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18 de maio de 2013

Downloads em troca de divulgação online


Disponibilizar conteúdo online gratuitamente é praticamente uma regra para bandas atualmente, mas existem opções para potencializar a divulgação online do seu trabalho. Uma delas, interligada ao Facebook, é o Dropify. O uso do serviço é simples: você escolhe o arquivo que deseja colocar para download (uma música, um livro, um vídeo, um CD inteiro etc) e em troca do download o usuário precisa curtir sua página no Facebook. Funciona de forma semelhante ao que o Pay With a Tweet faz no Twitter, mas no Facebook.

Não deve ser usado como regra (afinal, obrigar o seu potencial fã a fazer algo pode não ser uma boa maneira de começar uma relação), mas sim como uma alternativa para tentar divulgar determinado conteúdo na rede social e reforçar sua presença online.

16 de março de 2012

Mistureba: Campanhas no Facebook, Siba, Kassin, The Salad Maker, Lucas Santtana, Tono e Madrid

Novos vídeos

Kassin


Tono


Lucas Santtana


The Salad Maker



Mini-documentário sobre Siba


Campanhas no Facebook: escolha a sua





Madrid, novo projeto de Adriano Cintra (ex-CSS) e Marina Vello (ex-Bonde do Rolê)

24 de fevereiro de 2012

A nova TV é social

Socialtape, ShowYou, Shelby, VHX, Dragontape, Cull. Nomes que podem não significar muito para você mas que representam um novo estágio na forma que consumimos e compartilhamos vídeos. Essas são algumas das ferramentas que formam a "TV social", na qual a programação é construída a partir de interações sociais e o resultado final é personalizado e online. Boa parte dessas ferramentas criam "canais virtuais" a partir dos vídeos enviados pelos amigos/contatos de um determinado usuário no Twitter, Facebook, Tumblr e outras redes sociais, mas possuem suas singularidades.

O  Socialtape  é um aplicativo para Facebook e iPhone que reúne os vídeos enviados por seus amigos na rede social em forma de mixtapes visuais (listas de reprodução). A interface é semelhante a de programas de edição de vídeo/áudio em camadas e permite que o usuário facilmente altere a ordem, adicione ou retire vídeos da lista, que na sequência pode ser compartilhada e reproduzida em outras páginas da web. O Socialtape é complemento do Dragontape, serviço para criação de mixtapes a partir de vídeos do YouTube ou arquivos de áudio do Soundcloud, que podem ser criados individualmente ou de forma coletiva (ou até mesmo a partir de vídeos tweetados juntos de alguma hashtag específica, como #carnaval, resultando em uma lista atualizada constantemente a cada 15 segundos). A diferença, neste caso, é que o Dragontape é focado na música.



O Showyou é exclusivo para dispositivos da Apple (iPhone, iPad, iPod Touch) e Kindle Fire. Suas listas de reprodução automáticas são criadas através dos vídeos compartilhados pelos seus contatos no Twitter, Facebook, Tumblr, Vimeo e/ou Youtube.

O Shelby capta vídeos compartilhados no Vimeo, Youtube e Twitter e, diferente do Socialtape, que é um aplicativo que funciona dentro do Facebook ou no celular, funciona em site próprio. Com interface próxima ao Shelby, o VHX é bastante semelhante mas tem o diferencial de ter o intuito de também funcionar como uma rede social, com a opção de seguir outros usuários, criação de diversas playlists e canais específicos como o da equipe do serviço e os mais populares entre todos os usuários.

Já o Cull tem como proposta ser "o canal de música do futuro". O site permite que o usuário crie ou acompanhe canais específicos, geralmente focados em estilos de músicas específicos ou de acordo com algum tema. Diferente dos outros serviços que agregam vídeos espalhados por redes sociais, o Cull tem a ideia de curadoria de conteúdo como ponto central na construção de material relevante para o público.

Prestes a completar um mês em funcionamento, a TV Meio Desligad@ (com 100 vídeos no ar) é uma experiência nesse sentido. Os curadores constroem o conteúdo diferenciado e considerado relevante, ao mesmo tempo em que o fluxo das redes sociais influencia a programação. As escolhas de cada curador agora também podem ser assistidas isoladamente aqui no Meio Desligado e há mais uma forma de visualização dos arquivos mais instintiva e sem categorizações. Isso, agora. Porque o formato é vivo e em constante transformação.

