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6 de junho de 2019

Sonâncias Lab abre inscrições para bandas participarem de residência artística e gravação de EP com os produtores Pupillo, Maria Beraldo e Paula Rebellato (Rakta)


Sonâncias Lab é um laboratório de experimentação. Mais do que promover artistas, a iniciativa – realizada pela Quente e patrocinada pelo Natural Musical – proporciona uma residência artística somada à gravação de um disco com produtores renomados, entre eles Pupillo, Maria Beraldo e Paula Rebellato (Rakta). Em 2019, três bandas serão selecionadas para participarem do processo, sendo pelo menos uma de Minas Gerais.

Funciona da seguinte maneira: bandas, cantores e artistas autorais têm de 10 de junho a 17 de junho para se inscreverem pelo site: quente.org.br/sonanciaslab. Após passarem por uma análise dos produtores e do Sonâncias Lab, os selecionados para o laboratório serão anunciados no dia 21 de junho.

Cada produtor ficará responsável por um contemplado. Juntos, terão cinco dias para gravar, mixar e masterizar um EP – de ao menos 3 faixas – em um estúdio de Belo Horizonte. O programa custeará passagens aéreas e hospedagem para os que residirem fora da capital mineira. Os artistas completarão o ciclo do projeto no dia 6 de setembro, quando farão o show de lançamento dos EPs no festival Sonâncias – também com custos logísticos e cachê pagos pelo programa.

Confira o cronograma do Sonâncias Lab 2019
- 10 a 17 de junho - inscrições
- 21 de junho - divulgação das 3 bandas escolhidas
- 30 de junho a 4 de julho - gravação produzida por Pupillo, no estúdio Ilha do Corvo, junto de Leonardo Marques (proprietário do estúdio, produtor de discos do Maglore e Iconili)
- 6 a 10 de julho – gravação produzida por Maria Beraldo, no estúdio Frango no Bafo, junto de Thiago Correa e Henrique Matheus (proprietários do estúdio, responsáveis pela produção de discos de artistas como Lô Borges, Jennifer Souza e Minimalista)
- 5 a 9 de agosto - gravação produzida por Paula Rebellato (Rakta), no estúdio Pequeno Quarto, junto do multi-instrumentista Daniel Nunes (membro do Constantina)
- 7 de setembro - shows de lançamento dos EPs dentro da programação do festival Sonâncias, em Belo Horizonte

Sobre o Sonâncias
Produzido pela Quente, o Sonâncias começou com um modelo híbrido entre ciclo de debates sobre mercado musical e festival. Realizado bienalmente, promoveu discussões temáticas ao longo de uma semana em 2015 e em 2017, tendo entre os debatedores produtores de festivais, músicos, representantes de órgãos públicos e de empresas patrocinadoras de atividades culturais. Entre esses convidados estavam profissionais de destaque no mercado como Alexandre Matias, Fabiana Batistela, Pena Schmidt, Guilherme Guedes (Multishow), Marcos Boffa (Audio, festivais Sonar, Planeta Terra e Eletronika, Motor Music), Ana Morena (Dosol), Gutie (Rec Beat), Mauricio Pereira (Os Mulheres Negras), Larissa Conforto (Ventre), Henrique Portugal (Skank), Adriano Cintra (ex-Cansei de Ser Sexy), Beatriz Araújo (Natura Musical), Lúcio Ribeiro (Popload) e outros. Entre as atrações musicais, se apresentaram bandas como Baleia (RJ), Maurício Pereira (SP), Duda Brack (RS), Luneta Mágica (AM), Young Lights (MG) e Test (SP).

28 de novembro de 2015

Os novos festivais de BH que se destacaram em 2015

Em um ano em que a recessão econômica foi um dos assuntos mais comentados, ao menos sete novos festivais dedicados à música alternativa surgiram em BH. Enquanto alguns tradicionais eventos não tiveram edições realizadas em BH neste ano (caso do Natura Musical e do Conexão), outros tiveram edições reduzidas ou pouco inspiradas, o que abriu espaço para novas iniciativas se destacarem.

Abaixo, uma breve lista dos novos festivais belorizontinos que chamaram mais atenção em 2015.

festival Furor

Furor
O Furor, na verdade, começou em dezembro de 2014 e se estendeu até o fim de janeiro de 2015 promovendo uma série de shows às terças e sábados no Mercado Distrital do Cruzeiro, um espaço até então distante da música independente. Apesar do nome um pouco bobo (Furor é acrônimo de "Férias Urbanas Repletas de Ótimos Rolês"), o evento ocupou um período do ano geralmente carente de shows e incluiu alguns bons nomes na programação, como O Terno, Thiago Pethit, Pequeno Céu e Renato Godá. Outro diferencial foi a venda de ingressos no esquema "pague o quanto quiser" (em cotas limitadas) e a opção de comprar o ingresso junto de produtos de bandas locais.


festival Viva

Viva
Além de uma boa programação com algumas das principais bandas indie de BH (e com produção artística da Quente) se apresentando em diferentes casas de shows, o Viva teve como grande diferencial utilizar o Parque da Serra Curral para a realização do seu último dia de programação. Desconhecido da maior parte do público, o parque contribuiu com o clima descontraído de piquenique e ainda permitiu que o público tivesse uma das melhores vistas da cidade, de seu mirante. Na programação, Boogarins, Dibigode, Câmera, Young Lights, Pequeno Céu, The Junkie Dogs e Valv, além de vários DJs.


Sonâncias

Sonâncias
Esse entra na lista de forma especial, já que sou um dos idealizadores e produtores, através da Quente. O Sonâncias é uma mistura de festival, seminário e rodada de negócios. Fizemos quatro noites de debates e em todas elas estavam presentes cerca de 70 pessoas, algo que até então eu nunca tinha visto em ações do tipo. Buscamos experimentar formatos diferentes para as conversas de forma a integrar mais os participantes e (parece que) funcionou bem. Além de reunir nomes representativos do mercado musical nacional, rolaram showcases de novas bandas autorais de BH (reallejo, Douglas Din, Young Lights e Mordomo) e quatro shows principais encerrando cada noite (Baleia, Câmera, Pequeno Céu e Banda Gentileza).

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Outros festivais iniciantes que merecem ser citados são o La Femme Qui Roule (também produção da Quente, vale dizer), o Chacoalha (que vem na onda do Viva de ocupar diferentes casas), Musa e
Shake Shake (que na verdade é mais uma festa itinerante, mas que surgiu esse ano vale ser comentada por aqui).

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