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16 de março de 2015

"Liberdade"

"O mundo jamais o desencorajará de operar na configuração padrão, porque o mundo dos homens, do dinheiro e do poder segue sua marcha alimentado pelo medo, pelo desprezo e pela veneração que cada um faz de si mesmo. A nossa cultura consegue canalizar essas forças de modo a produzir riqueza, conforto e liberdade pessoal. Ela nos dá a liberdade de sermos senhores de minúsculos reinados individuais, do tamanho de nossas caveiras, onde reinamos sozinhos.

Esse tipo de liberdade tem méritos. Mas existem outros tipos de liberdade. Sobre a liberdade mais preciosa, vocês pouco ouvirão no grande mundo adulto movido a sucesso e exibicionismo. A liberdade verdadeira envolve atenção, consciência, disciplina, esforço e capacidade de efetivamente se importar com os outros - no cotidiano, de forma trivial, talvez medíocre, e certamente pouco excitante. Essa é a liberdade real. A alternativa é a torturante sensação de ter tido e perdido alguma coisa infinita."


Trecho de uma fala do David Foster Wallace.

31 de dezembro de 2014

Feliz ano novo

_ Clássicos reduzidos para se adaptarem a programas de rádio de 15 minutos, depois reduzidos novamente para uma coluna de livro de dois minutos de leitura, e, por fim, encerrando-se num dicionário, num verbete de dez a doze linhas. Estou exagerando, é claro. Os dicionários serviam apenas de referência. Mas, para muitos, o Hamlet, certamente você conhece o título, Montag; provavelmente a senhora ouviu apenas uma vaga menção ao título, senhora Montag, o Hamlet não passava de um resumo de uma página num livro que proclamava: Agora você pode ler finalmente todos os clássicos; faça como seus vizinhos. Está vendo? Do berço até a faculdade e de volta para o berço; este foi o padrão intelectual nos últimos cinco séculos ou mais.
....
_ A escolaridade é abreviada, a disciplina relaxada, as filosofias, as histórias e as línguas são abolidas, gramática e ortografia pouco a pouco negligenciadas, e, por fim, quase totalmente ignoradas. A vida é imediata, o emprego é que conta, o prazer está por toda a parte depois do trabalho. Por que aprender alguma coisa além de apertar botões, acionar interruptores, ajustar parafusos e porcas?
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_ Por sorte, esquisitos como ela são raros. Sabemos como podar a maioria deles quando ainda são brotos, no começo. Não se pode construir uma casa sem pregos e madeira. Se você não quiser que se construa uma casa, esconda os pregos e a madeira. Se não quiser um homem politicamente infeliz, não lhe dê os dois lados de uma questão para resolver; dê-lhe apenas um. Melhor ainda, não lhe dê nenhum. Deixe que ele se esqueça de que há uma coisa como a guerra. Se o governo é ineficiente, despótico e ávido por impostos, melhor que ele seja tudo isso do que as pessoas se preocuparem com isso. Paz, Montag. Promova concursos em que vençam as pessoas que se lembrarem da letra das canções mais populares ou dos nomes das capitais dos estados ou de quanto foi a safra de milho do ano anterior. Encha as pessoas com dados incombustíveis, entupa-as tanto com "fatos" que elas se sintam empanzinadas, mas absolutamente "brilhantes" quanto a informações. Assim, elas imaginarão que estão pensando, terão uma sensação de movimento sem sair do lugar. E ficarão felizes, porque fatos dessa ordem não mudam. Não as coloque em terreno movediço, como filosofia ou sociologia, com que comparar suas experiências. Aí reside a melancolia. Todo homem capaz de desmontar um telão de tevê e montá-lo novamente, e a maioria consegue, hoje em dia está mais feliz do que qualquer homem que tenta usar a régua de cálculo, medir e comparar o universo, que simplesmente não será medido ou comparado sem que o homem se sinta bestial e solitário. Eu sei porque já tentei. Para o inferno com isso! Portanto, que venham seus clubes e festas, seus acrobatas e mágicos, seus heróis, carros a jato, motogiroplanos, seu sexo e heroína, tudo o que tenha a ver com reflexo condicionado. Se a peça for ruim, se o filme não disser nada, estimulem-me com o teremim, com muito barulho. Pensarei que estou reagindo à peça, quando se trata apenas de uma reação tátil à vibração. Mas não me importo. Tudo que peço é um passatempo sólido.

