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14 de maio de 2018

Clic / Circuito de Literatura e Cafés

No fim de abril, a Quente produziu uma série de debates sobre literatura em cafeterias de Belo Horizonte. Foi a primeira edição do Clic - Circuito de Literatura e Cafés, projeto que criei no início deste ano e que pretendo realizar mais vezes. A segunda edição será em agosto, também em BH, e você pode se informar acompanhando as publicações da Quente no Instagram ou no Facebook. Filmamos todos os debates e eles estão na íntegra no Youtube. Rolaram os lançamentos dos livros O que é empoderamento?, da Joice Berth, e Novo poder - democracia e tecnologia, do Alê Youssef, além de um debate sobre editoras e publicações independentes. Quem quiser receber novidades direto no email pode se cadastrar na newsletter da Quente também.

29 de fevereiro de 2016

Baleia, Câmera e outros vídeos ao vivo no Sonâncias 2015



Realizado entre 27 e 30 de outubro de 2015, o Sonâncias foi uma mistura de festival, seminário e rodada de negócios realizado pela Quente em BH. Todos os quatro debates realizados estão disponíveis na íntegra no YouTube e uma música de cada banda também foi registrada. Alguns desses vídeos você assiste abaixo (do Baleia, Câmera, Pequeno Céu, Reallejo e Douglas Din).



DEBATES 

Música e política:
– Pena Schmidt (SP): Diretor do Centro Cultural São Paulo; também foi superintendente do Auditório Ibirapuera/SP, presidente da Associação Brasileira de Música Independente e diretor da gravadora Warner.
– Murilo Pereira (BH): Chefe do Departamento de Fomento e Incentivo à Cultura da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte.
– Felipe Amado (BH): Superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura da Secretaria de Cultura de Minas Gerais.
– Carlos Paiva (BSB): Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.
– Leonardo Beltrão (BH): Coordenador de projetos e programação do Sesc Palladium. Foi gerente de projetos do museu Inhotim e diretor de projetos do Instituto Cultural Sérgio Magnani.
– Mediador _ Gabriel Murilo (BH): Mestre em Música e Cultura pela UFMG e sócio da Embaixada Cultural. Foi um dos coordenadores do programa Música Minas e baixista do Macaco Bong.
  Música e palcos:
– Mancha (SP): Proprietário do espaço Casa do Mancha, principal palco da cena indie paulistana.
– Gutie (PE): Jornalista e produtor cultural, diretor do festival pernambucano Rec-Beat, realizado durante o carnaval do Recife.
– Bruno Golgher (BH): Idealizador e curador do Savassi Jazz Festival e proprietário do Café com Letras.
– Victor Diniz (BH): Sócio da produtora Híbrido, responsável pelo festival S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L., dentre outros. Também é sócio-proprietário do Baixo Centro Cultural.
– Mediador _ Leo Moraes: Músico e sócio-proprietário da casa de shows A Autêntica e do Estúdio Pato Multimídia.
  Música e mídia:
– Alexandre Matias (SP): Editor do Trabalho Sujo. Foi editor do caderno Link do jornal O Estado de S. Paulo, diretor de redação da revista Galileu, e editor-chefe do projeto Trama Universitário.
– Fabiana Batistela (SP): Fundadora da Inker Agência Cultural e diretora geral da Semana Internacional da Música de São Paulo. Jornalista, foi repórter da revista Bizz.
– Guilherme Guedes (RJ): Jornalista, apresentador do Multishow, Canal Bis e parte da equipe do site Tenho Mais Discos que Amigos.
– Paulo Proença (SP/BH): Jornalista, cofundador e o gestor de conteúdo do site de entrevistas Motif. Também é editor de conteúdo web na Rádio Inconfidência.
– Mediador _ Daniel Barbosa (BH): Jornalista do caderno de cultura do jornal O Tempo. Curador de projetos como Natura Musical, Música Minas, Vozes do Morro e Música Independente.
  Música e mercado:
– Coy Freitas (SP): Diretor artístico da plataforma Skol Music, que reúne artistas como Karol Conká e Boogarins.
– Fernanda Bas (RJ): Coordenadora de marketing digital na Som Livre / Slap.
– Fernando Dotta (SP): músico e sócio do selo Balaclava Records (SP)
– Yannick Falisse (Bélgica) e Leonardo Marques (BH): Músicos e proprietários do selo belga/belorizontino La Femme Qui Roule.
– Marcos Boffa (BH/SP): Curador dos festivais Planeta Terra e Sónar SP, diretor artístico da casa de shows Audio Club. Um dos criadores da Motor Music e do festival Eletronika.
– Mediador _ Rômulo Avelar: Administrador e gestor cultural. Consultor de grupos e entidades como o Grupo Galpão e a Casa do Beco. Autor do livro “O Avesso da Cena: Notas sobre Produção e Gestão Cultural”.

