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22 de dezembro de 2011

Menos ego, menos ódio, menos inveja. MENOS COR, MAIS QUEM: algumas lições de 2011 - Fora do Eixo, Abrafin, mimimi, mememe

Existe um personagem na cultura hip hop norte-americana chamado de "hater" (algo como "odiador", em português). É a personificação da inveja e do ego ferido. Alguém incapaz de compartilhar o sucesso alheio e de pensar coletivamente (e que, em tempos de internet, "xinga muito no Twitter"). Basicamente, o "hater" da cena musical brasileira é o sujeito que reclama muito e nada faz. Ele fica à espera de que as ideias maravilhosas que ele acredita ter se tornem realidade, que seu talento seja reconhecido, e fica inconformado com o fato de que outras pessoas consigam evoluir frente a sua estagnação. Nos últimos tempos conheci muitas pessoas e viajei por muitos lugares, em todas as regiões do país. Infelizmente, posso dizer que o "hater" é uma das figuras onipresentes na cena musical brasileira. 

Recentemente, a realização da 4ª edição do Congresso Fora do Eixo em São Paulo e a saída dos festivais mais antigos da Abrafin acarretou uma acalorada discussão sobre a rede Fora do Eixo e a associação de festivais, porta de entrada para um debate mais profundo sobre o atual estágio da cena musical brasileira. No entanto, o que tem se visto? Manifestações de ego, ódio, inveja e, como os membros do Fora do Eixo utilizam, rancor. Ao divulgar a saída dos 12 festivais da Abrafin na comunidade da Bizz no Facebook, logo vieram os comentários rancorosos/irônicos, até que o José Flávio Júnior, crítico de música da revista Bravo!, escreveu "Por que voces torcem contra? O que ganham com isso?" e completou: "Meu desejo hoje eh de que todo mundo que faz algo pelos sons alternativos no Brasil PARE imediatamente. Nego nao merece. Simplesmente nao merece". Minha sensação é exatamente a mesma. Por que essa atitude entre jornalistas, músicos e outras pessoas que supostamente também querem o desenvolvimento da cena? Não deveria haver essa briga entre festivais, produtores, Fora do Eixo ou Estados. Todos temos o mesmo objetivo e é a união e o trabalho coletivo, a colaboração, a troca de conhecimento que possibilitam o desenvolvimento e o crescimento de público, de estrutura, do mercado como um todo. Já passou da hora de deixar o ego de lado e tomar atitudes construtivas e que visem o bem coletivo.

Para piorar, em momento tão propício para o debate, o que mais tem se visto (inclusive entre jornalistas considerados "referência" no meio musical - e aí as aspas são mais do que dignas) são comentários superficiais e preguiçosos. Muitas pessoas republicaram em seus perfis no Facebook o polêmico vídeo do Pablo Capilé, do Fora do Eixo, criticando fortemente Pernambuco e sua cena musical. Ok, totalmente válido. No entanto, ao analisar os comentários, pouco ou nada se diz sobre o real assunto do debate, sobre o mercado da música e produção cultural. É a simples manifestação do "hater", o ato de criticar como fim em si mesmo. E vou além: contei os comentários que encontrei e quase 40% deles se referiam à forma do Pablo se sentar na cadeira. Imagine: o sujeito questiona todo o status de um dos Estados mais importantes culturalmente no país, fala mal (forte e abertamente) de um dos maiores festivais independentes da história do Brasil e tudo o que vai ser dito é "olha como o sujeito senta na cadeira?". Puff... poucas vezes vi um momento tão ideal para usar a frase "Para tudo que eu quero descer, tá tudo errado". Mas acontece que não é hora de parar, de descer do bonde e de largar o que está sendo construído. Acredito na conscientização, na transparência, no debate, na troca de ideias, é assim que uma cena plural e sustentável pode ser construída.

O mesmo José Flávio Júnior, citado anteriormente, escreveu:
“O que eu questiono é se ainda temos o direito de ficarmos alheios a questões políticas, de construção e desenvolvimento da nossa cultura. Tipo o cara que diz "só quero levar meu som e o resto que se exploda". Ou o jornalista que apenas resenha os discos e não participa de discussões, só debate na moita. Ou o produtor que só quer saber do seu evento ou de fazer o seu artista se dar bem. Podemos ser assim em 2012?”

Não, não podemos. A menos que sejamos mais alguns dos que torcem para que os outros fracassem e que algum milagre aconteça para consertar tudo. O Fabrício Nobre respondeu bem à pergunta do Zé Flávio, também no Facebook:
“(José Flávio Junior) não podemos. Para participar tem que topar o pacote todo, não tem como. Um fato é real: protagonizar tem bônus legais e ônus pesados... e infelizmente a porrada vem e volta de todos os lados. 2012 é um ano chave para ver aonde vai parar (ou não) a tal música independente brasileira... e estamos todos (uns mais, outros bem menos) nessa! O pau está quebrando, vem sendo quebrado a muito tempo, desde de sempre, vai quebrar, mas vamos ver quem vai propor mais agendas positivas durante os próximos meses, e vai sair protagonizando o fim do ano que vem. Pablo Capilé e ação Fora do Eixo, mandou muito bem em 2011, mesmo! a Casa Fora do Eixo SP é um sonho para quem tem ou teve banda, o Congresso em SP, Seminários foram impressionantes, e mesmo com a explosão do embate da ABRAFIN (que não vem de hoje, sei como ninguém disso), os resultados do Congresso são expressivos. O Seminário da Música foi muito bom, muita gente envolvida, gente excelente, gente boa, gente das antigas e gente nova, espaço aberto inclusive para puxar estas broncas... se não vejamos: video da saída dos festivais da ABRAFIN foi feito dentro do hotel que recebeu as pessoas para congresso, rolaram reuniões abertas e tudo... e o pós TV foi gravado na Casa FDE e aberto tb. Acho que Fora do Eixo vai seguir forte em 2012, mesmo... ABRAFIN vai ter que se resinificar , e estamos (quem ficou) lá para isso, Talles Lopes e Ivan Ferraro, e todos os membros da entidade estão lá para isso, tem que mostrar o triplo de serviço para acertar essa "conta de fim de ano". E quem saiu tem que mostrar força tb, na ação e debate. Então é "all in" pra todo mundo, não acho que tenha ninguém blefando. Podemos sair todos ganhando e fazer grandes festas, festivais, ações esse ano de 2012 e nos próximos, disputar o que tem que ser disputado e compor no que precisar compor para algum avanço... e também podemos todos tomar no cú... e não tô afim de tomar no cú dessa vez não. Posso ter um monte de culpa para que coisa tenha ficado assim (boa ou ruim), tô disposto para caramba para trabalhar para que a música independente no Brasil avance ( do modo que acho que é correto, e debatendo outros modelos com os mais), acho que avançou nos últimos 5 anos... para muitos lados. Bora!”

Nisso tudo, só discordo do Fabrício em um ponto: "cú" não tem acento.

Voltando ao tema Fora do Eixo/mercado musical, mais uma vez o que mais se fala é sobre o pagamento de cachês. É a parte mais superficial do assunto e tida como ponto principal para alguns, mas vamos lá. A crítica mais recorrente (e que para alguns, parece se sobrepor a todas as demais ações) é que os festivais e coletivos do Fora do Eixo não pagariam cachê. Não é verdade e não dá para generalizar. Existem casos em que não há pagamento de cachês, mas quem reclama disso já parou para pensar no motivo?

