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14 de fevereiro de 2012

Mistureba: Psycho Carnival, vídeo novo do Mundo Livre S/A, edital dos Correios e festival Visões Periféricas


Mundo Livre S/A
Vídeoclipe em festa é uma das coisas mais batidas que existe, mas esse novo do Mundo Livre S/A vale pela música, "O velho James Browse já dizia".


Edital de ocupação de unidades culturais dos Correios
Inscrições até o dia 1º de Março para realização de atividades culturais nas unidades dos Correios de Brasília, Juiz de Fora, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador. O valor estimado a ser direcionado para o edital é de R$ 9.960.000,00.

Os segmentos contemplados neste Edital são os seguintes:

1.3.1 Artes Cênicas – Dança
Apresentação, mostras ou festivais de dança.

1.3.2 Artes Cênicas – Teatro
Produção/montagem, apresentação, mostras e festivais.

1.3.3 Humanidades
Saraus, encontros literários e eventos que envolvam leituras, debates, oficinas, seminários e outros.

1.3.4 Artes Visuais
Exposições de pintura, artesanato, desenho, escultura, fotografia, gravura e filatelia.

1.3.5 Audiovisual
Mostras e Festivais de Cinema e Vídeo.

1.3.6 Música
Produção e apresentação de festivais de música, de orquestra e concertos, de grupos e artistas nacionais e internacionais.

1.3.7 Artes Integradas
Ações com temática única, que envolvam manifestações culturais variadas, englobando, no mínimo, dois segmentos, tendo sua realização no mesmo período e na mesma unidade cultural.

Visões Periféricas
Até o dia 25 de Maio produções audiovisuais finalizadas a partir de Janeiro de 2010 podem se inscrever no festival Visões Periféricas, que em 2012 acontecerá entre 15 e 21 de Agosto.

Mostras com inscrições abertas para a 6ª edição do Festival Visões Periféricas:

  • Visorama (competitiva)
Filmes de até 30' (trinta minutos) produzidos por alunos de projetos de formação em espaços populares que utilizam o audiovisual como meio de expressão. Exibição em sala de cinema.
  • Fronteiras Imaginárias (competitiva)
Filmes de até 30' (trinta minutos) produzidos por qualquer realizador, incluindo ex-alunos de projetos populares de formação audiovisual. Exibição em sala de cinema.
  • Tudojuntoemisturado (competitiva)
Filmes de até 3min produzidos por qualquer realizador, através de dispositivos móveis, remixagem, mashups, paródias, vídeo clipes. Exibição em Internet
  • Mostra Iberoamericana (não competitiva)
Mostra que irá reunir filmes produzidos em contexto de formação em cursos, escolas e oficinas de audiovisual localizados nos países dessa região, exceto Brasil. Exibição em sala de cinema.


Psycho Carnival
A 13ª edição do festival Psycho Carnival começa nesta quinta-feira, 16 de Fevereiro, em Curitiba/PR. O evento é uma tradicional opção para quem quer ouvir rock, punk, rockabilly e psychobilly e fugir de marchinhas e samba. Na programação, muitas bandas curitibanas, bandas de outros Estados brasileiros e gringas.

Quinta-feira (16/02/2012) às 21h no Jokers Pub | Abertura
Three Bop Pills (Curitiba)
Motorgrass (São Paulo)

Sexta-feira (17/02/2012) às 21h no Espaço Cult | Esquenta
Hillbilly Rawhide (Curitiba)
Crazy Horses (Londrina)
The Mullet Monster Mafia (Piracicaba/SP)
Chernobillies (Curitiba)
Cwbillys (Curitiba)
Feras do Caos (Curitiba)

Sábado (18/02/2012) às 13h | Almoço de Confraternização na Churrascaria Ponto Gira Grill | www.pontogiragrill.com.br | Telefone: (41) 3024-0595

