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18 de janeiro de 2011

Dois novos programas no Conector Meio Desligado

Heitor, da Banda Gentileza
Publiquei duas novas edições do podcast Conector Meio Desligado: uma sobre o 2° Fórum da Cultura Digital e outro sobre a Feira Música Brasil, Festival Calango 2010 e entrevista com o Heitor da Banda Gentileza no blog do Conector.

Aqui está uma delas. Pra acessar os materiais completos, contextualizados e tal, acesse o Conector.

Conector Meio Desligado: festival Calango 2010, Feira Música Brasil e entrevista com a Banda Gentileza
 

E esse é um vídeo sobre o EITA, porra!, projeto sobre o qual entrevistei o artista multimídia Jeraman no Fórum da Cultura Digital.

17 de dezembro de 2010

Feira Música Brasil 2010: impressões finais

Cabruêra na Feira Música Brasil
Terminada a terceira edição da Feira Música Brasil, realizada em Belo Horizonte entre os dias 8 e 12 de dezembro, é hora de todos os grandes gênios da produção apontarem erros e sugerirem que poderiam ter feito algo muito melhor. É fato que muitas coisas deram errado e, infelizmente, provável que os defeitos da Feira superem seus pontos positivos. Entre erros de produção, falta de tempo, verba e apoio do governo de MG (cuja próxima Secretária de Cultura, dizem, será Andrea Neves, irmã do popstar ex-Governador Aécio Neves) e da Prefeitura de BH (cuja administração de Márcio Lacerda tem se destacado como uma das mais criticadas na área cultural), muitos fatores contribuiram para que a FMB 2010 não fosse assim tão espetacular como desejado.

Elza Soares, Bebel Gilberto e Otto, antes da produção cortar o som de seus microfonesPara quem não acompanhou de perto a Feira, listo abaixo algumas das principais críticas ouvidas em relação a Feira:
- Uma das maiores críticas foi em relação ao som cortado no fim do show de Otto quando o cantor dividia palco com Bebel Gilberto e Elza Soares, em participação especial não-programada (por ordem da Prefeitura, devido ao horário, pouco depois da meia-noite), e em outros shows, como o do Mestres da Guitarrada;
- Má qualidade do som em diversos shows;
- Péssima divulgação (a programação impressa só começou a circular quando a Feira já tinha começado);
- Curto tempo de show (reclamação que, do meu ponto de vista, não procede, uma vez que em eventos desse tipo é melhor dar visibilidade a mais artistas do que muito espaço para poucas bandas);
Otto em momento sobrenatural na FMB 2010- E entre os itens que talvez não tenham ficado visíveis ao público mas geraram transtornos estão o longínquo local de hospedagem dos artistas (fora de BH, o que resultou em muita dor de cabeça para vários artistas em relação a transporte e horários), as restrições na passagem de som (pouco tempo e PA, as caixas que enviam o som para a plateia, desligadas na maior parte do tempo para não atrapalhar as palestras e reuniões que aconteciam próximos ao palco da Funarte) e a falta de informações transmitidas aos participantes (durante o evento encontrei palestrantes barrados na entrada, outros que não sabiam onde iriam se apresentar e participantes da rodada de negócios que não receberam informação alguma sobre o formato da rodada, que acabou apelidade por alguns como "roubada de negócios").

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo o diretor executivo da FMB, KK Kamoni, colocou entre suas justificativas para o fraco resultado da Feira (além da falta de verba e de tempo) a falta de mão de obra em BH. Perdão pela expressão, mas é uma das desculpas mais porcas dos últimos tempos. Basta pensar que o Conexão Vivo, evento que acontece anualmente em Belo Horizonte, tem estrutura próxima da que foi utilizada na FMB e é muito bem produzido por profissionais locais (pecando sempre apenas no ponto da divulgação). O que acredito ter acontecido é uma má escolha de profissionais para trabalhar na Feira, o que não justifica a colocação de que falta mão de obra qualificada na cidade. O que aconteceu na FMB, em parte, também é culpa de profissionais despreparados que foram selecionados para trabalhar em um evento de R$ 3 milhões.