Existe algo bem óbvio: grande parte dos eventos do Fora do Eixo são feitos totalmente "na tora", sem leis de incentivo (que são aplicadas nos casos de alguns festivais). Se um coletivo realiza uma ação de forma totalmente independente, iniciando um trabalho de formação de público e divulgação da música independente, é claro que não possuirá recursos para pagar cachês expressivos, sendo que nesses casos o mais justo é uma porcentagem da bilheteria. Se a banda acredita em seu trabalho e acha que tem público, o retorno de bilheteria deverá ser equivalente ao seu prestígio junto ao público. Se ela ainda não tem público, toca por pouca ou nenhuma grana para construir uma base de fãs e divulgar seu trabalho.

Engraçado como algumas das mesmas pessoas que criticam essa lógica de funcionamento no Brasil gastam milhares de reais para se apresentar em festivais estrangeiros que são ainda mais rígidos. Ou alguém acha que grandes festivais internacionais como o SXSW - South by Southwest pagam alguma coisa para as bandas? No SXSW, por exemplo, além de ter que arcar com todos os custos da viagem, a banda ganha apenas um passe-livre nos shows do festival. E só. No entanto, muitos acreditam que participar de um evento desse porte pode contribuir para suas carreiras tanto o Brasil como no exterior e fazem o investimento. A lógica é a mesma no caso dos festivais brasileiros de música independente. São gastos milhares de reais para se disponibilizar uma boa estrutura e formar uma programação com relevância estética que atraia muitas pessoas e a mídia. Bandas que ainda não são conhecidas podem decidir investir para participar e apresentar seus trabalhos ao público (e imprensa) presentes ou podem seguir seus próprios caminhos. Em outros gêneros fora do rock não são raros, inclusive, os casos de artistas que pagam para tocar em determinados eventos devido à exposição que obterão (recentemente descobri que essa também é uma prática recorrente nos EUA). Isso sim, é absurdo, mas não deixa de ser uma estratégia mercadológica do próprio artista.

O Eduardo Ramos, famoso ex-empresário do Cansei de Ser Sexy, tem boa experiência no mercado internacional (e nacional) e certa vez comentou o assunto em uma entrevista:
"Me responde uma coisa: quando o Black Flag começou a fazer tours em 1981, eles pediram ajuda de custo para quem? Os EUA em 1981 eram uma piada, 1000 vezes pior do que o Brasil hoje, então qual a desculpa que alguém vai inventar agora? O circuito independente americano foi formado de uma maneira simples: eu preciso ganhar o dinheiro para ir para outra cidade. Este é o cachê! O cachê é a mesma bilheteria que a merda do Foals ganhou por um ano e meio antes de assinar com a Transgressive, o mesmo cachê que o Animal Collective ganhou antes do Sung Tongs… então mais uma vez, eu só escuto desculpas das bandas! Por isso que tem que ser 8 ou 80!"

Parece familiar? Talvez você não tenha entendido.
"Me responde uma coisa: quando o Black Flag começou a fazer tours em 1981, eles pediram ajuda de custo para quem? Os EUA em 1981 eram uma piada, 1000 vezes pior do que o Brasil hoje, então qual a desculpa que alguém vai inventar agora? O circuito independente americano foi formado de uma maneira simples: eu preciso ganhar o dinheiro para ir para outra cidade. Este é o cachê! O cachê é a mesma bilheteria que a merda do Foals ganhou por um ano e meio antes de assinar com a Transgressive, o mesmo cachê que o Animal Collective ganhou antes do Sung Tongs… então mais uma vez, eu só escuto desculpas das bandas! Por isso que tem que ser 8 ou 80!"

É mais fácil reclamar do que efetivamente agir, buscar soluções, aceitar os desafios. Deixar o ego de lado. Menos aparência, mais essência. Menos cor, mais quemEngraçado como esse título do primeiro EP da banda pernambucana Nuda reflete bem a essência do momento, inclusive pelo fator histórico e as ligações relacionadas.

Conheci os membros da Nuda no Recife, em 2008. Estava na cidade para participar da reunião da Abrafin que acontecia paralelamente ao festival Abril Pro Rock. Pouco depois a Nuda fez seu primeiro show no Sudeste em Belo Horizonte, em evento realizado pelo coletivo Outro Rock em parceria com o Fórceps (coletivo da cidade de Sabará, integrante do Fora do Eixo). Eu ainda morava em Sabará na época e a banda ficou na minha casa. Lá, conheceram o funcionamento do coletivo e do Fora do Eixo. Ao voltarem para Recife, fundaram o Lumo, coletivo Fora do Eixo na cidade. Tempos depois a banda deixou o coletivo por problemas pessoais e, mais tarde, eu também deixei de fazer parte, atuando como parceiro (acredito que posso contribuir mais mantendo meus outros projetos do que dentro do coletivo).

Estamos todos conectados, é bobagem a postura individualista que torce pelo fracasso alheio. Existem diferentes forma de ação e estratégias e é bom que seja assim, a diversidade é mais do que bem-vinda, ela é necessária. É um equívoco trabalhar com uma visão maniqueísta e reducionista.

Para fechar, um caso comparativo relacionado ao mimimi Fora do Eixo vs Pernambuco vs Abrafin, que rendeu até uma paródia envolvendo Hitler - engraçado na execução, constrangedor na forma como deturpa os fatos.


Então, vamos ao caso (verídico).

Um dos festivais que saiu da Abrafin na semana passada tem um projeto na Lei Federal de Incentivo à Cultura de mais de R$ 700.000. Desse valor, pouco mais de R$ 50.000 vai para a produtora do festival. Os artistas pequenos/iniciantes não têm passagem e tem um cachê de R$ 800. Outros artistas na programação têm passagem e cachê de R$ 1.500. Ao todo são 20 bandas na programação. Lembrando: estamos falando de um festival de mais de R$ 700.000, considerado um dos maiores do país.

Outro festival, que permanece na Abrafin e é ligado ao Fora do Eixo, teve R$ 100.000 de orçamento. Sua programação contava com 24 bandas. Dessas, sete eram bandas locais e receberam R$ 400, quatro bandas tinham seus próprios projetos patrocinados e arcaram com os próprios cachês através dos mesmos, oito bandas receberam R$ 600 e transporte/hospedagem e as cinco restantes, atrações mais conhecidas do festival (duas delas premiadas nas mais importantes publicações do país), receberam um total de R$ 14.000, média de R$ 2.800 por artista, além de transporte e hospedagem (alimentação era fornecida a todas as atrações). O coletivo realizador do festival recebeu R$ 20.000 pela produção do evento, mas, conforme a lógica de funcionamento do Fora do Eixo, reinvestiu o valor no próprio coletivo. R$ 15.000 foram usados para a produção do primeiro CD de uma banda local (cujas mil cópias praticamente esgotaram em seis meses) e viabilizar parte da circulação da banda (o que resultou em convites para participações em shows com cachê e turnê internacional).

São dois festivais diferentes, frutos de épocas e lógicas de mercado diferentes. Ambos possuem legitimidade, não questiono isso. Mas apesar de propor a integração e o colaborativismo, seguindo os padrões comparativos e competitivos em voga, é válido perguntar: quem está contribuindo mais para o crescimento da cena e o desenvolvimento do mercado musical?

Abrafin 2.0

Por Talles Lopes, presidente da Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin)


ABRAFIN termina 2011 rumo a se consolidar, não apenas como uma entidade representativa dos festivais independentes brasileiros, mas numa grande REDE de festivais descentralizados e distribuídos por todo o país. Após ser uma das protagonistas de uma grande transformação na música brasileira quando, em 2005, juntou alguns dos principais produtores de festivais independentes do Brasil para propor uma união que mudaria o panorama do punk “do it yourself” para o “do it together”, fundamentada nos princípios de compromisso com a localidade, continuidade e troca de tecnologia, a entidade partiu de 16 festivais fundadores para 44 em 2010.