12 de outubro de 2015

Mistura de seminário e festival, Sonâncias discute sustentabilidade no mercado musical atual

Evento acontece em BH entre 27 e 30 de outubro com 8 shows e mais de 20 debatedores

Para discutir a sustentabilidade no meio musical de pequeno e médio porte no mercado atual é preciso rever conceitos, misturar ideias e experimentar. Essa é a proposta do Sonâncias, mistura de seminário, festival e rodada de negócios que acontece em BH entre os dias 27 e 30 de outubro, na A Autêntica (Rua Alagoas nº 1172, Savassi, BH). Em cada dia de evento será realizado um debate temático com profissionais relacionados ao mercado musical, um showcase de 30 minutos e um show de encerramento. Ao todo, serão 8 shows e 21 participantes das mesas de discussão, entre os quais estão profissionais ligados a iniciativas como os festivais Planeta Terra, Sónar, Recbeat, Casa do Mancha, Som Livre, Skol Music, Semana Internacional da Música de SP, Ministério da Cultura, Secretaria de Estado da Cultura de MG, Sesc, Centro Cultural São Paulo, Multishow, o site Tenho Mais Discos que Amigos e outros. O Sonâncias é uma realização da Quente, produtora e agência de bandas, e teve uma edição embrionária realizada em 2014 dentro da programação do festival Transborda.

A programação musical do Sonâncias terá as bandas Baleia (RJ), que se apresentou no Lollapalooza deste ano e está prestes a lançar novo CD; Banda Gentileza (PR), pela primeira vez em BH; Câmera (BH), em show especial de um ano desde o lançamento de seu primeiro álbum; Pequeno Céu (BH), combo instrumental criado pelo filho de Toninho Horta; e quatro apostas da novíssima cena local que realizarão os showcases do Sonâncias (três delas, escolhidas via inscrição online): o rapper Douglas Din, a one-man band experimental Reallejo e as bandas Young Lights e Mordomo, esta, realizando sua primeira apresentação pública.

Os debates acontecerão entre 19h e 21h e terão entrada gratuita até das 19h30. Após esse horário será cobrada a entrada que também vale para o show, nos valores de R$ 15 (antecipada) e R$ 20 (na portaria). Ou seja, quem chegar até 19h30 pode participar dos debates e assistir aos shows de graça.



Confira a programação completa:

27/10 (terça)

19h _ CONVERSAS: Música e mercado
- Coy Freitas (SP): Diretor artístico da plataforma Skol Music, que reúne artistas como Karol Conká e Boogarins.
- Fernanda Bas (RJ): Coordenadora de marketing digital na Som Livre / Slap.
- Fernando Dotta (SP): Músico e sócio do selo Balaclava Records.
- Yannick Falisse (Bélgica): Músico e proprietário do selo belga/belorizontino La Femme Qui Roule.
- Marcos Boffa (BH/SP): Curador dos festivais Planeta Terra e Sónar SP, diretor artístico da casa de shows Audio Club. Um dos criadores da Motor Music e do festival Eletronika.
- Mediador _ Rômulo Avelar: Administrador e gestor cultural. Consultor de grupos e entidades como o Grupo Galpão e a Casa do Beco. Autor do livro “O Avesso da Cena: Notas sobre Produção e Gestão Cultural”.

22h _ SHOWS



Young Lights (BH)


28/10 (quarta)
19h _ CONVERSAS: Música e mídia
- Alexandre Matias (SP): Editor do Trabalho Sujo. Foi editor do caderno Link do jornal O Estado de S. Paulo, diretor de redação da revista Galileu, e editor-chefe do projeto Trama Universitário.
- Fabiana Batistela (SP): Fundadora da Inker Agência Cultural e diretora geral da Semana Internacional da Música de São Paulo. Jornalista, foi repórter da revista Bizz.
- Guilherme Guedes (RJ): Jornalista, apresentador do Multishow, Canal Bis e parte da equipe do site Tenho Mais Discos que Amigos.
- Paulo Proença (SP/BH): Jornalista, cofundador e o gestor de conteúdo do site de entrevistas Motif. Também é editor de conteúdo web na Rádio Inconfidência.
- Mediador _ Daniel Barbosa (BH): Jornalista do caderno de cultura do jornal O Tempo. Curador de projetos como Natura Musical, Música Minas, Vozes do Morro e Música Independente.

22h _ SHOWS

Baleia (RJ)

Reallejo (BH / SP) 29/10 (quinta)

19h CONVERSAS: Música e palcos
- Mancha (SP): Proprietário do espaço Casa do Mancha, principal palco da cena indie paulistana.
- Gutie (PE): Jornalista e produtor cultural, diretor do festival pernambucano Rec-Beat, realizado durante o carnaval do Recife.
- Bruno Golgher (BH): Idealizador e curador do Savassi Jazz Festival e proprietário do Café com Letras.
- Victor Diniz (BH): Sócio da produtora Híbrido, responsável pelo festival S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L., dentre outros. Também é sócio-proprietário do Baixo Centro Cultural.
- Mediador _ Leo Moraes: Músico e sócio-proprietário da casa de shows A Autêntica e do Estúdio Pato Multimídia.

22h _ SHOWS

Câmera (BH)

Douglas Din (BH)

30/10 (sexta)

19h _ CONVERSAS: Música e política
- Pena Schmidt (SP): Diretor do Centro Cultural São Paulo; também foi superintendente do Auditório Ibirapuera/SP, presidente da Associação Brasileira de Música Independente e diretor da gravadora Warner.
- Murilo Pereira (BH): Chefe do Departamento de Fomento e Incentivo à Cultura da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte.
- Felipe Amado (BH): Superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura da Secretaria de Cultura de Minas Gerais.
- Carlos Paiva (BSB): Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura.
- Leonardo Beltrão (BH): Coordenador de projetos e programação do Sesc Palladium. Foi gerente de projetos do museu Inhotim e diretor de projetos do Instituto Cultural Sérgio Magnani.
- Mediador _ Gabriel Murilo (BH): Mestre em Música e Cultura pela UFMG e sócio da Embaixada Cultural. Foi um dos coordenadores do programa Música Minas e baixista do Macaco Bong.