Os trechos acima fazem parte do romance Fahrenheit 451, de Ray Bradbury. Publicado originalmente em 1953, o livro entra no grupo de publicações que criaram futuros distópicos que acabaram por prever muito do que vivemos atualmente (assim como 1984 e A Scanner Darkly, entre outros).

Feliz ano novo. Cuidado com as selfies.

11 de dezembro de 2013

O óbvio não nos tira do lugar

Faz sete anos desde que criei o Meio Desligado. Passaram-se 10 anos desde que criei meu primeiro blog. Ambos foram extremamente importantes na minha vida e registraram parte dos processos pelos quais passei desde meus 15, 16 anos de idade. Tudo sempre seguiu de uma forma natural e talvez por isso tenha obtido alguns resultados relevantes. 

Experimentar formatos na internet, escrever sobre música independente brasileira e pensar no que podia fazer no jornalismo cultural eram questões ativas na minha vida e que refletiam, entre outras coisas, na produção publicada aqui. Hoje, outros temas (alguns muito próximos daqueles iniciais, é verdade) me instigam mais. E, ao perceber o baixo volume de atualizações por aqui, percebo que o Meio Desligado não deveria se tornar uma obrigação, mas sim permanecer como uma extensão da minha vida, da minha visão do mundo.

Por mais que eu sempre estivesse ocupado fazendo duas faculdades e um estágio simultâneos, morando na periferia e sem grana, aprendendo programação, criando vídeos e músicas (e que nem eram ruins, afinal, até o Hermano Vianna chegou a falar em entrevista para a Carta Capital que eram uma das coisas mais interessantes no Brasil naquela época), mantinha o Meio Desligado com animação e ainda conseguia tempo para criar outros blogs e projetos online. Isso tudo, percebo, por serem ações sinceras, não obrigações. E para continuar com sinceridade é preciso mudar. E mudar, nesse caso, é ter maior liberdade, não saber qual será o próximo passo. O óbvio não nos tira do lugar. Não quero ficar parado.

(Da sala de um apartamento em Laranjeiras, Rio de Janeiro)

6 de maio de 2013

Um site para calcular a melhor hora de dormir

Uma dica especialmente útil pra quem trabalha na noite ou tem o costume de se jogar na balada e tem que acordar cedo no dia seguinte é o sleepyti.me, site que calcula o melhor horário para você dormir de acordo com a hora em que precisa estar acordado. 

O site baseia seu cálculo sobre os ciclos de sono de 90 minutos, mostrando os melhores horários para dormir e acordar no fim de um ciclo e, assim, sentir-se melhor ao levantar da cama.


31 de dezembro de 2012

Tchau, 2012


O que aprendemos em 2012? Se pudesse responder assim tão facilmente, em poucas palavras, certamente não chegaria a um resultado muito positivo. Eu realmente não me importo muito com mudanças de ano e recortes temporais definidos. O principal ponto de uma virada de ano é a esperança de renovação que ela carrega consigo, mas, a partir do momento em que você se sente confortável com a noção de que é você o responsável pela maioria das mudanças que podem acontecer - e (tentar) fazer isso a qualquer momento, durante toda a sua vida - a expectativa que marca essa época do ano passa a ser opcional. No fim, é apenas uma forma de facilitar a organização das memórias e experiências em nossas mentes.

Pensando nisso, o que marcou esses últimos 300 e tantos dias? As coisas têm acontecido tão rapidamente (e em grande quantidade) que muitas vezes a organização temporal dos acontecimentos fica confusa. Coisas que já parecem distantes ocorreram talvez semanas ou apenas dias atrás. A tal velocidade da informação e o grande fluxo de comunicação embaralhando a ordem de tudo.

Assim, é extremamente difícil para mim uma retrospectiva sincera e pessoal deste ano. Obviamente, alguns acontecimentos se destacam, apesar de ficar a certeza de que outros muitos também importantes/prazerosos virão à mente em momentos futuros.