Em seis anos, a ABRAFIN conectou produtores, artistas, técnicos e comunicadores com Poder Público e empresas privadas, mostrando todo o potencial destes eventos como catalisadores de um novo cenário da música. Neste tempo muita coisa aconteceu e a entidade finalizou 2010 elegendo uma nova diretoria, que além da continuidade do trabalho desenvolvido desde sua fundação, trouxe a leitura deste novo momento histórico da música e da cultura brasileira.



É hora da Rede das Redes! No contexto da cultura digital e da multiplicidade orgânica dos agentes da cultura brasileira, a Associação Brasileira de Festivais Independentes deve se entender como uma entidade que radicaliza a gestão horizontal e a democratização das plataformas onde a experiência e força de um, só cresce a partir da conectividade intensa com novos agentes, prontos para multiplicar e arregaçar as mangas pelo acesso livre e pleno a essa produção. Durante estes anos a gestão centralizada em uma diretoria funcionou e trouxe grandes ganhos para a Associação, entretanto dentro da lógica da rede, a entidade precisa ser descentralizada e ser de todos para todos e diversos modelos estarão em contínuo contato e troca.



Aí chega a ABRAFIN 2.0, pronta para ser a Rede Brasileira de Festivais Independentes. Mais do que um simples termo, a Rede vem extremar sua transparência e permeabilidade. Surge para 2012 um novo organograma, onde são criados os Circuitos Regionais e os Circuitos Estaduais de Festivais, prontos para receber uma demanda estimulada pela própria ação da entidade, que multiplicou o número de festivais existentes de uma forma quase incontrolável. Na visão da gestão e da maioria dos festivais filiados, qualquer ação de fechamento da entidade para novos festivais vai contra seus princípios porque, mais do que aberta para novos, ela estará cada vez mais atuante na multiplicação de festivais por todo País.



Em meio ao caos dessas transformações que o digital propõe, alguns conseguem entrar na velocidade desta grande fibra ótica de informação e conhecimento e se potencializar; mas alguns precisam parar para respirar e se reencontrar.

A clareza sobre seu trabalho e o lugar que cada um quer estar neste momento são fundamentais para que as decisões sejam tomadas e as redes constituídas. Sendo assim, após a saída de 13 festivais da entidade durante a sua reunião anual em 2011, a entidade recebeu pedido de filiação de 38 novos festivais em reunião pública no Paço das Artes da USP. Dos estilos mais diversos, das mais diferentes idades, e dos mais improváveis rincões do país, estes festivais representam o resultado de um trabalho que está só começando, e que tem um grande horizonte pela frente.



A ABRAFIN abre 2012 olhando para este horizonte, e buscando, através de eixos prioritários, encarar os desafios de fazer música no século XXI:



1) Descentralização dos processos de Gestão / Estruturação dos Circuitos Regionais de Festivais

Serão criados núcleos regionais de gestão, responsáveis pelo desenvolvimento e execução de todo o planejamento estratégico da entidade naquela região, com base no dialogo estabelecido com os demais núcleos regionais. O objetivo principal deste núcleo será a constituição e a qualificação de um circuito regional forte e potencializado pela capacidade de troca entre todos os festivais. Em 2012, serão realizados encontros regionais de festivais independentes para que possamos desenvolver esta plataforma dos Circuitos Regionais.

Os Circuitos Regionais serão os primeiros pontos de conexão entre os novos festivais e a entidade; a partir desta conexão, o festival passará a ter um acompanhamento qualificado até chegar a sua 3a. edição, quando passa a fazer parte definitivamente do Colegiado Nacional de Festivais. Numa sociedade em rede, não faz sentido a lógica do mercado, que pauta apenas a sobrevivência dos mais fortes. Se o principal objetivo da entidade é desenvolver o cenário de festivais independentes no Brasil, temos que pensar que hoje temos condições de identificar os novos empreendimentos com muita rapidez, e a partir daí, fazer um acompanhamento que garanta a qualificação daquele festival.



2) Capacitação e Qualificação do Mercado Musical

Está claro que avançamos bastante nos últimos anos, mas que muita coisa ainda precisa melhorar e,, para isso a ABRAFIN passa a ter um programa sistêmico de qualificação e capacitação do setor musical local, a partir dos festivais independentes.

De um lado, precisamos pensar na qualificação dos seminários e espaços de debate, e vamos criar um sistema de circulação de agentes culturais (artistas, produtores, gestores públicos, jornalistas e intelectuais) que, além de ser os responsáveis pela circulação de conhecimento pelos festivais, formarão um CONSELHO CONSULTIVO da entidade, avaliando os festivais visitados e apresentando propostas para a melhoria dos mesmos.

Além disso, um cardápio de oficinas e workshops será oferecido aos festivais, para atender demandas de formação técnica por todo o país, a partir de um programa de formação continuada pelos festivais.



3) Programa de Intercâmbio Cultural

América Latina - Em parceria com a ADIMI (Associação para o Desenvolvimento da Industria da Música na Ibero-América) vai desenvolver um projeto de circulação internacional de artistas latino americanos pelos festivais brasileiros. Este programa contará com a coordenação de Octavio Arbelaez (Colombia- ADIMI), Benjamin Taukmin (Brasil- ADIMI), Sylvie Duran (Costa Rica-ADIMI) Fabricio Nobre (Brasil-ABRAFIN) e Talles Lopes (Brasil-ABRAFIN). A idéia é selecionar artistas que tenham projetos musicais representativos da cultura do seu país, para a partir disso potencializarmos as trocas culturais com o Brasil.

Além disso, a partir desta parceria institucional, a ABRAFIN vai fazer em 2012 um mapeamento dos festivais latino americanos, em parceria com a ADIMI, buscando ampliar as redes e circuitos regionais na América Latina, e ampliar desta forma a circulação musical independente por todo o continente. A ADIMI conta hoje com representantes de 15 países latinos americanos, mais Portugal e Espanha.



Estes 3 pontos são os eixos prioritários da entidade para 2012, e a partir dele, daremos seqüência ao trabalho de articulação e organização dos festivais brasileiros. Temos uma agenda política em andamento, e que precisa ser atualizada sempre; temos as diversas interfaces institucionais e mercadológicas que precisam ser exploradas, mas mais do que isso, temos uma nova cultura de colaboração e articulação em rede a ser posicionada e apontada como presente, e não apenas um futuro desejável.



Este é nosso horizonte, um horizonte palpável e compartilhado, com todos os festivais relacionados a seguir, e que formam o calendário 2012 da ABRAFIN, a rede Brasileira de Festivais Independentes. Para quem quiser se juntar a este rede, ela está aberta, e basta acessar o formulário.



