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3 de dezembro de 2014

BH Music Station 2014 - como foi


A premissa do BH Music Station é ótima: um festival musical que acontece em estações de metrô e dentro dos próprios vagões, fora do seu horário de funcionamento. O ambiente diferenciado e a produção impecável proporcionam ótimas experiências, mas em 2014, na sétima edição do evento, faltou um elemento essencial: uma programação musical mais atraente.

Diferentemente dos últimos anos, quando a programação do festival geralmente se dividia por três ou mais dias com shows em três estações do metrô, em 2014 o festival concentrou seus palcos na chamada "Estação Oficina" (localizada após a estação final do metrô, onde é realizada a manutenção dos vagões), no dia 29 de novembro. Lá, se apresentaram Rodrigo Amarante, Orquestra Imperial, Mustache e Os Apaches e os DJs da festa Geleia Geral. Apesar da redução no número de dias em relação aos outros anos do festival, foi uma programação fraquíssima se comparada com os artistas que se apresentaram em 2008 (Arnaldo Antunes, Nação Zumbi, Tom Zé, Fino Coletivo, Móveis Coloniais de Acaju, entre outros), 2009 (Vanguart, Lenine, Cordel do Fogo Encantado, Zeca Baleiro, Mart'Nália e a própria Orquestra Imperial, entre outros) e 2011 (Paralamas do Sucesso, Marcelo Camelo, Céu, Nação Zumbi - de novo, Roberta Sá, Lobão e Tiê, entre outros).

Outros pontos pioraram a situação:
- Rodrigo Amarante e Orquestra Imperial atraem praticamente o mesmo público e, no dia da realização do Music Station, acontecia em BH a estreia da Banda do Mar na cidade, atingindo o mesmo público e com o peso de ser uma novidade, ao contrário de Amarante e da Orquestra (que realizaram bons shows, inclusive, apesar do trabalho do Amarante ser intimista demais para o formato do festival - por vezes a altura das conversas do público tornava difícil conseguir indentificar o que ele cantava);
- Quando foi lançar Cavalo, seu primeiro disco solo, em BH, Amarante teve duas noites agendadas na casa de shows Granfinos, onde a capacidade é de cerca de 600 pessoas. No entanto, a venda de ingressos foi tão ruim que uma das noites foi cancelada e a outra sequer teve os ingressos esgotados. Ou seja, o headliner do BH Music Station 2014 não encheu uma casa com capacidade para 600 pessoas e foi a principal atração de um festival que nos anos anteriores recebia milhares de pessoas. O resultado? A edição mais vazia do BH Music Station de que se tem notícia. Contribuiu também, é claro, o fato da entrada custar R$ 120 (inteira). Mesmo com os custos de se realizar um festival desse nível no metrô, envolvendo uma grande equipe, é um valor muito alto para o ingresso, ainda mais levando em consideração que o patrocínio do evento é de R$ 432.250,00 via Lei Estadual de Incentivo à Cultura e que os cachês dos artistas que se apresentam dentro dos vagões é baixo (me lembrei dessa piada sobre os cachês das bandas indie no Lollapalooza).

Mauro Lauro Paulo na entrada do BH Music Station. Foto de Renata Caldeira

E por falar nos shows que acontecem dentro dos vagões, vale destacar que, nesse sentido, a programação de 2014 foi a melhor de todos os tempos. Como a entrada no festival é centralizada na Estação Central, o público percorria um longo caminho até a estação na qual o palco principal havia sido montado. Por isso, shows alternativos, em sua maioria semi-acústicos, acontecem dentro dos vagões durante esse trajeto. E neste ano a programação contou com uma ótima e diversificada amostra da cena independente belorizontina, com Iconili, O Melda, Barulhista, Madame Rrose Sélavy e novidades promissoras como Minimalista, Pequeno Céu e Peluqueria (única banda esperta pra aproveitar o local inusitado e fazer um vídeo ao vivo), entre outros. Para melhorar, logo na entrada da Estação Central o público se deparou com as intervenções do palhaço-músico-onemanband Mauro Lauro Paulo e o barulho garageiro d'O Lendário Chucrobillyman. Se nos próximos anos o festival cuidar de sua programação principal com a mesma atenção que deu às atrações secundárias em 2014, tem tudo para se firmar como um dos eventos mais legais do país.

