das bandas. 

Top 3 na opinião do Meio Desligado nesta edição: Young Lights, Desalma e Zurdo.

1 Young Lights – Alaska, I Just Want To Be Home [MINAS GERAIS: Meio Desligado]
2 Ventre – Carnaval [RIO DE JANEIRO: RockInPress]
3 CA:K – So Good To Die For Love And Continue Living [RIO GRANDE DO SUL: Ignes Elevanium]
4 Pedeginja – Quadro Somático [MARANHÃO: Shock Review]
5 Vitreaux – Ossos De Amor [SÃO PAULO: Move That Jukebox]
6 Falsos Modernos – Lollypop [BAHIA: El Cabong]
7 Zurdo – Desconstruir [RIO GRANDE DO NORTE: FUGA Underground]
8 Venial – Fênix [MATO GROSSO: Factóide]
9 Oldscratch – Dirty Pavement [ALAGOAS: Sirva-se]
10 Desalma – Foda-se [PERNAMBUCO: AltNewspaper]

 


MINAS GERAIS: Meio Desligado
Young Lights – Alaska, I Just Want to be Home
folk/indie
Gringo radicado na cidadezinha histórica de Sabará, na região metropolitana de BH, Jairo Horsth criou o projeto Young Lights e aos poucos lança as canções que formam seu primeiro EP. Gravado com a ajuda de amigos da cena indie de BH, o trabalho carrega uma sensibilidade e pegada indie que remete a bons nomes do indie folk internacional e demonstra um interessante potencial de crescimento na cena independente.
Para quem gosta de: Decemberists, Bon Iver, Mumford & Sons

RIO DE JANEIRO: RockInPress
Ventre – Carnaval
alternativo
Ventre é onde se germina o futuro, trabalha para que ganhe a vida de forma perfeita e local de alimentação criado por progenitores extremamente cuidadosos. O trio, formado por Gabriel Ventura (Cícero, Lenine e ex-Tipo Uísque), Hugo Nogushi (Posada e o Clã e Salvador) e Larissa Conforto (ex-Tipo Uísque), traz escolhas de timbragem e arranjos à frente do seu tempo e ousadia, resultando numa canção pop, alternativa e recoberta por uma névoa densa baseada nas emoções descritas pelos integrantes.
Para quem gosta de: Los Hermanos, Cícero, Maglore

RIO GRANDE DO SUL: Ignes Elevanium
CA:K – So Good To Die For Love And Continue Living
ambient/noise/experimental
CA:K é um projeto de música Ambient, Noise, Experimental e Drone (e mais um zilhão de coisas inesperadas) de um artista portoalegrense, cuja presença nos eventos de música experimental da cidade já é tradicional. Prolífico como todo artista ambient, CA:K lançou no último mês a faixa "So Good To Die For Love And Continue Living", que nos envolve num ambient suave e etéreo, em contraste com a crueza de outras faixas que o artista já lançou no passado. Um dos melhores nomes da cena experimental do RS, vale muitíssimo a pena a audição, embora essa faixa represente apenas 1% de sua ecleticidade.
Para quem gosta de: Jason Crumer, Klaus Schulze, Aphex Twin

MARANHÃO: Shock Review
Pedeginja – Quadro Somático
rock alternativo/música brasileira
Com a Pedeginja o funk é samba e a bossa é rock. A mistura de ritmos, diversão e poesia flui pelo trio de vocalistas, o naipe de metais e a banda de rock. Em suas letras figuram retratos cotidianos de seus jovens membros. Um andar de ônibus, os tempos hiper-pós-modernos ou um ex-amor; qualquer fato pode se tornar um acontecimento e, dali, canção. O primeiro disco da banda, “Contos Cotidianos”, encontra-se em processo de finalização e será lançado no segundo semestre deste ano com todas as honras devidas.
Para quem gosta de: Graveola e o lixo polifônico, Criolo e Mutantes

SÃO PAULO: Move That Jukebox
Vitreaux – Ossos De Amor
folk/rock
Se apropriando de referências campestres e do rock descompromissado dos anos 50 e 60, o Vitreaux estreia na cena independente nacional com o single “Ossos De Amor”, uma divertida canção com clima de festa em uma daqueles saloons empoeirados de outros tempos. A letra bem-humorada e a produção de Filipe C. completam a ficha técnica dessa promissora estreia paulistana.
Para quem gosta de: The Outside Dog, Monoclub, Vanguart

BAHIA: El Cabong
Falsos Modernos – Lollypop
rock-pop
Figurinhas carimbadas do cenário rock soteropolitano, passando por diversas outras bandas, Bruno Carvalho, Leo Abreu e Dudare se juntaram e com um vocalista vindo do cenário mais ligado a MPB e samba, formaram a Falsos Modernos. Depois de um EP e shows em Salvador, apostando sempre num rock sem medo de soar pop, a banda lança o primeiro disco 'Perfil de Cena'.
Para quem gosta de: Beatles, Jovem Guarda e Strokes

RIO GRANDE DO NORTE: FUGA Underground
Zurdo – Desconstruir
pós-rock/experimental/rock
Zurdo é o novo projeto experimental de Henrique Geladeira (Talma&Gadelha). Sem formação fixa ou qualquer outra proposta além da pura liberdade de criação, o músico apresentou quatro faixas de seu trabalho em um vídeo de quase 19 min lançado no aniversário do Altnewspaper. “Desconstruir”, única música com letra do material, aparece como uma mistura de manguebeat e pós-rock cortada por um manifesto pela desmaterialização da cultura.
Para quem gosta de: Hurtmold, Eu Serei a Hiena, Macaco Bong

MATO GROSSO: Factóide
Venial – Fênix
thrashcore
A Venial é um dos maiores expoentes do lado mais pesado do rock em Cuiabá e Mato Grosso. Em agosto, apresentaram Fênix, nova música que fará parte do EP "Das Cinzas".
Para quem gosta de: Pantera a S.O.B.

ALAGOAS: Sirva-se
Oldscratch – Dirty Pavement
punk rock/alternativo/garage rock
Power trio macieoense marcado pela influência direta de bandas do chamado Riot Grrrl, do garage punk dos anos 90 e leves pitadas de grunge. Formada por duas minas e um cara, a Oldscratch ainda é nova no cenário independente local, mas vem amadurecendo rápido e já mostra um som coeso e bem feito, a banda lançou recentemente suas duas primeiras faixas gravadas em estúdio e uma delas é “Dirty Pavement” que tu ouve aqui nessa mixtape.
Para quem gosta de: The Distillers, Dominatrix, The Biggs

PERNAMBUCO: AltNewspaper
Desalma – Foda-se
metal/grindcore/crossover
A Desalma é uma das bandas pernambucanas que mais fazem shows pelo Brasil, já rodaram por diversos festivais independentes de norte ao sul do país, sempre mostrando o sangue nos olhos característico do som da banda. Eis que no mês passado o grupo lançou seu primeiro disco com o peculiar nome de “Foda-se”. Nele estão as diversas influências adquiridas pela banda ao longo de existência. Em 11 faixas, temos metal, grindcore, crossover, entre outros estilos barulhentos. Tudo feito com enorme qualidade de instrumental e de letras. Escolhemos a faixa que dá nome ao disco para representa-los na mixtape desse mês, que é apenas instrumental e não precisa de mais do que isso pra passar o recado de forma bem clara!
Para quem gosta de: Krisiun, Ratos de Porão, Pantera

Arquivos do blog