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4 de outubro de 2011

Festival DoSol 2011


Nesta quinta-feira, 6 de outubro, começa a prévia do Festival DoSol em Natal/RN, evento cada vez mais forte no cenário independente nacional. Realizado pela produtora de mesmo nome e patrocinado pela Oi e Petrobras, o DoSol 2011 é uma espécie de vitrine do novo rock produzido no nordeste brasileiro e apresenta quase 50 bandas locais ainda desconhecidas no restante do país (ou até mesmo na região).

O festival em si acontece entre 4 e 13 de Novembro, em Natal e Mossoró (também no Rio Grande do Norte), mas os primeiros shows do "pacote" DoSol 2011 acontecem dentro da programação do Pensando Música, que une shows a palestras no IFRN - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Rio Grande do Norte. 

A parte da programação oriunda do sul e sudeste do Brasil, em sua maioria, já é conhecida na cena musical alternativa. São os casos de artistas como Tulipa Ruiz, BNegão e bandas como Do Amor, Canastra e Dead Fish. No entanto, um dos diferenciais (e atrativos) do DoSol é justamente a curadoria entre os novos talentos do nordeste, que este ano apresenta ao público de Natal artistas de destaque na atual cena independente, como Nuda (responsável por um álbum fenomenal este ano), Calistoga, Sertanília, Planant e provavelmente mais algumas dezenas de bandas no mínimo interessantes que, reconheço, ainda não conheço (ou não ouvi o suficiente para ser capaz de julgar).

Para quem estiver na cidade e gosta de rock alternativo, programa fundamental.



PENSANDO MÚSICA
IFRN – CIDADE ALTA (Entrada Gratuita)
Quinta, dia 06 de outubro (Auditório da IFRN – Cidade Alta)
18h – Síntese Modular (RN)
18h30 – Congresso Técnico do Festival Dosol 2011
19h30 – Encontro de blogs de música e cultura
21h – Clara e a Noite (RN)
Sexta, dia 07 de outubro (Auditório da IFRN – Cidade Alta)
18h – Adriano Sudário&Dante Augusto
18h30 – Palestra sobre Tecnologia social e associativismo com Nando Magalhães (PopFuzz/Fora do Eixo)
19h30 – Palestra sobre cooperativas com a Diretoria da Compor (Cooperativa de Músicos Potiguares recém criada)
Sábado, dia 08 de outubro (Auditório da IFRN – Cidade Alta)
17h – Camarones Orquestra Guitarrística (RN)
18h – Graveola e o Lixo Polifônico (MG)
19h – Los Costeletas Flamejantes (RN)

FESTIVAL DOSOL 2011
SEXTA, DIA 04 DE NOVEMBRO (Festa de Abertura)
Centro Cultural Dosol (Para Convidados e promoções)
23h – Discotecagem Rock
24h – General Junkie (RN) – Gravação do cd/dvd ao vivo
SÁBADO, DIA 05 DE NOVEMBRO
Rua Chile, Ribeira (R$20,00)
15h30 – HEY APPLE (RN)
16h – DESSITUADOS (RN)
16h30 – PLANANT (RN)
17h – INFLAMÁVEIS (RN)
17h30 – O SONSO (CE)
18h – TOKYO SAVANNAH (SP)
18h30 – HELLBENDERS (GO)
19h – VENICE UNDER WATER (RN)
19h30 – SATAN DEALERS (ARG)
20h – GLOOM (GO)
20h30 – VIVENDO DO ÓCIO (BA)
21h – RINOCERONTE (RS)
21h30 – CANASTRA (RJ)
22h10 – CAMARONES ORQUESTRA GUITARRISTICA (RN)
22h40 – DUSOUTO (RN)
23h20 – DO AMOR (RJ)
24h20 – TULIPA RUIZ (SP)
01h – TALMA&GADELHA (RN)
01h30 – BNEGÃO & SELETORES DE FREQUÊNCIA (RJ)
DOMINGO, 06 DE NOVEMBRO
Rua Chile, Ribeira (R$20,00)
15h30 – ANTISKIEUMORRA (RN)
16h – LOS COSTELETAS FLAMEJANTES (RN)
16h30 – SUNSET BOULEVARD (RN)
17h – CONQUEST FOR DEATH (EUA)
17h30 – MADAME SAATAN (PA)
18h – HILLBILLY RAWHIDE (PR)
18h30 – GUACHASS (URUGUAI)
19h – MONSTER COYOTE (RN)
19h30 – VIOLATOR (DF)
20h – SANCTIFIER (RN)
20h30 – KRISIUN (RS)
21h30 – GALINHA PRETA (DF)
22h – DEAD FISH (ES)

FESTIVAL DOSOL
MUSICA INSTRUMENTAL E CONTEMPORÂNEA
Quarta, 09 de novembro
Casa da Ribeira (Entrada Gratuita)
19h – ANDRÓIDE SEM PAR (RN)
20h – EPCOS (PE)
21h – DASILVA E D´MALASSOBROS BAND (RN)
Quinta, 10 de novembro
Casa da Ribeira (Entrada Gratuita)
19h – ROMILDO SOARES (RN)
20h – SERTANÍLIA (BA)
21h – CAMILA MASISO (RN)
Sexta, 11 de novembro
Casa da Ribeira (Entrada Gratuita)
19h – GAROTOS SARADOS DO ORKUT (RN)
20h – LAFUSA (DF)
21h – KHRYSTAL (RN)
Sábado, 12 de novembro
Casa da Ribeira (Entrada Gratuita)
18h – HOSSEGOR (RN)
19h – FELIPE CAZAUX (CE)
20H – MONOGRAMA (MG)
21H – GATO LÚDICO (RN)
Domingo, 13 de novembro
Casa da Ribeira (Entrada Gratuita)
18h – ADRIANO SUDÁRIO (RN)
19h – COMUNIDADE AZOUGUE (PE)
20h – INI (SP)
21h – NUDA (PE)

