Pediram, então aqui está olink pro download do CD de estréia do Little Joy, nova banda de Rodrigo Amarante (Los Hermanos) com Fabrizio Moretti (The Strokes).
(Era pra isso ter sido puublicado na semana passada, mas o recurso de programar publicação deu erro e só agora me toquei disso)
O site português Cotonete, mistura de rádio online com portal de notícias do mundo da música, seleciona semanalmente um blog de destaque e o desta semana é o meu, o seu, o nosso Meio Desligado (texto influenciado pelo horário eleitoral gratuito).
Gostei bastante da matéria e a leitura é fácil, com vários trechos da entrevista que fizeram comigo por email. Tive que me segurar para não usar "Isso, dá pra fazer!" em alguma resposta, mas só quem mora em BH e vem acompanhando a campanha política do segundo turno (e suas múltiplas tretas envolvendo poder, corrupção, chutes na bunda, pactos com o diabo e Jesus) entenderia a piada.
Na última sexta-feira, durante o lançamento do CD do Renegado, uma garota em um grupinho de amigas me cumprimentou quando passei, ainda antes do show começar. Olhei duas vezes pro grupo e não reconheci ninguém. Como estava trabalhando, com um monte de coisas na cabeça, acabou que virei o rosto e segui reto, achando que talvez tivesse me confundido.
É meio besta, mas me senti mal com isso e voltei pro lugar onde elas estavam, mas haviam sumido. Só queria dizer que não foi por querer. Sou idiota apenas enquanto escrevo, pessoalmente eu sou um amor.
Uma nova forma de diálogo entre música, espaço urbano e internet. É mais ou menos essa a proposta da TV Outrorock, nova iniciativa do coletivo Outrorock, que será lançada amanhã, na Obra. A festa terá shows das bandas Lafusa (Brasília) e Cinza (BH) e participação dos DJs Mi Simpatia, jjbz (ambos do coletivo Pegada) e Meio Desligado (eu! resolvi assinar com esse nome minhas discotecagens a partir de agora e usar a P.U.T.A apenas para fins vanguardistas da porra).
A TV Outrorock ficará hospedada no MySpace e contará com vídeos experimentais de bandas belo-horizontinas em locais pouco convencionais (em se tratando de bandas de rock) da cidade.
A festa começa às 22h, provavelmente com meu set de música ucraniana + alt.punk francês, e a entrada custa R$ 8. Hora de conhecer (ou conferir ao vivo) a super pegada do Lafusa (entre o alternativo e um invariável apelo pop) e a melancolia indie do Cinza (como o nome indica).
O repórter da Abril pergunta ao Rick Bonadio qual dica ele daria para uma banda que está começando e ele responde: "Seja original, não copie ninguém". Piada pronta. Eu poderia parar por aqui e deixar você rolar de rir sozinho agora. Mas a entrevista tem desdobramentos ainda mais engraçados.
Sobre a música independente brasileira, Bonadio disse que o momento é "muito ruim", que os "festivais independentes são péssimos" e (A MELHOR PARTE DE TODAS) que "falta criatividade e letra". Huhahhahaha. Esse comentário, vindo do produtor de pérolas da intelectualidade e da originalidade musical brasileira como Tihuana ("Então pula, pula, filha da.. pula!") e Dogão ("Uh uh, Dogão é mau, Dogão é mau"), faz o maior sentido. Isso sem contar que ele trabalha (ou trabalhou) com artistas super vanguardistas, tipo NX Zero, CPM 22 e Charlie Brown Jr (acho que nunca citei tantas bandas ruins em um único post, estou começando a me sentir mal...).