Lucas Santanna durante seu show no Lapa Mutlshow
Para ficar claro, registro algo que aconteceu comigo durante a Feira e explica minha colocação. Trabalhei na assessoria de imprensa da FMB e uma das minhas funções era cobrir os shows realizados no Lapa Multshow (parte da programação da Feira classificada no programa "Noite adentro", unindo artistas selecionados via edital da FMB e outros convidados diretamente pela produção) e organizar a demanda de imprensa interessada em falar com os artistas na hora dos shows, nos camarins, etc. No primeiro dia, me identifiquei, expliquei minha função para as responsáveis pela produção no Lapa e disse que precisava ter acesso aos camarins para conversar com os artistas. Em resposta, ouvi um "vou ver o que posso fazer" e só depois de muito tempo (depois de explicar que estávamos trabalhando JUNTOS para o MESMO evento, bla bla bla) consegui o acesso. E o pior é que no dia seguinte foi a mesma coisa. E para piorar, até a apresentadora do evento teve que resolver um início de confusão na portaria em um dos dias de evento porque as responsáveis pela produção eram incapazes de saber o que fazer. Como se não bastasse, ainda há outro caso: pedi para liberarem a subida de uma fotógrafa profissional ao palco para fazer o registro da noite (a Feira não contratou fotógrafos para cobrir toda a sua programação, então tive que recorrer a amigos interessados em fazer algumas fotos para seus portfolios) e uma das responsáveis pela produção me disse que elas mesmas estavam fazendo o registro dos shows e me mostrou uma câmerazinha de mão que estava no seu bolso. Isso, em um evento de R$ 3 milhões tido como a maior feira de negócios musicais da América Latina, a maior ação do Governo Federal na área musical.

E já que citei o orçamento da Feira, outros números me vieram à mente: 12 e 6. 12 é a quantidade de milhares de R$ paga a cada um dos grupos que se apresentaram na Sala Juvenal Dias, no Palácio das Artes, selecionados na categoria Música de Concerto. 6 é o número de pessoas que compareceu ao primeiro show da FMB por lá. Nos dias seguintes não foi muito diferente: 23 e 28 pessoas por dia. E por falar em público, a ação da FMB na boate NaSala também não foi muito diferente, chegando a ter uma das apresentações canceladas em vista do pífio público presente.

Pode parecer um grande desastre, mas é preciso lembrar que muito coisa importante provavelmente irá surgir a partir das articulações que se iniciaram ao longo dos dias da Feira. Produtores e artistas de diversas regiões do país e do exterior se conheceram e trocaram contatos e informações, shows foram marcados ao redor do planeta, ideias diversas surgiram. Essa articulação é o ponto mais interessante da Feira e nesse sentido o evento parece ter sido bem sucedido.

"Entrevistag", produto da oficina Dispositivos Móveis e Novas Mídias realizada durante a FMB 2010

Ótimos shows aconteceram (sendo que vários deles já foram comentados no Meio Desligado), um enorme número de pessoas conheceu bandas das quais antes nunca haviam ouvido (e gostaram!), oficinas de capacitação ofereceram novas possibilidades de atuação para profissinais locais... os números referentes à Feira Música Brasil 2010 (mesmo que aparentemente inflacionados) comprovam sua, digamos, eficácia (ou ao menos legitima sua realização):
- R$ 60 milhões em negócios diretos previstos, a serem desenvolvidos ao longo do ano de 2011;
- 32 mil pessoas presentes em 99 shows;
- 30 mil pessoas atingidas via transmissão ao vivo de todos os shows, painéis e palestras;
- 3 mil bandas/artistas inscritos;
- 1 mil empresas nacionais e internacionais presentes no Encontro de Negócios;
- 2 mil pessoas acompanharam os paineis e palestras;
- 268 pessoas capacitadas em oficinas/cursos;
- 7 toneladas de alimentos não-perecíveis doados a 120 instituições filantrópicas da Região Metropolitana de Belo Horizonte, no programa Mesa Brasil SESC.

