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11 de julho de 2013

Sobre fotos de divulgação

Dibigode

Foto de divulgação. Algo básico, mas por vezes pouco explorado e mal utilizado. Como jornalista,  produtor, designer (puf...) e assessor de imprensa (ui!), acabo me envolvendo em diferentes processos relacionados às imagens das bandas e achei relevante comentar sobre o assunto. Na produção e agenciamento das bandas com as quais trabalho, ajudo a pensar o conceito e estética a serem utilizados; como jornalista, recebo várias imagens promocionais diariamente; como assessor de imprensa, repasso as fotos aos veículos de mídia e tento dar destaque a elas nas publicações; e como designer muitas vezes tenho que trabalhar a imagem dos artistas junto à identidade visual do evento em questão.

Pausa: esse parágrafo tem como inspiração este vídeo.

Retornando...

Na hora de preparar as fotos de divulgação de uma banda, um ponto crucial é alinhar estética e conceito. A imagem deve dialogar com a proposta da banda. Não é preciso tentar representar sua sonoridade em apenas uma imagem, mas ambas devem dialogar de forma a colaborar para a construção de sentido que envolve a sua criação artística. Dentro disso, vale tanto uma super produção fotográfica como um registro feito em celular (mas com boa resolução), dependendo do conceito por trás.

Pensando nisso, listo abaixo algumas dicas e exemplos de fotos de divulgação:

  • Fundamental ter as fotos na maior resolução possível. Você não vai enviar fotos de 13 MB para os jornalistas mas, caso solicitado, é importante ter os arquivos que permitam impressões em formatos maiores;
  • Tenha opções de foto verticais e horizontais, isso facilita a adaptação ao layout das publicações;
  • Você pode achar um ensaio fotográfico preto e branco lindo, mas alguns veículos não. Algumas publicações publicam somente fotos coloridas, então é bom ter opções para esses casos;
  • Coloque o nome do fotógrafo diretamente nos nomes dos arquivos das imagens, como "Cidadão Instigado - fotor por Fulano". Assim você agiliza o processo e garante o crédito ao fotógrafo que trabalha com você. É recorrente, até mesmo nas equipes de grandes artistas, o envio de fotos sem crédito (o que, em muitos casos, inviabiliza a publicação das imagens);
  • Dar o crédito ao fotógrafo é essencial, mas escrever o nome do mesmo sobre a imagem, não. O mesmo vale para colocar a logo da banda sobre as fotos: nunca faça isso para as imagens que serão enviadas para imprensa;
  • Mesmo que seu ensaio fotográfico em estúdio ou em locação seja muito bom, certifique-se de ter ao menos algumas boas fotos (em alta resolução) feitas ao vivo, tanto para eventuais usos em peças promocionais como para publicação na imprensa;
  • Ao enviar fotos para sites e blogs, não anexe os arquivos em alta resolução. Prepare versões das imagens em resoluções mais baixas, próprias para a internet. Ao receber fotos pesadas no email do Meio Desligado, por exemplo, eu geralmente apago os emails para liberar espaço e só tenho o trabalho de redimensionar a foto se for algo no qual realmente tenha interesse.

Exemplos de boas fotos de divulgação de artistas, no sentido de serem esteticamente interessantes e estarem conectadas aos trabalhos dos artistas representados:

Laura Lopes

Jair Naves

Iconili

Siba

Bona Fortuna

Karina Buhr

Fotos, em ordem: Dibigode, Laura Lopes (por Augusto Barros), Jair Naves, Iconili (por Chá Gelado), Siba (por Talita Miranda), Bona Fortuna (por Bárbara Magalhães) e Karina Buhr (por Priscila Buhr).

18 de maio de 2013

Downloads em troca de divulgação online


Disponibilizar conteúdo online gratuitamente é praticamente uma regra para bandas atualmente, mas existem opções para potencializar a divulgação online do seu trabalho. Uma delas, interligada ao Facebook, é o Dropify. O uso do serviço é simples: você escolhe o arquivo que deseja colocar para download (uma música, um livro, um vídeo, um CD inteiro etc) e em troca do download o usuário precisa curtir sua página no Facebook. Funciona de forma semelhante ao que o Pay With a Tweet faz no Twitter, mas no Facebook.

Não deve ser usado como regra (afinal, obrigar o seu potencial fã a fazer algo pode não ser uma boa maneira de começar uma relação), mas sim como uma alternativa para tentar divulgar determinado conteúdo na rede social e reforçar sua presença online.

