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6 de dezembro de 2010

Stereoteca Colaborativo: pós-reunião e propostas

Participando ativamente do setor cultural nos últimos anos, uma das questões mais comuns (e polêmicas) que tenho acompanhado refere-se aos projetos culturais beneficiados por leis de incentivo à cultura por meio de isenções fiscais. Entre questões sobre relevância de projetos, capacitação de equipes e orçamentos utilizados, um dos pontos que sempre me chamou atenção foi a possibilidade de a sociedade interferir ativamente juntamente aos gestores dos projetos buscando a construção coletiva de ações culturais. Afinal, se esses projetos são realizados, de certa forma, com dinheiro público, nada mais justo do que ter o público como agente ativo na construção de um projeto.

Foi com isso em mente que foi pensado o formato para o festival Stereoteca em 2011, intitulado Stereoteca Colaborativo. Já estabelecido em Belo Horizonte, cidade em que foi realizado durante três anos no Teatro da Biblioteca Pública Luiz de Bessa, na Praça da Liberdade, o Stereoteca sempre foi um projeto focado nos novos artistas independentes mineiros e abriu espaço para que músicos de diferentes estilos tivessem visibilidade e maior contato com o público da capital e região metropolitana. Com o Stereoteca Colaborativo, a proposta é ir além, tanto geograficamente como conceitualmente.

O primeiro encontro de produção do festival aconteceu no último sábado, 4 de dezembro, na sede do Coletivo Fórceps, em Sabará. Participaram músicos (oriundos do grindcore ao rap), jornalistas, produtores culturais, profissionais de relações públicas e estudantes de Sabará, Belo Horizonte, Lagoa Santa e Vespasiano. Foi um passo importante e estimulante, unindo uma equipe com experiências bastante distintas e de extrema relevância para a produção de um festival experimental.


Em breve todo o processo será registrado e executado através do endereço colaborativo.stereoteca.com.br (a previsão é que o site esteja funcionando na primeira semana de janeiro), aberto a novas colaborações e interações diversas. No entanto, para adiantar parte do que foi discutido até o momento, segue alguns pontos pré-estabelecidos sobre o festival e sua execução:

  • Cidades abrangidas: BH, Sabará, Barbacena, Vespasiano e Lagoa Santa
  • Shows gratuitos em espaços públicos com acesso gratuito
  • Cada cidade receberá um dia de festival com cinco shows, sendo uma banda local e quatro bandas de outras cidades, não podendo haver mais de uma banda de cada cidade de MG em um mesmo dia de festival
  • Artistas independentes mineiros, de todos os gêneros musicais, com composições autorais poderão se inscrever para participar do festival, sendo que as inscrições ocorrerão através do Toque no Brasil
  • A curadoria será realizada por uma equipe externa à produção do festival
Outros vários pontos foram discutidos e encontram-se em estágios iniciais de trabalho. Para evitar confusões prefiro não publica-los neste momento e aguardar até o site específico da construção coletiva do festival estar em funcionamento. Interessados poderão se manifestar e colaborar para a construção de um festival diferente quando a produção do festival finalizar o site.

Obs.: após o encontro aconteceu um show super intimista do MoMo (mineiro, nascido em BH, mas que só agora foi realmente conhecer a cidade, após morar anos mundo afora e no Rio de Janeiro), que até então era desconhecido da maior parte do público sabarense e conquistou alguns fãs (entusiasmadíssimos) na cidade. Foi uma das festas mais divertidas na sede do Fórceps e durou até às 5 da manhã com discotecagem aberta, feita pelo próprio público presente. Algumas das músicas tocadas você acompanha no blog DJ Meio Desligado (assim que o Tumblr parar de baleiar como neste fim de semana).