Para completar, a Wikipédia aponta a lista de álbuns nos quais Bonadio é citado como compositor, entre os quais estão os títulos: É Duro Ser Et Etéia Mocréia Miau Miau Crianças Não morrem Pá Pá Lá Lá Blá Blá Blá Não Diga Palavrão Hoje Sou Seu Popstar Meu Bichinho Virtual
Sem contar que outros álbuns possuem títulos bem...digamos, sugestivos, como: Te Deixo Tocar Tudo Que Você Quiser Soltar Faz Bem Foi Há Muito tempo Atrás
Mesmo assim, seu comentário sobre a "falta de letra" me criou uma dúvida: será que ele olhou rapidamente as programações de alguns festivais e resolveu ouvir Macaco Bong, Pata de Elefante e Fóssil, bandas com forte presença nesse circuito? Se esse for o caso, alguém mande um aviso: "Rick, essas bandas são instrumentais".
Ps.: Se ele ouviu apenas Lucy and the Popsonics e daí tirou suas conclusões, concordo com tudo que ele disse.
Enquanto o Planeta Terra vem com tudo para levar o troféu de festival musical do ano, a categoria indie tem como forte candidato o Goiânia Noise, que este ano chega à sua 14ª edição e se estende até São Paulo, onde realiza uma mini-edição com algumas de suas atrações internacionais.
Com uma boa programação, o festival reúne em Goiânia, de 21 a 23 de novembro, uma amostra do que de mais interessante está sendo produzido no rock alternativo nacional e, de quebra, ainda apresenta ao público brasileiro extratos da cena roqueira norte-americana contemporânea, com os garageiros Black Lips (USA) e o pesado e chapado Black Mountain (CAN).
Ainda na parte internacional da programação, duas distintas lendas da música alternativa se apresentam no Goiânia Noise 2008: a banda americana Helmet (que vem no lugar do Circle Jerks, anunciado anteriormente), uma das precursoras do metal alternativo no início dos anos 90 (chegando a ser chamada de uma banda de robot metal, devido à estrutura de diversas de suas canções e seus riffs característicos), influenciando grupos como Deftones e Silverchair (o hit “Freak” é um dos exemplos da influência); e a dupla escocesa The Vaselines, idolatrada por Kurt Cobain (que regravou duas músicas da banda com o Nirvana, “Molly´s lips” e “Son of a gun”), que chega ao Brasil acompanhada de membros do Belle & Sebastian (outro ícone indie fofo escocês, porém, mais recente) como banda de apoio.
Na parte nacional, alguns shows são simplesmente imperdíveis para quem estiver na cidade: Instituto tocando Tim Maia Racional (como foi visto no festival Eletronika); Marcelo Camelo com Hurtmold; Guizado e Black Drawing Chalks (ambas com shows excelentes).
A primeira noite de Goiânia Noise será mais focada no indie, com shows de Marcelo Camelo, Frank Jorge, Canastra, Black Lips e outros. A noite seguinte conta com bandas mais pesadas, mas ainda abre espaço para a diversidade com o Guizado, Cabruêra e Instituto. O fechamento do festival tem a escalação mais rock´n´roll e, a meu ver, mais fraca que das noites anteriores, apesar de Helmet e Inocentes tocarem nessa noite.
O que um festival milionário e com grandes atrações da música mundial faz em um blog como o Meio Desligado, dedicado à música brasileira, alternativa e independente?
1° motivo: The Jesus and Mary Chain O Planeta Terra 2008 traz ao Brasil a banda que foi uma das mais importantes dos anos 80 e que ajudou a definir o que seria chamado de indie rock ao longo dos anos 90. The Jesus and Mary Chain poderia ser entendido como o equivalente britânico ao Sonic Youth – barulhento, inovador, criador de tendências, com todas as singularidades e influências possíveis para uma banda escocesa contemporânea de dois dos maiores nomes da música britânica na época: The Cure e The Smiths. Sem o Jesus and Mary Chain, é provável que 50% das bandas indie que você conhece hoje sequer existissem (como Black Rebel Motorcycle Club, The Raveonettes, Peter Bjorn and John, Kasabian) ou fossem bem diferentes (do Oasis ao Strokes). Imaginar a cena indie brasileira dos anos 90 sem a influência do JMC é ter que criar um mundo novo. Ponto.