12 de abril de 2011

Uso do Twitter no Brasil: horários nobres

O serviço de monitoramento em mídias sociais Scup tem divulgado informações extremamente relevantes sobre o uso do Twitter no Brasil a partir do trabalho realizado pela empresa ao longo de 2010. Acompanhando as atividades no Twitter, o Scup chegou a dados que constroem parte do perfil do usuário brasileiro na rede social através dos horários de maior fluxo de informações na ferramenta, medido através do número de mensagens publicadas ao longo de cada dia e da semana.

No geral, percebe-se que os períodos entre 20h e 22h e 14h e 17h são os mais movimentados e com maior parcela de usuários ativos na rede, informação importante ao se planejar ações em redes sociais. Por outro lado, pautar-se pelos horários de maior atividade pode não significar maior visibilidade, uma vez que seu conteúdo terá maior competição ao ser publicado nesses períodos. Às vezes, publicar seu conteúdo em períodos de menor atividade no Twitter pode significar que ele terá menos informações competindo para se obter a atenção do usuário (ou "interagente", para se usar um termo acadêmico) e, consequentemente, atingir de forma efetiva parte do público.

O mais importante ao ter essas informações em mente é tentar analisar o perfil do seu público alvo e planejar ações de acordo com o mesmo.  Com o aumento no número de usuários e crescente popularização do Twitter no país é cada vez mais necessário pesquisar a ferramenta para obter bons resultados, criar um perfil para sua banda/festival/clube é muito mais do que simplesmente enviar a programação. Mesmo se pensarmos somente na área musical existem singularidades na divulgação de um festival, de uma banda independente ou de um edital de patrocínios, por exemplo, que devem ser levados em consideração e que podem gerar atividades e resultados distintos.


Fica também a dica do "Guia para iniciar monitoramento em mídias sociais" (novamente da Scup)  e o "Dicas de como usar o Twitter para divulgação de bandas" (do próprio Meio Desligado) para mais algumas informações básicas sobre monitoramento, métricas e utilização do Twitter.

20 de janeiro de 2010

Dicas de como usar o Twitter para divulgação de bandas

(vale para outras pessoas também)


Fazer um texto sobre o Twitter já é algo quase batido, uma vez que em 2009 houve uma profusão de matérias sobre o serviço de microblogging, mas o que percebo é que muita gente (tanto perfis pessoais como institucionais) usam equivocadamente o Twitter ou não sabem explorar seu potencial. O uso do Twitter por parte das bandas é exemplo disso. Em vez de utilizar o Twitter como mais um canal de publicação direta de material produzido pela banda as pessoas têm que entender que cada serviço de publicação de conteúdo possui suas singularidades e que as mesmas têm que ser levadas em consideração para se alcançar melhores resultados.

Não adianta tratar o Twitter da mesma forma que um blog de banda, um perfil em um site como a TramaVirtual ou como um agregador de RSS com tudo o que a banda faz. No caso da utilização do Twitter para divulgação de conteúdo artístico (e que vale para outras áreas, com pequenas adaptações) o serviço deve ser, sim, um canal que reúna e redirecione todo o material produzido pela banda, mas é necessário ir além disso.

Pode parecer triste (sniff), mas a verdade é que a menos que sua banda já seja consolidada e tenha realmente um grande número de fanáticos seguidores, as pessoas não estão nem um pouco interessadas em receber atualizações constantes sobre o que vocês estão fazendo. Eu sei, é triste. Pode chorar, liberar o aperto no coração. Chorar faz bem. Liberta.


Terminou a frescura? Continuemos.

Nem pense "Ah, mas isso só vale pras bandas ruins, a minha é boa". Nada disso, filhote. Se você (ou sua banda) sempre publica as mesmas coisas se autodivulgando qual o interesse em seguir o seu perfil? Você quer que alguém visite seu MySpace? Tudo bem, mas não precisa escrever isso todo dia.


Ampliar os assuntos abordados no Twitter da banda é uma das ações mais valiosas, torná-lo interessante ao ponto de que mesmo quem não seja um verdadeiro fã da banda tenha interesse em acompanhá-lo porque sabe que ali são publicadas coisas relevantes. Dessa forma você mantém um grande número de seguidores e fortalece sua "marca" junto a mais pessoas. Outro ponto super importante é o da conversação. Acaba sendo muito mais prático o contato direto com o público através do Twitter.

No entanto, uma das principais falhas vem logo no início. Ao criar um perfil no Twitter, muita gente já parte para adicionar milhares de pessoas antes mesmo de escrever algo. Pense bem: se eu não te conheço e você não publicou nada em seu perfil ainda, por que eu iria te seguir? Hein, hein, hein? (Eu escreveria que o único motivo seria se a foto fosse de uma gatinha bem queirosa, mas aí provavelmente seria vírus ou spam) Ter pelo menos uns 10 tweets antes de sair à caça de perfis para seguir (e ser seguido) é fundamental.