CALENDÁRIO ABRAFIN 2012


Janeiro
Circuito Sertão é Mais Rock (Região do Sertão/PB) -
http://cajarockfm.blogspot.com/2010/10/circuito-sertao-e-mais-rock-2011-acrs.html
Goyaz Festival (Goiânia/GO) - http://www.goyazfestival.com.br/
ABC do Som (São Caetano/SP) - http://tnb.art.br/oportunidades/festival-abc-do-som/

Fevereiro
Encontro da Nova Consciência (Campina Grande/PB) - http://novaconsciencia.multiply.com/

Março
Grito Rock (BR) - http://gritorock.com.br/

Abril
ABC pro HC (São Bernardo/SP) - www.abcprohc.com.br
Satolep Circus (Pelotas/RS) - www.satolepcircus.blogspot.com

Maio
Bananada (Goiânia/GO) - http://www.myspace.com/bananada
Martelada (Brasília/DF) - http://tnb.art.br/oportunidades/festival-martelada-2011/
Maionese (Maceió/AL) - www.popfuzz.com.br/headline/festival-maionese-2011/
GAIA (Araraquara/SP) - http://www.festivalgaia.com.br/
Rock Sertão (Nossa Senhora da Glória/SE)

Junho
Festival Fora do Eixo (Goiânia/BH/RJ/SP) - http://festivalforadoeixo.wordpress.com/
Festival Canja de Artes Integradas (Bauru/SP) - http://www.festivalcanja.com/

Julho
Festival Brejo (Piracanjuba/GO) - http://tnb.art.br/oportunidades/brejo-festival-2011/
Cajá Rock (Cajazeiras/PB)
Festival Caipiro Rock (Serrana/SP) - http://tnb.art.br/oportunidades/festival-caipiro-rock-2011/
Brejo (Piracanjuba/GO) - http://tnb.art.br/oportunidades/brejo-festival-2011/
Festival Gramophone (Sete Lagoas/MG) - http://festivalgramophone.blogspot.com/
Escambo (Sabará/MG) - http://escambo.forceps.com.br/
Forcaos (Fortaleza/CE) - http://www.dragaodomar.org.br/materias.php?pg=forcaos

Agosto
Paris em Conserto (Paraibuna/SP)
Festival Megafônica (Belém/PA) - http://tnb.art.br/oportunidades/festival-megafonica/
Alambique do Som (Barbacena/MG) - http://alambiquedosom.wordpress.com/
Encontro Novas Tendências (Uberaba/MG) - http://circuitomineiro.org/5%C2%BA-encontro-novas-tendencias-vem-ai/
Musical Mente Plural (Niterói/RJ) - http://musicalmenteplural.blogspot.com/
Feira da Música do Nordeste (Fortaleza/CE) - http://www.feiradamusica.com.br/
Pá na Pedra (Ribeirão das Neves/MG) - http://panapedra.wordpress.com/
Gaia (Araraquara/SP) - http://www.festivalgaia.com.br/

Setembro
CONTATO (São Carlos/SP) - http://www.contato.ufscar.br/
Vaca Amarela (Goiânia/GO)- http://festivalvacaamarela.com.br/
Transborda (Belo Horizonte/MG) - http://circuitomineiro.org/tag/festival-transborda/
Festival Balido (Ipatinga/MG) - http://circuitomineiro.org/tag/festival-balido/
Varadouro (Rio Branco/AC) - http://www.festivalvaradouro.art.br/
AR Festival (Itabirito/MG)
TomaRRock (Boa Vista/RR) - http://tnb.art.br/oportunidades/festival-tomarrock-2011/
Festival Até o Tucupi (Manaus/AM) - http://festivalateotucupi.blogspot.com/
Esquina Instrumental (Brasília/DF) - http://coletivoesquina.com/2010/09/07/1%C2%BA-festival-esquina-instrumental-confira-a-programacao/
Festival Goma (Uberlândia/MG) - http://festivalgoma.org/
Festival Sem Paredes (Juiz de Fora/MG) - http://festivalsemparedes.wordpress.com/
Marreco (Patos de Minas/MG) - http://circuitomineiro.org/tag/festival-marreco/

Outubro
Festival Suíça Bahiana (Vitória da Conquista/BA) - http://festivalsuicabahiana.blogspot.com/
UFSCTOCK (Florianópolis/SC) - http://ufsctock.com/muitamistura/
Morrostock (Sapiranga/RS) - http://morrostock.blogspot.com/
Festival Timbrada (São José do Rio Preto) -http://www.wix.com/timbrecoletivo/festivaltimbrada#!o-festival
Piqui Atômico (Catalão/GO) - http://piquiatomico.com.br/
Festival Bigbands (Salvador/BA) - http://festivalbigbands.blogspot.com/
Cardápio Underground (Bragança Paulista/SP) - http://tnb.art.br/oportunidades/8%C2%B0-ardapio-underground/
Festival Fagulha (Ribeirão Preto/SP) - http://coletivofuligem.com.br/
Festival Siriema (Catalão/GO) - https://sites.google.com/site/festivalsiriema/

Novembro
Se Rasgum (Bélem/PA) www.serasgum.com.br
DoSol (Natal/RN) - www.dosol.com.br
Ponto.CE (Fortaleza/CE) - http://pontoce.com.br/
MixMusic (São Paulo/SP) - http://www.mixmusic.com.br/
#VaiSuldeMinas (Poços de Caldas/MG) - http://www.correntecultural.com/vaisuldeminas/
Feira Noise Festival (Feira de Santana/BA) - http://feiranoisefestival.com.br/blog/
7ª Release Alternativo (Goiânia/GO) http://www.fabricacoletiva.com/fosforo-cultural/
Monsters of Roça (Paraibuna/SP) - http://www.monstersofrocaparaibuna.blogspot.com/
Macondo Circus (Santa Maria/RS) http://www.macondocircus.com/edicao/2011/
Manifestasol (Caxias do Sul/RS) - http://manifestasol.wordpress.com/
FUMU (Sorocaba/SP) - http://tnb.art.br/oportunidades/fumu-festival-ufscar-de-musica/
Festival Gemada (Barretos/SP) - https://gemagenerica.wordpress.com/eventos/
Moassa Rock Festival (Esteio/RS) - www.moassarock.blogspot.com
Festival Cardume de Artes Integradas (Santa Luzia/MG) - www.namarracoletivo.blogspot.com
Fogo no Cerrado (Campo Grande/MS) http://pt-br.facebook.com/fogonocerrado

Dezembro
Goiaba Rock Festival (Inhumas/GO) - http://www.tudoin.com.br/noticias/noticia.php?id=247
La Onda (Vespasiano/MG) - http://laondafestival.blogspot.com/
Mundo (João Pessoa/PB) - http://www.festivalmundo.com.br/
Aberto de Surf de Campina Grande (Campina Grande/PB) - http://abertodesurfdecampinagrande.wordpress.com/
Festival Quebramar (Macapá/AP) - http://festivalquebramar.com/
Dezembro Independente (Suzano/SP) - http://dezindie.com.br/

8 de maio de 2010

Bandas e festivais independentes na Virada Cultural 2010

Engraçado como durante semanas eu quis divulgar em primeira mão a programação do palco dedicado aos festivais independentes dentro da Virada Cultural de São Paulo e, enquanto esperava a confirmação da produção do evento, acabei me envolvendo com várias outras coisas e ficando sem tempo para escrever por aqui. O motivo de eu ter um interesse especial nessa notícia está diretamente relacionado ao Fórceps, coletivo do qual faço parte: desde o início do ano somos membros da Abrafin, responsável por esse palco na Virada Cultural, e uma das bandas que vão se apresentar também é do coletivo, a 4instrumental.

Cada festival integrante da Abrafin pôde indicar uma banda de seu Estado de origem e os membros da instituição votaram em 3 bandas de sua respectiva região geográfica. Os artistas mais votados nesse processo formam a programação do palco da Abrafin na Virada Cultural nos próximos dias 15 e 16 na capital paulista, sendo que o 4instrumental foi o mais votado em Minas.

