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19 de agosto de 2012

9 perfis no Twitter para seguir se você mora em BH

Hora de agir localmente e fazer uma listinha de perfis interessantes para seguir, principalmente se você mora em Belo Horizonte e região. São perfis que, de diferentes formas, abordam temas diretamente relacionados à vida em BH e ao cotidiano da capital.

Para uma lista geral dos perfis no Twitter que o Meio Desligado indica para seguir, leia o "32 perfis no Twitter para seguir em 2012".

Aproveite.

"Patrus criou os restaurantes populares sem dinheiro do governo federal. Grande coisa, comida de pobre é barata mesmo #piscapisca"
"A saúde tem 6 mil terceirizados e contratados! Márcio, o empreendedor, espertamente abriu só 600 vagas para servidores preguiçosos!"

"tem que dar valor às pequenas alegrias do dia, tipo o achocolatado Ibituruna de 1 litro. é tipo toddynho só que sem o coito interrompido."
"Tem coisa na vida que é igual San Marino do paraguai: nem dado vale a pena."

"30% Tilelê, 30% Hipster, 40% Estudante de direito e mora em Contagem-MG."
"Dormindo no ônibus, bateu a cabeça 7 vezes no vidro. Se levantou e os olhares pediam bis."

@GranfinosBH
Espaço de realização dos melhores shows de música autoral em BH atualmente.

@casafdeminas
Ativismo e cultura.

Notícias do cenário musical brasileiro e das atividades do programa de patrocínios culturais da Vivo.

@aortamobile
Notícias do meio tecnológico e de startups.

@familiaderua
Cultura urbana e hip hop.

Agenda cultural antenada e super atualizada.

2 de agosto de 2012

Blogagem retardada (parte 2)

O título é diferente, mas esta é a continuação da limpeza dos arquivos do blog. Logo abaixo, o rascunho mais antigo do Meio Desligado, escrito há cinco anos, e outros textos incompletos.


Ludovic: agressividade e emoção (2007)

Ele estende os braços e se apóia sobre a grade enquanto seu suor escorre, colaborando para piorar um pouco mais os já nada agradáveis odores do local. Seus pulmões parecem estar prestes a explodir diante do esforço para expressar palavras doloridas com extrema força, quando, enfim, consegue tocar a cabeça do homem à sua frente e, em um gesto abrupto, retira um pouco do suor de sua testa com a mão. Poderia ser parte de uma estranha celebração religiosa, mas trata-se de um show do Ludovic.

As reações provocadas pela banda nas pessoas são cada vez mais extremas, para o bem ou para o mal, e mesmo que "adoração" esteja longe de constar nos planos dos integrantes, seus shows provocam manifestações dignas do termo. A cena descrita acima, na qual um sujeito luta para conseguir tocar a cabeça suada do guitarrista Ezekiel Underwood durante uma apresentação da banda na Matriz, em BH, é apenas um dos diversos exemplos possíveis.

Ser aclamada pela crítica e pelo público que freqüenta o circuito alternativo é privilégio para poucas bandas. Circular entre as cenas hardcore e indie rock, com igual prestígio, é ainda mais raro, mas é exatamente o que o Ludovic conseguiu. O vocalista Jair Naves atribui a aproximação junto ao cenário hardcore à própria estrutura da cena. "É a mais organizada e a única na qual algumas bandas conseguem viver da música", diz. Segundo ele, o Ludovic tenta ultrapassar os limites de gêneros e cenas.

São duas da madrugada e você está em um buraco sujo e fedorento, apenas com algumas moedas no bolso, insuficiente para pagar até a infame consumação mínima de R$ 2,00 e relembrando do ótimo mo momento no qual você pediu demissão. Mentira.


Experiências e conexões (2009)

Em 2009, resolvi fazer a cobertura do Conexão Vivo BH participando do evento com o a maior parte do público fazia: bebendo, conversando com os amigos, paquerando. Depois, escreveria sobre a experiência. Dá pra perceber que não deu muito certo.


Rotina de blogueiro suburbano (Março de 2009)

Desde que meu affair com uma suposta boneca russa chegou ao fim, fui expulso de meu abrigo na zona sul belorizontina e tive retornar ao meu lar suburbano. Nada mais de voltar da Obra para o apartamento em 10 minutos ou de ir para a faculdade de carona em um Audi. Hora de acordar às 5:20, sair de casa às 6:10, pegar ônibus e depois o metrô e, invariavelmente, chegar atrasado à aula.

Felizmente essa época terminou (apesar de ter rendido excelentes momentos).

Se tenho uma rotina atualmente, ela é mínima e recusa a estabilidade....

Na sequência, acredito que escreveria sobre cidades-dormitório, ler no metrô, juntar carteiras de sala de aula para dormir como se fosse uma cama improvisada, ter alucinações por ficar acordado tempo demais, fazer duas faculdades e estágio ao mesmo tempo... essas coisas divertidas pós-adolescência.


Produção cultural no Brasil: a experiência





Coquetel Molotov 2011: parte 2

Diferentemente de Salvador, onde consegui assistir a todos os shows da edição local do Coquetel Molotov, no Recife perdi alguns, vi pedaços de vários e assisti alguns poucos por inteiro. Mesmo assim, nessa experiência dividida entre o trabalho nos bastidores de produção e o acesso aos shows como parte do público, pude acompanhar a festa alternativa que durante dois dias movimentou o Centro de Convenções da Universidade Federal de Pernambuco. 

HEALTH - "USA boys"


Guillemots com o baterista do HEALTH (última música do show em Salvador) 

Mundo Livre S/A - "Free world"

HEALTH - "Die slow"


HEALTH - "We are water"

HEALTH - "Crimewave"


Abril Pro Rock 2008: noite indie (12.04)

Desde a abertura dos portões, a segunda noite do Abril Pro Rock já aparentava ser ainda melhor que o início do festival: enquanto o público entrava, Lobão e banda ainda passavam o som para o show que fecharia o evento. De certa forma, Lobão fez o primeiro e o último show da segunda noite do APR.

Terminado o mini-show improvisado de Lobão, a programação oficial começou no palco 3 com a Madalena Moog (PB), banda selecionada para se apresentar através do Link Musical. Para ser sincero, tudo que lembro da banda é que a tecladista/backing vocal é uma gatinha (também é produtora do festival Mundo) e que achei o show "ok", segundo minhas anotações no bloquinho de papel distribuído pela Petrobras em seu estande no festival (onde divulgavam o filme de Speed Racer, patrocinado pela empresa).