Sábado (18/02/2012) às 21h no Espaço Cult | Psycho Carnival 2012
Batmobile (Holanda)
Big Trep (Rio de Janeiro)
Krappulas (Curitiba)
Wreck Kings (Alemanha)
Os Degolados (São Paulo)
Os Dinamites (Brasília)

Domingo (19/02/2012) às 13h na Praça Osório | Zombie Walk

Domingo (19/02/2012) às 15h nas Ruínas de São Francisco | Shows
Sapatos Bicolores (Brasília)
Mary Lee & The Sideburn Brothers (Londrina/PR)
Rádio Cadaver (Curitiba)

Domingo (19/02/2012) às 18h no Largo da Ordem | Rockabilly Motors Kustom Show
Cry Baby (Cordeirópolis/SP)
Los Wolfmen (Argentina)

Domingo (19/02/2012) às 21h no Espaço Cult | Psycho Carnival 2012
Ovos Presley (Curitiba)
Sick Sick Sinners (Curitiba)
The Rocker Covers (Inglaterra)
Jinetes Fantasmas (Argentina)
Drunk Demons (Belo Horizonte/MG)
B-benders (Londrina)

Segunda-feira (20/02/2012) às 13h no Largo da Ordem | Rockabilly Motors Kustom Show
Mistery trio (Curitiba)
Annie & the Malagueta Boys (Curitiba)
Tributo ao Gene Vincent (Rio de Janeiro)
Lenon z & the Sick boy trio (Sapucaia do Sul/RS)
Soda Billy (Manaus/AM)

Segunda-feira (20/02/2012) às 21h no Espaço Cult | Psycho Carnival 2012
Coffin Nails (Inglaterra)
As Diabatz (Curitiba)
The Brown Vampire Catz (Londrina/PR)
Bad Luck Gamblers (São Paulo)
Bad Motors (Sorocaba/SP)
99 Nose Again (Curitiba)

Terça-feira (21/02/2012) às 21h no Front Bar | Festa da Ressaca
No Milk Today (Curitiba)
Evil Idols (Curitiba)
Dersertor (Curitiba)
S.O.S Chaos (Curitiba)

Terça-feira (21/02/2012) às 21h no Chinasky Bar | Festa da Ressaca
Hellfishes (Curitiba)

13 de agosto de 2010

Sábadis agitadis (não é latinis)

Você vai acordar tarde, porque a noitada de hoje vai ser pesada, e daí a programação começa e fica à mil:


às 14h começa mais uma edição das Tardes Tortas, dessa vez em novo espaço, em uma casa na Pampulha, em BH. Os shows serão bastante voltados para a música experimental: Lise (MG), Panetone (RS), PD Objetos (MG/RJ), Grupo Porco de Grindcore Interpretativo (MG, representante da desgraceira grind na festa). R$ 10, altamente indicado. Bons artistas, gente interessante, lugar diferente.

às 16h, caso você seja amigo de arquitetos-artistas, pode ser que você seja convidado de uma festinha vip em um certo 7° andar no centro da cidade, caso contrário, permaneça na Tarde Torta (que em pouco tempo se tornará um noite turva e torta).

às 20h (hahaha, alguém ainda acredita nesse horário?) começa mais uma Flaming Night no Music Hall, com shows do Dead Fish (ES), MQN (GO), Sabonetes (PR), Pequena Morte (MG) e Proa (MG). Ingressos entre R$ 25 e R$ 30.

às 22h, se você usa sandália, estuda em universidade (ou estudou) e tem tendências hippies, ou seja, se você é o famoso tilelê (hippie universitário), o show do Graveola e o Lixo Polifônico dentro da programação do FIT - Festival Internacional de Teatro é praticamente imperdível.

às 23h, logo após o Graveola, também na programação do FIT, é a vez do grande Mundo Livre SA subir ao palco do Espaço Centro e Quatro. Ao mesmo tempo, lá no Conservatório (Rua Timbiras, 2041, centro) começa o show do Transmissor, outra importante banda da cena independente de BH e que está prestes a lançar seu segundo CD, Nacional.