FESTIVAL DOSOL – MOSSORÓ/RN
Sábado, dia 12 de novembro
Festival Dosol – Mossoró/RN
Flecha na Goela (R$6,00)
15h – CEMITÉRIO DE ELEFANTES (RN)
15H45 – SPUNK (RN)
16H30 – FLIPERAMA (RN)
17H15 – DR. CARNAGE (RN)
18H – RINOCERONTE (RS)
18H45 – HIGH DESERT (RN)
19h30 – CERVA GRÁTIS (PB)
20H15 – MAHATMA GANGUE (RN)
21H – CALISTOGA (RN)
21H45 – LEI DO CÃO (RN)
Domingo, dia 13 de novembro
Festival Dosol – Mossoró/RN
Flecha na Goela (R$6,00)
15h – 30 DE OUTUBRO (RN)
15H45 – SEYFER(RN)
16H30 – SICK LIFE (RN)
17H15 – I.T.E.P. (RN)
18H – SERTÃO SANGRENTO (RN)
18H45 – RED BOOTS (RN)
19h30 – MONOGRAMA (MG)
20H15 – DAD FUCKED AND THE MAD SKUNKS (AL)
21H – COMANDO ETÍLICO (RN)
21H45 – MONSTER COYOTE (RN)

3 de novembro de 2010

Nordeste agitado em novembro: festivais Mundo, Do Sol e PontoCE

Novembro é um dos meses com maior número de festivais dedicados à música independente no Brasil e o início do mês é marcado pela forte movimentação no nordeste do país, capitaneada pelos festivais Do Sol, em Natal, Mundo, em João Pessoa, e PontoCE, em Fortaleza. Abaixo, programação completa destes festivais.

Festival DoSol
SEXTA, DIA 05 DE NOVEMBRO
FESTA DE ABERTURA
CENTRO CULTURAL DOSOL
DISCOTECAGEM – FABRÍCIO NOBRE (GO)
24H – AMP (PE)
01H – LOVE BAZUKAS (GO/SP)
SÁBADO, DIA 06 DE NOVEMBRO
RUA CHILE, RIBEIRA
15h30 – HOSSEGOR (RN)
16H – DECRETO FINAL (RN)
16H30 – NEVILTON (PR)
17H – HUMANA (CHILE)
17H30 – MECHANICS (GO)
18H – SWEET FANNY ADAMS (PE)
18H30 – SEX ON THE BEACH (PB)
19H – SUPERGUIDIS (RS)
19H30 – VENICE UNDER WATER (RN)
20H – CAMARONES ORQUESTRA GUITARRÍSTICA (RN)
20H30 – AUTORAMAS (RJ)
21H – THE TORMENTOS (ARG)
21H30 – CALISTOGA (RN)
22H – BLACK DRAWING CHALKS (GO)
22H30 – VESPAS MANDARINAS + FÁBIO CASCADURA (SP/BA)
23H – ORQUESTRA CONTEMPORÂNEA DE OLINDA (PE)
24H – CABRUERA (PB)
24H30 – MÓVEIS COLONIAIS DE ACAJU (DF)
DOMINGO, DIA 07 DE NOVEMBRO
RUA CHILE, RIBEIRA
15H30 – TODOS CONTRA UM (RN)
16H – BURN MY HEART AT SUNSET (RN)
16H30 – PUMPING ENGINERS (RN)
17H – MAHATMA GANGUE (RN)
17H30 – KATAPHERO (RN)
18h – CONJUNTO MERDA (ES)
18H30 – AK-47 (RN)
19H – GARAGE FUZZ (SP)
19H30 – DESALMA (PE)
20H – CLAUSTROFOBIA (SP)
20H40 – FACADA (CE)
21H20 – MARKY RAMONES BLITZKRIEG (EUA)
FESTIVAL DOSOL – MÚSICA CONTEMPORÂNEA 2010
QUARTA, 10 DE NOVEMBRO
CASA DA RIBEIRA
19h – ESSO ALENCAR (RN)
19h40 – CLARA E A NOITE (RN)
20h20 – MC PREGUIÇA (RN)
QUINTA, 11 DE NOVEMBRO
CASA DA RIBEIRA
19h – JÚLIO LIMA (RN)
19H40 – PEDROBREU (RN)
20h20 – ANTÔNIO DE PÁDUA (RN)
SEXTA, 12 DE NOVEMBRO
CASA DA RIBEIRA
19h – TESLA ORQUESTRA (RN)
19H40 – DONA ZEFINHA (CE)
20H20 – WADO (AL)
SÁBADO, 13 DE NOVEMBRO
CASA DA RIBEIRA
19h – PLANANT (PR)
19h40 – FALSOS CORNEJOS (ARG)
20h20 – VIOLINS (SP)
DOMINGO, 14 DE NOVEMBRO
CASA DA RIBEIRA
19h – TRILOBIT (PR)
19h40 – FÓSSIL (CE)
20h20 – GIGANTE ANIMAL (SP)
FESTIVAL DOSOL 2010 (ETAPA PIUM)
CIRCO DA LUZ, PIUM/RN
DOMINGO, DIA 14 DE NOVEMBRO
17h – TESLA ORQUESTRA (RN)
17h40 – ORQUESTRA BOCA SECA (CE)
18h20 – CAMARONES ORQUESTRA GUITARRÍSTICA (RN)
19h – THE TORMENTOS (ARGENTINA)
19h40 – DONA ZEFINHA (CE)
20h20 – PEDROBREU (RN)
21h – CALISTOGA (RN)
SEGUNDA, DIA 15 DE NOVEMBRO
17h – JÚLIO LIMA (RN)
17h40 – FLUIDO NATURAL (RN)
18h20 – PLANANT (RN)
19h – FALSOS CORNEJOS (ARGENTINA)
19h40 – PROJETO TRINCA (RN)
20h20 – VIOLINS (GO)
21h – VENICE UNDER WATER (RN)