2° motivo: Mallu Magalhães Ao que parece, tocar no palco do Planeta Terra, para uma banda brasileira, é sinal de consagração e aceitação no mundo pop. CSS que o diga. Agora, fechando o conto psicodélico e multi-colorido (regado a pirulitos alucinógenos, muito suco natural e chantilly) que foi 2008 para a vida de uma certa garota fã de folk rock americano, ela representa o modelo de artista independente e realmente auto-suficiente no mercado musical brasileiro, sendo a primeira cantora pop nacional a “surgir” na internet, transitar pela cena indie e alcançar o mercado pop.
3° motivo: Foals, Bloc Party, Animal Collective, Spoon, Kaiser Chiefs O simples fato de proporcionar ao público brasileiro a chance de ver tais bandas de perto e a um preço pequeno (no início, a meia-entrada estava R$ 40) já justificaria o espaço destinado ao festival por aqui. Além disso, Foals e Bloc Party são responsáveis por dois dos melhores CDs de 2008 e, para que a própria cena musical brasileira evolua e cresça em qualidade e quantidade, é importante o contato com bons exemplos do que se está produzindo na Europa e nos Estados Unidos (pólos do mercado da música pop).
4° motivo: O blog é meu e faço o que quiser com ele Ponto.
Programação
8 de novembro / São Paulo - SP
Palco principal 01:30 - 02:45 - Kaiser Chiefs 23:45 - 01:00 - Bloc Party 22:00 - 23:15 - Offspring 20:30 - 21:30 - Jesus and Mary Chain 19:00 - 20:00 - Vanguart 17:30 - 18:30 - Mallu Magalhães
DJs 01:00 - 03:00 - Felix da Housecat 23:30 - 01:00 - Calvin Harris (DJ set) 22:00 - 23:30 - Mylo (DJset) 20:30 - 22:00 - Mau Mau
O agrupamento de todas as atrações em um único dia de evento pode ser prático, mas resulta em escolhas dolorosas para muitas pessoas. Quem pretende conferir na íntegra o show do Jesus and Mary Chain, por exemplo, perderá no mínimo metade do show do Foals, o “Fugazi da new rave” (?). É nessas horas que tenho inveja das pessoas que caem de pára-quedas em festivais como esse e pouco se importam com quem está tocando.
Atualmente os ingressos estão custando R$ 130.
Ps.: na verdade, o 4° motivo deveria ser o 1°. Mas eu quis passar uma imagem menos arrogante e deixei pro final. Pois é, o mundo é cruel e as pessoas fingem muito. Buá. (pausa para secar as lágrimas do teclado e dar play no CD do Bright Eyes)
Coquetel = 1. Boiada gratuita. 2. Ápice das confraternizações de pessoas que fingem se interessar em uma determinada ação que está sendo lançada, mas que, na verdade, estão apenas atrás de boiadas gratuitas e brindes. Festa de lançamento = 1. Reunião de pessoas que fingem se interessar em uma determinada ação que está sendo lançada mas na verdade estão apenas atrás de boiadas gratuitas e brindes. 2. Evento com grande possibilidade de ser um coquetel (ler acima).
Release = 1. Reunião de adjetivos pomposos e eufemismos para convencer o jornalista de que algo é bom. 2. Matéria-prima (ou produto final?) dos jornalistas que escrevem sobre cultura.
Jornalista cultural = 1. Profissional que ganha uma merreca mas, em contrapartida, tira onda com os amigos por causa das boiadas gratuitas a que tem acesso (coquetéis, eventos, entradas de cinema, livros e CDs grátis). 2. Pessoa que republica releases e que, para fazer pose de intelectual e/ou esconder sua picaretagem, troca algumas palavras do release original por sinônimos menos conhecidos.
Ícone = Clichê utilizado pelo jornalista para tentar convencer o leitor de que alguém é importante. Na maior parte dos casos significa que o próprio jornalista não conhece muito sobre aquela pessoa.
“Gostaria de uma cortesia para cobrir o evento” = 1. Desculpa para entrar de graça. 2. “Seu evento não é bom, mas, de graça, até injeção na testa, não é?”.