O pior show de todo o evento foi o do Erro de Transmissão (PE), espécie de grupo sub-Pitty formado por adolescentes e cujas poucas qualidades se resumem aos aspectos físicos das suas integrantes femininas. Funcionaria em um festival de bandas de escola, mas nunca em um festival do porte do APR.

Para compensar, na seqüência aconteceu um dos mais animados shows de todo o festival: Sweet Fanny Adams, banda de Recife que lançou seu primeiro EP, Fanny, You're No Fun, este mês. Emulando pós-punk e new wave barulhenta, a banda inevitavelmente se aproxima bastante de nomes da onda "novo rock", como The Strokes, The Subways e Editors, sendo que em diversos momentos do show o nome The Jesus and Mary Chain também me vinha à mente. Com músicas dançantes, baixo vibrante, boas melodias e letras em inglês, o Sweet Fanny Adams abriu o palco 2 com louvor e obteve resposta à altura por parte do público.

O momento new rock/new rave do APR teve continuidade no palco 3, com o semi-hype Barbiekill, chamado por algumas pessoas de "Cansei de Ser Sexy do nordeste.

2 de junho de 2012

Conexão Vivo BH 2012: um pouco sobre como foi

Acompanho o Conexão Vivo há anos. Inicialmente, como espectador. Depois, como produtor de artistas que se apresentaram e, nos últimos dois anos, como parte da equipe do projeto. Posso afirmar, tendo me relacionado com o Conexão de diferentes formas, que realmente se trata de um dos principais fomentadores da nova música brasileira. Muita gente não sabe, mas o Conexão Vivo não é apenas um festival, mas sim um grande programa de patrocínios no meio musical que abrange iniciativas diversas, desde projetos de circulação de artistas à manutenção de webtvs e estúdios.

Ano passado, fiz um relato um pouco mais afetivo sobre o Conexão Vivo. Portanto, vou me ater às questões musicais e destacar os shows mais interessantes que vi ao longo das últimas semanas. Ao fim, está o texto de balanço desta edição do Conexão Vivo BH. São informações que ajudam a compreender o  tamanho do programa e sua importância para a cena cultural de Belo Horizonte.

Essa foi uma edição marcada por surpresas. Poucas pessoas na plateia pareciam realmente conhecer o som do BaianaSystem, mas isso não impediu que a massa balançasse ao som dos graves do grupo, que já foi a escolha do Meio Desligado para a coletânea Music Alliance Pact. Funciona muito bem ao vivo, com o baixo e a percussão provocando uma experiência física através dos graves. Talvez o meu show favorito nesta edição do Conexão.


Thiago Pethit já havia feito um bom show no Conexão Vivo BH em 2011, mas este ano foi além do que qualquer um poderia esperar. Inclusive o próprio. Tocando no Grande Teatro do Palácio das Artes lotado, antes do show de Tulipa Ruiz, Thiago fez um show emocionante para um público que também se entregou e cantou durante quase toda a apresentação. Nitidamente nervoso em alguns momentos, sua fragilidade acabou por tornar o espetáculo ainda mais sincero e intenso. Após o show, o consenso geral foi de que Pethit literalmente tomou o público que havia enchido o teatro para ver Tulipa Ruiz (que fez um show bom, mas sem a espontaneidade e o calor de Thiago).

O paraense Felipe Cordeiro, ainda desconhecido do grande público, agradou pessoas dos mais distintos gostos. Dos paraenses que se apresentaram, foi o mais elogiado, mesmo com os conterrâneos da Metaleiras da Amazônia tendo feito um animado show (e que, inclusive, encerrou o Conexão deste ano). O baiano Magary Lord foi outra surpresa, no caso, nem tão positiva para parte dos presentes. Sua abordagem de axé com ritmos africanos espantou algumas pessoas que, aparentemente, esperavam uma continuidade da leseira ragga/dub do show anterior (BaianaSystem).


Bixiga70 e Criolo confirmaram o hype em torno de seus nomes. Incrível notar o crescimento do público do Criolo em BH em menos de um ano, desde que se apresentou pela primeira vez na cidade, no festival Transborda. O dia de seu show foi o mais cheio de todo o evento, chegando a 7 mil pessoas e deixando outras tantas do lado de fora do Parque Municipal. Já o Bixiga70 encerrou o dia mais indie do Conexão Vivo (Garotas Suecas, Apanhador Só e Aeromoças e Tenistas Russas também fizeram bons shows horas antes) apresentando de forma fiel as músicas de seu bom CD de estreia.


21 de maio de 2012

Conexão Vivo BH em imagens


Estou trabalhando no Conexão Vivo (mais uma vez), por isso a queda no ritmo de publicações por aqui. Desde o início de Maio os shows acontecem por BH, primeiro no Grande Teatro do Palácio das Artes e, no último final de semana, no Parque Municipal. Nos próximos dias 26 e 27 a etapa belo-horizontina de shows do Conexão Vivo termina na Praça do Papa. Enquanto a cobertura completa não vem, veja algumas fotos dos shows que aconteceram no Parque. Todas estão disponíveis no Flickr do Conexão Vivo.


Criolo


4instrumental
Apanhador Só
BaianaSystem

Bixiga70


8 de maio de 2012

Programação, ingressos e mais informações sobre o Conexão Vivo BH 2012

Durante o mês de Maio acontece em Belo Horizonte mais uma série de shows do Conexão Vivo, desta vez com 51 artistas que se apresentam no Grande Teatro do Palácio das Artes, no Parque Municipal e na Praça do Papa. Ao contrário do que muitos acham, o Conexão Vivo não é um festival, mas sim um grande programa de patrocínios culturais que fomenta a produção cultural em diversos Estados do Brasil, com destaque para as produções de Minas Gerais, Bahia e Pará. 

Os shows promovidos em BH no formato festival são parte das ações do programa e dão visibilidade aos artistas que a Vivo patrocina ao mesmo tempo em que apresenta ao público de BH alguns dos artistas mais interessantes da atual cena musical brasileira. 