Contudo, não consigo tirar da cabeça que algo  muito errado deve estar acontecendo para que um mesmo evento gere manchetes tão distintas quanto "Feira Música Brasil termina com vaia do público em BH" e "FMB2010 encerra terceira edição com sucesso em BH!".

Ou, talvez, eu simplesmente esteja meio desligado.

Garota tresloucada em frente ao Bordello, na programação Noite Adentro da FMB

Créditos das fotos: 
1. Cabruêra por Ricky Moreno / 2 e 3. Otto por João Rafael Lopes / 4. Lucas Santanna por Ricky Moreno / 5. Gatinha mostrando a língua em frente ao Bordello, na programação Noite Adentro da FMB, por Ricky Moreno

12 de dezembro de 2010

Ciranda e misturas sonoras no encerramento da programação oficial da FMB 2010

A programação dos artistas selecionados na categoria Música de Concerto na Feira Música Brasil 2010 terminou ontem às 20:20 com a elogiada apresentação do Quinteto de Sopros Brasília, na Sala Juvenal Dias, no Palácio das Artes. Aplaudido de pé ao fim de seu show, o quinteto tocou chorinhos de Rogério Borges, Ernesto Nazaré e clássicos como “Tico-tico no fubá”, de Zequinha de Abreu. Com 10 anos de existência, o grupo aproveitou a seleção para se apresentar na FMB 2010 e participou da Rodada de Negócios da Feira, onde conseguiu estabelecer contatos que levarão o Quinteto de Sopros Brasília a se apresentar em 2011 na Costa Rica e em Honduras.

Um pouco mais tarde, no Lapa Multshow, quem teve outra performance elogiada foi o baiano Lucas Santanna, que fez seu terceiro show em Belo Horizonte em 2010. Participando ativamente da programação da Feira ao longo da semana como palestrante e DJ, Lucas fez repertório baseado em seu último CD, Sem Nostalgia, considerado pela revista Bravo! um dos 10 CDs mais influentes da música brasileira na primeira década do século 21. Com sua sonoridade que caminha com naturalidade e destreza entre gêneros como dub, funk, rock e MPB, Lucas conquistou o público local e esquentou a platéia para a movimentada apresentação do Cabruêra, que viria a seguir. 


Direto de Campina Grande, na Paraíba, o Cabruêra foi responsável por transformar o espaço em uma enorme roda de ciranda ao som de seus regionalismos revisitados junto a experimentalismos sonoros no show que ainda teve direito ao vocalista Arthur Pessoa pulando do palco sobre o público e o convidando a fazer o mesmo. A banda tem se apresentado em diversos festivais importantes ao longo de 2010, sempre se destacando entre os melhores shows da programação. Na FMB 2010 não foi diferente e o Cabruêra fez de longe um dos shows mais empolgantes e elogiados de toda a programação do evento.

11 de dezembro de 2010

Violões clássicos, hip hop e sedução no 3° dia de Feira Música Brasil 2010

Paralelamente aos shows na Funarte (encerrados ontem com o show de Otto, que teve como convidados Bebel Gilberto e Lirinha, ex-vocalista do Cordel do Fogo Encantado) o terceiro dia da programação de shows da Feira Música Brasil 2010 começou às 19h na Sala Juvenal Dias, no Palácio das Artes, com show do grupo Quaternaglia Guitar Quartet, selecionado via edital na categoria Música de Câmara. Com 18 anos de existência e reconhecimento da crítica no Brasil e no exterior o quarteto de violonistas apresentou repertório baseado em composições de Paulo Pellinati, também abrindo espaço para obras de artistas como Egberto Gismonti e Paulo Tiné. Um dos detalhes da apresentação foi a substituição da integrante Paola Picherzky pelo jovem virtuose Thiago Abdalla, uma vez que Paola acaba de ter um filho. 