17 de maio de 2014

Coletânea Cena Independente #27

Após um breve hiato e algumas dissidências, a coletânea mensal Cena Independente publica mais uma edição inédita. A seleção é feita através da curadoria dos sites e blogs que fazem parte do projeto e que, aqui, ficam responsáveis por peneirar todos os meses os sons de suas cenas locais.

Nesta edição, o designer Leandro Benyk, convidado pelo Defenestrando (curador da cena paranaense), assina a arte da capa. Mais de seus trabalhos podem ser vistos aqui.

Interessados em participar podem conversar com a Clara no email mixtape.cenaindependente@gmail.com e se informar mais sobre o projeto no blog coletaneaindependente.wordpress.com

Você pode escutar a coletânea no player abaixo ou fazer o download de todas as músicas.




MINAS GERAIS: Meio Desligado
Magalhães – Ver Tereza
indie tropical
Membro do combo de afrobeat psicodélico Iconili (no qual tocava baixo e atualmente é trompetista) e colaborador frequente do Transmissor, Victor Magalhães Silva lançou em março seu primeiro álbum solo, "Trago Seu Amor". A tropicalidade do Iconili permanece, mas com uma roupagem diferente que remete tanto a Rodrigo Amarante como a Felipe Cordeiro, tudo envolto em uma atmosfera vintage, resumida na classificação de gênero escolhida pelo artista para definir o álbum: "kitsch brazilian groove". "Ver Tereza" é a faixa que abre o álbum, mas vale apena ouvir o disco completo.
Para quem gosta de: Rodrigo Amarante, rock sessentista, Dead Lover's Twisted Heart em português
Mais de Magalhães no Soundcloud

BAHIA: El Cabong
Murilo Sá & Grande Elenco – Eis Que Eu Tento Me Entreter
rock psicodélico
Murilo Sá é um baiano que desistiu de tentar a carreira em Salvador e decidiu encarar o caminho de São Paulo. Levou na bagagem o violão e um punhado de canções que remetem ao rock dos anos 60. Psicodelia, melodias, um cheirinho agradável de mofo e uma sonoridade que pela influência em comum lembram o bom rock gaúcho. Murilo acaba de lançar um EP, que serve como prévia para o disco que sai ainda este ano.
Para quem gosta de: Jupiter Maçã, Mutantes, Mopho
Mais de Murilo Sá & Grande Elenco no Soundcloud

PARANÁ: Defenestrando
Cavernoso Viñon – Drugstore
blues/rock
Formado por músicos com boa experiência no cenário musical curitibano, o Cavernoso Viñon é uma pequena seleção de talentos roqueiros da cidade. O grupo surgiu como um filho natural da Trajano Reis, uma rua que concentra amostras do que há de melhor e de pior na noite curitibana – algo como a Rua Augusta das araucárias. Tendo esse universo como cenário, a vocalista Lolo Quevedo canta em francês enquanto Lucian Araújo, Ricardo Maia, Yan Lemos e Leonardo Lotowski explodem em um blues corrosivo. A banda acaba de soltar o clipe da música “Drugstore” e prepara o lançamento de um novo EP para os próximos meses.
Para quem gosta de: Jack White, The 5678’s, chanson francesa
Mais de Cavernoso Viñon no Soundcloud


ALAGOAS: Sirva-se
Tribo – 1986
rap/ragga/soul
Tribo é o nome adotado por Fernando Rozendo para dar voz ao seu trabalho como MC e que acabou de ganhar as ruas com o seu primeiro álbum. O cara que já integra a banda de black music Favela Soul, apresenta agora uma outra roupagem para o seu som e deixa claro que sua musicalidade é diversa mas com foco nos elementos da música negra. “1986”, a faixa escolhida para essa edição da mixtape, é uma das últimas músicas liberadas pelo cara para divulgar o seu álbum lançado nesse mês de março. Um trabalho em constante mudança e que vem ganhando espaço no cenário do rap em Alagoas. Vale conferir!
Para quem gosta de: Black Alien, GOG, Speedfreak S
Mais de Tribo no Soundcloud