Festival Ponto.CE
O Ponto.CE 2010 será nos dias 3, 4, 5 e 6 de Novembro e terá espetáculos em 2 ambientes diferentes, um no Centro Cultural Banco do Nordeste e outro no Anfiteatro do Dragão do Mar. Veja abaixo o nome das bandas que se apresentarão.
Centro Cultural Banco do Nordeste (3,4,5 e 6 de Novembro)
Concreto e Asfalto (CE) – http://www.myspace.com/concretoeasfalto
Tubo na Batera (CE) – http://www.myspace.com/tubonabatera
Thundra
Black Drawing Chalks (GO) – http://www.myspace.com/blackdrawingchalks

Anfiteatro Dragão do Mar (5 e 6 de Novembreo)
Full Times Rockers (CE) http://www.myspace.com/bandajosephk
Selvagens a Procura de Lei (CE) – http://www.myspace.com/sapdl
Rock Vegas Banad (CE)

Festival Mundo
Em novembro, o Festival Mundo chega ao sexto ano. Focado na produção e promoção de arte e música independente, a produção do evento confirma que a sexta edição acontecerá entre os dias 05 e 21 de novembro, realizando em sua programação exposição coletiva de artes visuais (de 05 a 21), debates, oficinas gratuitas (05 a 12) e, nos principais dias do evento (13 a 15), a Mostra Audiovisual, Feira Cultural e programação de shows, que neste ano foi ampliada e fecha um total de 30 atrações musicais em três dias de shows.

Sábado (13/11) Domingo (14/11) Segunda (15/11)
Violator (DF) Móveis Coloniais de Acaju (DF) Bnegão & Os Seletores de Frequência (RJ)
Madness Factory Julia Says (PE) Abiarap
Desalma (PE) Beto Brito The Tormentos (Argentina)
Wado (AL) Seu Pereira & Coletivo 401 Cabruêra
Falsos Conejos (Argentina) Os Reis da Cocada Preta Camarones Orquestra Guitarrística (RN)
Pé de Coco Sem Horas Gigante Aniamal (SP)
A Banda do Joseph Tourton (PE) Elmo Fóssil (CE)
Ubella Preta Anjo Gabriel (PE) Sex On The Beach (CG)
Varadouro Groove Orchestra Dalva Suada Madalena Moog


A exposição de artes visuais tem coordenação de Fábio Queiroz, que dividirá curadoria com o artista plástico gaúcho residente em João Pessoa, Diego Gerlach. Cerca de 10 artistas terão suas obras exibidas no que é uma das mais importantes exposições da nova geração de artes plásticas do estado. Interessados em participar ainda podem enviar material para a curadoria pelo e-mail festivalmundo@gmail.com.

Em parceria com o SEBRAE, a já tradicional Feira Cultural terá 12 stands. Lojas de discos, instrumentos musicais, produtoras, coletivos, selos independentes, fanzines, moda, body art e demais agentes de cultura são o foco da feira.

Além dos shows e demais atividades, o Festival Mundo tem como foco a formação e fomento da cadeia produtiva da música e da cultura na cidade, agregando aos show uma programação de oficinas e debates abertos ao publico, trazendo convidados locais e nacionais. Tal ação trás o publico para discutir o próprio festival e o meio em que ele está inserido, além de buscar suprir eventuais necessidades da classe artística do estado. Dentre os temas estão produção para bandas independentes, sonorização, stencil e serigrafia, produção de vídeos com baixo custo e elaboração de projetos culturais. Mais informações em breve.

A mostra audiovisual será, mais uma vez, em parceria com o Tintin cineclube e ABD-PB. Dtalhes desta ainda estão sendo fechadas e a mostra acontecerá na Sala Digital, nos intervalos dos shows do palco principal.
O Festival Mundo é filiado à ABRAFIN (Associação Brasileira de Festivais Independentes), integrado ao Circuito Fora do Eixo e será realizado mais uma vez na Usina Cultural Energisa. O site oficial, patrocinado pela agência SODA Virtual, será lançado em breve, onde público e imprensa poderão acompanhar novidades sobre a produção e programação do Festival até os dias de sua realização.