Uma das certezas é que 2012 não foi o melhor ano do Meio Desligado. Por outro lado, isso reflete a agitação da minha vida pessoal e como isso afeta o blog. Foi um ano de muitas e intensas experiências, nem sempre positivas para a qualidade e periodicidade do Meio Desligado, mas cruciais para mim.

Passei os primeiros 4 meses do ano trabalhando em um negócio próprio, a maior parte do tempo em casa. Um experimento no meio de comunicação digital que depois de um breve período decidimos (eu e meus dois parceiros nessa empreitada) não levar em frente como nosso objetivo principal.


Fiz viagens incríveis nas quais aprendi muito, conheci pessoas que mudaram a minha vida de diferentes formas, trabalhei com empresas e pessoas diferentes, errei, testei muitas coisas, errei mais, perdi, gastei e também deixei de fazer coisas que tinha planejado.

Pausa. 

O que me faz lembrar de um pensamento recorrente de que todos os verbos referentes a coisas positivas terminam em "ar" ou "ir", sendo estes próprios, referentes às duas coisas que seriam a essência da vida: respirar (se manter vivo) e se movimentar (não permanecer em um mesmo lugar). Faça o teste, pense em verbos no infinitivo. "Comer" é uma das poucas exceções à regra de "ir" e "ar").

Voltando.

A sensação agora, refletindo sobre tudo o que aconteceu e tem acontecido, é de que caberiam alguns outros anos dentro deste 2012, tamanha a quantidade e diversidade de acontecimentos e experiências. E, repetida muitas vezes nesse texto, "experiência" talvez seja a palavra que fique na minha mente ao lembrar dos últimos 12 meses. Para o que vem pela frente, fica a sensação de que terei muito o que fazer, principalmente no que diz respeito ao meu novo "empreendimento" (sempre me vem uma imagem de prepotência quando leio essa palavra), a quente.

Às vezes todo o acontecimento é tão inesperado que é difícil de ser entendido e chega até mesmo a extrapolar sua capacidade de se surpreender com aquilo. Talvez 2012 seja um pouco assim e leve um tempo pra entender melhor tudo isso. De qualquer forma, o processo foi divertido.

29 de novembro de 2012

Cobertura de uma longa viagem através das fotos que não fiz

15 de Novembro, Ana Rosa, São Paulo
Origamis coloridos, pendurados em barbantes, decoram o centro do bar. Ao fundo, camisetas de bebê com estampas de bandas de rock também estão penduradas e complementam a decoração improvisada. Enquanto um gordinho de óculos grita ao microfone (cantando Tim Maia, mas impossível saber isso através da foto não feita), um sorridente Jair Naves gira no chão em um movimento inesperado (porém aplaudido), com a mesma sagacidade com que se joga do palco ou sobe nas estruturas montadas em seus shows. À sua esquerda, Siba permanece sentado, olhar intelectual, concentrado na conversa com a bela mulher ao seu lado. Fernando Catatau estava do lado de fora e não sairia na foto (e provavelmente não se deu conta do que acontecia por ali).

1º de Novembro, Lapa, Rio de Janeiro
As duas dançarinas/acrobatas estão na linha dos meus olhos. Estou na parte de cima do Circo Voador e elas, há metros do chão, penduradas em tecidos presos ao teto do local. Apesar dos corpos definidos e dos muitos volumes, ressaltados pelas roupas justas, fica claro os poucos anos que cada uma carrega. Ao meu lado, encostado na barra de proteção (da qual esqueci o nome), um hippie universitário (que em Minas seria simplesmente chamado de "tilelê") as fotografa. Ao fundo da imagem, o Iconili se prepara para a passagem de som para o show que faria ali, horas mais tarde, para centenas de pessoas. Dos 11 integrantes da banda, seis estão olhando para a dança/acrobacia das garotas, três estão concentrados em seus instrumentos e dois não apareceriam na foto, pois saíram para fumar maconha.

10 de Novembro, Leblon, Rio de Janeiro
Um close em uma escada de madeira fina, com poucos degraus, aparentemente molhados. Ao fundo, percebe-se que a escada leva a um palco. Ao lado da escada, um dos integrantes do Dibigode aparece borrado pelo movimento, levando as últimas cervejas do camarim. Faço a foto antes que o Ed Motta suba essa mesma escada e aposto R$ 20 que ela quebrará com ele. 