22h _ SHOWS

Banda Gentileza (PR) Mordomo (BH)

27 de fevereiro de 2013

Seminário sobre produção musical marca lançamento do projeto Música Independente em BH

Criado em 2005 com o objetivo de fomentar a produção musical contemporânea em Minas Gerais, o projeto Música Independente promove encontro com profissionais do mercado musical nesta quarta-feira, dia 27, para marcar o lançamento de sua nova edição. O seminário acontecerá no Conservatório da UFMG (Av. Afonso Pena nº 1534, centro, BH) às 19h e terá as presenças do produtor musical dinamarquês Tue Madsen, do engenheiro de áudio Humberto “Nunu” Lourenço, do jornalista e apresentador de TV Terence Machado e representantes da rádio Inconfidência. A entrada é gratuita e a mediação do seminário será feita pelo jornalista Israel do Vale. 

A diversidade das experiências dos participantes do seminário reflete a proposta do Música Independente de abranger a pluralidade da música brasileira. Ao mesmo tempo em que reúne dois profissionais de destaque na cena de rock pesado mundial, enriquece o debate com a experiência de quem lida com a música brasileira diariamente em importantes veículos de comunicação em Minas: 
- O dinamarquês Tue Madsen já trabalhou com Rob Halford e Sick of It All, além de produzir a banda mineira de trash metal Eminence; 
- Humberto “Nunu” Lourenço trabalhou com o Pato Fu e Jota Quest e, atuando no exterior atualmente, trabalha como assistente do produtor Terry Date, responsável por álbuns de ícones do rock mundial como Smashing Pumpkins, Soundgarden, Slipknot e Deftones; 
- Terence Machado é jornalista, criador e apresentador do Alto-Falante, programa de TV e revista eletrônica no ar desde 1997; 
- E os representantes da Rádio Inconfidência trazem consigo as décadas de experiência da emissora, no ar há 76 anos no AM e há 26 anos dedicando-se à música brasileira no FM. 

O Música Independente é realizado em parceria pela Sim – Sociedade Independente da Música, Rede Minas e Rádio Inconfidência, com patrocínio da Vivo através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura. Após realizar dezenas de shows desde seu surgimento, em 2005, o Música Independente prepara para os próximas dias a divulgação do edital que selecionará os artistas que se apresentarão no projeto ao longo de 2013. As inscrições serão gratuitas e as informações sobre o projeto poderão, em breve, ser acompanhadas pela página do projeto no Facebook e no site musicaindependente.art.br.

12 de abril de 2012

Pós-debate no Sesc (everything is a remix, dicas de livros e considerações)

Eu e o Alex Antunes participamos de um debate no Sesc Araraquara no dia 31 de Março sobre o cenário da música independente no Brasil, gestão de carreiras e jornalismo musical que foi bem interessante. Aproveitando o papo que rolou (com pouco mais de 30 pessoas, um número bom para esse tipo de iniciativa), reúno aqui parte do conteúdo que indiquei durante o debate e destaco alguns pontos da conversa.

Everything is a remix: documentário sobre a cultura do remix e sua contextualização histórica. Aborda o caráter cíclico da cultura e como ela se mantém viva através de múltiplas apropriações de elementos previamente criados.



Cultura Livre - Como a grande mídia usa a tecnologia e a lei para bloquear a cultura e controlar a criatividade: livro básico pra se entender mais sobre propriedade intelectual e direitos autorais no mercado cultural.




Free - Grátis: o futuro dos preços: livro do mesmo autor do best seller A Cauda Longa. Já escrevi sobre ele aqui no Meio Desligado.



  • No Brasil, duas redes mais importantes envolvidas na produção cultural de forma coletiva e colaborativa são a Fora do Eixo e a iniciativa do Governo Federal dos Pontos de Cultura;
  • O "excedente cognitivo" resultante das tecnologias digitais e das redes sociais reflete-se também no meio musical, gerando discussões sobre a necessidade (ou não) de mediadores que filtrem a produção excessiva e apresente ao público em geral uma seleção realizada através de critérios subjetivos;
  • A troca de serviços e a gratuidade não devem ser vistos como uma forma abrir mão de remuneração, mas sim como um investimento e parte de uma estratégia na qual os serviços/produtos gratuitos façam parte de um modelo de negócios que seja sustentável no decorrer do tempo.

9 de abril de 2012

Observatório Fora do Eixo

Propostas alternativas de aprendizado, métodos colaborativos e empíricos são algumas das premissas adotadas pela UniFdE, que dá continuidade a seu ano letivo com o lançamento do Observatório Fora do Eixo. O projeto acontece durante o ano inteiro em todos os estados brasileiros e 6 deles já tem data marcada! De 12 de abril a 23 de maio, Ceará, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Amazonas e Mato Grosso receberão debates e oficinas transmitidas ao vivo pela internet, além de eventos de artes integradas e fóruns virtuais.