4 de dezembro de 2010

Stereoteca Colaborativo: um festival experimental

 
Neste sábado, 4 de dezembro, o coletivo Fórceps promove o Stereoteca Colaborativo, encontro realizado para unir pessoas interessadas em construir coletivamente o festival Stereoteca 2011. Qualquer pessoa pode participar, bastando comparecer à sede do coletivo às 17h de sábado para discutir alternativas e possibilidades de atuação no festival que será realizado em 2011 nas cidades de Sabará, Belo Horizonte, Vespasiano e Barbacena com foco nos novos artistas independentes de Minas Gerais. A sede do Fórceps fica no centro histórico de Sabará, a 20 km de Belo Horizonte, na Rua Dom Pedro II n° 294, ao lado do Teatro Municipal de Sabará (o teatro mais antigo do Brasil).


Após o encontro, às 22h, haverá o show do Momo, mineiro radicado no Rio de Janeiro, ex-membro do Fino Coletivo. Momo prepara o lançamento de seu 3° CD após seus lançamentos anteriores figurarem nas listas de melhores do ano  e serem elogiados por veículos como os jornais Estado de S. Paulo, O Globo, Jornal do Brasil, revista Carta Capital e TramaVirtual. A entrada para o show custa R$ 10 e quem estiver no encontro do Stereoteca paga R$ 5.

4 de janeiro de 2009

Inscrições abertas para o Stereoteca 2009

Estão abertas até 31 de janeiro as inscrições para os artistas interessados em participar do Stereoteca 2009, um dos principais projetos dedicados à música mineira. Podem participar apenas artistas com canções autorais, sem restrição de estilos musicais. Para realizar a inscrição, deve-se enviar um CD (com no mínimo 5 músicas) e release para a Casulo Cultura, produtora do Stereoteca.

Ainda não há data definida para a realização do Stereoteca 2009, mas, para se ter uma idéia, no ano passado os shows aconteceram de maio a novembro, todas as semanas, num total de 24 shows.

Endereço para envio do material:
Casulo Cultura
Stereoteca 2009
Rua Gonçalves Dias nº1181, sala 1110, Funcionários, Belo Horizonte/MG
CEP 30140-091

13 de outubro de 2008

Festival Stereoteca em São Paulo

Você não tem idéia do trabalho que esse festival deu. Foram noites de trabalho até a madrugada, centenas de ligações e ainda mais emails trocados, negociações, problemas, parcerias, equipamentos queimando e outras mil coisas, boas e ruins (predominando as coisas boas, felizmente). Tudo isso para que o público de Belo Horizonte tivesse acesso, ao longo de sete meses, a 24 shows que reúnem um dos melhores recortes da diversidade cultural de Minas Gerais. Conforme está registrado no material de divulgação do festival, em texto escrito por mim, trata-se de um projeto que abrange “do regional ao indie rock, do hip hop à MPB, promovendo uma cena musical em constante movimento e abrindo espaço para o que há de novo e estimulante na cena mineira” (levemente adaptado em relação ao texto original, mas como fui eu mesmo que escrevi ambos os textos, faço o que quiser com eles!).

Agora, o Stereoteca sai de Belo Horizonte pela primeira vez e realiza sua edição paulistana nos dias 13 e 14 de outubro, em um local que não poderia ser melhor: o Teatro Oficina. Sim, sim. Oficina. Zé Celso, intelectualismo, sacou?

Na segunda-feira, dia 13, a noite é das mulheres, sob o comando de Érika Machado e Natalia Mallo (que farão um show especial juntas) e Letícia Coura e Adriana Capparelli (que também dividirão o palco). É o encontro da música mineira (representada por Érika e Letícia) com a paulista (de Adriana e Natalia, que, apesar de ser argentina, vive em SP há mais de uma década). Uma fusão de rock, pop, samba e MPB em um palco propício para experimentações e inovações.

No dia seguinte, terça-feira, o indie rock (em uma classificação bem genérica) belo-horizontino é representado por Monno e Transmissor, duas das mais promissoras e expressivas bandas de Minas Gerais na atualidade. Ambas as bandas lançaram seus novos trabalhos no Stereoteca 2008, em BH, e chegam a São Paulo para dar continuidade ao trabalho. Altamente indicado para quem se interessa pelo bom rock em português feito por bandas contemporâneas como Los Hermanos, Gram e Terminal Guadalupe.