A escalação é bastante interessante e apresenta novos nomes da cena independente que, mesmo com o pouco tempo de existência, já têm se destacado no underground, como Vendo 147, Terra Celta, Caldo de Piaba e Camarones Orquestra Guitarrística (que vem rodando o Brasil em uma longa turnê e se apresenta na próxima festa Meio Desligado, dia 23 de maio, em um novíssimo espaço no hipercentro de Belo Horizonte ao lado do Fusile). Pra não ficar perdido entra tantos shows, salve o mapinha e veja com atenção o que te interessa entre as centenas de atrações da Virada (que vão de Instituto e Arrigo Barnabé a CPM 22 tocando Ramones e L.A Guns).

18h10 - Musica do Mato (MT)
19h50 - Caldo de Piaba (AC)
21h30 - Black Drawing Chalks (GO)
23h10 - Camarones Orsquestra Guitarrística (RN)
00h50 - Galinha Preta (DF)
02h30 - Plastique Noir (CE)
04h10 - Baba de Mumm-Rá (TO)
05h50 - Vendo 147 (BA)
07h30 - Hey Hey Hey (RO)
09h10 - 4Instrumental (MG)
10h50 - Aeromoças e Tenistas Russas (SP)
12h30 - Nervoso e Os Calmantes (RJ)
14h10 - Terra Celta (PR)
15h50 - Rinoceronte (RS)
17h30 - Cabruêra (PB)

23 de fevereiro de 2010

Como tocar nos principais festivais independentes do país

A matéria de capa do caderno Folhateen, do jornal Folha de S. Paulo, de hoje, aborda o cenário de festivais de música independente no Brasil e conta com uma pequena colaboração minha. A matéria, escrita pelo Bráulio Lorentz (que também é do Pílula Pop), pode ser lida no site da Folha somente por assinantes, mas reproduzo abaixo a parte da matéria que reúne informações sobre inscrições e envio de material para os realizadores de alguns dos principais festivais do Brasil.

Participo da matéria devido ao Grito Rock, festival que colaboro na realização. Destaquei meu conselho não pelo ego, mas por achar que se trata de algo com o qual a grande maioria das bandas deveria lidar melhor.

SERASGUM
BELÉM
QUANDO
novembro, desde 2005
www.serasgum.com.br/ serasgum@gmail.com
ENVIO DE MATERIAL
Av. Gentil Bittencourt, 449, Altos, Nazaré - Belém, PA - 66035-390
CONSELHO DO ORGANIZADOR
"Saiba em que nicho se meter. Tenha a humildade de saber que ainda não é a hora de cobrar o que acha que vale" (Marcelo Damaso)

CASARÃO
PORTO VELHO
QUANDO
maio, desde 2000
www.festivalcasarao.com.br/ viniciuslemos.ro@gmail.com
ENVIO DE MATERIAL
Av. Pinheiro Machado, 1613, Bairro São Cristóvão - Porto Velho, RO - 76801-247
CONSELHO DO ORGANIZADOR
"Toque o máximo possível. Ser bom e conhecido em sua cidade é o primeiro passo. Uma banda fora do MySpace hoje não existe como banda" (Vinicius Lemos)

DEMOSUL
LONDRINA-PR
QUANDO
novembro, desde 2001
www.demosul.com.br / festivaldemosul@pop.com.br
ENVIO DE MATERIAL
R. Xingu, 136 - Londrina, PR, 86025-390
CONSELHO DO ORGANIZADOR
"Não queira ser o próximo Jota Quest ou Ramones. Escreva um release sucinto e objetivo. Não espere sua chance cair do céu" (Marcelo Domingues)

GOIÂNIANOISE
GOIÂNIA
QUANDO
novembro, desde 1995
www.goianianoisefestival.com.br/ eventos@monstrodiscos.com.br
ENVIO DE MATERIAL
Caixa Postal 10065 - Goiânia, GO - 74025-970
CONSELHO DO ORGANIZADOR
"Só trazemos artistas com nome no circuito. Grave um disco com qualidade, faça muitos shows e tente mostrar que é uma banda ativa e que se movimenta" (Léo Razuk)

CALANGO
CUIABÁ
QUANDO
outubro, desde 2001
www.festivalcalango.com.br/cuboatendimento@gmail.com
ENVIO DE MATERIAL
Av. Presidente Marques, 240, Centro - Cuiabá, MT - 78045-175
CONSELHO DO ORGANIZADOR
"Forme público, se inscreva em editais, capte patrocínios e entenda que festivais são para troca de contatos e construção de uma carreira num mercado médio" (Pablo Capilé)

GRITO ROCK
80 CIDADES
QUANDO
fevereiro, desde 2002
www.gritorock.com.br/ contato@foradoeixo.org.br
ENVIO DE MATERIAL
Av. Presidente Marques, 240, Centro - Cuiabá, MT - 78045-175
CONSELHO DO ORGANIZADOR
"É fundamental ter condições de bancar a viagem até onde irá tocar. Leia blogs de música independente, desconfie de elogios e não leve críticas pro lado pessoal" (Marcelo Santiago)

MADA
NATAL
QUANDO
outubro, desde 1998
www.festivalmada.com.br/ jomas.mada@uol.com.br
ENVIO DE MATERIAL
Av. Deodoro da Fonseca, 402/1002, Petrópolis - Natal, RN - 59020-600
CONSELHO DO ORGANIZADOR
"Veja quais festivais têm programação em que o seu tipo de som se encaixa. Caso existam, envie reportagens publicadas sobre a banda" (Jomardo Jomas)

ELETRONIKA
BELO HORIZONTE
QUANDO
novembro, desde 2005
www.festivaleletronika.com.br / malab@malab.com.br
ENVIO DE MATERIAL
R. Cristina, 1213, Santo Antônio - Belo Horizonte, MG - 30330-130
CONSELHO DO ORGANIZADOR
"Some esforços com promotores e multiplique sua divulgação. Aproveite a rota que estiver percorrendo para realizar o máximo de apresentações" (Aluizer Malab)

ABRIL PRO ROCK
RECIFE
QUANDO
abril, desde 1993
www.abrilprorock.info/abrilprorock@yahoo.com.br
ENVIO DE MATERIAL
R. Gonçalves Maia, 114, apto. 02, Boa Vista - Recife, PE - 50070-060
CONSELHO DO ORGANIZADOR
"Mostre interesse. Quem quer viver de música tem que investir, como os produtores fazem. Venda o carro se for preciso. Deixe claro que quer tocar para ter projeção" (Paulo André)

5 de janeiro de 2010

Toque no Brasil: alternativa inovadora para a circulação de bandas

A cena musical brasileira vive um promissor momento em 2010 e o lançamento do projeto Toque no Brasil é uma das provas. Lançado hoje, dia 5 de janeiro, o Toque no Brasil é uma plataforma colaborativa que aproximará bandas e produtores de eventos musicais de forma gratuita através da internet.

O projeto é importante por mediar a troca de informações entre os principais agentes da cena (músicos e produtores), viabilizando a circulação de um maior número de artistas pelo país de forma mais organizada e em busca de sustentabilidade financeira, uma vez que reduz custos em ambos os lados e potencializa resultados (já que os eventos/festivais terão oportunidade de selecionar uma maior gama de artistas das mais diversas cidades e regiões).

Resultado do trabalho coletivo do Circuito Fora do Eixo, Abrafin, Casas Associadas e BMA, o Toque no Brasil é mais uma ação concreta resultante da movimentação ocorrida, principalmente, na segunda metade da década passada na música independente nacional e que tem como base a internet, permitindo a comunicação e troca de conteúdo entre os envolvidos no meio cultural.