A programação segue a linha eclética de edições passadas do Conexão Vivo e vai do experimentalismo eletrônico da parceria entre a dupla de multiinstrumentistas Lise e Barulhista (que abrem o Conexão com a trilha criada ao vivo para o filme O Gabinete do Dr Caligari) ao axé renovado do fenômeno baiano Magary Lord. Alguns nomes que podem ser destacados na grade de shows são o Bixiga70 (pela primeira vez em BH); Criolo (terceira vez na cidade, poucos meses após um show lotado no Music Hall); BNegão & Os Seletores de Frequência (fazendo o lançamento do novo CD da banda, Sintoniza Lá); a hypada Gaby Amarantos (agora já com status de estrela, após a música "Ex mai love" ser usada como abertura da novela Cheias de Charme, da Rede Globo); a dobradinha Thiago Pethit e Tulipa Ruiz (shows individuais, na sequência, no dia 13 de Maio no Palácio das Artes); o paraense Felipe Cordeiro (em seu primeiro show acompanhado de banda na cidade); a BaianaSystem (que agora terá oportunidade de tocar para um público mais identificado com seu som, depois de um show deslocado no pré-carnaval de BH, na Banda Mole); e as bandas indie/alternativas (já conhecidas do leitores do blog) 4instrumental, A Banda de Joseph Tourton, Garotas Suecas, Apanhador Só e Aeromoças e Tenistas Russas.

Os ingressos para todos os shows custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), exceto no dia 20 de Maio, no Parque Municipal, quando a entrada é gratuita até as 18h, e na Praça do Papa, onde a entrada é livre. Para os shows no Parque Municipal os ingressos já podem ser comprados através do site Sympla e na bilheteria do Parque Municipal a partir do dia 14 (entre 10h e 19h). Os shows no Palácio das Artes, que abrem a programação do Conexão Vivo BH, têm ingressos à venda na bilheteria do Palácio das Artes e no site ingresso.com.

Quem não estiver em BH ou simplesmente não for aos shows pode assistir tudo pela internet, através da transmissão ao vivo de todas as apresentações no endereço conexaovivo.com.br/aovivo.


GRANDE TEATRO DO PALÁCIO DAS ARTES


10 DE MAIO - 21h

LISE + BARULHISTA (MG) – INTERPRETAÇÃO AO VIVO DA TRILHA SONORA DO FILME O GABINETE DO DR. CALIGARI
GABY AMARANTOS (PA)


12 DE MAIO - 21h

THIAGO DELEGADO convida WAGNER TISO (MG)
RODRIGO BORGES convida TONINHO HORTA (MG)


13 DE MAIO - 20h

THIAGO PETHIT (SP)
TULIPA RUIZ (SP)

Ingressos: De segunda a sábado das 10h às 21h, no domingo, das 14h às 21h, nas bilheterias do Palácio das Artes ou pelo site www.ingresso.com

PARQUE MUNICIPAL


17 DE MAIO - A partir das 19h

MERCÚRIO758 convida BAHAMUT (MG)
SENTA A PUA! (MG)
4INSTRUMENTAL (MG)
CRIOLO (SP)


18 DE MAIO - A partir das 19h

NEM SECOS (MG)
LUCAS AVELAR convida PEDRO MORAIS (MG)
DECO LIMA E O COMBINADO convidam ELIO SILVA (LOWFI) e DANIEL SAAVEDRA (PROA)
FELIPE CORDEIRO (PA)
BNEGÃO E OS SELETORES DE FREQUÊNCIA (RJ)


19 DE MAIO - A partir das 19h

A BANDA DE JOSEPH TOURTON (PE)
JULIANA SINUMBÚ (PA)
SOATÁ (DF)
MAGARY LORD convida PEU MEURRAY (BA)
BAIANASYSTEM convida LAZZO MATUMBI (PA)


20 DE MAIO - A partir das 15h

FAMÍLIA DE RUA apresenta O SOM QUE VEM DAS RUAS (MG)
AEROMOÇAS E TENISTAS RUSSAS (SP)
O CÍRCULO (BA)
MANUELA RODRIGUES (BA)
APANHADOR SÓ (RS)
GAROTAS SUECAS (SP)
BIXIGA70 (SP)

Obs.: Os shows no domingo no Parque Municipal têm entrada gratuita até 18h. A partir desse horário, haverá cobrança de ingresso.Venda online pelo site www.sympla.com.br/conexaovivo

PRAÇA DO PAPA

26 DE MAIO - A partir das 15h

JULIANA RIBERO (BA)
JUAREZ MOREIRA (MG)
DIBIGODE (MG)
JAVIER MALDONADO (ARG)
ILÊ AIYÊ (BA) convida MARKU RIBAS, SÉRGIO PERERÊ e MAURÍCIO TIZUMBA (MG)

27 DE MAIO - A partir das 15h

MANU SANTOS (RJ)
VOLVER (SP)
ORKESTRA RUMPILEZZ (BA)
METALEIRAS DA AMAZÔNIA convidam DONA ONETE, JUCA CULATRA e PIO LOBATO (PA)

27 de fevereiro de 2012

Revista Marimbondo: cultura, arte e espaço público em BH

São 96 páginas sobre o espaço público, a relação entre a população e a cidade, questões políticas e artísticas ligadas ao espaço urbano. A primeira edição da revista  Marimbondo  amplia o debate e registra um momento importante de reflexão e ação da sociedade civil em relação à cultura urbana e políticas públicas que promovam a interação entre arte e o espaço público.

Distribuída gratuitamente em Belo Horizonte (no Tambor Mineiro e nas livrarias Quixote e Mineiriana), a Marimbondo é uma revista cujo objetivo é falar de "arte e de cultura para além da agenda cultural e da crítica especializada", com foco exclusivo na cidade de Belo Horizonte. O projeto gráfico minimalista e elegante é um dos diferenciais e ajuda a absorver o conteúdo complexo de alguns artigos (marcados pelo viés acadêmico), fundamentais para o aprofundamento no tema desta primeira edição. 


A Marimbondo estreia registrando iniciativas culturais importantes para a resignificação de espaços públicos em BH, como a transformação da área debaixo do viaduto de Santa Tereza a partir da realização do Duelo de MC's na região e da Praia da Estação, movimento/manifestação responsável por aproximar um significativo número de pessoas para repensar a ocupação artística da cidade. Paralelamente, a revista traz entrevista com pesquisadores e acadêmicos e faz um histórico do posicionamento do poder público sobre a questão da utilização do espaço público para manifestações artísticas.

A revista pode ser solicitada gratuitamente por quem residir fora de Belo Horizonte e o download de sua versão em PDF pode ser feito no site oficial, revistamarimbondo.com.br. Uma versão online da revista também está disponível, tendo como pontos negativos o fato de apresentar seu conteúdo através de arquivos de imagem, o que impossibilita a seleção do texto, e de não ser registrada em Creative Commons (o que permitiria a livre circulação de seus textos). Assim como a Bequadro, outra revista comentada no Meio Desligado recentemente, a Marimbondo é patrocinada pelo Conexão Vivo, programa de incentivos culturais da Vivo.