Para que tudo isso funcione usar alguma ferramenta como o Tweetdeck ou Twhirl pode ajudar bastante. Outras ferramentas estão listadas neste texto do Link e, para quem quiser pensar um pouco mais sobre o uso do Twitter, fica a sugestão de leitura do livro digital Tudo o que você precisa saber sobre Twitter (você já aprendeu em uma mesa de bar).

Curtiu? Quer sugestões de quem copiar onde se inspirar? Dê uma sacada nos perfis da Maria Rita (não é zoação), L.A.B e Black Drawing Chalks.

E para os preguiçosos (ou burros), uma lista com algumas das principais ideias deste texto, resumidas.

  • As outras pessoas não são tão empolgadas com a sua banda quanto você é, lembre-se disso
  • Atualize seu perfil no Twitter algumas vezes antes de começar a adicionar as pessoas
  • Copiar o que outras pessoas escreveram e republicar sem identificar a fonte devidamente (@nomedosujeito) é feio e bobo, não faça isso
  • Dar RT (republicar) o que outras pessoas escrevem não é preguiça, é um jeito prático de disseminar informações que você considera relevante e de mostrar para o autor da mensagem original que você tem um lugar especial para ele (ao menos durante uns  segundos) no seu coração
  • Aproveite o que outras pessoas escreverem de positivo sobre sua banda e republique no Twitter
  • Falar exclusivamente sobre a banda pode ser chato e reduz o número de possíveis seguidores. Amplie os temas abordados (desde que tenham a ver com você, sua banda e os outros integrantes)
  • Converse com as pessoas no Twitter. O contato com o público ocorre de forma prática e toda vez que alguém enviar uma mensagem para você, todos os seguidores dela terão contato com seu nome (a lógica é semelhante ao escrever coisas interessantes que poderão receber RTs)
  • Siga meu perfil no Twitter, leia o blog, vá às minhas festas, fale bem de mim e me dê um beijo dinheiro da próxima vez que encontrar comigo
Ilustração: Ph7labs

13 de outubro de 2007

Manual para divulgação de bandas independentes na internet

Nos últimos anos, a evolução tecnológica provocou grandes alterações em nossas vidas. A internet, fruto dessa evolução, passou a ter papel crucial no modo como vemos e interagimos com o mundo. Um dos maiores benefícios dessa evolução foi o desenvolvimento de novas formas, mais eficientes e rápidas, de acesso à cultura e troca de informações. Transpondo esta situação para o cenário musical, temos uma verdadeira revolução, inimaginável no início dos anos 90, por exemplo, na qual nunca foi tão fácil conhecer novos artistas e, no caso dos músicos, mostrar seu trabalho para o mundo e atingir milhares (até milhões) de pessoas.

evoluçãoAssim como a difusão de tecnologia provocou uma considerável democratização das ferramentas de produção (softwares de edição e criação de áudio, teclados controladores, etc), resultando em saltos gigantescos no volume da produção musical, a internet passou a exercer a função crucial de armazenar, organizar e distribuir todo este conteúdo, fazendo com que o processo de divulgação e distribuição da música independente (e também da música pop) se alterasse, deixando para trás rádio e tv.


Apesar da crise das grandes gravadoras, nunca se consumiu tanta música quanto atualmente. Basta pensar na quantidade de músicas que circulam pelos milhões de tocadores de mp3 por todo o mundo e enchem HD's de computadores em casas e nos escritórios. A música está em todos os lugares e as bandas alcançaram um nível de independência até então inédito. Uma ótima divulgação pode ser feita pela internet utilizando ferramentas gratuitas e até mesmo custos de gravação das músicas podem ser reduzidos, graças aos estúdios caseiros e seus softwares de produção e edição.

Exemplificando o parágrafo acima, temos aquela já batida história sobre o Arctic Monkeys, primeiro famosos no MySpace, depois em todo o mundo; Cansei de Ser Sexy, de hype no TramaVirtual para os palcos americanos e europeus; e também o Bonde do Rolê seguindo o mesmo caminho do CSS. São fenômenos impensáveis sem a internet. No caso do Bonde, servem também como exemplo da produção caseira. Até mesmo em seu álbum de estréia, With Lasers, as guitarras foram gravadas no apartamento do produtor Chernobyl, como o mesmo revelou em seu blog. O recente lançamento do álbum In Rainbows, do Radiohead, um dos maiores grupos do mundo, acaba com as dúvidas quanto a eficácia da internet como um meio de distribuição e divulgação: permitindo que os próprios fãs escolhessem quanto pagariam pelo álbum e disponibilizando-o primeiro na internet, estima-se que mais de 1 milhão de pessoas tenham feito o download nos dois primeiros dias após seu lançamento, resultando em cerca de £5 milhões para a banda (quase R$ 20 milhões).