Você não tem idéia do trabalho que esse festival deu. Foram noites de trabalho até a madrugada, centenas de ligações e ainda mais emails trocados, negociações, problemas, parcerias, equipamentos queimando e outras mil coisas, boas e ruins (predominando as coisas boas, felizmente). Tudo isso para que o público de Belo Horizonte tivesse acesso, ao longo de sete meses, a 24 shows que reúnem um dos melhores recortes da diversidade cultural de Minas Gerais. Conforme está registrado no material de divulgação do festival, em texto escrito por mim, trata-se de um projeto que abrange “do regional ao indie rock, do hip hop à MPB, promovendo uma cena musical em constante movimento e abrindo espaço para o que há de novo e estimulante na cena mineira” (levemente adaptado em relação ao texto original, mas como fui eu mesmo que escrevi ambos os textos, faço o que quiser com eles!).
Agora, o Stereoteca sai de Belo Horizonte pela primeira vez e realiza sua edição paulistana nos dias 13 e 14 de outubro, em um local que não poderia ser melhor: o Teatro Oficina. Sim, sim. Oficina. Zé Celso, intelectualismo, sacou?
Na segunda-feira, dia 13, a noite é das mulheres, sob o comando de Érika Machado e Natalia Mallo (que farão um show especial juntas) e Letícia Coura e Adriana Capparelli (que também dividirão o palco). É o encontro da música mineira (representada por Érika e Letícia) com a paulista (de Adriana e Natalia, que, apesar de ser argentina, vive em SP há mais de uma década). Uma fusão de rock, pop, samba e MPB em um palco propício para experimentações e inovações.
No dia seguinte, terça-feira, o indie rock (em uma classificação bem genérica) belo-horizontino é representado por Monno e Transmissor, duas das mais promissoras e expressivas bandas de Minas Gerais na atualidade. Ambas as bandas lançaram seus novos trabalhos no Stereoteca 2008, em BH, e chegam a São Paulo para dar continuidade ao trabalho. Altamente indicado para quem se interessa pelo bom rock em português feito por bandas contemporâneas como Los Hermanos, Gram e Terminal Guadalupe.
Data: 13 e 14 de outubro, segunda-feira e terça-feira Local: Teatro Oficina - Rua Jaceguai, 520, Bexiga, São Paulo/SP Horário: 21h Ingressos: R$ 5,00 Contato: (11) 3104.0678 / (31) 3222.3242
Novos coletivos, sites e blogs relacionados à movimentação na cena musical independente/alternativa surgiram ou estão em formação durante os últimos meses, reforçando a sensação de que estamos vivendo um momento extremamente importante para a cultura brasileira. É interessante perceber que essas ações estão distribuídas por diferentes pontos do país, não se limitando a uma determinada cidade ou região.
Em Minas Gerais, onde tenho mais contato - e atuação - com a cena, apenas em um período de menos de 30 dias foram criados - ou anunciados - dois novos coletivos de produção cultural e um novo site colaborativo dedicado à música.
O Pegada é um dos coletivos citados e foi formado em BH. Sua festa de lançamento acontece amanhã, dia 10, na Obra, com shows das bandas Os Azuis (RJ) e StereoTáxiCo (BH), a partir das 22h. Um pouco antes, às 19:30, o coletivo faz reunião aberta a todos os interessados n´O Bar.
Outro coletivo que celebra sua formação em breve é o Anti-Herói (adorei o nome), de Divinópolis. A festa de lançamento acontece em 19 de outubro, no Muraski, a partir das 16h. A programação conta com as bandas Aura (Divinópolis), 4 (Sabará), Amelie (Divinópolis) e Dilei (São Paulo).
Ambos são coletivos formados principalmente por membros de bandas independentes junto a pessoas que já mantinham alguma relação com a cena independente porém não estavam envolvidas na realização de projetos coletivos.
Partindo para a área de comunicação, outra novidade é o site O Disco. A proposta é apresentar um site colaborativo totalmente focado na música, porém contando com uma grande equipe fixa produzindo conteúdo diariamente.