Vídeo projetado ao fundo do palco na abertura do show do 3NaMassa

Outros dois artistas selecionados pelo edital estrearam nos palcos da FMB na sexta-feira. A banda paulista 3NaMassa, que subiu à grade oficial da feira junto à cantora Rita Ribeiro após as desistências de Jards Macalé e Toninho Ferragutti, fez um dos shows mais concorridos do evento até o momento no Lapa Multshow. Se apresentando pela segunda vez em Belo Horizonte, a banda trouxe consigo as cantoras Thalma de Freitas, Nina Becker e Karine Carvalho, que interpretaram as canções do primeiro CD do grupo, Confraria das sedutoras. O 3NaMassa prepara seu novo CD para ser lançado em 2011 e já tem canções gravadas com as cantoras Pitty, Céu e Ana Cañas, repetindo parcerias de seu álbum de estreia.

Logo após o 3NaMassa quem subiu ao palco do Lapa Multshow foi o MC alagoano Vítor Pirralho. Misturando rap roots, rock e regionalismos, seu show confirmou o bom momento do cenário hip hop brasileiro, que apresenta bons artistas construindo trabalhos interessantes em diferentes regiões do Brasil.

10 de dezembro de 2010

Casa lotada no segundo dia de shows da Feira Música Brasil 2010

Tulipa Ruiz, B Negão & Os Seletores de Freqüência, KL Jay, DJ Anônimo e Lucas Santtana, que realizou apresentação surpresa como DJ na noite de ontem, tocaram no Lapa Multshow lotado e levaram a festa até quase às 6 da manhã.

Tulipa Ruiz e Juliana Perdigão
O público mineiro compareceu em peso para conferir o primeiro show da cantora Tulipa Ruiz com sua banda em Belo Horizonte, logo no início da noite, após a performance do DJ Anônimo, que tocou sambas e latinidades para aquecer o público. Com ótima resposta do público, que cantou a maioria de suas músicas, Tulipa Ruiz teve como convidadas em seu show a cantora e instrumentista mineira Juliana Perdigão e a cantora e atriz Thalma de Freitas, atração da sexta-feira na FMB com o grupo paulista 3NaMassa e com o DJ baiano Patrick Tor4.

Gurila Mangani e KL Jay

B Negão e Thalma de Freitas (consertando a correia da guitarra do B)

De volta a BH após se apresentar na Praça da Estação no mês de setembro, B Negão & Os Seletores de Freqüência fez um excelente show misturando hip hop, rock e funk. Além das músicas de seu álbum de estreia, Enxugando Gelo, o artista tocou covers de clássicos do funk e da soul music. Logo na sequência, KL Jay, DJ do Racionais MC´s, embalou a noite ao som de hip hop e black music em apresentação que contou com a participação do rapper belo-horizontino Gurila Mangani, destaque da nova cena hip hop da cidade. Para fechar a noite, o baiano Lucas Santtana, atração da FMB no sábado, fez um DJ set surpresa no Lapa Multshow embalado por funk e reggaeton.

Tulipa Ruiz finaliza clipe dirigido por Leandra Leal e lança CD na Europa
Logo após se apresentar na Feira Música Brasil a cantora Tulipa Ruiz retornou a São Paulo para finalizar seu primeiro vídeo-clipe, feito para a música “Sushi”, dirigido pela atriz (e agora, diretora), Leandra Leal. Outra novidade da cantora são as apresentações que fará nos festivais Abril Pro Rock e Rock In Rio 2011 e o lançamento de seu CD na Europa, previsto para março de 2011.

Associação de casas de shows brasileiras promove encontro durante a FMB 2010
A Casas Associadas, associação que reúne casas de shows de todo o Brasil, prepara novidades organizadas durante encontros na Feira Música Brasil. Segundo a presidente da instituição, Alexandre Youssef, uma das novidades é a entrada da mineira Lapa Multshow, casa que sedia parte da programação da FMB, na associação.