Tendo em vista esse panorama, o "Manual para divulgação de bandas independentes na internet" é uma tentativa de contribuir para o desenvolvimento dos artistas independentes, através de uma melhor divulgação de suas obras, de modo que seja mais fácil para o público encontrá-las e que as próprias bandas possam crescer e se tornar auto-sustentáveis através da música (sendo beeeeem otimista).

Afinal, se a internet passa a ser a principal ponte entre artistas e público, é importante que este meio seja bem utilizado, explorando todas as suas possibilidades.

É justamente por isso que abaixo você encontra sites/serviços web que possibilitam o armazenamento e divulgação de todo o material produzido pelas bandas, sejam músicas, vídeos, fotos ou qualquer outro arquivo digital, diminuindo o hiato entre o momento de criação e a apreciação por parte do público. Outro elemento importante proporcionado por estes serviços é a interatividade, tornando banda e ouvintes muito mais próximos, em alguns casos, até mesmo eliminando essas barreiras (como nas produções coletivas e abertas).

E como não poderia deixar de ser, é tudo de graça.

Mas o mais importante, e muitas vezes esquecido, é a própria música. Ela é o que importa. Pense na música. Pense na música.

Não diga que não avisei: não adianta ter uma bandinha medíocre.


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Músicas
Criar sua página no MySpace e no TramaVirtual, para as bandas nacionais, é praticamente o básico. MySpace é a maior comunidade mundial, já consolidada, através da qual é possível entrar em contato com pessoas e bandas de todo o mundo (inclusive com as próprias bandas que servem de influência). O TramaVirtual é o maior e melhor site do estilo no Brasil e também o que dá maior visibilidade. É nele que você encontra as melhores bandas da música alternativa brasileira atualmente.

Ambos os sites possibilitam que as bandas adicionem fotos e mantenham blog, sendo que no MySpace há maior abertura para personalização da página e adição de vídeos. Por outro lado, o MySpace permite o upload de apenas quatro músicas, enquanto na TramaVirtual o limite é tão grande que eu simplesmente não sei qual é (sério) e existe o sistema de "download remunerado", através do qual as bandas ganham dinheiro de acordo com a quantidade de downloads feitos das suas músicas.

A menos que esteja sendo irônico, manere o egocentrismo e a megalomania na hora de escrever os releases da banda. Apenas a prepotência irônica conta pontos a favor de uma banda. A reles prepotência imbecil simplesmente deixa claro que você tenta compensar com palavras o que não consegue fazer musicalmente. O mesmo cuidado e atenção vale para o momento de escolher o estilo a ser cadastro. Não escolha aquilo que você QUER tocar, mas sim aquilo que você REALMENTE toca. É incrível o enorme número de bobagens que se encontra (no meu trabalho como organizador de conteúdo de um grande portal de música, vejo isso o dia inteiro e portanto tenho propriedade para falar sobre o assunto). As besteiras vão de bandas emo que acham que tocam grindcore (no mínimo, sem ter a mínima noção do que é isso); bandas de pop rock chulé que acham que fazem indie rock; punk de butique cadastrado como rock de garagem; mais emo cadastrado como punk; e o pior de todos: centenas de grupos banais, cópias do que há de mais sem graça no mainstream, que se dizem "experimentais". Então tá.

Pode parecer reclamação gratuita, mas não é. Pense bem. Se você está atrás de uma banda shoegazer, bem depressiva, para servir de trilha sonora enquanto você "tenta" suicídio cortando os pulsos com a colherzinha de plástico com a qual acabou de tomar Danoninho (delícia!), e encontra uma banda de indie pop, as probabilidades de considerar esta mesma banda um lixo são enormes. Em conseqüência disto, essa banda poderá ir (talvez inconscientemente) para sua "lista mental de bandas de merda da internet" e esta mesma opinião poderá ser transmitida aos seus amigos, leitores do seu blog, etc. Ou talvez você simplesmente aperte stop e continue sua vidinha sem graça.

São muitos os serviços nos quais você pode disponibilizar suas músicas e o ideal é que você utilize todos, aumentando a chance de que seu trabalho seja encontrado. Entretanto, é importante que você defina um ou dois sites para os quais linkar e indicar para as pessoas (normalmente MySpace e TramaVirtual). Desta maneira, os sites escolhidos servirão como vitrine e exibirão melhores resultados do que se você fragmentar sua divulgação entre 10 sites diferentes.

Cada serviço possui suas particularidades e alguns possuem claramente afinidades com determinados estilos (caso do PureVolume com as vertentes mais pesadas do rock e o emo/screamo), então é preciso levar estes elementos em consideração na hora de escolher qual site atualizar com mais frequência e interesse.