Do outro lado do país, em Pernambuco, a banda Nuda é uma das responsáveis por um novo núcleo de produção e articulação independente em Recife: o Lumo Coletivo. Criado em setembro, o Lumo já conta com ações que demonstram a capacidade e interesse de seus integrantes na movimentação cultural alternativa. O trecho de um dos posts do Lumo é esclarecedor em reação a isso: "Portanto, para os que não querem ser engolidos por essa já não tão confusa lógica atual da indústria fonográfica, é imprescindível a participação incisiva para que cada vez mais existam agentes discutindo meios e alternativas para a sustentabilidade de qualquer projeto musical". Ou seja, não adianta reclamar e ficar parado. Faça! E pense! E depois pense mais, porque de macacos acéfalos, bastam os que temos na música pop.
Em uma abordagem simplista os festivais independentes brasileiros poderiam ser divididos em dois grupos: os que são suficientemente interessantes a ponto de você viajar para outro Estado e aqueles que não aumentam os lucros da Itapemirim. Realizado em Londrina, Paraná, nos dias 10 e 11 de outubro (além de uma estranha primeira noite com shows do Kid Vinil, Mama Quilla e Céticos, na semana passada), o festival Demosul deste ano está inserido no segundo grupo.
A principal atração do festival é o Mudhoney, grupo proto-grunge de Seattle, ícone da explosão ruidosa e da transição do rock alternativo para o mainstream musical nos anos 90. O restante da programação é majoritariamente formada por bandas do sul brasileiro e que, em sua maioria, não têm participação expressiva em outros festivais. Essa é a função mais interessante do DemoSul: dar visibilidade às bandas locais. Aliás, esta vem sendo uma das principais ações dos festivais independentes Brasil afora: selecionar expoentes das cenas musicais locais e permitir que tanto a mídia especializada como o público de outras regiões tenham contato com esses artistas. A partir das programações dos festivais é possível se ter uma noção da atual produção musical independente no Brasil.
Programação
10 de outubro Mudhoney (USA) Madame Saatan (Belém / PA) Vandaluz (Patos de Minas / MG) Cassim & Barbária (Florianópolis / SC) O Lendário Chucrobillyman (Curitiba / PR) Mescalha 220 Ska Bar Flattermaus Droogies New Ones
11 de outubro Nação Zumbi (PE) Palangueto (Buenos Aires / ARGENTINA) Pata de Elefante (Porto Alegre / RS) The Name (Sorocaba / SP) Subburbia (Curitiba / PR) A VI Geração da Família Palim do Norte da Turquia (Maringá / PR) Terra Celta Batuque Muamba Fun Fabulous Bandits Trilöbit
BM&A - Brasil Música e Artes é o nome de uma entidade voltada para a exportação da música brasileira e que vem realizando diversas atividades neste sentido nos últimos anos, principalmente aogra, em 2008. Ela possui um informativo semanal bastante interessante para quem quer saber sobre oportunidades de tocar e apresentar seu trabalho no exterior. Quem se interessar em começar a receber o informativo, envie email para "celia@bma.org.br" e solicite a inclusão no mailing.
Apesar de não se dedicar a um gênero musical específico a BM&A ainda é pouco conhecida entre as bandas de rock independente. Entre as poucas bandas da cena indie brasileira envolvidas com a BM&A está a Vanguart. Através da parceria, além de se apresentar na Espanha, durante a feira Womex, a banda também entrou para o segundo CD promo criado pela BM&A (ao lado de 3namassa, Satanique Samba Trio, La Pupuña, entre outros), que terá mil unidades distribuídas no exterior.
Para quem ainda não conhece, selecionei abaixo algumas notícias do informativo:
"Primeiro relatório da edição 2008 dos Projetos Comprador e Imagem No mês de agosto, aconteceu a edição 2008 dos Projetos Comprador e Imagem, ação realizada pela BM&A e pela APEX-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos), em parceria com entidades regionais. A partir desta edição de BM&A Notícias, será publicada uma série de relatórios a respeito dessas atividades.
