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11 de maio de 2012

A volta do Bonde do Rolê (vale a pena, não é um post de zoação)

2012

2007

O novo single do Bonde do Rolê é pop dos bons, grudento e safado (por mais difícil que seja admitir isso). Funk carioca hipster criado em cima da melodia de "Funnel of love"(canção lançada em 1961 por Wanda Jackson e regravada por The Cramps e The Fall, entre outros, além de fazer parte da trilha sonora de RockNRolla, do Guy Richie).

O protagonista do vídeo é o Diplo, um dos produtores do álbum. Quem também assina faixas no novo CD da banda, Tropicalbacanal, são os alemães Schlachthofbronx (muito bons), Filip Nikolic e Mumdance (é muito provável que ninguém conheça esses dois últimos, mas a galera publica por aí como se fosse gente importante). Vale ressaltar: o CD novo do Bondê do Role (previsto para Junho, em breve disponível para download nos Mediafire da vida) tem participação até da titia Caê de Caetano Veloso. Ui.

12 de novembro de 2010

Marina Gasolina: o retorno

Prestando homenagem ao rei dos faroestes, Sergio Leone, Marina Ribatski lança seu primeiro single em carreira solo e surpreende um pouco quem esperava maiores semelhanças com sua antiga banda, Bonde do Rolê (que, aliás, encontra-se bastante sumida). Com seu projeto solo, intitulado Marina Gasolina, lança em breve o primeiro CD, no qual estarão parcerias com produtores gringos como Eletronicat e o curitibano one-man band O Lendário Chucrobillyman.

Em "Leone", single que você pode assistir abaixo, Marina abusa da estética do vídeo circa 70/80, de cores lavadas, e musicalmente aproxima-se da eletrônica mais experimental. Relatos sobre as novas canções indicam flertes com IDM e electropunk.


   

Outra versão de "Leone", maior, foi lançada somente em áudio (acima), disponível para download no perfil da agência Sainted PR no Soundcloud.

Desde sua conturbada saída do Bonde do Rolê Marina tem gravado participações em músicas de bandas estrageiras como Maskinen, The Go! Team, Metronomy e Architecture in Helsinki.

8 de dezembro de 2009

Marina G.A.S.O.L.I.N.A na gringa

Marina Ribatski, ex-vocalista do famigerado Bonde do Rolê, se juntou ao trio de produtores alemães de electro Acidkids para lançar o EP Big Foot (liberado para download gratuito), que traz cinco versões para a faixa-título e outra música, "Josef Geld". "Big foot" aparece em duas versões do próprio Acidkids e em remixes de Mixhell (projeto eletrônico de Iggor Cavalera), Krikor e Schlachthofbronx (ótimo trio de DJs alemães vencedores do prêmio de "nome mais difícil de ser pronunciado" do ano).

A letra de "Big foot" é deveras imbecil e sem a ironia da antiga banda de Marina, mas a principal função das palavras, nesse caso, é sua sonoridade e apoio na construção melódica, não seu significado. No geral, soa como mais um exemplo da tendência na cena eletrônica em se misturar kuduro, electro e pseudo-funk carioca para as pistas europeias (vide o próprio Schlachthofbronx, que faz isso de forma mais original, e os luso-africanos do Buraka Som Sistema), sendo que, neste caso, os remixes acabam sendo mais interessantes que a música original.

Prévia do lançamento do EP com trechos das músicas e remixes


O lançamento oficial de Big Foot em formato físico acontece no dia 11 de dezembro e uma compilação de remixes também está programada para ser lançada, com versões de "Big foot" criadas por João Brasil, Zombie Disco Squad e outros.

29 de abril de 2009

ATENÇÃO! Chamado para posers e açougueiros

bonde do rolê em bhNesta sexta-feira tem show do Bonde do Rolê em Belo Horizonte, no Deputamadre. Vou passar no açougue amanhã e separar uma carne suína caprichada pra levar ao show.

Quem não entendeu a piada não lembra disso?

30 de dezembro de 2008

Trilha sonora de reveillon




Música para fechar o ano: versão proletário adolescente






Ano inteiro trabalhando de office boy
Pra no final do ano pagar de playboy
A galera toda junta, sem camisa e suada
No final do expediente eu encontro a moçada

Bo-bobo-bobo-bobo-bobobo-boy! Hey!

Eu trouxe a linguiça, torresmo e farofa
É sensação é delícia,coisa muito gostosa
Embola o "cocrete"
Só magia e sedução
A galera esfrega o pinto na dama da lotação

A galera toda junta na união do grude
As potranca salafrária esbanjando saúde
Aqui dentro eu não ligo se tem gente com asa
Só encosta as cabecinhas e penso "Ê lá em casa!"