Entre os similares do MySpace temos o Virb, PureVolume e imeem. No Brasil, também temos as opções do Fiberonline (voltado para a música eletrônica), Palco MP3, Bandas de Garagem e Busca MP3. Outras boas opções são o iJigg, espécie de YouTube para músicas, e a gravadora aberta Jamendo, na qual as bandas disponibilizam álbuns inteiros para download sobre licenças Creative Commons. Você pode ler mais sobre estes serviços na série "independência 2.0", publicada aqui mesmo no Meio Desligado.

O Overmundo, site dedicado à cultura brasileira, também é uma ótima opção. O banco de cultura do site possibilita o envio de áudio, vídeo, fotos e textos, sendo que, para ser publicado no site, o conteúdo precisa receber um número mínimo de votos dos membros da comunidade. Todo o conteúdo do Overmundo também fica sob licenças Creative Commons.

E fechando a lista de opções para as músicas, temos os serviços de podcast. Como a maioria dos sites determina as taxas de kbps e bit rate (referentes à qualidade do áudio) das músicas a serem disponibilizadas, os podcasts acabam sendo outra alternativa, ideal para publicar versões alternativas, lados-b ou demos. Entre os mais utilizados estão o Odeo (cujos players são bastante utilizados neste blog, incluindo o grande player vermelho disponível na barra lateral) e o Podomatic (feio, mas útil).

Tchauzinho, tv!Vídeos
YouTube, básico. Não é todo mundo que sabe, mas existe a opção de cadastro especial para bandas e de customização da página. O MetaCafe também é bastante utilizado e possui programas de remuneração do usuário, assim como o Revver. Não tão utilizados para a música, mas também interessantes, são o Daily Motion e o iFilm. Um serviço em ascensão em bastante elogiado é o Brightcove.

Grupo para fotos de bandas alternativas brasileirasFotos
A maioria das bandas prefere fazer um Fotolog e divulgar suas imagens por lá, mas o serviço é extremamente limitado e chato. Alternativas muito mais interessantes são o Flickr, no qual a banda pode criar um álbum próprio, um grupo para si ou enviar suas fotos para grupos relacionados (como o indie BR, que reúne fotografias de bandas alternativas brasileiras) e o 8P, que foi devidamente analisado neste texto.

Mas se você precisa de fotos que irá reutilizar em diversas outras páginas, nada como usar um serviço de armazenamento de imagens como o Photobucket. Você faz o upload da imagem e o site já te dá um código "embed", assim como os do YouTube, para você reutilizá-la onde quiser. É uma prática muito comum para fazer propaganda nos comentários do MySpace, por exemplo (e que às vezes enche o saco).

Comunidades
Orkut é bem fútil, mas pode ser bem útil, dependendo de como é usado. As comunidades virtuais podem ser utilizadas para reunir fãs de uma determinada banda e trocar informações sobre a mesma. É sempre mais legal quando alguém que gosta da banda cria uma comunidade, mas não irão lhe crucificar por criar uma para a sua banda. MySpace, Virb e imeem também são formam comunidades virtuais, mas de maneira bem diferente.

Uma comunidade tida como bem mais útil e ampla é a Facebook, que vem crescendo bastante. A Last.Fm também pode ajudar na divulgação, já que possui espaço para cadastramento de shows, músicas, vídeos, fotos e descrições das bandas. Gravadoras também podem se cadastrar na Last.Fm e editar informações de seus artistas.

Blogs
Se você chegou até este ponto, responda a pergunta: para que fazer um site? Resposta: por nada! É muito mais prático simplesmente comprar um domínio .com ou .com.br para sua banda e redirecioná-lo para seu MySpace ou seu blog, onde você pode juntar todo o material relacionado ao grupo. Para isso, serviços como Blogger e Wordpress são os mais populares. Interessados em experimentar também podem tentar o Vox, o tiozinho Live Journal (fraco), entre outros.

Armazenamento
De certa forma, todos os links acima estão relacionados ao armazenamento de conteúdo. Mesmo assim, esta categoria diz respeito aos serviços que funcionam exclusivamente como HD's digitais, nos quais qualquer material digital pode ser guardado. Muitas bandas os utilizam para disponibilizar álbuns inteiros em arquivos .zip ou .rar, poupando o trabalho do download faixa-à-faixa.

O 4shared é interessante por oferecer realmente uma espécie de HD virtual, no qual você pode criar pastas e escolher o que deseja compartilhar ou não. Outros serviços de armazenamento são o Rapidshare, Zshare, Sharebee e Mediafire, todos bem fáceis de serem utilizados.

Outro site que deve ser mencionado é o Archive, que reúne um enorme arquivo de shows, músicas e filmes.