E aí, lá pelo início da madrugada, é hora de andar um pouquinho só, saindo do Cento e Quatro, e ir direto pro Nelson Bordello,  a poucos metros dali (ambos os espaços ficam no hiper centro de Belo Horizonte, próximos à Praça da Estação) onde os micro-astros locais do Dead Lover´s Twisted Heart farão show e cuidarão da discotecagem. É um dos primeiros shows da banda após o lançamento de seu primeiro álbum, que estará a venda em CD e vinil durante a festa. Entrada a R$ 12, cerveja 600ml à R$ 5 no local (Bohemia e Serramalte).

Não me agradeça, apenas compre o Guia Meio Desligado, em breve nas bancas de toda América Latina (exceto Argentina).

17 de outubro de 2009

Downloads, fundamentalismo tecnológico e o futuro da música



Ao contrário do que diz no vídeo acima, Fred Zero Quatro não já não é mais tão entusiasta da tecnologia. Há 25 anos à frente do Mundo Livre S/A, banda fundamental da música contemporânea brasileira, Zero Quatro recentemente críticou pesadamente a função da internet na cadeia produtiva da música. Concordem ou não com suas colocações, ele toca em um ponto crucial para o desenvolvimento do setor musical na era digital: o questionamento dos atuais modelos de gestão de conteúdo intelectual na internet.

De sua entrevista ao Link, do Estadão:
"Acho que (a troca de arquivos na rede) é a polêmica mais importante do momento histórico atual, e infelizmente parece que ainda não tem despertado muito interesse no meio intelectual brasileiro. Muitos escritores americanos e europeus têm publicado ensaios importantes, levantando questões urgentes, mas aqui há uma espécie de vazio a respeito. Tenho me sentido como se tivéssemos regredido ao estágio tribal, e estivéssemos todos deslumbrados com os novos apetrechos mágicos (espelhos? pólvora? bússolas?) que o homem branco tem despejado nas vitrines dos nossos shopping centers. Não questionamos nada.

No meu tempo de faculdade (Fred é jornalista), McLuhan, Umberto Eco, Baudrillard e outros chacoalhavam as mentes jovens do planeta com reflexões essenciais sobre a aldeia global, a cultura de massa, a sociedade de consumo, etc. Hoje o ambiente urbano parece mergulhado numa espécie de fundamentalismo, um culto deslumbrado a qualquer tipo de avanço tecnológico".

Em entrevista ao portal G1, Zero Quatro criticou o que chama de "fundamentalismo tecnológico" e a não-remuneração em troca de conteúdo artístico. Se no primeiro caso sua analogia em relação ao YouTube ("mera tecnologia") é simplesmente tola, o segundo ponto leva a reflexão sobre novos modelos possíveis de geração de renda com a produção intelectual nos meios digitais. Embora o conteúdo gratuito seja uma opção (sustentável a longo prazo?), é necessário explorar as possibilidades permitidas pelo ambiente digital, o que na maior parte do tempo dá lugar a um entusiasmo coletivo em vez de um pensamento crítico sobre o assunto.

Formas abertas de remuneração podem ser uma opção, assim como o pagamento de menores quantias em troca do acesso à produção artística digitalizada. Se houvesse a opção de pagar R$ 0,05 pelo download de cada música, por exemplo, seria um modo de democratizar o acesso ao mesmo tempo que remunera o artista por sua criação. Os tempos e as tecnologias mudaram, assim como as relações comerciais tendem a se transformar.

O problema na fala de Zero Quatro ao supor que conteúdo gratuito é para amadores é esquecer que a gratuidade é mais uma estratégia dentro de uma relação comercial maior, não um fim em si mesma. É um meio para se atingir mais pessoas, tornar suas obras mais conhecidas e com isso obter novos rendimentos, como, por exemplo, através de shows. Não tenho nenhum CD físico do Mundo Livre S/A e não pretendo comprá-los, apesar de gostar bastante da banda. Mesmo assim, conheço todos os seus álbuns graças à internet e já fui a uns 5 shows da banda, somando algo em torno de R$ 100 em ingressos para a banda. Imaginem o número de pessoas com histórias semelhantes. E aí?