24 de fevereiro de 2012

Revista Bequadro apresenta diversidade da música baiana


Uma revista sobre música baiana pode parecer desinteressante para muitos, mas isso apenas reflete a necessidade de se divulgar outras facetas da cena local, principalmente sua produção contemporânea alheia ao mercado de axé. Isso é o que se encontra na revista  Bequadro , atualmente em seu primeiro número. Distribuída gratuitamente e produzida com patrocínio do Conexão Vivo através da lei de incentivo à cultura do Governo da Bahia, a primeira edição da Bequadro faz um apanhado da atual cena musical de Salvador sem se restringir a gêneros específicos, o que resulta em uma espécie de catálogo da diversidade da música produzida na capital baiana.

Estão presentes nomes mais conhecidos, como Pitty (com seu projeto Agridoce) e Luiz Caldas, mas abordados de forma diferente. Caldas, por exemplo, dá entrevista ao lado de Vandex, ex-Úteros em Fúria, e resgatam o passado recente do mercado musical baiano e sua transformação ao longo das últimas décadas. Um dos diferenciais da revista é a integração entre elementos típicos da cultura afro-brasileira (muito forte na Bahia) e a música moderna. Poder ler sobre a história dos blocos afro de Salvador sob uma perspectiva histórica, conhecer novos expoentes do hip hop e do dub e ainda descobrir mais sobre um dos maiores nomes do arrocha em uma mesma revista é um fato louvável.

Sem preconceito, a Bequadro mistura o brega (sem intenções pejorativas, apenas como marcação de estilo) Pablo - A voz romântica, o rock instrumental do Retrofoguetes, a erudição da Orquestra Sinfônica da Bahia e o experimentalismo da OCA - Oficina de Composição Agora e cria um interessante panorama da diversidade musical presente em uma região estigmatizada pelo axé e o pagode.

A versão em PDF está disponível para download no site da revista, assim como versões digitais dos textos. Para quem quiser um atalho para o que há de melhor na revista, segue abaixo indicações de três textos da Bequadro.

Aos 11 anos, Pablo disse ao pai que não queria mais a vida de vendedor de picolé que levava em Sergipe. Conseguiu uma carona com um motorista de ônibus e voltou para a terra natal, Candeias (BA), para fazer o que mais gostava: cantar. Foi com ele, inclusive, que o menino havia começado anos antes, aos 6 de idade, nas serestas da cidade. Hoje, já com uma década de carreira nas costas, Pablo, conhecido como A Voz Romântica, é um dos maiores nomes do arrocha na Bahia. Vaidoso, sempre bem vestido, com cuidadosos cortes de cabelo, aos 25 anos, ultrapassou o conceito de mero cantor. Pablo mantém uma empresa de produção, carrega uma equipe com mais de 30 profissionais em seus shows, faz diversas apresentações semanais e ainda cria dois filhos pequenos.
Casado desde os 14 anos, Pablo é precoce em quase tudo. Decidiu os rumos da vida cedo, começou a cantar, assumiu o vocal da banda Asas Livres, vendeu muitos discos, saiu de casa, casou, comprou apartamento, tudo com menos de 16 anos de idade. “Meu primeiro dinheiro foi para comprar um apartamento para minha mãe, o segundo um pra mim”, explica, revelando que tudo o que possui na vida deve ao arrocha, estilo que ele ajudou a criar e a tornar popular. Há versões diferentes e outros que cobram a paternidade do gênero, mas Pablo é tido pelo público como o pai do arrocha. Ele diz que inventou o nome arrocha vendo os casais dançando de forma, digamos, mais quente, na plateia. 

O maestro Letieres Leite, 51 anos, concebeu o que parecia impossível. Uma orkestra, assim mesmo, com k, como no original grego, que mescla a força seminal da música de matriz africana com a tradição do jazz e do erudito contemporâneos. Numa composição de sopro e percussão, misturou Bahia com New Orleans, candomblé com big band, orixás com ícones do jazz. O resultado é único, intenso, refinado e talvez o que há de mais inovador na música instrumental do país.
Duvida? Experimente se deixar levar pelo poder dos atabaques, surdos, timbaus, caixa, agogô, pandeiro e caxixi, que se unem a trompetes, trombones, saxes (alto, tenor e barítono, uma família completa) e tuba. Impossível não ser tragado pela vibração que emana da Orkestra Rumpilezz, especialmente se for em apresentação ao vivo. Aí, a conversa é outra, o público vibra em uníssono numa espécie de transe de euforia, difícil de ser contido. “Sinto nos shows que as pessoas percebem sua ancestralidade. Em todos os lugares em que a gente toca, as pessoas ficam curiosas”, confirma Letieres.
A década de 70 foi época de grandes transformações culturais, políticas e comportamentais em várias partes do mundo. A população negra de Salvador, influenciada pelo movimento Black Power, reinventava novas formas de afirmar sua negritude. Os terreiros de candomblé, embora perseguidos pela intolerância religiosa vigente, eram uma dessas fontes. Traço fortemente característico nos blocos afros.
Salvador já tinha uma grande participação negra em escolas de samba, afoxés e blocos de índio. Mas foi em 1974 que surgiu o primeiro bloco afro fundado na Bahia, o Ilê Aiyê, nascido no Curuzu, Liberdade. Pela primeira vez, uma agremiação carnavalesca expressava claramente nas letras de suas músicas o protesto contra a discriminação racial, ao mesmo tempo em que valorizava enfaticamente a estética, a cultura e a história africana. Assim como o Ilê Aiyê, emergem na mesma década outros blocos afros, tais como o Mutuê (1975), o Olodum e o Malê Debalê (1979), todos formados por moradores de bairros populares como Liberdade, Itapuã e Pelourinho.

1 de dezembro de 2011

Editais: Natura, Arte.mov, Conexão Vivo

Fique esperto, três importantes editais estão em seus momentos finais para recebimento de propostas. No caso dos editais do Natura Musical e do Conexão Vivo, o objetivo é receber projetos culturais inscritos na Lei de Incentivo à Cultura de MG para patrocínio durante o ano de 2012. Já o Arte.mov, festival de arte em mídias móveis, recebe inscrições de obras audiovisuais e projetos de mídias locativas para serem apresentados durante o evento. Em todos os casos, as inscrições são online.