PERNAMBUCO: AltNewspaper
Caldo – Salsa
instrumental/experimental
Caldo, tal qual o termo, é uma mistura. Porém, neste caso, uma mistura sonora entre dois nomes de gerações distintas da música pernambucana. Gabriel Isodoro (A Banda de Joseph Tourton) toma conta das guitarras e loops, Pernalonga (Faces do Subúrbio, entre vários outros projetos) manda na bateria e vocal. O projeto teve inicio de maneira natural, numa mistura de grooves e influências, que já dão frutos dos mais diversos estilos. Deve sair um registro oficial da banda ainda neste ano, mas aqui na mixtape do Cena Independente adiantamos um pouco do que deve vir por ai. Em “Salsa”, temos um instrumental com um que de guitarrada e muito loop de guitarra e bateria quebrada do Afrobeat.
Para quem gosta de: A Banda de Joseph Tourton, Macaco Bong, Caldo de Piaba
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RIO GRANDE DO NORTE: FUGA Underground
Plutão Já Foi Planeta – Daqui Pra Lá
indie pop
Plutão Já Foi Planeta vem chamando atenção pela opção, ainda rara entre as bandas de destaque da cena potiguar, de uma sonoridade radiofônica e letras em português. Da escaleta aos vocais boy and girl, a formação segue a composição usual de uma banda de indie pop dos anos 2000. Pelo menos no seu primeiro single, “Daqui Pra Lá”, a receita não vai se afastar muito do alternativo de massa, lembrando o Los Hermanos do primeiro disco.
Para quem gosta de: Los Hermanos, Cícero, Apanhador Só
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GOIÁS: Novo Rock Nacional
Carne Doce – Sertão Urbano
rock psicodélico
Salma Jô e Macloys moram juntos em Goiânia e compõem inspirados no cotidiano, nas conversas à mesa, à cama. Assim nasceu a Carne Doce. Em abril de 2013, fizeram sua estreia com o lançamento do EP digital “Dos Namorados”, recebendo elogios de blogs especializados. Hoje com João Victor (guitarra e sintetizador) e Ricardo Machado (bateria), a banda prepara seu primeiro álbum e promete lançá-lo em 2014.
Para quem gosta de: Novos Baianos, Mutantes, Caetano Veloso
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PARAÍBA: Atividade FM
Red Butcher – Magnás
stoner/doom/psicodelia
O trio pessoense que mistura stoner rock com doom e doses de psicodelia, chamado Red Butcher, lançou seu primeiro EP autointitulado no início deste mês. O grupo iniciou suas atividades ainda em 2009, com o passar do tempo ficou conhecido pelos excelentes shows na cidade de João Pessoa (PB). Agora, quem acompanhou o trabalho da banda, pode escutar em casa um EP com 5 faixas carregadas das maiores com as influência dos integrantes: Bruno Alves (baixo), Magno Fontolan (bateria) e Neto Londres (guitarra). Toda a gravação do EP foi feita de forma ao vivo, sendo captado no estúdio da Mardito Discos, mixado pelo Bruno Alves e masterizado por Pepeu Guzman.
Para quem gosta de: Macaco Bong, The Flying Eye, Young Widow
Mais de Red Butcher no Soundcloud

11 de julho de 2013

Sobre fotos de divulgação

Dibigode

Foto de divulgação. Algo básico, mas por vezes pouco explorado e mal utilizado. Como jornalista,  produtor, designer (puf...) e assessor de imprensa (ui!), acabo me envolvendo em diferentes processos relacionados às imagens das bandas e achei relevante comentar sobre o assunto. Na produção e agenciamento das bandas com as quais trabalho, ajudo a pensar o conceito e estética a serem utilizados; como jornalista, recebo várias imagens promocionais diariamente; como assessor de imprensa, repasso as fotos aos veículos de mídia e tento dar destaque a elas nas publicações; e como designer muitas vezes tenho que trabalhar a imagem dos artistas junto à identidade visual do evento em questão.

Pausa: esse parágrafo tem como inspiração este vídeo.

Retornando...