FESTIVAL MUNDO 2010
Exposições: de 05 a 21 de novembro
Oficinas e debates: de 05 a 12 de novembro
Mostra Audiovisual, Feira Cultural e Shows: dias 13, 14 e 15 de novembro.
Local: Usina Cultural Energisa. João Pessoa (PB).

16 de setembro de 2009

Festival DoSol 2009

Recuso-me a escrever sobre qualquer festival de rock independente brasileiro que trouxer uma banda gringa que não seja Turbonegro, também conhecida como a melhor banda do mundo.

(Mas como tenho um bom coração, publico a programação do festival)

Sábado – 07 de novembro

Abertura dos portões: 15h

15h30 – Flaming Dogs (RN)
16h – Driveout (RN)
16h30 – Venice Under Water (RN)
17h – O Melda (MG)
17h30 – Plástico Lunar
18h – Cassim & Barbária (SC)
18h30 – Bugs (RN)
19h – Vendo 147 (BA)
19h30 – Os Bonnies (RN)
20h – Rejects (RN)
20h30 – Sick Sick Sinners (PR)
21h – Retrofoguetes (BA)
21h30 – The Baggios (SE)
22h – Danko Jones (CAN)
23h – Nuda (PE)
23h30 – DuSouto (RN)
24h – Orquestra Boca Seca (RN)
24h30 – Eddie (PE)

Domingo, 08 de novembro

Abertura dos portões: 15h

15h30 – Dr. Carnage (RN)
16h – I.T.E.P. (RN)
16h30 – Fliperama (RN)
17h – Nervochaos (SP)
17h30 – Deadly Fate (RN)
18h – Distro (RN)
18h30 – Pulverhund (Noruega)
19h – Comando Etílico (RN)
19h30 – Confronto (RJ)
20h – Calistoga (RN)
20h30 – Devotos (PE)
21h30 – Mugo (GO)
22h – The Exploited (UK)

Festival DoSol Música Contemporânea
Casa da Ribeira – entrada gratuita

Quinta, 19 de novembro
Projeto Trinca (RN)
Visitantes (SP)
Automatics (RN)

Sexta, 20 de novembro
Eu Serei a Hiena (SP)
Camarones Orquestra Guitarrística (RN)
A Banda de Joseph Tourton (PE)

Sábado, 21 de novembro
SeuZé (RN)
Experiência Apyus (RN)
Macaxeira Jazz (RN)

Domingo, 22 de novembro
Simona Talma (RN)
L.A.B. (RS)
Mais uma banda potiguar a ser confirmada (curti o nome dessa banda)

O início do texto era (meio) zoação. Apesar de eu realmente torcer pelo Turbonegro no Brasil, o festival DoSol merece bastante atenção e sua programação tem muitas bandas boas (e muitas ruins também, essa é a vantagem de se ter uma programação tão grande). Só de um festival reunir em uma festa edição ícones tão distintos quanto Exploited e Eddie e novos grupos em ascenção como Nuda, A Banda de Joseph Tourton e L.A.B já se destaca entre os mais interessantes da atualidade.

13 de abril de 2009

Festivais de cinema independente com inscrições abertas

Três dicas para os realizadores de produções audiovisuais independentes no Brasil:

festival indieO Indie já se tornou um dos principais festivais de cinema de Minas Gerais e em 2009 acontece de 3 a 10 de setembro em BH e de 10 a 17 do mesmo mês em São Paulo (onde será realizado pela segunda vez). O regulamento está disponível no site. Longas e médias-metragens de ficção ou documentário, nacionais ou estrangeiros, finalizados a partir de 2008 podem ser inscritos até 19 de maio.

Produções audiovisuais brasileiras finalizadas a partir de 2008 podem ser inscritas até 30 de abril através do site do Cine OP e envio de DVD com o material. A quarta edição do Cine OP - Mostra de Cinema de Ouro Preto acontece na cidade histórica mineira entre 18 e 23 de junho contando com exibições, oficinas e outras programações. Leia o regulamento.

E direto do Rio Grande do Norte, do coletivo Noize:
Cine Noize“O projeto Cine Noize surge com o propósito de apresentar para o público potiguar um segmento da produção de vídeo no Brasil que, apesar de existir e crescer ano após ano, possui ainda uma imensa dificuldade de exibição. No caso, são as produções nacionais ligadas principalmente à música independente, seja na forma de documentários, vídeo-clipes ou curta-metragens (animações, vídeo experimental etc). O projeto também abre portas para curta metragens de temas livres e animações em geral.
O CineNoize acontecera mensalmente na Casa da Ribeira, com aproximadamente uma hora e meia de programação, entre video cliples, curtas e documentarios.
como participar?
mande um e-mail para cinenoize@hotmail.com com os seguintes dados: nome / categoria (clipe, documentário, etc) / link do video”

26 de agosto de 2008

MADA 2008 - Como foi

Por Eleanor [e Silva]

O MADA deste ano foi bom. Eu esperava mais de uma edição de 10 anos de festival. Infelizmente, a chuva e o frio da via costeira atrapalharam minha boa vontade de assistir alguns shows. De qualquer forma, isso não é culpa da produção, que, inclusive, mudou a data do festival para agosto para tentar se livrar delas. São Pedro é quem realmente não gosta de Jomardo Jomas. Eu me queixo é contra a escolha das bandas e, principalmente, sobre o fato de depois de uma década esse povo não ter aprendido ainda a fazer um “achados e perdidos” decente. Rodamos meio mundo, falamos com “n” seguranças e com quatro pessoas da produção para termos alguma resposta sobre quem ficava encarregado de cuidar dos objetos perdidos. Felizmente, às 4 da manhã, três horas depois do incidente, um amigo angustiado pôde respirar aliviado. De qualquer forma, sobre as bandas, eu já estava ciente de que metade delas me desagradariam. Quando não eram pobres em qualidade, eram em significância. Tudo muito lugar comum.