O funcionamento é relativamente simples: por um lado, os produtores de festivais/shows divulgam informações sobre o evento que irá realizar (como data, local, estrutura disponível para as bandas - exemplo na imagem ao lado) e disponibilizam vagas neste evento para bandas que se inscreverem pelo site do Toque no Brasil; do outro lado, qualquer banda pode se cadastrar no site, apresentando músicas, fotos, release e demais informações de produção (necessidades técnicas, número de integrantes, etc) e informar em quais dos eventos cadastrados no projeto está interessada em se apresentar.

Já em sua estreia o Toque no Brasil disponibiliza cerca de 500 vagas para bandas no Grito Rock América do Sul 2010, festival que acontece em mais de 50 cidades sulamericanas nos meses de Janeiro e Fevereiro. As inscrições para o Grito Rock podem ser realizadas entre 5 e 15 de Janeiro, exclusivamente pelo TNB.




A primeira versão do site, que estreia hoje, é baseada no georreferenciamento  (ou geotagging) dos realizadores do Grito Rock e está somente em português, tendo previsão de lançamento de sua versão trilíngue (adicionados o inglês e espanhol) para Maio deste ano.

Para mais informações, acesse o site e/ou leia o release oficial de lançamento do Toque no Brasil.

13 de outubro de 2009

Bandas confirmadas no festival Goiânia Noise 2009

Já faz um tempo que o Fabrício Nobre, produtor do festival Goiânia Noise, vem divulgando em seu Twitter algumas das atrações confirmadas no festival desse ano e agora o pessoal do blog Goiânia Rock News fez o favor de reunir todos os nomes em uma lista, que segue abaixo:

Dirty Projectors (EUA)
Supersuckers (EUA)
Hermeto Pascoal (AL)
Siba+Roberto Correa (PE+MG)
MQN+Walverdes (GO+RS)
Punch (GO)
Móveis Coloniais de Acaju+Bocato (DF+SP)
Guiso (Chile)
Ricardo Koctus (MG)
Leptospirose (SP)
Devotos (PE)
Rinoceronte (RS)
Mini-Box Lunar (AP)

O Goiânia Noise acontece na capital goiana de 25 a 28 de novembro.

6 de outubro de 2009

Programação do festival Calango 2009

Depois escrevo sobre o festival, por enquanto se ligue na programação do Calango 2009, que acontece em Cuiabá entre 30 de outubro e 1° de novembro.


SEXTA, 30 de outubro
Macaco Bong (MT)
Norma (Argentina)
Wander Wildner (RS)
Rhox (MT)
Emicida (SP)
Rinoceronte (RS)
Calistoga (RN)
Caldo de Piaba (AC)
O Garfo (CE)
Snorks (MT)
Venus Volts (SP)
Vinil Laranja (PA)
Herod Layne (SP)
Self-Help (MT)

SÁBADO, 31 de outubro
Devotos (PE)
Falsos Conejos (Argentina)
Venial (MT)
Mini Box Lunar (AP)
Holger (SP)
Veniversum (MT)
Black Drawing Chalks (GO)
Jonas Sá (RJ)
N3cr (MT)
Plastique Noir (CE)
Mugo (GO)
Proyecto Gomez (Argentina)
Raiva em Paz (MT)

DOMINGO, 1° de novembro
Linha Dura (MT)
Marku Ribas (MG)
Ebinho Cardoso (MT)
Toninho Horta (MG)
Paulo Monarco (MT)
Cassim & Barbaria (SC)
Nevilton (PR)
Facas Voadoras (MS)
Dom Capaz (MG)
Vitrolas Polifônicas (MT)
Somero (RR)
Black Sonora (MG)
Inimitáveis (MT)
O Melda (MG)
Sincera (PA)

27 de agosto de 2009

Festival Vaca Amarela 2009

Na chamada "capital do rock" brasileira, Goiânia, os holofotes destacam a Monstro Discos, empresa crucial para o rock independente brasileiro nos últimos 15 anos. Paralelamente ao trabalho dos monstros e seus festivais (Goiânia Noise e Bananada, ambos anuais), o festival Vaca Amarela foi crescendo aos poucos e se destacando para, em 2009, promover uma edição marcada pela grande quantidade de bandas (30, no total) e por debates interessantes sobre variadas questões que norteiam a atuação na cena musical independente.

Para entender um pouco mais sobre o festival e contextualizá-lo em meio as atuais ações do underground brasileiro, conversei um pouco com Pablo Kossa, da Fósforo Cultural, produtor do festival.

A primeira coisa que praticamente todo mundo pergunta ao conhecer o festival é em relação ao nome. De onde veio esse "Vaca Amarela"?
Eu trabalhava em um jornal de Goiânia, o Diário da Manhã, e um amigo de redação e meu chefe, o Ulisses Aesse, sugeriu esse nome para o festival que eu começava a desenhar e projetar. Ele disse: "coloca o nome Vaca Amarela! Todo mundo conhece a musiquinha da vaca amarela que pulou a janela e todo mundo vai gostar". Veio daí o nome do festival.

O cartaz desse ano estampa várias logomarcas. Isso é sinal de que empresas e instituições estão mais abertas à música independente ou representa a necessidade de parcerias e apoios para que os festivais de música alternativa se realizem (ou nenhuma das duas hipóteses? rs)?
Cara, o número de logos significa antes de tudo que conseguimos conquistar bons amigos que entendem a palavra "permuta". Sendo assim, faz mais sentido a segunda hipótese por você ventilada. Temos duas leis de incentivo aprovadas mas, até o momento, nenhuma captação à vista. Sendo assim, nossos maiores patrocinadores, como em toda a história do Vaca Amarela, são o público (que paga ingresso e consome no bar) e as bandas (que entendem a importância do evento e tocam facilitando tudo ao máximo).

Dá pra perceber um trabalho especial na parte "teórica" do festival, com a programação de debates extensa e diversificada. Como e por quais motivos vocês definiram os temas a serem abordados? Como é a resposta do público de Goiânia a essas ações? Pergunto porque em várias cidades ainda não há um hábito por parte do público em comparecer e participar ativamente dessa parte dos festivais que, a meu ver, é extremamente importante para o desenvolvimento da cena.
Nossa intenção ao montar a grade de palestras e workshops foi abranger os principais motes da cultura independente hoje. Essa foi a perspectiva que norteou as escolhas, chamando as principais referências nacionais para discutir esses temas. A participação do público nessa parte de capacitação ainda é tímida, mas vem crescendo. Mas eu não me preocupo muito com isso não, sendo bastante sincero. Pouca gente quer pensar, muita gente quer se divertir e beber. Então, é natural um público menor quando se trata de assuntos de reflexão. Não me assusto com essa diferença de público entre palestras e shows.

Fim de década, qual o diagnóstico que você, ativo durante todo esse período na música independente e alternativa, faz da cena brasileira nesse período?
Acho que estamos avançando de forma bem interessante. As novas tecnologias promoveram o advento da coisa mais significativa surgida como movimento cultural no país, que é o Circuito Fora do Eixo. Além de reforçar a noção do associativismo, como é o caso da Abrafin. Penso que temos muito terreno ainda a ser ganho, mas ignorar os incríveis avanços é de uma miopia sem tamanho.


