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8 de outubro de 2010

Mistureba #11: Twitter no Brasil, aplicativos de música, lei Rouanet, Falha de S. Paulo e Fórum da Cultura Digital

"Concentração de recursos da Lei Rouanet no eixo Rio-São Paulo pode chegar ao fim, se forem aprovadas as propostas do Procultura. Debatido desde 2003, projeto já está no Congresso" Jornal Estado de Minas

"'Atualmente, 25% dos usuários estão nos EUA. O resto se divide entre Europa, Ásia e América Latina', declarou a representante do Twitter, que alcançou 420% de crescimento nos últimos seis meses. Além da abertura de um escritório no Brasil, a versão em português do serviço está perto de sair.
O Brasil, além de gerar 16% de todo os tweets do mundo (cerca de 60 milhões por dia), gera também trabalho para os engenheiros da empresa. Os profissionais precisaram remodelar os algoritmos dos Trending Topics para evitar que temas triviais ofuscassem eventos relevantes como os problemas políticos do Equador." Raquel Camargo

"Em 30 de setembro, o jornal (Folha de S. Paulo) conseguiu uma liminar que obrigava os irmãos Lino e Mario Bocchini a tirar do ar o conteúdo da Falha de S. Paulo, um site de humor que tirava um barato do indisfarçável viés pró-tucano que aterrissou com mais força do que nunca na Barão de Limeira dos últimos tempos. Os dois foram obrigados a remover do ar todo o conteúdo do site, sob pena de pagar multa diária de R$ 1.000. Segundo Lino, a empresa nem chegou a enviar uma notificação extrajudicial ou um pedido por e-mail: já foi logo apelando para o processo. Assim, a seco, sem KY nem piedade." Boteco Sujo

"A liminar concedida à Folha da Manhã faz referência ao uso indevido da marca da empresa. Para o idealizador do site, o grupo fez uso de uma "brecha, uma desculpa legal para praticar censura". "É muito grave, porque o direito à liberdade de expressão teria que se sobrepor a isso. Não sou uma empresa, não sou filiado a partido político. A gente não ganhou um centavo com esse site. Ele foi criado única e exclusivamente para criticar o jornalismo praticado pela Folha de S.Paulo, crítica contundente até e, pelo jeito, funcionou", disse." Portal Imprensa

Fórum da Cultura Digital
Chamada pública para apresentação de atividades no Fórum da Cultura Digital Brasileira
"A 2ª edição do Fórum da Cultura Digital Brasileira, a ser realizada entre os dias 14 e 17 de novembro de 2010 na Cinemateca de São Paulo, pretende congregar, conforme ocorreu em 2009, as iniciativas de cultura e comunicação existentes no país que estão conectadas pela rede social CulturaDigital.Br.
Este ano, a proposta é dar visibilidade aos processos emergentes na rede, às diferentes comunidades de práticas e interesses que se organizaram ao longo do ano, levantando questões e propondo formulações para subsidiar as políticas públicas para a era digital, desenvolvidas com pioneirismo pelo Ministério da Cultura do Brasil desde 2003.
O Fórum também pretende, como no ano passado, abrir espaço para expressões artísticas emergentes do mundo das redes, antecipando tendências e apresentando a diversidade cultural brasileira para o público participante.
Para tanto, a programação está aberta a propostas autogestionadas na qual qualquer indivíduo, grupo, coletivo, instituição nacional ou internacional poderá submeter uma proposta de participação para as seguintes áreas:
* O Fórum da Cultura Digital não prevê nenhum tipo de apoio financeiro à realização, quando autogestionadas, das Oficinas, Experiências e Redes."


"A Billboard divulgou os vencedores do 1º Music App Awards, concurso de aplicativos de música promovido pela publicação. São eles:
MorphWiz – melhor aplicativo para criação de música
(transforma o iPad em um instrumento musical)
MOG Mobile – melhor aplicativo de streaming de música
(relacionado ao site de compartilhamento de música MOG)
Live Pish – melhor aplicativo de show
(permite acompanhar apresentações direto do celular)
I Am T-Pain – melhor aplicativo de artista
(você pode enviar mensagens de voz com o efeito auto-tune, utilizado pelo rapper T-Pain).
SoundHound – aplicativo mais “envolvente” de música
(permite descobrir qual música está tocando num ambiente. Bem útil)
Gibson Learn & Master Guitar - melhor aplicativo de marca musical
(afinador, metrônomo, dicionário de cifras e lições de guitarra no celular)" Tiago Dória

21 de dezembro de 2009

R$ 4.622.980 para festivais de música independente em MG

Na última sexta-feira, 18 de dezembro, foi divulgada a lista dos projetos culturais aprovados na Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. Somando o valor aprovado para a realização de festivais focados na música independente/alternativa em Minas Gerais ao longo do ano de 2010, a quantia total dedicada a esses eventos chega a R$ 4.622.980,00.