Indefinidos
Mugg. "...o Mugg é um agregador de notícias sobre música, criando assim um canal de informações no qual os próprios usuários definem o conteúdo. Funciona assim: você encontra uma notícia interessante sobre música em qualquer site e, se quiser, a envia para o Mugg, clicando em um link específíco fornecido pelo serviço (e que você pode salvar nos seus favoritos, para facilitar) ou vai até o site e posta o link da notícia. Depois, é só escrever uma chamada para o texto com suas próprias palavras (por causa dos direitos autorais) e pronto. A partir daí sua notícia tem uma semana para receber no mínimo quatro votos e ser publicada no site.

Caso você tenha interesse em publicar um texto de sua própria autoria, também há espaço para isso. Como os próprios criadores do Mugg escreveram no site, essa é uma ferramenta que pode ser utilizada para 'falar sobre sua banda, colocar links para vídeos e downloads, fazer resenhas de shows a que foi, Cds que ouviu', etc."


Twitter. Hype do microblogging. Serviço que permite a publicação de pequenos textos de até 140 caracteres e que podem ser exibidos em outros sites e até recebidos por celular.

Del.icio.us. Exemplo mais conhecido daquilo que é conhecido como "social bookmarking", algo como "socialização de sites favoritos". Serviço através do qual você pode gravar seus sites favoritos, organizá-los através de tags, acessá-los de qualquer computador e dividi-los com o mundo. Pode ser usado para agrupar tudo que sai na internet sobre sua banda, por exemplo. Serviços similares: Furl, Blinklist, Reddit, StumbleUpon e Ma.gnolia.

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É isso. Não é uma panacéia (e nem era a intenção), mas espero que este texto possa ajudar na disseminação da cultura.

Sugestões são bem-vindas!

Foto da TV quebrada: theunionforever
Foto do zé-mané sendo estrangulado: kalebdf


Mugg esta noticia

25 de julho de 2007

downloads, downloads e mais downloads

Já não é novidade alguma as bandas disponibilizarem álbuns completos para download gratuito, mas nos últimos tempos as pessoas estão cada vez mais abertas às possibilidades da prática e fica mais fácil conseguir boa música, inclusive nacional.
Enquanto alguns grupos e gravadoras esperneiam contra a troca de arquivos digitais, a cena independente é uma das que mais se beneficia com os downloads e o utiliza como uma das principais formas de se aproximar do público.

Para se ter uma idéia, há cerca de quatro anos não compro um cds, mas nunca ouvi tanta música como nesse período. Na verdade, acredito que um dos fatores que dificulta o crescimento da cena alternativa brasileira é pequeno volume de obras nacionais disponíveis para download, seja ele legal ou não. Enquanto álbuns internacionais vazam e podem ser baixados meses antes de seus lançamentos oficiais, álbuns de artistas brasileiros independentes caem na rede com dificuldade e muitas vezes são extremamente difíceis de ser encontrados.
Pense: se o público brasileiro não está comprando sequer os cds dos grandes nomes da música internacional, por que iria gastar seu dinheiro com bandas que mal conhece?

É uma questão de conhecimento e bom senso, mas o receio e atitudes anacrônicas de indivíduos envolvidos com a música feita por aqui impedem que a situação melhore de modo muito mais rápido, resultando em problemas de divulgação e cds encalhados.

Por outro lado, felizmente algumas bandas brasileiras não apenas disponibilizam como também incentivam o download de suas músicas, colocando-as em seus sites oficiais e em serviços como Rapidshare, 4Shared e diversos outros. Abaixo você confere uma lista com algumas dessas bandas e os links para download. Aproveite.

Mombojó. Nadadenovo [2004] e Homem-Espuma [2006]
MQN. todos os álbuns e singles
Superguidis. Superguidis
Macaco Bong. Objeto Perdida
UDR. todas as músicas e lados-b
Esquadrão Atari. tudo
Vamoz. To the Gig on the Road
Ludovic. Servil [2004]

24 de julho de 2007

Produtores Toddy

Continuando sua atual estratégia de se relacionar à música independente feita no Brasil, a marca de achocolatados Toddy agora mantém um site destinado a dar dicas de produção para bandas iniciantes. No ar desde meados de junho, o Produtores Toddy reúne Edu K (ex-De Falla), Chernobyl (Comunidade Nin-Jitsu) e Kuaker, três músicos/produtores de relativa importância no cenário musical nacional que estão com blogs hospedados no site, escrevendo suas opiniões sobre as músicas enviadas a eles através da página e respondendo à dúvidas da audiência.