A programação do Observatório Fora do Eixo contará com a participação de diversos integrantes do corpo docente da UniFdE, que hoje articula centenas de pessoas, pesquisadores, agentes culturais integrantes de coletivos, universidades, pontos de cultura de todo o Brasil e que debaterão temas como moedas complementares, software livre, mídia ativismo, Rio +20, educação, processos colaborativos, ocupação do espaço urbano, entre outros. 

A programação está no site: observatório.foradoeixo.org.br

4 de março de 2012

Mistureba: festival Bananada 2012, downloads de Lucas Santtana, Walverdes, Los Hermanos e mais

Debate
Dia 30 de Março, eu (Marcelo Santiago) participarei de um debate sobre a cultura do grátis e gestão de carreiras musicais no Sesc Araraquara (SP). A conversa acontecerá a partir das 21h e também terá a presença do jornalista Alex Antunes. Mais informações em breve.

Festival Bananada 2012

Nos dias 5 e 6 de Maio acontece no Centro Cultural Martim Cererê, em Goiânia, mais uma edição do festival Bananada (que neste ano terá cobertura do Meio Desligado). Entre as atrações confirmadas estão Jards Macalé e a boa banda texana White Denim, pela primeira vez no Brasil.

Lucas Santtana
O baiano Lucas Santtana lançou recentemente seu novo álbum, O Deus que devasta mas também cura, disponível para download gratuito.

Walverdes
A banda punk/grunge gaúcha Walverdes colocou praticamente toda a sua discografia para download grátis na TramaVirtual. São faixas de quatro álbuns (Breakdance, Playback, Anticontrole e Walverdes), dois EPs (90 Graus e Demasiada Sequela) e três demo tapes (Ao Vivo no Japão, Demo Amarela e Vai, Criança, Faz a Tua Arte) que compreendem o período da carreira da banda entre 1994 e 2010.

Tributo ao Los Hermanos
Foi lançada a primeira parte da coletânea Re-Trato, que reúne artistas independentes fazendo releituras de músicas do Los Hermanos, supergrupo indie que retorna aos palcos no mês de Abril. O novo lançamento é um EP que serve de prévia da coletânea oficial (cujo lançamento acontecerá em Abril) e conta com as músicas "Todo Carnaval tem seu fim" (Do Amor), Sentimental (Phillip Long), "Adeus você" (Nuvens) e "Anna Júlia" (Velhas Virgens). Download gratuito no blog Musicoteca.

11 de dezembro de 2011

Festival e Congresso Fora do Eixo

Semana agitada em São Paulo com o pessoal que tem mudado o Brasil através da cultura e do trabalho coletivo: o Fora do Eixo. Além dos vários shows da programação do Festival Fora do Eixo, acontece simultaneamente mais um Congresso Fora do Eixo, desta vez com mais de 4 mil pessoas de todo o país. As atividades acontecem em diferentes pontos da capital paulista entre os dias 11 e 18 de Dezembro. A lista de shows você confere abaixo. A programação do Congresso é gigante e está disponível no site do encontro.

A maior parte das atividades pode ser assistida ao vivo pela internet e também acompanhada pelo Twitter, através das tags #congressoFDE e #ideiasperigosas. Estarei em São Paulo nesta semana, quem seguir o @meiodesligado no Twitter poderá acompanhar algumas ações do Congresso e do festival também. Na semana que vem, texto sobre tudo isso por aqui.

Programação do Festival Fora do Eixo 2011
11/12 - Domingo
Casa Fora do Eixo SP | 13h
Rua Scuvero, 282 - Liberdade

Lê Almeida

Hierofante Púrpura

Slim Rimografia & Thiago Beats

samba e flamenco cantado por mulheres de Barcelona e São Paulo: Saravacalé
12/12 - Segunda-feira
Studio SP Vila Madalena | 22h
Rua Inácio Pereira da Rocha, 170 - Vila Madalena
Saravacalé (Esp/Brasil)
Thiago DJ

Os gaúchos do Pública: rock influenciado por britânicos
13/12 - Terça-Feira
Studio SP Augusta | 22h
Rua Agusta, 591 - Centro
Macaco Bong (MT)
Pública (SP)
Cérebro Eletrônico (SP)
DJ Barata (DF)

Loungetude 46 mistura samba, bossa e rock, com cenas cotidianas
14/12 - Quarta-feira
Grazie a Dio | 23h
Rua Girassol, 67 - Vila Madalena

O rapper cuiabano Linha Dura: hip hop e cultura popular
15/12 - Quinta-feira
Espaço Urucum - 23h
Rua Cardeal Arcoverde, 1598 - Vila Madalena

Misturando circo e rock, a Bandinha faz um dos shows mais animados do Festival
16/12 - Sexta-feira
Paço das Artes | 21h
Av. Universidade, 1 - USP
Bandinha di da dó (RS)
Vandaluz (MG)
Liss (SC)
DJ Big Bross (BA)

Com o percussionista Marcos Suzano, Vitor exibe o disco novo "Beirute"
17/12 - Sábado
Centro Cultural Rio Verde | 23h
Rua Belmiro Braga, 119 - Pinheiros
Domingo - 18/12
Casa Fora do Eixo São Paulo | 13h
R. Scuveiro, 282 - Cambucci