Natura Musical
Término: 2 de Dezembro
Descrição: Nossos ouvidos estão mais uma vez dedicados e ansiosos por nossa música: o Natura Musical está recebendo as inscrições para o Edital Minas 2011. Nesses 6 anos de programa, mais de 150 projetos vindos das 5 regiões do país já foram apoiados pelo Natura Musical. Em comum, todos valorizam nossas sonoridades inventivas, cheias de brasilidade e de livre passagem pelos outros cantos do mundo. Se você tem um projeto com estas características, não deixe de participar! As inscrições acontecem até o dia 2 de dezembro as 23h59 e todas as informações que você precisa estão em www.natura.net/patrocinio. Em caso de dúvidas, entre em contato com nosso atendimento por meio do telefone 11 3146 0970 ou no e-mail edital@naturamusical.com.br . O serviço funciona de segunda a sexta, das 9h às 12h30 e das 13h30 às 18h, durante o período de inscrição.
Inscrição.

Arte.mov
Término: 2 de Dezembro
Descrição: Mostra competitiva: Podem inscrever-se obras audiovisuais brasileiras, com duração de 20 (vinte) segundos a 3 (três) minutos, no período de 11 de outubro a 02 de dezembro de 2011. São aceitos trabalhos em quaisquer tipos de mídia ou suporte para captação das imagens. Para enviar seu trabalho, leia atentamente o regulamento / edital e preencha a ficha abaixo. / Mídias locativas: Suas ideias podem se transformar em um projeto realizado através do edital mídias locativas do VIVO arte.mov 2011. Queremos incentivar a criatividade associada a recursos antes de alto custo e apenas disponíveis a grandes produtoras, incentivando desta forma a produção de novas vertentes ligadas a arte e comunicação para mídias móveis.
Inscrição.

Conexão Vivo
Término: 16 de Dezembro
Descrição:

Inscrição.

14 de outubro de 2011

Coquetel Molotov Salvador

A baixista do Guillemots te deixa tonto. Fã de tapioca. E flertou.
O japa baixista/dançarino/apertador-de-botões do HEALTH tomava iogurte durante a tarde no hotel enquanto usava seu computador bem no meio do salão, ligado à tomada da pilastra central. Pensaram que era um modelo extravagante (talvez fosse).
Encontros da madrugada com o vocalista bêbado no elevador.
Aniversário do tio Tom Zé.
Black Sabbath em slow motion.
Qualquer droga era boa e quem tem azul tem tudo.
Coquetel.
Molotov.



Salvador.

Entre o hotel e a Concha Acústica mora Ivete Sangalo. Deus e o Diabo na terra do sol.

5.000 pessoas reunidas.
Guillemots, videogame, Tom Zé, Mombojó, Retrofoguetes.
Mundo Livre S/A, HEALTH, O Círculo.


Milhares de pessoas presentes no mesmo espaço. Milhares divididas por kilômetros, acompanhando pela internet. 2011. Vivo e Petrobras bancando um festival de música vanguardista. "O" festival de música vanguardista do Brasil.

Tom Zé e Mundo Livre S/A apresentando clássicos brasileiros de diferentes épocas, estejam eles estabelecidos ou não. O Círculo e Retrofoguetes representando a cena contemporânea local. Guillemots ganhando centenas de novos fãs. JJ72 + Keane + Nirvana + HEALTH (este último, ao menos na última música do show, no qual o baterista da banda californiana HEALTH complementou, de improviso, a percussão do Guillemots). HEALTH fazendo um dos melhores shows dos últimos anos, talvez tão impactante quanto o Battles em 2008 (?). "Noise progessivo: sonic youth encontra o Cristal Castles. Tava na festa Mars Volta, My bloody Valentine, Emmerson Lake and Palmer e o Nine Inch Nails inteiro", escreveram no meu perfil no YouTube. Para o bem ou para o mal, um show extremo. Assim como o festival: extremamente gratificante. E que justificativa o título de "melhor festival indie" do Brasil.




E esse é só o começo da edição de 2011.

24 de setembro de 2011

Artistas selecionados no Conexão Vivo 2011

Neste ano, pude acompanhar de perto o processo de curadoria do edital de seleção artística do Conexão Vivo, gigante programa de patrocínios na área musical da Vivo, e participar de algumas etapas. A partir dos 967 artistas que se inscreveram no edital era possível definir a programação de ao menos três (bons) festivais, com vários dias de shows. Sinal de que a produção musical brasileira vive um momento rico e que também demonstra que esses mesmos artistas estão antenados com algumas das possíveis formas de potencializar seus trabalhos através de programas culturais de grandes empresas.

Particularmente, discordo de 20% dos artistas que foram selecionados - não que sejam ruins, mas acredito que opções mais relevantes estavam disponíveis. Mesmo assim, desconheço festival ou programa cultural que tenha um time tão rico e qualificado quanto esse, com nomes já um pouco conhecidos entre os expoentes da nova música brasileira (Mariana Aydar, Aline Calixto, Mombojó, Macaco Bong, Cidadão Instigado) e novíssimas promessas dos mais diversos Estados (4instrumental e Dibigode de Minas, Gloom de Goiás, Strobo e Lia Sophia do Pará, Bixiga 70 e Aeromoças e Tenistas Russas de São Paulo).


Cada um dos artistas selecionados fará três shows em eventos promovidos pela plataforma do Conexão Vivo (que atualmente realiza ações em Minas Gerais, Bahia, Pará, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo) até Setembro de 2012, recebendo cachês entre R$ 5.000 e R$ 10.000. Será a oportunidade de se apresentar em palcos com boa estrutura, divulgação na imprensa e aproximação junto aos mais diversos públicos. Ou seja, oportunidade rara.

Gravei (no celular) relatos com todos os curadores (Carlos Eduardo Miranda, Patricia Palumbo, Israel do Vale, Gilberto Monte e Luiz Brasil) logo após a reunião final de curadoria, captando o sentimento de cada um acerca do edital naquele momento, os quais podem ser assistidos abaixo.