Fotos:
1. Tulipa Ruiz e Juliana Perdigão
2. Gurila Mangani e KL Jay
3. B Negão e Thalma de Freitas (consertando a correia da guitarra do B)

9 de dezembro de 2010

Diversidade de estilos marca abertura da FMB 2010


Dando continuidade ao clima do show de Gilberto Gil na Funarte na noite de ontem, o forró de rabeca dos pernambucanos do Quarteto Olinda foi um dos destaques da Feira Música Brasil na abertura das atividades no Lapa Multshow. Em sua primeira apresentação em Belo Horizonte, o grupo colocou o público para dançar coladinho e fazer a tradicional dança do arrasta-pé. Como bem classificou o músico Luis Gabriel Lopes, da banda Graveola e o Lixo Polifônico (atração da FMB na sexta-feira, no Mercado Novo), “o forró é uma música agregadora”.

Funk, soul, black music, afrobeat e electro marcaram as apresentações dos DJs Criolina, Independência ou Marte, Patrick Tor4 e Djiiva*, se estendendo da meia-noite até depois das 5 da manhã. Artistas e participantes da FMB também marcaram presença no Lapa para conferir as apresentações. A cantora e atriz Thalma de Freitas foi uma das que estiveram por lá e conferiu a performance do amigo Patrick Tor4, com quem se apresenta na sexta-feira, no Mercado novo, após participar do show do 3NaMassa.


Com sets curtos e dinâmicos, as apresentações dos DJs começaram com o Independência ou Marte, que deixou de ser uma dupla de DJs para se transformar no projeto solo do paulista Jovem Palerosi, mais conhecido como Yougman. Afrobeat, soul e funk foram os destaques do set dos DJs Pezão, Barata e Oops, da festa brasiliense Criolina, que se apresentaram na seqüência. Mais tarde, Patrick Tor4 foi o responsável por misturar tecnobrega, cumbia e outros ritmos regionais com música eletrônica contemporânea. Essa mesma proposta marcou o set da DJ Marise Cardoso aka Djiiva*, que tocou seu electro-minimal misturado a clássicos da música brasileira, como “Faca amolada”, de Milton Nascimento, homenageado da FMB 2010. No encerramento, todos os DJs da noite se reuniram e fizeram uma “jam eletrônica” que consolidou a mistura de estilos e batidas apresentada durante a festa.

23 de novembro de 2010

Feira Música Brasil 2010

Principal ação da Fundação Nacional de Artes no meio musical, a Feira Música Brasil acontece em Belo Horizonte do dia 8 a 12 de dezembro promovendo dezenas de shows de artistas brasileiros e encontros de negócios. em locais como o Espaço Cento e Quatro e a reaberta Funarte MG. Seu encerramento acontecerá no aniversário de BH com show gratuito de Milton Nascimento recebendo uma série de convidados especiais:  Fernanda TakaiChico CésarLenineArnaldo AntunesLuiz MelodiaMargareth Menezes. Para a abertura, especula-se que o show Futurível, que une o ex-Ministro da Cultura Gilberto Gil e a banda cuiabana Macaco Bong, seja a escolha, repetindo as apresentações realizadas em São Paulo, na abertura do II Fórum da Cultura Digital, e em Goiânia, no festival Goiânia Noise.

Há alguns dias foram divulgados os nomes dos artistas que se apresentarão na Feira, selecionados pela curadoria do projeto a partir dos mais de 2 mil inscritos. O resultado é um panorama bastante amplo da produção musical contemporânea brasileira, com relativo destaque para artistas que imprimem uma certa "brasilidade" (leia-se "regionalismos") em suas músicas. O problema é que ao se tentar abranger uma maior diversidade de estilos nomes sofríveis como Mim, entre alguns outros, tenham sido selecionados em detrimento de artistas como Wado, Burro Morto e 3namassa, relegados a posição de suplentes e que teriam muito mais a acrescentar à Feira.