Edu K é provavelmente uma das maiores lendas da música brasileira recente, tendo tocado de hardcore e hip hop à funk carioca e música eletrônica, sendo mais conhecido pelo hit "Popozuda Rock N' Roll". Entre as bandas produzidas por K estão nomes tão díspares quanto Detonautas Roque Clube, Tiazinha e Os Cavaleiros Mascarados e Mundo Livre S.A. Aumentando ainda mais sua fama de camaleão, Edu agora exibe visual emo e montou uma nova banda, ainda sem nome.

Chernobyl é membro da Comunidade Nin-Jitsu, escrachado grupo gaúcho, e também mantém o projeto de electro rock 808sex. Sua trajetória como produtor é mais recente, sendo que foi ele o responsável pelos primeiros passos do Bonde do Rolê.

Já Kuaker é um pouco mais próximo da cena rock/hardcore, com álbuns do CPM 22, Blind Pigs e Lobotomia no currículo. Além de ter trabalhado com o falecido e renomado produtor Suba (responsável por trabalhos de Bebel Gilberto e Edgar Scandurra, por exemplo), Kuaker foi técnico de som de grupos como Dead Fish e Sick of it All, durante sua passagem pelo Brasil, além de ter tocado com Dinho Ouro Preto na banda Vertigo.

Qualquer pessoa pode se cadastrar e entrar em contato com algum dos produtores, enviar sua música em mp3, etc. Todas as sextas-feiras, no programa Ya! Dog, da MTV, haverá um espaço dedicado ao projeto.
Entre os assuntos já tratados nos blogs estão dicas de sintetizadores, detalhes a serem observados durante as gravações e divulgação da banda, além de sugerirem muitos equipamentos para viabilizar a produção musical caseira.

Ps.: se você acompanha o Meio Desligado no MySpace, sabe que o período sem atualização foi devido à minha participação no NDesign, que acabou no último sábado em Florianópolis. Desculpe, mas foi por uma boa causa. A Juliana não pôde continuar a escrever porque ela é preguiçosa mesmo (e estava um pouco ocupada).

12 de julho de 2007

publicitário indie

O Gustavo Mini, do Walverdes, fez um interessante guia sobre marketing e publicidade na cena indie, baseado em sua experiência como publicitário e músico nos últimos 14 anos. Através de comparações entre o mainstream e o underground, ele relata as transformações ocorridas no cenário musical brasileiro e dá dicas para aqueles que estão envolvidos de alguma forma com a música independente.

Selecionei dois trechos que achei interessantes.

O primeiro é sobre a importância do contato físico, dos shows e festivais:
"Os festivais independentes também entram em ressonância com a necessidade que as pessoas estão tendo em encontrar manifestações concretas e reais face à crescente digitalização do conteúdo que produzem e consomem. Na mesma medida em que nossas músicas, filmes e fotos são armazenadas em frios discos rígidos ou CDs regraváveis, cada vez mais precisamos de experiências e sensações do mundo real. Quanto mais músicas trocamos por computador, quanto mais ringtones baixamos para os nossos celulares, mais shows queremos ver e com mais pessoas queremos falar"
O segundo trata da importância do conteúdo a ser trabalhado:
"As pessoas se conectam mais profundamente em torno de conteúdos que trazem verdades. Em um mundo cada vez mais pasteurizado, isso é um produto de alto valor. Muitas marcas tem projetos de pouco impacto porque atrelam seus projetos a conteúdos muito passageiros ou de importância rala, o que dá pouca profundidade à experiência dos consumidores"
Leia o texto completo no publicitarioindie.blogspot.com e aproveite para dar uma conferida no blog pessoal do Gustavo, o Conector.

1 de junho de 2007

independência 2.0: imeem

{ Esta é uma série de textos sobre sites e serviços da chamada web 2.0 que podem ajudar bandas independentes a divulgar seus trabalhos, também sendo úteis aos fãs destas mesmas bandas e a todos os interessados em música, no geral }

Uma comunidade virtual baseada em listas de favoritos. É mais ou menos assim que o imeem se define. O slogan do site/serviço deixa claro: "what's on your playlist".


Seus usuários podem postar músicas, vídeos, fotos e textos, que podem ser reunidos por qualquer outra pessoa em sua respectiva playlist. Por exemplo, eu rodei pelo site e gostei muito de seis vídeos, dez músicas e duas fotos, todas de artistas diferentes. Eu então posso juntar tudo isso em listas, ou seja, playlists separadas por gênero, e publicá-las em meu blog, no perfil do MySpace, etc.

O visual do site é bonito e a utilização de tags facilita a experiência. Uma seção apenas para mashups é outro ponto positivo do imeem.