A fusão de jazz, rock e groove do Aeromoças e Tenistas Russas

o reggae multifacetado dos Ambulantes

e a bossa pop acústica do Bicietas de Atalaia

Projota

30 de novembro de 2011

MediaOn: debate sobre "revolução digital" no mercado da música

Entre os dias 22 e 24 de Novembro aconteceu, na sede do Itaú Cultural, em São Paulo, a 5ª edição do MediaOn - Seminário Internacional de Jornalismo Online. Entre debates sobre o consumo de mídia no Brasil, a relação do jornalismo com as redes sociais e a criação de conteúdo como forma de publicidade, um dos temas discutidos foi "A música além da mídia: Músicos, produtores e jornalistas debatem a revolução digital na indústria cultural e os efeitos na criação, produção e distribuição, além dos reflexos no diálogo com a mídia e público". Esse debate aconteceu no dia 23 e contou com a participação de Sérgio Martins (crítico de música da revista Veja), Marcos Maynard (executivo e produtor, responsável pela carreira do ilustre Restart), Cláudio Prado (produtor cultural e ex-coordenador de Cultura Digital da Secretaria de Programas e Projetos do Ministério da Cultura) e Tatá Aeroplano (músico e agitador cultural, membro do Cérebro Eletrônico, Jumbo Eletro e outros), mediados por Andre Jung (músico e produtor).

Como era de se imaginar, o jornalista da Veja e Cláudio Prado parecem ter tido as opiniões mais divergentes. “As críticas cada vez mais não são levadas em consideração. Antes, saía um disco da Marisa Monte e as pessoas iam comprar jornal no dia seguinte pra ver o que estava escrito, hoje não é mais assim”, disse Martins, para o qual os blogs pioraram a crítica musical. Prado teria refutado, dizendo que “Todo mundo sabe o que está falando” e defendendo o potencial da internet.


Sou obrigado a escrever "teria", "parecem" e outras indicações de minha incerteza porque não consegui assistir ao debate completo. A gravação em vídeo está no site do MediaOn, mas a forma através da qual o conteúdo é apresentado é ridícula: você tem que assistir ao debate por partes, cada uma com cerca de 10 minutos, e não é possível adiantar para a próxima parte. Ou seja: abrem mão da não-linearidade possibilitada pela internet, justamente em um evento realizado pelo portal de internet Terra. Tsc tsc.

Pelo pedaço da discussão que acompanhei, parece ser uma boa introdução para quem não é muito envolvido com o mercado musical (ou não o acompanha há muito tempo). Para quem consome/trabalha  com música nos últimos 10 anos, não há muitas novidades: lá está o produtor (Maynard) de uma banda pop (Restart) que continua usando as técnicas do mainstream para criar hits; o crítico saudosista (Martins); e os entusiastas da internet na produção e circulação da produção musical (Prado e Aeroplano). Talvez valha a pena ver para perceber como algumas coisas custam a mudar. Ou não.

3 de setembro de 2011

Pequenas Sessões

Escrevi sobre o festival Pequenas Sessões no início da semana e esqueci de comentar duas coisas importantes:
- fiz o site do festival, http://pequenassessoes.net/. Essa é uma das ações da minha nova empresa, a revrbr. Em breve falo mais sobre ela. Sobre o site, sugiro a navegação via trackpad (ideal) ou pelas setas do teclado
- hoje, 3 de setembro, participo de debate no festival às 19:30, no CentoeQuatro, sobre plataformas digitais e mídias sociais ao lado da professora Carla Soares. A entrada é gratuita

Logo depois do debate acontece o aguardado show do Constantina com o Labirinto, sendo que as duas bandas dividirão o mesmo palco, ao mesmo tempo.

Pra quem ainda não conferiu nada da programação do festival neste ano, publico um vídeo do primeiro dia do Pequenas Sessões 2011, da apresentação do Constantina com o uruguaio Franny Glass (aliás, emocionante).

22 de fevereiro de 2011

Redelab reúne projetos de arte e tecnologia em BH


Redelab é um evento que une seminários, oficinas, shows, exibições de filmes e exposições relacionadas aos projetos culturais patrocinados pela Vivo e que têm como foco o trabalho conjunto entre arte, tecnologia e educação de diferentes maneiras. O evento começa hoje em BH, no Espaço CentoeQuatro, e termina na sexta-feira, 25 de fevereiro.

Conforme apresentado no material de divulgação, "o programa Rede Lab tem como principal foco fomentar o trabalho em rede, por meio de uma iniciativa inédita de gestão colaborativa. Representantes dos setores cultural, governamental e iniciativa privada trabalham juntos para desenvolver projetos voltados para a gestão cultural, alternativas de comunicação e novas apropriações das mídias digitais".

Na sexta-feira participo do debate "Formas alternativas de comunicação", que terá entre os participantes Rodrigo Minelli (UFMG), João Alegria (Canal Futura), Luiz Algarra e Maria Regina Manetta Algarra (Papagallis). Entre e quarta e sexta também será exibido o documentário Eletronika.doc, sobre o festival musical realizado em BH, para o qual dei entrevista.

Vale muito a pena navegar pelos projetos que fazem parte do Vivolab e conhecê-los a fundo, são iniciativas interessantes e que exploram aspectos diferenciados das diversas possibilidades de integração entre arte, tecnologia e estratégias educacionais.