Data: 13 e 14 de outubro, segunda-feira e terça-feira
Local: Teatro Oficina - Rua Jaceguai, 520, Bexiga, São Paulo/SP
Horário: 21h
Ingressos: R$ 5,00
Contato: (11) 3104.0678 / (31) 3222.3242

2 de junho de 2008

1º Seminário Prático da Música Brasileira

Os debates em festivais de música independente estão se tornando uma constante mais do que bem-vinda, na verdade, necessária, trazendo a busca pela reflexão e análise do cenário e do mercado musical atual. No entanto, muitas vezes as discussões se limitam ao âmbito dos próprios festivais e não se estendem, não apresentando resultados práticos. Buscando uma alternativa a essa situação, começa nesta semana o 1º Seminário Prático da Música Brasileira, realizado pela Casulo Cultura, Sebrae e Rádio Inconfidência como parte da programação do Stereoteca.

Serão quatro dias de debates, entre 3 e 6 de junho, com importantes profissionais de diferentes áreas da música no Brasil. E após os debates, os participantes poderão se inscrever para receber uma consultoria virtual dos palestrantes durante três meses. Ao todo, 15 artistas/produtores mineiros serão beneficiados com a consultoria a partir do preenchimento de um formulário que será disponibilizado no site do Stereoteca e analisado pelos próprios palestrantes. Completado o período da consultoria os participantes apresentarão um produto final, comparando-o com o trabalho realizado pelo artista/produtor anteriormente.

A intenção é trabalhar efetivamente pelo desenvolvimento da cena musical independente, estruturando-o em seus diferentes setores. Assim, o seminário dividi-se em quatro mesas, cada uma delas com três convidados e um mediador, das áreas de Produção Artística, Produção Executiva, Distribuição e Negócios e Comunicação. Entre os convidados estão figuras cruciais para a música brasileira tanto nas décadas passadas como atualmente, como Maria Juçá (fundadora e coordenadora do Circo Voador), Luiz César Pimentel (diretor de conteúdo do MySpace Brasil e criador da extinta revista Zero), Eduardo Ramos (dono do selo Slag Records, ex-empresário do Cansei de Ser Sexy e ex-diretor internacional da gravadora Trama) e Sílvio Pellacani Júnior (fundador e diretor da Tratore Distribuidora).

Estou na produção do seminário (assim como do Stereoteca) e mediarei a mesa de comunicação, na sexta-feira, que além do já citado Pimentel, ainda conta com Pedro Alexandre Sanches (atualmente na Carta Capital, ex-Folha de S. Paulo) e Antônio Carlos Miguel (crítico do jornal O Globo).

Toda a programação é gratuita e para participar basta enviar seu nome completo e os dias em que deseja participar para contato@casulocultura.com.br ou colocar seu nome na lista na hora do evento.

Os debates começam sempre às 18:30, no Teatro da Biblioteca Pública Luiz de Bessa, na Praça da Liberdade, mesmo local de realização do Stereoteca.

Programação

3 de junho – Produção Artística

Eduardo Ramos – Slag Records
Trabalhou como Diretor Internacional da gravadora Trama em Londres. Dono da Slag Records, lançou bandas como Arcade Fire, Cidadão Instigado, Grenade, Four Tet, Teenage Fanclub. Trabalhou com as bandas CSS (Cansei de Ser Sexy) e Bonde do Role, foi responsável pelas turnês dos artistas Nação Zumbi, Otto, Fernanda Porto, Ed Motta e outros na Europa. Coordenador do especial Tropicália no Barbican Centre em Londres, que organizou a volta dos Mutantes.

Paulo Junqueiro – EMI Brasil
Há mais de 30 anos no mercado fonográfico, atuante no mercado nacional e internacional, é atualmente o diretor artístico da gravadora Emi. Foi diretor da Warner no Brasil e no exterior.

Danusa Carvalho – Casulo Cultura
Empresária de grandes nomes da música, entre eles: Cássia Eller, Farofa Carioca, Seu Jorge e Paula Lima. No momento desenvolve a carreira dos artistas Renegado, Aline Calixto e Kiko Klaus, além de ser a idealizadora e curadora dos projeto Stereoteca e Circuito Minas Instrumental.

