A quarta edição do Circuito de Literatura e Cafés será realizada nos dias 9 e 16 de fevereiro, desta vez no Parque Municipal de Belo Horizonte. Em um formato diferente, essa edição vai misturar música e literatura. Helio Flanders (do Vanguart) e os três vocalistas do Transmissor – Jennifer Souza, Leonardo Marques e Thiago Correa, farão shows acústicos intercalados com um bate-papo sobre literatura e influências nas suas letras. Como sempre, a entrada é franca e serão servidos cafés especiais e drinks com café, também gratuitamente.
Realizado pela Quente com apoio da Belotur, a ideia do Clic é promover um evento de literatura sem a sisudez dos debates tradicionais. Daí a proposta de realizar as conversas em cafeterias e, simultaneamente, divulgar os cafés especiais produzidos em Minas Gerais. Criar um circuito está ligado à proposta de descobrimento que o projeto apresenta: conhecer melhor autores e autoras, explorar lugares e possibilidades do café na gastronomia.
No show de lançamento do Júpiter, seu terceiro álbum, em BH, o Silva também tocou "Um girassol da cor de seu cabelo", clássico do Clube da Esquina de autoria do Lô Borges, e misturou o single "Volta" com "Uma onda no mar", do Lulu Santos. Abaixo você assiste aos vídeos com exclusividade!
Nos dias 27 e 28 de fevereiro aconteceu em BH a primeira edição do festival La Femme Qui Roule, iniciativa do selo belga-mineiro de mesmo nome em parceria com a Quente, minha produtora. Foi também a primeira vez que o Galpão Cine Horto, espaço cultural do renomado grupo de teatro Galpão, recebeu um evento musical do tipo.
Em meio a um cenário de carência de público, foi gratificante ver as duas noites do festival com ingressos esgotados e filas de pessoas querendo entrar (aos poucos conseguimos que quase todo mundo que estava esperando entrasse). Uma vez que esta era a primeira edição do festival e contamos com um apoio financeiro da Una, a gratuidade também foi uma estratégia para tornar o evento mais atraente (afinal, um festival com seis bandas alternativas e realizado fora da região centro-sul da cidade precisa ter alguns diferenciais para provocar o deslocamento das pessoas) e assim também construir uma base de público para futuras edições (com patrocínio ou não).
A abertura, com a estreia do trio folk Invisível, e o público sentado e calado foi um dos momentos mais bonitos do festival. E a sensação de surpresa se repetia e se mostrava nas faces de quem estava ali ouvindo pela primeira vez o indie eletrônico do Teach Me Tiger ou a pedrada sonora do The Junkie Dogs - rock psicodélico pesado, soturno e esporrento. O segundo dia teve dois companheiros de banda se apresentando na sequência: Leonardo Marques e Jennifer Souza, membros do Transmissor. O primeiro, um dos criadores do selo La Femme Qui Roule, lançou seu segundo CD, Curvas, lados, linhas tortas, sujas e discretas. Já Jennifer apresentou mais uma vez as canções de sua elogiada estreia solo, Impossível Breve. E fechando o festival, a estreia da banda carioca Baleia em BH. "Pop barroco", dizem. Um dos diferenciais da banda é saber trabalhar muito bem melodias acessíveis e experimentalismo com punch - uma raridade no meio indie. Show excepcional de uma banda que tem se mostrado como uma das mais promissoras da atualidade.
Os shows foram filmados e daqui a algum tempo parte desse material será divulgado. Enquanto isso, veja abaixo algumas fotos feitas pelo Luciano Viana (da Quente).
Lista feita a pedido do ótimo blog Hominis Canidae para uma parceria deles com o pessoal do Coquetel Molotov (responsáveis pelo festival de mesmo nome, um dos eventos musicais mais interessantes do Brasil), para o programa de rádio destes. Assim como todas as listas, é uma seleção limitada da grande produção nacional de 2012, mas que segue um recorte estético de acordo com o Meio Desligado e que reúne alguns dos principais "hits pessoais" (as músicas que mais ouvi) desse ano.