14 de Novembro, Vila Madalena, São Paulo
Sentados na cozinha, ao redor de uma mesa circular coberta com plástico branco de detalhes azuis, sobre o qual estão um pacote de pão, uma embalagem de 1 litro de suco de uva e meio croissant que comprei no dia anterior (quando a atendente da padaria ria do meu sotaque mineiro e pedia, com uma mistura de prazer e dó, que eu repetisse cada palavra), estão Felipe Cordeiro e seu pai, Manoel Cordeiro, compondo. Manoel está de costas, pode-se ver apenas o braço do violão que carrega no colo. Felipe está de frente para ele, bigode e cabelos atrapalhados, sorrindo. Tocam uma música que compõem em parceria com um renomado artista de São Paulo e que ficaria na minha cabeça por longas horas.

13 de Novembro, Pompeia, São Paulo
Em frente à entrada do camarim da Choperia do Sesc Pompeia, acima da cozinha da unidade do Sesc, paro, de costas para a entrada, e faço uma foto de mim mesmo. Quatro anos antes, naquele mesmo lugar, registrei o momento da minha primeira viagem como produtor cultural. Não gosto da foto e a refaço três vezes. No fim, desisto e encho de efeitos no celular.

12 de Novembro, Rua Augusta, São Paulo
Parece cena de churrasco na casa de um bicheiro, mas estamos durante a madrugada em um "bar de acompanhantes". Apareço na foto com duas garotas seminuas me abraçando, uma de cada lado, fazendo V com os dedos para a foto e, ao fundo, o churrasqueiro oferece um espetinho (gratuito),  a um japonês de óculos, com seus trinta e poucos anos, todo sorridente.

16 de Novembro, Casa das Caldeiras, São Paulo
Estamos eu, o Emicida e a Renata, produtora dele, no camarim, de pé, enquanto o pessoal do Mãodeoito conversa sentado, ao lado. O Emicida sorri e lembra de quando nos encontramos em Londres, enquanto ele traficava Guaraná Antarctica no Barbican. Ele segura um adesivo do Iconili e a Renata, uma camisa da banda. O suor escorre na minha teste e cai no meu olho, fazendo com que ele saia fechado na foto.

23 de Novembro, Centro, Rio de Janeiro
A imagem é apenas um borrão em tons de ferrugem com um rastro de luz incandescente. A foto seria de um dos muitos vagões deteriorados da estação Leopoldina, com sua decadência transformada em atração durante a realização do festival Back2Black. No momento da foto, o baixista da banda ______ (melhor não contar o nome), me puxa pelo ombro e conta que Patrícia Pillar e Regina Casé estão por ali e, acredite, pretende abordar (com interesses sexuais) a primeira delas que encontrar. Finjo que vi a Nneka no meio da plateia, aponto a direção, e ele parte.

8 de setembro de 2012

Resumo da TV Meio Desligado em Agosto

Seleção com alguns dos videoclipes mais legais publicados na TV Meio Desligad@ durante o mês de Agosto. Do hip hop experimental ao stoner rock argentino.

24 de agosto de 2012

Aquele sobre tentar achar algum sentido e consertar as coisas

Quem acompanha o Meio Desligado com atenção deve ter notado alguma mudança no blog nos últimos tempos. Eu, ao menos, sinto. Desde sua criação, foram raros os momentos de pausa nas publicações. Lembro de apenas dois breves períodos: recentemente, durante minhas férias, e quando fingi que o blog tinha acabado e viraria um fotolog (ha!).

As pessoas costumam me perguntar por que tenho um blog. Eu costumava ter a resposta na ponta da língua. Não que a resposta fosse decorada, mas eram tantos os motivos, e tão fortes, que se tornava fácil responder. Hoje, paro pra pensar. Mesmo assim, fico sem resposta às vezes.

...

A verdade é que cada hora investida no Meio Desligado é como se eu deixasse de fazer algo mais importante. Algo importante como tentar ganhar dinheiro pra sobreviver, ficar mais próximo da família, aprender alguma coisa nova ou simplesmente me divertir. Se nada disso está relacionado ao blog agora, significa que as coisas estão erradas. Hora de mudar.