A quinta-feira foi o dia das potiguares Barbiekill e Brand New Hate e dos pernambucanos do Sweet Fanny Adams. Única banda de electro-rock de Natal, o Barbiekill lotou a tenda eletrônica e colocou todo mundo pra dançar e até cantar junto, empolgados pela performance energética e descontraída da banda. No palco principal, o Brand New Hate repetiu esse feito. Claro, com estilos diferentes. São bandas muito novas e com membros jovens, mas eles mandaram muito melhor que outros com anos de estrada. Se os potiguares só sabem reclamar de tudo o que é do estado, essas duas bandas mostraram que santo de casa pode fazer milagre sim. Já o Sweet Fanny Adams fez um bom show, mas me conquistou mais pelo revivalismo pós-punk à la Gang of Four. Já gostava das músicas, gostei do show.

MotosierraNão posso deixar de mencionar a apresentação mais insólita do MADA e daquela quinta-feira. Não gosto do Motosierra, mas não posso dizer que eles fizeram um show ruim. Ainda que eu ache tudo meio poser, eu tenho de admitir que o vocalista, Marcos Fernandez, é performático. Até demais. Ele achou pouco ter simulado sexo com uma moça no palco, então resolveu enfiar o microfone na bunda e balançá-la para a platéia. Foi demais para o “decoroso” público potiguar, que estava lá mesmo para ver performance do inssoso O Rappa. Começaram a estirar o dedo médio e insultar o homem.

A sexta-feira foi o melhor dia do festival, embora o melhor show só viesse no dia seguinte. Chegamos lá bem na hora da banda Lunares. O trio satisfez todas as minhas expectativas de um bom show, mas me surpreendi com a qualidade sonora do grupo ao vivo. O excesso de samples é que me incomodou um pouco. Algumas vezes viravam a base da música e acabavam gerando em mim um certo desconforto pelos músicos virarem expectadores da própria música. De qualquer forma, nada me causou mais vergonha alheia que aquela valsinha do vocalista Rodrigo Lacerda com sua guitarra enquanto os samples soavam. [Silva: Eu achei a valsinha fofinha, tem gente que faz coisa pior em shows. Achei o som agradável, mas gostei muito mais da “prévia” deles no show que teve lá no teatro Sandoval Wanderley. Destaque para o público mínimo e as groupies enlouquecidas e seu estilo “ilare ilariê” na frente do palco].

Ficamos à toa até chegar a hora do show de Madame Mim na tenda eletrônica. O show faz jus à fama. A platéia - e eu - estava enlouquecida, extasiada. Como esperado, ela não parava quieta. Houve quem pedisse para ser espancado por ela no meio do show. Mas eram os seguranças ridículos que nos machucavam. Ela foi uma simpatia, chegou a descer do palco e dançar conosco durante um bom tempo. [Silva: Dou 10,0 para o show dela. O DJ era lindo também (hahaha, eu precisava comentar isso). Muito contagiante o show dela. Havia gente gritando desesperadamente, outros alegres, dançando, isso que é vida. 10,0 para a simpatia dela em descer do palco para dançar com o público. Ela talvez tenha sido a revelação desse MADA, digo, revelação para mim].

Depois de um tempo para descansar e jogar Wii na tenda de jogos, voltamos para o palco principal. Hora do Curumin. Infelizmente, o show foi prejudicado por problemas no som. Demorou para começar e, quando começou, começou se arrastando. Por mais que ele tentasse animar o público, as pessoas o receberam com sua habitual apatia. Foi melhorando, mas não passou de um show mais ou menos. Eu esperava mais, apesar de gostar da música dele. [Silva: Foi muito bom. Infelizmente o público de Natal não é para um show desse estilo, se tivessem 20 pessoas curtindo mesmo o show era muito].

Depois dele, os Autoramas subiram ao palco. O que faltou de público e de animação no show do Curumin, aqui sobraram. A multidão de adolescentes que surgiu do nada foi ao delírio. Era difícil não se empolgar com o rock dançante e a performance deles. [Silva: Não gostei. Achei uma bandinha muito “infantil” e não me apresentaram nada que eu já não tenha visto em Natal ali pela Ribeira. Mas sempre tem gente que gosta, não é verdade? E sinceramente, praticamente o MADA inteirinho. Não foi muito difícil ver gente se esmagando em frente ao palco e cantando suas músicas não]. Eu cantei várias.