Reunião do Repia, um dos projetos do Vivolab e que apresentará seus trabalhos no Redelab

Programação
22/02 – terça-feira

15h - Espaço da Descoberta – Exposição

Local de convergência de saberes e compartilhamento de experiências dos 14 projetos que integram o Rede Lab.

15h - Lab  + Diálogos

Encontro ministrado por Luiz Algarra, mediador da Arena. A partir das técnicas de conversação como Open Space, Aquário, Desconferência, World Café e Círculo Reflexivo, Algarra vai propor um fluxo de diálogo que permeará todos os encontros da comunidade Rede Lab. Fechado para os participantes da rede.

19h – Arena – Debate: Organização Em Rede – Desafios e Perspectivas 

Como e por que promover uma experiência de cooperação e criação em rede? Quais as vantagens, os desafios e as possibilidades dessa perspectiva de trabalho colaborativo? O que faz propostas tão singulares se aliarem em uma rede criativa?
Mediadores: Luiz Algarra e Maria Regina Manetta Algarra (Papagallis) 
Provocadores: Aluizer Malab (Malab Produções), Juliana Pacheco Limonta (Vivo) + integrantes dos 14 projetos que compõem o Rede Lab.
23/02 – quarta-feira

15h - Espaço da Descoberta - Exposição

Local de convergência de saberes e compartilhamento de experiências dos 14 projetos que integram a Rede Lab.

15h - Lab + Oficina - Mobile Hacking com Bruno Viana

Utilização de hardware e software "mobile" customizados para trabalhos artísticos.
Técnicas de hackamento serão utilizadas em software e hardware de telefones móveis para construção de uma "mala cibernética" que rastreia seu percurso e registra sua trajetória com dados GPS e imagens.
Bruno Vianna trabalha com cinema, meios portáteis e suportes interativos. Dirigiu 4 curtas entre 1994 e 2003, e lançou o primeiro longa, Cafuné, em 2006. Em 2008 lançou o longa Ressaca, editado ao vivo. Tem trabalhos em suportes móveis como Palm Poetry e Invisíveis. É formado em cinema e tem mestrado pelo ITP-NYU.
*Acesse o Portal www.vivolab.com.br, clique no link Participe e faça a sua inscrição!

15h - Lab + Bancada - Laboratório de Circuit Bending com Lucas Mafra 

Uma bancada de eletrônica colaborativa será parte prática de um laboratório artístico diferente. Envolvendo os participantes  da Rede Vivo Lab e convidados, essa ação consistirá na construção de objetos e mecanismos eletro-eletrônicos assistida por um técnico especializado em tecnologias livres tais como Arduino, Pure-Data, Processing, dentre outras. A combinação e a re-combinação dessas ferramentas e a meta-reciclagem farão parte de um repertório de produção criativa em rede a ser descoberto e revelado durante o evento.
Lucas Mafra é designer de produto pela universidade FUMEC. É hobbysta e autodidata em eletrônica há mais de 15 anos. Projeta, desenha e constrói produtos eletrônicos e luminárias a partir de materiais reciclados, e possui ampla experiência na utilização de led's e em circuit bending. É colaborador do graffiti research lab brasil e co - realizador do projeto gambiologia.

18h – Lab + Cinema - Mostra de Vídeos

Vencedores do Festival Vivo arte.mov 2010 + Eletronika.doc. Clique aqui e veja as sinopses dos filmes.

19h – Arena – Debate: Formação Colaborativa

Como utilizar ambientes virtuais para o processo de aprendizagem? Aparatos tecnológicos e mídias móveis possibilitam novos fluxos de formação? Quais os desafios da escola para incorporar novas mídias no processo de conhecimento? Como desenvolver práticas pedagógicas apoiadas em novas tecnologias? Que processos permeiam a formação colaborativa?
Mediadores: Luiz Algarra e Maria Regina Manetta Algarra (Papagallis)
Provocadores: Lucas Bambozzi (Diphusa), Luis Fernando Guggenberger (Vivo), José Pacheco (Escola da Ponte) + integrantes dos 14 projetos que compõem a Rede Lab).
24/02 – quinta-feira

15h - Espaço da Descoberta - Exposição

Local de convergência de saberes e compartilhamento de experiências dos 14 projetos que integram a Rede Lab.

15h - Lab + Oficina - Mobile Hacking com Bruno Viana

Utilização de hardware e software "mobile" customizados para trabalhos artísticos.
Técnicas de hackamento serão utilizadas em software e hardware de telefones móveis para construção de uma "mala cibernética" que rastreia seu percurso e registra sua trajetória com dados GPS e imagens.
Bruno Vianna trabalha com cinema, meios portáteis e suportes interativos. Dirigiu 4 curtas entre 1994 e 2003, e lançou o primeiro longa, Cafuné, em 2006. Em 2008 lançou o longa Ressaca, editado ao vivo. Tem trabalhos em suportes móveis como Palm Poetry e Invisíveis. É formado em cinema e tem mestrado pelo ITP-NYU.
*Acesse o Portal www.vivolab.com.br, clique no link Participe e faça a sua inscrição!