Abaixo, a lista completa enviada para eles, com nome do artista, "nome da música" e (nome do álbum).
Jair Naves - "Pronto pra morrer (o poder de uma mentira dita mil vezes)" (E você se sente numa cela escura, planejando a sua fuga, cavando o chão com as próprias unhas)
Sexy Fi - "Pequeno dicionário das ruas" (Nunca te vi de boa)
Lançado inicialmente apenas na internet, as primeiras apresentações públicas de Dia e noite no mesmo céu, primeiro CD solo de Leonardo Marques, serão nos dias 15 e 16 de Junho. Os shows acontecem no Teatro de Bolso do Sesc Palladium (Avenida Augusto de Lima, nº 420, Centro, BH), a partir das 21h, tanto na sexta-feira (15), como no sábado (16). O ingresso é vendido por R$ 7,50 (valor da meia-entrada) e R$ 15 (inteira), na bilheteria do próprio Sesc Palladium. Na ocasião, o CD estará à venda por R$ 15 e permanece disponível para download no site oficial do artista, leonardomarques.com.
Conhecido na nova cena musical mineira, Leonardo Marques é integrante do Transmissor, com o qual já lançou dois discos, e também fez parte das bandas Udora e Diesel (estas, de projeção internacional). Mesmo com a liberdade criativa que o Transmissor lhe permite, involveu-se em um processo intimista de registro de seu primeiro trabalho solo, no qual assumiu desde a produção à execução de todos os instrumentos (com exceção da bateria e trombone em uma faixa).
O resultado é o CD Dia e noite no mesmo céu, um álbum que cria cenários bucólicos, românticos e solitários, cuja sonoridade caminha entre o indie folk, lo-fi, psicodelia sessentista e Clube da Esquina (do qual o CD se aproxima, segundo o artista, devido à certa "nostalgia melódica" presente em ambos). Ao todo, são nove músicas, sendo seis em português, duas em inglês e uma faixa instrumental que refletem influências e sintetizam o trabalho criativo do artista ao longo dos últimos anos no percurso entre Los Angeles, BH e o retiro em Casa Branca, onde atualmente reside.
Gravado em sua própria casa, o disco conta com as participações de Pedro Handam (companheiro de Transmissor) na bateria e João Machala no trombone. Henrique Matheus e Thiago Corrêa, também membros do Transmissor, colaboraram em funções técnicas.
O CD marca a estreia do selo belgo-brasileiro La Femme Qui Roule, parceria entre Leonardo Marques e o belga Yannick Falisse (responsável pela arte gráfica do álbum), através do qual pretendem "juntar pessoas com propostas musicas e estéticas interessantes", segundo definição de Marques.
Serviço
Lançamento do CD Dia e noite no mesmo céu, de Leonardo Marques
Dias 15 e 16 de Junho, sexta e sábado
Local: Teatro de Bolso Sesc Palladium (Avenida Augusto de Lima, nº 420, Centro, Belo Horizonte / MG)
Horário: 21h
Ingresso: R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia)
Classificação livre
Capacidade do local: 80 pessoas
Informações: 3273-6974 (Sesc Palladium)
Music Alliance Pact é um projeto global que envolve cerca de 40 blogs especializados em música, de diferentes países, que mensalmente realiza uma coletânea com bandas independentes/alternativas desses países. Todo dia 15 é publicada a coletânea com uma música escolhida pelo representante de seu respectivo país de origem. No Brasil, essa função é exercida pelo Meio Desligado, que em Maio selecionou "Linha do trem", do CD de estreia do mineiro Leonardo Marques. Você pode ouvir cada uma das músicas abaixo ou fazer o download gratuito da coletânea completa.
BRASIL: Meio Desligado Leonardo Marques - Linha do Trem
Certa nostalgia melódica marca Dia e noite no mesmo céu, álbum de estreia de Leonardo Marques. Suas canções remetem a cenários bucólicos, românticos e solitários, como podemos ouvir em "Linha do trem". Leonardo gravou todos os instrumentos (exceto bateria) em um esquema caseiro e intimista que pode agradar aos fãs de Elliott Smith, Clube da Esquina e Jon Brion.