4 de junho – Produção executiva
(neste dia também haverá show da banda monno, uma das melhores e mais elogiadas bandas mineiras da atualidade, a partir das 21 hs)

Holger Beier - Bungalow
DJ e produtor musical alemão com extensa carreira internacional. Dono do conceituado selo de música eletrônica Bungalow, atualmente reside em Florianópolis, dividindo seu tempo entre os mercados brasileiro e europeu. Integrante do grupo Le Hammond Inferno, também assina suas discotecagens com o nome Say Hooo!

Maria Juçá – Circo Voador
Fundadora e coordenadora do Circo Voador no Rio de Janeiro. Foi coordenadora da Rádio Fluminense e, além de agitadora cultural, coordena o pontão de cultura digital do Circo Voador.

Lúcia Camargo – Fundação Clóvis Salgado
É Presidente da Fundação Clóvis Salgado. Foi Secretária de Estado da Cultura do Estado do Paraná, Diretora Artística do Teatro Municipal de São Paulo e Diretora Administrativa da Universidade Livre de Música.

5 de junho – Distribuição e negócios

Silvio Pellacani Junior - Tratore Distribuidora
A Tratore é uma distribuidora de selos e artistas independentes e atualmente é uma das poucas que representa a circulação musical independente brasileira, contando em seu catálogo com mais de 1.100 títulos. Foi fundada em 2002 por Pellacani e Maurício Bussab, tornando-se a maior distribuidora independente de produtos fonográficos brasileira.

Eric Taller - Ginga P
Norte-americano responsável pela criação da Ginga P, responsável pela distribuição, produção e realização de eventos no Rio de Janeiro e Salvador.

Reinaldo Pamponet - Eletrocooperativa
Fundada em 2003, a Eletrocooperativa é um projeto que trabalha pela inclusão de jovens carentes na sociedade através da música, tecnologia e arte digital. Atua em Salvador e em São Paulo.

6 de junho - Comunicação

Pedro Alexandre Sanches – Carta Capital
Foi jornalista da Folha Ilustrada, escreve na Carta Capital e é autor dos livros Tropicalismo- Decadência Bonita do Samba e Como Dois e Dois São Cinco.

Luiz César Pimentel – MySpace Brasil
É diretor de conteúdo do site MySpace no Brasil. Começou na revista Carta Capital, trabalhou como repórter da Folha de São Paulo e foi correspondente das revistas Caros Amigos, Fórum e Terra na Ásia. Também trabalhou nas revistas Trip, Zero e Radar, além dos portais UOL, Starmedia e Zip.net.

Antônio Carlos Miguel – O Globo
Jornalista especializado em música há 30 anos, é repórter e crítico do Segundo Caderno/O Globo, publicou o livro "Guia de MPB em CD"; é jurado dos prêmios Grammy Latino, TIM e Rival de Música.


Info:
I Seminário Prático da Música
Data: De 3 a 6 de Junho
Horário: A partir das 18:30
Local: Teatro da Biblioteca, Praça da Liberdade, 21 (Funcionários)
Entrada franca
Informações: (31) 3222.3242 / contato@casulocultura.com.br
stereoteca.com.br

28 de maio de 2008

O que o Fórceps anda fazendo...

...e publicando no blog.