Na hora de preparar as fotos de divulgação de uma banda, um ponto crucial é alinhar estética e conceito. A imagem deve dialogar com a proposta da banda. Não é preciso tentar representar sua sonoridade em apenas uma imagem, mas ambas devem dialogar de forma a colaborar para a construção de sentido que envolve a sua criação artística. Dentro disso, vale tanto uma super produção fotográfica como um registro feito em celular (mas com boa resolução), dependendo do conceito por trás.

Pensando nisso, listo abaixo algumas dicas e exemplos de fotos de divulgação:

  • Fundamental ter as fotos na maior resolução possível. Você não vai enviar fotos de 13 MB para os jornalistas mas, caso solicitado, é importante ter os arquivos que permitam impressões em formatos maiores;
  • Tenha opções de foto verticais e horizontais, isso facilita a adaptação ao layout das publicações;
  • Você pode achar um ensaio fotográfico preto e branco lindo, mas alguns veículos não. Algumas publicações publicam somente fotos coloridas, então é bom ter opções para esses casos;
  • Coloque o nome do fotógrafo diretamente nos nomes dos arquivos das imagens, como "Cidadão Instigado - fotor por Fulano". Assim você agiliza o processo e garante o crédito ao fotógrafo que trabalha com você. É recorrente, até mesmo nas equipes de grandes artistas, o envio de fotos sem crédito (o que, em muitos casos, inviabiliza a publicação das imagens);
  • Dar o crédito ao fotógrafo é essencial, mas escrever o nome do mesmo sobre a imagem, não. O mesmo vale para colocar a logo da banda sobre as fotos: nunca faça isso para as imagens que serão enviadas para imprensa;
  • Mesmo que seu ensaio fotográfico em estúdio ou em locação seja muito bom, certifique-se de ter ao menos algumas boas fotos (em alta resolução) feitas ao vivo, tanto para eventuais usos em peças promocionais como para publicação na imprensa;
  • Ao enviar fotos para sites e blogs, não anexe os arquivos em alta resolução. Prepare versões das imagens em resoluções mais baixas, próprias para a internet. Ao receber fotos pesadas no email do Meio Desligado, por exemplo, eu geralmente apago os emails para liberar espaço e só tenho o trabalho de redimensionar a foto se for algo no qual realmente tenha interesse.

Exemplos de boas fotos de divulgação de artistas, no sentido de serem esteticamente interessantes e estarem conectadas aos trabalhos dos artistas representados:

Laura Lopes

Jair Naves

Iconili

Siba

Bona Fortuna

Karina Buhr

Fotos, em ordem: Dibigode, Laura Lopes (por Augusto Barros), Jair Naves, Iconili (por Chá Gelado), Siba (por Talita Miranda), Bona Fortuna (por Bárbara Magalhães) e Karina Buhr (por Priscila Buhr).

14 de março de 2013

Mistureba

Viajando há semanas, difícil encontrar tempo para finalizar textos mais elaborados (apesar de ter vários deles aqui no rascunho). Enquanto isso, algumas pílulas aqui:



Dois shows do Iconili esta semana semana em São Paulo. Ótima dica pra quem está na cidade (apesar da minha opinião, nesse caso, ser muito tendenciosa, já que eles fazem parte da Quente, minha agência/produtora).


O rapper mineiro Flávio Renegado se uniu à Fernanda Takai e Gulherme Arantes pra lançar uma música nova. Potencial hit vindo aí, com lançamento marcado pro dia 19 de março.


4 de janeiro de 2013

Iconili, uma das principais apostas para 2013, lança o EP "Tupi Novo Mundo"


Citações em veículos importantes como o jornal inglês The Guardian, show incluído na lista dos melhores do ano em blog do jornal O Globo e elogios de artistas do nível de Marcelo Camelo. Com apenas uma música lançada de sua nova formação, esse foi um resumo do ano de 2012 para a banda belo-horizontina Iconili, que no primeiro dia de 2013 lançou o EP Tupi Novo Mundo (o segundo de sua carreira, o primeiro da nova formação da banda, constituída ao longo de 2012 e que conta com 11 músicos). 