Alguns números do evento: Bandas que se apresentaram: 53; Público dos seminários: 320 pessoas; Empresas participantes das rodadas de negócios: 90. Para saber mais informações, basta clicar AQUI.
Você pode tocar no MIDEM 2009! Inscreva-se até 31 de outubro A próxima edição do MIDEM, um dos principais eventos da indústria da música internacional, acontecerá de 18 a 21 de janeiro de 2009, em Cannes, França. A exemplo do que aconteceu neste ano, o MIDEM Talent oferece a oportunidade para que artistas do mundo todo, dos mais variados estilos, se apresentem na feira.
Para participar do processo de seleção, é preciso antes se cadastrar no site Sonicbids (mediante pagamento de uma taxa de US$ 20) e se inscrever até dia 31 de outubro. A lista dos artistas escolhidos será divulgada no final de novembro. Vale lembrar que o MIDEM não oferece qualquer tipo de suporte financeiro e que cada artista terá que arcar com os custos de viagem e hospedagem, além de ter que pagar uma taxa adicional de $1.700
BM&A Tools promove brasileiros que tocarão na Popkomm e na Womex Através das ações do projeto Música do Brasil, realizado pela BM&A e pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos), diversos shows de artistas brasileiros agitarão as edições deste ano da Popkomm (de 8 e 10 deste mês, em Berlim, Alemanha) e da Womex (de 29 de outubro a 2 de novembro, em Sevilha, Espanha).
NaurÊa, Vanguart, Tijuquera, Tita Lima, Beatriz Azevedo, Fabiana Cozza e Ponto de Equilíbrio representarão o Brasil na Popkomm, enquanto Mundo Livre S/A, La Pupuña e Andréia Dias participarão da Womex.
Para ampliar a divulgação do trabalho desses artistas junto ao mercado externo, a BM&A disponibilizou faixas de todos eles no site BM&A Tools, acessado por diversos profissionais da indústria internacional. Lá, os estrangeiros poderão ouvir e baixar músicas dos artistas que eles poderão assistir ao vivo na Popkomm e na Womex."
A estréia solo de Marcelo Camelo em Belo Horizonte se dará no Grande Teatro do Palácio das Artes, onde o músico lançará o álbum Sou no dia 5 de novembro. Até 10 de outubro será possível comprar o ingresso por R$ 35 (meia-entrada). Após esse período a meia-entrada sobe para R$ 40.
Bem antes de vir para BH Camelo faz seu primeiro show solo em Minas Gerais em Juiz de Fora, neste sábado, 4 de outubro. O show acontece no Cine-Theatro Central a partir das 20:30 e os ingressos custam de R$ 50 a R$ 80.
Marcelo Camelo em Juiz de Fora Data: 04/10/2008 Horário: 20:30 Local: Cine-Theatro Central (Praça Santos Dumont, s/n - Centro, Juiz de Fora) Preço: R$50 (galeria), R$60 (balcão nobre), R$70 (platéia B), R$80 (platéia A) Ingressos já à venda na bilheteria do Cine-Theatro Central (Informações: 32-3084-1442
Marcelo Camelo em Belo Horizonte Data: 5 de novembro Horário: 21h Local: Grande Teatro Preço: Até o dia 10 de outubro: R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia entrada*). A partir do dia 11 de outubro: R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia entrada). Informações: (31) 3236-7400
Ok, ok! O que acontece no Quarto 315? Hein, hein, hein!? Quer descobrir? Tem certeza?
Confira as loucuras destruidoras dos bastidores de um dos festivais da cena indie brasileira, cada vez mais cheia de gente descolada e bonita! Um oferecimento do Guaraná Doooooooolly!
Homenagem ao fofucho Nelson! Ele aumenta, mas não inventa!
Não, não é um concorrente picareta do Planeta Terra, mas sim um festival bacanudo que acontece em João Pessoa desde 2005 agregando música, discussões sobre diferentes aspectos do mercado cultural e diversas formas de expressão artística. Além de ser o principal festival paraibano, o Mundo vem se consolidando como um dos principais eventos de cultura alternativa no nordeste, apresentando ao longo de sua programação atividades que possibilitam o desenvolvimento do cenário artístico local e reunindo bandas independentes que despontam na região.