Não sei qual formato seguir, não quero um modelo. Este blog costumava ser mais espontâneo. Não importava se eu falava a partir de uma visão bem pessoal. "Eu", aliás, foi tornando-se cada vez menos usado. Talvez eu quisesse me diferenciar, fazer um "jornalismo" um pouco mais "adulto". Assim, cheio de aspas.

Acho que me contive demais.

Meu pai vendia pão na rua quando era criança. Minha mãe era atendente em um mercadinho de frutas na adolescência. Quando penso em como gasto meu tempo, costumo me lembrar disso. E pensar no que foi necessário pra chegar até o atual momento, em ter um estilo de vida inimaginável a eles 40 anos atrás. Anos meus e dos outros. Anos estudando de manhã, trabalhando durante a tarde e voltando aos estudos de noite. Muito tempo e trabalho para resultar em mediocridade e conformismo.

Sinceramente, acho que me contive e me acomodei demais.

10 de junho de 2012

Instagram Meio Desligado

Siga lá, só procurar por "meiodesligado" no Instagram.



Fusile em show na Flaming Night, em BH
A Banda de Joseph Tourton no Conexão Vivo





Cícero no Teatro Sesi Minas
Tulipa Ruiz no Grande Teatro do Palácio das Artes

12 de abril de 2012

Pós-debate no Sesc (everything is a remix, dicas de livros e considerações)

Eu e o Alex Antunes participamos de um debate no Sesc Araraquara no dia 31 de Março sobre o cenário da música independente no Brasil, gestão de carreiras e jornalismo musical que foi bem interessante. Aproveitando o papo que rolou (com pouco mais de 30 pessoas, um número bom para esse tipo de iniciativa), reúno aqui parte do conteúdo que indiquei durante o debate e destaco alguns pontos da conversa.

Everything is a remix: documentário sobre a cultura do remix e sua contextualização histórica. Aborda o caráter cíclico da cultura e como ela se mantém viva através de múltiplas apropriações de elementos previamente criados.



Cultura Livre - Como a grande mídia usa a tecnologia e a lei para bloquear a cultura e controlar a criatividade: livro básico pra se entender mais sobre propriedade intelectual e direitos autorais no mercado cultural.




Free - Grátis: o futuro dos preços: livro do mesmo autor do best seller A Cauda Longa. Já escrevi sobre ele aqui no Meio Desligado.



  • No Brasil, duas redes mais importantes envolvidas na produção cultural de forma coletiva e colaborativa são a Fora do Eixo e a iniciativa do Governo Federal dos Pontos de Cultura;
  • O "excedente cognitivo" resultante das tecnologias digitais e das redes sociais reflete-se também no meio musical, gerando discussões sobre a necessidade (ou não) de mediadores que filtrem a produção excessiva e apresente ao público em geral uma seleção realizada através de critérios subjetivos;
  • A troca de serviços e a gratuidade não devem ser vistos como uma forma abrir mão de remuneração, mas sim como um investimento e parte de uma estratégia na qual os serviços/produtos gratuitos façam parte de um modelo de negócios que seja sustentável no decorrer do tempo.

1 de fevereiro de 2012

Para tudo: novo vídeo do Alexandre Pires com o Mr Catra e Neymar

"A pulseira dessa mina algemou meu coração". Adorei. Será que tem conotação sexual?


Alexandre Pires tem, sim, uma relação com a música independente brasileira. Alguns anos atrás, durante uma edição do festival jambolada em Übberlândia ("terra do revertério", em tradução ao estilo Google Translate 5 anos atrás), cidade natal de Pires, aconteceu uma festinha em um dos quartos do hotel onde estavam artistas e participantes do festival. A senha para entrar no quarto era Alexandre Pires. Pronto, está justificada a presença disso por aqui. Não reclame.

19 de janeiro de 2012

Lembrete

Se você sabe que algo vai dar errado, mas mesmo assim segue em frente, isso não é um erro: é burrice. Se você erra, mas aprende com isso, é experimentação.