Disponível para audição no perfil da banda no Soundcloud (e abaixo), o EP será liberado para download no site da banda, www.iconili.com.br, a partir de 7 de Janeiro, segunda-feira. Gravado e produzido em Belo Horizonte por Thiago Correa e Henrique Matheus (ambos integrantes da banda Transmissor) junto do próprio Iconili e masterizado pelo pernambucano radicado em Minas Kiko Klaus, Tupi Novo Mundo é marcado por uma psicodelia tropical singular na qual estão inclusos afrobeat, jazz e ritmos regionais brasileiros. 


Apesar de geralmente ser ligada apenas ao afrobeat, a proposta da Iconili vai além, conforme explicam os integrantes da banda: “Afrobeat é algo além de um estilo musical, é um movimento que aconteceu em uma determinada condição social/cultural/política, nosso tempo é outro, nossa realidade é outra e sentimos que temos que falar das nossas questões e nossas origens. Temos várias influências, mais brasileiras, até. Elas são a terra do nosso chão, estamos interessados em trilhar um caminho nosso”. Nas 5 músicas de Tupi Novo Mundo, o caminho indicado ao ouvinte passa pelo conceito do EP, sobre “o resgate da vida natural em contrapartida ao vazio da vida urbana contemporânea, onde ser é ter”. 

Após shows em eventos e locais importantes como o Leblon Jazz Festival (RJ), Sesc Pompeia (SP), Circo Voador (RJ) e Parque Municipal de BH, dividir palco com Bixiga 70, Ed Motta, B Negão e de engatar uma residência com o guitarrista nigeriano Oghene Kologbo (ex-membro do Africa 70, lendária banda de Fela Kuti) que resultou em composições ainda inéditas, a banda se prepara para circular pelo Brasil e exterior nos próximos meses e lança, ainda em Janeiro, o clipe da música “O Rei de Tupanga”, single lançado no ano passado. 

Outro ponto interessante é o posicionamento da Iconili dentro da nova cena musical de BH. Além de ser uma das bandas que mais tem crescido na cidade, a Iconili está diretamente ligada a outros grupos locais, uma vez que seus 11 integrantes são membros e colaboradores das bandas Frito na Hora, Zimun, Fusile e Constantina, entre outras parcerias artísticas.

Ps: esse é basicamente o release que escrevi para a banda, se você encontrar esse mesmo texto por aí, é resultado dos jornalistas preguiçosos publicadores de release.

2 de janeiro de 2013

Melhores músicas de 2012 na escolha do Meio Desligado

Lista feita a pedido do ótimo blog Hominis Canidae para uma parceria deles com o pessoal do Coquetel  Molotov (responsáveis pelo festival de mesmo nome, um dos eventos musicais mais interessantes do Brasil), para o programa de rádio destes. Assim como todas as listas, é uma seleção limitada da grande produção nacional de 2012, mas que segue um recorte estético de acordo com o Meio Desligado e que reúne alguns dos principais "hits pessoais" (as músicas que mais ouvi) desse ano.


Abaixo, a lista completa enviada para eles, com nome do artista, "nome da música" e (nome do álbum).

  • Gui Amabis - "Menino horrível" (Trabalhos carnívoros)
  • Metá metá - "Man feriman" (MetaL MetaL)
  • Jair Naves - "Pronto pra morrer (o poder de uma mentira dita mil vezes)" (E você se sente numa cela escura, planejando a sua fuga, cavando o chão com as próprias unhas)
  • Sexy Fi - "Pequeno dicionário das ruas" (Nunca te vi de boa)
  • Leonardo Marques - "Linha do trem" (Dia e noite no mesmo céu)
  • Siba - "Brisa" (Avante)
  • Tulipa Ruiz - "Quando eu achar" (Tudo tanto)
  • Thiago Pethit - "Moon" (Estrela decadente)
  • Iconili - "O rei de tupanga" (single)
  • Abayomy Afrobeat Orquestra - "Afrodisíaco" (Abayomy)

10 de dezembro de 2012

Nova música instrumental mineira em museu de Nova York

Em Setembro, foi realizado o Brazilian Music Day, uma data para a celebração da música brasileira no exterior. Como parte disso, o museu ARChive of Contemporary Music, de Nova York, me convidou para fazer uma curadoria de músicas brasileiras contemporâneas e pediu que fizesse um recorte temático bem definido. Decidi fazer uma seleção que chamei de "Nova geração da vanguarda da música instrumental de Minas Gerais" (apesar de ter ficado muito em dúvida sobre o uso do termo "vanguarda").