Apesar de todo seu potencial, o site ainda é muito pouco utilizado por bandas brasileiras. Em uma rápida busca no site pela tag "brazil", foram encontradas músicas de artistas como Tati Quebra-Barraco, Cansei de Ser Sexy, Sérgio Mendes, Os Mutantes e Guillemots (esta, uma banda ing
lesa, com um integrante brasileiro e que faz referências ao país em algumas de suas letras), todas publicadas por fãs.
Já no exterior, diversos grupos já usam o site como forma de se aproximar do público e permitir que seu trabalho seja divulgado mais facilmente na esfera eletrônica. O Strokes é exemplo disso.
A possibilidade de se reunir todas essas mídias (vídeo, fotografia, áudio, texto) em um único lugar e ainda permitir que as pessoas possam escolher o que querem "espalhar" pela rede é u
ma ótima idéia.



Entre os rivais do MySpace, o imeem é sem dúvida um dos mais interessantes e promissores (apesar da facilidade de qualquer pessoa publicar faixas protegidas por copyright poder ser um problema para seus responsáveis futuramente). A disputa entre as comunidades virtuais vem chegando a tal ponto que o MySpace chegou a bloquear os códigos dos players do imeem e casos de censura até da palavra "imeem" são relatados na internet, mas é difícil confirmar a veracidade deste fato.

Outros textos da série:
Jamendo // iJigg


Exemplo de um profile tosco no site.

30 de maio de 2007

independência 2.0: Jamendo

{ Esta é uma série de textos sobre sites e serviços da chamada web 2.0 que podem ajudar bandas independentes a divulgar seus trabalhos, também sendo úteis aos fãs destas mesmas bandas e aos interessados em música, no geral }

Jamendo é um site que funciona como uma espécie de gravadora online e tem um modelo singular de funcionamento: nele, artistas de todo o mundo disponibilizam álbuns inteiros e podem receber doações de ouvintes que gostarem das músicas.

Outro diferencial é que os álbuns podem ser licenciados através do Creative Commons, facilitando a disseminação das obras.

É um modelo extremamente interessante, mas que deve funcionar muito melhore nos países desenvolvidos: a pessoa escuta e faz o download de quantas músicas quiser, de graça. Caso goste muito de um artista, a própria pessoa decide quanto pagá-lo.

O Jamendo surgiu em Luxemburgo e, apesar de ter o francês como língua principal, tem versões em diversos outros idiomas, como o português, espanhol, alemão, inglês e russo. Atualmente são mais de 3400 álbuns publicados e pouco mais de 123 mil membros ativos em sua comunidade. É interessante também o número de resenhas dos álbuns escritas pelos usuários, ultrapassando a marca das 38 mil.

Assim como o iJigg (abordado aqui anteriormente) o Jamendo também disponibiliza players (exemplo abaixo) para serem postados em blogs e sites, seguindo a atual tendência de serviços deste tipo.



As tags mais populares são electro, rock, ambient e experimental. A partir daí já se é possível formular uma idéia sobre os usuários do Jamendo, apesar de diferentes vertentes da música eletrônica também marcarem forte presença.

Entre os representantes brasileiros no Jamendo, merecem destaque os eletrônicos Gerador Zero e Retrigger, além do ambient-punk da P.U.T.A..

Para acabar com qualquer outra dúvida, leia o FAQ do site.

24 de maio de 2007

independência 2.0: iJigg

{ Esta é uma série de textos sobre sites e serviços da chamada web 2.0 que podem ajudar bandas independentes a divulgar seus trabalhos, também sendo úteis aos fãs destas mesmas bandas e aos interessados em música, no geral }


Basicamente, o iJigg é um site no qual qualquer artista pode colocar suas músicas e disponibilizá-las em outros sites e blogs através de players em flash, semelhante ao que sites como YouTube e Metacafe fazem com os vídeos.
Do mesmo modo, qualquer pessoa pode copiar o código html disponibilizado e colocar um player (como este que você vê abaixo) com uma determinada música em qualquer outra página.


Se a pessoa gostar do que ouviu, ela pode dar um "jigg", ou seja, um voto. À medida que a canção acumula votos sua colocação no site melhora e ela fica mais próxima de figurar na página inicial do iJigg.

Atualmente os líderes de cadastros no site são os americanos e os taiwaneses, com os brasileiros na quinta posição. Bandas nacionais antenadas como a Pornochanchada do Canal Brasil, Ecos Falsos e Café Colômbia já colocam suas músicas no iJigg e o usam como forma de aumentar o alcance de seus trabalhos.

O serviço foi criado por um indiano e um brasileiro, em janeiro deste ano, e vem sendo chamado de "o YouTube da música", apesar de seu modelo de funcionamento aproximar-se mais ao do site de jornalismo cidadão Digg.

O design do site não é dos mais bonitos ou inspirados, mas a interface é leve e o carregamento é rápido.

Leia matéria sobre o assunto no Overmundo.

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