Mas o melhor show da noite foi mesmo o do Pato Fu. Há anos desejava ir a um show deles e não conseguia. Para minha alegria, superou qualquer expectativa que eu tivesse. Fernanda Takai tem um domínio de palco surreal, mesmo com aquele jeitinho sereno dela. Para alegria geral, eles tocaram todos os hits e desenterraram algumas músicas do primeiro álbum. Um dos momentos mais legais foi o jogo de luz vermelha, os chifrinhos e a alteração de voz na hora de “Capetão 66.6 FM”. [Silva: Muito bom. O show é divertidíssimo, tocaram as músicas certas nas horas certas. A Takai é linda e muito fofa. A banda foi simplesmente muito boa. Valeu a pena assistir um show deles.]

Na hora do Lobão eu estava aos cacos e vi que era hora de ir para casa. Mas ainda deu para rir da abertura com a música do Chapeuzinho Vermelho. Momento vergonha alheia II. [Silva: No início com aquela coisa toda da Chapeuzinho Vermelho pensei que estavam tirando onda com a cara do bicho, mas foi muito legal a entrada. Infelizmente estava com fome, cansada e com os pés doendo, mas pelo pouco que pude assistir de longe, vi que Lobão é muito bom naquilo que faz, espero que tenha outra oportunidade de assistir ao seu show].

Mallu MagalhãesNo dia seguinte, o último de MADA, cheguei atrasada e perdi as duas primeiras bandas. A terceira [Macanjo] me deu calafrios e quando a quarta [Falcatrua] subiu ao palco, eu notei que havia enjoado de todas as músicas e não suportava mais a banda. Mas aí aquela menina, que parecia realmente uma criança num palco enorme, começou a tocar seu banjo e a cantar com sua voz doce e deixou boa parte da platéia de boca aberta. Sim, o show da Mallu Magalhães foi um dos melhores da noite. Ela parecia nervosa, mas não é à toa. É preciso muita coragem para enfrentar aquela multidão. Pode não ter sido o show mais esperado do público ali presente, mas havia sim uma grande expectativa. Felizmente, eu pude sorrir como uma idiota durante o show inteiro, cantar quase todas as músicas, e quase enfartar quando ela tocou “I’ve Just Seen A Face” dos Beatles. Agora quem tinha dúvidas comprovou: a menina é realmente talentosa.

Finalmente o show mais esperado da noite e o melhor da festa de 10 anos do MADA. Cordel do Fogo Encantado transformou a arena do Imirá Plaza num terreiro e fez chover. Literalmente. Se a maioria do público já estava arrebatado antes mesmo da primeira música, quando o batuque começou, o santo baixou de vez. Foi uma das apresentações mais viscerais da história do MADA. De arrepiar. Só vendo o show deles mesmo para saber.

Depois veio o show do Josh Rouse e o público sumiu. Fiquei lá no temporal, mas não tenho idéia se eu gostei da apresentação ou não. Meu cérebro parou com o frio e, na hora do Seu Jorge, eu decidi procurar o caminho da minha cama antes que eu acabasse com hipotermia. Maldita chuva.



[Meus agradecimentos à dupla Eleanor e Silva, do blog ENM, que se dispuseram a relatar as experiências do Mada deste ano. Ficou muito bom!]

Fotos
Mallu Magalhães: xpipax
Motosierra e Barbiekill: Débora Ramos

8 de agosto de 2008

Mada - Música Alimento da Alma (e sua edição de 2008)

Boa parte dos ouvintes de música alternativa / independente no Brasil tomou conhecimento do Mada em 2004, quando a banda norte-americana The Walkmen veio ao Brasil pela primeira vez para uma apresentação exclusiva no festival. Até então, o Mada não tinha grande espaço em publicações e veículos online especializados, chegando até mesmo a não ser visto com bons olhos pelos xiitas do underground por misturar em sua programação artistas como Lulu Santos, Jorge Benjor e até mesmo Detonautas Roque Clube (urgh) junto à bandas de rock independente.

Há um claro apelo pop no Mada - Música Alimento da Alma, mas também é indiscutível sua função de reunir e dar espaço para as novas e interessantes manifestações do rock independente brasileiro. Ao invés de escalar apenas bandas desconhecidas e manter-se no gueto alternativo, o festival opta por mesclá-los a artistas já consagrados, aproximando mainstream e underground. O problema, aí, é que alguns dos nomes populares escolhidos às vezes são lastimáveis, vide o já citado Detonautas ou os gaúchos do Reação em Cadeia.

Este ano o Mada realiza sua 10ª edição (apesar de criado em 1998, não foi realizado em 1999) e, ao contrário do que se podia esperar, resolveu diminuir um pouco o número de atrações, o que parece ser uma boa alternativa. A maioria dos festivais parece estar mais atenta à quantidade de atrações do que na qualidade das mesmas, resultando em dezenas de bandas se apresentando para públicos minúsculos em horários indecentes e no público extremamente cansado após árduas jornadas de shows. No Mada 2008, a média será de 9 shows por noite (no ano passado, por exemplo, a média era 11), das 21 horas às 3 da madrugada, mais ou menos. Também será realizado o Eletromada, palco com programação alternativa direcionada às vertentes da música eletrônica.

As atrações mais conhecidas desta edição são O Rappa, Pato Fu, Seu Jorge, Lobão, Cordel do Fogo Encantado, Mallu Magalhães e o cantor de alt folk americano Josh Rouse, que vem ao Brasil pela primeira vez. Entre as bandas mais alternativas, vale conferir o quarteto indie/pós-punk pernambucano Sweet Fanny Adams e o multifacetado Curumim, que este ano está se apresentando em diversos festivais do circuito independente (entre eles Calango e Eletronika).