English version: Nostalgic melodies are the hallmark of Dia e noite no mesmo céu, the debut album of Leonardo Marques. His songs recall a bucolic scenery, romantic and lonely, as we can hear on "Linha do Trem". Leonardo recorded all instruments on his solo work (except drums) in a homely, intimate setting. His music is likely to appeal to fans of Elliott Smith, Clube da Esquina and Jon Brion.
PVACCM is a psychedelic rock duo (Mariano, drums and vocals; Prietto, guitar and vocals) from Buenos Aires. Their first recordings were kind of lo-fi experiments but in the past couple of years they've developed a unique sound with melodies and lyrics that grow on you in a melancholic way. This track is their rendition of Leonard Cohen's classic tune Hey, That's No Way To Say Goodbye and features on their last album, a 28-song double record that you can purchase from Bandcamp.
Mile Me Deaf is one of the other bands Killed By 9V Batteries' Wolfgang Möstl plays in. And although side-projects - such an unfair name for a 500+ songs oeuvre - are usually a space for weird shit your band mates didn't agree to, their first album Eat Skull, and especially the first single Wild At Heart, is surprisingly free of noise and distortion. Instead, it creates the last-day-of-summer-holidays feeling you know from Girls and Beach House.
The story of The Rest's new album, SEESAW, will be one of legend. First, their dear friend and producer Dan Achen passed away suddenly just as they started recording. Then, a month away from finishing the record, a hard-drive glitch deleted everything they'd done so far. It took a black box recovery team six months to retrieve it. Now, more than a year later, it's here. And it's stunning. The beautifully hazy Always On My Mind just hints at SEESAW's orchestral brilliance.
If we had to put all our money on one name from the Chilean dance scene, it would definitively be Daniel Klauser. The young producer skillfully brings together elements from 90s house, ghetto-style hip hop and tribal music, and has so far gathered a considerable amount of positive reviews from local and international media. This track open his Simply Swag EP, which you can download for free from Diamante Records.
Beijing-based trio Snapline just released their second album Phenomena through Maybe Mars Records. Their music puts a contemporary Beijing spin on the sounds and ideas produced by the noise and minimalist musicians of the 70s and 80s, especially focusing on the New York scene of that period. They also explore the dark, industrial music coming out of England during that period, especially from bands such as Joy Division and The Cure.
Like Some Cat From Japan (LSCFJ) take their name from a line in one of David Bowie's masterpieces, Ziggy Stardust. This electro group from Bogotá have a dance-punk sound that is perfect for the sweaty throng of a nightclub and dancing from dark until dawn.
This summer Andreas Asingh, one third of lauded electro-pop outfit SMALL, will release his debut as SLOWOLF. Not much is known about the project but he says that black metal, hip hop and dream pop will unite, perhaps for the first time, on the album which will also feature a chorus written by a seven-year-old boy and Raekwon of the Wu-Tang Clan. Here's the excellent first single See U In My Dreams, a Music Alliance Pact exclusive download.
Sarah Young, noted the Guardian's New Band of the Day writer, is the queen of moombahton, the genre that fuses Dutch house and reggaeton, soca and dancehall. If anyone is going to cross over and "do a Katy B", as such a manoeuvre is becoming known, it's this 22-year-old graduate of the Academy of Contemporary Music turned DJ, producer and all-round moom-bassador. Ajambo Si, the opening track on her new EP, features Lioness and Slick Don and is based on a kuduro rhythm, but to the NBotD writer it sounded "like dubstep meets dancehall or Caribbean grime, like Dizzee if he went to St Lucia on holiday and never came back".
Post-rock band All Will Be Quiet releases its debut album On The First Day this month. It is a concept record about the collapse and rebirth of society with an optimistic view on the how the future will be for mankind. Equally ambitious is The First Day Pt. 2, a grandiose and cinematic instrumental song that opens the second part of the album.