NudaFórceps traz Nuda (PE) para BH
"Uma das principais atrações do festival que o Fórceps realizaria na casa de shows Matriz (BH) em junho, a banda Nuda (PE), mantém sua vinda à cidade mesmo após o adiamento do festival. Os pernambucanos se apresentarão na festa do festival Outro Rock, do qual o Fórceps é parceiro, que será realizada na noite de sábado (dia 07/06) no próprio Matriz. De lá, eles seguem para o Goma, em Uberlândia, dia 08, o Egg Music em Goiânia, dia 12, e para o festival Volume, em Cuiabá, dia 14."
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Stereoteca: Seminário Prático da Música discute cenário e oferece consultoria
"O festival Stereoteca, do qual o Fórceps é parceiro, realiza entre a terça (03) e sexta (06) o 1º Seminário Prático da Música que conta com 4 dias de debates e 3 convidados diários das áreas de comunicação, produção executiva, comercial e artística no Brasil e no mundo. Entre os convidados estão o jornalista Pedro Alexandre Sanches (Revista Carta Capital), Luiz César Pimentel (Diretor de conteúdo do MySpace Brasil), Lúcia Camargo (Presidente da Fundação Clóvis Salgado e ex-secretária de Estado da Cultura do Estado do Paraná), entre outros."
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Domingo instrumental em Sabará
"O som instrumental parou o centro de Sabará neste último domingo. A cidade, que tem uma constante movimentação aos domingos na praça Santa Rita, teve seu público pego de surpresa pelas novas propostas das bandas, que apresentaram conceitos bem diferentes ao que os sabarenses estão acostumados. O Circuito Minas Instrumental começou à luz do sol, em uma tarde bonita de céu claro, ao som da banda experimental Constantina. Com bastantes elementos eletrônicos, a banda belorizontina demonstrou uma performance fortíssima com timbres bem definidos e um excelente trabalho com climas, chamando a atenção das pessoas que circulavam por perto."
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28 de abril de 2008

Programação para maio em BH

Mês agitado em Belo Horizonte, com festivais, festas especiais, lançamentos de CDs e opções para diferentes gostos (rock, eletrônica, hip hop, jazz, etc). A lista começa em 30 de abril, com a performance ao vivo do Mixhell (Iggor Cavalera na bateria, Layma Leiton nas pickups) e termina em 7 de junho, com o primeiro festival realizado pelo coletivo Fórceps na capital mineira.

Escolha o que lhe interessa e anote na agenda.

30 de abril
* Mixhell + Digitaria + Marck Field + Gustavo Peluzo, no Deputamadre (Avenida do Contorno 2028, bairro Floresta), a partir das 22 hs. R$ 15 (adiantado), na loja Chilli Beans do Pátio Savassi.
* Julgamento + Mente Fria, no Stereoteca (teatro da biblioteca pública, na Praça da Liberdade), às 20:30. R$ 6 (inteira).

1 de maio
* BNegão e os Seletores de Frequência + Renegado com Ganja Man + Berimbrown com Gerson King Combo no Conexão Vivo, a partir das 20 hs. R$ 10 (inteira).

2 de maio
* Los Porongas (AC) participa do show do Falcatrua (MG) no Conexão Vivo (Parque Municipal, centro). 23 hs. R$ 10 (inteira).

3 de maio
* Rebeca Matta + Porcas Borboletas no Conexão Vivo, a partir das 20 hs. R$ 10 (inteira).

1 a 3 de maio
* Festival BPM, com Jahcoozi + Aux 88 + Digitaria + Matias Aguayo + Monk Ponk + Donatinho + outros. Na Praça da Estação (gratuito), no dia 3, entre 14 e 22 hs; na Roxy (dia 2), R$ 30 para homens, R$ 20 para mulheres; dia 1º no Pátio Savassi, debates e oficina (grátis).

4 de maio
* Fernanda Takai no Conexão Vivo. 23 hs. R$ 10 (inteira).

8 de maio
* Festa super especial do Meio Desligado na Obra! Show da Julia Says, uma das bandas mais comentadas e promissoras de Recife, + Indiada Magneto, além de alguns DJs fodões (P.U.T.A. + B Flogin). A partir das 22 hs. R$ 8.

10 de maio
* Macaco Bong na Obra, lançando o CD Artista Igual Pedreiro. R$ 12.
* Constantina na Minueto, lançamento do EP iHola, Amigos!. A partir das 20 hs, por R$ 5.

18 de maio
* Garage Fuzz + Hold Your Breath + Do It Yourself + Severa + The Fake + Feeble + Silicones + Dicksão + Autline na Matriz (terminal JK), a partir das 14 hs. R$ 15.

25 de maio
* Circuito Minas Instrumental em Sabará, com Ballet, 4 e Jazz Comfusion. Grátis, no Coreto (centro histórico da cidade). A partir das 16 hs.

