O Hermano Vianna viveu, sentiu e expressou textualmente sua experiência com a música, mais especificamente, com o consumo da mesma (catalisado pelo fim da loja Modern Sound, até então uma das mais famosas lojas de CDs do Rio de Janeiro). Ele publicou em sua coluna no jornal O Globo. O Alê Youssef leu, gostou, republicou o texto em seu blog e o divulgou no Twitter. Eu, enquanto ouvia músicas direto no FireFox usando o plugin Fire.fm (que utiliza dados do Last.fm para gerar uma "estação de rádio" no seu navegador), atualizava uma planilha no Google Docs e carregava um vídeo no Vimeo, vi através do Twhirl (serviço que utilizo para acessar o Twitter) que o Alê divulgou em seu perfil no Twitter o texto republicado em seu blog.
Esse é o caminho que me levou ao texto que apresento abaixo a vocês. O processo de encontro ao conteúdo criado pelo Hermano foi publicado para ressaltar como nossos hábitos se transformam e, atualmente, estão cada vez mais relacionados ao conteúdo digital e às famosas "nuvens".
Engraçado e lamentável, simultaneamente, é o comunicado de encerramento da Modern Sound. Digo lamentável não porque eu chore pelo fim da loja. O que é triste no comunicado é a constatação de como grande parte da indústria permanece lamentando o fim dos velhos tempos de menos conteúdo disponível e mais lucros para empresas como a loja carioca. "Apesar de todo nosso esforço, infelizmente não foi possível reverter a perda causada pela evolução tecnológica, em que toda a cadeia de negócios ligada a questão do direito autoral foi ferida de morte".
Uma opinião sincera? Se vocês realmente pensam assim, já deveriam ter fechado as portas há mais tempo. E novamente, com a mesma sinceridade: não farão falta alguma. Eu e outros bilhões de pessoas preferimos, sem dúvida alguma, toda a "perda causada pela evolução tecnológica" do que 20 Modern Sound.
A impressão que tenho é que apesar de trabalharem no mercado musical muitas pessoas, como quem assina o comunicado da Modern Sound, não VIVE o mercado musical atual. Mantêm uma mentalidade extremamente retrógrada, tendem a culpar a tecnologia em vez de utilizá-la para adaptar seus negócios, explorar nichos diferentes, novos modelos de negócios, etc.
A única grande perda provocada pela evolução tecnológica no setor musical refere-se à manutenção de monopólios que exploram (ou exploravam) a escassez de conteúdo musical em seus suportes físicos (como CDs, DVDs e vinis). E essa "perda", que dá espaço para a circulação de uma maior diversidade de artistas em todo o mundo, ampliando o mercado, não reduzindo, é muito bem-vinda. Velhos (hábitos, negócios, modelos, pessoas) quando se ferem, têm maior probabilidade de morte. Que venham os novos (formatos, modelos, ideias, pessoas).
Engraçado e lamentável, simultaneamente, é o comunicado de encerramento da Modern Sound. Digo lamentável não porque eu chore pelo fim da loja. O que é triste no comunicado é a constatação de como grande parte da indústria permanece lamentando o fim dos velhos tempos de menos conteúdo disponível e mais lucros para empresas como a loja carioca. "Apesar de todo nosso esforço, infelizmente não foi possível reverter a perda causada pela evolução tecnológica, em que toda a cadeia de negócios ligada a questão do direito autoral foi ferida de morte".
Uma opinião sincera? Se vocês realmente pensam assim, já deveriam ter fechado as portas há mais tempo. E novamente, com a mesma sinceridade: não farão falta alguma. Eu e outros bilhões de pessoas preferimos, sem dúvida alguma, toda a "perda causada pela evolução tecnológica" do que 20 Modern Sound.
A impressão que tenho é que apesar de trabalharem no mercado musical muitas pessoas, como quem assina o comunicado da Modern Sound, não VIVE o mercado musical atual. Mantêm uma mentalidade extremamente retrógrada, tendem a culpar a tecnologia em vez de utilizá-la para adaptar seus negócios, explorar nichos diferentes, novos modelos de negócios, etc.
A única grande perda provocada pela evolução tecnológica no setor musical refere-se à manutenção de monopólios que exploram (ou exploravam) a escassez de conteúdo musical em seus suportes físicos (como CDs, DVDs e vinis). E essa "perda", que dá espaço para a circulação de uma maior diversidade de artistas em todo o mundo, ampliando o mercado, não reduzindo, é muito bem-vinda. Velhos (hábitos, negócios, modelos, pessoas) quando se ferem, têm maior probabilidade de morte. Que venham os novos (formatos, modelos, ideias, pessoas).
Clique abaixo para ler na íntegra a coluna do Hermano Vianna.