Birkii brought us the joyful pop song Shade Of Doubt last year on the great Kitsuné Parisien compilation, and then appeared in many mixes and playlists, including Edwin van Cleef's April mixtape. Now she's back with Holy War, a catchy synth-pop song from Kitsuné Parisien II that will also be on her debut EP out on June 4, with remixes from Equateur, Pol Rax, Pegase (last month's MAP artist) and Zemaria.
There are many subtle things in Christian Loeffler's debut A Forest which make his music very contemporary - there is swishing, there is rustling, there is clacking, there is tinging. In the pleasantly moody track Eleven, Mohna, singer of former MAP band Me Succeeds, adds another level to Loeffler's calm but vivid opus.
Representing the new wave of Icelandic folk-pop revival, The Lovely Lion are ones to watch for the future. Though this young and extremely talented band have only recorded a handful of songs and are still unsigned, their unique approach to songwriting and polished sound is sure to grab the attention of music lovers everywhere.
Northern Irish electro punks Not Squares have ditched the ultra high-energy in favour of a more restrained dancefloor synth-pop sound for their new single. While Fall Far's new direction can be compared to the kind of stuff coming out on the Kitsuné label, it must be said that this is a very good look and a surprising one for the band. The best Irish song released in April bar none.
You Are The Reason For My Trouble is the fourth album by The Mojomatics, one the best and coolest garage rock bands around Italy and Europe. The duo from Venice brings into their sound echoes of Rolling Stones, Kinks and Dylan, but what I deeply love about their songs and concerts is their tireless energy.
Indie-pop music never left Japan, as bands trying to sound twee have been popping up since the C86 tape dropped. Yet this year has seen a boom in jangly rock groups, with Osaka outfit Wallflower being one of the catchiest. They take cues from The Pains Of Being Pure At Heart and even opened for that American band when they came to Japan earlier this year. This song shows they learned well from The Pains, as they nail dreamy indie-pop yearning in just over three minutes.
Stolen Creep is the brainchild of childhood friends Marie Borg Alden (guitars, vocals) and Rebecca Theuma (drums). The band has had many different members, recently settling into the current line-up of Marie, Rebecca and Katryna Storace (guitars, vocals). Following a busy year of writing, rewriting and rehearsals, they chose their favourite songs and retreated to record their first EP, Throw Your Heart To The Sea.
The title of this song, translated into English, is "Today, I Like My Hair". With the naive viewpoint of early college students, this Mexico City quintet portrait everyday existential nuances with an optimism only an iPod advertisement would reach. But don't classify Andy Mountains as cheap, feelgood jingle-makers. Their sound thrives in high-brow references that go from Animal Collective to the minimalism of La Monte Young. Give this tune a try and have a good hair day!
Audioley is a new project by Francois Peglau and Jules Drade, two Peruvian musicians based in London. Audioley started as an experiment, with the duo meeting one night every week to make a song a day. First single Same Old is feelgood electronic pop and comes with a curious and funny video.
T(h)ree was featured in MAP in February 2011. T(h)ree is not a band but a project which brings together musicians/bands from Portugal and, for this second volume, Philippines and Singapore. In the featured track, we have Stealing Orchestra (Portugal), Maze (Portugal) and The Analog Girl (Singapore) playing together.
Harry Rag is the solo project of Kristian Prieto (Coleco, Alegría Rampante), who wanted to figure out just how many sounds and moods he could generate with his acoustic guitar. Prieto has released seven 'web albums' under the Harry Rag name, all recorded in his bedroom straight to a four-track, each one expanding on his guitar experiments and polishing up his sound. Tiny Painting is a great recent example of his prowess as a young musician and is taken from his latest album, The Ghastly Adventures Of Ghost Goat.
Jazzadezz is a dream pop/new wave band formed by Alin Zabrauteanu (synths, guitar, production) and Dezdemona Mihaescu (vocals). For their 2010 debut album Inimani Mal, Calin Torsan (Domnisoara Pogany and NU & Apa Neagră) joined the band playing clarinet, recorder and caval. In 2012, another two members were added, Alex Stanciu on guitar (also in Domnisoara Pogany) and drummer Eduard Gabia, a renowned choreographer and contemporary artist. The second album, Panta Rhei, was released last month and experiments in new areas such as ambient, post-rock and trip-hop.