ARTISTAS SELECIONADOS - MÚSICA CANTADA

Escolha da curadoria (em ordem alfabética)
Aline Calixto (MG)
Anelis Assumpção (SP)
Apanhador Só (RS)
Arícia Mess (SP)
Bárbara Eugênia (SP)
BNegão e os Seletores de Frequência (RJ)
Cabruêra (PB)
Cassim & Barbária (SC)
Cérebro Eletrônico (SP)
Cidadão Instigado (CE)
Felipe Cordeiro (PA)
Garotas Suecas (SP)
Gloom (GO)
João Brasil (RJ)
Júnio Barreto (PE)
Lia Sophia (PA)
Lucas Santtana (BA)
Mariana Aydar (SP)
Mestre Galo Preto (PE)
Mombojó (PE)
Momo (RJ)
Passo Torto (SP)
Pélico (SP)
Thiago Pethit (SP)
Volver (PE)
Zé Brown (PE)
Zefirina Bomba (PB)

Voto popular (em ordem de votos recebidos) 
Manu Santos (RJ) 
Aldan (MG) 
Nem Secos (MG) 

Suplentes
Fino Coletivo (RJ)
Joana Flor (SP)
Paquito (BA) 
Nana (BA)
Vivendo do Ócio (BA) 

ARTISTAS SELECIONADOS - MÚSICA INSTRUMENTAL

Escolha da curadoria (em ordem alfabética)
A Banda de Joseph Tourton (PE)
Aeromoças e Tenistas Russas (SP)
Areia (PE)
Batuque Manouche (SP)
Bixiga 70 (SP)
Buguinha Dub (PE)
Camarones Orquestra Guitarrística (RN)
Macaco Bong (MT)
Metaleiras da Amazonia (PA)
Pata de Elefante (RS)
Strobo (PA)
Vendo 147 (BA)

Votação popular (em ordem de votos recebidos) 
Dibigode (MG) 
4instrumental (MG) 
Red Felps (MG) 

Suplentes
Orquestra Voadora (RJ)
Rivotrill (PE) 
Huey (SP)
Tabajara Belo (MG)

3 de setembro de 2011

Votações prorrogadas no Conexão Vivo


O Conexão Vivo, programa de patrocínios na área musical da Vivo, está chegando à etapa final de seu edital de seleção artística, através do qual selecionará 45 artistas para circular pelo Brasil em shows realizados até setembro de 2012. Um grupo de curadores será responsável pela seleção de 39 artistas beneficiados pelo projeto, mas os outros 6 artistas serão selecionados através de voto popular. O prazo inicial tinha fim na noite do dia 2 de setembro, sexta-feira, mas foi prorrogado para as 12:00 do dia 5 de setembro, segunda, dando um pouco mais de tempo para que as bandas façam campanha e angariem mais votos.

Para votar você deve acessar o perfil de alguma das 250 bandas pré-selecionadas entre as quase mil inscritas e clicar no botão "vote neste perfil". A votação também pode ser feita por SMS, enviando a mensagem "conexao NOME DA BANDA" para o número 49810.

21 de agosto de 2011

Último dia para se inscrever no edital do Conexão Vivo

Corre lá! O edital vai selecionar bandas para se apresentar em diversas atividades do Conexão Vivo até setembro do ano que vem.


1 de junho de 2011

O gosto pela vida


O release final do Conexão Vivo (com alguns poucos caracteres de minha autoria) mostra que a maratona que se desenrolou por diversos pontos (não só) de BH nos últimos 40 dias envolveu 251 artistas, pelo menos 60 mil pessoas presencialmente nos shows e outras 15 mil, de 30 países, acompanhando os shows através das transmissões online. Foram dias intensos de entretenimento, aprendizado, cansaço, experimentações tecnológicas, fortalecimento e ampliação do mercado musical e mais um monte de coisas, dependendo do ponto de vista e de sua relação com o projeto. No entanto, para mim, a experiência belo horizontina do Conexão Vivo representou, acima de tudo, o gosto pela vida expressado em certas pessoas.

Gente que fica online 20 horas por dia, que acorda cedo e dorme tarde, fica puto, dá sinais de cansaço, mas, dá pra perceber, adora o que faz (e cobra dos outros a mesma empolgação, recebendo retornos de diferentes níveis). Ou então, gente que deixa em casa o filho recém-nascido e fica feliz (como seu próprio filho ficará daqui a alguns anos quando ganhar algum brinquedo) vendo em funcionamento as traquitanas tecnológicas que ajudou a dar vida. E, ainda, gente que aos 65 anos, depois de um longo dia de trabalho, de acordar cedo e carregar equipamentos, andar quilômetros refazendo o mesmo curto trajeto dentro do parque, chega às 4 da madrugada e responde com um sorriso no rosto uma jovenzinha (literalmente - piada interna) cansada que o pergunta "como é que você consegue ter energia até essa hora pra trabalhar?": 
_ É que eu gosto de viver, sabe?

Pausa. Sabe quando seu nariz umedece e um leve ardor se inicia? É o instante exatamente antes de seus olhos se encherem de lágrimas. Retorna.

Ter isso em mente me fez repensar a forma com que as pessoas se relacionam com o Conexão. Obviamente, é o trabalho de muita gente, mas vai muito, muito além disso. Envolve a paixão de quem quer construir algo relevante na vida, no sentimento que faz com que pessoas se dediquem à música com a convicção de que o prazer é maior do que a incerteza, de que altos e baixos fazem parte do processo e o torna mais interessante.

Eu poderia falar de como o Móveis Coloniais de Acaju fez seu usual show sai-do-chão; de como Karina Buhr surpreendeu e fez um show de peso (literal) com Fernando Catatau, Edgard Scandurra e Guizado em sua banda; sobre Tulipa Ruiz conquistando cada vez mais pessoas em BH (e recebendo Karina no palco, de surpresa); sobre a euforia do público durante a participação de Jards Macalé no show do Graveola e o Lixo Polifônico; sobre o Flávio Renegado fazendo o show mais cheio de todo o evento; sobre o Di Melo ser o ganhador do prêmio "arroz de festa" no Conexão (subiu no palco pra cantar uma música do Jorge Ben com o Edu Krieger e não saiu mais do palco); sobre o Julgamento demonstrar ser uma banda que merece mais atenção; sobre o hype do rap e trava-línguas; sobre o encontro de Gilvan de Oliveira e Armandinho que deixou boquiabertos vários indivíduos, dos mais distintos gostos; sobre o Marcelo Jeneci ter feito o show que mais gostei e sobre sua presença na festa improvisada que fizemos no meu futuro apartamento (enquanto as atuais locatárias dormiam!); sobre a cena independente de MG; sobre a imprensa mineira ser uma piada; sobre o uso do espaço público e governantes autoritários e burros; sobre transmissões de vídeo feitas com 3G; sobre o valor do hype; sobre integrações entre mídias móveis, redes sociais e eventos públicos; sobre o Parque Municipal ser uma zona autônoma temporária wannabe Amsterdã durante esta última semana; sobre usar cueca samba-canção e ter dificuldades em esconder ereções involuntárias; sobre a diferença entre tilelê e neo-hippie; sobre BH ser a capital com maior índice de mulheres lindas por metro quadrado; sobre o topete, a presença de palco e a ótima nova música do Thiago Pethit... mas, por hora, eu só gostaria de dizer que, acima de tudo, o importante é gostar de viver.