Abaixo, um resumo dos textos que enviei sobre cada banda.

Dibigode - dibigode.com 
Com influências que passam por nomes locais como Uakti e Milton Nascimento e bandas estrangeiras como Tortoise e Battles, o Dibigode caminha por um pós-rock abrasileirado marcado pelas linhas melódicas e dinâmicas.


Constantina - constantina.art.br
Trilha sonora para sonhar acordado, pós-rock com um pé na África.


Barulhista - barulhista.com
Música complexa para dançar sentado (baseado em definição do próprio artista).

Iconili - iconili.tumblr.com
Afrobeat temperado com free jazz e música brasileira, feita por esse grupo de 11 pessoas com um background no jazz e no prog rock.


Lise - www.projetolise.com 
Experimentos eletroacústicos dessa one-man band que ao vivo sempre resulta em novas experiências, fruto das parcerias com diferentes artistas da cena underground.

4instrumental - 4instrumental.tnb.art.br 
Música clássica, rock progressivo, metal alternativo, Clube da Esquina, mangue beat e latinidades constroem o som deste quarteto virtuose, cujo estilo de vida é algo como "hippie hi-tech".

oscilloID - www.oscilloid.net
The oscilations between languages and several techniques, the dancefloor and the family Sunday lunches, the Tai Chi and the puns, the adiction on movies and the umbanda, the phonographic industry transmutation and the information burst on the web, the “mouse-fingering” and the “guitar-sequencing”, the free software and the comunities, the kung-fu and the bohemic lifestyles, the love for the family and for the friends… the will to express through the sonorous pulsation, the spirit of a musical ID in constant development and transformation.

15 de agosto de 2012

Music Alliance Pact de Agosto: Iconili representa o Brasil

Não sabe o que é Music Alliance Pact? Leia aqui. Já conhece? Faça o download da nova edição. Não conhece e quer se aventurar? Aqui.


BRASIL: Meio Desligado 
"O rei de Tupanga" é o novo single da Iconili, banda mineira prestes a lançar novo trabalho e que funde jazz, experimentalismos e ritmos africanos em uma "atmosfera de transe". Psicodelia tropical como poucas vezes se encontra.

ARGENTINA: Zonaindie 
After alt-rock band Doris broke up in 2007, most of its members started their own musical projects (Onda Vaga and Valeu!, among others). Singer and guitarist Liza Casullo decided to go solo, but she took some time off to develop her acting career. A couple of months ago she released her first official album, Velvetbonzo. It's a great record in which a minimalistic acoustic sound blends with psychedelia, garage and folk. Rojo Lojojo is our favorite song, which we also managed to capture on video during one of her shows. 

It's a guarantee that tidy string sections and pulsating drums will typically heighten melodramatic feelings of bad love and melancholy, but you can't pass over this glorious track from Sydney's Cogel. Those violins and cascading treble guitars which duck and weave out of the chorus provide a nice backdrop to the band's quieter moments and slight Arcade Fire stylings that mesh together so well. If Felusine is a pitch into the musical void, someone needs to sign these guys real soon. 

AUSTRIA: Walzerkönig 
"Would you run run run run run run run to my place and watch Freaks and Geeks all night long?" We totally would! Plaided is an acronym that was inspired by a Girls Rock Camp participant's band and thus matches the feminist background of Veronika Eberhart and Julia Mitterbauer. The duo will go on a US tour with Grass Widow in September and also record a 7" record there. Freaks And Geeks is taken from their debut album Playdate, recorded by Wolfgang Möstl (of previous MAP act Mile Me Deaf).

With Little Hand Fighter, Expwy's fifth album in two years, one-man band Matt LeGroulx sets his sights on the oft-neglected genre of bossa nova, imagining how it might have sounded if, instead of originating in the 50s and 60s, it was borne out of late century indie-rock sensibilities and lo-fi production values. 