Apesar disso, os artistas escolhidos aparentemente formarão uma programação bastante interessante e aliada aos objetivos da Feira, de divulgação e valorização da música brasileira. Além disso, tenho que admitir que grande parte desses artistas são desconhecidos por mim e que o fato de serem selecionados é um novo estímulo para conhecer seus trabalhos. Entre os demais, vale destacar que BH terá a oportunidade de ver (ou rever) shows de boas bandas como a Camarones Orquestra Guitarrística (que tocou em uma das festas Meio Desligado deste ano), Cabruêra, Uakti, Renegado, KL Jay, Tulipa Ruiz, Babilak Bah, Lucas Santanna, DJs Criolina e Meninas de Sinhá.

ARTISTAS SELECIONADOS PARA A FEIRA MÚSICA BRASIL 2010

Nome do Artista/Banda Origem


Música Popular :: Titulares
.
Antônio de Pádua PB
Babilak Bah MG
Banda de Pífanos de Caruaru PE
BNegão & Seletores de Frequência RJ
Cabruêra PB
Camarones Orquestra Guitarrística RN
Criolina Djs DF
Discotecagem Radiofônica Independência ou Marte SP
DJ KL JAY SP
Djiiva* MG
EDU MARTINS GRUPO RS
Ferraro Trio SE
Flávia Bittencourt MA
Grupo Uakti MG
Heloisa Fernandes Trio SP
Idson Ricart CE
Jards Macalé RJ
Lucas Santtana BA
Maestro Ademir Araújo e Orquestra Popular do Recife PE
Meninas de Sinhá MG
Mestres da Guitarrada PA
Mim SP
Ná Ozzetti SP
Patrícia Polayne SE
PatrickTor4 BA
Quarteto Olinda PE
Quixabeira de Lagoa da Camisa BA
Rabo de Lagartixa RJ
Renegado MG
Toninho Ferragutti SP
Tulipa Ruiz SP
Vitor Pirralho e Unidade AL
VOYEUR PE
Warley Henrique MG
Witch Hammer MG
.
Música Popular :: Suplentes
.
“Timbres & Temperos” Música da Amazônia! AP
3NaMassa SP
Banda Isca de Polícia SP
Bezzi SP
Black Drawing Chalks GO
Burro Morto PB
Chico Pinheiro SP
Daniel Santiago DF
Danilo Brito SP
DJ 440 PE
Juliana Kehl SP
Lucio K RJ
Luiz Tatit SP
Marcel Powell RJ
O Jardim das Horas CE
Pro.efX PA
Rita Ribeiro MA
Samba de Côco Raízes de Arcoverde PE
Tatiana Parra SP
Teresa Cristina RJ
Thalma de Freitas RJ
Wado AL
Zé Brown PE
.
Música Erudita :: Titulares
.
GIMBa – Grupo de Intérpretes Musicais da Bahia BA
Quaternaglia RJ
Quinteto Brasilia DF
Quinteto Persh RS
.
Música Erudita :: Suplentes
.
GNU RJ
LimpaTrilho SP
Quarteto de Clarinetas Clariventos MG
Sexteto de 7 PA

17 de novembro de 2009

Chance de ganhar uma graninha para tocar em Recife...

... e, de quebra, ter a oportunidade de apresentar seu trabalho para importantes profissionais do mercado musical brasileiro. É mais ou menos isso o que o edital do Conexão Vivo - Feira Música Brasil promete para 18 artistas brasileiros. Os interessados podem se inscrever até esta sexta-feira, dia 20, no site do Conexão, gratuitamente.

Os selecionados farão shows em Recife (PE) entre 9 e 13 de dezembro, paralelamente às ações da Feira Música Brasil, e receberão ajuda de custo para transporte e hospedagem de acordo com seus locais de origem (uma banda de BH, por exemplo, recebe R$ 4.250 caso seja selecionada).

Na programação oficial da Feira estão graaaandes ícones da música brasileira como Fresno, Pitty e Chitãozinho & Xororó, mas também atrações que não provocam vômito no ouvinte bons nomes da safra atual da música brasileira como Cidadão Instigado, Fino Coletivo, Macaco Bong e Orquestra Contemporânea de Olinda, além dos locais Mundo Livre S/A e Nação Zumbi, que gravará DVD especial em homenagem aos 15 anos do lançamento do CD Da Lama ao Caos no dia 9 de dezembro.