15h - Lab + Bancada - Laboratório de Circuit Bending com Lucas Mafra 

Uma bancada de eletrônica colaborativa será parte prática de um laboratório artístico diferente. Envolvendo os participantes  da Rede Vivo Lab e convidados, essa ação consistirá na construção de objetos e mecanismos eletro-eletrônicos assistida por um técnico especializado em tecnologias livres tais como Arduino, Pure-Data, Processing, dentre outras. A combinação e a re-combinação dessas ferramentas e a meta-reciclagem farão parte de um repertório de produção criativa em rede a ser descoberto e revelado durante o evento.
Lucas Mafra é designer de produto pela universidade FUMEC. É hobbysta e autodidata em eletrônica há mais de 15 anos. Projeta, desenha e constrói produtos eletrônicos e luminárias a partir de materiais reciclados, e possui ampla experiência na utilização de led's e em circuit bending. É colaborador do graffiti research lab brasil e co - realizador do projeto gambiologia.

18h – Lab + Cinema - Mostra de Vídeos 

Vencedores do Festival Vivo arte.mov 2010 + Eletronika.doc. Clique aqui e veja as sinopses dos filmes.

19h – Arena – Debate: Gestão Na Cultura

Como estimular práticas de planejamento nos projetos culturais? Quais metodologias de gestão são aplicáveis no campo cultural? É possível compartilhar experiências de gestão? Qual a importância do Lead (o que, como, quando, onde, para que e para quem fazer) na produção cultural?
Mediadores: Luiz Algarra e Maria Regina Manetta Algarra (Papagallis) 
Provocadores: César Piva (Fábrica do Futuro) Kuru (Cria Cultura!), Professor Marconi Eugênio (Fundação Dom Cabral), Marcos Barreto (Vivo), + integrantes dos 14 projetos que compõem a Rede Lab.

21h30 – Palco - Os Amantes de Sherazade - Uma experimentação tecno fono vituo movie ciclolascada

A experimentação do Grupo Kabana envolve crônicas de diferentes épocas, climas que variam do suspense à sensualidade, do lirismo ao terror, do medo a paixões. Ao reunir diferentes autores, de diferentes épocas e estilos, o grupo formou um abrangente painel, aberto, como é característico da crônica, para ser completado pela imaginação do leitor/ouvinte. A crônica pode ser informativa, sentimental, narrativa, metafísica, histórica, lírica, mas sempre um testemunho de nosso tempo. Narrar essas histórias, sem perder o olhar lúdico do autor, é o desafio em "Os Amantes de Sherazade".

22h30 – Palco – oscilloID (Live PA Lucas Miranda)

oscilloID é o projeto solo do músico e desenhista de som Lucas Miranda. Pesquisador de tecnologias aplicadas à música e professor de criação e produção musical em ambiente digital, o projeto oscilloID é fruto de investigação sobre linguagens e técnicas diversas para a produção de música eletrônica.
25/02 – SEXTA-FEIRA

15h - Espaço da Descoberta - Exposição

Local de convergência de saberes e compartilhamento de experiências dos 14 projetos que integram a Rede Lab.

15h - Lab + Oficina - Mobile Hacking com Bruno Viana

Utilização de hardware e software "mobile" customizados para trabalhos artísticos.
Técnicas de hackamento serão utilizadas em software e hardware de telefones móveis para construção de uma "mala cibernética" que rastreia seu percurso e registra sua trajetória com dados GPS e imagens.
Bruno Vianna trabalha com cinema, meios portáteis e suportes interativos. Dirigiu 4 curtas entre 1994 e 2003, e lançou o primeiro longa, Cafuné, em 2006. Em 2008 lançou o longa Ressaca, editado ao vivo. Tem trabalhos em suportes móveis como Palm Poetry e Invisíveis. É formado em cinema e tem mestrado pelo ITP-NYU.
*Acesse o Portal www.vivolab.com.br, clique no link Participe e faça a sua inscrição!

15h - Lab + Bancada - Laboratório de Circuit Bending com Lucas Mafra 

Uma bancada de eletrônica colaborativa será parte prática de um laboratório artístico diferente. Envolvendo os participantes  da Rede Vivo Lab e convidados, essa ação consistirá na construção de objetos e mecanismos eletro-eletrônicos assistida por um técnico especializado em tecnologias livres tais como Arduino, Pure-Data, Processing, dentre outras. A combinação e a re-combinação dessas ferramentas e a meta-reciclagem farão parte de um repertório de produção criativa em rede a ser descoberto e revelado durante o evento.
Lucas Mafra é designer de produto pela universidade FUMEC. É hobbysta e autodidata em eletrônica há mais de 15 anos. Projeta, desenha e constrói produtos eletrônicos e luminárias a partir de materiais reciclados, e possui ampla experiência na utilização de led's e em circuit bending. É colaborador do graffiti research lab brasil e co - realizador do projeto gambiologia.

18h – Lab + Cinema - Mostra de Vídeos 

Vencedores do Festival Vivo arte.mov 2010 + Eletronika.doc. Clique aqui e veja as sinopses dos filmes.

19h – Arena – Debate: Formas Alternativas de Comunicação

Quais as possibilidades que o mundo mobile oferece para a comunicação? Interação e interconectividade são dois conceitos fundamentais para troca de informações? Qual o papel da comunicação comunitária no Brasil hoje? Quais as contribuições das mídias alternativas no processo de comunicação?
Mediadores: Luiz Algarra e Maria Regina Manetta Algarra (Papagallis)
Provocadores: Rodrigo Minelli (UFMG), João Alegria (Canal Futura), Marcelo Santiago (Fora do Eixo) + integrantes dos 14 projetos que compõem o Rede Lab.

