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30 de julho de 2012

Formato "álbum" na mira dos assassinos da era digital

(Escrito em 2009 e na pasta de rescunhos desde então)

Uma das maiores características da música nesta primeira década do século 21 é um certo "retorno" ao formato dos singles no que diz respeito ao modo como as pessoas se relacionam com a música. A liberdade permitida pela digitalização da música, velozes conexões de internet e tecnologias mais avançadas de pesquisa e troca de arquivos permitiram que cada vez mais pessoas tivessem o controle sobre o que e quando ouvir. Sem a necessidade de se comprar, obrigatoriamente, álbuns completos nas lojas, cada um pôde buscar músicas isoladamente em serviços de compartilhamento, sites como MySpace e Virb ou comprar apenas a música que lhe interessasse em formato digital nos iTunes da vida.

Se até mesmo o download de músicas é questionado para um futuro recente, dando espaço ao streaming (uma vez que todos estaremos conectados continuamente, não necessitando o arquivamento das músicas em nossos meios pessoais de reprodução), o que dizer da permanência do formato álbum para o lançamento dos trabalhos dos artistas?

Continuará sendo viável comercialmente gastar tempo e dinheiro para se reunir entre 9 e 15 músicas, em média, para serem lançadas juntas? Os LPs (dos original "long play") ainda são uma forma de expressar uma série de músicas conectadas por uma série de ideias ou conceitos (mesmo quando não caem na usual chatice do "álbum conceitual"), gerando uma unidade, ou se tornaram, no geral, apenas mais um vício cômodo do mercado musical?


11 de outubro de 2010

As transformações das empresas da era digital (ou como seu conteúdo pode ir embora sem dar tchau)

Sabe as histórias sobre maridos que foram comprar cigarro e nunca voltaram? Às vezes o conteúdo que você publica na internet pode agir da mesma forma. Hoje ele está ali, à sua espera, caloroso e atraente. Então, de repente, puf! (selecione o espaço em branco)

Ele some. 
 
Ou, como no caso do Virb, ele pode ser sequestrado e você tem que pagar para tê-lo de volta. =(

Coincidência ou não, um pouco depois de escrever sobre o fim do Vox me deparo com o término dos perfis gratuitos no Virb. Anteriormente um competidor (com design mais atraente e eficiente) do MySpace, unindo rede social e plataforma de publicação de conteúdo, o Virb havia anunciado em junho deste ano uma brusca alteração em seus propósitos: se transformar em uma grande plataforma multimídia para criação e manutenção de sites.
 
Em vez de competir com Flickr, Twitter, Facebook e outras redes, o novo rumo do Virb sugere usar conteúdo e contatos produzidos através dessas redes para gerar tráfego e informação para o seu site, construído de forma simples, no Virb. Com a palavra*, Brad Smith, diretor geral do Virb:
"O que o Tumblr fez pela simplicidade em se construir um blog é o que queremos fazer em relação aos sites. Claro, muitas pessoas usam o Tumblr como se fossem seus websites, mas no final das contas ele é uma plataforma de blogs. Nós damos um passo à frente baseados na ideia do que acreditamos que os sites devam ser - um espaço para todo o seu conteúdo".

Uma mistura de Flavors Me, Wordpress e Tumblr, o novo Virb possui funcionalidades bastante atraentes, mas apresenta dois grandes problemas (interligados): o primeiro deles é a falta de respeito com os usuários antigos, que agora não têm mais acesso ao conteúdo publicado em seus perfis no site a menos que passem a a$$inar a nova versão do Virb a um preço de $5 mensais (aos novos usuários é cobrado $10 mensais). A exclusividade de funcionamento somente a partir de pagamento é justamente o outro grande problema. Ao contrário da maioria dos serviços da chamada web 2.0, que apresentam opções gratuitas mais simples ao mesmo tempo em que cobram pela utilização das versões mais completas de seus serviços (constituindo o modelo chamado de freemium, adotado, entre outros, por serviços como Vimeo e Flavors Me), o Virb investe no formato fechado e limitado aos usuários que contratarem o serviço (permitindo somente um período de experimentação de 30 dias).

O que muita gente tem se perguntado é se o novo formato dará certo, afinal, se enquanto competia com o MySpace, mesmo sendo um serviço superior e gratuito, o Virb não chegou a dar muito certo, o que faria com que agora, ao custo de $ 120 anuais, ele seja um sucesso? Obrigar os antigos usuários a contratar o novo serviço foi uma tentativa de começar com uma significativa base de usuários, mas ao mesmo tempo pode ter sido um tiro no pé por desrespeitar seus usuários, gerando certa inimizade, e pela possibilidade do fator monetário se transformar em uma barreira entre o Virb e novos membros/consumidores. Funcionando ou não, trata-se de mais um exemplo da busca por modelos economicamente sustentáveis no ramo de negócios relacionados à produção e distribuição de conteúdo na internet.

* trecho de entrevista ao site Business insider

19 de agosto de 2007

independência 2.0: Virb

Entre as diversas redes de socialização virtual, a Virb é uma das melhores. Baseado na disseminação de conteúdo artístico, o site destaca-se pelas possibilidades de personalização oferecidas e pelo volume de material que pode ser enviado.

Rápido, fácil de usar e com um ótimo design, o serviço tem tudo para desbancar seu rival mais famoso, o MySpace. Lançado no início de 2007 pela Virb Inc, mesma empresa responsável pelo PureVolume, o Virb mistura elementos dos dois serviços citados (MySpace e PureVolume), permitindo aos usuários adicionarem aos seus perfis diversas músicas, vídeos, fotos e blog. Outro diferencial em relação ao MySpace são os bonitos e funcionais players de áudio e vídeo e a possibilidade de importar os textos de um blog publicado em outro local, através de seu feed RSS.

Na hora de se cadastrar, você escolhe entre o perfil pessoal, banda, organização ou selo, e partir daí todas as opções serão moldadas de acordo com sua escolha. Um dos grupos alternativos brasileiros que já aderiu ao site foi o Vamoz!. No exterior, a página da cantora Feist (atração do Tim Festival deste ano) é uma das mais acessadas, assim como a dos australianos do Architecture in Helsinki.

Alguns exemplos do que pode ser feito em termos de personalização da página através de CSS e HTML estão aqui, onde você também pode conhecer mais sobre o site.

Outros textos da série:
8P // imeem // Jamendo // iJigg


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