CHILE: Super 45 
Eija-Lynn and Hieronymus are The Paintings. Besides being a couple in real life, the duo revisit the vigor of 70s garage, Phil Spector's Wall of Sound and the apathetic rage of The Jesus And Mary Chain. The music speak for itself, though, and this song Sunrise is their newest single. 

Within the new movement of pop/rock bands in Colombia, Planes (Estudios Universales) feels like a blast of fresh air. The quintet have no borders or limits in their search for folk and electronic sounds. As we wait for their first studio album, enjoy Lonelii. 

DENMARK: All Scandinavian 
Released in 2011 in Denmark, Alcoholic Faith Mission's fourth full-length, Ask Me This, is now available worldwide and thus there are no good reasons not to check out the outfit's alternative pop. Begin here with the excellent Running With Insanity. 

This all-girl Liverpool trio's debut album Into The Diamond Sun is more Staves/Warpaint than Atomic Kitten. The fact that one of the members hails from an area with a rich folk tradition seems to have seeped into their music, which has a pagan-ish, medieval quality to it. Elsewhere it is possible to detect influences as varied as The Go-Go's and The Monkees, The Doors and Talking Heads, and there is a blend of good old-fashioned "played" instruments and electronic drones and effects, but always the folk elements shine through. 

FINLAND: Glue 
Indie quartet Satellite Stories have delivered several party songs over the last couple of years to become one of Finland's most promising acts. Anti-Lover is the first single from their debut album Phrases To Break The Ice which will be released this autumn. It is three minutes of energetic guitar-based, dance-oriented indie-pop. 

FRANCE: Yet You're Fired 
The Aerial are one of France's top up-and-coming bands. Hailing from Nancy, they released their first EP in April, in which each of their songs show a different influence, all while staying very danceable. In just four songs, they manage to sound like The Rapture, Foals and Foster The People. Clarity is their most electro-pop oriented song and is supported by a killer beat and an impeccable production. Don't miss unreleased single Running on YouTube. 

GERMANY: Blogpartei 
Let's continue our little series of new Kraut with Berlin trio Camera. Although they connect to the old Kraut by playing with Michael Rother and Dieter Moebius, their music sounds refreshing. First single Ausland keeps the typical meandering melodies and synths but brings back rock to Krautrock. Their debut album, due out this month, incorporates many more influences and will, of course, be released on Bureau B. 

31 de julho de 2012

Coletânea Cena Independente de Julho





Iconili
MINAS GERAIS: Meio Desligado
Iconili – O Rei de Tupanga (afrobeat / jazz / alternativo)
Em nova fase na carreira (agora com oito integrantes), a Iconili prepara novo CD, do qual “O Rei da Tupanga” é a primeira amostra. O som instrumental da banda une batidas africanas, jazz e experimentações psicodélicas e resulta em uma das maiores apostas da nova cena mineira.
Para quem gosta de: Bixiga70, Mulatu Astatke, Jaga Jazzist

PARAÍBA: Atividade FM
Grandphone Vancouver – It All (alternative)
Grandphone Vancouver é o projeto de TCC do Fernando Ventura, estudante de Arte e Mídia na UFCG, e também músico. Para finalizar seu curso ele preparou um lançamento de um clipe para a música “Miss Me”, que acabou se tornando um viral. Em breve, estará lançando o EP “When The Echo Returns”, pelo selo Vigilante. A sonoridade da banda lembra um pouco o trabalho dos britânicos do Radiohead em seus primeiros álbuns.
Para quem gosta de: Rieg, Gauche, City and Color

PARANÁ: Defenestrando
Audac – Distress (indie/electro/trip)
A mistura de uma guitarra para lá, um sintetizador para cá, um baixo hipnotizante e uma dupla feminina nos vocais sussurrados do Audac há de fazer marmanjos e garotas ficarem de pelos arrepiados. Após algum tempo sumido, o grupo liderado por Débora Arobed e Alyssa Aquino ressurge com nova formação (Pablo Busseti na bateria e Alessandro Oliveira, ex-Copacabana Club, na guitarra) caindo já de cara nas graças do blogueiro Lúcio Ribeiro: em agosto o Audac se apresenta no Popload Gig, abrindo para os australianos do Tame Impala.
Para quem gosta de: Portishead, Sneaker Pimps