21h – Arena – Lançamento do Livro: Mediações, Tecnologia e Espaço Público: panorama crítico da arte em mídias móveis.

Organização: Lucas Bambozzi, Marcus Bastos e Rodrigo Minelli.

21h30 – Palco - Os Amantes de Sherazade - Uma experimentação tecno fono vituo movie ciclolascada

A experimentação do Grupo Kabana envolve crônicas de diferentes épocas, climas que variam do suspense à sensualidade, do lirismo ao terror, do medo a paixões. Ao reunir diferentes autores, de diferentes épocas e estilos, o grupo formou um abrangente painel, aberto, como é característico da crônica, para ser completado pela imaginação do leitor/ouvinte. A crônica pode ser informativa, sentimental, narrativa, metafísica, histórica, lírica, mas sempre um testemunho de nosso tempo. Narrar essas histórias, sem perder o olhar lúdico do autor, é o desafio em "Os Amantes de Sherazade".

22h30 – Palco – F.A.Q.

FAQ é um coletivo audiovisual sintonizado com as poéticas contemporâneas composto por experientes e inquietos realizadores. Apoia e realiza trabalhos coletivamente e desenvolve uma série de performances em espaços alternativos, festivais de música eletrônica, mostras e festivais de vídeo no Brasil e no exterior. Atualmente, o grupo é formado por: Rodrigo Minelli, Marcelo Braga, Cláudio Santos, Lucas Bambozzi, André Amparo, Ronaldo Gino, André Melo, Lucas Miranda e Agnaldo Pinto.

6 de dezembro de 2010

Stereoteca Colaborativo: pós-reunião e propostas

Participando ativamente do setor cultural nos últimos anos, uma das questões mais comuns (e polêmicas) que tenho acompanhado refere-se aos projetos culturais beneficiados por leis de incentivo à cultura por meio de isenções fiscais. Entre questões sobre relevância de projetos, capacitação de equipes e orçamentos utilizados, um dos pontos que sempre me chamou atenção foi a possibilidade de a sociedade interferir ativamente juntamente aos gestores dos projetos buscando a construção coletiva de ações culturais. Afinal, se esses projetos são realizados, de certa forma, com dinheiro público, nada mais justo do que ter o público como agente ativo na construção de um projeto.

Foi com isso em mente que foi pensado o formato para o festival Stereoteca em 2011, intitulado Stereoteca Colaborativo. Já estabelecido em Belo Horizonte, cidade em que foi realizado durante três anos no Teatro da Biblioteca Pública Luiz de Bessa, na Praça da Liberdade, o Stereoteca sempre foi um projeto focado nos novos artistas independentes mineiros e abriu espaço para que músicos de diferentes estilos tivessem visibilidade e maior contato com o público da capital e região metropolitana. Com o Stereoteca Colaborativo, a proposta é ir além, tanto geograficamente como conceitualmente.

O primeiro encontro de produção do festival aconteceu no último sábado, 4 de dezembro, na sede do Coletivo Fórceps, em Sabará. Participaram músicos (oriundos do grindcore ao rap), jornalistas, produtores culturais, profissionais de relações públicas e estudantes de Sabará, Belo Horizonte, Lagoa Santa e Vespasiano. Foi um passo importante e estimulante, unindo uma equipe com experiências bastante distintas e de extrema relevância para a produção de um festival experimental.


Em breve todo o processo será registrado e executado através do endereço colaborativo.stereoteca.com.br (a previsão é que o site esteja funcionando na primeira semana de janeiro), aberto a novas colaborações e interações diversas. No entanto, para adiantar parte do que foi discutido até o momento, segue alguns pontos pré-estabelecidos sobre o festival e sua execução:

  • Cidades abrangidas: BH, Sabará, Barbacena, Vespasiano e Lagoa Santa
  • Shows gratuitos em espaços públicos com acesso gratuito
  • Cada cidade receberá um dia de festival com cinco shows, sendo uma banda local e quatro bandas de outras cidades, não podendo haver mais de uma banda de cada cidade de MG em um mesmo dia de festival
  • Artistas independentes mineiros, de todos os gêneros musicais, com composições autorais poderão se inscrever para participar do festival, sendo que as inscrições ocorrerão através do Toque no Brasil
  • A curadoria será realizada por uma equipe externa à produção do festival
Outros vários pontos foram discutidos e encontram-se em estágios iniciais de trabalho. Para evitar confusões prefiro não publica-los neste momento e aguardar até o site específico da construção coletiva do festival estar em funcionamento. Interessados poderão se manifestar e colaborar para a construção de um festival diferente quando a produção do festival finalizar o site.

Obs.: após o encontro aconteceu um show super intimista do MoMo (mineiro, nascido em BH, mas que só agora foi realmente conhecer a cidade, após morar anos mundo afora e no Rio de Janeiro), que até então era desconhecido da maior parte do público sabarense e conquistou alguns fãs (entusiasmadíssimos) na cidade. Foi uma das festas mais divertidas na sede do Fórceps e durou até às 5 da manhã com discotecagem aberta, feita pelo próprio público presente. Algumas das músicas tocadas você acompanha no blog DJ Meio Desligado (assim que o Tumblr parar de baleiar como neste fim de semana).

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