Extremamente acessível (os ingressos custam R$ 8, na hora, e R$ 6, antecipados), o festival acontece entre 14 e 19 de outubro e tem apoio do Sebrae PB e da Coca Cola Zero. Os bastidores de produção podem ser acompanhados no blog da equipe de produção.
Entre as bandas mais "conhecidas" da programação musical do Mundo estão os pernambucanos do Sweet Fanny Adams (que têm um excelente show), Macaco Bong (sempre matador) e o local Cabruêra (que estava sumido do circuito de festivais até pouco tempo atrás).
Programação completa
SHOWS Contemplando artistas consagrados e novos do cenário independente nacional, o festival terá sete bandas paraibanas e seis nacionais. Local: Galpão 14 (Centro Histórico) Preços: Antecipados: R$6,00 Na hora: R$8,00
OFICINAS Em parceria com o SEBRAE-PB, o Festival Mundo buscou atender temas diretamente ligados às reais necessidades de quem produz e divulga música, sempre focados na realidade de trabalho local.
Home Studio Data: 18 e 19 de outubro (sábado e domingo) Local: Estúdio 24h (Praça Antenor Navarro - Centro Histórico) Horário: 14h às 18h (carga horária de 8hrs) Inscrições Gratuitas 10 vagas Conteúdo: Oficina musical básica sobre técnicas de gravação, edição e mixagem em um computador pessoal; noções de hardwares e softwares; pré-produção; dicas e truques. Ministrantes: Leo Marinho, Ruy Neto e Daniel - Sócios do Estúdio 24 (PB). Haley - Técnico do Estúdio Peixe-Boi (PB). (Todos são também músicos e integram a banda Burro Morto (PB).
Produção de videoclipe com baixo orçamento Data: 14 a 17 de outubro Local: Ksa Rock (R. Duque de Caxias, nº73, Centro) Horário: 15h às 19h (carga horária de 12hrs) Inscrições Gratuitas 15 vagas Conteúdo: Estética de som/imagem; edição; manejo de equipamento; como trabalhar com baixos orçamentos e, como resultado, início de produção de um vídeo clipe com a turma. Ministrante: Carlos Dowling – Cineasta e Presidente da ABD-PB (Associação Brasileira de Documentaristas).
Inscrições para oficinas pelos e-mail festivalmundo@gmail.com até dia 11 de outubro
DEBATES Discutir funções, rumos e facilitar a troca de experiências, essenciais para ampliação de visões de mercado. Os debates acontecerão durante toda a tarde de sábado, e terá como público principal os artistas locais e interessados em produção de música independente.
I- Profissionalização de bandas no mercado independente Data: 18 de outubro Local: Intoca (Centro Histórico) Horário: 14h às 16h Vagas: 30 Gratuito Conteúdo: Explanação e debate sobre o mercado independente e suas tendências; dicas de produção e divulgação para bandas novas; circuito de casas de shows e festivais independentes no Brasil; intercâmbio e troca de experiências; caminhos para sobreviver e crescer no independente, tomando como base a experiência da banda Macaco Bong (MT). Convidados: Bruno Kayapy, Ynaiã Benthroldo e Ney Hugo - Integrantes da banda Macaco Bong (MT) que fazem parte do Instituto Cultural Espaço Cubo, onde são produtores musicais e co-realizadores de eventos e festivais. Também são militantes da Volume (Voluntários da Música).