Shows

Centro Cultural Martim Cererê – Goiânia/GO
Ingressos– R$ 15 para cada dia


Sexta – 11/09
01:00 Canastra (RJ)
00:30 Umbando
00:00 Trilöbit (PR)
23:30 Gloom
23:00 Los Cociñeros (ARG)
22:30 Gilbertos Come Bacon (DF)
22:00 Technicolor
21:30 Pato com Laranja
21:00 Black Sonora (MG)
20:30 Madame Butterfly e os Burlescos
20:00 Dom Capaz (MG)
19:30 Chimpanzés de Gaveta
19:00 MC Dyskreto
18:30 Kabiotó
18:00 Novos Ébanos

Sábado – 12/09
01:00 Dead Fish (ES)
00:30 Mugo
00:00 Johnny Suxxx and the Fucking Boys
23:30 MQN
23:00 Atomic Winter
22:30 Woolloongabbas
22:00 Boddah Diciro (TO)
21:30 Anesthesia Brain
21:00 Ressonância Mórfica
20:30 Snorks (MT)
20:00 Fígado Killer
19:30 Dimitri Pellz (MS)
19:00 Girlie Hell
18:30 Novos Vinis (Anápolis-GO)
18:00 Just Another Fuck

Palestras Brasil Central Music / Feira do Empreendedor
Local – Centro de Convenções
Entrada franca


10/09 – quinta – 14 horas
Artistas e imprensa – Relação, necessidade recíproca e interesse público
- Sérgio Martins (SP) – está na Veja desde junho de 1999. Formado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero (São Paulo), trabalhou na redação do jornal Notícias Populares, nas revistas BIZZ e Época e colaborou com os jornais Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, além da revista americana Time.
- Carlos Brandão (GO) – trabalha com cultura (música, composição, produção e administração de espaços culturais), há 42 anos. Começou em 1967, num espetáculo no Teatro Inacabado. Como letrista, tem mais de 200 músicas gravadas em Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Bruxelas e Paris. Participou ativamente do boom do rock em Goiás, quando dirigiu o Centro Cultural Martim Cererê, entre 1999 e 2006. Dirige o Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro e produz, desde 2008, 10 semanas de shows com o melhor da MPB em Goiás, o Canto de Ouro. Nas horas vagas, é jornalista, desde 1978.

10/09 – quinta – 17 horas
Comunicação independente: gerando negócios e promovendo a cidadania
- Rodrigo Lariú (RJ) – comanda a gravadora independente midsummer madness desde 1989. Já lançou 25 CDs, 101 EPs de bandas brasileiras e estrangeiras. Produtor e diretor de TV há 10 anos, com várias colaborações para Rolling Stone, Folha de SP e O Globo, Lariú também é sócio fundador da Abrafin e coordenador de ações no coletivo Rede Rio Música.
- Marielle Ramires (MT) – comunicóloga graduada em jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), e atualmente é gestora do setor Negócios do instituto cultural Espaço Cubo. É também diretora de comunicação da Abrafin e Primeira Secretária da Associação de Produtores e Gestores Independentes de Cubo Card (Asprogic).

11/09 – sexta – 14 horas
Música e quadrinhos – Interações, interdependência e contribuições mútuas
- Galvão (SC/GO) –trabalha com quadrinhos e ilustrações desde 1995, já tendo
publicado em algumas das principais revistas e jornais do pais. Ganhou duas vezes o troféu HQMIX por melhor site de autor (2003 e 2004). Cartunista, chargista e quadrinista d’O Popular e Folha de S. Paulo
- Pedro de Luna (RJ) – formado em Comunicação Social pela UFF com MBA em Gestão Cultural pela UCAM, trabalhou nas rádios Fluminense FM e Venenosa FM, foi editor do Jornal do Rock e do site SK8.com.br, além de colunista dos jornais International Magazine e Rock Press, do site da MTV, Punknet e revista OutraCoisa. Publicou tiras na revista Laboratório Pop e no Jornal do Brasil, do qual é editor do blog Quadrinhos. Coordena o coletivo Araribóia Rock e realiza o projeto Bandas Desenhadas, levando para as HQs o que acontece no mundo real da cultura independente.

12/09 – sábado – 14 horas
Festivais independentes – Erros de ontem, acertos de hoje, melhorias para amanhã
- José Flávio Jr. (SP) –é jornalista e crítico musical. Atualmente ocupa o cargo de editor contribuinte de música da revista Bravo!. Também escreve para o caderno Ilustrada, da Folha de São Paulo, e assina a coluna LoveSounds, na revista LoveTeen, da Editora Abril. Integra o conselho artístico da Oi FM e produz o programa diário Guia Oi Sampa. Divide o podcast Qualquer Coisa com o jornalista Paulo Terron e o músico Max de Castro. Já trabalhou nas revistas BIZZ, Veja São Paulo e no site Usina do Som. Também publicou textos nas revistas Vip, Playboy, Rolling Stone, Capricho, Isto É Gente, Jungle Drums e para os cadernos Folhateen (Folha de São Paulo) e Caderno 2 (Estado de São Paulo).
- Márcio Jr. (GO) – Produtor cultural, mestre em Comunicação pela UnB, criador da Monstro Discos e dos festivais Goiânia Noise e TRASH – Mostra Goiana de Filmes Independentes, vocalista da banda Mechanics.

13/09 – domingo – 14 horas
Cultura cidadã – Arte e protagonismo para um mundo melhor
- Daniel Zen (AC) – bacharel em Direito pela UFAC e mestre em Relações Internacionais pela UFSC. Preside a Fundação de Cultura e Comunicação Elias Mansour, do Acre, os Conselhos Estaduais de Cultura e de Patrimônio Histórico e Cultural e o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura. Integra a rede de gestores do Circuito Fora do Eixo de Música Independente e é o atual Coordenador de Ação Política da Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin). Toca contrabaixo na banda Filomedusa.
- Léo Pereira (GO) –jornalista, publicitário, poeta e dramaturgo. Autor de três peças teatrais: Poética Bancária, Traga-me Bombons Coloridos e A Doença do Acúmulo. Ativista cultural do movimento de poesia falada e teatro amador de Goiás nos anos 70 e 80. Autor e letrista do projeto poético-cênico-musical Terrorista da Palavra, gravado ao vivo no dia 11 de setembro de 2003, no Tearo Inacabado.

13/09 – domingo – 17 horas
Como abrir e gerir uma casa de shows
- Rafael Bandeira (CE) – proprietário do Hey Ho Rock Bar-casa de shows com mais de 6 anos de existência. Um dos realizadores do Ponto.CE,um dos maiores festivais independentes do Ceará.Vice-presidente da Casas Associadas - Associação Brasileira de Casas de Shows Independentes. Produtor executivo das bandas Fossil e Encarne. Membro da RedeCEM - Rede Ceará de Música - coletivo que integra o Circuito Fora do Eixo.
- Cláudio Pilha (MG) – proprietário da casa de shows A Obra em Belo Horizonte, organizador do festival Campeonato Mineiro de Surf e presidente da Casas Associadas - Associação Brasileira de Casas de Shows Independentes.

8 de junho de 2009

Como tocar no maior festival independente do sul do Brasil

Essa é a sua chance: até 30 de julho podem ser realizadas as inscrições das bandas interessadas em se apresentar no festival Demo Sul, que este ano realiza sua nona edição em Londrina, Paraná, e se consolida como o principal festival musical independente do sul do país.

Bandas de todo o Brasil e América Latina podem se inscrever, bastando enviar CD e texto de apresentação do grupo (release) para a Braço Direito, produtora responsável pelo festival, no endereço:
Rua Xingu, 136, Vila Nova
CEP: 86025-390 - Londrina, Paraná

O Demo Sul é um dos festivais que formam a Abrafin - Associação Brasileira de Festivais Independentes e em suas oito edições anteriores contou com um total de quase 200 bandas se apresentando, entre artistas regionais desconhecidos do grande público e bandas renomadas como Nação Zumbi, Mundo Livre S/A e Mudhoney (USA).