Striwi Kri4at is a beautiful instrumental piece from romantic dream pop band 2muchachos, who released their Vesnywki!! EP last month, a perfect soundtrack for spring.
Julia Doogan has everything you'd want from a pop singer - a genuinely distinguishable voice, a breakable heart, just the right amount of melancholy, and lyrics that are honest but not mushy. MAP exclusive free download Down The Line is taken from Julia And The Doogans' achingly graceful new five-track Diamonds EP (buy on Bandcamp), and shows off the talents of Julia and her lush band to near perfection.
No man is an island, yet one gets the sense that the musical ideas that transpire in Sze Kiat's mind were born from the stillness of time. There's an unhurried approach to his songwriting and an intimacy that evokes a strain that could only come from a sort of crying out from some terrifying or forsaken place. Featuring traditional Chinese stringed instruments such as the erhu and the zhongruan, the sparse instrumentation serves as the background to Sze Kiat's simple yet emotive lyrics.
Nate Maingard is an indie-folk singer-songwriter from Cape Town whose music often brings the likes of Damien Rice, Coldplay and Jack Johnson to mind. His voice has been compared to Thom Yorke and Ben Gibbard, and his easy style and sense of melody shine through on The Open Space with a passionate undertone throughout.
E9, short for Edward Nine, wish to combine the pureness of Edward Scissorhands with the rampage of Nine Inch Nails. Their sound is influenced by groups like Placebo and Muse, while their lyrics tell fairy tales. The band has been around for several years and are preparing to release their first EP. My Little Flutter is a perfect sample of E9's mixture of grunge, punk and Britpop with electronic sounds.
Boreals are probably younger than any of you beloved MAP readers but that doesn't mean they don't know what they're doing. And what they do is deliver a fine mixture of cosmic post-rock (clearly influenced by Explosions In The Sky) embellished with clouds of synths that makes their sound epic and heart-touching, just as post-rock should. Luciérnagas, one of their most atmospheric tracks, is taken from their second EP, Grecia, released through Barcelona-based label Irregular, home of former MAP acts Lasers and The Suicide Of Western Culture.
The new record from Skatan is out on May 23 and is called Seven Trees. The first single, Control, features a little more eclectic instrumentation than in the past and Simone Andersson Wingfors' voice is less processed and more immediate, resulting in a song that hits all the right chords.
This five-piece from Zurich play impulsive pop music with a blend of country and rock. Baba Shrimps will release a new record at the end of 2012, but to shorten the waiting time they have dropped a live version of a new, unreleased song called Angel.
With their French electro/indie-influenced sound, Solardip is one of the few live acts of their genre in the country. In a short time, these three Istanbul youngsters have attracted a big audience. Debut album Future Now came out in March through Remoov Records after the release of the spectacular single and sexy video of Dance Like Wolves.
There's no hiding my affection for Gainesville's Hundred Waters, one of 2012's best new bands. Just as bewilderingly complete, elegant and worth exploring is the solo work of their frontwoman, Nicole Miglis. Stay Small is from her debut self-titled EP, which you can download for free here.
Ulises Hadjis is a young artist from Maracaibo. Despite his fledgling career, he already has two albums and a Latin Grammy as a music producer to his name. His second record, Cosas Perdidas, was released last month. In his own words, it is "an honest collection of songs" and shows more maturity in his lyrics and compositions than its predecessor, Presente.
Cena Independente é um projeto baseado no Music Alliance Pact. Nele, blogs nacionais especializados juntam o que há de mais novo e relevante na música independente de seus Estados em uma coletânea mensal, publicada sempre no último dia de cada mês.
O download da coletânea com todas as músicas pode ser feito no Mediafire.