A posição reacionária e um certo saudosismo de Zero Quatro em relação à época em que as gravadoras detinham maior poder e o acesso à produção intelectual estava muito mais atrelado às relações comerciais espanta. Sua fala sobre a internet provocar o "nivelamento por baixo", beneficiando artistas "absolutamente medíocres, que não têm a menor chance de ser descobertos por gravadora" é ainda mais chocante. Ao contrário do que ele afirma, acredito que não vivemos a descontrução da indústria, mas sim uma reformulação da mesma.

A internet não rompe com as relações da cadeia produtiva da música, mas elimina algumas etapas ao mesmo tempo em que cria novas, com a vantagem de ter maior potencial de democratização da produção e do acesso (vide equipamentos e softwares para produção musical mais baratos e ferramentas de distribuição de conteúdo). Não se livrar de relações passadas e se fechar ao que a tecnologia pode oferecer apenas restringe a evolução do mercado musical. Conforme as palavras de Sílvio Meira, cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (Cesar), ao G1, vivemos "uma espécie de ‘começo do fim’ do embate entre o modelo de negócios de mídia que já passou (o das gravadoras) e o que está por vir, o de entretenimento como serviço... aberta a Caixa de Pandora, não há como fechar. As viúvas das gravadoras, da escassez, têm que começar a construir o próximo modelo, um que depende de muita banda, muito barata, em todo canto, com serviços baseados em micropagamentos, para estarem disponíveis para muita gente, para que eles, os autores e intérpretes, sejam remunerados por sua participação percentual no fluxo de atenção”.

9 de setembro de 2008

Garotas BOAS vão pro show do Mundo Livre, barangas vão pra qualquer lugar

Parafraseando Rebeca Matta para explicar o grande show do Mundo Livre S/A no festival Lixo e Cidadania, na última sexta-feira, 5 de setembro, em BH.

Lotado, com excelente presença feminina (em número e nível), foi uma prova de fogo para potenciais maníacos sexuais. Gatas desfilando com seus vestidos modelo Verão 2009 e se esfregando involuntariamente (?) pelo Lapa Multshow. Mistura perigosa com o samba-rock-cabeça de Fred 04 e companhia, chegando próximo à combustão ao som de Jair Rodrigues (via DJ) cantando “balançando, balançando, balançando”. O resultado era mais ou menos isso. O próprio Jair se eximia da culpa em sequência: “eu não tô fazendo nada e você também”. Então tá.

Saindo da parte sexual e voltando ao show (“Saco!”, você pensou. Seu punheteirozinho de merda, visite algum site que resolva seu problema – de graça – e não frite por aqui).

Prestes a completar 15 anos desde o lançamento de seu primeiro e histórico álbum, SambaEsquemaNoise, o Mundo Livre S/A é uma incógnita. Some por longos períodos, seus membros (com exceção de 04) não têm grande exposição na mídia (ao contrário dos conterrâneos e companheiros de movimento Mangue Beat da Nação Zumbi, por exemplo) e transita entre diferentes circuitos, com shows em eventos rock, de samba ou até mesmo de world music pra gringo. Interessante perceber como as músicas se adaptam e funcionam bem em todos esses ambientes. Outro fato interessante, no show em BH, era perceber quais músicas eram desconhecidas do público: como bem descobriu o Leo, bastava reparar no aumento do movimento no bar e na fila do banheiro. Na hora dos hits, todo mundo quer cantar e mostrar que é “fã”. E aqueles que não fazem pose querem simplesmente aproveitar o momento, claro. =)

Talvez eu nunca tenha feito um texto tão picareta quanto esse. Basicamente, eu precisava apenas de uma desculpa para registrar aqui a quantidade de gostosas nessa noite. Uma pena não ter levado minha câmera...

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