Atualização: se considerarmos os projetos de festivais de samba, cujo valor total gira em torno de R$ 1.300.000,00, o quantia possível de ser aplicada nos festivais de música independente em MG sobe para quase 6 milhões de reais. Detalhes sobre a cena do samba estão no blog do Pedro Thiago, que me deu o toque. Valeu!

Os festivais que considerei são:
  • 53 HC = R$ 120.955,00
  • BH Music Station = R$ 250.000,00
  • BPM - Beats por Mineiros = R$ 351.895,00
  • Campeonato Mineiro de Surfe = R$ 250.000,00
  • Cidade Hip Hop = R$ 250.000,00
  • Conexão Mineira de Música (a.k.a "Conexão Vivo", né galera?) = R$ 360.000,00
  • Garimpo = R$ 267.500,00
  • Eletronika = R$ 324.000,00
  • Escambo = R$ 200.000,00
  • Formiga Sônica (que nome é esse?) = R$ 66.500,00
  • Jambolada = R$ 322.830,00
  • Lixo e Cidadania = R$ 172.300,00
  • Marreco = R$ 230.000,00
  • Música Independente = R$ 360.000,00
  • Música no Museu Inimá de Paula = R$ 160.000,00
  • Palco Hip Hop = R$ 230.000,00
  • Pequenas Sessões = R$ 101.000,00
  • Sabará Musical = R$ 270.000,00
  • Savassi Festival = R$ 300.000,00
  • Triumph of Metal Festival = R$ 36.000,00

Ao todo, 1.259 projetos foram aprovados e estão aptos a captar recursos junto a empresas que deduzirão 80% do valor patrocinado do pagamento de imposto (ICMS - Imposto sobre circulação de mercadorias e prestação de serviços). O valor total dos projetos aprovados é de R$ 203 milhões, porém o valor máximo aprovado pelo Governo do Estado para renúncia fiscal é de R$ 53 milhões (0,3% da arrecadação líquida do ICMS corrente em MG). Ou seja: apenas 23% dos projetos aprovados poderão efetivamente ser patrocinados via Lei de Incentivo (caso todos captem integralmente os valores aprovados). Essa é uma estratégia do Governo que se ampliou em 2009, aprovando mais projetos e deixando que o próprio mercado defina quais serão as iniciativas culturais que mais interessarão as empresas patrocinadoras.

Segundo dados da Secretaria de Cultura de MG, 706 projetos aprovados são de empreendedores de Belo Horizonte e 553 de cidades do interior de MG. O resultado é parte do crescente movimento de interiorização que ocorre na Lei de Incentivo e que em 2013 deve chegar a 43% do total de propostas aprovadas tendo origem no interior.

21 de fevereiro de 2008

Indie sem fronteiras

Para quem não leu ou sequer ficou sabendo, o jornal Estado de Minas deu a capa de seu caderno de cultura do dia 08 de fevereiro para a movimentação na música independente que está acontecendo no interior de Minas. A abertura e destaque da matéria ficou com o Fórceps, coletivo do qual (orgulhosamente) faço parte.

Não foi possível colocar o jornal digitalizado aqui com mais agilidade devido a minha agenda mais do que cheia ultimamente, mas agora está disponível, abaixo, a matéria completa.

É importante ressaltar que de todas as cidades do interior mineiro citadas na matéria como exemplos de produção musical independente, Sabará, cidade natal do Fórceps e foco de nossas ações, é a única que não fez parte do circuito de palestras realizado pelo projeto Conexão Telemig Celular com o coletivo Espaço Cubo em 2007. A caravana Cubo-Conexão passou pelas cidades de Montes Claros, São João Del-Rey, Poços de Caldas e Uberlândia (todas citadas na matéria) com palestras e bate-papos sobre produção cultural, fomentando moradores locais a se envolverem com a produção independente, estimulando as cenas locais.

O que percebo, de longe, é que algumas dessas cidades apresentaram apenas um resultado momentâneo (o famoso "fogo de palha"), criando coletivos durante a presença do Cubo e logo os abandonando pouco tempo depois.

Enquanto isso, em Sabará, o Fórceps realizou dois festivais em quatro meses de existência (Escambo e Grito Rock), estréia no próximo mês um cineclube na cidade (que contará com sessões quinzenais, sempre com alguma discussão antes ou depois das exibições) e prepara um festival em Belo Horizonte para abril/maio, além de outros planos sobre os quais ainda é cedo para falar. Tudo de forma independente, garimpando apoios (escassos) e com muito suor (literalmente).

Enfim, a matéria do Estado de Minas está abaixo e para acompanhar as ações do Fórceps, leia o blog do coletivo.

O mais importante de tudo isso é imaginar que mais pessoas possam sair do marasmo da aceitação e se interessar por fazer algo, buscar aquilo em que acreditam e acham necessário ser realizado.

Fórceps no jornal - parte 1
Fórceps no jornal - parte 2
Fórceps no jornal - parte 3

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