21 de maio
* Pat C no Stereoteca (teatro da biblioteca pública, na Praça da Liberdade), às 20:30. R$ 6 (inteira).

3 a 6 de junho
* 1º Seminário Prático da Música Brasileira, com importantes profissionais das áreas de comunicação, produção musical, produção executiva e artística. No teatro da biblioteca pública, na Praça da Liberdade, em horário a ser definido. Grátis.

4 de junho
* monno no festival Stereoteca (teatro da biblioteca pública, na Praça da Liberdade), às 20:30. R$ 6 (inteira).

7 de junho
* Festival do Fórceps no Matriz, com Tênis + Fusile + Vivaz + e outras atrações a serem definidas.

16 de abril de 2008

Stereoteca 2008

De abril a outubro de 2008 o festival Stereoteca promove 23 shows de lançamento de CDs em Belo Horizonte, além de realizar 4 festas temáticas itinerantes (StereoRap, StereoRock, StereoBlack e StereoSamba) e o Seminário Prático da Música. A programação musical inclui revelações da cena mineira (como Monno, Transmissor, Julgamento) e nomes já conhecidos que apresentarão seus novos trabalhos, como Érika Machado, Titane, César Maurício (ex-Virna Lisi).

No Seminário Prático da Música estarão reunidos, durante quatro dias, importantes nomes do mercado musical nacional e internacional, discutindo temas como produção executiva, artística, musical e comunicação no mercado independente. Após os debates os participantes poderão escolher por votação online um dos convidados que, durante três meses, prestará consultoria virtual a artistas e produtores mineiros. O Seminário é uma parceria do festival junto ao Sebrae e a rádio Inconfidência, parceira do Stereoteca desde sua primeira edição.

O festival tem como principais objetivos a ampliação do alcance da música mineira, a formação de público e o fortalecimento do mercado musical local. O encontro de artistas de diferentes estilos, do interior e da capital, visa o intercâmbio de informações e a aproximação entre músicos de diferentes gerações e origens, porém unidos pelo trabalho independente.

O Stereoteca é focado na música mineira e desde 2006 abre espaço para que os artistas do Estado possam mostrar seus trabalhos. Suas edições se estendem por vários meses do ano (em 2006 e 2007 foram 5 meses de programação e em 2008 serão 7), concretizando um trabalho de formação de público e de estabelecimento de iniciativas alternativas no calendário cultural de Belo Horizonte. Suas primeiras edições contaram com patrocínio da Telemig Celular, via Lei de Incentivo à Cultura do Estado de Minas Gerais, e apoio da rádio Inconfidência. Em 2008, o projeto foi selecionado no edital Natura Musical e conta com patrocínio da Natura, ao lado da empresa de telefonia Vivo, que inicia suas atividades em Minas Gerais após comprar a Telemig Celular.

Em suas 3 edições, 73 artistas se apresentaram no festival, passando pelos mais diversos estilos (rock, MPB, samba, hip hop, congado, jazz, eletrônica) e retratando a diversidade do cenário musical.

Todos os shows são realizados às quartas-feiras no Teatro da Biblioteca Pública Luiz de Bessa (um espaço até então subutilizado para eventos musicais) com ingressos a preços populares, buscando se estabelecer como um festival acessível e que possibilite boas atrações em um dia da semana que possui poucas atividades. A localização do teatro, na Praça da Liberdade, também colabora para a inserção do projeto no futuro “Circuito Cultural” que será inaugurado na praça no segundo semestre de 2008, contando com museus e centros culturais.

Desde seu início o Stereoteca utiliza a internet como forma de estender suas ações e dar maior visibilidade aos artistas. Nas edições 2006 e 2007, além da programação do festival e informações sobre os grupos, uma música de cada banda também era disponibilizada. Agora, em 2008, além de tudo isso, o público poderá enviar para o site as fotos e vídeos que forem feitos durante os shows e serão instruídos em relação a como editar esse conteúdo, de modo a criar pequenas vinhetas dos artistas. Haverá votação online para escolher as produções mais interessantes, que ganharão prêmios, buscando estimular a participação e uma maior interatividade. Esta é uma das formas utilizadas para aproximar o público da música contemporânea e permitir que as artes digitais também estejam integradas no processo. Outro destaque do site neste ano é a coletânea virtual que será disponibilizada, incluindo bandas que se apresentaram nas edições anteriores e também artistas convidados que se identificam com a proposta do Stereoteca.