BAHIA: el Cabong
Nana – Expressionismo Alemão (chanson/neo-bossa/dream-pop)
Numa Bahia que sempre coube de tudo, há essa garota ruiva, alvíssima, tímida, que morou na Rússia e decidiu que ia viver de música. Nana canta, toca piano, teclado e escaleta, faz programação e cria uma música doce, carregada de poesia e leveza. Com um EP gravado e preparando o primeiro CD, ela traz um imaginário entre o lúdico e o onírico que passa por montanhas russas, filmes thecos, piscas piscas de Natal e o pôr-do-sol de Salvador.
Para quem gosta de: Stereolab, Serge Gainsbourg, Brigitte Bardot, Tom Jobim

19 de junho de 2010

Mistureba #10: cachês, shows no mato, editais, vídeos no estúdio...

Tudo misturado, mas faz sentido! (é culpa do Twitter, claro)

"A Associação dos Festivais Independentes do Reino Unido (AIF, na sigla em inglês) --que ajuda a organizar eventos como o Bestival e o Creamfields-- diz que artistas pedem muito dinheiro para estar entre as atrações principais de festivais ao ar livre, o que leva a um aumento no preço dos ingressos e, consequentemente, ao temor de que as vendas sejam baixas e os festivais cancelados."

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“Rua”, primeiro vídeoclipe da banda belorizontina Iconili, acaba de ser lançado. As filmagens mostram a banda durante as gravações de seu novo álbum no estúdio Serrasônica, em BH.

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Editais do Rumos Itaú Cultural têm inscrições prorrogados até 30 de julho.

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Festa junina das boas em Sabará no próximo sábado, 26 de junho, com shows do 4instrumental, Dibigode, Monograma, Ram, Iconili e Marcelo Rocha, no meio do mato em uma casa de campo linda. R$ 10 adiantado, R$ 15 na portaria.

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Iconili, Graveola (cortaram o "e o Lixo Polifônico" do nome da banda? Tomara que sim!) e Fofoca Erudita se apresentam no Projeto Oi Novo Som.

9 de maio de 2010

Iconili (em Paris, 1968)


Paris? 1968?

Iconili, uma das bandas mais legais da atual cena musical de Belo Horizonte, ao vivo em formato especial bem mais jazz e sutil. Quem esteve no festival Real Instrumental no mês passado, do qual fiz a curadoria, pôde conferir por completo o show da banda. Em junho eles lançam novo trabalho, pelo selo Serrassônica, no teatro Klaus Vianna, em BH.

Brincadeiras à parte, filmei com um celular N95 e resolvi aproveitar as limitações do aparelho pra reforçar uma estética suja. Essa foi a última música do show que aconteceu em Macacos, no Mercado Mundo Mico, no último sábado.

12 de agosto de 2009

Jazz psicodélico e rock ensolarado na nova edição da FF >>, hoje

A banda alagoana Coisa Linda Sound System e a mineira Iconili são as atrações da FF >> Festa à Fórceps, de hoje, 12 de agosto, n´A Obra, em Belo Horizonte. Tratam-se de bandas bastante diferentes mas que representam o bom momento da música independente brasileira.

A Coisa Linda Sound System se apresentam em BH pela primeira vez com sua diversificada mistura de rock, pop, pós-mangue beat e outros ritmos, dando continuidade aos shows de lançamento do álbum Da vida e do mundo.
A Iconili, banda instrumental de Belo Horizonte marcada pela experimentação e pelos sons que caminham do afro-jazz à psicodelia setentista também está lançando seu primeiro CD, Ratos de laboratório são negociáveis.

Os dois shows marcam o retorno da FF >>, festa realizada pelo coletivo Fórceps com bandas independentes de diferentes regiões do Brasil (e até mesmo de países vizinhos, como a Argentina) e variados DJs da cena alternativa. A festa começa às 22 horas e a entrada custa R$ 7. Mais informações através dos telefones 3215-8077 e 3261-9431. Para sacar tudo da FF >>, visite o blog da festa.

Ps.: a discotecagem ficará por minha conta e do Alf com o nosso projeto Ménage. Dessa vez vou tocar só com o celular, CD é coisa pra gente atrasada.

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