Programação completa do Mada 2008

14/08, quinta-feira
21h30 - Poetas Elétricos (RN)
22h - Amps e Lina (PE)
22h30 - NV (RJ)
23h - Sweet Fanny Adams (PE)
23h30 - Rastafeeling (RN)
00h - Brand New Hate (RN)
0h30 - Motosierra (URU)
1h30 - O Rappa (RJ)

15/8, sexta-feira
20h50 – The Volta (RN)
21h20 – Lunares (RN)
21h50 – Subaquático (BA)
22h20 – Poliéster (RS)
22h50 – Síntese Modular (RN)
23h20 – Curumin (SP)
23h50 – Autoramas (RJ)
00h30 – Pato Fu (MG)
01h30 – Lobão (RJ)

16/08, sábado
21h10 – Rosa de Pedra (RN)
21h40 – Sem Horas (PB)
22h10 – Macanjo (RJ)
22h40 – Falcatrua (MG)
23h20 – Mallu Magalhães (SP)
00h – Cordel do Fogo Encantado (PE)
01h – Josh Rouse (EUA)
02h – Seu Jorge (RJ)
03h20 – Montage (CE)

Para conhecer cada uma das atrações do festival, a dica é visitar o blog ENM (Esse não manja), que fez uma série de textos sobre as bandas selecionadas para o Mada.

E para saber mais profundamente sobre o Mada, seu conceito e história, leia abaixo trechos de entrevistas publicadas no Overmundo e Coquetel Molotov com o idelizador do festival, Jomardo Jonas.

Do Overmundo, por Yuno Silva:
Esse nome é perfeito! Vem de onde?
Jomardo — [risos] Já respondi isso acho que mais de um milhão de vezes, mas vamos lá: o apelido “Mada” foi dado pelo repórter da Folha de SP que acho muito grande ficar repetindo “Música Alimento da Alma” o tempo todo na matéria. Ficou. “Música Alimento da Alma” vem de um texto do Jolian (músico, irmão do Jomardo) que ainda iria se transformar em música. Dizia que quando acaba a água, alimento do corpo, só resta a música que é o alimento da alma — por isso as primeiras edições terem sido mais ecléticas e abrangentes.

Então no começo tinha toda uma diversidade musical, e com o tempo o Mada foi enfocando o pop, o rock, a música eletrônica, pitadas regionais e arredores. O que fez o foco pender para esse segmento?
Foi um processo natural. A coisa foi andando e percebemos essa tendência. Naquele primeiro, pensamos em dar uma chance a quem estava tocando na noite. Depois é que fomos criando o conceito. Em 1998 algumas bandas covers tocaram, não tínhamos uma produção consistente de músicas autorais. A partir do segundo ano é que começamos a nos preocupar mais com isso, e de dar mais espaço para grupos locais —na primeira edição vieram muitas bandas de Pernambuco. O Festival começou a se configurar realmente. Então buscar esse foco no pop e no rock estava em sintonia com o que acontecia em outros festivais do Brasil.

Você acredita que eventos do porte do Mada podem andar com as próprias pernas após três anos via lei de incentivo? Segundo alguns conselheiros que analisam projetos enquadrados na lei estadual isso é plenamente possível. (O projeto inscrito na Fundação José Augusto, instituição responsável pela gerência da Lei Câmara Cascudo, enfrentou problemas de aprovação e quase não se beneficia do sistema de mecenato: investimento cultural em troca de recolhimento de impostos - nesse caso ICMS).
Acho difícil. Paixão de Cristo em Nova Jerusalém tem 30 anos e conta com os apoios das Leis Rouanet (federal) e a estadual (Pernambuco). Junta quantas pessoas? Tem ajuda de verba pública desde o começo. Outro: o Festival de Cinema de Gramado (RS), em dos mais famosos do mundo com 33 edições, continua sendo bancado com dinheiro vindo das Leis. Então isso é um grande absurdo.
Não existe esse negócio de um evento andar sozinho, principalmente em uma cidade como Natal, que é difícil conseguir uma cota de R$ 5 mil reais para uma banda gravar um CD. É quase impossível fazer um evento hoje, com a dimensão do Mada e tantos outros, se não tiver a participação de uma lei de incentivo. Esse papo é uma grande balela.
Se fosse assim o Programa Rumos Itaú Cultural, um grande projeto nacional promovido por uma poderosa instituição financeira, não precisaria desse recurso para continuar existindo. O banco abate anualmente cerca de R$ 30 milhões de impostos investindo em programas sócio-culturais… se ele não anda com as próprias pernas imagine eu!! [risos]

Falam muito que o Festival Mada fortalece a cena local de música. Você acha que o evento realmente colabora? Como?
Sem dúvida. O Mada foi quem trouxe pela primeira vez à Natal os maiores nomes da imprensa nacional especializada. Lembro-me que a maior matéria que saiu na Folha de São Paulo sobre o Festival foi com o Alexandre Alves da Solaris Discos, até então pouco conhecido dentro de Natal. MTV, Multishow, O Globo, Jornal do Brasil, revista Dynamite… contatos feitos a partir dessa vinda ao Mada.