Uma das mais bem-sucedidas ações de formação de público e divulgação dos músicos do Estado também teve origem no Stereoteca. Em 2007, o projeto inovou ao criar um álbum de figurinhas dos artistas selecionados em sua programação. Antes de cada apresentação, a figurinha de um artista era distribuída para ser colada no álbum e, ao fim do projeto, as primeiras 10 pessoas que apresentassem seus álbuns completos seriam premiadas com uma coleção de 10 CDs de artistas locais e nacionais. Esta iniciativa estimulou a fidelidade do público e permitiu que mais pessoas tivessem contato com os artistas e entre si. Essa campanha mostrou-se tão bem sucedida que será citada em duas publicações de ações culturais em lançamento no mês de maio deste ano.

Contribuindo para o amadurecimento do setor cultural local e o desenvolvimento dos próprios artistas, o Stereoteca também realiza, desde sua primeira edição, debates e seminários, nos quais são discutidos temas relacionados ao mercado musical, as transformações acontecidas na cultura na contemporaneidade e os novos rumos da arte. Em 2006 e 2007, essas iniciativas ganharam vida através do Stereomundo (desenvolvido junto ao site Overmundo) e o Stereocubo (desenvolvido com o Instituto Cultural Espaço Cubo), que levou ambos à Belo Horizonte pela primeira vez. Os seminários são gratuitos, tendo em vista a democratização do acesso à cultura e o estímulo à reflexão sobre a arte, além de serem uma forma de dar mais um retorno à sociedade.

Utilizando formatos híbridos conciliados à mentes da vanguarda cultural brasileira, estas ações contribuem para o surgimento de discussões benéficas para a arte e também para que o tema seja pensado e desenvolvido com seriedade.

Stereocubo
O Stereocubo promoveu uma série de debates em torno do futuro da música e as transformações acontecidas no meio musical, reunindo jornalistas, produtores, músicos, representantes de iniciativas públicas e privadas para discutirem junto ao público alternativas para o amadurecimento e o desenvolvimento sustentável do setor cultural. Os debates estimularam o surgimento de novas e interessantes ações em Belo Horizonte e incitaram o público a repensar suas relações com o meio cultural.

Stereomundo

O ciclo de debates Stereomundo, parceria com o site colaborativo Overmundo, mobilizou profissionais de diferentes áreas para discutir temas relacionados à cultura, como a produção colaborativa na internet e o jornalismo cultural, passando por sua relação com o terceiro setor. Com o lema “Cultura em Movimento”. A troca de conhecimento e informação, reiterando que cultura trata-se muito mais do que simples entretenimento, possuindo um enorme valor social.

Parcerias
Uma das grandes novidades do Stereoteca este ano é a parceria com o projeto Pão e Poesia, idealizado pela poeta Diovvani Mendonça. O Pão e Poesia consiste em uma iniciativa totalmente inusitada, através da qual uma seleção especial de 112 poemas é publicada em cerca de 300 mil embalagens de pão, distribuídas em padarias de Belo Horizonte e região metropolitana. No Stereoteca, 13 poetas participantes do projeto recitarão seus poemas antes dos shows.

A loja virtual MUBI - Música Brasileira Independente é outra importante parceira do festival, colocando à venda em seu site os CDs que serão lançados ao longo de todo o Stereoteca.



O cuidado com o meio ambiente também não fica de fora e é foco do projeto Campo Neutro, que irá trabalhar pela neutralização do carbono produzido em eventos culturais (veja vinheta explicativa, acima).

* Texto que escrevi para a apresentação do Stereoteca na primeira reunião anual da Abrafin, levemente alterado. O festival é realizado pela Casulo Cultura, produtora na qual trabalho. Em 2008, atuo como produtor no Stereoteca.

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