Uma nostalgia melódica marca o CD de estreia de Leonardo Marques, "Dia e noite no mesmo céu". Suas canções remetem a cenários bucólicos, românticos e solitários, alguns deles bucólicos, como nesta "Linha do trem". Membro do Transmissor, banda mineira em constante ascensão, e ex-guitarrista da Diesel (posteriormente Udora), banda pós-grunge de relativa fama, em seu trabalho solo Leonardo gravou todos os instrumentos (exceto bateria) em um esquema caseiro e intimista.
Para quem gosta de: Elliot Smith, Clube da Esquina, Jon Brion
Luiz Gadelha é baixista e um dos principais compositores da banda mais querida do público natalense atualmente: o Talma&Gadelha. Apesar do sucesso recente, sua história na música potiguar já tem longos anos. Bastante eclético, o músico já esteve ligado desde projetos de MPB a drum ‘n’ bass. Em março passado, Luiz lançou “Suculento”, seu primeiro disco solo. O álbum é marcado por composições singelas e delicadas, que revelam sempre um compositor apaixonado. Falando de saudade, “Não Tem Graça” aparece como uma das faixas fortes do disco.
O gingado e o andamento de “Selvage” lembram, de forma inusitada, “Friday Night”, de Lily Allen. Mas as semelhanças param por aí. A novidade do multi-instrumentista é cheia de brasilidades, dessas que percorrem o pop fácil e ritmos locais em segundos. A guitarra é quase regueira e libera acordes tímidos, enquanto a bateria eletrônica é a base ideal para a voz de Luciano Nakata passear pelos versos da música. “Selvage” é parte de Arrocha, novo disco do Curumin.
“Ruído Intencional” é uma faixa que integra um projeto de experimentos assinado com o nome do músico Raoni Santos. São faixas onde são testadas as liberdades proporcionadas pela música instrumental. Nesta proposta, os elementos eletrônicos e de ambiência estão mais presentes, diferente do seu outro projeto, o Crooneres Decadentes, que tem composições com letras. No entanto, em ambos, o músico compõe, toca e realiza toda a produção das faixas.
Não estávamos preparados. De repente, sem aviso, Leonardo Marques fez sua estreia solo com um dos melhores lançamentos de 2012 até o momento. Dia e noite no mesmo céu tem pouco menos de 30 minutos, mas o suficiente para viciar e emocionar intensamente. Leo cita uma nostalgia melódica que perpassa o álbum. Suas canções remetem a cenários bucólicos, românticos e solitários. Não por acaso, trilhas sonoras são algumas das inspirações. Mas, neste caso, cabe ao ouvinte uma investida solitária pelos caminhos indicados por Leo.
Dia e noite no mesmo céu é o encontro de uma Minas Gerais de tempos passados e Los Angeles. Lô Borges e Elliott Smith tocando juntos no quarto, afastados do mundo, descarregando emoções. Uma surpresa para quem conheceu Leo como guitarrista da Diesel, uma das melhores bandas de rock que já existiram em Belo Horizonte e que teve relativa projeção no Brasil no início dos anos 2000 e no exterior, quando trocou de nome para Udora, e também para quem o conhece como membro do combo criativo Transmissor, que em 2011 lançou o 2º CD da carreira, Nacional.
Isolamento e introspecção estão presentes não apenas nas letras, mas também no processo de criação do álbum. Leo gravou todos os instrumentos, exceto bateria e sopros (este, em apenas uma música). Das nove faixas, duas são em inglês e uma instrumental, reflexos de suas influências e trajetória.
No ano de comemoração de 40 anos do clássico Clube da Esquina, é sintomático que uma nova leva de artistas se destaque com trabalhos que não se limitam em homenagens ou fiquem perdidos em elucubrações. No caso de Leonardo Marques, o trabalho vai além, acentuado pela sua sensibilidade e apuro estético. Nunca o termo "pop barroco" fez tanto sentido pra mim.
Entrevista com Leonardo Marques
O Transmissor parece ser uma banda na qual os integrantes têm bastante liberdade criativa (o que se reforça com a alternância de vocalistas). Por que fazer um álbum solo? Desde quando trabalha nesse CD e quanto tempo durou o processo de gravação?