11 de maio de 2011

Circuito Conexão Vivo

Além dos vários shows que formam a grade oficial do Conexão Vivo BH existe um circuito paralelo de festas com bandas e DJs intitulado Circuito Conexão Vivo. São atividades culturais que acontecem por bares e casas noturnas da cidade, divididos entre os bairros do Centro, Santa Tereza, Savassi, São Pedro e até na cidade de Nova Lima e abrangem diferentes estilos musicais.

Para a divulgação dessa rede de festas criei o mapa abaixo, usado para a divulgação oficial do Circuito Conexão Vivo. Se por um lado o mapa não permite a rápida visualização da programação diária de festas, por outro estimula a exploração da programação e permite uma visão ampla do alcance do Circuito, além do ponto óbvio de facilitar a localização e circulação entre os locais.


É provável que mais festas passem a integrar o circuito e o mapa será atualizado com as mesmas. Abaixo, para facilitar a navegação, segue também uma listagem das festas integrantes da ação. Destaque para as festas dos dias 20 e 26 de Maio no Lapa Multshow (com Eminence e Madame Saatan no dia 20 e Fusile, Dead Lover's e outros no dia 26).

A Obra
Dia 4, quarta-feira: Noite de Pegada com Local-Z e A Nuvem (MG)
Dia 12, quinta-feira: Outrorock com Junkie Dogs
Dia 20, sexta-feira: 100% Compacto com DJs Luiz Valente, Kowalsky e Fausto

Arcadium
Dia 8, domingo: DJ Pacato + DJ MikeSystem + DJ Hahnu + DJ Bené + DJ Nedu Lopes + DJ Zeu + DJ Xeréu

Café da Travessa
Dia 13, sexta-feira: Travessa Lado B com DJ Fernando Fonseca

dDuck dClub
Dia 13, sexta-feira: Rifferama com DJ Amplis e convidados

Graças a Deus
Dia 6, sexta-feira: Black Broder com Dr. Bhu e Shabê + DJ Xeréu + Dançarinos do Soul

Lapa Multshow
Dia 19, quinta-feira: Skacilds (BH) convida Pequena Morte + Kabalions (BH) convida Celso Moretti + Kadu dos Anjos (BH) convida DJ Giffoni (Julgamento) e Coyote Beats (Zimun) + DJs Deskareggae
Dia 20, sexta-feira: Eminence (MG) e Madame Saatan (PA)
Dia 26, quinta-feira: Fusile, Dead Lovers Twisted Heart, Tempo Plástico e Madame Rose Selavy (MG)


Major Lock
Dia 7, sábado: No Voice + DJ Pacato + DJ Cuko + DJ O.s.crew + DJ Mauro Farina

Mercado das Borboletas
Dia 20, sexta: Sexta básica com DJ Fael + DJ Yuga + DJ Thiagão + DJ JJBZ + convidados

Music Hall
Dia 28, sábado: Orquestra Cabaré Mineiro (MG) convida Bebeto (RJ) e Gustavo Maguá (MG) convida Matolli (SP)

Nelson Bordello
Dia 3, terça-feira: Outrajam
Dia 17, terça-feira: Outrajam
Dia 27, sexta-feira: Festa Adocica com DJs Anônimo (MG), Deejay Doni (SP) e Ana Dumas / Carrinho Multimídia (BA)

Odeon
Dia 21, sábado: Uma noite pelo samba com DJ Rafael Soares no som

Social
Dia 21, sábado: Tuba-in com DJ BS BaIN e convidados

Studio Bar
Dia 5, quinta-feira: Quinta Loki com Dibigode e Frito Na Hora
Dia 6, sexta-feira: Vinyl Land com Do Amor e Onda Vaga
Dia 21, sábado: Noite Fora do Eixo com Violins e Câmera

Vila Verde
Dia 14, sábado: Biscoito Loko com DJ Thiagão Costa e Chris Guimarães

Programação do Conexão Vivo BH 2011 no Parque Municipal

Mais de 60 artistas se apresentam na etapa do Conexão Vivo no Parque Municipal, entre os dias 25 e 29 de Maio. A programação completa havia sido disponibilizada inicialmente apenas em aparelhos celulares (via aplicativo do Conexão Vivo para aparelhos com sistema Android ou Symbian - a versão para iPhone aguarda liberação na App Store) no dia 6, sexta-feira da semana passada, e nesta segunda-feira, dia 9, foi divulgada oficialmente.

A base da programação é formada pelos artistas patrocinados pela Vivo e as maiores surpresas se apresentam como convidados, casos de Siba (participação no show do grupo de samba Capim Seco), Jards Macalé (que aparece no show do Graveola e o Lixo Polifônico) e Barbatuques ao lado de Juarez Maciel e Grupo Muda. Alguns dos artistas mais comentados da atualdiade também marcam presença: na programação estão os hypados Marcelo Jeneci, Tulipa Ruiz, Karina Buhr e Móveis Coloniais de Acaju.


Paralelamente aos shows no Parque Municipal acontecem apresentações mais intimistas na Sala Juvenal Dias, no Palácio das Artes (ao lado do Parque). Lá acontecem os shows de Thiago Pethit (também no boom da "nova cena paulista") e Lise (projeto solo de Daniel Nunes, do Constantina, que fará apresentação audiovisual ao lado do parceiro L_ar).

Os ingressos serão vendidos a R$ 10 (meia-entrada), tanto para o Parque como para a Sala Juvenal Dias, e estarão disponíveis em breve (talvez em um formato diferente do conhecido pelo público). Quem não quiser (ou não puder comprar), pode participar de alguma das várias promoções que estão acontecendo.