10 de setembro de 2011

Bizz, Facebook, jornalismo musical, público x privado e democracia

José Flávio Júnior Muita vergonha dos coleguinhas que estão ajudando a criar esse monstro chamado Criolo. A cena pop brasileira não recebia alguém tão pedante e poseur desde sei lá quando. Toda resposta é uma "lição de vida". Essa implicância com a brincadeira do Clemente foi de foder o cú da cobra. O cara lançou um disco nota 7,5 e já está sendo tratado como gênio da raça, acima do bem e do mal. Sendo que ele passou 20 anos como um rapper medíocre, sem que ninguém desse a menor pelota pra ele. Sendo que algumas músicas do Nó na Orelha são velhas pra cacete. Sendo que de Criolo ele tem só o nome - mas estrila se alguém pergunta o motivo dele usar essa alcunha. O Ganjaman deu um golpe de mestre: arrumou um Sabotage branco mas com nome de preto e com apelo junto ao mulherio e colocou a melhor assessora do circuito Augusta para trabalhar a marca na Folha e nos veículos da descolândia. Os jornalistas e publicitários brancos sempre estiveram no papo. Eu quero ver é depois da capa da Serafina. Vingar fora do mundinho é bem mais complicado. 

Alex Antunes novo paulista de cu é rola. eu fui lá falar pro capilé outro dia: como é que o fora do eixo perde a iniciativa estética desse jeito? eu passo cinco anos repetindo "região norte" que nem um maluco pelo brasil inteiro, e nada. deu tempo pra pseudoelite paulista se rearticular e começar a se sentir à vontade pra cagar hypes de novo. e de repente esse povo fofo daqui começa a virar objeto de desejo em festival independente... é foda ou é bem-feito? "jeneci" é a cabeça do meu caralho :)))))))))))))))

Minha ideia inicial era apenas indicar aqui o texto publicado pelo músico e produtor Daniel Ganjaman sobre sua visão do jornalismo musical brasileiro a partir do grupo da extinta revista Bizz no Facebook, mas são necessárias algumas palavras a mais. Acho extremamente válida a discussão sobre o posicionamento da crítica e concordo em grande parte com o que Ganjaman escreve, mas de forma alguma tiro os méritos dos jornalistas José Flávio Júnior (da revista Bravo!) e Alex Antunes - dos quais Ganja publicou comentários, sendo que dois deles abrem este texto - mesmo discordando dos mesmos em muitos casos, não apenas no que se refere ao que escrevem na comunidade da Bizz como em seus textos profissionais.

Declarações extremas têm em si o poder de gerar polêmica e, com isso, fomentar discussões e reflexões, mas não de definir afirmações incontestáveis. Acredito que Ganja reforce demais questões pessoais em seu texto, o que acaba por enfraquecer um pouco seu argumento. Independente de concordar ou não, o caso me chama atenção para questões de privacidade e democratização.

Primeiro, por se tratar de algo que se baseia em informações publicadas em um grupo privado do Facebook. Somente membros podem ler e escrever lá. Para participar você pode solicitar a inclusão ou ser adicionado por alguém. O detalhe é que ao ser adicionado por alguém você não tem a opção de negar o convite, você automaticamente passa a receber as postagens do grupo (exatamente o que aconteceu comigo). Membros do grupo questionaram a publicação de suas publicações fora do ambiente "privado" do Facebook, justificando que se trata de um ambiente descontraído e semelhante a uma mesa de bar, um bate-papo descompromissado. Até mesmo um email trocado entre José Flávio Júnior e a assessora de imprensa do rapper Criolo (do qual Ganjaman é produtor e suscitou toda a discussão) foi publicado, tornando a situação mais delicada.

Praticamente toda forma de comunicação pode ser registrada e reproduzida de alguma forma, mas a internet potencializa isso. Em um grupo de discussão privado você cria barreiras, mas não há como evitar a circulação do conteúdo. O caso do email é semelhante, com a diferença de que existem opções legais que podem ser acionadas para o caso de divulgação de informações particulares enviadas via email e tornadas públicas.

Cada ação na internet é registrada e gera rastros, consentidos ou não, e isso é algo que devemos ter em mente (independente da forma que usamos a rede, seja como jornalistas, criadores de conteúdo profissionais ou outra função). O próprio Ganjaman é "vítima" dessa dinâmica. Apesar de seu artigo/desabafo estar publicado com o título "Grupo no facebook e uma grande piada pronta!", é possível saber que o título original continha a frase "Jornalistas mortos não mentem", uma vez que a URL do texto é http://danielganjaman.blogspot.com/2011/09/jornalistas-mortos-nao-mentem-fred-zero.html e que, no Blogger, plataforma de publicação usada por Ganja, o título inicial de uma publicação define sua URL. Assim como é possível apagar, editar e quebrar lógicas de leitura lineares e temporais, cada uma dessas ações deixa suas marcas.