O Transmissor foi criado por essa necessidade criativa de cada um se expressar, temos liberdade total pra fazer o que quiser na banda. Começei a fazer um disco solo porque queria fechar um ciclo de canções que ainda não tinha gravado e dessa forma começar outro ciclo nos próximos discos do Transmissor. Venho trabalhando nesse disco ao poucos nos últimos 2 anos.
As músicas me passam uma sensação de isolamento, criam imagens que remetem ao interior (minha visão pessoal). O título do CD, as referências a elementos domésticos em algumas faixas, o fato de você tocar quase todos os instrumentos na gravação e colocar Casa Branca como sua cidade no Facebook sugerem uma espécie de afastamento. De que forma essa aparente introspecção apresenta suas intenções com esse CD?
Começei a fazer o disco ainda no meu apartamento em BH, e terminei ele depois que me mudei pra Casa Branca. Talvez mesmo antes de estar mais afastado da cidade já projetava essa ideia de isolamento na minha cabeça e isso pode ter ido parar nas composições.
Foi um processo muito prazeroso gravar o disco, descobrir as possibilidades sonoras que queria, gravar quase tudo sozinho, tinha momentos que me era como estar lendo um bom livro onde você não vê o tempo passar.
Na gravação de bateria, o Transmissor inteiro foi pra Casa Branca e passamos um fim de semana inteiro gravando.
Clube da Esquina, Elliott Smith e Jon Brion são algumas das referências possíveis ao se ouvir "Dia e noite no mesmo céu". Até que ponto isso reflete suas reais influências?
Acho que vc acertou na mosca.
O último bairro que morei em Los Angeles antes de voltar pro Brasil era Echo Park, o mesmo que o Elliott Smith morava, passava na porta do Solutions Speakers todos os dias, lugar onde ele fez a famosa capa de um de seus discos, o Figure 8. Nessa época fiquei muito encantado com sua música e desde então me identifico muito e com seu jeito de cantar, compor, gravar e se expressar. O Jon Brion tive o privilégio de conhecer e trocar muita ideia, ele era cliente cativo da loja de instrumentos musicais vintage que trabalhei em Hollywood por vários anos. Estive várias vezes em seu lendário show semanal no Largo em L.A onde ele toca todos instrumentos, atende a pedidos, cria versões e bebe Guiness e café a exaustão até criar uma alucinação musical maravilhosa e realmente inspiradora, saía dos shows completamente obstinado a escrever canções, gravar sons e texturas diferentes. A trilha sonora do Eternal Sunshine of a Spotless Mind talvez seja uma das grandes influências estéticas do meu disco, além de ter escutado muito essa trilha sonora, uso muitos elementos parecidos como o Mellotron, optigan, piano de armário, glokenspiel.
Acho que em momentos alguma coisa no disco remete a nostalgia melódica do Clube da Esquina, gosto muito das canções do Lô Borges, acho ele um modelo de artista pra mim, ele está na ativa até hoje fazendo exatamente o que ele quer musicalmente sem comprometer sua visão artística com nenhum outro aspecto que não seu anceio de compor e gravar suas músicas da sua maneira.
Quando e como o álbum estará disponível para download? Haverá uma versão em CD ou outro formato?
Semana que vem estará disponível pra download no meu site www.leonardomarques.com e os CDs estarão à venda provavelmente na semana seguinte. Quero fazer o vinil também, mas ainda não tenho data definida.
Haverão shows desse trabalho? Qual a formação ao vivo?
Penso em fazer um lançamento em breve. O Pedro Handam e o Henrique Matheus do Transmissor estarão nessa formação, mas o resto do pessoal ainda não está definido.
Esse trabalho também é a estreia do selo La Femme Qui Roule, certo? Quem está envolvido e qual a proposta desse novo selo?
O selo é uma ideia minha e do Yannick Falisse, um artista gráfico e músico belga radicado em BH. A proposta é juntar pessoas com propostas musicas e estéticas interessantes e trabalhar desde a gravação até a elaboração da capa e trabalho gráfico do artista, criar uma identidade forte para o selo.