27 de setembro de 2008

A cultura do remix (na pornografia, na arte e na publicidade)

No próximo dia 11 de outubro a grife Diesel realiza a festa Diesel XXX, que terá edições em 17 cidades de diferentes países (a única cidade sul-americana é São Paulo). Apesar de ter boas atrações musicais na programação, como Soulwax, Friendly Fires e 2ManyDJs (a brasileira Bonde do Rolê também está escalada e toca na edição de Tóquio, mas não está entre a parte boa da programação, é claro), o que mais se comentou nesta semana foi a estratégia de divulgação da festa: imagens pornográficas retrabalhadas com um caráter cômico, gerando um excelente vídeo e um site com "pornografia para ser vista no trabalho".



O marketing viral da Diesel é mais uma amostra das transformações acontecidas na era digital: o desenvolvimento da cultura do remix e seu desdobramento por diferentes áreas. O tema é amplo e cada vez mais presente em nossas agendas. Consequentemente, sua visibilidade também tem aumentado. Lawrence Lessig, criador do Creative Commons e autor do livro Cultura livre: como a grande mídia usa a tecnologia e a lei para bloquear a cultura e controlar a criatividade, dedica seu novo livro, A era do remix, ao tema; o documentário Good copy, bad copy aborda o assunto; e até no site do Ministério da Cultura é possível encontrar discussões sobre o assunto.

Aproveito para republicar trecho do texto que escrevi sobre o assunto no Dispepsia, blog que edito como parte de um projeto sobre mediação cultural através de blogs:
"A ação da Diesel dá visibilidade a algo cada vez mais comum em outros meios, como a música e a fotografia, nos quais a chamada cultura do remix tem muitos adeptos e crescente visibilidade. Trata-se de se apropiar de algo criado previamente por outra pessoa e juntá-lo a outras obras, modificando seu sentido original de forma que o resultado final seja uma nova obra.

Nas ruas, é comum a utilização de stencil e stickers nos quais fotografias são retrabalhadas para criar novo sentido (na maioria dos casos, de modo cômico ou relacionado ao ativismo político). Na música, álbuns inteiros são criados apenas com o uso de trechos de outras músicas. E na fotografia há uma longa tradição na utilização de colagens de imagens diversas.

O que ocorre atualmente é que a cultura digital potencializa o surgimento de novas obras derivadas de outras pré-existentes porque torna fácil a manipulação do conteúdo, seja ele áudio, vídeo ou imagens estáticas. Ao abolir a necessidade de conhecimento técnico para a manipulação das obras a cultura do remix aflora e demonstra que nada termina em si mesmo. Tudo pode ser retrabalhado e transformado em algo novo."

1 de março de 2008

O novo Bonde do Rolê...

Apesar de ter algumas poucas músicas muito boas (tipo "Melô do Tabaco", "Dança do Zumbi" e "Office Boy"), o Bonde do Rolê sempre foi um grupo fraco musicalmente, o que talvez fosse compensado para a platéia estrangeira pelas macaquices exóticas no palco (que os brasileiros puderam conferir poucas vezes).

Após a saída da vocalista Marina e do horrível "reality show" realizado pela MTV para "escolher" (marmelada?) uma nova vocalista, na última semana foram divulgados os nomes das vencedoras. Como se não bastasse uma garota nos vocais, DJ Gorky e MC Pedro escolheram duas: Ana Bernardino (paulista, 26 anos) e Laura Taylor (mineira, 24 anos), já conhecida em Belo Horizonte por fazer parte do trio de DJ's Killer Shoes.

Esquerda p/ direita: Ana, Pedro, Laura, Gorky
Feita a introdução básica, eis o que importa: o que já era ruim está um completa merda. Dá até preguiça de escrever e perder tempo com isso. O vídeo abaixo, em que as novas vocalistas são apresentadas, é uma das coisas mais ridículas, sem graça e deprimentes que vi nos últimos anos. Sério. E o pior é a expressão nos rostos das pessoas na platéia, a empolgação. Mas, como me disse, sabiamente, um jornalista do Estado de Minas certa vez: "Todo dia nasce um idiota. Eles que se fodam!".



Agora fale uma coisa: essa mina cantando o refrão de "Office Boy" não é idêntica a uma galinha fazendo "có cócó cócó có cócó cócócó"? Alguém ao menos acha graça nessa porcaria?

Só espero que eles consigam tirar uma grana boa dos gringos e façam com que engulam um pouco do nosso lixo. É uma espécie de vingança após aturar anos e anos de porcarias estrangeiras empurradas sobre nós.

PS.: Quem tiver saco também pode ver isso.

25 de maio de 2007

CSS na capa da New Musical Express / Bonde do Rolê em comercial mundial da Nokia

Momento histórico para a música alternativa nacional.


Cansei de Ser Sexy na capa da New Musical Express dessa semana e os curitibanos do Bonde do Rolê emplacaram uma de suas músicas, "Solta O Frango", na nova campanha mundial da Nokia para o celular 5700, que tem alto-falante embutido.


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