Programação do Conexão Vivo BH 2011 no Parque Municipal
(em destaque, shows indicados pelo Meio Desligado)

Quarta-feira, dia 25 , a partir das 19:30
Capim Seco (MG) convida Siba (PE)
Porcas Borboletas (MG) convida Paulo Miklos (SP)
Deco Lima e o Combinado (MG) convida Fred 04 (PE) e Angu Stereo Club (MG)
Marku Ribas (MG) convida Zérró Santos (SP)
Móveis Coloniais de Acaju (DF)

Quinta-feira, dia 26 , a partir das 19:30
Mostra Nova Música Instrumental Mineira apresenta: Felipe José (MG) convida Elísio Pascoal (AL)
Karina Buhr (PE)
Vitor Santana (MG) convida Pedro Sá (RJ) e Marcos Suzano (RJ)
Tulipa Ruiz (SP)
Zé da Guiomar (MG) convida Wilson das Neves (RJ)

Sexta-feira, dia 27 , a partir das 19:30
The Hell´s Kitchen Project (MG) convida Autoramas (RJ), Brasilino e Serginho (MG)
Julgamento (MG) e convidado
Lucas Avelar (MG) convida Affonsinho (MG)
Gilvan de Oliveira (MG) convida Armandinho (BA)
Marcelo Jeneci (SP)

Sábado, dia 28, a partir das 19:30
Babilak Bah (MG) convida Juarez Moreira (MG)
Senta a Pua! (MG) convida Eduardo Neves (RJ)
Black Sonora (MG) convida Di Melo (PE)
Graveola e o Lixo Polifônico (MG) convida Jards Macalé (SP)
Flávio Renegado (MG) convida Maria Alcina (MG)

Domingo, dia 29, a partir das 10:00
Catibiribão (MG)
Wilson Dias e Pereira da Viola (MG) convidam Patrícia Sene
Cléber Alves convida Nivaldo Ornelas, Mauro Rodrigues (MG) e Teco Cardoso (SP)
Juarez Moreira (MG) convida Diego Figueiredo (SP)
Suíte Para os Orixás convida Renato Motha (MG)
Juarez Maciel e Grupo Muda (MG) convidam Barbatuques (SP)
Warley Henrique (MG) convida Aline Calixto (MG)

1 de maio de 2011

Emicida, Onda Vaga (Arg), La Bomba de Tiempo (Arg), Constantina e Wado no Conexão Vivo BH

Enquanto a aguardada programação do Conexão Vivo no Parque Municipal não é divulgada o público mineiro já pode ao menos se programar para os shows que acontecerão na Praça do Papa (dias 7 e 8 de maio) e na Barragem Santa Lúcia (14 e 15 de maio). Mesmo contando com artistas consagrados como Moraes Moreira e Chico César, talvez o principal nome desta etapa do Conexão seja o do rapper paulista Emicida, que se apresentará na capital mineira pela primeira segunda vez (e no auge do burburinho em torno de seu trabalho, pós-capa da revista Trip e show no gigante festival norte-americano Coachella).

Dá para perceber que a curadoria para as praças levou em consideração a proposta de atividades culturais mais familiares e tranquilas. Além dos shows diurnos, a programação é composta, em sua maioria, por artistas mais acessíveis e com raízes na música popular brasileira. Em contraponto a isso, os artistas que considero mais interessantes são os que apresentam trabalhos mais experimentais, caso da orquestra percurssiva argentina La Bomba de Tiempo (que, segundo dizem, promove verdadeiras "raves orgânicas", como dá para ver em trechos do primeiro vídeo abaixo), da banda mineira Constantina (que se apresenta ao lado do genial Wado) e o lendário Uakti,  provavelmente um dos grupos mais instigantes da história da música brasileira.



Outros dois shows que prometem belas surpresas são o da banda argentina Onda Vaga (o "Los Hermanos" da argentina, nas palavras do Kuru Lima, coordenador do Conexão Vivo) e o encontro dos baianos Moraes Moreira, Lucas Santtana e Márcia Castro (cuja performance que presenciei em Salvador há alguns meses foi empolgante).


Praça do Papa

Dia 7, sábado, às 16h
Chico Amaral (MG)
Sérgio Santos (MG) convida Joyce (RJ)
Celso Moretti (MG) convida Sandra de Sá (RJ)
Pedro Morais (MG) convida Nina Becker (RJ) e Cobra Coral (MG)

Dia 8, domingo, às 16h
Pequenas Sessões – Constantina (MG) convida Wado (AL)
Rodrigo Borges convida Lô Borges (MG)
Onda Vaga (ARG)
Moraes Moreira encontra Lucas Santtana e Márcia Castro (BA)

Barragem Santa Lúcia

Dia 14, sábado, às 15h30
UAKTI (MG)
Grupo Curupaco (MG)
Mostra Nova Música Instrumental Mineira – Rafael Martini convida Titane (MG)
Tom Nascimento (MG) convida Chico César (PB)
Chico César (PB)

Dia 15, domingo, às 15h30
Mostra Nova Música Instrumental Mineira – Humberto Junqueira convida Flávio Henrique
Formosas – Babaya, Lu, Celinha convidam Vander Lee (MG)
Tia Nastácia (MG) convida Pupilo (PE)
Emicida (SP)
Maurício Tizumba (MG) convida La Bomba De Tiempo (ARG)

26 de abril de 2011

Ganhe ingressos para o Conexão Vivo BH

Desde a semana passada acontecem as ações do Conexão Vivo BH, que se iniciaram através de uma série de shows no Grande Teatro do Palácio das Artes (o primeiro deles, unindo Lenine, Tulipa Ruiz e Pedro Morais) e continuam até o fim de maio. A programação aos poucos vai sendo divulgada e inclui bandas independentes dos mais diversos estilos em shows gratuitos e pagos. O que muita gente não sabe é que existem várias promoções que permitem que você vá de graça a todos os shows do Conexão Vivo.

Abaixo, listei as formas disponíveis atualmente para ganhar ingressos para o Conexão:

Clientes Vivo residentes em Belo Horizonte que aceitam receber mensagens promocionais da operadora podem receber um SMS que dá direito a um ingresso para um dia da programação do Conexão Vivo. Uma base inicial de 100 mil clientes recebe as mensagens, que podem ser transmitidas para clientes de qualquer operadora.

Os postais de divulgação do Conexão Vivo BH possuem um QR Code no verso que ao ser decodificado por celulares ou webcams envia para um hotsite. Lá, o usuário deve responder a uma pergunta e concorre a passaportes que permitirão a entrada gratuita em todos os shows em um dos espaços onde houver cobrança de ingressos dentro da programação do Conexão, como o Parque Municipal e o Lapa Multshow.

  • Fotos
O público pode tirar fotos no stand da promoção "Eu fui!", montada nos locais onde ocorrer shows do Conexão Vivo, e concorrer a passaportes de ingressos para o Parque Municipal. As 10 fotos mais votadas no site da promoção serão premiadas.

  • Foursquare
Adicione o Conexão Vivo como amigo no Foursquare e depois faça check-in em algum dos locais onde acontecem as atividades do programa com algum comentário ou foto. Todos que fizerem isso concorrem a ingressos para os shows no Parque Municipal, que acontecem em 25 e 29 de maio.

  • Twitter e Facebook
Outros sorteios acontecerão para premiar os seguidores do perfil do Conexão no Twitter e seus fãs no Facebook. Fique de olho!

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