22 de novembro de 2011

Mixtape do Soulwax homenageia Brasil

A banda belga Soulwax, centrada nas figuras dos irmãos Dave e Steph Dewaele (também responsáveis pelo projeto 2manydjs), tem um dos trabalhos mais relevantes na mistura entre rock alternativo e música eletrônica no cenário mundial. Neste mês, se apresentam novamente no Brasil no festival UMF (onde também toca uma das minhas bandas favoritas, o Death From Above 1979), e aproveitando a ocasião lançaram a mixtape Batuta Discos, focada na música brasileira. Ouça abaixo.

17 de janeiro de 2011

Entre em contato!

Página nova de contato do Meio Desligado no ar há alguns dias, esqueci de avisar por aqui.

18 de novembro de 2010

Sobre a pausa na semana

A equipe do Meio Desligado esteve viajando por diferentes cidades do país nos últimos dias, cobrindo festivais, shows, participando de congressos, reuniões e outras ações.

Os próximos dias continuam agitados, mas em breve voltam as atualizações em ritmo normal (e com algumas novidades).

21 de setembro de 2010

Loja Meio Desligado de venda de CDs

O último CD de uma banda internacional que comprei foi em 2003. Nos 7 anos que se passaram desde então é provável que eu tenha adquirido no máximo 5 CDs de bandas alternativas brasileiras. Mesmo assim, escutei no mínimo 800 álbuns nesse período (algo que posso afirmar sem dúvidas, já que anotava todos os álbuns que ouvia no mínimo duas vezes, até que fiquei de saco cheio e larguei essa frescura).

Isso significa que eu ganho muitos CDs ou que sou um grande pirateador? Não.  Quer dizer, talvez sim, mas a questão é outra: nossos hábitos de consumo mudaram. Ao menos para mim, já não faz mais sentido ter CDs como suporte físico para a música. É por isso que estou vendendo praticamente todos os meus CDs e abandonando certo apego ao suporte físico para a música.

Há anos escuto muito mais música no celular e no computador do que em aparelhos de som criados especificamente com esse propósito. Pensando nisso, simplesmente copiei todos os meus álbuns em mp3 com qualidade de 320 kbps e guardarei somente aqueles cujo material gráfico se destaca (como os do Tool, com encartes feitos com materiais especiais), com dedicatórias ou que estejam tão arranhados que seria sacanagem "presentear" alguém com eles.

Ao longo dos últimos anos fui me desfazendo aos poucos dos meus CDs e os que restaram estão listados abaixo, todos em ótimo estado, por R$ 10 cada. Em relação aos CDs nacionais que ganho, ficarão comigo até que faça a crítica dos mesmos e então irão para a sede do coletivo Fórceps, onde ficarão à disposição para empréstimo ao público, de modo a criar uma "musicoteca" da cena independente brasileira.

 Faith No More - Angel dust
Faith No More - Album of the year
Oasis - Definitely maybe
Deftones - White Pony
Black Rebel Motorcycle Club - Take them on, on your own
Jimmy Eat World - Bleed american
Feeder - Swim
The Jesus and Mary Chain - Munki
Wilco - Wilco (the album)
Soulfly - Omen
New Moon soundtrack (trilha sonora com Thom York, Muse, BRMC, Death Cab for Cutie, The Killers, Ok Go e outros)
The Flaming Lips - Embryonic

28 de maio de 2010

Essa é pra quem acha que nunca é tarde pra recomeçar


Entenda como puder (ou quiser).

Manda-chuva

A partir de agora respondo somente pelo nome de "Manda-chuva". Se quiserem falar comigo, por favor comecem todas as suas frases dessa forma.

Atenciosamente,
Manda-chuva.

3 de maio de 2010

Conto com a compreensão de vocês!

Amigos, leitores, idiotas que deixam comentários imbecis, bandas spammers e afins, entro em contato para justificar minha ausência nos últimos dias e pedir a compreensão de vocês. Estou vivendo um momento muito difícil em minha vida e como sempre tive uma relação muito próxima de todos vocês resolvi, mais uma vez, esclarecer a situação a vocês: estou tratando meu vício em sexo e tem sido uma situação muito dura. Tão dura e permanente que dói.

Peço o apoio de vocês nesse momento difícil para manter as coisas de pé.

Obrigado.

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