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26 de agosto de 2016

Festival No Ar Coquetel Molotov chega a BH e divulga primeiras atrações


Em 2007/2008, eu depositava a grana dos correios pra que o pessoal do Recife me enviasse as edições da revista Coquetel Molotov. Em 2011, conheci Salvador indo trabalhar em uma edição do festival por lá. Então dá um prazer especial divulgar que estou envolvido na primeira edição do festival No Ar Coquetel Molotov BH.

A versão mineira do Coquetel é uma realização da Quente em parceria com a Coda (criadora e produtora do festival do Recife) e será realizada no dia 15 de outubro no CentoeQuatro, uma antiga fábrica de tecidos no centro de BH convertida em espaço cultural. As primeiras atrações divulgadas são a cantora Ava Rocha (pela primeira vez em BH), o grupo mineiro Pequeno Céu (prestes a lançar disco novo) e o pernambucano Jam da Silva. Várias outras atrações e atividades serão divulgadas nas próximas semanas, mas os ingressos já estão à venda por valores super em conta: R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira). Realizado no Recife desde 2004, o Coquetel Molotov consolidou-se como um dos principais festivais do país e, além de reunir a nata do indie nacional, já teve bandas gringas como Dinossaur Jr, The Kills, Teenage Fanclub, Health, Blonde Redhead, Nouvelle Vague, Peter Bjorn and John, The Sea and Cake e Guillemots.

SOBRE AS PRIMEIRAS ATRAÇÕES CONFIRMADAS
Voz rara, doce e poderosa, cheia de texturas tropicalistas e herdeira direta de Macalé, Ava Rocha é uma das maiores revelações da música brasileira. A filha de Glauber e da também cineasta Paula Gaitán atua em parceria com o marido e compositor Negro Leo. Seu disco “Ava Patrya Yndia Yracema” foi produzido por Jonas Sá, gravado e mixado por Martins Scian, com uma banda poderosa e cheio de participações especiais, mas sem desviar em nenhum acorde ou letra do estilo Ava ao mesmo tempo forte e suave, profundo e solar.



O Pequeno Céu começou como um projeto solo de Manuel Horta, que em 2009 lançou seu primeiro trabalho (todo gravado e tocado pelo próprio Manuel). A partir de 2011, o projeto foi ampliado e se tornou uma banda, lançando o disco "Sargaço" no fim de 2014. Musicalmente, é uma mistura entre a música popular brasileira e o math-rock. Uma obra livre que ganha corpo através da transfiguração do post-rock com afrobeat, jazz e de referências ao samba e ao universo da MPB.


Jam Da Silva é um artista capaz de cruzar as barreiras geográficas e estéticas. Com vasta experiência musical, já lançou dois álbuns em carreira solo – Dia Santo (2009) e NORD (2014) – e outros inúmeros discos coletivos. O músico viajou em várias excursões e colaborou com uma série de artistas internacionais e nacionais, ao vivo e em estúdios. Seu álbum "NORD" é uma provocação ao destino, exílio voluntário em busca de uma aproximação geográfica e sensorial gravado entre o Brasil e a Islândia.


CentoeQuatro - 15 de outubro 

Coudelaria Souza Leão - 22 de outubro

26 de maio de 2016

x vídeos. alice caymmi. ava rocha.

NSFW.

Tudo relacionado, repare. Da lactação da letra de "Homem" à amamentação via canudinho no "Fork face commits", passando pela máscara de garfos e facas.

Alice Caymmi em sua versão de "Homem", do Caetano, junto a duas travestis (lindas) em PB, bem artsy (ui). Rolam até umas piroquinhas piscando num esquema meio Clube da Luta. Lembrou o vídeo de outra versão, a do White Stripes pra "I just don't know what to do with myself", do Burt Bacharach, com a Kate Moss e dirigido pela Sofia Coppola. "Lies", do Is Tropical, tem estética semelhante mas segue por outros caminhos. E falando de artsy, Ava Rocha em clipe dirigido pelo irmão, Pedro Paulo Rocha, ambos filhos de você sabe quem. Contestador (uuui), como sua música. Remete à bizarrice do vídeo de "Crash", da obscura Evil Skull (escrevi sobre esse vídeo em 2009) mas agora só encontrei um trecho, digamos, mindfuck.
 

O último vídeo tem imagens fortes, os interessados podem assistir direto no perfil no Vimeo do diretor Douglas Burgdorff.

24 de março de 2015

Atualizações do @indicamusica

Já falei do @indicamusica por aqui e aproveito para dar uma atualizada com alguns dos últimos discos enviados por lá. Siga a gente no Instagram!
 

Keep Razors Sharp (2014)
@KeepRazorsSharp é uma das melhores surpresas a surgir de #Portugal nos últimos tempos. O homônimo disco de estreia da banda foi lançado em #2014 e a coloca próxima de bandas como #TheeOhSees, revisitando o #shoegaze com influências de #rockpsicodélico e #grunge. Quem gosta de #SonicYouth e dos trabalhos solo do #ThurstonMoore pode ouvir sem medo.

(Por Flora Pinheiro)
Ava Rocha _ Ava Patrya Yndia Yracema (2015)
Em tempos de avanços tecnológicos e a facilidade de se disponibilizar o próprio disco na web é impossível conseguir ouvir tudo que é lançado. Assim, pode acontecer de alguns trabalhos interessantes se perderem na imensidão de links. Foi o que aconteceu com @avarocha. Eu já até tinha ouvido falar da moça há alguns anos, mas como todo dia sai álbum novo, nunca havia parado pra ouvi-la. Eis que nesta semana pulou na minha tela o link para o segundo disco da carioca, lançado agora em março. Já na primeira música fiquei encantada com o timbre grave da moça (de longe me lembrou a mineira @julianaperdigao mas as duas têm propostas diferentes). Em outras músicas chega a ser doce (como na canção “Transeunte Coração” que me lembrou @barbaraeu. Cada faixa é uma viagem sonora completa: mexe com suas emoções e te leva pra outro patamar. A minha preferida foi “Mar ao fundo”: no começo é leve e com poder de calmaria. Da metade em diante, aquele pacote com guitarras distorcidas . O disco homônimo “ Ava Patrya Yndia Yracema” (nome completo da cantora) desenhado, experimental, belo e transcendental. Em um ano que está no terceiro mês e que já tivemos vários novos trabalhos, o novo de Ava está em primeiro lugar no meu ranking pessoal. (E se o sobrenome “Rocha” te fez lembrar Glauber, sim ela é filha do homem).

E um gringo:



Goat _ Commune (2014)
A ausência deste #Commune na maioria das listas de melhores do ano de #2014 reforça a irrelevância das mesmas e a necessidade de se buscar novos artistas por outros meios. Segundo álbum de estúdio da banda sueca #Goat, Commune é #rock psicodélico com percussão africana e influências de música indiana, a trilha sonora pra rituais de #hippies modernos que amam #fuzz e tambor. É o #TheDoors tentando tocar#afrobeat junto do #APlacetoBuryStrangers. #RaviShankar colando com o #TheGoTeam. Poucas vezes nos deparamos com um disco tão bom e diferente quanto esse. Todas as músicas são boas, mas "Goatslaves", "Hide from the sun", "Goatchild" e "The light within" sintetizam bem a sonoridade da banda. Quem se interessar também deve ouvir o primeiro disco deles, #WorldMusic, que tem o hit "Run to your mama".

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