II- Rock: contracultura e produto de mercado Data: 18 de outubro Local: Intoca (Centro Histórico) Horário: 16h às 18h Vagas: 30 vagas Gratuito Conteúdo: Rumos da indústria fonográfica e a produção independente; pontos de vista sobre o que aconteceu efetivamente nos últimos 10 anosc Convidados: Bruno Nogueira (PE) – Jornalista especializado em crítica cultural e mestre em comunicação social, onde desenvolveu pesquisa sobre indústria fonográfica e internet. Trabalhou na Folha de Pernambuco, Jornal do Comércio e está no Diário de Pernambuco. Colaborou com as revistas Continente Multicultural e Coquetel Molotov e é um dos colaboradores do site RecifeRock. Cobriu alguns dos principais festivais do país. Fez curadoria para o Abril Pro Rock 2008 e para o projeto Pátio do Rock. Foi professor da Faculdade Barros Melo (Aeso). Possui o blog Pop Up! sobre música e cultura pop. Marcus Alves (PB) – Jornalista, Mestre em Comunicação Social e Doutor em Sociologia. Desenvolveu pesquisas sobre a cultura pop/rock do Brasil nos anos 80. Autor do livro "Cultura rock e arte de massa". É professor da Faculdade IESP, no curso de publicidade e propaganda. Foi professor do curso de extensão sobre "Pop/rock e a cultura brasileira" na faculdade IESP.
EXPOSIÇÃO Exposição coletiva, com 8 artistas locais, refletindo a produção contemporânea de artes visuais e fotografia. Curadoria: Fabio Queiroz Datas Vernissage: 16 de outubro 16hrs. Exposição aberta de 16 à 31 de outubro. Local: Casarão IAB (Centro Histórico) Horário: das 14 às 18hrs. Entrada gratuita
MOSTRA AUDIO VISUAL A mostra terá como tema a evolução do rock em João Pessoa, com exibição de documentários e vídeo-clipes de bandas locais, além do lançamento do primeiro vídeo clipe da banda paraibana Burro Morto. Data: 17 e 18 de outubro Horário: A partir das 20hrs, durante os quatro primeiros intervalos dos shows Local: Galpão 14 (Centro Histórico) Curadoria: Carlos Dowling
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Mini-documentário sobre a edição 2007 do festival Mundo
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Trecho de entrevista com os produtores Carol Morena e Rayan Lins feita pelo Bruno Nogueira: Essa soa meio clichê, mas afinal qual a dificuldade em se fazer um festival como o Mundo em João Pessoa? É o público? As próprias bandas? Outros apoios?
CAROL - A questão principal é dinheiro, sempre foi. Sempre nos preocupamos em fazer um festival completo, que realmente fosse vitrine da produção local e que pudesse trazer artistas que somassem à programação, numa estrutura bacana. João Pessoa merece e pode fazer isso, e estamos fazendo. É uma dificuldade constante ter apoio de empresas privadas. Não adianta só apresentar o projeto do festival, a gente tem que fazer a empresa acreditar nisso, provar a todo segundo que realmente é um projeto importante, explicar que a gente não tem o Capital Inicial ou Biquini cavadão porque não é a nossa proposta mesmo, entende? Ainda ter que explicar isso hoje em dia é desistimulante, e a quantidade de respostas negativas também. Apoio publico é complicado. Editais locais são complicados, acabam sempre contemplando um único perfil de produção cultural, sempre voltada pra música popular, entende? Sempre temos apoio da prefeitura, custeando alguns ítens do nosso orçamento, mas este ano foi duplamente complicado por ser ano eleitoral e esse apoio acabou não rolando. Público não sustenta as atrações do festival, além de ser sempre uma incógnita. Não é difícil ver gente reclamando de pagar 6 ou 8 reais pra entrar, é um absurdo! São poucas as pessoas que sai de casa pra conhecer bandas, nós damos nó em pingo d’água aqui, hehehe.
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O que escrevi sobre o festival no ano passado: "O Festival Mundo ainda não é muito conhecido no restante do país, mas, em sua terceira edição, firma-se como um dos mais interessantes eventos de cultura alternativa no nordeste brasileiro. Realizado em João Pessoa, capital da Paraíba, o Mundo acontece em 14 e 15 deste mês e tem a intenção de funcionar como um "festival multimídia de arte independente", mesclando shows, exibições de curta-metragens experimentais, exposições de arte e oficinas relacionadas à música."