E ao pensar em rastros, edição, privacidade e distribuição de conteúdo, neste caso entra também no jogo a democratização da fala: ou melhor, a possibilidade de se fazer ouvido/lido independente de deter tal autorização. Ao ser questionado sobre a descontextualização dos comentários de membros da comunidade da Bizz publicados em seu blog, Ganja de certa forma se exime da culpa ao considerar a descontextualização uma prática recorrente no jornalismo. Verdade, é uma prática recorrente no mal jornalismo e que não deveria servir de exemplo, ainda mais quando se questiona a qualidade do próprio jornalismo. Mas em um de seus comentários ele indica um dos grandes pontos do debate: "Não quero brigar com ninguém. Só estou colocando o lado de quem é sempre questionado e nunca teve direito de questionar. Agora tem".

Entende a força disso? Não é uma inversão de papeis, é democratização da fala. São jornalistas, antes detentores da palavra disseminada às massas, se "defendendo" junto a um ex-leitor, agora participante ativo do debate e com grande potencial de distribuição de suas opiniões. Poder expressar suas opiniões não é novidade tão grande e não estou estabelecendo uma relação de paridade entre grandes veículos de comunicação já estabelecidos e quaisquer blogs. O ponto, aqui, é que a famosa democratização na produção e distribuição de conteúdo não vai derrubar a mídia de massa, mas com certeza abala seu conformismo. 

Independente de qual lado da história apoiar ou se solidarizar, o fato é que se trata de (mais) um exemplo do potencial da internet para a construção de debates (muitas vezes criados de forma involuntária) e que beneficiam, neste acaso, tanto a cena musical como o jornalismo cultural brasileiro.

O texto de Ganjaman e os mais de 20 comentários publicados sobre o mesmo estão no blog do artista, o Seleta Coletiva. Todos os comentários publicados no grupo da Bizz sobre o assunto até o momento estão abaixo. Relutei em copiá-los, mas acho importante para que os não-membros tenham acesso às opiniões de quem está diretamente relacionado ao assunto e foi criticado no texto publicado. Se alguém cujos comentários foram publicados quiser que eu os retire é só avisar.

17 de abril de 2011

Resumos diários do Twitter e Facebook: Paper.li e Summify

Um dos pontos negativos do grande fluxo de informações que circula pela internet diariamente pode ser a sensação de estar perdendo algo importante a cada instante, seja no Twitter, Facebook ou blogs e sites diversos. Milhares de informações circulam por suas redes sociais a cada hora e não conseguir acompanhar tudo isso é fonte de constante ansiedade em algumas pessoas.

Para permanecer atualizado ao menos em relação aos principais tópicos comentados entre seus amigos no Twitter e Facebook existem opções como o Paper.li e o Summify.

O Paper.li, disponível em português, apresenta-se como opção para ler Twitter e Facebook como se fossem "jornais diários". Na prática, isso significa que o Paper.li gera uma página diária com os assuntos mais comentados pelas pessoas seguidas por você, disponibilizada em um endereço personalizado, como o http://paper.li/meiodesligado. Ele pode ser atualizado diariamente, em duas edições diárias (manhã e noite) ou semanalmente, e envia automaticamente no Twitter (no horário selecionado pelo usuário) o link com a nova "edição do jornal".


O Summify funciona de maneira semelhante e cria resumos periódicos com os assuntos em destaque em suas redes no Twitter e Facebook (o que é importante ou não é definido a partir de critérios como número de retweets, quantos vezes a publicação foi "curtida" e/ou compartilhada). Os resumos criados são enviados para o email do usuário em períodos definidos (são mais opções do que no Paper.li) e o número de mensagens incluídas no resumo é de até 10. Uma das vantagens do Summify é que ele também importa feeds OPML e do Google Reader, filtrando os assuntos que mais se destacaram nesses ambientes. A desvantagem é que o serviço até gera uma página web com os resumos (além daquele que é enviado por email), mas este é acessível apenas ao dono da conta.

No geral, Paper.li e Summify são opções simples e úteis para se manter informado sem ter que passar ainda mais horas garimpando por informação relevante na web. E o melhor: de graça.

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