Cobertura do "Passe Livre" do Mada 2007


Do Coquetel Molotov, por Jarmeson de Lima:
O MADA tem uma característica eclética, trazendo tanto grandes bandas conhecidas, quanto revelações do cenário independente. De que forma o público assimila essa mistura?
Jomardo - Numa cidade como Natal que existe uma relação muito forte do grande público com o Axé e o Forró, decidimos colocar em nossa programação algum grande nome conhecido para atrair esse público e garantir maior visibilidade para bandas indies. Até agora não temos percebido muitos problemas para o público assimilar essa mistura.
Nosso foco são as bandas indies. As atraçoes maiores são o complemento para garantia de público, que termina sendo interessante para todos os envolvidos.

Relembrando o início do festival, como você vê a cena musical potiguar daquela época em comparação com a atual?
Sem dúvida a cena potiguar cresceu bastante nesse período. E acredito que o festival ajudou muito nesse processo todo. Muitas bandas apareceram, selos e outros festivais com a mesma idéia do MADA, que sempre foi fomentar a cena indie. Quando começamos em 1998, não existia uma cena, não se falava em Natal no cenário nacional e existia somente o trabalho incansável do selo Solaris Discos para algumas bandas locais. Ao longo desse tempo de festival MADA, muitos contatos foram feitos através do festival pelas bandas locais e consequentemente foi se formando todo um processo de divulgação além de nossas fronteiras e também fortalecendo o festival no restante do país.

Existe agora uma discussão em torno dos festivais independentes com relação a ter ou não patrocinadores e de que forma eles tiram a liberdade de um produtor. O que você pode falar a esse respeito? Patrocinadores chegam a interferir na programação do MADA?
Essa é a discussão mais hipócrita que conheço, totalmente sem sentido.
Os patrocinadores são fundamentais para o fortalecimento dos festivais. Alguns produtores mais radicais ou que não precisam dos festivais para sobreviver, ficam tirando onda de independentes, reclamam que existem uma proliferação de eventos que colocam o nome "festival" para conseguir os patrocinadores, mas não percebem que podemos agregar esses patrocinadores aos festivais indies, sem necessidade de interferencia deles na programação. É lógico que os patrocinadores querem um retorno de mídia e público, mas com certeza tem mais interesse ainda em agregar a marca a um evento de credibilidade e qualidade. E o que acontece muito no mercado hoje são festivais que não se preocupam com a qualidade de sua estrutura. Muitas vezes parece que para ser indie o negócio tem que ser tosco e desorganizado. Mas não vejo por aí o caminho.
Somos um mercado em crescimento, e se queremos disputar, temos que saber trabalhar com nossas armas, que infelizmente estão sendo utilizadas por algumas empresas produtoras desse falsos "festivais". E foi exatamente nessa falha de alguns festivais, que algumas empresas perceberam o filão e montaram "festivais" com os patrocinadores que poderiam ser de toda a cena indie e de uma cena de festivais mais organizados.

Cobertura realizada pelo Alto-Falante do Mada 2007



19 de junho de 2007

Festival DoSol 2007

A terceira edição do Festival DoSol acontece este ano entre 3 e 5 de Agosto, em Natal, e traz 44 bandas de diversos locais do Brasil. Um dos mais importantes festivais alternativos do nordeste, este é mais um braço da DoSol, que também movimenta o Rio Grande do Norte com a DoSol Records, o Estúdio DoSol, o DoSol Rock Bar e a DoSol Image.

Os shows irão acontecer na rua Chile, no bairro da Ribeira, mesmo local da edição do ano passado. Também faz parte do evento uma série de palestras, intitulada “Pensando Música - Ciclo de Palestras e Debates para o crescimento da Música Potiguar”.

Um pouco antes do festival, nos dias 14 e 15 de Julho, acontecem duas prévias oficiais, cuja programação está abaixo:

Dia 14
Ludov (SP), 2Fuzz (CE), EletroBilhar (RN) e Adriano Azambuja (RN)
Dia 15
Sugar Kane (PR), Oitavada (CE), Bode Rocco (RN), Drive Out (RN) e Superia (RN)


Já o evento principal, em Agosto, conta com esta programação:

Sexta, 03
Brand New Hate (RN), Babe Please (RN), Motherhell (PB), Vitrola (CE) Monophone (CE), Peixe Coco (RN), Distro (RN), The Sinks (RN), Vamoz (PE), Volver (PE), Bugs (RN) e Moptop (RJ)

Sábado, 04
Toy Gunz (RN), Lotus (RN), Secks Collin (SP), Fliperama (RN), Joseph K? (CE), Enne (MG), Arquivo (RN), Stellabella (RJ), Lucy and The Popsonics (DF), Red Run (CE), Violins (GO), Allface (RN), Rockfellers (GO), Zero8Quatro (RN), Jane Fonda (RN), Supergalo (DF), The Honkers (BA), Os Bonnies (RN) e Rock Rocket (SP)

Doming, 05
Traumam (RN), Ravanes (RN), Psicomancia (RN), Verdade Suprema (RN), Comando Etílico (RN), Drunk Driver (RN), Levante (RN), Jason (RJ), The Nation Blue (AUS), Ataque Periférico (RJ), Expose Your Hate (RN), Insurrection Down (PE) e Matanza (RJ)

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Leia mais sobre o festival:
no site oficial
no Overmundo
matéria com o idealizador

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