Em 2009, o festival acontece nos dias 9, 16 e 17 de outubro.

Foto: Mudhoney no Demo Sul 2008.

29 de janeiro de 2009

Mistureba #6: maaais Little Joy, Humaitá Pra Peixe e Abrafin

8 de janeiro de 2009

Pesquisa de opinião da Abrafin

A Abrafin - Associação Brasileira de Festivais Independentes está com um questionário eletrônico, desenvolvido em parceria com o Bruno Ramos, do Música e Mercado, para se aproximar e compreender a opinião do público em relação a suas ações, além de utilizar a pesquisa como guia para a atuação da associação em 2009.

São questões breves e de múltipla escolha, rápidas de serem respondidas, e que podem colaborar bastante para que a Abrafin evolua ainda mais em 2009. A ação faz parte de um projeto maior, que resultará em um relatório sobre a atuação da Abrafin e o circuito de festivais independentes em 2008, com previsão de publicação ainda no primeiro trimestre deste ano.

Acesse o questionário aqui.

26 de novembro de 2008

Novo site da Abrafin

Já está em funcionamento o novo site da Abrafin - Associação Brasileira de festivais independentes, entidade que possui 32 festivais cadastrados, todos dedicados à música independente (e algum espaço para a headliners e ao pop). Visualmente, o novo site não representa nenhum avanço, porém o conteúdo está mais organizado e o usuário poderá acessar com facilidade informações básicas sobre cada um dos festivais integrantes da Abrafin.

As maiores novidades, no entanto, são as notícias relacionadas aos festivais, publicadas em formato blog na capa do site, e o calendário que apresenta os eventos de acordo com seus meses de realização.

Poderia ser ainda mais completo, mas já é um grande avanço para a Abrafin e os interessados na nova música independente brasileira.

5 de maio de 2008

Muitas novidades

Cartaz da edição 2006 do Skol BeatsSkol Beats 2008
Interatividade é a máxima da edição deste ano do já tradicional festival de música eletrônica Skol Beats. Todo o evento será criado a partir da opinião do público, que poderá votar em todas as etapas, desde a definição das atrações nacionais e internacionais ao horário das apresentações.

As votações acontecem por etapas (DJs internacionais / DJs brasileiros / VJs / formato - local e horário / ações de responsabilidade social) no site oficial, via mensagens de celular ou nas urnas espalhadas por boates e bares de São Paulo.

No total, serão escolhidos 7 atrações musicais internacionais e 5 nacionais. Os nomes escolhidos serão divulgados em 22 de agosto e o Skol Beats 2008 acontece 27 de setembro, em São Paulo.

Parceria Abrafin / TramaVirtual
Em 2007, o TramaVirtual esteve presente em vários festivais da Abrafin, realizando a cobertura dos eventos para seu site e o programa de TV, além de intermediar as negociações junto a Sol, cerveja que patrocinou os festivais da associação.

Este ano a parceria vai além com o TramaVirtual investindo dinheiro diretamente na Abrafin. O valor comentado é de R$ 150 mil, sendo que R$ 100 mil seria dividido entre 12 festivais escolhidos pelo próprio TramaVirtual, e os R$ 50 mil restantes utilizados para despesas de administração da associação.

Álbum Virtual
Ainda sobre o TramaVirtual, nas próximas semanas o site estréia o serviço intitulado “Álbum Virtual”, através do qual álbuns completos de bandas independentes serão liberados para download durante três meses. Nesse período, o CD em questão (incluindo a arte gráfica do encarte) estará disponível em um hotsite patrocinado por alguma empresa, que irá remunerar a banda de acordo com o número de downloads realizados.

Os primeiros álbuns lançados no serviço provavelmente serão Artista Igual Pedreiro, CD de estréia do trio cuiabano de rock erótico instrumental Macaco Bong, e o novo trabalho de Tom Zé.

Venda de mp3 no MySpace
Experiências semelhantes ao “Álbum Virtual” da TramaVirtual são realizadas pelo MySpace no exterior. Recentemente, por exemplo, o novo CD da banda de hardcore melódico Pennywise esteve disponível para download na íntegra para quem adicionasse como amigo o perfil de uma determinada empresa, que patrocinou a empreitada.

Para as bandas menores, o MySpace também tem parcerias que permitem aos artistas venderem suas músicas através do próprio site. No Brasil, no entanto, as bandas deverão poder utilizar serviços semelhantes apenas em 2009 ou no final deste ano.

Enquanto isso, o site fecha parcerias que possibilitam a venda de músicas de artistas das gravadoras Universal, Sony BMG e Warner, que incluem nomes como Justin Timberlake, Avril Lavigne e Amy Winehouse, no exterior, e Ivete Sangalo, NXZero e outros, no Brasil.

R$ 3 mil no bolso através de downloads
É isso o que o Dance of Days chega a receber por mês através do download remunerado da TramaVirtual.

MySpace substituindo sites?
Muita gente já prefere visitar os perfis das bandas no MySpace do que acessar seus respectivos sites oficiais. Já há algum tempo, diversas bandas independentes sequer planejam criar um site próprio, uma vez que o MySpace e similares atendem suas necessidades e não demandam investimentos financeiros como hospedagem e desenvolvimento do site. O interessante é que é cada vez mais comum o uso “corporativo” do MySpace, como no caso de festivais e casas noturnas, em alguns casos até mesmo substituindo a criação de um site oficial pela ferramenta. A boate belo horizontina Deputamadre é exemplo disso.

No caso dos festivais, dá pra citar o Abril Pro Rock, Stereoteca e Eletronika como alguns dos que utilizaram o site como plataforma de divulgação e aproximação junto ao público, buscando maior interatividade.

28 de abril de 2008

PMW Rock Festival 2008

Nos próximos dias 2 e 3 de maio a cidade de Palmas, capital do Tocantins, será palco da quarta edição do PMW Rock Festival, que reúne algumas das bandas mais representativas do estado junto a artistas independentes de outras partes do país, como Móveis Coloniais de Acaju, Lafusa (ambos do Distrito Federal), Zefirina Bomba (da Paraíba) e Cachorro Grande (do Rio Grande do Sul).

O PMW é integrante da Abrafin e é um dos principais agentes de integração da cena do rock independente no norte do Brasil, ao lado dos trabalhos realizados pelo coletivo Catraia, no Acre (realizadores do festival Varadouro) e do festival Se Rasgum No Rock, que acontece no Pará.

A programação completa está disponível no site oficial do PMW. Os ingressos para cada dia custam R$ 10 e podem ser comprados na Brasil Telecom (patrocinadora do evento), na Avenida JK, e na loja Maré Surf, no Palmas Shopping.

26 de abril de 2008

Virada Cultural abre espaço para os independentes

A partir das 18 horas de hoje tem início a quarta edição daquele que é um dos mais interessantes eventos culturais do Brasil: a Virada Cultural de São Paulo. Serão 24 horas de ações envolvendo as mais diversas manifestações artísticas em diferentes pontos da cidade e uma das novidades este ano é o palco da Abrafin (cansei de colocar o significado aqui, siga o link!), que trará bandas independentes de todo o país, indicadas pelos membros da associação.

Excelente oportunidade para conferir ao vivo alguns dos melhores e mais comentados grupos da música brasileira na atualidade (como Superguidis, Macaco Bong e Fóssil) e também para as próprias bandas divulgarem seus trabalhos junto a um maior público.


Para chegar ao Pátio do Colégio, na rua Boa Vista, onde será montado o palco, basta seguir o mapa.

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