Mais interessante do que muitos shows da Feira parecem ser os debates que estão programados para o evento, conforme apresentado abaixo:

Dia 1 – 10/12 – MERCADO BRASILEIRO


Painel 1 |   11:00 às 13:00
O MERCADO DE SHOWS NO BRASIL – UM RAIO-X
Como está a temperatura do mercado de show nacional? Quente, morno ou frio? O show ao vivo está realmente provendo o músico com a receita necessária para contrabalançar a queda nas vendas dos CDs e a decolagem do mundo digital? Essas e outras vertentes do atual mercado de shows no Brasil serão debatidas por quem entende do assunto.

Painel 2 |  14:00 às 16:00
NOVA ERA….. NOVO MODELO – COMO MONETIZAR SEU FONOGRAMA
O mundo da música se transforma na velocidade da luz. Como a indústria está se reposicionando em relação ao valor do fonograma? Esse painel irá debater os desafios e soluções que o músico está enfrentando para contemplar o seu auto-sustento através da música.

Painel 3  |  16:00 às 18:00
UMA CONVERSA EDITORIAL - UM PANORAMA DO MERCADO EDITORIAL NOS DIAS DE HOJE
Especialistas do segmento editorial discutem a relação do mercado e da rápida ascensão do digital.

Dia 2 – 11/12 – CULTURA DIGITAL


Painel 1  |  11:00 às 13:00
MARKETING E DIVULGAÇÃO NA ERA DIGITAL
Como usar as ferramentas disponíveis hoje para a música atingir seus objetivos no universo digital?  Atualmente, milhares de pessoas podem se comunicar com outras milhares, mas essa fragmentação requer muito mais esforço que no passado. Onde estar, como estar e para que estar presente em tudo? Esse painel discutirá esse tema essencial na carreira de qualquer artista.

Painel 2  |  14:00 às 16:00
DOWNLOAD X STREAMING
O MP3 já é coisa do passado? O download legal está realmente crescendo? Como olhar para essas tendências e conseguir estar no lugar certo, na hora certa. Descubra nesse painel se o download e o streaming podem se complementar e saciar o consumidor de hoje?

Painel 3  |  16:00 às 18:00
O DIREITO AUTORAL NA ERAL DIGITAL
Como o mundo editorial se comporta nesse novo contexto da era digital? Quais as dificuldades e desafios que o artista e o setor editorial enfrentam hoje e o que está sendo feito em relação a isso. Nosso painel debaterá esses e outros temas relacionados.

Dia 3 – 12/12 – TENDÊNCIAS

Painel 1  |  11:00 às 13:00
GESTÃO DE CARREIRAS – O EMPRESÁRIO COMO FOCO DA NOVA ARQUITETURA ARTÍSTICA
Hoje o papel do empresário é mais importante do que nunca. Estratégia, conhecimento, perspicácia e visão são fundamentais na vida de um artista. O que significa ser um empresário hoje em dia? Empresários de diversos portes e áreas apresentarão suas visões nesses desafiadores tempos musicais.

Painel 2  |  14:00 às 16:00
O MERCADO BRASILEIRO NA AMÉRICA LATINA E IBÉRIA – A NOVA FRONTEIRA AINDA NÃO EXPLORADA?
Porque ainda é tão desafiador para o artista brasileiro entrar nos mercados latino, europeu e norte americano de uma forma forte e impactante? Esse painel irá analisar este e outros desafios que o artista brasileiro se depara quando tenta conquistar esses mercados.

Painel 3  |  16:00 às 18:00
A RÁDIO NOS DIAS DE HOJE – ONLINE E OFFLINE ONDE ESTÁ E PARA ONDE VAI?
Nosso painel ira discutir as novas tendências no mercado de rádio e o seu papel na atual revolução digital. A internet estará dominando o sinal terrestre? O ouvinte está mesmo caminhando para o mundo do rádio online? Nossos palestrantes farão um diagnóstico do que é “ouvir radio” atualmente.

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